Arquivo da categoria: Diabetes e a odontologia

Saúde bucal e o corpo humano

A FINA RELAÇÃO ENTRE SAÚDE BUCAL E O CORPO HUMANO

stretching young woman with earphones in the gym

A saúde bucal é vital para um corpo saudável. Pesquisas mostram que a negligência a essa região pode causar doenças respiratórias, diabetes e até mesmo acidentes vasculares cerebrais. Segundo sugere pesquisa publicada pela NCBI (National Center for Biotechnology Information), a periodontite ou doença gengival crônica grave está frequentemente associada ao diabetes e pode ser considerada uma das complicações crônicas dessa síndrome metabólica.

Para identificar se sua saúde bucal está em dia é preciso, inicialmente, conhecer o aspecto de uma boca saudável: gengiva firme, de tonalidade rosada e superfície com poros que lembram uma casca de laranja.  É muito importante também fazer uma inspeção regular das gengivas e dos dentes, pois a gengivite é indolor até atingir estágios avançados, assim como são indolores as cáries em estágio inicial. . Gengivas amolecidas, inchadas, avermelhadas, ou que sangrem facilmente indicam que algo não vai bem. Outro importante sinal para estar atento são as retrações gengivais, isto é, a gengiva se retrai deixando exposto o início da raiz do dente, conhecido como colo. Outro sinal de alerta é a presença de hálito fétido, que pode ser indicativo de várias doenças da cavidade oral.

Estas medidas não dispensam, contudo, a inspeção regularmente feita por um dentista. Exames de imagem como radiografias também podem ser indicados. O ideal é visitar o dentista a cada seis meses.

A higiene é a principal forma de prevenção da gengivite. É imprescindível manter limpa a área de junção entre dentes e gengiva. Além da escovação com frequência adequada (sempre após as refeições), é muito importante conhecer bem as técnicas corretas de escovação e também para uso do fio dental, para que estes procedimentos simples possam garantir o sucesso na prevenção da gengivite e da doença periodontal.

Há muitos estudos que apontam para esta relação causal entre doença periodontal e doenças sistêmicas e embora o mecanismo pelo qual isso acontece em cada caso ainda não esteja totalmente esclarecido, há três hipóteses. A primeira seria pela disseminação das bactérias da boca pela corrente sanguínea durante a mastigação ou escovação. Estas bactérias causariam então a infecção de outros órgãos e tecidos, como o endocárdio (tecido que reveste as cavidades cardíacas). Outra hipótese é de que a inflamação crônica dos tecidos em si seria o pivô para o desenvolvimento de várias doenças pela resposta inflamatória à distância, como no caso de doenças autoimunes. Outros estudos citam ainda que substâncias produzidas pelas bactérias presentes na periodontite podem causar doenças, como é o caso das nitrosaminas e o câncer pancreático.

A melhor forma de evitar estas complicações é evitar a doença periodontal por meio da higiene bucal adequada e visitas regulares ao dentista. Por essas e outras razões a melhor maneira de cuidar da saúde da boca e consequentemente evitar gastos com longos tratamentos é visitar regularmente um especialista.

Autor:Daniela Bouissou Via Surya dental

 

Diabete e problemas de saúde bucal

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Existe uma ligação entre as doenças gengivais e diabetes?

Dos 21 milhões de americanos que têm diabetes, muitos podem ficar surpresos com uma inesperada complicação associada com esta condição. Pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.

Existe uma via de mão dupla?

Pesquisas recentes sugerem que a relação entre doenças gengivais e diabetes é uma via de mão dupla. Não somente as pessoas com diabetes são suscetíveis às doenças gengivais, mas esta pode ter o potencial de afetar o controle glicêmico no sangue e contribuir para a progressão do diabetes. Pesquisas sugerem que pessoas com diabetes têm alto risco de adquirirem problemas bucais, tais como gengivite (um estágio inicial de doença gengival) e periodontite (doença gengival avançada com perdas ósseas) Pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas, e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.

O Surgeon General´s Report on Oral Health afirma que uma boa saúde bucal é parte integrante da saúde geral. Por isso, escove os dentes, use fio dental e enxaguatório bucal e consulte o dentista regularmente.

Por ser diabético a pessoa corre um risco maior de ter problemas com os dentes?

Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil.4

Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho- uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.

Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?

Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente. O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.

O que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabete?

As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais e do preparo do seu dentista para ajudá-lo. Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.

Via Colgate

Você nunca mais vai escovar os dentes do mesmo jeito…

… Ou deixar de fazer a limpeza após as refeições por preguiça. Estudos mostram que bactérias da boca também podem provocar ou piorar problemas nos pulmões, cérebro e coração

por texto | Evanildo da Silveira | edição | Diogo Sponchiato | ilustração | Samuel Rodrigues

 Editora Globo

Melhor pensar duas vezes antes de postergar a escovação depois do almoço ad infinitum. E o motivo não é só o mau hálito ou a conservação de um sorriso bonito. Uma boca bem cuidada tem mais a ver com a saúde do resto do corpo do que você supõe. A cada ano surgem novas evidências ligando problemas dentais a diabete, infecções pulmonares, males cardíacos e até parto prematuro. Isso ocorre porque a cavidade bucal é um tremendo ninho de bactérias: são pelo menos 700 espécies que convivem entre a dentição, a gengiva e a língua. Enquanto você usa frequentemente a escova e o fio dental — e visita o dentista para uma limpeza mais pesada pelo menos uma vez por ano —, os micro-organismos moram lá numa boa sem causar transtornos. Agora, basta um cuidado mais relaxado ou uma predisposição mais forte (algo que não tem como prever) para que as bactérias se multipliquem — daí a placa bacteriana — e cárie e gengivite comecem a fazer parte de sua vida.

A inflamação da gengiva representa o principal perigo, inclusive porque é silenciosa. Vermelhidão e sangramento aparecem, mas raramente há dor. “O problema é que ela pode evoluir para um estágio que chamamos de periodontite, quando as bactérias atingem o tecido ao qual se prendem os dentes. Isso cria, com um tempo, uma bolsa entre a gengiva e o dente com uma carga bacteriana enorme”, explica o periodontista Cláudio Pannuti, da Universidade de São Paulo. E é a partir daí que não só a boca, cujos dentes podem cair se o mal não for remediado, mas todo o corpo fica bastante ameaçado: as bactérias podem se valer de fissuras na gengiva para penetrar na corrente sanguínea e ganhar acesso ao organismo.

A relação entre encrencas na gengiva e no periodonto (esse tecido que dá suporte à dentição) e problemas a distância não é exatamente uma novidade para médicos e dentistas. De acordo com o periodontista Juliano Milanezi de Almeida, da Universidade Estadual Paulista, em Araçatuba, o pai da medicina Hipócrates já a mencionava no século 5 a.C. Mas o elo só entrou para a ciência moderna quando o cirurgião dentista americano Willoughby Dayton Miller publicou um artigo no final do século 19 intitulado A Boca Humana como Foco de Infecção. “O texto já propunha a ligação entre os micro-organismos orais e o desenvolvimento de abscessos cerebrais e complicações gástricas e pulmonares”, conta Almeida. Os seguidores de Miller passaram a defender a extração de dentes doentes como um meio de livrar o organismo de maiores danos sistêmicos. O movimento avançou até a década de 1950, quando acabou sendo revisto — nem sempre seria realmente necessário fazer essa retirada preventiva.

No entanto, na última década, especialistas voltaram a examinar o elo, encontrando muitos dados que legitimam um maior cuidado com os dentes e a gengiva a fim de evitar problemas remotos. No coração, por exemplo. Uma extensa revisão de estudos capitaneada pela Universidade de Ciências e Saúde do Oregon, nos Estados Unidos, atesta o papel dos transtornos bucais, especialmente a gengivite e a periodontite, em danos ao sistema circulatório. O artigo conclui que quem tem periodontite apresenta um risco 34% maior de sofrer de uma doença cardiovascular, como um infarto, comparando com pessoas de gengiva saudável. Outras pesquisas acusam uma relação íntima entre a perda de dentes — consequência de anos de periodontite — e derrames. “Há dados apontando que adultos com um número igual ou menor do que 24 dentes possuem um risco 57% maior de ter um acidente vascular cerebral”, relata Ricardo Neves, diretor da Unidade de Odontologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InCor. Geralmente, um adulto saudável dispõe de uma arcada dentária com 32 unidades.

Outra ameaça ao peito incitada pelas bactérias da boca é a chamada endocardite, uma grave e potencialmente fatal inflamação no tecido que reveste as válvulas cardíacas. Se um indivíduo já tem uma lesão aí, os micro-organismos que escapam da gengiva podem fazer a festa. “Uma das condições básicas para que haja essa doença é a presença de bactérias na circulação e a boca é uma das principais portas de entrada para elas”, diz o cardiologista Max Grinberg, do InCor. O que assusta é que tudo leva a crer que as condições da boca do brasileiro, inclusive aquele que mais precisaria de uma higiene adequada, deixam a desejar. “Fizemos um levantamento no InCor com 1.000 pacientes que estavam na fila para cirurgia de válvula cardíaca e observamos que 18,5% deles apresentavam uma saúde bucal satisfatória. Os outros 80,5% tinham focos infecciosos ali e tiveram de ser tratados antes da operação”, conta Neves.

ATAQUE INDIRETO
Daquela legião de espécies bacterianas que habitam a cavidade bucal humana, não são muitas as que aterrorizam o corpo ao chegar à corrente sanguínea — entre as mais estudadas, destacam-se a Streptococcus viridans, a Porphyromonas gingivallis e a Bacteroides forsythus. Além de se envolverem diretamente em infecções e placas nos vasos, tais bichinhos complicam a vida de outras regiões por desatarem um intenso processo inflamatório. Embora essa seja uma reação natural de defesa, a liberação constante de substâncias inflamatórias pode incendiar áreas já acometidas por uma doença, caso dos pulmões e das articulações. “A alta presença de substâncias inflamatórias ainda facilita a formação das placas nas artérias, favorecendo o infarto”, diz o periodontista Giuseppe Alexandre Romito, da Universidade de São Paulo.

Essas partículas incendiárias, por assim dizer, também atormentam pessoas com diabete, condição marcada pela incapacidade de o açúcar ser levado para dentro das células do organismo. Há indícios de que a inflamação crônica da doença periodontal contribua para que a glicose fique sobrando no sangue, motivo de diversas complicações, algumas delas fatais. Em se tratando de diabete, aliás, pesquisas mostram que a encrenca é de mão dupla: o excesso de açúcar, por sua vez, fomenta a ação das bactérias na gengiva. Já deu pra perceber que isso cria um círculo vicioso, capaz de resultar na queda dos dentes e em picos de glicose no sangue.

Mesmo quem não tem diabete precisa cuidar bem da boca se quiser ter um cérebro saudável com o avançar da idade. A inflamação detonada na zona bucal parece acentuar casos de déficit cognitivo na maturidade. Um trabalho da Universidade West Virginia, nos Estados Unidos, com dados de uma comunidade de pessoas acima de 60 anos, revela que quadros de deterioração dos dentes e da gengiva estão diretamente relacionados com piores índices de memória e raciocínio lógico nessa faixa etária.

Da mesma forma, o mau estado bucal também se torna um vilão para as grávidas. Tanto o processo inflamatório como as bactérias já são acusados por pesquisas de patrocinar o parto prematuro, quando o bebê nasce com menos de 37 semanas. “Os micro-organismos podem chegar à placenta e estimular que ela rompa antes do tempo, acelerando o nascimento da criança”, explica Romito. Gestantes, portanto, precisam levar à risca o conselho de dar atenção à sua boca — recado que, depois das evidências apresentadas por aqui, se estende para todo mundo, das crianças aos mais velhinhos. Lançar mão do fio dental e caprichar na escovação pelo menos três vezes ao dia são formas de não apenas deixar os dentes impecáveis, mas prevenir problemas e complicações que, só na aparência (e só na aparência mesmo), não parecem ter nada a ver com a sua cavidade bucal.

Editora Globo

Diabete – Cuidados

3 cuidados bucais que o paciente diabético deve ter

Por TePe

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Uma boa higienização bucal traz benefícios e ajuda na prevenção de doenças, enquanto que uma limpeza bucal malfeita pode trazer infecções, mau hálito, gengivite e outras diversas complicações que pioram a qualidade de vida de qualquer pessoa. Por isso, a atenção à escovação e à limpeza da boca é essencial para todos.

Essa regra deve ser ainda mais especial para os diabéticos, já que a doença pode causar infecções na boca. Por isso, o diabético deve redobrar a atenção com sua limpeza bucal e com sua dieta, além de cumprir as recomendações do médico — e do odontologista também.

Reunimos aqui 3 cuidados que você deve ter para não deixar a diabete prejudicar a saúde da sua boca. Confira!

Faça uma limpeza bucal impecável

Boa parte das doenças bucais ocorre devido a restos de alimentos que não são retirados durante a escovação. Esses resíduos permitem que as bactérias se multipliquem e causem mau hálito, cáries, inflamações e, em casos graves, doenças como úlceras ou periodontite, que afeta a gengiva de maneira severa, causando perda óssea.

Nos diabéticos, todas essas consequências são agravadas pelo maior tempo que o corpo leva para terminar a cicatrização. Além disso, as doenças gengivais podem agravar o nível glicêmico, o que prejudica qualquer tratamento contra a diabete. E, conforme se agrava a situação da saúde bucal, fica mais difícil manter uma dieta equilibrada, devido à dificuldade na mastigação. Em consequência, esse problema pode levar ao desequilíbrio do nível de glicose no organismo.

Além da recomendação geral para escovar os dentes ao menos quatro vezes por dia, o diabético deve fazer a higiene bucal imediatamente após as refeições.. Lembrando ainda que é fundamental passar o fio ou fita dentais. Faça uma limpeza criteriosa e constante, principalmente.

Atenção aos maus hábitos

O hábito de fumar é prejudicial ao diabético: o fumo traz consequências negativas para qualquer pessoa, mas agrava ainda mais a situação dos diabéticos. Os fumantes têm mais chances de adquirir inflamações entre outros problemas. Portanto, se você tem esse hábito, é hora de repensá-lo, dando prioridade à sua saúde. Para quem usa aparelho ou próteses é indicado que  redobrem as atenções para a limpeza e conservação dessas peças, para que não acumulem resíduos.

Seu dentista deve estar ciente de tudo

Ninguém melhor do que seu cirurgião dentista e seu endocrinologista para te darem as melhores orientações. Sendo assim, o seu dentista deve ser avisado de todos os medicamentos, tratamentos e alterações em sua dieta. Afinal, a saúde bucal está relacionada ao  controle da diabetes e vice-versa. Ciente de todo o tratamento feito para controlar a doença, o dentista pode recomendar os medicamentos e condutas mais indicados para o seu caso. Procedimentos invasivos, como extrações, deverão ser feitos com atenção redobrada e orientados no pré e pós cirúrgico por seu c.dentista.

Mantenha sua higiene bucal em dia e visite seu dentista regularmente.

 

Diabettes Mellitus e a Odontologia

Segundo Eduardo Saba-Chujfi, professor e doutor em odontologia, em seu artigo “As doenças periodontais e o diabetes melittus” publicado na Revista da APCD, a definição histórica das palavras “diabetes” e “mellitus” está relacionada ao fato de que na antiguidade, quando as pessoas urinavam na rua, a urina dos indivíduos com diabetes ficava repleta de formigas por ser adocicada.
“A palavra ‘diabetes’ vem do grego e pode ter inúmeros significados, tais como: sifão, passar por, fluir por, manter as pernas afastadas perdendo líquido, perda de líquido com as pernas afastadas e urinar com as pernas afastadas. ‘Mellitus’ em latim significa açucarado, adocicado, doce ou melado”, explica o Dr. Eduardo.
O desconhecimento dos problemas inerentes ao diabetes ainda limita o campo de atuação de alguns profissionais da área de saúde, por entenderem que estariam causando complicações futuras. Em geral, acreditava-se erroneamente que os pacientes com diabetes teriam propensão a hemorragias pós-operatórias.
Hoje, sabe-se que se os pacientes tiverem um mau controle dos índices glicêmicos, o risco de infeccção é maior e há um retardamento na cicatrização se a pessoa com diabetes tiver algum tipo de lesão. Isso se deve ao alto nível tóxico da glicose que passa diretamente nos vasos sanguíneos, acabando por lesá-los de forma irreversível. Por esse motivo, em todo tratamento cirúrgico odontológico deve-se prescrever a antibioticoterapia, ou seja, há necessidade de medicação para que o tratamento tenha um excelente resultado. É fundamental saber que a doença não contraindica o tratamento periodontal clínico ou cirúrgico, nem mesmo o tratamento com implantes dentários, desde que se controle o perfil glicêmico dos pacientes.
Em pesquisas recentes comprovou-se que o diabetes mal controlado agrava e modifica as doenças periodontais. Por outro lado, também é correto afirmar que as doenças periodontais agravam e modificam as taxas glicêmicas das pessoas com diabetes. Além disso, se os níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, outras doenças bucais poderão aparecer, como boca seca, candidíase, aftas, ulcerações e maior propensão a cáries dentárias.
Adotar uma medida preventiva simples como uma adequada higiene bucal com a utilização de escova apropriada e o uso do fio dental – sempre orientados por um profissional –, pode evitar que a placa bacteriana acumulada cause sangramento gengival (sinal de doença periodontal).
Via Dra Eliana Pirolo – Accu Chek
Finalmente, para o sucesso do tratamento, deverá haver bom senso por parte do profissional de saúde e do paciente. Assim, serão obtidos resultados satisfatórios tanto do ponto de vista estético como funcional.

Doenças periodontais e diabetes

Doenças periodontais e diabetes

O diabetes é uma enfermidade caracterizada pelo fato de o corpo não produzir ou usar adequadamente a insulina. A insulina é um hormônio necessário à conversão do açúcar, amido e outros elementos na energia de que precisamos na vida diária. Cerca de um terço dos 20,8 milhões adultos e crianças que têm diabetes nos Estados Unidos não sabem que são portadores da doença.¹ Pesquisas recentes sugerem que a periodontite está geralmente associada com o diabetes e pode ser considerada como uma das complicações clínicas da doença. Um estudo recente, realizado com mais de 200 participantes, examinou a relação entre o diabetes e a periodontite. Os resultados indicaram que os portadores de diabetes tinham um nível mais elevado de periodontite do que os participantes que não tinham a doença.2

Entre os fatores importantes a serem considerados na avaliação do estado periodontal de pacientes diabéticos e na formulação dos planos de tratamento estão o grau de controle metabólico, a duração da doença, a presença de complicações diabéticas de longo prazo e de fatores de risco simultâneos, além do nível geral de bem-estar do paciente.

Doenças periodontais e diabetes

É importante enfatizar a necessidade de reduzir a presença de bactérias e eliminar o biofilme dental abaixo e acima da linha da gengiva. Isso pode ser feito com a raspagem tradicional e a regularização da raiz dos dentes, como complemento aos cuidados tomados em casa. O tratamento deve concentrar-se na prevenção de doenças periodontais e inflamação bucal, cujo controle é essencial no caso das complicações associadas com o diabetes. E, como sabemos que a ameaça bacteriana é um fator de risco na gengivite, mesmo entre diabéticos saudáveis com bom controle da doença, os pacientes devem ser incentivados a usar fio de dental regularmente e escovar os dentes com um creme dental com flúor que oferece proteção antibacteriana.

Doenças periodontais e diabetes

© Copyright 2014 Colgate-Palmolive Company

References
1. American Diabetes Association.
2. J Periodontol Mar; 76(3):418-25.

Diabetes e problemas de saúde bucal

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Diabetes e problemas de saúde bucal

Existe uma ligação entre as doenças gengivais e diabetes?
Dos 21 milhões de americanos que têm diabetes, muitos podem ficar surpresos com uma inesperada complicação associada com esta condição. Pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.

Existe uma via de mão dupla?
Pesquisas recentes sugerem que a relação entre doenças gengivais e diabetes é uma via de mão dupla. Não somente as pessoas com diabetes são suscetíveis às doenças gengivais, mas esta pode ter o potencial de afetar o controle glicêmico no sangue e contribuir para a progressão do diabetes. Pesquisas sugerem que pessoas com diabetes têm alto risco de adquirirem problemas bucais, tais como gengivite (um estágio inicial de doença gengival) e periodontite (doença gengival avançada com perdas ósseas)
Pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas, e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.

O Surgeon General´s Report on Oral Health afirma que uma boa saúde bucal é parte integrante da saúde geral. Por isso, escove os dentes, use fio dental e enxaguatório bucal e consulte o dentista regularmente.

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Por ser diabético a pessoa corre um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil. Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho – uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.

Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente.
O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.

O que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabete?
As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais e do preparo do seu dentista para ajudá-lo.
Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.

Referências

1 American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/ prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.

2 American Diabetes Association. Complications of Diabetes in the United States. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/complications.jsp. Accessed February 20, 2008.

3 American Diabetes Association. Type 2 Diabetes Complications. Available at http:www.diabetes.org/type-2-diabetes/complications.jsp. Accessed August 29, 2007.

4 Mealey, BL. Periodontal disease and diabetes: A two-way street. Journal of the American Dental Association. October 2006.

5 American Academy of Periodontology: Periodontal (Gum) Diseases Available at http://www.perio.org/consumer/2a.html. Accessed January 10, 2008.

6 Garcia RI, Henshaw MM, and Krall EA. Relationship between periodontal disease and systemic health. Periodontology 2000. 2001;25:21-36.

7 National Institutes of Health. Oral Health in America: A Report of the Surgeon General. Available at: http://www2.nidcr.nih.gov/sgr/sgrohweb/welcome.htm. Accessed March 12, 2008.

8 American Dental Association. Cleaning Your Teeth and Gums. Available at http://ada.org/public/topics/cleaning.asp. Accessed December 12, 2007.

9 National Institutes of Health. Prevent Diabetes Problems – Keep your teeth and gums healthy. Available at: http://diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/ complications_teeth/index.htm. Accessed March 18, 2008.

10 National Institutes of Health. Diabetes: Dental Tips. Available at: http://www.nidcr.nih.gov/HealthInformation/ DiseasesAndConditions/DiabetesAndOralHealth/ DiabetesDentalTips.htm. Accessed March 18, 2008.

Três cuidados que o paciente diabético deve ter

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Uma boa higienização bucal traz benefícios e ajuda na prevenção de doenças, enquanto que uma limpeza bucal malfeita pode trazer infecções, mau hálito, gengivite e outras diversas complicações que pioram a qualidade de vida de qualquer pessoa. Por isso, a atenção à escovação e à limpeza da boca é essencial para todos.

Essa regra deve ser ainda mais especial para os diabéticos, já que a doença pode causar infecções na boca. Por isso, o diabético deve redobrar a atenção com sua limpeza bucal e com sua dieta, além de cumprir as recomendações do médico — e do odontologista também.

Reunimos aqui 3 cuidados que você deve ter para não deixar a diabete prejudicar a saúde da sua boca. Confira!

Faça uma limpeza bucal impecável

Boa parte das doenças bucais ocorre devido a restos de alimentos que não são retirados durante a escovação. Esses resíduos permitem que as bactérias se multipliquem e causem mau hálito, cáries, inflamações e, em casos graves, doenças como úlceras ou periodontite, que afeta a gengiva de maneira severa, causando perda óssea.

Nos diabéticos, todas essas consequências são agravadas pelo maior tempo que o corpo leva para terminar a cicatrização. Além disso, as doenças gengivais podem agravar o nível glicêmico, o que prejudica qualquer tratamento contra a diabete. E, conforme se agrava a situação da saúde bucal, fica mais difícil manter uma dieta equilibrada, devido à dificuldade na mastigação. Em consequência, esse problema pode levar ao desequilíbrio do nível de glicose no organismo.

Além da recomendação geral para escovar os dentes ao menos quatro vezes por dia, o diabético deve fazer a higiene bucal imediatamente após as refeições, para não dar chance de as bactérias causarem ferimentos que vão demorar a cicatrizar. Lembrando ainda que é fundamental passar o fio ou fita dentais. Faça uma limpeza criteriosa e constante, principalmente.

Atenção aos maus hábitos

Existem hábitos que podem agravar os eventuais prejuízos já existentes à situação da higiene bucal, e, com a diabete, esse efeito é pior ainda. Por isso, repense algumas atitudes recorrentes e fique atento ao que está direta ou indiretamente ligado à sua boca, diminuindo, assim, hábitos prejudiciais, como por exemplo o fumo.

O hábito de fumar prejudica muito a manutenção da limpeza bucal: o fumo traz consequências negativas para qualquer pessoa, mas agrava ainda mais a situação dos diabéticos. Os fumantes têm mais chances de adquirir inflamações, mau hálito, entre outros problemas. Portanto, se você tem esse hábito, é hora de repensá-lo, dando prioridade à sua saúde. Para quem usa aparelho ou próteses dentárias, o conselho é o seguinte: redobre as atenções para a limpeza e conservação dessas peças, para que não acumulem resíduos que lhe prejudiquem.

Seu dentista deve estar ciente de tudo

Ninguém melhor do que um profissional adequado para te dar as melhores orientações. Sendo assim, o seu dentista deve ser avisado de todos os medicamentos, tratamentos e alterações em sua dieta. Afinal, a saúde bucal está relacionada ao bom — ou mau — controle da diabetes e vice-versa. Ciente de todo o tratamento feito para controlar a doença, o dentista pode recomendar os medicamentos e condutas mais indicados para o seu caso. Procedimentos invasivos, como extrações, deverão ser feitos com atenção redobrada, pois poderão aumentar a taxa de glicose — o que para uma pessoa com diabete não é nada bom.

Lembre-se também de que a situação da boca não só influencia em doenças. Ela também pode ser um sintoma de que há algo errado com a sua saúde. Portanto, mantenha sua higiene bucal em dia e visite seu dentista regularmente.
TePe