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SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA

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Os hábitos de sucção não nutritiva (sucção de dedo e chupeta) são considerados normais em bebês e crianças de terna idade, usualmente associados à necessidade de satisfação afetiva e de segurança. Esta necessidade de gratificação oral pode ser preenchida com a prática do aleitamento materno. Crianças amamentadas no peito por pelo menos seis meses estão menos propensas a desenvolverem hábitos de sucção não nutritiva. A chupeta é o tipo de hábito de sucção mais prevalente entre as crianças, entretanto sua interrupção ocorre em idade mais precoce quando comparada com a sucção digital.

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É aconselhável evitar a oferta da chupeta nos primeiros dias de vida, para que a amamentação natural possa ser bem estabelecida.
A prática de hábitos de sucção não nutritiva pode provocar alterações oclusais e miofuncionais em longo prazo, o que leva alguns profissionais a recomendarem que a idade de três anos seja considerada a época limite para sua eliminação na vida da criança.

Fonte :Manual de referência para procedimentos clínicos em odontopediatria/ coordenadores Maria Lourdes de Andrade Massara, Paulo César Barbosa Rédua. – 2 ed.- São Paulo: Santos, 2013

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Bebê, Anjo, Chupeta, Criança, Pessoas

(ou Considerações sobre a chupeta baseadas em evidências)

Excelente artigo, baseado em evidências científicas, que trata de dúvidas muito recorrentes, como a interferência negativa sobre a amamentação, a alteração do tônus muscular da musculatura bucal, possíveis deformações esqueléticas faciais, a inexistência de bicos comerciais que sejam comparáveis ao bico do peito, a falácia de que chupeta é menos prejudicial que o dedo, a ligação entre a chupeta e a síndrome do respirador bucal, entre outros tópicos tão importantes quanto.

http://cientistaqueviroumae.com.br/blog/textos/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria-saber-antes-de-oferecer-uma-para-seu-bebe-por-andreia-stankiewicz

Via Dra Marta Meireles

Fique atento! Mau hálito pode ser sinal de câncer .Alterações no metabolismo geram substâncias químicas específicas da doença que caem na corrente sanguínea e são exaladas pela boca e narinas

Já estamos cansados de saber que cerca de 90% das causas de halitose são de origem bucal. Os demais 10%, podem ocorrer devido a problemas nas vias aéreas superiores, alterações gástricas, pulmonares ou sistêmicas. O que poucos sabem é que mau hálito pode indicar câncer, motivo que realça a importância de investigar mais a fundo os casos de halitose crônica.

Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca
Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Segundo Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), esse tipo específico de halitose acontece por alguns motivos.

“Essa doença se caracteriza pela multiplicação celular desordenada, o que, e alguns casos, resulta em tecidos tumorais comprimindo os tecidos normais circundantes, causando necrose. Neste processo de morte tecidual, ocorre produção de algumas substâncias de odor desagradável, que são carregadas pela corrente sanguínea e alcançam os pulmões, sendo eliminadas pela expiração e provocando halitose, percebida tanto pela boca quanto pelas narinas”, diz a especialista.

Outros desdobramentos dessa doença como insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca.

“A queima de gorduras gera a liberação dos corpos cetônicos, de odor semelhante à manteiga rançosa, que são transportados via sanguínea em direção aos pulmões, podendo ser eliminados pelo hálito. Já a quimio e a radio provocam hipossalivação, favorecendo a multiplicação de bactérias bucais, que fermentam resíduos na boca e geram, como produto final de seus metabolismos, gases mau cheirosos responsáveis pela halitose”, diz Maria Cecília.

Cheiro diferente?
Mas será que dá para saber, pelo cheiro, quando o hálito está indicando algo mais sério? Segundo a especialista, algumas vezes dá. Ela explica que é comum que algumas doenças gerem um cheiro característico.

“O diabetes mal compensado resulta em hálito cetônico com odor de fruta passada; a insuficiência renal em odor de ureia ou urina; a insuficiência hepática em odor de terra molhada ou rato. Já o câncer em geral produz um hálito com odor de necrose. Porém, não há regras. Por exemplo, um câncer renal pode culminar em insuficiência renal e, por isso, vir acompanhado de hálito urêmico, e assim por diante”, diz a especialista.

Mas o que realmente diferencia a halitose por origem bucal dos casos de halitose extrabucal é que, na primeira, o odor é eliminado apenas pela boca, enquanto na segunda, o cheiro desagradável é eliminado pela boca e pelas narinas.

Identificação pelo hálito
Exatamente por causa dessa diferenciação é que pesquisadores estão buscando tornar viável a possibilidade de diagnosticar uma doença pelo hálito, pois toda enfermidade resulta em alterações no metabolismo que, por sua vez, geram produção de diferentes substâncias químicas características ou específicas da doença.

“Muito além que apenas o mau cheiro da halitose, moléculas específicas presentes no hálito podem indicar diversas doenças, como alguns tipos de câncer, com precisão. Estima-se que, futuramente, será viável realizar o diagnóstico dessas doenças com um simples exame de sopro (como no exame do bafômetro), onde sensores de um aparelho identificarão moléculas que normalmente não existem no hálito e indicarão com quais doenças podem estar associadas”, diz Maria Cecília.

Fonte:Agência Beta

Perca a odontofobia em apenas 5 passos .Siga nossas dicas e perca o medo irracional de dentistas

Você sente aflição, desconforto e fica inquieto só de pensar na próxima visita ao consultório do dentista? Pois é, você sofre de odontofobia. Essa condição impede muitas pessoas de cuidarem de seus dentes da forma correta, pois fica difícil prevenir e solucionar problemas sem a ajuda do profissional.

Se você faz parte do time que tem pavor de dentistas. Confira 5 dicas que te ajudarão a perder o medo e, assim, conseguir tratar melhor da sua saúde bucal:

1 – Vontade: Nada pode ser iniciado antes que você queira! O primeiro passo é reconhecer que você precisa se livrar desse medo.

2 – Confiança: Será muito mais fácil começar e concluir um tratamento se você confiar no profissional. Pesquise muito antes de tomar qualquer decisão. Peça indicações à amigos e familiares se for preciso.

Vá acompanhado: Convide um amigo para ir com você pelo menos na primeira consulta. Ter alguém conhecido por perto ajuda a distrair.
 3-Vá acompanhado: Convide um amigo para ir com você pelo menos na primeira consulta. Ter alguém conhecido por perto ajuda a distrair.

Foto: alphaspirit / Shutterstock.com

4 – Pergunte: Tire todas as dúvidas possíveis! Conhecer mais sobre o procedimento que será realizado auxilia no alívio da ansiedade. Pergunte quanto tempo vai demorar e tente ficar tranquilo ao menos durante o período estipulado.

5 – Comunicação: Combine alguns sinais com o dentista para alertá-lo caso você sinta algum tipo de dor. Assim você ficará mais seguro quanto a possíveis imprevistos.

Foque nos benefícios que enfrentar a odontofobia te trará e saiba que tudo ficará bem.

FF
Fonte:Terra

Piercing smile: estiloso ou perigoso? O acessório que faz sucesso entre os jovens pode trazer riscos à saúde bucal

 A cada temporada uma nova tendência surge entre os mais apaixonados por moda. A onda dos piercings teve seu ápice em 1990, mas ainda faz sucesso entre os que desejam se destacar na multidão.

Existem diversas joias e modelos e fica a gosto do cliente a região a ser perfurada. Além de umbigo, nariz, orelha e sobrancelhas, os piercings bucais também são bastante populares. Entre os mais usados estão o de língua, frênulo da língua (freio), lábio e dente. Porém, uma categoria diferente começou a fazer sucesso recentemente: o piercing de smile.

Aço cirúrgico é a melhor opção de material para o piercing pois não oxida. Atente-se a suas alergias na hora de fazer essa escolha e opte pelo modelo anelar para facilitar a cicatrização.
Aço cirúrgico é a melhor opção de material para o piercing pois não oxida. Atente-se a suas alergias na hora de fazer essa escolha e opte pelo modelo anelar para facilitar a cicatrização.

Foto: mrkornflakes / Shutterstock.com

O nome da joia faz referência ao sorriso já que o piercing fica localizado no chamado “freio superior”, uma camada fina de pele que só aparece quando a pessoa sorri. Muita gente opta por esse tipo de piercing porque é mais fácil de esconder em ocasiões que não permitem um visual tão ousado. Mas será que essa ideia é 100% segura?

A área onde esse tipo de piercing é colocado é uma das mais sensíveis da boca. Portanto, quem deseja colocar o acessório precisa ter cuidados redobrados para que não haja nenhuma complicação grave. Confira:

– Colocação: O piercing deve ser feito por um profissional, com materiais esterilizados e descartáveis;

– Escovação: Deve ser feita regularmente, porém com menos intensidade para que a joia não cause pressão na gengiva;

– Alimentação: Além de todas as restrições requisitadas pela colocação de piercings em geral, também é importante evitar o uso dos dentes frontais para mastigação;

– Limpeza: O piercing deve ser higienizado duas vezes ao dia e isso independe da escovação. Faça gargarejo com enxaguante bucal sem álcool e utilize uma haste de algodão para limpar a joia com soro fisiológico.

Dentistas não recomendam o uso do smile – ou qualquer piercing bucal – pois pode causar inflamação da gengiva, sangramentos e até deixar a boca mais vulnerável a doenças sexualmente transmissíveis.

 Fonte:Terra

Com ou sem lactose?

Leia os rótulos!Pode parecer confuso, mas aumenta a sua segurança alimentar. Alguns adoçantes contém lactose.

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Quais as diferenças entre adoçantes com lactose e sem lactose?

Os adoçantes, também chamados de edulcorantes, são substâncias que apresentam poder de conferir sabor doce aos alimentos maior que o do açúcar (sacarose). Eles são classificados de várias maneiras, geralmente com base em sua origem e valor calórico. Alguns produtos podem utilizar a lactose como excipiente (substância farmacologicamente inativa usada como veículo para o princípio ativo e que completam a massa ou volume especificado do produto). Os sem lactose utilizam outros excipientes, como por exemplo, a maltodextrina e água, no caso de adoçantes líquidos.

Há problemas em consumir esse tipo de adoçante?

A lactose é um carboidrato (dissacarídeo) composto por glicose e galactose. É naturalmente presente no leite de mamíferos, inclusive no leite materno.
Pessoas que possuem intolerância a lactose, dependendo do grau, podem manifestar sintomas clínicos após o consumo de produtos que contenham lactose.
Porém, segundo estudos, a maioria dos pacientes intolerantes é capaz de digerir e absorver cerca de 6 a 12 gramas de lactose sem nenhum sintoma adverso. A quantidade contida nos adoçantes é muito inferior a esta, fazendo com que o consumo seja assintomático na grande maioria dos casos.
A suspeita de intolerância à lactose deve ser sempre investigada por meio de testes diagnósticos de confirmação.

Adoçantes com lactose são melhores?

Cada adoçante possui uma formulação pensada a atender um determinado público alvo. Cabe a cada pessoa pesquisar qual produto e formulação é mais indicado para o seu caso/objetivo específico.

A lactose ajuda em algo no adoçante?

Alguns adoçantes em pó utilizam a lactose como excipiente (agentes sem ação medicinal que participam de uma formulação farmacêutica, com funções variadas e específicas, usados para auxiliar a administração de substâncias, ou seja, são os agentes carreadores de uma substância). No caso dos adoçantes essas substâncias são os edulcorantes (aspartame, sacarina, ciclamato, esteviosídeo, sorbitol, sucralose, acesulfame-K, entre outros) que sem o excipiente não teriam volume suficiente para completar o sachê do produto, já que uma quantidade muito pequena de edulcorante possui um grande poder adoçante (a sucralose, por exemplo, adoça de 600 a 800 vezes mais que o açúcar).

Existem tipos de adoçante que contém lactose?

Geralmente os adoçantes líquidos não contém lactose e os em forma de pó podem conter ou não, então é sempre válido confirmar essa informação no rótulo dos produtos ou diretamente com a empresa produtora.

No rótulo dos adoçantes contém essa informação?

Sim, na lista de ingredientes as empresas são obrigadas a declararem todos os compostos que fazem parte do produto.

O que impacta na saúde da pessoa ingerir adoçante com lactose?

Desde que se respeite a quantidade máxima permitida e o indivíduo não apresente intolerância sintomática, contra indicação médica ou a outros componentes da fórmula não há impacto negativo.

Se a informação não estiver no rótulo, tem como saber que o adoçante contém lactose?

Sim, em caso de qualquer dúvida em relação à composição de produtos alimentícios é indicado que o cliente entre em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da marca.
Fonte
Thais Eliana Carvalho de Lima
H.A.Einstein

Um chocolate para cada páscoa

Está em dúvida de qual será o seu chocolate para a data? Confira a explicação da nossa equipe de Nutrição

A páscoa chegou! Essa época do ano é recheada de barras e ovos de chocolate, gerando muitas dúvidas sobre os prós e contras dessa guloseima.

Conversamos com nossa equipe de Nutrição que explicou as principais dúvidas sobre o tema. Confira!​

Qual a diferença entre os tipos de chocolate?

A cada páscoa encontramos mais tipos de ovos nos mercados e lojas. Os chocolates amargos e diet estão ganhando espaço e já fazem parte das opções de presente para a data. Mas você sabe a diferença entre cada tipo? Confira abaixo e saiba quais os ingredientes e quantidades específicos de cada um:

  • Chocolate ao leite: leva na sua fabricação leite em pó ou leite condensado. Neste tipo os teores de cacau estão entre 30 e 40%.
  • Chocolate amargo: feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite. É chamado de “chocolate puro”, pois além do cacau vai somente açúcar. Há variações extra amargo (75 a 85% de cacau), amargo (50 a 75%) e meio amargo (35 a 50%). É caracterizado pela cor mais escura e paladar amargo.
  • Chocolate branco: Apesar de ser chamado de chocolate, não possui cacau em seus ingredientes, somente a manteiga de cacau. Entre os outros ingredientes estão o leite, açúcar e lecitina. Foi criado apenas no século XX. É o mais tipo mais doce e de textura bem cremosa.
  • Chocolate diet: é o principal indicado para os diabéticos ou aqueles com restrição de calorias. É composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó, sorbitol e sacarina (substituição do açúcar) e vanilina. Não pode ser misturado com óleos e gorduras.

Mas do que é feito o chocolate?

O chocolate puro é feito dos grãos de cacau e açúcar. A sua composição varia de acordo com a porcentagem de outros ingredientes adicionais, como sólidos do leite e tipos de gorduras vegetais. Os principais ingredientes adicionais são os açúcares, manteiga de cacau, leite em pó, leite condensado, cacau em pó, sor​bitol, lecitina de soja, aromatizantes e edulcorantes.

O cacau é o principal ingrediente do chocolate contribuindo para a textura, cor e sabor. Outra ação do cacau é a redução de atividade de água, o que aumenta o tempo de duração do alimento. O tipo de cacau define e diferencia cada tipo e chocolate. Os açúcares utilizados são: a sacarose, xarope de glicose e o açúcar invertido que, são responsáveis pelo sabor doce além de serem agente de corpo dos produtos.

As gorduras que são adicionadas ao chocolate incluem a manteiga de cacau, a gordura do leite e a gordura vegetal. Outros ingredientes essenciais na fabricação são a lecitina de soja, que atua como emul​sificante e est​abilizante e a baunilha, também substituída pela vanilina artificial, como aromatizante.

O chocolate é gorduroso?

O chocolate possui alto teor calórico, devido seu elevado teor de gordura. A versão ao leite possui aproximadamente 500 kcal por 100 g e 30% de gordura na versão convencional. O meio amargo 400 calorias e 30% de gordura, já o branco, 500 calorias e 32% de gordura. Além disso, é rico em manganês, potássio e magnésio, e algumas vitaminas do complexo B. O conteúdo da gordura do chocolate é principalmente de origem vegetal.

Os benefícios

O chocolate possui fl​avonoides, um composto químico com propriedades antioxidantes, também encontrados no vinho, chás e alguns vegetais e frutas. Essas propriedades podem promover a saúde cardiovascular como resultado direto do efeito antioxidante sobre os mecanismos antitrombóticos, reduzindo inclusive o colesterol LDL sanguíneo e diminuindo a resposta inflamatória.

Estudos recentes também observaram outro benefício. A diminuição na pres​são arterial com o consumo até 3 vezes por semana de chocolate do tipo amargo e, além disso, diminuição da tendência à agregação plaquetária. Aproveite seu chocolate durante a páscoa com moderação! Feliz páscoa!

Fontes: Camila Ventura Meneghelli
Carolina Daher Rolfo
Mariana Nicastro
 Hospital Albert Einstein

Chegando a Páscoa…

Por que você deveria oferecer doces para criança apenas depois dos 2 anos

iStock

 Imagem: iStock

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é clara: doces são considerados calorias vazias e seu consumo não tem indicação em nenhuma faixa etária. “Mas, se houvesse a necessidade de oferta, seria somente depois dos dois anos”, diz Elza de Mello, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Então, como controlar a criançada que vê os amigos comendo uma barra de chocolate e o desejo dos avós de fazerem os netos felizes? Como abrir exceções sem perder o controle? Qual tipo de doce oferecer? Abaixo, três pediatras respondem seis dúvidas frequentes relacionadas ao tema.

Consultoria: Elza de Mello, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Werther de Carvalho, pediatra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo e Jomara de Araújo, pediatra e médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Por que o consumo é indicado somente depois dos dois anos?

Por diversos motivos, como não promover alteração da flora oral e, consequentemente, criar risco de surgimento de cáries e não desencadear processo de obesidade ou desenvolvimento de diabetes. Também vale citar que comer doces tão cedo (e até mesmo depois dos dois anos) vicia e empobrece o paladar. É nesta fase que a criança está desenvolvendo o paladar, portanto elas podem ficar mais tolerantes aos doces, querendo cada vez mais porções maiores, para satisfazê-las. Não raro, crianças passam a recusar alimentos salgados e só aceitam os mais adocicados, como mandioquinha e batatas, ou receitas adoçadas, como feijão cozido com batata-doce e arroz com uva-passa.

Existe algum tipo de açúcar bem-vindo na rotina alimentar?

Sim, o que é natural dos alimentos, como o presente em frutas e legumes. A indicação é oferecer diversos tipos de frutas. Mesmo que a criança não queira no início, não desista de dar. Não é recomendável forçar, pois ela tem que entender que o alimento é comum.

Como liberar o consumo sem prejudicar a saúde?

A alimentação é um momento de inserção na vida social e as crianças não podem ser privadas disso. Sendo assim, não há nada de errado liberar um pouco de doce em festas. No dia a dia, o segredo, segundo os especialistas consultados, é não ter esse alimento em casa. O ideal é que doces sejam liberados em quantidades pequenas e ocasionalmente, em eventos festivos, como aniversários e Natal.

Como negociar a quantidade com as crianças?

A determinação dos pais deve prevalecer e, desde cedo, é importante ensinar as crianças a comer doses pequenas e escolher o que comer –dois brigadeiros ou um copo de refrigerante? Também é um equívoco achar que a criança que nunca come doces na rotina pode se esbaldar em uma festa de aniversário. Além do excesso fazer mal, a criança pode passar a se comportar assim em todas outras datas comemorativas e a exceção acaba virando regra.

Faz sentido usar doce para chantagear?

Jamais diga para os pequenos que, se comerem espinafre, vão ganhar sobremesa. Os pais nunca devem fazer chantagem para que o filho coma. Quando se faz isso, a ideia que se forma para a criança é que o alimento o alimento saudável é ruim e para ingerí-lo é preciso comer algo considerado saboroso depois.

  • Pode acontecer que o excesso de açúcar seja rapidamente absorvido e cause apenas certa excitabilidade. No entanto, é mais visto que, com a ingestão constante de açúcar simples, aconteçam picos repentinos e frequentes da quantidade de glicose no sangue que, por sua vez, determinam picos de insulina. Com isso, podem ocorrer quadros de irritabilidade, alterações de humor e cansaço.

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Últimas recomendações sobre o uso de medicamentos e amamentação

Quando uma mulher está amamentando e necessita ingerir algum tipo de medicamento é muito comum que o profissional de saúde indique a interrupção da amamentação, no entanto, poucas drogas a contraindicam absolutamente . Em geral, há um preciosismo e cautela excessiva por parte desses profissionais, que acabem aconselhando desnecessariamente a mãe a desmamar seu bebê.

É importante sempre dosar riscos e benefícios na decisão do desmame, por isso a Sociedade Italiana de Medicina Perinatal (Italian Society of Perinatal Medicine – SIMP), por meio de seu Grupo de Trabalho sobre Aleitamento Materno da Sociedade (SIMP-GLAM), convocou peritos para discutir a questão da segurança do uso de medicamentos durante a amamentação.

O artigo, recém-publicado na revista Journal of Human Lactation (DAVANZO et al., 2016) com o título: “Advising Mothers on the Use of Medications during Breastfeeding: A Need for a Positive Attitude”, contém uma declaração sobre o aconselhamento para o uso de medicamentos durante a amamentação, que serão resumidamente apresentados aqui:

  1. O profissional não deve se basear apenas na precaução para indicar o desmame e não devem avaliar apenas a bula dos medicamentos (apenas 2% dos medicamentos italianos possuíam indicações claras de sua utilização segura na amamentação e o grupo de trabalho leva em consideração que a maioria das bulas restringe o uso na gravidez e lactação, sem distinguir entre os dois momentos ou considerar as evidências atuais).
  2. O médico pode buscar as evidências antes de contraindicar o aleitamento materno, já que, em geral, não é uma orientação que necessite de urgência para ser fornecida. As contraindicações imediatas da amamentação devem se limitar apenas aos casos de medicamentos antineolplásicos, drogas ilícitas ou substâncias ingeridas com intenção de provocar danos a si.
  3. Deve ser analisado o risco do uso da medicação em relação ao risco de desmame e alimentação artificial.
  4. A transferência da droga para o leite materno e, portanto, seus possíveis efeitos no bebê, dependerá das características da medicação e da capacidade de metabolização da mãe e de seu bebê, por isso o profissional deve ter cautela na indicação de desmame. Os riscos apresentam redução após 2 meses de vida. Também há redução de riscos quando o aleitamento não é exclusivo e quando há início da alimentação complementar. Há risco potencialmente maior quando o bebê é amamentado exclusivamente ou quando seu metabolismo é imaturo (prematuros ou menores de 2 meses)
  5. Para reduzir o efeito da medicação, a mãe pode ingerir a droga logo após a mamada.
  6. Se o medicamento é contraindicado durante a lactação, a mãe pode extrair seu leite e descartá-lo durante o tratamento para manter a lactação e, após sua conclusão , poderá retomar a amamentação ou então poderá armazenar seu leite e ter um estoque no período do tratamento, para que ofereça seu próprio leite ao bebê.
  7. O receio de possíveis efeitos cognitivos negativos resultantes do uso prolongado de alguns medicamentos não é motivo para indicar o desmame, pois estudos recentes revelam que não há diferença entre resultados cognitivos de bebês amamentados cujas mães utilizam medicamentos anticonvulsivantes e bebês alimentados por fórmula (assim como ocorre com outras drogas), porém há necessidade de monitoramento da criança.
  8. O uso de vários medicamentos pode ter efeitos negativos devido às interações medicamentosas, no entanto, não há evidências de riscos em mulheres que utilizam mais de um medicamento em doses adequadas, por isso há necessidade de mais estudos.
  9. Ao aconselhar sobre medicamentos e amamentação, os profissionais devem utilizar fontes seguras de informação (LactMed, Bartick, Akus são as mais confiáveis).

Fonte:Pro Lactare 

 *O aplicativo do LactMed é gratuito e uma ferramenta útil, segura e atualizada para aconselhamento*

Água aromatizada

Uma opção para aqueles que não gostam de água natural

​A água é um importante aliado para manter o corpo hidratado, principalmente em dias mais quentes. Porém, algumas pessoas têm dificuldade de tomar água pura e preferem alternativas.

Uma escolha saudável e que ajuda a manter a saúde em dia é a água aromatizada que também mantém a hidratação e, através da adição de um sabor fica mais palatável. Ela possui poucas calorias e também fica atrativa visualmente. É super-hidratante, refrescante e dependendo do que se adiciona no preparo, pode ser até diurética. Porém, por mais hidrante e saborosa que seja, ela não substitui totalmente a nossa necessidade de água diária. O interessante é consumir as duas, podendo tomar a água aromatizada no lugar de sucos ou outras bebidas. Para aqueles que gostam de água com gás, também é possível aromatizá-la, porém deve ser um consumo moderado, pois, em excesso, ela pode causar um desequilíbrio de sais minerais.

Para aromatizar a água podem ser incluídas frutas picadas ou em rodelas como as amoras, framboesas, abacaxi, melancia, morango, limão, laranja, carambola; legumes como pepino; ervas como alecrim, hortelã, capim santo; especiarias como cravo, canela em pau, gengibre, anis estrelado. É preciso ter atenção para não exagerar nas quantidades dos ingredientes para que não vire um suco. Não vale adoçar.

Os benefícios dela podem variar de acordo com a fruta, especiaria ou erva que você adicionar no dia. Que tal variar diariamente e cada dia ter um benefício diferente?  Por exemplo, o pepino é mais diurético. O abacaxi e a hortelã podem ser mais digestivos, canela mais termogênica, limão e laranja são ricos em vitamina C e podem ajudar na imunidade.

Dica de preparo:
Colocar a água bem gelada em uma jarra, de preferência de vidro, acrescentar os ingredientes escolhidos e deixar a jarra tampada por 1 hora na geladeira para acentuar o sabor. Consumir em até 4 horas.

Fonte:Hospital Albert Einstein

Uma escova limpa e bem cuidada é importante para manter a saúde oral. Por isso, a limpeza da escova deve começar pela lavagem com água corrente e remoção do excesso de água.

Em seguida, borrife um antisséptico nas cerdas. O mais indicado é a clorexidina 0,12%, encontrada em farmácias. Use o protetor de cabeça para a escova com a parte interna também embebida pela solução antisséptica. Depois, é só guardar e repetir a limpeza após cada escovação.

 

Odontologia Especializada

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