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DEPRESSÃO INFANTIL NÃO DEVE SER ENCARADA COMO “MANHA”

 

Apesar de parecer pouco provável, a depressão pode ocorrer na infância. Muitas vezes ela é subestimada e negligenciada pelos adultos, e encarada como “manha” ou “frescura”. Outros transtornos psiquiátricos que também podem afetar crianças são muito mais discutidos, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e as fobias. No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão se tornará a doença mais incapacitante no mundo. Para mudar esse quadro, uma das medidas é tirar a depressão infantil da invisibilidade.

Dra. Ana Kleinman, psiquiatra infantil e pesquisadora do Programa de Transtorno Bipolar do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que cerca de 2% das crianças em idade pré-escolar e escolar sofrem de depressão. Esse número sobe para 11,7% quando elas passam para a puberdade.

O desenvolvimento da depressão em uma criança geralmente envolve dois pontos: pré-disposição genética e problemas no entorno familiar e social (brigas entre os pais, bullying, dificuldades escolares, perda de um animal de estimação ou parente próximo, entre outros).

Atenção para os sintomas

É de extrema importância saber identificar os sintomas. Os primeiros sinais são físicos: dor de cabeça, dor de barriga, alteração no apetite e no sono. “Quando os pais começam a ligar muito para o pediatra, ou ir várias vezes ao pronto-socorro, é um sinal de alerta para a depressão”, afirma a médica. A criança pode ficar muito ansiosa ou irritada, apresentar dificuldades escolares e evitar socializar com família e amigos. Também podem surgir medo de ficar sozinhas e choro excessivo.

Mas é importante ressaltar que os sintomas nem sempre são aparentes, pois crianças tendem a ter mais dificuldade de falar sobre o que sentem, o que torna mais difícil o diagnóstico precoce. A partir dos 12 anos as crianças conseguem descrever melhor seus sentimentos, e é fundamental não ignorá-los. Para isso, pais, professores e pessoas próximas devem sempre observar e acompanhar as crianças.

Identificados os possíveis sintomas, os responsáveis devem procurar um psiquiatra infantil, que poderá definir o diagnóstico com precisão após descartar outras condições clínicas capazes de provocar sinais semelhantes.

A etapa seguinte é atestar o grau da doença. Segundo a médica, é preciso avaliar o prejuízo funcional, ou seja, o quanto a depressão está interferindo no desenvolvimento e socialização da criança. Nos casos de grau leve, o tratamento é focado em terapias e atividade física, mas a especialista reforça que é preciso enfrentar a raiz do problema. “Não adianta fazer terapia se as brigas familiares não cessarem, por exemplo. É necessário uma mudança nas causas da depressão.” Nos casos de depressão moderada ou grave, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos.

Fonte:Drauzio Varela

Fotos podem ter direitos autorais

BEBÊS NÃO DEVEM TOMAR SUCO DE FRUTAS ANTES DE 1 ANO

 

Academia Americana de Pediatria publicou em 2017 novas diretrizes em relação ao consumo de sucos por crianças que ainda não completaram um ano de vida.

Segundo a entidade, sucos de frutas in natura e industrializados não oferecem benefícios nutricionais para os bebês e devem ser evitados, por conta do alto índice de açúcar e calorias vazias que colaboram para aumentar as taxas de obesidade e problemas dentários.

A fruta em forma de suco acaba perdendo as fibras e alguns nutrientes no processo de preparo, o que, entre outros problemas, causa menos saciedade ao bebê. O leite materno ainda é o alimento mais recomendado para este período. A entrada de frutas in natura deve ser estimulada somente após os sexto mês de vida.

A ingestão dos sucos deve ocorrer de maneira gradual e limitada, e não deve ultrapassar os 120 ml diários para crianças de 1 a 3 anos de idade, 175 ml para crianças de 4 a 6 anos e a 250 ml para a faixa de 7 aos 18 anos, sempre dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.


Fonte :Drauzio Varela

Febre amarela: acabe com a dúvida sobre a vacina padrão e a fracionada

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O crescimento de casos de febre amarela no país têm deixado os pais em alerta e, caso você esteja em área de risco, é preciso estar bem orientado com relação à vacinação. Principalmente aos riscos de efeitos adversos, aos critérios para a vacina e aos cuidados caso a dose seja fracionada.

Pensando nisso e na responsabilidade dos pais e dos especialistas, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preparou um documento detalhado por meio dos Departamentos Científicos de Infectologia e de Imunizações, onde você pode se orientar.

Dose fracionada

Antes de tudo, é importante lembrar que ainda existem lacunas importantes em relação ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela como a duração de proteção oferecida; torna imune apenas populações específicas e tem efeitos colaterais.

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São essas populações específicas que podem tomar a vacina. Crianças a partir de 2 anos de idade podem tomar desde que não apresentem condições clínicas especiais. Para as menores, é indicada a dose padrão. O mesmo vale para o caso de crianças que forem fazer uma viagem internacional para um país que exija o Certificado Internacional de Vacinação.

A campanha de vacinação com a dose fracionada vai acontecer entre o fim de janeiro e o início de março em determinados municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.  Para aumentar ainda mais a segurança de pacientes e familiares, a Sociedade Brasileira de Pediatra destaca alguns pontos que devem ser observados na hora de receber a dose no posto de saúde.

Interferência: é importante prestar atenção nas diferentes vacinas que você e seu filho tomam ao mesmo tempo ou em um curto período. De acordo com os pediatras, para evitar interferência na proteção das vacinas, a para febre amarela não deve ser administrada simultaneamente com a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela) em crianças menores de 2 anos de idade. A orientação é que tenha pelo menos um intervalo de 30 dias depois. As demais vacinas do calendário podem ser administradas no mesmo dia que a vacina febre amarela.

Medicações: Alguns grupos não devem ser imunizados contra a febre amarela como, por exemplo, as crianças com menos de seis meses de idade; e o das pessoas que fazem uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe e outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB ou UMAB). A regra também se aplica para os transplantados de órgãos sólidos e pessoas com doença oncológica em quimioterapia e ou radioterapia.

No caso das mães moradoras de área com transmissão ativa da febre amarela e que estiverem amamentando criança menor de 6 meses de idade, pode ser administrada uma dose fracionada. No entanto, a amamentação deve ser suspensa por 10 dias após a vacinação. Mulheres que moram em áreas sem transmissão ativa não precisam tomar a vacina.

Reações: crianças, adolescentes e adultos com história de reação alérgica grave ao ovo e a gelatina, podem receber a vacina após avaliação médica e em ambiente com condições de atendimento de urgência/emergência. Mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar a gravidez até 30 dias após a vacinação.

Mas não precisa de pânico! Segundo a SBP, a vacina de febre amarela é, de maneira geral, bem tolerada. Segundo os especialistas, a partir do terceiro ou quarto dia da vacinação, 2% a 5% dos vacinados têm sinais como febre, dor de cabeça, dores musculares, entre outros sintomas.

Fonte: Revista Pais e Filhos

A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo

Movimentos verticais e de rotação de mandíbula são recomendados; mastigação incorreta pode ausar problemas no tônus muscular

Você já parou para analisar a maneira como você mastiga os alimentos? A mastigação é o primeiro processo da digestão e, se feita de maneira errada, pode causar diversos problemas.

O padrão ideal de mastigação, segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo.

Além disso, previne as alterações nas arcadas dentárias, os distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) que podem causar dores crônicas de cabeça, fragmenta os alimentos de maneira correta, o que ajuda na digestão e aumenta a sensação de saciedade.

Existem vários motivos que levam a uma mastigação incorreta: correria do dia-a-dia, estresse, problemas odontológicos (má oclusão, mordida cruzada, sensibilidade, obturação desgastada), distúrbios na Articulação Temporomandibular (ATM), fraqueza dos músculos responsáveis pela mastigação, alterações morfológicas como cicatrizes nos lábios entre outros.

Além disso, alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração nasal e exigem a respiração pela boca, também podem provocar a má mastigação.

Assunto difundido
O assunto – bastante complexo, por sinal – foi tema do programa Bem Estar, exibido pelas manhãs da Rede Globo de Televisão. No programa, que foi ao ar no início do mês de março, a endocrinologista Cintia Cercato e a fonoaudióloga Adriana Bueno de Figueiredo explicaram e deram dicas para a mastigação correta.

Segundo elas, nas crianças, o desenvolvimento da mastigação começa desde o primeiro dia de vida com a amamentação. A força que o bebê faz para sugar o leite trabalha o tônus muscular e é um importante estímulo para o desenvolvimento ósseo e para uma futura mastigação.

Facilitar a alimentação da criança mantendo por tempo muito prolongado a dieta pastosa, por exemplo, pode levar a conseqüências graves no futuro porque desequilibra o tônus muscular das estruturas moles como o lábio, a língua e as bochechas.

Este desequilíbrio pode levar a uma deformação das arcadas dentárias (como a mordida aberta ou cruzada) e pode também colaborar para uma alteração na conformação da face no caso de uma predisposição genética, além de levar a criança a ter problemas de fala como a incapacidade de articular determinados fonemas.
Nos adultos, a mastigação incorreta também pode provocar esse desequilíbrio, com conseqüências diretas na ATM, da qual as funções dependem do equilíbrio e da relação de forças entre vários músculos.

Médico da Santa Casa ressalta a importância da mastigação
Ogastroenterologista Fernando Cardoso, 34 anos, do corpo clínico da Santa Casa de Ituverava, ressalta que, qualquer que seja o alimento, a mastigação sempre é importante no processo digestivo.

“Na mastigação ocorre a quebra e a trituração em pedaços menores dos alimentos ingeridos. As enzimas digestivas (presentes na saliva) ajudam produzir moléculas cada vez menores, que serão, por sua vez, mas facilmente aproveitadas pelo organismo”, disse o médico, que é formado em Catanduva, no ano de 2004, com especializa nas áreas de Cirurgia Geral e Gastroenterologia.

Cardoso explicou que a mastigação pode ocasionar transtornos muito freqüentes, como azia, má digestão, entre outros. “Portanto, é fundamental cuidarmos da função da mastigação. Se você é dos que come velozmente, uma dica é triturar os alimentos muito bem antes de engoli-los e isso só se consegue reservando um tempo mínimo para as refeições. Conquiste uma rotina de horário regular para suas refeições. No começo pode ser difícil, mas com o tempo você vai se acostumar”, completou.

O médico deixa algumas dicas. “Coma devagar e saboreie bem os alimentos. Deposite o talher à mesa entre cada garfada. Coloque pequena quantidade de alimentos no garfo a cada vez que for comer. Por fim, sirva alimentos em prato de tamanho normal e calcule sua porção”, finalizou.

Dentista dá recomendações importantes para quem mastiga mal
A dentista Ana Rosa Matos Galdiano Pilotto, proprietária da Clínica Radiologia Padrão, recomenda a “boa mastigação” a todos os seus pacientes.

“É muito importante, pois é na boca, através da mastigação, que é feita a trituração dos alimentos que seguirão para o estômago. A mastigação errada pode desencadear uma série de problemas, como dificuldade de digestão, má simetria facial, problemas na ATM, que causam desconforto muscular. O processo de mastigação feito de forma errada pode levar até a correções ortodônticas”, disse.

Ana Rosa afirmou que, infelizmente, as pessoas não mastigam como devem. “Geralmente, as pessoas mastigam e forma incorreta – fato que se agrava ainda mais pela pressa da vida moderna. É necessário investigar o motivo da má mastigação e, depois disso, ele mesmo deve se policiar”, concluiu.

Erros mais comuns na mastigação

•Não mastigar e engolir o alimento quase inteiro

•Fazer movimentos exclusivamente verticais com a mandíbula, o que significa que a mastigação é interrompida antes da fase de pulverização que exige os movimentos rotatórios

•Não fechar os lábios para mastigar (não é só uma questão de estética: boca fechada auxilia a língua na manutenção do bolo sobre os dentes que trituram os alimentos)

Dicas

– Coloque na boca uma quantidade de alimento que permita uma mastigação confortável
– Ao mastigar, preste atenção em qual lado está a comida. Após engolir, coloque a outra porção do alimento do outro lado
– É possível ter alimento dos dois lados da boca ao mesmo tempo. O mais importante é que a língua sempre deve direcionar o bolo alimentar para a superfície dos dentes correspondentes: pedaços maiores nos pré-molares e à medida que eles vão ficando menores são jogados para os molares
– A mastigação deve começar com movimentos verticais da mandíbula, que abre e fecha. A partir da metade do tempo da mastigação, os movimentos devem ser rotatórios para pulverizar o alimento.

FONTE: ABRAMO

Já imaginou um bebezinho mamando coca-cola e comendo Hambúrguer ?

Fotos mostram bebês “mamando” hambúrgueres e refrigerantes para alertar sobre a alimentação da mãe que amamenta

Campanha foi da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

Já imaginou um bebezinho "mamando" um hambúrguer desses? (Foto: Reprodução/SPRS)

Já imaginou um bebê de meses sugando um hambúrguer daqueles de fast-food? Ou que tal uma rosquinha toda açucarada? Quem sabe um refrigerante? É o que mostram os anúncios perturbadores de uma campanha que foi lançada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Criada em parceria com a agência Paim, a série “Seu bebê é o que você come” pretende alertar sobre a importância de cuidar da alimentação da mãe que amamenta.

Os cartazes estão em inglês, mas foram divulgados oficialmente com a frase: “Seus hábitos nos primeiros mil dias [da vida do seu filho] podem prevenir o desenvolvimento de doenças sérias”.

Uma das imagens mostra o bebê com uma rosquinha doce (Foto: Reprodução/SPRS)
Muito cedo para um refrigerante, não? (Foto: Reprodução/SPRS)

 

Fonte:Revista Crescer Sorrindo

 


SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA

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Os hábitos de sucção não nutritiva (sucção de dedo e chupeta) são considerados normais em bebês e crianças de terna idade, usualmente associados à necessidade de satisfação afetiva e de segurança. Esta necessidade de gratificação oral pode ser preenchida com a prática do aleitamento materno. Crianças amamentadas no peito por pelo menos seis meses estão menos propensas a desenvolverem hábitos de sucção não nutritiva. A chupeta é o tipo de hábito de sucção mais prevalente entre as crianças, entretanto sua interrupção ocorre em idade mais precoce quando comparada com a sucção digital.

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É aconselhável evitar a oferta da chupeta nos primeiros dias de vida, para que a amamentação natural possa ser bem estabelecida.
A prática de hábitos de sucção não nutritiva pode provocar alterações oclusais e miofuncionais em longo prazo, o que leva alguns profissionais a recomendarem que a idade de três anos seja considerada a época limite para sua eliminação na vida da criança.

Fonte :Manual de referência para procedimentos clínicos em odontopediatria/ coordenadores Maria Lourdes de Andrade Massara, Paulo César Barbosa Rédua. – 2 ed.- São Paulo: Santos, 2013

Leiam também :

Bebê, Anjo, Chupeta, Criança, Pessoas

(ou Considerações sobre a chupeta baseadas em evidências)

Excelente artigo, baseado em evidências científicas, que trata de dúvidas muito recorrentes, como a interferência negativa sobre a amamentação, a alteração do tônus muscular da musculatura bucal, possíveis deformações esqueléticas faciais, a inexistência de bicos comerciais que sejam comparáveis ao bico do peito, a falácia de que chupeta é menos prejudicial que o dedo, a ligação entre a chupeta e a síndrome do respirador bucal, entre outros tópicos tão importantes quanto.

http://cientistaqueviroumae.com.br/blog/textos/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria-saber-antes-de-oferecer-uma-para-seu-bebe-por-andreia-stankiewicz

Via Dra Marta Meireles

Fique atento! Mau hálito pode ser sinal de câncer .Alterações no metabolismo geram substâncias químicas específicas da doença que caem na corrente sanguínea e são exaladas pela boca e narinas

Já estamos cansados de saber que cerca de 90% das causas de halitose são de origem bucal. Os demais 10%, podem ocorrer devido a problemas nas vias aéreas superiores, alterações gástricas, pulmonares ou sistêmicas. O que poucos sabem é que mau hálito pode indicar câncer, motivo que realça a importância de investigar mais a fundo os casos de halitose crônica.

Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca
Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Segundo Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), esse tipo específico de halitose acontece por alguns motivos.

“Essa doença se caracteriza pela multiplicação celular desordenada, o que, e alguns casos, resulta em tecidos tumorais comprimindo os tecidos normais circundantes, causando necrose. Neste processo de morte tecidual, ocorre produção de algumas substâncias de odor desagradável, que são carregadas pela corrente sanguínea e alcançam os pulmões, sendo eliminadas pela expiração e provocando halitose, percebida tanto pela boca quanto pelas narinas”, diz a especialista.

Outros desdobramentos dessa doença como insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca.

“A queima de gorduras gera a liberação dos corpos cetônicos, de odor semelhante à manteiga rançosa, que são transportados via sanguínea em direção aos pulmões, podendo ser eliminados pelo hálito. Já a quimio e a radio provocam hipossalivação, favorecendo a multiplicação de bactérias bucais, que fermentam resíduos na boca e geram, como produto final de seus metabolismos, gases mau cheirosos responsáveis pela halitose”, diz Maria Cecília.

Cheiro diferente?
Mas será que dá para saber, pelo cheiro, quando o hálito está indicando algo mais sério? Segundo a especialista, algumas vezes dá. Ela explica que é comum que algumas doenças gerem um cheiro característico.

“O diabetes mal compensado resulta em hálito cetônico com odor de fruta passada; a insuficiência renal em odor de ureia ou urina; a insuficiência hepática em odor de terra molhada ou rato. Já o câncer em geral produz um hálito com odor de necrose. Porém, não há regras. Por exemplo, um câncer renal pode culminar em insuficiência renal e, por isso, vir acompanhado de hálito urêmico, e assim por diante”, diz a especialista.

Mas o que realmente diferencia a halitose por origem bucal dos casos de halitose extrabucal é que, na primeira, o odor é eliminado apenas pela boca, enquanto na segunda, o cheiro desagradável é eliminado pela boca e pelas narinas.

Identificação pelo hálito
Exatamente por causa dessa diferenciação é que pesquisadores estão buscando tornar viável a possibilidade de diagnosticar uma doença pelo hálito, pois toda enfermidade resulta em alterações no metabolismo que, por sua vez, geram produção de diferentes substâncias químicas características ou específicas da doença.

“Muito além que apenas o mau cheiro da halitose, moléculas específicas presentes no hálito podem indicar diversas doenças, como alguns tipos de câncer, com precisão. Estima-se que, futuramente, será viável realizar o diagnóstico dessas doenças com um simples exame de sopro (como no exame do bafômetro), onde sensores de um aparelho identificarão moléculas que normalmente não existem no hálito e indicarão com quais doenças podem estar associadas”, diz Maria Cecília.

Fonte:Agência Beta

Perca a odontofobia em apenas 5 passos .Siga nossas dicas e perca o medo irracional de dentistas

Você sente aflição, desconforto e fica inquieto só de pensar na próxima visita ao consultório do dentista? Pois é, você sofre de odontofobia. Essa condição impede muitas pessoas de cuidarem de seus dentes da forma correta, pois fica difícil prevenir e solucionar problemas sem a ajuda do profissional.

Se você faz parte do time que tem pavor de dentistas. Confira 5 dicas que te ajudarão a perder o medo e, assim, conseguir tratar melhor da sua saúde bucal:

1 – Vontade: Nada pode ser iniciado antes que você queira! O primeiro passo é reconhecer que você precisa se livrar desse medo.

2 – Confiança: Será muito mais fácil começar e concluir um tratamento se você confiar no profissional. Pesquise muito antes de tomar qualquer decisão. Peça indicações à amigos e familiares se for preciso.

Vá acompanhado: Convide um amigo para ir com você pelo menos na primeira consulta. Ter alguém conhecido por perto ajuda a distrair.
 3-Vá acompanhado: Convide um amigo para ir com você pelo menos na primeira consulta. Ter alguém conhecido por perto ajuda a distrair.

Foto: alphaspirit / Shutterstock.com

4 – Pergunte: Tire todas as dúvidas possíveis! Conhecer mais sobre o procedimento que será realizado auxilia no alívio da ansiedade. Pergunte quanto tempo vai demorar e tente ficar tranquilo ao menos durante o período estipulado.

5 – Comunicação: Combine alguns sinais com o dentista para alertá-lo caso você sinta algum tipo de dor. Assim você ficará mais seguro quanto a possíveis imprevistos.

Foque nos benefícios que enfrentar a odontofobia te trará e saiba que tudo ficará bem.

FF
Fonte:Terra

Piercing smile: estiloso ou perigoso? O acessório que faz sucesso entre os jovens pode trazer riscos à saúde bucal

 A cada temporada uma nova tendência surge entre os mais apaixonados por moda. A onda dos piercings teve seu ápice em 1990, mas ainda faz sucesso entre os que desejam se destacar na multidão.

Existem diversas joias e modelos e fica a gosto do cliente a região a ser perfurada. Além de umbigo, nariz, orelha e sobrancelhas, os piercings bucais também são bastante populares. Entre os mais usados estão o de língua, frênulo da língua (freio), lábio e dente. Porém, uma categoria diferente começou a fazer sucesso recentemente: o piercing de smile.

Aço cirúrgico é a melhor opção de material para o piercing pois não oxida. Atente-se a suas alergias na hora de fazer essa escolha e opte pelo modelo anelar para facilitar a cicatrização.
Aço cirúrgico é a melhor opção de material para o piercing pois não oxida. Atente-se a suas alergias na hora de fazer essa escolha e opte pelo modelo anelar para facilitar a cicatrização.

Foto: mrkornflakes / Shutterstock.com

O nome da joia faz referência ao sorriso já que o piercing fica localizado no chamado “freio superior”, uma camada fina de pele que só aparece quando a pessoa sorri. Muita gente opta por esse tipo de piercing porque é mais fácil de esconder em ocasiões que não permitem um visual tão ousado. Mas será que essa ideia é 100% segura?

A área onde esse tipo de piercing é colocado é uma das mais sensíveis da boca. Portanto, quem deseja colocar o acessório precisa ter cuidados redobrados para que não haja nenhuma complicação grave. Confira:

– Colocação: O piercing deve ser feito por um profissional, com materiais esterilizados e descartáveis;

– Escovação: Deve ser feita regularmente, porém com menos intensidade para que a joia não cause pressão na gengiva;

– Alimentação: Além de todas as restrições requisitadas pela colocação de piercings em geral, também é importante evitar o uso dos dentes frontais para mastigação;

– Limpeza: O piercing deve ser higienizado duas vezes ao dia e isso independe da escovação. Faça gargarejo com enxaguante bucal sem álcool e utilize uma haste de algodão para limpar a joia com soro fisiológico.

Dentistas não recomendam o uso do smile – ou qualquer piercing bucal – pois pode causar inflamação da gengiva, sangramentos e até deixar a boca mais vulnerável a doenças sexualmente transmissíveis.

 Fonte:Terra