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Primeiro dentinhos

É normal o bebê ter febre e mudar de humor quando os dentes estão nascendo?

Criança sorrindo e mostrando os dentes (Foto: Shutterstock)                                                                 

O nascimento dos dentes causa aumento de temperatura e mudança no humor dos bebês?

O nascimento dos dentes começa, em geral, aos 6 meses, com os dois dentinhos centrais e inferiores, e termina aos 2 anos. Nesse período, há momentos de irritabilidade, que acontecem quando os dentes estão “rasgando” as gengivas. Esse processo é acompanhado de inflamação local, que pode ser maior ou menor, dependendo da intensidade e da quantidade de dentes que surgem ao mesmo tempo. Quando nosso organismo sofre esse tipo de alteração, libera substâncias que podem elevar a temperatura , acompanhado de mudanças de humor, claro. Por isso, esse momento tende, sim, a gerar transtornos na rotina dos bebês e, por consequência, de toda a família.

Nascimento dos dentes do bebê causa febre?

Estudo diz que, apesar de a crença ser comum, irrupção dos dentes não está relacionada à febre em bebês

A irrupção dos dentes não causa febre: é uma coincidência (Foto: Thinkstock)

“Meu filho não para de chorar e está com  febre. Ah, deve ser algum dente nascendo.” Se você nunca disse isso, provavelmente já ouviu frases parecidas de alguma outra mãe. Essa ideia, no entanto, pode não ser verdadeira e ainda mascarar outras infecções que precisam ser investigadas  mais a  fundo.            É essa a conclusão de uma nova análise, publicada na revista médica Pediatrics. “Se uma criança está com febre alta, sente um grande desconforto ou  não     quer comer, nem  beber nada por dias, isso deve levantar o sinal    vermelho      de preocupação”, diz Paul Casamassimo, diretor do Centro de Políticas, Saúde e Pesquisa em Pediatria Oral e Odontológica da Academia Americana de Pediatria.

“A irrupção dos dentes pode causar desconforto e irritação, mas não febre alta, com temperatura maior que 38ºC”, diz Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista, a sensação das crianças é parecida com o que sentem os adultos quando nasce o dente do siso. “É um incômodo”, resume.

Tudo na conta do dente

Mas, então, de onde vem a ideia de que a febre está relacionada ao nascimento dos dentes? Para Bönecker, trata-se de uma série de coincidências. “O início da dentição geralmente acontece quando a criança tem mais ou menos 6 ou 7 meses. É a mesma fase em que elas começam a pegar objetos com as mãos e colocar na boca, o que pode levar a infecções e, aí sim, à febre”, exemplifica.

Esse período, muitas vezes, também coincide com o fim da licença-maternidade da mãe, quando a criança pode ir para o berçário. “A época da erupção dentária é justamente quando o bebê começa a ter contato com outras crianças em casa ou na creche e, assim, fica suscetível a contrair mais doenças virais, que têm como principal sintoma a febre. Quando não se encontra nenhum foco infeccioso, procura-se algo de  diferente na criança e encontra o  dente nascendo”, lembra o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outros sintomas

As infecções por vírus e bactérias, adquiridas nessa idade, em que a criança ainda não está com a imunidade totalmente fortalecida, podem levar a outro sintoma comumente relacionado à dentição: a  diarréia. “Também é por volta dessa faixa etária que os bebês deixam de tomar o leite materno e passam a ter alimentos sólidos incluídos na dieta”, lembra o professor. Enquanto o sistema digestivo se adapta à novidade, pode haver alterações na consistência e na regularidade das fezes – o que, de novo, nada tem a ver com os dentes.

Nem o fato de a criança começar a babar mais que o normal nessa fase está diretamente ligado ao início da dentição. “É outra coincidência. Apesar de os bebês já nascerem com as glândulas salivares prontas, elas só amadurecem quando a criança tem cerca de 5 ou 6 meses de idade. Isso muda a viscosidade da saliva e aumenta a produção, mas não é algo ligado à irrupção dos dentes”, afirma o professor. Além disso, por conta da  introdução alimentar, a mastigação aumenta e, por conta do estímulo, há um aumento do fluxo salivar.

O que fazer para eliminar o incômodo?

Quando  os dentes nascem, a sensação traz desconforto mesmo. Para aliviar, os mordedores são ótimas opções, já que que ajudam a criança a coçar a gengiva. Alguns modelos podem ser colocados na geladeira. A baixa temperatura ajuda a amenizar a dor. Embora a concentração de anestésicos em pomadas tópicas, vendidas em farmácias, seja baixa, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso. “Anestésicos tópicos com lidocaína e outros tipos podem causar efeitos adversos. Funcionam por alguns minutos para uma irritação que dura de três a cinco dias. São produtos químicos que podem ter absorção para o sangue e causar efeitos adversos”, ressalta Fernandes.

O que NÃO fazer

“Os pais não devem deixar de escovar os dentes da criança ”, destaca Bönecker. Por conta do incômodo e da irritação do bebê, existe uma tendência para que os adultos “pulem” a escovação, evitando o choro. A falta de limpeza pode levar a infecções e problemas ainda maiores. “Você estará encobrindo um problema e descobrindo outro”, lembra.

Higienização de próteses totais

Foto:CSI

Que tipo de escova deve ser usada para limpar a prótese total?

Existe uma escova dental projetada para dentaduras, cuja característica é a presença de dois comprimentos de cerdas – curtas para higienizar a parte externa e os dentes da prótese, e longas para higienizar a parte interna da dentadura, que é de acesso difícil para a escova comum.

Essa escova não é encontrada com a mesma facilidade para compra como a escova comum, mas pode ser substituída por uma escova macia.

Que produtos devem ser utilizados para complementar a higienização da prótese total?

Atualmente, os fabricantes de escovas dentais já apresentam uma linha de produtos efervescentes para higienização química das próteses, contribuindo para diminuir a dificuldade encontrada pelos idosos ou portadores de problema de coordenação motora. É importante ressaltar que o uso de produtos efervescentes não substitui a higienização com escova e pasta.

Como deve ser feita a higienização bucal do desdentado?

Nos pacientes idosos, freqüentemente portadores de dentadura, o fluxo salivar está diminuído, influenciado também pelo uso de medicamentos, o que pode gerar o início da halitose e maior número de cálculos. Para evitar várias doenças como a candidose, causada por fungo que pode se manifestar na boca, deve-se ter cuidado com a higiene bucal e a limpeza das próteses.

As dentaduras podem ser higienizadas mecanicamente com escovas apropriadas, dentifrício ou sabão e água fria, sempre após as refeições.

Recomenda-se, antes de iniciar a higiene, colocar uma toalha dentro da pia, pois em caso de queda, a prótese não se quebrará. Pode-se completar essa higiene com uma limpeza química com produtos efervescentes ou deixar a prótese em um copo com água e bicarbonato durante a noite.

Deve-se sempre explicar ao paciente que o uso de produtos caseiros como água sanitária ou pós de limpeza (tipo Sapólio) não são indicados, uma vez que descolorem e arranham o acrílico.

Para a higienização da boca, deve-se escovar a língua com movimentos suaves utilizando uma escova macia e creme dental ou limpador de língua encontrado no mercado. Pode-se fazer bochechos com anti-sépticos bucais ou água filtrada e bicarbonato de sódio (2 colheres de chá em um copo com água).

É necessário ficar algum período do dia ou da noite com a prótese fora da boca?

Este é um assunto difícil. Enquanto muitos autores recomendam a remoção das próteses durante a noite, para que os tecidos não fiquem sob ação das próteses e dos possíveis microorganismos a elas associados, a maioria dos pacientes não aceitam essa conduta, pois se sentem constrangidos psicologicamente em tê-las em um

copo. Outro motivo para não dormir com as dentaduras é a diminuição da sua estabilidade e retenção, pois a tendência do paciente é “segurá-las” pela ação muscular ou apertando os dentes durante toda a noite, o que ocasionará dor devido à parafunção. Portanto, é recomendável dormir sem a dentadura, deixando-a sempre em um copo com água e bicarbonato ou produto efervescente para limpeza durante a noite.

Quando não é mais possível higienizar a prótese a ponto de ela ter de ser substituída?

As próteses totais devem ser substituídas no máximo a cada cinco anos, pois os requisitos funcionais e estéticos estarão comprometidos, mesmo que tenham sido cuidadas e higienizadas rigorosamente. Durante esse tempo, deve ter havido controles para se checar tecidos moles, adaptação, oclusão, higiene e de cavidade oral.

Pacientes que tiveram tártaro nos dentes naturais provavelmente terão nas dentaduras artificiais. Não é difícil evitar que ele se forme se for feita uma higienização correta, pois caso contrário, a prótese terá odor desagradável, e a mucosa oral se apresentará inflamada.

Devo usar produtos de fixação?

Quando se coloca um novo par de dentaduras, pode parecer ao paciente que elas estão frouxas, ocasião em que o profissional aconselha que se polvilhe um pouco de pó adesivo na parte interna das mesmas por poucos dias até a adaptação.

Os produtos de fixação não devem ser usados constantemente, pois aumentam a pressão da dentadura sobre os tecidos. Estes não suportam essa pressão aumentada e se contraem, fazendo com que cada vez maiores quantidades de pó sejam necessárias para que a dentadura não fique, na percepção do paciente, frouxa. O uso exagerado do pó adesivo poderá, portanto, levar à necessidade de reembasar ou trocar a dentadura antes do tempo.

Fonte :APCD

Este ponto é cárie?

Esses pontos pretos são de Cárie, certo?! ERRADÍSSIMO!!!! Há vários motivos que levam os dentes de leite e permanentes a ficarem pigmentados. A cárie, ativa, em evolução, nunca será “preta” e “endurecida”. Comumente é acastanhada, amarelada e, principalmente amolecida. É resultado do esfarelamento do dente frente à tanto ácido produzido pelas bactérias (após consumirem carboidratos com alta frequência). Resumindo, esse dente não precisa de nenhum tratamento. Por isso, é importante que um especialista de confiança avalie os dentes do seu filho. Visite um odontopediatra!!!

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Fonte: Dr Gabriel Politano

Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

A variação sazonal, com predominância nos meses de inverno, foi encontrada na maioria dos estudos relacionados ao sangramento nasal (também conhecido como epistaxe). Os fatores que influenciam sua ocorrência são o numero de casos de infecções das vias áreas superiores, rinite alérgica, e alterações na mucosa associados às flutuações de temperatura e umidade.

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

O que fazer na hora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou antiagregnte plaquetario

Como evitar?

  • use um umidificador no quarto
  • deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.
Fonte : Hospital A. Einstein
Fernanda domingos giglio petreche
Registro Profissional: 125087
Juliana aparecida soares
Registro Profissional: 133846
Publicado em: 22/07/2016

Dificuldade para engolir pode causar cárie e mau hálito

Problema colabora para acúmulo de alimentos e resíduos, fator determinante para o aparecimento de bactérias e outras doenças bucais

 A Dificuldade de engolir não é uma doença, mas sim um sinal de que alguma coisa dentro do seu corpo não está indo bem. Esse problema, que se chama disfagia, pode estar associado ao mau funcionamento do esôfago, câncer de boca, problemas psicológicos ou neurológicos, infecções nas amídalas e até alterações salivares. Se for esse último caso, a pessoa pode desenvolver até cárie e mau hálito.

A higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e impedir o aparecimento da cárie e da halitose

A higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e impedir o aparecimento da cárie e da halitose
Foto: Poprotskiy Alexei / Shutterstock

Saúde bucal
Em relação à saúde bucal, problemas frequentes para engolir podem acarretar outras doenças ainda mais sérias. “Elas podem resultar em acúmulo de alimentos na boca, o que pode favorecer a formação e a multiplicação de microrganismos bucais, progressão rápida das cáries e aumento da vulnerabilidade a infecções, especialmente causadas por fungos”, diz Maria Cecília Aguiar, cirurgiã-dentista especializada em Alterações Salivares e presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Além disso, a especialista destaca que o aumento do número de bactérias consumindo esses resíduos alimentares resulta na liberação de gases mau cheirosos eliminados na forma de mau hálito. “Por isso, a higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e minimizar os problemas listados”, diz a dentista.

Saúde do corpo
É comum que pessoas que sofrem de dificuldade para engolir sejam “obrigadas” a modificar sua dieta. Eles costumam substituir alimentos sólidos como carnes e vegetais crus por refeições mais líquidas ou pastosas.

“Em alguns casos, o problema pode diminuir o apetite e interferir nas condições nutricionais, resultando em carências de nutrientes e perda de peso. Também pode ocorrer desidratação, engasgos e risco aumentado para pneumonias por aspiração”, diz Maria Cecília.

Papel do dentista
O dentista pode e deve ajudar em casos de disfagia, principalmente se a causa estiver relacionada com alterações salivares. Quando a saliva apresenta quantidade reduzida ou alterada ela pode acarretar dificuldade para a formação do bolo alimentar, sensação de engasgos e de bolo na garganta.

“Já a produção excessiva de saliva causa incômodo na deglutição. Todas essas alterações salivares têm sintomas semelhantes à disfagia e, por isso, é importante fazer o diagnóstico diferencial, de modo a guiar o tratamento adequado ao caso”, diz a dentista.

Uma vez diagnosticado a causa corretamente, o tratamento precisa ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui fonoaudiólogo, nutricionista, cirurgião-dentista e médicos (gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas e geriatras), conforme o diagnóstico de cada caso.

“O tratamento inclui desde uso de medicamentos, cirurgias, mudanças dietéticas, exercícios para musculatura oral e esofágica, uso de bandagens elásticas, aparelhos bucais para estimular ou guiar a deglutição, adequação dos padrões salivares e etc”, diz a especialista.

Alimentação
É importante ressaltar que a adequações da dieta é fundamental para um tratamento com conforto e segurança. Os alimentos sólidos devem ser triturados ou esmagados junto com os líquidos para que possam ser engolidos com facilidade. Frequentemente indica-se o uso de espessantes (substâncias químicas que conferem aumento da viscosidade sem alterar outras propriedades do alimento) para os líquidos, minimizando desconfortos e engasgos.

“Também é recomendável que o indivíduo se alimente de forma devagar e mastigue completamente o alimento. Durante alimentação, o paciente deve estar sentado, com a cabeça ligeiramente inclinada para frente, ajudando no fechamento do trato aéreo. Já quando o paciente está no leito, a cabeceira deve estar elevada”, diz a especialista.

 fonte :Agência Beta

ESTOMATITE HERPÉTICA. Você sabe o que fazer?

Estomatite é o nome que se dá a qualquer processo inflamatório que acomete a mucosa da boca. As causas variam muito. Nas crianças entre seis meses e cinco anos, a mais comum é a infecção pelo herpesvírus humano simples do tipo 1 (HSV-1). A doença conhecida como gengivoestomatite herpética, em geral, se manifesta quando o organismo entra pela primeira vez em contato com esse vírus, o que pode acontecer também com as crianças mais velhas, os adolescentes e até com adultos sem exposição prévia ao HSV-1.
Uma das características da estomatite herpética é o enantema, ou seja, o aparecimento de manchas vermelhas na superfície da mucosa da boca e da garganta. Essas lesões podem espalhar-se pela parte interna das bochechas e dos lábios, pela língua, amídalas, céu da boca e gengivas, que passam a sangrar com muita facilidade.

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Às vezes confundidas com as aftas comuns, as lesões da estomatite herpética são constituídas por vesículas esbranquiçadas na área central cercadas por um halo vermelho. Pequenas no início, elas podem aumentar de tamanho, romper-se e ligar-se a outras formando úlceras rasas, com bordas bem definidas e extemamente dolorosas.
O HSV-1 que provoca a estomatite herpética é o mesmo responsável pelo aparecimento das lesões labiais, quase sempre na área de transição entre a mucosa e os lábios. Uma vez infectada, a pessoa nunca mais se livra desse vírus, que penetra pelas terminações nervosas e instala-se no núcleo das células dos gânglios, onde permanece em estado de latência. Infelizmente, sob certas condições, ele pode ser reativado e provocar novos episódios da doença.

Sintomas:
A gengivoestomatite herpética é uma doença contagiosa. Os sintomas aparecem, geralmente, uma semana após o contato com os fuidos corporais da pessoa infectada, seja ela sintomática ou assintomática.

Febre, falta de apetite, irritabilidade, insônia, dor de cabeça e nas articulações, gânglios aumentados de tamanho, mau hálito são sinais da doença que podem ser confundidos com os de outras viroses. Há casos em que esses sintomas são atribuídos à erupção dos dentes nas crianças, porque ela passa a babar muito em razão da maior produção de saliva (sialorreia) e da dificuldade para engolir (disfagia).

O primeiro episódio da infecção pelo VHS-1 costuma ser o mais grave e as ulcerações na mucosa da boca e da garganta podem durar de sete a 14 dias. São muito dolorosas.

Diagnóstico:
Incialmente, o diagnóstico da gengivoestomatite herpética leva em conta a aparência e a localização das lesões e os sintomas. Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a exames de laboratórios para identificar o tipo do vírus ou determinar outras possíveis causas da doença.

Estabelecer o diagnóstico diferencial é de extrema importância para conduzir o tratamento adequado.

Tratamento:
Não existe tratamento definitivo para a gengivoestomatite herpética, uma doença autolimitada que desaparece espontaneamente entre sete e 14 dias. O medicamento antiviral aciclovir, introduzido nas primeiras 72 horas da doença, reduz a replicação do vírus e, consequentemente, atenua a gravidade das lesões, diminui o tempo de contágio e o risco de complicações. A partir desse período, porém, o remédio deixa de fazer efeito, porque o vírus parou de multiplicar-se.

Analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos são indicados para controle da dor, do mal-estar e da febre. Já os antibióticos e os antifúngicos não são recomendados como rotina, porque são ineficazes nas infecções por vírus.

O tratamento da estomatite herpética inclui cuidados especiais com a hidratação e a alimentação dos pacientes, que têm dificuldade para engolir e fazer a higiene bucal, porque a dor é muito forte.

Recomendações:
* Procure assistência médica ou do cirurgião dentista tão logo apareçam lesões avermelhadas ou ulcerativas na mucosa da boca ou na gengiva, que incha e sangra;

* Fuja da automedicação. Quanto mais depressa a moléstia for diagnosticada e o doente receber o tratamento adequado, menos graves serão os sintomas da gengivoestomatite herpética;

* Lave sempre as mãos antes e depois de entrar em contato direto com o doente e não permita que ele ponha as mãos na boca e depois nos olhos, o que pode provocar complicações da doença;

* Ofereça liquidos gelados, como sucos (não utilize frutas ácidas, tais como laranja, abacaxi, morango e limão), ou alimentos pastosos, por exemplo, sorvetes, iogurtes, cremes e purês. Nunca sirva alimentos muito condimentados ou quentes;

* Estimule a ingestão de água em pequenos goles, o que nem sempre é fácil, porque as lesoes são muito dolorosas. Por isso, ao primeiro sinal de desidratação, encaminhe imediatamente o doente para atendimento médico;

* Informe-se sobre o uso de soluções antissépticas com propriedades anestésicas para a higiene da boca;

* Não aplique bicarbonato de sódio puro diretamente sobre as feridas nem soluções de formol, porque destroem as células nervosas e lesam mais ainda a mucosa oral.

Fonte:
Dr. Dráuzio Varella

A Secretaria de Estado da Saúde anunciou nesta terça-feira (29) que a vacina contra a gripe H1N1 será dada para grávidas, crianças e idosos a partir do dia 11 de abril na capital e na região metropolitana de São Paulo.

O governo antecipou o calendário de vacinação para estes três grupos de maior risco de infecção devido ao surto da doença que se espalhou pelo Estado. Serão distribuídas antes do previsto 2,991 milhões de doses na capital. As vacinas já foram enviadas pelo Ministério da Saúde.

Desde o dia 23 de março, 67 municípios da região de São José do Rio Preto começaram uma vacinação extra contra a gripe com doses que sobraram de 2015. No entanto, quem tomou a dose extra com imunizador do ano passado deverá tomar novamente a dose com a nova vacina, pois são diferentes.

Para a população de outras cidades do Estado, inclusive de público-alvo (como portadores de doenças crônicas, população prisional e índios), as vacinas serão distribuídas a partir da data prevista no calendário nacional de vacinação, dia 30 de abril.

Distribuição

O Ministério da Saúde informou que enviará 25,6 milhões de doses da vacina aos Estados a partir do dia 1º de abril. Dessas, 9,9 milhões de doses ficarão na região Sudeste. Segundo a pasta, não houve alteração no processo de envio, é normal que a entrega ocorra um mês antes do calendário de vacinação começar.

Em Santa Catarina, o governo estadual informou que também irá antecipar a campanha de vacinação. A notícia foi divulgada após o registro da terceira morte por infecção do vírus H1N1. A aplicação estava prevista para o dia 30 de abril, mas com o agravamento do quadro deverá começar na próxima semana.

Fonte: Maria Júlia Marques
Do UOL, Em São Paulo

O que é o câncer bucal?

 Globalmente, o câncer de boca está entre os 10 tipos de câncer mais incidentes em populações de países em desenvolvimento e em minorias de países desenvolvidos

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais frequentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais frequente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcoólica, é um dos principais fatores de risco.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?
Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:

– Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
– Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
– Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
– Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
– Dificuldade para mastigar ou para engolir;
– Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
– Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
– Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?
Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**

Fumo
A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.

Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Mascar tabaco
O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.

O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa para de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.

Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

* The Complete Guide to Better Dental Care, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S., and Mary Jane Taintor, 1997.
** The National Cancer Institute, “What You Need to Know about Oral Cancer.” Last revised, Sept. 28, 1998.
1Compendium of Continuing Education in Dentistry, Vol. 19, #1 (supp), Fall, 2000.

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Você está sempre desenvolvendo aftas na boca? Você pode ser alérgico à sua pasta de dente!

A alergia à pasta de dentes, não é muito comum, mas pode acontecer. Os efeitos da pasta dentes na boca de uma pessoa alérgica ao produto, acaba sendo confundido com sintomas vindos de outros problemas como acidez estomacal excessiva, refluxo, periodontite. Mas o fato é que o surgimento de aftas recorrentes somado a sangramentos e vermelhidão na gengiva podem não ser consequência dos problemas mais comuns. Alguns dentistas garantem que muitos cremes dentais atuais tem desenvolvido uma série de processos alérgicos na boca dos usuários que culminam com o surgimento de aftas periódicas que demoram a desaparecer.

Estes efeitos colaterais podem ocorrer quando a pessoa é alérgica a algum flavorizante (substância que dá o sabor ao creme dental). Outro componente do creme dental que pode contribuir para a sensibilização das mucosas são os abrasivos. A maioria dos cremes dentais tem abrasivos para aumentar o poder de limpeza. Os menos abrasivos são os infantis e os mais abrasivos são os com bicarbonato de sódio ou com efeito branqueador. Atualmente, pesquisadores estabeleceram também, uma ligação entre o aparecimento de aftas em algumas pessoas e o uso de pastas de dentes contendo SLS (lauril sulfato de sódio). Ele é o responsável pela formação da espuma que se observa durante a lavagem dos dentes, atuando como uma espécie de detergente. Verifica-se uma melhoria rápida das aftas quando a pessoa deixa de utilizar pastas com esse componente.

Outra substância que tem causado alergia é “fluoreto de sódio”, o flúor que colocam na fórmula para evitar cáries. Neste caso o recomendado é evitar cremes dentais com esse componente e optar por cremes com “monofluorfosfato de sódio”, que tem o mesmo efeito com as cáries, porém, não tem provocado alergia nos usuários. Para saber se um creme dental tem uma ou outra substância é só ler a lista de ingredientes na embalagem.

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Os dentistas recomendam que o ideal é usar pelo menos três tipos de cremes dentais diferentes e fazer um revezamento afim de aproveitar as propriedades de cada uma e evitar sensibilizações pelo uso contínuo de um só tipo de produto. Mas para os que realmente são alérgicos ao creme dental convencional, existem produtos naturais que podem ser testados. Que não tem detergentes (tensoativos), espumantes, corantes sintéticos e mentol. Devemos lembrar também, que o uso de creme dental em excesso pode piorar a situação. A quantidade de creme dental utilizada em cada escovação, deve ser pequena, mais ou menos do tamanho de um grão de ervilha.

Devemos lembrar que o que limpa os dentes é a escova dental e uma escovação correta, a pasta é apenas uma coadjuvante. Se você acha que é alérgico e já falou com seu dentista sobre o problema, pode optar por escovar os dentes sem usar o creme dental.

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Fonte: artedenutrir/alergohousel/ Imagens: blogdogordinho/ bolsademulher/especialista24

Por Karlla Patrícia – Bióloga