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Erosão ácida: sucos detox podem prejudicar a saúde bucal.

Ao contrário do que muitos pensam, escovar os dentes logo após a ingestão de alimentos nem sempre é o mais indicado. No caso, estamos nos referindo especificamente a alimentos ou bebidas ácidas que, se consumidos de forma excessiva à longo prazo, podem causar a erosão ácida dos dentes, que consiste na perda da superfície do dente, muitas vezes associada à dieta moderna.

Em conversa ao JETSS, o Dr. Thiago Avelar explicou quais fatores que podem causar a erosão ácida dos dentes.

“O principal fator são os alimentos ácidos, e ainda pior é o seu consumo seguido de escovação, pois esfregamos um ácido sobre uma superfície temporariamente suscetível a desgaste devido a alteração do ph bucal na sequência da alimentação ácida.”

Um estudo aponta que beber um litro de refrigerante por dia pode remover 1 milímetro do esmalte dos dentes em alguns anos. Beber em grandes goles, o hábito de bochechar ou reter o líquido na boca aumentam o risco. O ideal seria que bebidas gasosas fossem ingeridas através de um canudo, mantendo-se longe dos dentes.

Sucos e frutas como laranja e limão também podem influenciar na perda do esmalte dentário. Para se ter uma idéia, o esmalte do dente se dissolve em pH de 5,5 aproximadamente. O valor de pH indica o grau de acidez de determinado alimento. Qualquer valor abaixo de 7 é considerado ácido e alimentos com níveis de pH abaixo de 5,5 são potencialmente mais prejudiciais à saúde dentária.

Tratamento

Mas, afinal, uma vez que o estrago tenha sido feito, como tratar o dente afetado? “Se o tecido dental foi perdido, a única forma de tratamento é a restauração da área afetada,” diz o Dr. Avelar.
Sobre a possibilidade de regenerar o esmalte perdido e recuperar a brancura original através do uso de cremes dentais específicos ou tratamentos em consultório, ele explica:

“O esmalte dental sofre desmineralização diária, o consumo de produtos com flúor e cálcio, por exemplo, atuam na remineralização deste esmalte, o processo é continuo e quando há um desequilíbrio entre desmineralização e remineralização o esmalte perde mineral se tornando suscetível a cáries e erosão”, afirma o profissional. “As pastas dentais atuam aumentando a quantidade de flúor e cálcio disponível para que o processo de desmineralização não ocorra, porém nunca regenerando o esmalte já perdido.”

Fonte:APCD São José dos Campos

Adenoides (Tonsilas faríngeas)

adenoide

As amídalas são estruturas constituídas por tecido linfoide, ricas em glóbulos brancos. Não são estruturas isoladas dentro dos aparelhos respiratório e digestivo. Fazem parte do anel linfático de Waldeyer que compreende a amídala lingual, a palatina e a faríngea (ou adenoide) na região chamada rinofaringe.

As duas adenoides se situam atrás das cavidades nasais e acima do palato mole (céu da boca), conforme mostra a imagem ao lado. Não são visíveis quando a pessoa abre a boca

Fazem parte do sistema imunológico, assim como as amídalas (tonsilas palatinas), e produzem anticorpos. Também conhecidas como carne esponjosa, ajudam na defesa do organismo contra a invasão de agentes estranhos.

Elas aumentam de tamanho no início da vida, mas começam a regredir ao redor dos sete anos de idade, desaparecendo totalmente até a vida adulta. Como nariz, garganta e ouvido se comunicam internamente, a inflamação ou hipertrofia das adenoides pode prejudicar a respiração.

 

Narguilé, será que ele é mesmo inofensivo?

Narguilé, será que ele é mesmo inofensivo?
O volume de fumaça inalada em uma hora de narguilé é igual a fumar de 100 a 200 cigarros.
Autor: Telma Antunes, pneumologista

O Narguilé, originalmente uma tradição do Oriente, é cada vez mais visto em bares e confraternizações de amigos nos países ocidentais.

As pessoas se reúnem para conversar e confraternizar e inalam por horas seguidas o vapor de água com tabaco. Além de poder variar o sabor por conta da variedade das essências, como maçã, damasco, uva, a fumaça do narguilé deixa o ambiente com um cheiro mais agradável do que dos cigarros. Outro atrativo é que ele pode ser dividido em grupos, favorecendo a socialização.

O fato de inalar vapor, e não fumaça, traz uma sensação de segurança. Infelizmente, isso não é verdade!

De acordo com pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o volume de fumaça inalada em uma sessão de uma hora de narguilé é equivalente a fumar entre 100 e 200 cigarros. Os resultados também estimam que, em média, um fumante inala meio litro de fumaça por cigarro, enquanto que um fumante de narguilé pode consumir em de 1/6 até um litro de fumaça por inalar.

A exposição ao fumar narguilé é muito mais prolongada do que a de um cigarro comum, que demora alguns minutos, e é bastante prejudicial. Apesar de poucos estudos, alguns mostram que o uso de narguilé reduz a capacidade respiratória (bronquite) após um ano de uso regular por conter várias substâncias como monóxido de carbono, hidrocarbonetos, nicotina, formaldeído e outros.

Além disso, o narguilé utiliza vapor de água aquecido por carvão – juntam-se as toxinas do tabaco com as do carvão, relacionadas entre outras coisas ao desenvolvimento do câncer de pulmão. Existe o risco de dependência como no caso do cigarro, e até quadros mais graves de insuficiência respiratória aguda.

Como se inala da mesma água, existe ainda o risco de adquirir doenças infecto-contagiosas como a tuberculose.

Portanto, é seguro fumar narguilé? Nem um pouco!

Os mitos e verdades sobre o flúor

Há mais de meio século, o Brasil começou a programar a estratégia de maior sucesso usada em saúde publica no mundo para o controle da cárie dentária: a adição  de flúor ao tratamento da água de abastecimento público. Os professores-doutores Jaime Aparecido Cury e Livia Maria Andaló Tenuta, ambos da Faculdade de Odontologia da Unicamp, esclarecem algumas dúvidas sobre o assunto, na palestra Flúor: mitos e realidade de seu uso coletivo, pessoal, profissional e das suas combinações. Abaixo, algumas questões ligadas ao flúor, que geram perguntas entre profissionais e leigos.

O que é – O flúor é uma substância natural encontrada largamente na natureza na forma de gás, de ácidos e de minerais, e que tem sido usada mundialmente na prevenção de cárie dentária.

Atuação – A cárie é provocada por dois fatores: a organização de bactérias bucais na superfície dos dentes (formando a chamada placa bacteriana) e a exposição frequente à açúcares da dieta. O açúcar é transformado em ácidos que dissolvem os minerais dos dentes por um processo chamado de desmineralização. Se o flúor estiver presente na boca ele reduz essa condição e ativa a remineralização dos dentes reduzindo o efeito final do processo de desenvolvimento de cárie.

Aplicação de flúor – Existem meios coletivos, individuais, profissionais e suas combinações. A fluoretação das águas de abastecimento público é um meio de uso coletivo do flúor no Brasil. Uma lei federal determina que as cidades com estação de tratamento devam fluoretar a água. Os meios individuais incluem dentifrícios e soluções para bochecho diário. Há produtos para a aplicação profissional e materiais restauradores liberadores de flúor. A aplicação de flúor pelo cirurgião-dentista é recomendada para pacientes que não fazem auto-uso de flúor, quer seja por questão de comportamento ou deficiência física ou mental.

Concentração – A concentração de flúor a ser adicionada na água é feita segundo cálculo matemático que considera a temperatura média anual da localidade. Se as pessoas bebem mais água porque está mais calor, a concentração do flúor na água deve ser menor. No Brasil, por ser um país tropical, a concentração “ideal” de flúor na água da maioria das cidades é de 0,7 ppm (mg/L).

Aumentar ou diminuir? – Em locais com alta prevalência de cárie, uma maior concentração de flúor não é indicada porque irá aumentar a fluorose dentária – único efeito colateral da água fluoretada, que ocorre durante a formação dos dentes. A fluorose é percebida pelo aparecimento de linhas brancas transversais nos dentes. Já uma menor concentração reduz o efeito anticárie do flúor.

Benefícios – Mesmo quem não consome água de abastecimento público fluoretada é beneficiada, porque geralmente cozinha com essa água. Assim, refeições com arroz-feijão cozidos, por exemplo, com água fluoretada chegam a ser responsáveis por 50% da quantidade de flúor ingerido por dia.

Crianças – O flúor em creme dental é essencial para controlar a cárie. A criança que não usa dentifrício fluoretado estará sendo privada do benefício anticárie do flúor. Para diminuir o risco de fluorose, deve-se se usar uma pequena quantidade (igual a um grão de arroz cozido) de dentifrício de concentração convencional (1000-1100 ppm de flúor) e a escovação deve ser supervisionada pelos responsáveis pelas crianças até que elas dominem esses cuidados, um processo educativo como qualquer outro.

Fonte: Paraná online

Creme dental para crianças menores de 6 anos deve conter flúor?

Associação Americana de Pediatria aprova uso de creme dental com flúor desde o primeiro dente do bebê

Odontopediatria brasileira já recomenda a aplicação desde 2009

bebê; toddler; escovando; dentes; escovar; higiene (Foto: Thinkstock)

Nas prateleiras de supermercados ou farmácias, naquele corredor específico de produtos para bebês, a maior parte das embalagens dos cremes dentais indicados para a faixa etária que vai de 0 a 3 anos, destaca: “Sem flúor” ou “Não contém flúor”. Há pais de filhos pequenos que têm receio de aplicar nos dentes das crianças as versões com a substância. No entanto, de acordo com uma nova recomendação da Academia Americana de Pediatria, um dos órgãos mais influentes do mundo quando se trata de saúde infantil, os primeiros dentes dos bebês devem, sim, ser higienizados com cremes que contêm esse elemento na fórmula.

Apesar de esta ser a recomendação oficial do órgão brasileiro de odontopediatria desde 2009, somente agora a Associação Americana de Pediatria se manifestou a favor do uso. A Sociedade Brasileira de Pediatria concorda com a orientação. “Alinhado com as recomendações da Academia Americana de Pediatria, o Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP recomenda que crianças a partir do primeiro dente usem uma escova macia e uma quantidade de pasta que equivale a um grão de arroz”, diz Tadeu Fernando Fernandes, pediatra e presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP.

Havia o temor de que o creme dental engolido pelos bebês levasse à fluorose, que provoca manchas brancas nos dentes permanentes, antes mesmo de sua formação. A preocupação era ainda maior, considerando-se que a água corrente que sai de nossas torneiras também já vem com uma certa quantidade de flúor. “Existe uma interpretação errada quando se fala que o creme dental causa fluorose. Na verdade, ela é ocasionada pelo excesso de flúor ingerido pela criança, sem o controle dos pais. A pasta deve ser usada, mas na quantidade certa recomendada pelo odontopediatra e sob supervisão de um adulto”, diz Luciana Nogueira da Cunha Rosa, professora da pós-graduação em Odontopediatria do Senac Tiradentes. Por isso, os pais devem ficar atentos à concentração de flúor no creme dental escolhido (saiba mais abaixo, em “Como escolher a pasta”), à quantidade aplicada na escova ou na dedeira e se responsabilizar pela escovação dos filhos, principalmente dos menores”, afirma Paulo César Rédua, presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontopediatria).

Para evitar qualquer tipo de problema com a escolha da pasta, e do momento certo para iniciar o uso da escova e do creme dental para fazer a higiene bucal, é fundamental que os pais levem os filhos ao odontopediatra assim que nasce o primeiro dente. “As orientações variam de acordo com a rotina [alimentar] e com as características de cada criança. Um bebê que já tem cinco dentes, mas não tem contato com o açúcar, pode demandar uma frequência e uma maneira de escovação diferente de outro, com apenas um e que come biscoitos diariamente”, exemplifica Rédua. Depois, na maior parte dos casos, as visitas ao consultório podem continuar acontecendo de acordo com cada caso e orientado pelo dentista.

bebê_dentes_rotina (Foto: Shutterstock)

Como escolher a pasta?
Então, os bebês podem usar pastas de dente comuns desde o início da dentição, mas, de volta às prateleiras do supermercado, qual produto escolher, diante de tantas opções? “Os pais devem ler o rótulo e procurar por produtos que tenham uma concentração de flúor de 1100  (partes por milhão). Nos cremes dentais infantis, o que muda é o sabor, geralmente mais atraente para esse público, mas a eficiência é a mesma”, explica o presidente da ABO.

Quantas vezes e quanta pasta colocar?
Em geral, o ideal é escovar pelo menos de manhã e à noite para os menores de 2 anos. Mesmo que você não consiga supervisionar as outras limpezas do dia, garanta que a última, antes do seu filho ir para a cama, seja bem feita, de preferência por você. Comer somente nos horários certos também ajuda na prevenção da cárie.

Os pais também devem ficar atentos à quantidade de pasta usada em cada escovação. Isso também pode ser alterado de acordo com a orientação profissional. A princípio, a recomendação para as crianças de até 2 anos é uma quantidade que equivale ao tamanho de um grão de arroz cru. Depois disso, os pais podem aumentar gradativamente, até o tamanho de um grão de ervilha para os maiores. “Se os pais usarem essa quantidade, não ultrapassam 30% da margem de segurança de deglutição de flúor, ou seja, ainda que a criança engula o creme dental, ela não correrá riscos de ter nenhum problema por conta disso”, explica o presidente da ABO.

Fonte:Revista Crescer Por Vanessa Lima

Conheça alguns mitos e verdades sobre saúde bucal

É importante usar, também, a escova interdental.

VERDADE: a função das escovas interdentais é higienizar a área entre os dentes, conhecida como região proximal, local côncavo que as escovas convencionais não conseguem acessar. E é importante escolher uma interdental de boa qualidade, pois deve haver uma relação adequada entre o diâmetro de inserção ou acesso da região proximal (diâmetro do fio) e o diâmetro de efetividade (diâmetro de limpeza). Por isso, vale pedir orientação do dentista .

Higienização eficiente é feita com boa quantidade de creme.
MITO: o que promove a desorganização da chamada placa dental, placa bacteriana ou biofilme oral é a escova, e não a pasta ou gel dental. É importante observar que crianças pequenas, normalmente menores de seis ou sete anos, engolem praticamente tudo que põem na boca, pois ainda não desenvolveram o controle total da deglutição. “A pasta aplicada sobre a escova deve ser do tamanho de uma ervilha, e inserida no meio das cerdas, para evitar que seja engolida facilmente. E, ainda em relação aos pequenos, o melhor é que não utilizem dentifrícios fluoretados. Por fim, os responsáveis precisam sempre reforçar a escovação”,

Além dos dentes, a língua também precisa ser limpa.
VERDADE: “Ela apresenta retenções – fissuras – que podem alojar bactérias e placa bacteriana. Portanto, deve ser escovada”. “Na maioria dos casos, o mau hálito, ou halitose, tem origem na própria boca, principalmente na região da língua, que é um músculo revestido por papilas gustativas onde se forma um tipo de placa bacteriana denominada saburra lingual. A saburra é um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que fica aderido ao dorso da língua, principalmente no terço posterior. É ali que se acumulam restos de alimentos e células que descamam do epitélio bucal e, pior, funcionam como meio de cultura para as bactérias existentes na cavidade oral. Com a fermentação dos resíduos, ocorre a liberação de substâncias ricas em enxofre, responsáveis pelo odor característico do mau hálito. A falta de higienização da língua (levando à formação de saburra) é a principal causa da halitose. As escovas dentais não foram desenhadas para a remoção dessa saburra, pois a cabeça e as cerdas provocam ânsia e o estímulo do vômito. Além disso, as cerdas ficam contaminadas pela saburra, o que facilita a proliferação dos micro-organismos. Assim, o processo de higienização oral não deve se limitar apenas ao hábito de escovar os dentes. A utilização de raspadores para a língua são imprescindíveis, e devem ser empregados diariamente”

É melhor passar o fio dental antes ou depois de escovar os dentes?

Catherine Saint Louis

Infelizmente, um número surpreendentemente pequeno de estudos aborda o tema. Baseado nas provas existentes, passar o fio antes não é necessariamente melhor para a saúde bucal do que qualquer outra forma.

Mesmo assim, os dentistas têm opiniões sobre o assunto. O Dr. Edmond R. Hewlett, porta-voz da Associação Odontológica Americana e professor de Odontologia Restauradora da Universidade da Califórnia, campus de Los Angeles, recomenda passar antes. O raciocínio? Tire a tarefa desagradável do caminho para não cair em tentação de não realizá-la. “Encaremos a natureza humana, se você for deixar de fazer uma dessas coisas, qual será?”

Em contrapartida, o Dr. Philippe Hujoel, professor de Ciências da Saúde Oral da Universidade de Washington, campus de Seattle, aconselha os pacientes a escovar com pasta com flúor, depois passar o fio dental. Assim, a boca será lavada com flúor enquanto se manobra o fio.

Contudo, não ficou provado que passar o fio dental previna cáries, embora dentistas e higienistas sugiram que sim.

Pelo contrário, o maior benefício do fio dental é estancar o sangramento das gengivas e reduzir a inflamação local conhecida como gengivite.

“A gengivite é o primeiro passo para a perda dos dentes. O bom de pegar a inflamação quando a gengiva está sangrando é o fato de ser possível revertê-la, se tudo isso estiver acontecendo”, afirmou Hewlett. (Escovar os dentes e passar fio dental não são adequados para tratar inflamações mais avançadas.)

Uma análise de 2012 sobre 12 testes clínicos controlados, escolhidos aleatoriamente, constatou que quem escovava e passava o fio dental com regularidade tinha menos sangramento na gengiva do que quem apenas escovava, embora os autores tenham alertado que a qualidade da comprovação fosse “muito baixa”.

Esse mesmo estudo, em “The Cochrane Database of Systematic Reviews”, descobriu provas somente “pouco confiáveis” de que o uso de fio dental pode reduzir a placa em um período de um a três meses. E nenhum estudo relatou a eficácia do fio dental combinado à escovação para prevenir cáries.

“Testes clínicos de autoaplicação de fio dental não conseguiram mostrar benefícios na redução da cárie dentária”, disse Hujoel, periodontista.

Existem motivos práticos para passar fio dental, é claro. Por exemplo, a técnica pode desalojar sementes e outros restos alimentares que talvez não sejam sentidos, e perfeccionistas preferem participar de reuniões sem espinafre nos dentes.

Quanto à técnica, a Associação Odontológica Americana recomenda guiar o fio no sentido da curva da linha da gengiva na base de cada dente, além de fazer um movimento de sobe e desce entre eles.

Pode ser que amadores não saibam passar corretamente o fio dental, pois existem provas de que a técnica profissional consegue reduzir as cáries em crianças que tiveram exposição mínima ao flúor.

Análise sistemática com seis estudos clínicos constatou que quando profissionais passavam fio dental nos dentes dessas crianças nos dias de aula durante 1,7 anos, havia 40 por cento de redução no risco de cáries.

Essa pode ser uma boa notícia para filhos e cônjuges de higienistas odontológicos. Porém, para quem não tem um profissional em casa para realizar o processo, só resta a escolha de passar o fio antes ou depois de escovar os dentes.

Móvel ou fixo? Conheça prós e contras dos aparelhos

Especialistas indicam as vantagens e desvantagens dos aparelhos ortodônticos e como podem ajudar a conseguir o sorriso perfeito

O objetivo da ortodontia é prevenir e resolver problemas de crescimento e desenvolvimento da mordida, face e arcos dentários de maneira simples e eficaz. E para que isso seja possível existem diferentes aparelhos ortodônticos que, dentro das suas funções, são capazes de devolver o sorriso perfeito para o paciente.

Aparelho móvel

 Foto: fotorince / Shutterstock

Foto: fotorince / Shutterstock

O aparelho móvel (ortopédico) é indicado para pacientes na fase de dentição de leite e mista (fase de crescimento). “Sua finalidade é estimular o desenvolvimento ósseo, permitindo que os dentes permanentes cresçam nas posições corretas. Considerado um tratamento preventivo, ele impede que um problema seja instalado antes da finalização do crescimento dental” 

Desvantagens: a cooperação do paciente (e responsável) faz toda a diferença para o resultado do processo e, caso não seja satisfatória, o processo pode ser longo e ainda pode aumentar o tempo de uso do aparelho fixo.

Aparelho fixo

Já o aparelho fixo, o mais usado hoje em dia, é considerado um tratamento corretivo feito na dentição já permanente. “Por apresentarem diferentes técnicas e tipos costumam resolver qualquer caso desde que bem planejado e executado o processo”. Na sua forma mais tradicional, é composto por bráquetes de metal (colados nos dentes) e elásticos que prendem o fio metálico que serve de guia para o alinhamento dos dentes.

 Foto: Olga Miltsova / Shutterstock

Desvantagens: o acúmulo de alimentos, ulcerações na mucosa, quebras e dor estão constantemente presentes no tratamento, precisando da colaboração e cuidado de quem está sendo tratado.

Foto: Olga Miltsova / Shutterstock

Aparelhos fixos estéticos

 Foto: Pressmaster / Shutterstock
A tecnologia e a necessidade de tornar os aparelhos fixos cada dia mais discretos fizeram com que outros modelos desses dispositivos fossem criados. “Esses aparelhos encontram-se cada vez menores e com materiais estéticos que se aproximam da aparência dos dentes como bráquetes feitos de porcelana, policarbonato e safira”.

Desvantagens: além das desvantagens comuns de um aparelho fixo, o custo é mais alto.

Por quase dois anos, a apresentadora Adriane Galisteu usou um aparelho fixo de acrílico, mas discreto Foto: Instagram / Reprodução

Por quase dois anos, a apresentadora Adriane Galisteu usou um aparelho fixo de acrílico, mas discreto

Aparelho auto-ligado

 Foto: Olga Miltsova / Shutterstock
A técnica auto-ligado dispensa o uso das borrachinhas (elásticos), pois os bráquetes têm um dispositivo próprio que prende o fio, é uma das versões mais modernas do aparelho fixo hoje em dia. “Ele diminui o atrito entre fio e bráquete reduzindo o tempo de tratamento e os intervalos entre as consultas”.

Desvantagens: Custo  mais alto de tratamento.

Alinhadores invisíveis (tipo Invisalign)

 Foto: Invisalign / Divulgação
O aparelho invisível (ou alinhador invisível) corrige os dentes utilizando uma série de placas removíveis de acetato, feitas sob medida, que são indicadas para casos simples de alinhamento e nivelamento. Suas vantagens são inúmeras; ele não usa bráquetes nem fios, é o mais confortável de todos e pode ser retirado e colocado sempre que o paciente achar necessário.

Desvantagens: o alto custo e a limitação de indicação para o seu uso, além de também dependerem completamente da cooperação do paciente, o que pode tornar o tratamento mais longo.

 

Por quase dois anos, a apresentadora Adriane Galisteu usou um aparelho fixo de acrílico, mas discreto Foto: Instagram / Reprodução

 

Para fazer a Gisele, de Em Família, a atriz Agatha Moreira optou pelo Invisalign para que na telinha não desse para perceber que ela estava de aparelho

 

Foto: Invisalign / Divulgação

Aparelho lingual

 Foto: Divulgação
Seguindo a linha de aparelhos “invisíveis”, esse é um modelo praticamente imperceptível, pois os bráquetes são colocados na parte interna dos dentes e ficam em contato com a língua. Sua principal vantagem é conseguir resultados ortodônticos sem prejudicar a estética.

Desvantagem: maior dificuldade para remoção de alimentos e incômodo (com possíveis lesões) na língua.

Foto: Divulgação

Por quase dois anos, a apresentadora Adriane Galisteu usou um aparelho fixo de acrílico, mas discreto Foto: Instagram / Reprodução

Depois de tomar uma cotovelada em um jogo do Santos e ter a boca toda machucada pelo aparelho, Neymar optou por uma versão que fica do lado de dentro dos dentes

 

Fonte:Beta

Amálgama ainda tem lugar na odontologia ?

O amálgama dentário  (Foto: botazsolti/Shutterstock)

 

Muitos pacientes ainda tem dúvidas  se devem trocar suas restaurações em amálgama por restaurações em resina nos dentes posteriores ou por qual material optar em caso da necessidade de uma nova restauração.

   O amálgama foi por muito tempo o material de escolha para os dentes posteriores, devido a vários fatores :

  • custo mais baixo
  •  maior resistência
  • maior durabilidade

 Porém existem muitas desvantagens na sua escolha :

  •  estética ( cor prata)
  •  desgaste maior do dente devido ao  preparo necessário para reter a restauração.
  • mercúrio em sua composição, embora estudos clínicos apontem que o mercúrio não causa danos à saúde do paciente portador de restauração de amálgama .
  •  Danos ao meio ambiente, se descartado de maneira incorreta.

 O amálgama foi por muito tempo o material de escolha para os dentes posteriores, pois é mais barato, tem maior resistência, maior durabilidade e facilidade de execução de sua técnica, porém, sua estética não é bem aceita pelo paciente por ser da cor prata, além disso tem baixa resistência nas bordas e necessita de um desgaste maior do dente que deve ser preparado para receber a restauração, e ainda possui mercúrio em sua composição, embora estudos clínicos apontem que o mercúrio não causa danos à saúde do paciente portador de restauração de amálgama e os danos ao meio ambiente, quando a sua manipulação é feita de maneira correta, são mínimos.

 Já os materiais resinosos são esteticamente mais vantajosos, pois a sua cor se aproxima mais da cor dos dentes e hoje em dia existem kits de pintura que dão condições ao cirurgião-dentista de aproximar ainda mais a cor da restauração e a cor do dente, possui adesividade, ou seja, a estrutura do dente pode ser mais preservada, além de não apresentar mercúrio.

 O tempo de vida útil de cada material é diferente, o amálgama dura até 15 anos, enquanto a resina tem uma duração de 8 a 9 anos, e esta passa por um processo de aprimoramento. Com o passar do tempo a sua composição melhora elevando o resultado da relação durabilidade e resistência. O grau de dureza e resistência da resina está bem alto, e o processo de dilatação e contração que este material sofre por ocasião das variações térmicas está atualmente muito próximo do ocorrido nos dentes naturais.

 Pessoalmente acredito que um dentista  que pretenda atuar fazendo uso de uma odontologia pouco invasiva e mais estética  deva optar pelo uso de  resinas. 

Tire suas dúvidas sobre os adoçantes

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Dúvidas sobre qual adoçante escolher e seu benefício em relação ao açúcar são comuns para quem quer emagrecer ou tem restrições alimentares.
A nutricionista Nairana Borim, do Centro de Nutrição do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esclarece algumas informações sobre o assunto.

Qual é a principal diferença entre o açúcar e o adoçante?

O açúcar refinado é obtido principalmente da cana de açúcar. No processo de refinamento, há a remoção dos nutrientes contidos na cana, por isso, ele é rapidamente digerido, o que provoca o aumento dos níveis de glicose. O açúcar mascavo e o orgânico são mais saudáveis do ponto de vista nutricional, por conterem mais nutrientes, pois são menos refinados, mas também provocam oscilações na glicose e favorecem o ganho de peso. Já os adoçantes são edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor doce. Possuem poder adoçante geralmente muito maior que o açúcar produzido da cana-de-açúcar.

Quais são os tipos mais comuns de adoçantes e qual é a maneira correta de utilizá-los?

Existem dois tipos de adoçantes: os naturais, extraídos de vegetais e frutas, e os artificiais, produzidos em laboratório.

Naturais:

 – Esteviosídeo (ou Stévia) e Sucralose: Não apresentam contra indicação. São estáveis sob altas temperaturas, sendo utilizados em preparações destinadas ao cozimento ou como adoçante de mesa.
– Agave: Não apresenta contra indicações. É um produto novo, originário de um tipo de cactos com origem mexicana. É fonte de minerais, como ferro, cálcio, potássio e magnésio, e apresenta baixo índice glicêmico, o que permite sua utilização para portadores de Diabetes sob orientação médica ou nutricional. É estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento ou como adoçante de mesa.

Artificiais:

– Sacarina e Ciclamato: São estáveis sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento. Não devem ser utilizados por pacientes hipertensos ou que tenham tendência à retenção de líquidos devido ao sódio. Como adoçante de mesa, geralmente apresenta-se misturado a outros componentes para diminuir o sabor residual da sacarina.

– Aspartame: Sensível ao calor, perde seu poder adoçante em altas temperaturas e pode ser usado como adoçante de mesa. É contra indicado para portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.
– Acesulfame de potássio: É estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento, pode ser usado como adoçante de mesa.
 Para quem busca o emagrecimento, qual é o mais recomendável?
 O ideal para qualquer pessoa, buscando o emagrecimento ou não, é que prove o leite, café, suco ou outra bebida antes de adoçar. Aos poucos, o paladar se acostuma com o verdadeiro sabor dos alimentos e o uso de qualquer produto adoçante passa a ser dispensável. Mas, caso a pessoa não se adapte, sob a orientação de um médico ou nutricionista, pode-se fazer uso dos adoçantes. Outra opção é a do açúcar light, uma mistura de açúcar refinado com adoçante, que apresenta maior poder adoçante, com menos calorias e sem gosto residual. Contudo, este deve ser evitado por diabéticos, pois possui sacarose em sua composição.
 Quais são os efeitos colaterais dos adoçantes?
 O aspartame pode provocar efeitos colaterais, como dor de cabeça e alterações de humor. Além disso, o produto final de sua metabolização é o metanol, que é tóxico ao fígado. Como mencionado anteriormente, é contra indicado para pacientes portadores de fenilcetonúria e grávidas.
O ciclamato e a sacarina têm sódio na composição, o que não é indicado para quem tem pressão alta e nem para pessoas com tendência a retenção de líquidos.
 Quem deve ingeri-los e quem deve evitá-los?
 Somente o médico ou nutricionista, após avaliar individualmente o paciente, pode dizer quem deve ingerir ou evitar os adoçantes. Principalmente, crianças, gestantes e pessoas com alguma patologia devem utilizar os adoçantes sob orientação.