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Fique atento! Mau hálito pode ser sinal de câncer .Alterações no metabolismo geram substâncias químicas específicas da doença que caem na corrente sanguínea e são exaladas pela boca e narinas

Já estamos cansados de saber que cerca de 90% das causas de halitose são de origem bucal. Os demais 10%, podem ocorrer devido a problemas nas vias aéreas superiores, alterações gástricas, pulmonares ou sistêmicas. O que poucos sabem é que mau hálito pode indicar câncer, motivo que realça a importância de investigar mais a fundo os casos de halitose crônica.

Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca
Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Segundo Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), esse tipo específico de halitose acontece por alguns motivos.

“Essa doença se caracteriza pela multiplicação celular desordenada, o que, e alguns casos, resulta em tecidos tumorais comprimindo os tecidos normais circundantes, causando necrose. Neste processo de morte tecidual, ocorre produção de algumas substâncias de odor desagradável, que são carregadas pela corrente sanguínea e alcançam os pulmões, sendo eliminadas pela expiração e provocando halitose, percebida tanto pela boca quanto pelas narinas”, diz a especialista.

Outros desdobramentos dessa doença como insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca.

“A queima de gorduras gera a liberação dos corpos cetônicos, de odor semelhante à manteiga rançosa, que são transportados via sanguínea em direção aos pulmões, podendo ser eliminados pelo hálito. Já a quimio e a radio provocam hipossalivação, favorecendo a multiplicação de bactérias bucais, que fermentam resíduos na boca e geram, como produto final de seus metabolismos, gases mau cheirosos responsáveis pela halitose”, diz Maria Cecília.

Cheiro diferente?
Mas será que dá para saber, pelo cheiro, quando o hálito está indicando algo mais sério? Segundo a especialista, algumas vezes dá. Ela explica que é comum que algumas doenças gerem um cheiro característico.

“O diabetes mal compensado resulta em hálito cetônico com odor de fruta passada; a insuficiência renal em odor de ureia ou urina; a insuficiência hepática em odor de terra molhada ou rato. Já o câncer em geral produz um hálito com odor de necrose. Porém, não há regras. Por exemplo, um câncer renal pode culminar em insuficiência renal e, por isso, vir acompanhado de hálito urêmico, e assim por diante”, diz a especialista.

Mas o que realmente diferencia a halitose por origem bucal dos casos de halitose extrabucal é que, na primeira, o odor é eliminado apenas pela boca, enquanto na segunda, o cheiro desagradável é eliminado pela boca e pelas narinas.

Identificação pelo hálito
Exatamente por causa dessa diferenciação é que pesquisadores estão buscando tornar viável a possibilidade de diagnosticar uma doença pelo hálito, pois toda enfermidade resulta em alterações no metabolismo que, por sua vez, geram produção de diferentes substâncias químicas características ou específicas da doença.

“Muito além que apenas o mau cheiro da halitose, moléculas específicas presentes no hálito podem indicar diversas doenças, como alguns tipos de câncer, com precisão. Estima-se que, futuramente, será viável realizar o diagnóstico dessas doenças com um simples exame de sopro (como no exame do bafômetro), onde sensores de um aparelho identificarão moléculas que normalmente não existem no hálito e indicarão com quais doenças podem estar associadas”, diz Maria Cecília.

Fonte:Agência Beta

O que fazer se seu filho sofrer traumatismo dentário.

É comum crianças sofrerem quedas e os dentes serem atingidos.

As maiores complicações devido a traumas, tanto nos dentes de leite como nos dentes permanentes, acontecem por falta de atendimento imediato e controle de possíveis complicações, realizados no consultório pelo profissional.

O quê os pais precisam saber:

1o) Que o dente de leite tem raiz e que no seu interior existe um canal por onde passam nervos e vasos sangüíneos (polpa).

Também que o dente permanente está sendo formado muito próximo desta raiz, desde quando a criança nasce.

Assim,existe o risco do dente permanente ser atingido pela raiz do dente de leite, em um trauma(Figura 01).

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Figura 01: P > Dente Permanente / D > Dente de leite / C > Canal do dente de leite

2o) Que todo dente que sofre traumatismo tem que ter acompanhamento clínico e radiográfico no consultório, pelo período de no mínimo 1 ano e 6 meses para os dentes de leite e de 5 anos para os dentes permanentes, pois podem acontecer complicações decorrentes do trauma.

3o) Que nem sempre o dente afetado por trauma apresenta alteração da cor. No entanto, isto pode ocorrer e caberá ao profissional avaliar se haverá indicação de algum tratamento ou apenas da continuidade do controle periódico.

4o) Que “pequenos” traumas nos dentes de leite podem causar a morte da polpa e que se o tratamento de canal não for realizado a tempo, problemas nos dentes permanentes poderão ocorrer.

O que fazer no caso de trauma dental:

1o) Procure entrar em contato com o Dentista imediatamente, em qualquer horário.
2o) Nos casos em que acontecem leve sangramento e/ou aumento da mobilidade,pode ter ocorrido uma fratura de raiz, e o atendimento deve ser o mais rápidopossível.
3o) Quando o dente sai parcialmente da posição, quanto mais rápido for reposicionado maiores são as chances de ser recuperado.
4o) Quando o dente permanente sai totalmente, quanto mais rápido for reimplantado, maiores serão as chances de sucesso. Coloque o dente num recipiente com soro fisiológico, leite, saliva ou água, e procure imediatamente o
Profissional.
Se isso acontecer com o dente de leite, o reimplante não está recomendado, mas é muito importante que o profissional examine a criança o mais rápido possível.
5o) No caso de quebrar uma parte do dente e esta parte for encontrada, coloque-a na água filtrada e procure o dentista imediatamente, pois dependendo do tamanho do fragmento, é possível fazer sua colagem no dente, recuperando-o esteticamente.
Outro ponto importante é que nestes casos de fratura, a polpa pode estar exposta e precisa ser protegida o mais rápido possível.
Lembre-se: Tenha sempre o telefone do consultório, da residência e o celular do seu Dentista a sua disposição.
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 Fonte : ABO /* Percinoto C, Côrtes MIS, Bastos JV, Tovo MF. Abordagem do Traumatísmo
Dentário. In: Associação Brasileira de Odontopediatria. Manual de Referências para
Procedimentos Clínicos em Odontopediatra, 2009. p. 344-376.
www.abodontopediatria.org.br

Saiba quando é necessário procurar um Pronto Socorro

Um pronto-socorro é destinado aos casos graves, de urgência e emergência. Emergências são as paradas cardíacas ou aqueles casos em que o paciente corre risco iminente de morte, como o infarto agudo do miocárdio, por exemplo. Já urgência, a equipe deve agir prontamente, caso contrário, o paciente também corre o risco de morte. Existem protocolos assistenciais institucionais que auxiliam a equipe especializada quando casos como estes chegam ao pronto-socorro. O médico emergencista é muito importante neste momento, pois deve ter ações imediatas, reconhecendo quando se trata de uma emergência ou urgência. Quando o paciente não se enquadra em nenhuma destas duas classificações, o atendimento é postergado.

Foto google

Sinais de alertas

Muitos prontos-socorros trabalham com sistema de triagem, que separa os pacientes de acordo com a emergência. Na grande maioria dos atendimentos, não há risco de morte e poderiam aguardar a ida ao consultório do médico. Entretanto, há casos em que é imprescindível uma avaliação do emergencista. No caso específico da pediatria, as situações que merecem ser avaliadas no pronto-socorro são:

Crianças com idade inferior a três anos: quando as crianças desta fase apresentam febre maior que 39°, sem nenhum sintoma aparente, é um sinal de alerta e deve ser avaliado por um médico.
Crianças menores de três meses de idade com febre a partir de 37,8°.
Quadros de vômitos incontroláveis (mais de três episódios em uma hora), mesmo após a criança ser medicada.
Intoxicações: ingestão de substâncias ou medicamentos.
Acidentes domésticos como as queimaduras, os cortes, as quedas com ferimentos profundos ou fraturas, afogamentos e engasgos com perda da respiração.
Crises de asma com dificuldade para respirar, falta de ar.
Traumas na cabeça: principalmente quando ocorrem em crianças menores de dois anos de idade, que caíram de uma altura maior que 1 metro, rolaram mais de 5 degraus de uma escada e apresentam hematomas subgaleais, conhecidos popularmente como galos, em qualquer região da cabeça. “O sinal de alerta para que a sonolência seja avaliada após uma queda é quando tenta-se acordar a criança e ela não acorda”, explica a médica.

Convulsões
Alteração do nível de consciência: sonolência excessiva sem explicação, irritabilidade sem causa aparente, alteração súbita do comportamento como, por exemplo, desorientação.
Dores intensas que limitam a atividade da criança.

“É importante ressaltar que queixas com mais de 15 dias ou meses de duração devem ser avaliadas por um médico no consultório. O pronto-socorro não é o local para resolver um problema crônico. O que o médico poderá avaliar é se o problema está em uma fase aguda para resolver a questão da urgência, mas não tratar do problema em si”, alerta a Dra. Milena do Hospital Albert Einstein.
Fonte:Hospital albert Einstein

Seu filho caiu e quebrou o dente.E agora?

Especialista dá dicas de como lidar com traumas dentais infantis; calma e visita ao dentista são fundamentais para preservar o sorriso da criança

  • Os traumas dentais infantis são muito comuns na primeira infância. É nessa fase que a criança está aprendendo a andar e está cheia de curiosidade para explorar novos mundos e ambientes. Mas também é nessa fase que sua inquietação e falta de coordenação motora está em alta o que pode acabar na fratura de um dente. Mas então, o que fazer se seu filho cair e quebrar um dente?
 Foto: maxim ibragimov / Shutterstock
Mais comum por volta dos três anos, os traumas dentais podem ser tratados sem prejudicar o desenvolvimento da criança

Foto: maxim ibragimov / Shutterstock

Existem alguns socorros rápidos que os pais podem fazer em casa. Se ao avaliar a boquinha da criança, perceberem que só há sangue, mas nenhum dente quebrado ou lascado, recomenda-se lavar bem o local e pressionar o sangramento com uma gaze umedecida. Colocar um pouco de gelo ou oferecer um picolé para a criança também podem ajudar a aliviar a dor e a não inchar.

Agora, se o sangramento não parar logo, houver suspeita de mobilidade dental, risco de aspirar o dente ou muita dor, os pais não devem hesitar em procurar um profissional. “No consultório, o dentista irá avaliar a extensão do trauma, que pode ser só do dente como também do tecido subjacente (osso, gengiva, lábios, freios labiais)”, diz a odontopediatra, Fernanda Raven.

Possibilidade de reimplante
Se com o tombo o dente de leite da criança cair, ele não precisa ser guardado para a reposição. “Na dentição de leite não se faz reimplante dental devido ao risco de prejudicar a dentição permanente que está por vir”, diz a especialista. O que pode acontecer nesses casos é o dentista optar por colocar um aparelho que irá manter o espaço aberto enquanto o novo dente não nasce.

No caso da queda do dente permanente, este deve ser reimplantado o quanto antes. “Se não for possível reimplantar logo após a queda, o dente deve ser conservado em solução salina, leite, saliva ou até mesmo na boca, sob a língua, e a criança deve ser levada o mais rápido possível para o dentista”, diz a especialista.

Os pais também devem guardar o fragmento do dente (se o encontrar depois da queda), caso este tenha sido quebrado apenas em um ponto. Nestes casos, é bem possível que o dentista use resina para colar novamente o pedaço quebrado. Mais para frente uma restauração definitiva ou um tratamento de canal podem ser sugeridos pelo especialista.

Calma acima de tudo
Tão importante quanto os primeiros socorros e a analise de um profissional é a capacidade dos pais de manterem a calma. Tranquilizar e distrair a criança com piadas ou brincadeiras são táticas super importantes para que tudo corra bem.

Afinal, apenas quando ela estiver mais calma será possível fazer uma análise precisa do que aconteceu e, assim, tomar as devidas providências para que seu sorriso volte ao normal sem prejudicar seu crescimento e desenvolvimento. “Uma fratura dental não tratada corretamente pode prejudicar a estética, bem como a pronúncia de alguns fonemas, afetando diretamente a qualidade de vida desta criança”.

Agência Beta

 

Situações de emergência envolvendo a boca e os dentes.O que fazer ?

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Traumatismos Dentários

Situações de emergência envolvendo a boca e os dentes quase sempre se transformam em experiências dramáticas para pais e crianças. As estatísticas mostram que cerca de 14% das crianças e adolescentes passam, de alguma forma, por essas situações de emergência.

Por isso, é importante estar preparado para se ter a atitude correta num momento desses.

Apresentaremos, assim, os traumatismos mais comuns e qual a melhor atitude que deve ser tomada em tais circunstâncias.

Cortes e sangramentos

Quando uma criança sofre um traumatismo que provoca corte ou sangramento, deve-se colocar no lugar, sobre o ferimento, uma compressa de gaze ou pano limpo e pressionar bem, para que o sangramento seja controlado. Muitas vezes, é necessário suturar o ferimento, para que a cicatrização se processe de maneira adequada, e, tão logo seja possível, deve-se consultar um dentista.

Os primeiros passos de uma criança

Os acidentes mais comuns que ocorrem na dentição de leite são os que envolvem bebês e crianças que estão aprendendo a andar.

0 dente amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original, podendo se deslocar para dentro do alvéolo (intruir) ou descer, dificultando o fechamento da boca.

0 dentista deve ser consultado, para que a extensão do dano seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é maior do que aparenta ser.

Freqüentemente, é preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. 0 dentista deve também orientar os pais sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.

Mudança de cor do dente que sofre traumatismo

É comum ocorrer, após 2 ou 3 dias do acidente, uma mudança de cor, um escurecimento da coroa do dente. Essa mudança pode se perpetuar; nesses casos, quase sempre há perda de vitalidade do dente, e um tratamento de canal se faz necessário.

Nos dentes de leite, nem sempre uma mudança de cor da coroa significa perda da vitalidade e, em muitos casos, a cor poderá retornar, ao seu normal. 0 dentista deve ser consultado, para ser feito o acompanhamento.

Dente fraturado

É comum a fratura de um ou mais dentes em conseqüência de um traumatismo. Além disso, muitas vezes, pode ocorrer que o nervo do dente se danifique.

Deve-se sempre consultar o dentista, para que ele possa avaliar a extensão do dano, tratar a fratura e prevenir eventualmente problemas da vitalidade futura do dente.

A melhor maneira de se evitarem fraturas nos dentes é preveni las; assim, no caso de esportes, como andar de bicicleta, andar de “Skate”, basquete, vôlei, jogos de futebol ou “rugby” e outros esportes coletivos, é importante o uso de protetores bucais.

Converse com o seu dentista a respeito.

Perda total de um dente

Em certas circunstâncias, como impactos horizontais, é comum acontecer um deslocamento total do dente.

É essencial que determinadas condutas sejam adotadas imediatamente, para que se aumentem as chances de salvar esse dente.

Se o dente for de leite, a colocação deste de volta em seu lugar não é indicada; a probabilidade de sucesso é mínima.

No caso do dente permanente, o reimplante é indicado.

Para que se obtenha sucesso no reimplante, é necessário:

  • Manter a calma e fazer a criança morder uma gaze ou um pano limpo, com pressão para que se possa controlar o sangramento.
  • Ache o dente.

  • Pegue o dente somente pela coroa. Não toque na raiz.

  • Resíduos devem ser cuidadosamente retirados do dente com soro fisiológico ou leite morno. Não esfregue o dente.

  • Coloque o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) na boca da criança. Não se esqueça: a parte côncava do dente é do lado de dentro da boca. Faça a criança morder uma gaze ou um pano limpo, para que o dente se mantenha na posição. Procure imediatamente um dentista.

  • Se você não conseguir colocar o dente em sua posição, mantenha-o em uma solução de soro fisiológico ou em leite morno ou mesmo na boca da criança (debaixo da língua) e procure imediatamente um dentista. 0 resultado final de um reimplante depende muito do período que o dente ficar fora do alvéolo e da conservação do mesmo nesse período. 0 dente deverá ficar fora de seu alvéolo o menor tempo possível.

0 dente reimplantado deverá ser “fixado” pelo dentista em sua posição e ter o seu canal tratado; mesmo assim, com o decorrer do tempo, haverá uma diminuição do tamanho de sua raiz. 0 tempo médio da permanência de um dente reimplantado na boca é de 1 até 5 anos; muitas vezes, esse tempo é o necessário para que a oclusão se defina e novas condutas possam ser tomadas.

Saiba o que fazer se o dente doer durante um voo de avião

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Foto: Shutterstock
Uma dor de dente pode estragar os planos para as férias. Para evitar o estresse, é indicado marcar um checkup e não ter surpresas. Mas, se o dente doer no meio de um voo, local em que é difícil resolver o problema com um profissional, há o que fazer para não passar aperto.

A dor pode ser pior em um voo, onde há menos pressão atmosférica, baixa quantidade de oxigênio disponível, baixa umidade do ar e baixas temperaturas. “Essas variações podem agravar possíveis problemas já existentes na polpa do dente, provocando dores de variadas intensidades, que podem piorar durante a mastigação ou ingestão de alimentos quentes ou gelados”.

Aposte em analgésico
Caso seja pego desprevenido, há formas de aliviar a dor. O cirurgião-dentista indica analgésico, de quatro em quatro horas, para diminuir o incômodo. Também é preciso tentar manter a calma, ficar tranquilo e relaxar, uma vez que o nervosismo pode intensificar a dor.

Em vez de comer algo quente, prefira líquidos frios e alimentos com temperaturas mais amenas. “Não faça bochechos com produtos antissépticos antes de saber o diagnóstico e procure um atendimento profissional logo que aterrissar.

Terra

De dente quebrado a herpes: saiba o que fazer na emergência

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Segundo Sibele Sarti Penha, professora membro do Setor de Urgência Odontológica da Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP), qualquer situação atípica na boca deve ser analisada e tratada por um especialista, porém, existem alguns truques que podem ser feitos de imediato para aliviar dores ou prevenir e remediar acidentes.

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Dente quebrado por choque
Quando se quebra apenas uma parte do dente o ideal é colocar o fragmento imerso em soro fisiológico, leite ou (em último caso) água filtrada e procurar um dentista. Se por um acaso o dente sair por inteiro (com raiz e tudo) o tempo será determinante para que o problema seja resolvido. Neste caso, o dente deve ser imerso nos mesmo líquidos do exemplo acima e o dentista deve ser procurado imediatamente pois dentro do prazo de uma hora o re-implante tem mais chances de ter sucesso. Ou seja, quanto mais tempo demorar, menos chances de recuperá-lo.

Mordida na língua ou no lábio

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A boca tem muitos vasos sanguíneos e é por isso que muitas vezes a mordida na língua ou no lábio causa sangramento. Nesse caso, convém manter uma gaze ou algodão pressionado com força na região por 10 minutos. Evitar cuspir é importante para não movimentar a região. É recomendável alimentos frios e pastosos para os dias seguintes e uma escovação de dente bem reforçada para evitar eventuais contaminações da região.

Boca queimada
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Não há muito que fazer quando se queima a boca. É necessário esperar a regeneração do tecido que costuma durar uma semana.

Herpes decorrentes

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Existem alguns fatores que podem desencadear a manifestação desse vírus como: exposição à luz solar, estresse e resfriado. Uma vez com a herpes, é fundamental que o paciente evite manipular a região (como coçar, por exemplo). Existem cremes e pomadas especialmente para esse tipo de problema. O dentista pode prescrevê-los.

Aftas

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Esse item precisa de um cuidado especial. As ulcerações aftosas não têm causa definida, mas alguns fatores podem desencadear o seu aparecimento como alimentos ácidos e estresse. Se esse for o caso, deve-se identificar o alimento que está causando o problema e evitá-lo. A higienização bucal não deve ser interrompida nem aliviada.

Porém, as pessoas têm o costume de achar que qualquer alteração na mucosa da boca é afta, quando não é bem assim. Por exemplo, úlceras que não se resolvem em duas semanas devem ser examinadas por um profissional. As lesões de câncer bucal podem ter início como uma pequena úlcera indolor.

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Assadura e rachaduras
A exposição prolongada ao sol e ao frio pode causar essas rachaduras e assaduras. Para evitá-las, o paciente deve manter a região hidratada (ex: usar manteiga de cacau). Pessoas que passam muito tempo expostas ao sol e possuem uma pele bem branca devem usar protetor solar labial.

Terra