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Dores nos dentes pode indicar princípio de infarto

Excesso de estímulos dolorosos na região do peito podem estimular outras fibras nervosas e causar sensações de dor pelo corpo
Se algum dia você começar a sentir fortes dores nos dentes ou na região da mandíbula sem razão aparente na boca, cuidado, você pode estar tendo um infarto. A seguir nós vamos explicar a ligação entre essas dores e mostrar que, mesmo indiretamente, os dentistas podem ajudar a prevenir ou diagnosticar problemas no coração.

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A falta de uma boa higienização bucal não pode causar um infarto diretamente, mas está relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas
A falta de uma boa higienização bucal não pode causar um infarto diretamente, mas está relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas
Foto: Zametalov / Shutterstock

Para os especialistas em saúde bucal, essa associação não é nenhuma novidade e pode começar de uma forma mais abrangente. “Não é raro alguns pacientes relatarem dores na região da mandíbula e até da maxila como consequências de dores que surgem inicialmente no tórax, ombro e braço esquerdos”, diz Celso Luiz Caldeira, professor da Disciplina de Endodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

Mas Celso afirma que essa dor pode sim estar relacionada diretamente com a com a obstrução das artérias coronárias. “Essas dores reflexas podem surgir do coração e, pelo excesso de estímulos dolorosos podem estimular outras fibras nervosas de outras áreas, como na região de mandíbula inicialmente e depois de maxila e geralmente do lado esquerdo, e ser confundida com uma inflamação aguda de algum dente destas regiões”, diz o especialista.

Como diferenciar?
Mas como podemos saber se a dor de dente que estamos sentindo vem de algum problema bucal ou do coração? Segundo Celso, a melhor forma de saber ao certo de onde está vindo essa dor é fazendo um diagnóstico preciso com um profissional.

“Temos que eliminar a origem dentária da dor, pois o infarto do miocárdio pode apresentar uma série de sintomas derivados de uma dor súbita que aumenta progressivamente de intensidade e vem acompanhada de uma sensação de sufocação que se irradia do centro-baixo do tórax para a região do pescoço, podendo atingir também o lado interno do braço esquerdo e por fim a mandíbula de ambos os lados e até a maxila”, diz o professor.

Se o caso realmente for de problema no coração, o ideal é que o dentista exclua logo os diagnósticos de dor de origem pulpar (inflamações ou infecções), dores nas articulações e dores neurológicas (como nevralgias) e assim, encaminhe com rapidez o paciente para atendimento cardiológico.

Falta de cuidados bucais
A falta de uma boa higienização bucal não pode causar um infarto diretamente, mas está relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas.

“A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que leva a formação de placas ateromatosas (acúmulo de lipídios, hidratos de carbono, sangue e produtos sanguíneos, tecido fibroso e depósito de cálcio) dentro dos vasos sanguíneos do coração. Sabe-se que a formação destas placas de gordura pode ser agravada pela presença de bactérias e de fatores inflamatórios presentes na inflamação da gengiva”, diz Marinella Holzhausen Caldeira, professora da Disciplina de Periodontia da FOUSP.

Dentista e o infarto
Por tudo isso que foi dito, Marinella diz que é possível afirmar que o dentista tem um papel de destaque no diagnóstico e prevenção de problemas no coração.

“Pacientes com doenças cardiovasculares podem se beneficiar com a melhora de seus cuidados bucais. Sabe-se que a incidência de novos eventos cardiovasculares nesta população pode ser reduzida com o uso adequado de métodos de higiene oral, tais como, a escova e o fio dental. Dessa forma, os cardiologistas e dentistas devem prestar especial atenção à higiene oral de pacientes com histórico de doenças cardíacas coronarianas prévias”, finaliza a especialista.

Fonte:Agência Beta
Terra

O que é tratamento de canal?

O tratamento do canal da raiz dentária consiste na retirada da polpa do dente, que é um tecido encontrado em sua parte interna. Uma vez que a polpa foi danificada, infeccionada ou morta é removida, o espaço resultante deve ser limpo, preparado e preenchido. Este procedimento veda o canal. Alguns anos atrás, os dentes com polpas infeccionadas ou mortificadas eram extraídos. Hoje em dia, um tratamento de canal salva muitos dentes que de outra forma teriam sido perdidos.

Os casos mais comuns de polpa infeccionada ou morta são:

  • Dente quebrado
  • Cárie profunda
  • Dano ao dente, como um trauma forte, seja ele recente ou mais antigo.

Estando a polpa infeccionada ou morta, se não for tratada, pode se formar pus na ponta da raiz dentro do osso maxilar, formando um abcesso. O abcesso pode destruir o osso que circunda o dente, causando dor.

Como é tratado o canal?

O tratamento de canal é feito em várias etapas, que podem ser realizadas em uma ou mais visitas ao consultório, dependendo do caso. São elas:

  • Primeiramente, é feita uma abertura na da parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.
  • Em seguida a polpa infeccionada é removida (pulpectomia), o espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento.
  • Se mais de uma visita for necessária, uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.
  • A restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e canal são preenchidos permanentemente. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Algumas vezes um pino de plástico ou metal é colocado no canal para se conseguir maior resistência .
  • Na etapa final, uma coroa é geralmente colocada sobre o dente para restaurar seu formato e lhe conferir uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa.

Qual a durabilidade de um dente restaurado?

Os dentes restaurados podem durar a vida toda quando tratados adequadamente. Devido ao fato de ainda ser possível o aparecimento de cárie em um dente tratado, uma boa higiene bucal e exames dentários regulares se fazem necessários, a fim de evitar problemas futuros.

Como não há mais uma polpa viva que mantenha o dente hidratado, os dentes com raiz tratada podem se tornar quebradiços e mais sujeitos à fratura. Este é um importante aspecto a ser levado em conta quando for optar entre uma coroa ou restauração após o tratamento de canal.

Para se determinar o sucesso ou fracasso do tratamento de canal, o método mais confiável é comparar novas radiografias com aquelas tiradas antes do tratamento. Esta comparação mostrará se o osso continua sendo destruído ou se está sendo regenerado.

Fonte:Colgate

Tratamento de canal não dói nem escurece os dentes; saiba mais.

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O tratamento do canal da raiz dentária consiste na retirada da polpa do dente, que é um tecido encontrado em sua parte interna. Uma vez que a polpa foi danificada, infeccionada ou morta é removida, o espaço resultante deve ser limpo, preparado e preenchido. Este procedimento veda o canal. Alguns anos atrás, os dentes com polpas infeccionadas ou mortificadas eram extraídos. Hoje em dia, um tratamento de canal salva muitos dentes que de outra forma teriam sido perdidos.
Os casos mais comuns de polpa infeccionada ou morta são:
Dente quebrado
Cárie profunda
Dano ao dente, como um trauma forte, seja ele recente ou mais antigo.

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Estando a polpa infeccionada ou morta, se não for tratada, pode se formar infecção na ponta da raiz dentro do osso maxilar, formando um abcesso. O abcesso pode destruir o osso que circunda o dente, causando dor.

Como é tratado o canal?

O tratamento de canal é feito em várias etapas, realizadas em uma ou várias visitas ao consultório, dependendo do caso. São elas:

Primeiramente, é feita uma abertura na parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.
Em seguida a polpa infeccionada é removida (pulpectomia), o espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento.
Se mais de uma visita for necessária, uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.
A restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e canal são preenchidos permanentemente. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado.
Na etapa final, o dente será restaurado com resina ou inlay , ou ,se for necessário, uma coroa será colocada sobre o dente para restaurar seu formato e lhe conferir uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa. A etapa final de restauração será orientada pelo seu dentista levando em consideração o remanescente dentário após a obturação do canal.

Qual a durabilidade de um dente restaurado?
Os dentes restaurados podem durar a vida toda quando tratados adequadamente. Devido ao fato de ainda ser possível o aparecimento de cárie em um dente tratado, uma boa higiene bucal e exames dentários regulares se fazem necessários, a fim de evitar problemas futuros.
Como não há mais uma polpa viva que mantenha o dente hidratado, os dentes com raiz tratada podem se tornar quebradiços e mais sujeitos à fratura. Este é um importante aspecto a ser levado em conta quando for optar entre uma coroa ou restauração após o tratamento de canal.
Para se determinar o sucesso ou fracasso do tratamento de canal, o método mais confiável é comparar novas radiografias com aquelas tiradas antes do tratamento. Esta comparação mostrará se o osso continua sendo destruído ou se está sendo regenerado.
O tratamento de canal bem executado, seguindo protocolos comprovados cientificamente, oferece mais de 95% de chances de salvar o dente e mantê-lo na boca em saúde. É um dos maiores índices de sucesso terapêutico nas áreas médica e odontológica.
Além da eficácia, com o conhecimento de anatomia, da fisiologia nervosa e dos processos inflamatórios, somado às novas técnicas e soluções de anestesia, é possível tratar o canal da grande maioria dos pacientes com controle total da dor. “A imagem de o tratamento de canal ser uma ‘tortura’ é errada e presta um desserviço à saúde bucal, pois muitos pacientes, por medo, evitam o tratamento de canal e acabam perdendo seus dentes”.
Em relação ao escurecimento do dente,quando este existir antes do tratamento de canal , pode ter sido provocado pela morte da polpa., nesses casos , se necessário,geralmente um clareamento, faceta, laminado ou coroa após o tratamento resolvem o problema. Outra causa de escurecimento pode ser o cimento usado na obturação do canal: se não for completamente removido da câmara pulpar e da porção inicial do conduto poderá escurecer a coroa do dente. Hoje em dia tem-se um cuidado especial para que após o termino do tratamento esses resíduos sejam completamente removidos. Atualmente,o tipo de material usado e o procedimento com técnicas corretas também não propicia o escurecimento do dente após a endodontia.
Nos dentes já escurecidos ,após o exame clínico e detectada a causa do escurecimento dental, o dentista saberá se é possível clareá-lo e qual o melhor método para isto.
Quanto ao tempo de tratamento, muitos casos podem ser executados em uma única consulta, principalmente quando não há infecção e quando o dentista tem treinamento adequado conhecimento e equipamento suficiente. No entanto, quando há infecção do canal e inflamação em volta da raiz do dente , o tratamento pode ser mais eficaz em duas consultas, pois se tem um tempo maior para combater a infecção, porém cada caso deverá ser avaliado individualmente.
Fonte: Adaptado de APCD ,Colgate e Terra