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MEU FILHO CHUPA O DEDO.E AGORA?

Tira a mão daí!

Minha filha tem 3 anos e chupa o dedo o tempo todo, desde que nasceu. Isso já interferiu nos dentes e na fala. O que eu faço?

Por Cláudia Rezende, mãe de Clara, 3 anos – atualizada em 

Essa é a clara (Foto: Arquivo pessoal)
Apoio profissional

Apesar de trazer conforto e acalmar, a mania de chupar o dedo tem consequências negativas. Por experiência própria, nunca quis isso para minha filha. Prometemos presentes, demos remédios, mas nada adiantou. Até que fomos a uma odontopediatra que conversou com ela e explicou como isso poderia prejudicá-la. Dali em diante, ela decidiu por conta própria que iria parar. Deu certo!
Bruna Fadelli, mãe de Bárbara, 7 anos

Ajuda extra

Minha filha tinha esse costume à noite. Então, demos a ela uma boneca e falamos que ela iria “protegê-la”. Ela se sentiu mais segura assim. Fica a dica!
Katiuscia Faustini, mãe de Letícia, 9 anos, e Izadora, 4

Insistência

Depois de várias tentativas, resolvemos na base da conversa. Quando ela estava com o dedo na boca, pedíamos a ela que o tirasse dali. Não teve segredo. Aos poucos, ela foi deixando esse hábito e hoje não temos mais problemas.
Daniela Marques, mãe de Pietra, 6 anos

Acordo                                                                                                                                        Fiz uma proposta ao meu filho: se ficasse alguns dias sem chupar o dedo, poderia escolher um brinquedo. Não foi fácil, mas, ao final, ele conseguiu o presente e nunca mais colocou o dedo na boca.

Joyce Galhardo, mãe de Heitor, 9 anos

Palavra de especialista

Paciência e diálogo
Não há nada de errado em chupar o dedo, desde que não se torne um hábito. Os bebês começam a sugar a língua e os dedos ainda no útero da mãe, quando se preparam instintivamente para a amamentação. Nos primeiros meses de vida, é por meio da boca e da sucção que os pequenos se alimentam e se sentem seguros. O problema aparece quando o reflexo se estende além do primeiro ano. No entanto, quando a criança começa a comer alimentos sólidos e a brincar mais, a tendência é que ela pare de chupar o dedo naturalmente. Caso isso não aconteça, fique de olho se o comportamento não está afetando o dia a dia dela. Algumas podem apresentar problemas na socialização, na fala e na estrutura da face por causa dessa mania. Nesses casos, o ideal é buscar ajuda especializada de um pediatra, psicólogo, odontopediatra ou fonoaudiólogo. Vale lembrar que a amamentação é a melhor forma de evitar o problema: além de satisfazer o instinto de sugar, a criança não precisa recorrer a chupetas e bicos artificiais. Para acabar com o hábito de modo tranquilo, incentive brincadeiras com o uso das mãos (de bater palminhas a blocos de montar). Distraídas, as crianças “esquecem” dos dedos. E não adianta ter pressa e usar métodos agressivos. Só com paciência e conversa seu filho vai entender e deixar de lado o costume.
Melina Amarins, psicóloga e psicopedagoga do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), e Helenice Biancalana, presidente da Associação Paulista de Odontopediatria

Revista Crescer

Insônia, estresse, desgaste ósseo, inflamação na gengiva, dor de cabeça. A mordida pode dizer muito sobre uma pessoa. As imperfeições da mordida, também chamadas de oclusão dentária, estão na terceira posição entre os problemas de odontologia mais frequentes da população brasileira.

O ideal é que os dentes superiores e inferiores encaixem. Os problemas mais comuns são a mordida aberta posterior e a mordida cruzada, em que a parte inferior da arcada fica à direita ou à esquerda da parte superior. A solução para consertar o problema muitas vezes é usar aparelho.

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/imperfeicoes-da-mordida-estao-entre-os-principais-problemas-odontologicos.ghtml

Imperfeições da mordida estão entre os principais problemas odontológicos

Imperfeições da mordida estão entre os principais problemas odontológicos

São dois os caminhos: a ortodondia ou a ortopedia maxilofacial. As duas podem ser usadas juntas. A ortopedia trabalha com prevenção. Já a ortodontia corrige o posicionamento do dente.

O presidente da Sociedade Brasileira de Odontopediatria José Carlos Imparato e a fonoaudióloga da Faculdade de Odontologia da USP Ana Paola Carrilho estiveram no Bem Estar desta sexta-feira (4) para falar dos problemas com a mordida e seus tratamentos.

A mordida imperfeita traz alguns problemas. Ela dificulta a alimentação, respiração, sono e fala, além de poder gerar desconforto na ATM. A má oclusão pode começar na falta de amamentação no peito. Traumas, perdas dentárias pela cárie e problemas respiratórios também são causas de alterações de oclusão.

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles

SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA

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Os hábitos de sucção não nutritiva (sucção de dedo e chupeta) são considerados normais em bebês e crianças de terna idade, usualmente associados à necessidade de satisfação afetiva e de segurança. Esta necessidade de gratificação oral pode ser preenchida com a prática do aleitamento materno. Crianças amamentadas no peito por pelo menos seis meses estão menos propensas a desenvolverem hábitos de sucção não nutritiva. A chupeta é o tipo de hábito de sucção mais prevalente entre as crianças, entretanto sua interrupção ocorre em idade mais precoce quando comparada com a sucção digital.

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É aconselhável evitar a oferta da chupeta nos primeiros dias de vida, para que a amamentação natural possa ser bem estabelecida.
A prática de hábitos de sucção não nutritiva pode provocar alterações oclusais e miofuncionais em longo prazo, o que leva alguns profissionais a recomendarem que a idade de três anos seja considerada a época limite para sua eliminação na vida da criança.

Fonte :Manual de referência para procedimentos clínicos em odontopediatria/ coordenadores Maria Lourdes de Andrade Massara, Paulo César Barbosa Rédua. – 2 ed.- São Paulo: Santos, 2013

Leiam também :

Bebê, Anjo, Chupeta, Criança, Pessoas

(ou Considerações sobre a chupeta baseadas em evidências)

Excelente artigo, baseado em evidências científicas, que trata de dúvidas muito recorrentes, como a interferência negativa sobre a amamentação, a alteração do tônus muscular da musculatura bucal, possíveis deformações esqueléticas faciais, a inexistência de bicos comerciais que sejam comparáveis ao bico do peito, a falácia de que chupeta é menos prejudicial que o dedo, a ligação entre a chupeta e a síndrome do respirador bucal, entre outros tópicos tão importantes quanto.

http://cientistaqueviroumae.com.br/blog/textos/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria-saber-antes-de-oferecer-uma-para-seu-bebe-por-andreia-stankiewicz

Via Dra Marta Meireles

Dicas para amamentar o bebê com retrognatismo

Todo recém-nascido nasce com a cavidade oral adaptada para a amamentação e seu crescimento/desenvolvimento será proporcionado pelos movimentos mandibulares que são realizados para a ordenha do leite materno. Algumas características do bebê são interessantes de identificar, tais como a pseudo-retrognatia (o queixo do bebê é pequeno e retraído), a língua ocupa toda a cavidade oral, ele tem bolsinhas de gordura (sucking pads) nas bochechas para dar energia durante a amamentação, sua respiração é nasal e os lábios permanecem vedados.

A pseudo-retrognatia está dentro da normalidade quando apresenta 5 a 8 mm, podendo chegar a 12 mm de retração mandibular. Como na amamentação há estímulo de 4 movimentos mandibulares (abertura, elevação, fechamento e retração) e o músculo pterigóideo lateral estimula o côndilo da mandíbula, há promoção de crescimento vertical e horizontal.

Nos casos em que há retração maior que 12 mm, o bebê possui retrognatia, condição que pode dificultar a amamentação. Ela pode ou não vir acompanhada de alguma síndrome, como o Pierre Robin, mas em algumas situações existe componente genético, ou seja, se um dos pais ou ambos possuem retrognatia, o bebê também pode apresentar essa condição também.

As dificuldades de amamentação nesses casos podem ser decorrentes da dificuldade do bebê abrir a boca suficientemente para abocanhar todo o complexo aréolo- mamilar, o que acarreta dor, fissuras ou dificuldades para ordenhar o leite. Nesses casos, há algumas orientações para auxiliar a mãe:

  • amamentar em posição de cavaleiro (com o bebê sentado entre as pernas da mãe)
  • apoiar o queixo com o indicador e o polegar (posição de Dancer), permitindo a movimentação mandibular
  • amamentar com a mãe deitada de costas (decúbito dorsal) e o bebê por cima (decúbito ventral), com a cabeça levemente para trás (estendida)
  • realizar compressão a mama para auxiliar o bebê na ordenha do leite
  • caso o bebê fique irritado, realizar ordenha manual e oferecer o próprio leite no copo, xícara ou colher
  • utilizar a técnica da translactação, que favorece o fluxo de leite até que o bebê consiga uma pega melhor
  • realizar relaxamento na musculatura dos lábios, bochechas e promover abertura mandibular
  • não utilizar bicos artificiais (chupeta, mamadeira ou intermediário de silicone), pois os movimentos mandibulares não favorecem o crescimento mandibular horizontalmente, além do risco de provocar confusão de bicos e desmame precoce
  • mantenha a aréola sempre macia; se necessário, realize massagem e ordenha nessa região para favorecer a pega do bebê antes da mamada

Sempre que possível, mantenha a amamentação, exatamente para que o bebê consiga realizar os movimentos mandibulares e tenha o crescimento adequado, dessa forma logo conseguirá abocanhar corretamente e ordenhar o leite com eficiência.

Fonte: http://prolactare.com/fonoaudiologia/dicas-para-amamentar-o-beb-com-retrognatismo

 

BLW : “Desmame guiado pelo bebê”.

Você sabe o que é BLW?

É uma sigla em inglês, que significa aproximadamente “Desmame guiado pelo bebê”.
Esse método parece novo, uma modinha, mas na verdade é bem antigo. Na realidade, estamos presenciando atualmente um retorno às origens e ao que é mais natural e isso é ótimo para os bebês.
Bom, sabendo que a indicação de aleitamento materno exclusivo (apenas com leite materno, sem água, chás, outros leites ou outros alimentos) é para até o sexto mês de vida e que a mãe deve iniciar a alimentação complementar mantendo o aleitamento até 2 anos ou mais e que o termo “alimentação complementar” significa que o leite materno continua sendo a principal fonte nutricional para o bebê, o BLW é um método para inseri-lo no mundo dos alimentos, sabores, texturas, cores.
O método consiste especialmente no RESPEITO à maturidade e autonomia da criança. Isso mesmo, ao invés de ser obrigado a ingerir uma quantidade pré-estabelecida de alimentos, muitas vezes todos misturados e até liquidificados (o que não é mais indicado), o BLW permite os alimentos sejam apresentados em sua forma natural, por vezes um pouco cozidos, mas em pedaços grandes o suficiente para o bebê pegar com as mãos e colocar em sua boca, explorar, sentir o sabor, a textura, brincar com o alimento, se sujar, mastigar o que for capaz, comer o que quiser, quanto quiser e quando quiser!
Essa experiência favorece o desenvolvimento motor, a maturidade da mastigação, a tonificação dos músculos intra e extraorais, a gustação, o olfato, a erupção dentária, a independência. São tantas vantagens que podemos nos perguntar porque esse método não é tão utilizado ainda (apesar de estar sendo cada vez mais conhecido e recomendado) e porque até hoje as papas reinaram no mundo da alimentação infantil.
Simples: com a redução dos índices de aleitamento materno e inserção precoce de leites artificiais, que não possuem todos os nutrientes necessários à nutrição do bebê, houve necessidade de inserir alimentos complementares mais precocemente (3-4meses, às vezes até antes). Só que o trato gastrointestinal dos bebês não está maduro o suficiente para receber alimentos antes dos 6 meses! É isso mesmo, ainda que o bebê receba outros leites, só aos 6 meses ele deve iniciar a alimentação complementar!
Voltando à inserção de alimentação complementar precoce, a saída foi liquidificar, peneirar e deixar os alimentos o mais próximo da consistência líquida, para permitir uma razoável digestão (o que sabemos que não ocorre).
Antes dessa arrasadora interferência dos leites artificiais, as mães amamentavam em livre demanda, muitas vezes durante suas refeições. Quando o bebê já conseguia sentar e já se interessava por outros alimentos, muitas vezes pegava o alimento do prato da mãe e começava a explorá-lo; legumes cortados, pequenas tiras de carne, frutas. Isso é BLW!!!!
Hoje temos vários estudos mostrando a superioridade e as vantagens desse método sobre a alimentação por papas. Os autores destacam que, para iniciar o método, o bebê deve ter com controle de tronco, conseguir permanecer sentado e agarrar os alimentos, levando-os à boca. Com o desenvolvimento motor e da mastigação, conseguirá pegar os alimentos em movimentos de pinça e mastigar com cada vez mais aptidão.
É importante destacar a necessidade de um adulto supervisionar, mas nunca impor, obrigar ou mesmo oferecer os alimentos. O bebê tem liberdade para escolher, jogar, comer, sugar o caldo.

Fonte:Pro Lactare

Odontologia Especializada

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