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Os 1.000 dias entre a gravidez de uma mulher e o 2º aniversário de sua criança oferecem uma janela de oportunidade única para construir futuros mais saudáveis ​​e mais prósperos.

A nutrição certa durante esta janela de 1.000 dias tem um impacto profundo na capacidade de uma criança crescer, aprender e prosperar – e um efeito duradouro na saúde e prosperidade de um país.

A nutrição durante a gravidez e nos primeiros anos da vida de uma criança fornece a construção essencial para o desenvolvimento do cérebro, crescimento saudável e um sistema imunológico forte. De fato, um crescente corpo de evidências científicas mostra que os fundamentos da saúde vital de uma pessoa – incluindo sua predisposição à obesidade e certas doenças crônicas – são largamente estabelecidos durante essa janela de 1.000 dias.

É por isso que é fundamental que mulheres e crianças tenham a nutrição certa durante esse período. A desnutrição no início da vida pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento do cérebro das crianças e ao seu crescimento físico, levando a uma diminuição da capacidade de aprender, a um desempenho mais pobre na escola, a uma maior susceptibilidade a infecções e doenças e a uma vida de potencial de perda de ganho. Pode até colocá-los em risco aumentado de desenvolver doenças como doenças cardíacas, diabetes e certos tipos de câncer mais tarde na vida.

Se possível alimente seu bebê exclusivamente com  leite materno durante os seus primeiros seis meses .

A amamentação exclusiva proporciona aos bebês a nutrição perfeita e tudo o que eles precisam para um crescimento saudável e desenvolvimento cerebral

A amamentação exclusiva protege as crianças contra infecções respiratórias, doenças diarreicas e outras doenças que ameaçam a vida

A amamentação exclusiva protege contra a obesidade e doenças  como diabetes

 Para saber mais visite http://www.thousanddays.org/

 

Nota esclarecimento: entrevista de Bela Gil realizada em seu canal no YouTube

Nota esclarecimento: entrevista de Bela Gil realizada em seu canal no YouTube

bella_gilRecentemente, a apresentadora Bela Gil realizou uma entrevista em seu canal no YouTube com um profissional da área de saúde sobre o tema “Higiene bucal nas Crianças”. Lamentamos que o profissional entrevistado tenha usado sua autoridade médica para emitir opiniões pessoais sobre o assunto sem base no melhor conhecimento científico atualmente disponível.
Assim, julgamos pertinente esclarecer que:

1- A cárie dentária é um importante problema de saúde pública, atingindo cerca de 3 bilhões de pessoas no planeta. No Brasil, mais da metade das crianças com 5 anos de idade possui cárie, sendo que 80% das lesões permanecem sem tratamento. A cárie não tratada interfere negativamente com a qualidade de vida das crianças e das suas famílias causando prejuízos à alimentação, ao sono, à fala e às interações sociais, entre outros problemas.

2- Água fluoretada é uma medida de saúde pública recomendada pela Organização Mundial da Saúde que é utilizada não só no Brasil, mas em muitos países, como Austrália, Estados Unidos, Irlanda, Nova Zelândia, entre outros, tendo em vista sua eficácia contra a cárie dentária, sem nenhum risco para a saúde geral da população, e a sua ótima relação custo-benefício.

3- Dentifrício fluoretado tem sido recomendado por órgãos governamentais, associações profissionais e diversas instituições de saúde em todo o mundo porque seu uso para prevenir e controlar a cárie dentária, tanto na dentição decídua como na dentição permanente , está fortemente baseado em evidência de estudos clínicos controlados. Em acréscimo, o uso de dentifrício fluoretado não impõe risco à saúde geral.

4- Fluorose dentária é o único efeito sistêmico decorrente do uso de água de abastecimento público e/ou dentifrício fluoretado  porém, quando ocorre, não implica em comprometimento da qualidade de vida das pessoas afetadas .+ Vale destacar também que, sendo uma alteração de ordem sistêmica, a fluorose afeta todos os dentes que estão se formando durante o período em que ocorreu a ingestão e a absorção do flúor. Logo, é um equívoco atribuir uma mancha isolada em um dente ao consumo de água fluoretada conforme foi mencionado pela entrevistadora no programa.

Considerando que a cárie dentária é um problema de saúde evitável que ainda compromete negativamente a vida de milhões de crianças no Brasil, especialmente aquelas socialmente mais vulneráveis, cremos ser imprescindível utilizar responsavelmente os meios de comunicação, inclusive as redes sociais, para disseminar informação embasada em evidências científicas sobre as medidas efetivas, atualmente disponíveis, de controle da doença.

A Associação Brasileira de Odontopediatria se coloca à disposição da sociedade para, sempre que necessário, prestar esclarecimentos sobre esse e outros temas relacionados à saúde bucal de crianças e adolescentes.

  1. Kassebaum NJ, Bernabe E, Dahiya M, Bhandari B, Murray CJ, Marcenes W. Global burden of untreated caries: A systematic review and metaregression. J Dent Res 2015.
  2. BRASIL Ministério da Saúde. Coordenação Geral de Saúde Bucal. SB Brasil 2010. Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – Principais Resultados. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.
  3. Feldens CA, Ardenghi TM, Dos Santos Dullius AI, Vargas-Ferreira F, Hernandez PAG, Kramer PF. Clarifying the impact of untreated and treated dental caries on oral health-related quality of life among adolescents. Caries Res 2016;50: 414-21.
  4. Kramer PF, Feldens CA, Ferreira SH, Bervian J, Rodrigues PH, Peres MA. Exploring the impact of oral diseases and disorders on quality of life of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol 2013;41: 327-35.
  5. Moore D, Poynton M, Broadbent JM, Thomson WM. The costs and benefits of water fluoridation in NZ. BMC Oral Health 2017;17: 134.
  6. Rugg-Gunn AJ, Spencer AJ, Whelton HP, Jones C, Beal JF, Castle P, et al. Critique of the review of ‘water fluoridation for the prevention of dental caries’ published by the Cochrane Collaboration in 2015. Br Dent J 2016;220: 335-40.
  7. Iheozor-Ejiofor Z, Worthington HV, Walsh T, O’Malley L, Clarkson JE, Macey R, et al. Water fluoridation for the prevention of dental caries. Cochrane Database Syst Rev 2015;6: CD010856.
  8. Rugg-Gunn AJ, Do L. Effectiveness of water fluoridation in caries prevention. Community Dent Oral Epidemiol 2012;40 Suppl 2: 55-64.
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  10. Santos APP, Oliveira BH, Nadanovsky P. Effects of low and standard fluoride toothpastes on caries and fluorosis: Systematic review and meta-analysis. Caries Res 2013;47: 382-90.
  11. dos Santos AP, Nadanovsky P, de Oliveira BH. A systematic review and meta-analysis of the effects of fluoride toothpastes on the prevention of dental caries in the primary dentition of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol 2013;41: 1-12.
  12. Walsh T, Worthington HV, Glenny AM, Appelbe P, Marinho VC, Shi X. Fluoride toothpastes of different concentrations for preventing dental caries in children and adolescents. Cochrane Database Syst Rev 2010: CD007868.
  13. Marinho VC, Higgins JP, Sheiham A, Logan S. Fluoride toothpastes for preventing dental caries in children and adolescents. Cochrane Database Syst Rev 2003: CD002278.
  14. Onoriobe U, Rozier RG, Cantrell J, King RS. Effects of enamel fluorosis and dental caries on quality of life. J Dent Res 2014;93: 972-9.
  15. Moimaz SA, Saliba O, Marques LB, Garbin CA, Saliba NA. Dental fluorosis and its influence on children’s life. Braz Oral Res 2015;29.

Amamentação: proteção e saúde

Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

​​De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde , é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade.
A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.
Primeiras mamadas
Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro.
​O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.
“As gorduras são responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso além de ser fonte de energia. Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.
Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. “Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança”, diz Ana Potenza, nutricionista
Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.
Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.
Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.
Fonte :Hospital Albert Einstein

Conceitos sobre Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

 
1. O que é DTM?
DTM é a sigla utilizada para designar “Disfunção temporomandibular”, que é o nome dado ao conjunto de alterações que envolvem principalmente as articulações da boca (chamadas de articulação temporomandibular – ATM) e os músculos que trabalham nos movimentos da mandíbula. Esses quadros podem vir acompanhados de dor orofacial (DOF), incluindo dores de cabeça. Os casos de DTM/DOF não são iguais. Existem tipos e subtipos de DTM e de DOF e, além disso, a mesma pessoa pode apresentar mais de um tipo de DTM e de DOF o que pode dificultar o diagnóstico.

2. Que Cirurgião-Dentista devo procurar? Qual especialidade da Odontologia que trata desse tipo de alteração?
Existe uma especialidade na Odontologia chamada Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM/DOF), e o Cirurgião-Dentista capacitado nessa área é o mais indicado para fazer o diagnóstico correto e, consequentemente, tratar o paciente.

3. O que pode causar DTM/DOF?
Vários fatores estão envolvidos na DTM/DOF, incluindo fatores genéticos, hábitos orais parafuncionais (hábito de apertar os dentes, roer unhas, mascar chicletes ou morder objetos com frequência) e história de trauma em cabeça e pescoço. Até mesmo o estado emocional do paciente tem influência na DTM/DOF. Atualmente se diz que essa é uma condição “multifatorial”.

4. Dentes fora de posição (“tortos”) podem causar DTM/DOF?
Baseado nas pesquisas com critérios metodológicos mais rigorosos, não se pode mais afirmar que dentes fora de posição, condição chamada de maloclusão, seja um fator causador de DTM/DOF. Essa ideia foi durante muito tempo divulgada na Odontologia mas o conhecimento científico atual não apoia esse tipo de relação.

5. Se a pessoa começa a apresentar sinais e sintomas de DTM/DOF após o tratamento da sua maloclusão, ela pode atribuir isso ao tratamento dental a que foi submetida?
Os pacientes podem apresentar casos de DTM/DOF independentemente de terem sido submetidos ou não ao tratamento da maloclusão. A correção das posições dentais também não pode ser responsabilizada pelo aparecimento de DTM.

6. Quais os tratamentos indicados para o paciente com DTM/DOF?
O tratamento é feito de acordo com o tipo de DTM/DOF que o paciente apresenta, mas de modo geral, a prática da conduta clínica Baseada em Evidência Científica recomenda que nenhum tratamento irreversível deva ser feito. Os procedimentos irreversíveis que os autores se referem são: ajuste oclusal (desgaste de dentes ou acréscimo de material de restauração), aparelhos para correção da mordida (ortodônticos e/ou ortopédicos), e reabilitação oral protética. Inclusive as cirurgias, que já foram amplamente empregadas em casos de DTM/DOF, apresentam indicações muito restritas e são feitas raramente e em casos muito específicos.

7. As crianças e adolescentes também podem apresentar DTM/DOF?
Sim. Estas condições podem atingir todas as faixas etárias, apesar dos estudos mostrarem que elas afetam mais mulheres jovens. Crianças raramente procuram tratamento para DTM e DOF, mas a conscientização dos pais e dos profissionais que atendem esses indivíduos em relação à presença de sinais e sintomas de DTM/DOF facilita a resolução e previne sua progressão.

Fonte:APCD

Adriana de Oliveira Lira Ortega – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial pela Unifesp, doutora em Ciências Odontológicas e pós-doutora em Patologia pela Fousp – Professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)

Liete Figueiredo Zwir – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial e doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Unifesp

 

O que ocasiona a cárie?

A cárie é uma disbiose (desequilíbrio entre os diferentes micro-organismos presentes na boca ) e açúcar dependente , podendo se desenvolver em várias faces (superfícies) dos dentes, entre elas, a INTERPROXIMAL, que é a face que fica entre um dente e outro (região interdental).
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De uma forma geral, para que a cárie não se manifeste é necessário que: 1⃣ocorra o controle da ingestão de açúcar/carboidratos fermentáveis (doces, pães etc.) e 2⃣higiene bucal adequada, na qual, além do uso trivial da escova e pasta fluoretada na concentração ideal, deve-se também utilizar o FIO DENTAL
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O FIO ou FITA DENTAL são os dispositivos capazes de promover a limpeza eficaz das superfícies interdentais. O seu uso diário evita lesões de cárie e é fundamental para a saúde gengival! .
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Gengiva muito vermelha e que sangra com o uso do fio, é gengiva doente e que precisa de avaliação e tratamento profissional, assim como as superfícies interproximais também!
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Comparecer às consultas periódicas do Odontopediatra é fundamental para se ter saúde bucal completa!
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#odontopediatriabrasil

O que fazer para evitar a erosão dental ?

Como Evitar a Erosão Dental  

Esse é um problema muito comum, mas que pode ser evitado e tratado.

Você sabe quando acontece a erosão nos dentes?A erosão ácida consiste na perda da superfície do dente (desgaste do esmalte), causada por ácidos intrínsecos (origem gástrica) ou extrínsecos (dieta), mas muito mais associada à dieta moderna. Os principais alimentos que danificam o esmalte dos dentes são: refrigerantes, suco de limão, vinagre, uvas, maçãs, laranjas, tomates, etc.

Se o ataque ácido acontece com muita frequência, a saliva, que neutraliza a acidez e ajuda na remineralização do esmalte, não consegue recuperar este esmalte.

Sintomas da Erosão Dental

Sensibilidade: À medida que o esmalte se desgasta e a dentina (tecido principal do dente) se torna exposta, ocasionalmente pode-se sentir uma pontada ao consumir bebidas geladas, quentes ou doces. Conheça outras causas da sensibilidade.
Descoloração: Os dentes podem ter aparência amarelada devido à exposição da dentina (diretamente ou pelo esmalte ter se tornado muito fino).
Dentes arredondados: Aparência arredondada e áspera na superfície e borda dos dentes.
O que fazer para evitar a erosão?    Uma das medida a ser tomada é: evite escovar os dentes imediatamente após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos ou bebidas ácidas. Sim, o ideal é aguardar de 30 minutos até uma hora, justamente porque logo após a refeição é que o esmalte encontra-se mais vulnerável. O ideal é, imediatamente após a refeição simplesmente bochecar água, e somente escovar os dentes depois deste tempo.

Além disso, cabem também os seguintes cuidados:

Evite beber refrigerantes, mas se for beber use canudo.
Escove os dentes suavemente, de forma completa e sempre com escova macia.
Escolha um creme dental com baixa abrasividade.
Procedimentos preventivos simples minimizam o risco: vá ao dentista regularmente e converse com ele sobre quaisquer dúvidas que tenha. Minimizar a erosão ácida é conscientizar-se sobre os alimentos ácidos e seguir simples passos preventivos para ajudar a minimizar o risco.

Não engula, mastigue!

Ato aprendido naturalmente durante a infância, o mastigar ajuda a digestão e traz até benefícios cognitivos. Por outro lado, o “engolir” rapidamente a comida oferece riscos à saúde. A obesidade é um deles



A mastigação é fundamental para a boa digestão de qualquer tipo de alimento
Em sua próxima refeição tire a prova: quantas vezes você mastiga cada garfada? Se for algo inferior a vinte vezes saiba que está colocando sua saúde em risco. Embora pareça algo simples – automático até –, a mastigação é um ritual que precisa ser treinado. Pela mastigação, trituramos os alimentos na boca para que, quando chegarem ao estômago e ao intestino, eles possam ser digeridos e aproveitados facilmente. “A mastigação adequada ajuda na passagem do alimento pelo esôfago, que faz o transporte até o estômago”, afirma a gastroenterologista do Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba Sandra Beatriz Marion Valarini, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ela explica que, quando se come rapidamente e se mastiga pouco, a digestão é mais lenta, há uma sensação de estufamento e de peso no estômago, se engole mais ar e a digestão se torna mais difícil. Além disso, quando a comida é mal mastigada, nem todos os nutrientes podem ser absorvidos pelo organismo e há perda de vitaminas, proteínas e sais minerais. Se essa situação se prolonga, a pessoa pode sofrer uma deficiência nutricional.

Diversos estudos comprovam a importância da mastigação para a saúde, com influência na arcada dentária, na fala e em funções cognitivas, como a memória, que recebe estímulos pelos movimentos do mastigar. O ortodontista Aguinaldo Coelho de Farias, professor de Odontologia da Universidade Federal do Paraná, lembra que a posição correta dos dentes é fundamental. “O perfeito engrenamento dos dentes permite uma mastigação próxima do ideal para a digestão. A mastigação normal é realizada nos dois lados da arcada dentária, com todos os dentes presentes ou, no mínimo, substituídos por próteses dentárias”, afirma.

Desde a infância

No início é só o leite materno, depois vem a mamadeira, as papinhas e os sucos até que a criança, com os primeiros dentinhos, esteja apta a receber alimentos sólidos. Nesse caminho, se a mastigação é deficiente, é comum a presença de assimetrias faciais, diminuição no crescimento da mandíbula, problemas estomacais e degenerações articulares, de acordo com Farias. Problemas que acompanham – e atrapalham – a pessoa por toda a vida. Apenas consultas regulares ao dentista podem ajudar no diagnóstico e no tratamento. “Quanto antes a reabilitação, menores serão os danos à mastigação e à estética do paciente”, completa.

Bebida x comida

Vá a qualquer restaurante e note quantas pessoas bebem enquanto comem. Apesar de comum, a prática não é nada recomendável. Como não mastigam e, consequentemente, não salivam direito, as pessoas tomam alguma coisa para “empurrar” a comida, que parece estar “seca”. “Ao beber, prejudica-se a digestão, aumentam as chances de refluxo e se engole mais ar, o que leva a ter mais gases no estômago. Esses gases precisam sair de alguma maneira, e o fazem ou por arrotos ou pela flatulência”, explica a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion Valarini.

Perda de peso

Estudos norte-americanos, citados em matéria recente do jornal The New York Times, confirmaram que quanto mais rápido comemos, mais calorias são ingeridas. Um dos motivos seria o efeito da ingestão mais rápida sobre os hormônios. Um desses estudos avaliou um grupo que consumiu uma porção idêntica de sorvete, em ocasiões diferentes. Foi constatado que as pessoas liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Por outro estudo, três mil participantes mostraram que quem come rapidamente e até se sentir “cheio” tem o risco três vezes maior de estar acima do peso, comparando com quem come mais devagar.

O nutrólogo Cláudio Barbosa explica que a mastigação é peça importante no tratamento cognitivo comportamental da obesidade. “Se a pessoa quer perder peso, não bastam a dieta, os exercícios físicos ou a medicação prescrita. É preciso avaliar os comportamentos e as mudanças de pensamento, que podem estar agindo como gatilho que nos leva a comer de­­­­mais”, explica.

Maçã versus mousse

A própria gastronomia atual seria uma das culpadas pelo desfavorecimento da mastigação.

“Por milhares de anos nunca se comeu tão molinho, maciozinho e cremosinho. A culinária de hoje nos trouxe a delícia dos manjares, e temos uma comida mais sofisticada do que tínhamos na idade da pedra. Mas, por outro lado, para se ter um alimento cremoso, adicionamos açú­­­­car e gordura, o que aumenta a densidade calórica do alimento”, explica o nutrólogo. O fato de comermos “sem dificuldade”, eco­­­­nomi­­­­zan­­­­do as mastigadas, também é um fator que contribui para que se co­­­­­ma mais, mais rapidamente. E esse é um rápido ca­­­­minho para o excesso de peso.

Serviço

Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba, fone (41) 3263-4474. Nutrólogo Cláudio Barbosa, fone (41) 3622-0144.

Agradecimento

Modelo Luiz Rinaldi, da Agência DM Models, fone (41) 3243-0202 e site www.dmagency.com.br.

Fonte:

Saúde Bucal > Boa Higiene Oral

Os dentes também envelhecem?

Higiene bucal, alimentação e visitas ao dentistas são fatores que irão determinar a idade do seu sorriso

 Com o tempo é normal que nosso corpo dê sinais de envelhecimento. Depois de alguns anos a pele enruga, o cabelo fica branco e a vitalidade não é mais a mesma. Mas e o dente, será que ele também envelhece?
Não escovar os dentes diariamente e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido
Não escovar os dentes diariamente e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido

Foto: Rusian Guzov / Shutterstock

A resposta para essa pergunta é: depende da forma como você cuida dele ao longo da vida. Segundo Melissa Tamassia, c.d. , um dente, se bem cuidado, não envelhece, ao contrário do que acontece com o restante do corpo. “E esses cuidados englobam uma higiene bucal adequada, com escovação e uso de fio dental, e visitas regulares ao dentista”, diz a especialista.

Agora, se esses cuidados citados acima foram falhos, ao longo do tempo o esmalte do dente se tornará cada dia mais poroso (mais envelhecido), quando o ideal é que ele seja liso e homogêneo. Isso costuma ocorrer quando a saliva da boca fica mais ácida, e saliva ácida é sinal de boca com problemas.

“A saliva ácida toma conta da boca sempre que a pessoa come e não escova os dentes logo em seguida. Por isso, não escovar os dentes após as refeições ou ficar beliscando o dia todo não é uma boa ideia”.

Dente sempre jovens

“Não escovar os dentes diariamente, sempre priorizando o uso do fio dental, e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido”, diz a especialista. Ou seja, o segredo está na eficiência da higienização bucal!!

Erosão dental
Outro problema que costuma dar aos dentes um aspecto mais amarelado, e velho, é a erosão ácida. “No Brasil, esse tipo de problema bucal tem atacado cada vez mais a população e está intimamente ligado à dieta moderna. O resultado é a sensibilidade dental ao consumir alimentos quentes ou frios”, diz a especialista.

Esse aspecto amarelado e envelhecido ocorre porque a erosão ácida corroe o esmalte do dente e deixar a dentina exposta. Se a doença não for tratada e chegar a um estágio mais avançado, costuma dar ao dente uma aparência ainda mais escura e rachaduras e sensibilidade ainda mais intensas.

“É importante deixar claro que a erosão ácida não é exclusivamente causada pela alimentação. Má oclusão, bruxismo e o uso de cremes dentais abrasivos também são responsáveis pelo problema”, diz Melissa.

Em resumo, ficou bem claro que ter um dente jovem ou velho é uma escolha pessoal. A forma como você cuida deles e a frequência com que visita o dentista, que é o profissional capaz de identificar possíveis problemas e tratá-los antes que a coisa fique mais séria, faz toda a diferença na qualidade, e na idade, do seu sorriso.

Agência Beta