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Conceitos sobre Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

 
1. O que é DTM?
DTM é a sigla utilizada para designar “Disfunção temporomandibular”, que é o nome dado ao conjunto de alterações que envolvem principalmente as articulações da boca (chamadas de articulação temporomandibular – ATM) e os músculos que trabalham nos movimentos da mandíbula. Esses quadros podem vir acompanhados de dor orofacial (DOF), incluindo dores de cabeça. Os casos de DTM/DOF não são iguais. Existem tipos e subtipos de DTM e de DOF e, além disso, a mesma pessoa pode apresentar mais de um tipo de DTM e de DOF o que pode dificultar o diagnóstico.

2. Que Cirurgião-Dentista devo procurar? Qual especialidade da Odontologia que trata desse tipo de alteração?
Existe uma especialidade na Odontologia chamada Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM/DOF), e o Cirurgião-Dentista capacitado nessa área é o mais indicado para fazer o diagnóstico correto e, consequentemente, tratar o paciente.

3. O que pode causar DTM/DOF?
Vários fatores estão envolvidos na DTM/DOF, incluindo fatores genéticos, hábitos orais parafuncionais (hábito de apertar os dentes, roer unhas, mascar chicletes ou morder objetos com frequência) e história de trauma em cabeça e pescoço. Até mesmo o estado emocional do paciente tem influência na DTM/DOF. Atualmente se diz que essa é uma condição “multifatorial”.

4. Dentes fora de posição (“tortos”) podem causar DTM/DOF?
Baseado nas pesquisas com critérios metodológicos mais rigorosos, não se pode mais afirmar que dentes fora de posição, condição chamada de maloclusão, seja um fator causador de DTM/DOF. Essa ideia foi durante muito tempo divulgada na Odontologia mas o conhecimento científico atual não apoia esse tipo de relação.

5. Se a pessoa começa a apresentar sinais e sintomas de DTM/DOF após o tratamento da sua maloclusão, ela pode atribuir isso ao tratamento dental a que foi submetida?
Os pacientes podem apresentar casos de DTM/DOF independentemente de terem sido submetidos ou não ao tratamento da maloclusão. A correção das posições dentais também não pode ser responsabilizada pelo aparecimento de DTM.

6. Quais os tratamentos indicados para o paciente com DTM/DOF?
O tratamento é feito de acordo com o tipo de DTM/DOF que o paciente apresenta, mas de modo geral, a prática da conduta clínica Baseada em Evidência Científica recomenda que nenhum tratamento irreversível deva ser feito. Os procedimentos irreversíveis que os autores se referem são: ajuste oclusal (desgaste de dentes ou acréscimo de material de restauração), aparelhos para correção da mordida (ortodônticos e/ou ortopédicos), e reabilitação oral protética. Inclusive as cirurgias, que já foram amplamente empregadas em casos de DTM/DOF, apresentam indicações muito restritas e são feitas raramente e em casos muito específicos.

7. As crianças e adolescentes também podem apresentar DTM/DOF?
Sim. Estas condições podem atingir todas as faixas etárias, apesar dos estudos mostrarem que elas afetam mais mulheres jovens. Crianças raramente procuram tratamento para DTM e DOF, mas a conscientização dos pais e dos profissionais que atendem esses indivíduos em relação à presença de sinais e sintomas de DTM/DOF facilita a resolução e previne sua progressão.

Fonte:APCD

Adriana de Oliveira Lira Ortega – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial pela Unifesp, doutora em Ciências Odontológicas e pós-doutora em Patologia pela Fousp – Professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)

Liete Figueiredo Zwir – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial e doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Unifesp

 

O que ocasiona a cárie?

A cárie é uma disbiose (desequilíbrio entre os diferentes micro-organismos presentes na boca ) e açúcar dependente , podendo se desenvolver em várias faces (superfícies) dos dentes, entre elas, a INTERPROXIMAL, que é a face que fica entre um dente e outro (região interdental).
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De uma forma geral, para que a cárie não se manifeste é necessário que: 1⃣ocorra o controle da ingestão de açúcar/carboidratos fermentáveis (doces, pães etc.) e 2⃣higiene bucal adequada, na qual, além do uso trivial da escova e pasta fluoretada na concentração ideal, deve-se também utilizar o FIO DENTAL
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O FIO ou FITA DENTAL são os dispositivos capazes de promover a limpeza eficaz das superfícies interdentais. O seu uso diário evita lesões de cárie e é fundamental para a saúde gengival! .
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Gengiva muito vermelha e que sangra com o uso do fio, é gengiva doente e que precisa de avaliação e tratamento profissional, assim como as superfícies interproximais também!
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Comparecer às consultas periódicas do Odontopediatra é fundamental para se ter saúde bucal completa!
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#odontopediatriabrasil

O que fazer para evitar a erosão dental ?

Como Evitar a Erosão Dental  

Esse é um problema muito comum, mas que pode ser evitado e tratado.

Você sabe quando acontece a erosão nos dentes?A erosão ácida consiste na perda da superfície do dente (desgaste do esmalte), causada por ácidos intrínsecos (origem gástrica) ou extrínsecos (dieta), mas muito mais associada à dieta moderna. Os principais alimentos que danificam o esmalte dos dentes são: refrigerantes, suco de limão, vinagre, uvas, maçãs, laranjas, tomates, etc.

Se o ataque ácido acontece com muita frequência, a saliva, que neutraliza a acidez e ajuda na remineralização do esmalte, não consegue recuperar este esmalte.

Sintomas da Erosão Dental

Sensibilidade: À medida que o esmalte se desgasta e a dentina (tecido principal do dente) se torna exposta, ocasionalmente pode-se sentir uma pontada ao consumir bebidas geladas, quentes ou doces. Conheça outras causas da sensibilidade.
Descoloração: Os dentes podem ter aparência amarelada devido à exposição da dentina (diretamente ou pelo esmalte ter se tornado muito fino).
Dentes arredondados: Aparência arredondada e áspera na superfície e borda dos dentes.
O que fazer para evitar a erosão?    Uma das medida a ser tomada é: evite escovar os dentes imediatamente após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos ou bebidas ácidas. Sim, o ideal é aguardar de 30 minutos até uma hora, justamente porque logo após a refeição é que o esmalte encontra-se mais vulnerável. O ideal é, imediatamente após a refeição simplesmente bochecar água, e somente escovar os dentes depois deste tempo.

Além disso, cabem também os seguintes cuidados:

Evite beber refrigerantes, mas se for beber use canudo.
Escove os dentes suavemente, de forma completa e sempre com escova macia.
Escolha um creme dental com baixa abrasividade.
Procedimentos preventivos simples minimizam o risco: vá ao dentista regularmente e converse com ele sobre quaisquer dúvidas que tenha. Minimizar a erosão ácida é conscientizar-se sobre os alimentos ácidos e seguir simples passos preventivos para ajudar a minimizar o risco.

Não engula, mastigue!

Ato aprendido naturalmente durante a infância, o mastigar ajuda a digestão e traz até benefícios cognitivos. Por outro lado, o “engolir” rapidamente a comida oferece riscos à saúde. A obesidade é um deles



A mastigação é fundamental para a boa digestão de qualquer tipo de alimento
Em sua próxima refeição tire a prova: quantas vezes você mastiga cada garfada? Se for algo inferior a vinte vezes saiba que está colocando sua saúde em risco. Embora pareça algo simples – automático até –, a mastigação é um ritual que precisa ser treinado. Pela mastigação, trituramos os alimentos na boca para que, quando chegarem ao estômago e ao intestino, eles possam ser digeridos e aproveitados facilmente. “A mastigação adequada ajuda na passagem do alimento pelo esôfago, que faz o transporte até o estômago”, afirma a gastroenterologista do Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba Sandra Beatriz Marion Valarini, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ela explica que, quando se come rapidamente e se mastiga pouco, a digestão é mais lenta, há uma sensação de estufamento e de peso no estômago, se engole mais ar e a digestão se torna mais difícil. Além disso, quando a comida é mal mastigada, nem todos os nutrientes podem ser absorvidos pelo organismo e há perda de vitaminas, proteínas e sais minerais. Se essa situação se prolonga, a pessoa pode sofrer uma deficiência nutricional.

Diversos estudos comprovam a importância da mastigação para a saúde, com influência na arcada dentária, na fala e em funções cognitivas, como a memória, que recebe estímulos pelos movimentos do mastigar. O ortodontista Aguinaldo Coelho de Farias, professor de Odontologia da Universidade Federal do Paraná, lembra que a posição correta dos dentes é fundamental. “O perfeito engrenamento dos dentes permite uma mastigação próxima do ideal para a digestão. A mastigação normal é realizada nos dois lados da arcada dentária, com todos os dentes presentes ou, no mínimo, substituídos por próteses dentárias”, afirma.

Desde a infância

No início é só o leite materno, depois vem a mamadeira, as papinhas e os sucos até que a criança, com os primeiros dentinhos, esteja apta a receber alimentos sólidos. Nesse caminho, se a mastigação é deficiente, é comum a presença de assimetrias faciais, diminuição no crescimento da mandíbula, problemas estomacais e degenerações articulares, de acordo com Farias. Problemas que acompanham – e atrapalham – a pessoa por toda a vida. Apenas consultas regulares ao dentista podem ajudar no diagnóstico e no tratamento. “Quanto antes a reabilitação, menores serão os danos à mastigação e à estética do paciente”, completa.

Bebida x comida

Vá a qualquer restaurante e note quantas pessoas bebem enquanto comem. Apesar de comum, a prática não é nada recomendável. Como não mastigam e, consequentemente, não salivam direito, as pessoas tomam alguma coisa para “empurrar” a comida, que parece estar “seca”. “Ao beber, prejudica-se a digestão, aumentam as chances de refluxo e se engole mais ar, o que leva a ter mais gases no estômago. Esses gases precisam sair de alguma maneira, e o fazem ou por arrotos ou pela flatulência”, explica a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion Valarini.

Perda de peso

Estudos norte-americanos, citados em matéria recente do jornal The New York Times, confirmaram que quanto mais rápido comemos, mais calorias são ingeridas. Um dos motivos seria o efeito da ingestão mais rápida sobre os hormônios. Um desses estudos avaliou um grupo que consumiu uma porção idêntica de sorvete, em ocasiões diferentes. Foi constatado que as pessoas liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Por outro estudo, três mil participantes mostraram que quem come rapidamente e até se sentir “cheio” tem o risco três vezes maior de estar acima do peso, comparando com quem come mais devagar.

O nutrólogo Cláudio Barbosa explica que a mastigação é peça importante no tratamento cognitivo comportamental da obesidade. “Se a pessoa quer perder peso, não bastam a dieta, os exercícios físicos ou a medicação prescrita. É preciso avaliar os comportamentos e as mudanças de pensamento, que podem estar agindo como gatilho que nos leva a comer de­­­­mais”, explica.

Maçã versus mousse

A própria gastronomia atual seria uma das culpadas pelo desfavorecimento da mastigação.

“Por milhares de anos nunca se comeu tão molinho, maciozinho e cremosinho. A culinária de hoje nos trouxe a delícia dos manjares, e temos uma comida mais sofisticada do que tínhamos na idade da pedra. Mas, por outro lado, para se ter um alimento cremoso, adicionamos açú­­­­car e gordura, o que aumenta a densidade calórica do alimento”, explica o nutrólogo. O fato de comermos “sem dificuldade”, eco­­­­nomi­­­­zan­­­­do as mastigadas, também é um fator que contribui para que se co­­­­­ma mais, mais rapidamente. E esse é um rápido ca­­­­minho para o excesso de peso.

Serviço

Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba, fone (41) 3263-4474. Nutrólogo Cláudio Barbosa, fone (41) 3622-0144.

Agradecimento

Modelo Luiz Rinaldi, da Agência DM Models, fone (41) 3243-0202 e site www.dmagency.com.br.

Fonte:

Saúde Bucal > Boa Higiene Oral

Os dentes também envelhecem?

Higiene bucal, alimentação e visitas ao dentistas são fatores que irão determinar a idade do seu sorriso

 Com o tempo é normal que nosso corpo dê sinais de envelhecimento. Depois de alguns anos a pele enruga, o cabelo fica branco e a vitalidade não é mais a mesma. Mas e o dente, será que ele também envelhece?
Não escovar os dentes diariamente e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido
Não escovar os dentes diariamente e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido

Foto: Rusian Guzov / Shutterstock

A resposta para essa pergunta é: depende da forma como você cuida dele ao longo da vida. Segundo Melissa Tamassia, c.d. , um dente, se bem cuidado, não envelhece, ao contrário do que acontece com o restante do corpo. “E esses cuidados englobam uma higiene bucal adequada, com escovação e uso de fio dental, e visitas regulares ao dentista”, diz a especialista.

Agora, se esses cuidados citados acima foram falhos, ao longo do tempo o esmalte do dente se tornará cada dia mais poroso (mais envelhecido), quando o ideal é que ele seja liso e homogêneo. Isso costuma ocorrer quando a saliva da boca fica mais ácida, e saliva ácida é sinal de boca com problemas.

“A saliva ácida toma conta da boca sempre que a pessoa come e não escova os dentes logo em seguida. Por isso, não escovar os dentes após as refeições ou ficar beliscando o dia todo não é uma boa ideia”.

Dente sempre jovens

“Não escovar os dentes diariamente, sempre priorizando o uso do fio dental, e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido”, diz a especialista. Ou seja, o segredo está na eficiência da higienização bucal!!

Erosão dental
Outro problema que costuma dar aos dentes um aspecto mais amarelado, e velho, é a erosão ácida. “No Brasil, esse tipo de problema bucal tem atacado cada vez mais a população e está intimamente ligado à dieta moderna. O resultado é a sensibilidade dental ao consumir alimentos quentes ou frios”, diz a especialista.

Esse aspecto amarelado e envelhecido ocorre porque a erosão ácida corroe o esmalte do dente e deixar a dentina exposta. Se a doença não for tratada e chegar a um estágio mais avançado, costuma dar ao dente uma aparência ainda mais escura e rachaduras e sensibilidade ainda mais intensas.

“É importante deixar claro que a erosão ácida não é exclusivamente causada pela alimentação. Má oclusão, bruxismo e o uso de cremes dentais abrasivos também são responsáveis pelo problema”, diz Melissa.

Em resumo, ficou bem claro que ter um dente jovem ou velho é uma escolha pessoal. A forma como você cuida deles e a frequência com que visita o dentista, que é o profissional capaz de identificar possíveis problemas e tratá-los antes que a coisa fique mais séria, faz toda a diferença na qualidade, e na idade, do seu sorriso.

Agência Beta

Atividade física e saúde 

No dia 6 de abril foi comemorado o Dia Mundial da Atividade Física, data que lembrou a importância da prática de exercícios físicos para manter uma vida saudável e diminuir os riscos de doenças relacionadas ao sedentarismo e à obesidade. Mais do que a prática de atividades físicas, o importante é manter uma rotina ativa, movimentando o corpo sempre que possível. Isso, juntamente com a prática de atividades físicas regulares, dificultam um quadro de obesidade e, consequentemente, evitam diversas doenças, como as cardio e neurovasculares. Fonte:H.Samaritano 

O Carvão ativado funciona? A receita popular para dentes brancos não é nada recomendável.

 Odesejo por dentes mais brancos faz com que as pessoas busquem receitas para clareamento fora do consultório odontológico. Por isso, vez ou outra aparece um novo ingrediente que promete milagres e pode ser comprado no supermercado.

Com o carvão ativado não foi diferente. A substância é frequentemente divulgada como um prático e eficaz clareador dental. Nas redes sociais muitos sugerem que seja usada para escovar os dentes.

O carvão ativado é obtido através da queima controlada de madeira, ossos bovinos e restos de cortiça. Ele material é muito utilizado em filtros de ar. Além disso, seu uso é recomendado após a ingestão de substâncias tóxicas e para remoção de mau cheiro na geladeira.

Será que funciona como branqueador de dentes? O carvão ativado é duro, de coloração preta e formado por pequenas pedrinhas de carbono. Seu efeito altamente abrasivo pode danificar permanentemente o esmalte dental.

Não há comprovação científica de que o carvão ativado possa clarear os dentes. A Associação Brasileira de Odontologia repudia o uso da substância para esse fim.
Não há comprovação científica de que o carvão ativado possa clarear os dentes. A Associação Brasileira de Odontologia repudia o uso da substância para esse fim.

Foto: Trexdigital / Shutterstock

O que acontece – e que até pode iludir o indivíduo em um primeiro momento – é que o efeito corrosivo do carvão gera a remoção da camada superficial dos dentes. E isso não é nada saudável para a dentição, pois em longo prazo os dentes se tornam frágeis e quebradiços.

Continue com a higienização convencional: creme dental + fio dental. Caso queira dentes mais brancos, converse com um dentista profissional.

FF

O papel da Odontopediatria na saúde bucal do adolescente

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1) Qual é a especialidade odontológica que cuida da saúde bucal dos adolescentes?
A Odontopediatria é a especialidade que visa cuidar da saúde bucal dos adolescentes, enfatizando a prevenção e a promoção de saúde, de modo direcionado em um programa educativo-preventivo e curativo, se necessário, enfocando o aspecto estético e cosmético, tão valorizados nessa fase. A hebiatria ou odontohebiatria tem o papel ou a responsabilidade de atendimento ao público adolescente e sabe-se, nesse contexto, que ela figura como parte integrante da Odontopediatria. O odontopediatra está apto para realizar o atendimento voltado para a saúde bucal dos bebês, da criança e do adolescente. Este profissional está habilitado a entender como os determinantes de saúde interferem nos adolescentes e tem conhecimento para utilizar recursos clínicos no auxílio do diagnóstico de comportamentos nocivos à saúde típicos da adolescência, como distúrbios alimentares, uso de drogas e a utilização do piercing bucal. O Cirurgião-Dentista deve se adequar para atender bem às necessidades dos jovens e deles obterem melhor retorno. É muito importante que o profissional não tenha preconceitos ou estereótipos durante suas intervenções, procurando entender o universo que compreende a adolescência, bem como as suas alterações. O papel desempenhado pelo Cirurgião-Dentista nessa fase como educador e motivador é fundamental para introduzir nos hábitos e na rotina do paciente, cuidados com a boca.

2) Como pode ser definido o período da adolescência?
A Organização Mundial de Saúde considera a adolescência como o período compreendido entre a faixa etária dos 10 aos 19 anos. Corresponde a um período de transição entre a infância e a vida adulta, que é iniciado com as mudanças corporais da puberdade.

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3) Quais as principais mudanças a serem analisadas nesse período?
Caracteriza-se como um período de intensas transformações físicas e psicossociais que requerem atenção e ações de saúde, visando à saúde integral. Nesse período de vida, considerado de transição, os adolescentes passam por dificuldades relativas ao seu crescimento físico e amadurecimento psicológico, sexualidade, relacionamento familiar e social com os pares, violência, inserção no mercado de trabalho e outras.
Os adolescentes, pela própria condição psicológica de serem mais abertos a assumirem riscos, podem estar mais vulneráveis ao uso e/ou abuso de substâncias lícitas e ilícitas, exploração sexual, DST/Aids, gravidez precoce não planejada, problemas escolares, evasão escolar, depressão, suicídio, acidentes, entre outras situações.
As modificações hormonais, a irregularidade da dieta e a predileção, muitas vezes, por lanches substituindo refeições, podem levar a alterações digestivas, hábitos intestinais inadequados, bem como a alguns fatores que modificam o meio interno e o ambiente externo dos adolescentes, inserindo-os em um grupo de risco para a saúde geral e oral. Devido a isso, alguns cuidados específicos devem ser orientados.

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4) Quais problemas odontológicos podem afligir os adolescentes?
As principais doenças ou os principais problemas bucais nessa fase incluem: doenças periodontais, cárie dentária, maloclusão, fluorose, mau hálito, erosão, traumatismo dentário e a disfunção temporomandibular, que é outra alteração que pode iniciar sua manifestação nessa fase, especialmente nas mulheres. Dentre os problemas periodontais, têm-se aumento da prevalência de gengivite. Gengivite crônica é uma infecção gengival encontrada comumente, podendo ser causada pelo acúmulo de biofilme bacteriano. Essa forma de gengivite pode instalar-se em decorrência de alteração hormonal proporcionada pela ação do hormônio esteroidal (que aumenta a resposta inflamatória), podendo ainda manifestar-se proveniente de outros fatores desencadeantes. Problemas bucais podem causar dor, infecção, dificuldade em falar ou mastigar, bem como ausência na escola. Esses problemas podem influenciar na saúde geral, nos estudos, no trabalho e na vida social e autoestima dos adolescentes.Existem ainda, alguns comportamentos que podem agir, influenciando na saúde bucal, tais como: morder objetos, respirar pela boca e ranger os dentes, concomitantemente causando maloclusão ou quebra e desgaste dos dentes; etilismo e tabagismo podem ser os causadores de mau hálito, câncer bucal, manchas nos dentes e doença periodontal, além disso, esses maus hábitos podem repercutir desfavoravelmente na saúde geral desses indivíduos; uso de piercing na boca, que pode causar complicações como infecção, inchaço da língua, sangramento, dificuldade para mastigar, falar ou para engolir, entre outros.

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5) Qual deve ser a postura adotada pelos adolescentes, por seus familiares e pelo Cirurgião-Dentista?
Cabe ao adolescente primar por obter efetividade no autocuidado com sua higiene bucal, fazendo uso de técnica de escovação e de uso de fio dental ou fita dental corretamente. Convém ainda, diminuir o consumo de bebidas ácidas e evitar-se o uso do fumo, do álcool e de outras substâncias que possam afetar a saúde geral. Quanto aos pais e/ou responsáveis, cabe a eles tentar orientar os adolescentes a realizar as refeições principais ao longo do dia, sempre enfatizando acerca da importância que tem para eles a prática dos cuidados com sua higiene bucal. Convém lembrar, que o hábito diário e frequente da escovação e do uso de fio dental, pode ser prejudicado pelo fato de que o adolescente não se encontra sob controle dos pais, como na infância em relação ao monitoramento dessas medidas de higiene bucal. Uma forma de se contrapor a isso é, por meio da orientação adequada do próprio adolescente, responsabilizando-o por sua saúde. A adolescência é um período em que surgem mudanças de hábitos que podem levar ao aumento de algumas doenças bucais. Medidas preventivas de autocuidado podem ser realizadas diariamente pelos pacientes e devem ser recomendadas pelo Cirurgião-Dentista. Nesse sentido, além de serem promovidas orientações aos adolescentes acerca da manutenção da sua saúde bucal, deve-se procurar mantê-los constantemente motivados. O papel dos Cirurgiões-Dentistas nesse contexto engloba a aplicação de flúor, a profilaxia, o monitoramento de doenças gengivais, a instrumentação periodontal (raspagem coronariorradicular e alisamento radicular), bem como as orientações sobre os cuidados essenciais com a saúde oral, aconselhando-se conjuntamente a eles, evitar o uso de fumo e álcool, devido aos malefícios para a saúde que esses hábitos podem trazer consigo. Outro fator a ser considerado são os horários irregulares empregados por esses adolescentes para a realização da sua higienização, dificultando a obtenção de resultados adequados no controle do biofilme dentário. Nessas situações, o Cirurgião-Dentista deve mostrar a importância da regularidade dos horários, orientando esses pacientes. Relacionado aos procedimentos odontológicos a serem executados, o tratamento empregado consiste na remoção de cálculos e controle mecânico da placa bacteriana com técnicas de higiene adequadas. A utilização do fio dental pode fazer parte conjuntamente da rotina diária de higiene a ser executada pelos adolescentes para remover a placa dos espaços interdentários.

Praia, Oceano, Areia, Adolescente

6) Por que a prevenção em Odontologia é tão importante nesse período?
O controle periódico e os programas preventivos tem importância extremada neste período pelo fato de existirem na cavidade bucal dentes recém-erupcionados e os pacientes apresentarem diversas situações de risco que relacionamos acima acerca do seu comportamento, dieta, cooperação e entendimento, dentre outras. As ações de prevenção e de promoção de saúde têm por objetivo estimular o potencial criativo e resolutivo dos adolescentes, estimulando a participação e o protagonismo juvenil. O autocuidado em se tratando da prevenção em saúde bucal é muito importante e o adolescente tem condições de exercer esse autocuidado com o seu corpo em geral e com a sua boca em particular, e ao realizar essas atividades estará dando um passo significativo na manutenção de sua saúde bucal.9,10

Skate, Esporte, Adolescentes, Juntos

Fonte :APCD
Foto caso clínico:APCD
Fotos:Pixabay
Maria Rosângela Jahn  .   Sérgio Spezzia – Cirurgião-Dentista
Katia Maria Scigliano Miquel Lamelo e
Ricardo Schmitutz Jahn

 

Últimas recomendações sobre o uso de medicamentos e amamentação

Quando uma mulher está amamentando e necessita ingerir algum tipo de medicamento é muito comum que o profissional de saúde indique a interrupção da amamentação, no entanto, poucas drogas a contraindicam absolutamente . Em geral, há um preciosismo e cautela excessiva por parte desses profissionais, que acabem aconselhando desnecessariamente a mãe a desmamar seu bebê.

É importante sempre dosar riscos e benefícios na decisão do desmame, por isso a Sociedade Italiana de Medicina Perinatal (Italian Society of Perinatal Medicine – SIMP), por meio de seu Grupo de Trabalho sobre Aleitamento Materno da Sociedade (SIMP-GLAM), convocou peritos para discutir a questão da segurança do uso de medicamentos durante a amamentação.

O artigo, recém-publicado na revista Journal of Human Lactation (DAVANZO et al., 2016) com o título: “Advising Mothers on the Use of Medications during Breastfeeding: A Need for a Positive Attitude”, contém uma declaração sobre o aconselhamento para o uso de medicamentos durante a amamentação, que serão resumidamente apresentados aqui:

  1. O profissional não deve se basear apenas na precaução para indicar o desmame e não devem avaliar apenas a bula dos medicamentos (apenas 2% dos medicamentos italianos possuíam indicações claras de sua utilização segura na amamentação e o grupo de trabalho leva em consideração que a maioria das bulas restringe o uso na gravidez e lactação, sem distinguir entre os dois momentos ou considerar as evidências atuais).
  2. O médico pode buscar as evidências antes de contraindicar o aleitamento materno, já que, em geral, não é uma orientação que necessite de urgência para ser fornecida. As contraindicações imediatas da amamentação devem se limitar apenas aos casos de medicamentos antineolplásicos, drogas ilícitas ou substâncias ingeridas com intenção de provocar danos a si.
  3. Deve ser analisado o risco do uso da medicação em relação ao risco de desmame e alimentação artificial.
  4. A transferência da droga para o leite materno e, portanto, seus possíveis efeitos no bebê, dependerá das características da medicação e da capacidade de metabolização da mãe e de seu bebê, por isso o profissional deve ter cautela na indicação de desmame. Os riscos apresentam redução após 2 meses de vida. Também há redução de riscos quando o aleitamento não é exclusivo e quando há início da alimentação complementar. Há risco potencialmente maior quando o bebê é amamentado exclusivamente ou quando seu metabolismo é imaturo (prematuros ou menores de 2 meses)
  5. Para reduzir o efeito da medicação, a mãe pode ingerir a droga logo após a mamada.
  6. Se o medicamento é contraindicado durante a lactação, a mãe pode extrair seu leite e descartá-lo durante o tratamento para manter a lactação e, após sua conclusão , poderá retomar a amamentação ou então poderá armazenar seu leite e ter um estoque no período do tratamento, para que ofereça seu próprio leite ao bebê.
  7. O receio de possíveis efeitos cognitivos negativos resultantes do uso prolongado de alguns medicamentos não é motivo para indicar o desmame, pois estudos recentes revelam que não há diferença entre resultados cognitivos de bebês amamentados cujas mães utilizam medicamentos anticonvulsivantes e bebês alimentados por fórmula (assim como ocorre com outras drogas), porém há necessidade de monitoramento da criança.
  8. O uso de vários medicamentos pode ter efeitos negativos devido às interações medicamentosas, no entanto, não há evidências de riscos em mulheres que utilizam mais de um medicamento em doses adequadas, por isso há necessidade de mais estudos.
  9. Ao aconselhar sobre medicamentos e amamentação, os profissionais devem utilizar fontes seguras de informação (LactMed, Bartick, Akus são as mais confiáveis).

Fonte:Pro Lactare 

 *O aplicativo do LactMed é gratuito e uma ferramenta útil, segura e atualizada para aconselhamento*

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