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Fique atento! Mau hálito pode ser sinal de câncer .Alterações no metabolismo geram substâncias químicas específicas da doença que caem na corrente sanguínea e são exaladas pela boca e narinas

Já estamos cansados de saber que cerca de 90% das causas de halitose são de origem bucal. Os demais 10%, podem ocorrer devido a problemas nas vias aéreas superiores, alterações gástricas, pulmonares ou sistêmicas. O que poucos sabem é que mau hálito pode indicar câncer, motivo que realça a importância de investigar mais a fundo os casos de halitose crônica.

Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca
Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Segundo Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), esse tipo específico de halitose acontece por alguns motivos.

“Essa doença se caracteriza pela multiplicação celular desordenada, o que, e alguns casos, resulta em tecidos tumorais comprimindo os tecidos normais circundantes, causando necrose. Neste processo de morte tecidual, ocorre produção de algumas substâncias de odor desagradável, que são carregadas pela corrente sanguínea e alcançam os pulmões, sendo eliminadas pela expiração e provocando halitose, percebida tanto pela boca quanto pelas narinas”, diz a especialista.

Outros desdobramentos dessa doença como insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca.

“A queima de gorduras gera a liberação dos corpos cetônicos, de odor semelhante à manteiga rançosa, que são transportados via sanguínea em direção aos pulmões, podendo ser eliminados pelo hálito. Já a quimio e a radio provocam hipossalivação, favorecendo a multiplicação de bactérias bucais, que fermentam resíduos na boca e geram, como produto final de seus metabolismos, gases mau cheirosos responsáveis pela halitose”, diz Maria Cecília.

Cheiro diferente?
Mas será que dá para saber, pelo cheiro, quando o hálito está indicando algo mais sério? Segundo a especialista, algumas vezes dá. Ela explica que é comum que algumas doenças gerem um cheiro característico.

“O diabetes mal compensado resulta em hálito cetônico com odor de fruta passada; a insuficiência renal em odor de ureia ou urina; a insuficiência hepática em odor de terra molhada ou rato. Já o câncer em geral produz um hálito com odor de necrose. Porém, não há regras. Por exemplo, um câncer renal pode culminar em insuficiência renal e, por isso, vir acompanhado de hálito urêmico, e assim por diante”, diz a especialista.

Mas o que realmente diferencia a halitose por origem bucal dos casos de halitose extrabucal é que, na primeira, o odor é eliminado apenas pela boca, enquanto na segunda, o cheiro desagradável é eliminado pela boca e pelas narinas.

Identificação pelo hálito
Exatamente por causa dessa diferenciação é que pesquisadores estão buscando tornar viável a possibilidade de diagnosticar uma doença pelo hálito, pois toda enfermidade resulta em alterações no metabolismo que, por sua vez, geram produção de diferentes substâncias químicas características ou específicas da doença.

“Muito além que apenas o mau cheiro da halitose, moléculas específicas presentes no hálito podem indicar diversas doenças, como alguns tipos de câncer, com precisão. Estima-se que, futuramente, será viável realizar o diagnóstico dessas doenças com um simples exame de sopro (como no exame do bafômetro), onde sensores de um aparelho identificarão moléculas que normalmente não existem no hálito e indicarão com quais doenças podem estar associadas”, diz Maria Cecília.

Fonte:Agência Beta

Halitose infantil.Saiba mais.

Meu filho tem mau hálito: mães enfrentam halitose infantil

O mau hálito pode atrapalhar o relacionamento da criança com o grupo, uma vez que é desagradável conversar com alguém e sentir o odor da boca. Foto: Shutterstock

Mesmo com uma higiene bucal impecável, algumas crianças podem continuar com mau cheiro na boca

 

A halitose não escolhe idade, havendo uma predisposição orgânica ela pode se manifestar como um sinal de alerta de que algo no organismo está em desordem. Nas crianças, é comum devido a problemas respiratórios, já que a oclusão (mordida) ainda não está formada. “Isso desencadeia processos como rinites, sinusites ou até a presença de carne esponjosa nas narinas, que, além de contribuir para uma maior formação de muco, leva a criança a ser respirador bucal”, diz Marcos Moura, diretor da Associação Brasileira de Halitose – Abha.

Problemas respiratórios podem ser causa de halitose infantil

Continue lendo Halitose infantil.Saiba mais.

Pessoas obesas são mais propensas a ter mau hálito

Acredite, a obesidade não traz só problemas de pressão e coração, ela também pode aumentar as chances de aparecimento de mau hálito. Essa informação ganhou força depois de um estudo feito pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, que identificou uma ligação entre pessoas obesas e a halitose. E parece que os principais culpados são os hábitos diários e as doenças que vêm junto com o sobrepeso.

Hábitos diários como comer depressa e sem mastigar direito os alimentos e manter uma dieta rica em carboidrato, proteína e gordura também são fatores a serem levados em conta quando o assunto é mau hálito e obesidade
Hábitos diários como comer depressa e sem mastigar direito os alimentos e manter uma dieta rica em carboidrato, proteína e gordura também são fatores a serem levados em conta quando o assunto é mau hálito e obesidade

Foto: Nagu-Bagoly Arpad / Shutterstock

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram durante um período cerca de 88 pessoas de diferentes idades, pesos e alturas que passaram por testes de odor da respiração e questionários sobres suas condições de saúde e seus hábitos diários. O resultado mostrou que quanto mais acima do peso, mais propensa ao mau hálito a pessoa está.

Segundo Ana Elisa da Silva, cirurgiã-dentista e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), essa relação pode ser causada por diversos fatores como o aparecimento de doenças sistêmicas, doenças bucais, hábitos diários, dieta desequilibrada, uso de medicamentos, respiração bucal e ronco e até mesmo alterações no metabolismo antes e após cirurgia bariátrica. “O mau hálito em si não é considerado uma doença, mas um sinal de desequilíbrio do organismo”, diz a especialista.

Desequilíbrio do corpo
Todo mundo sabe que às vezes a obesidade traz consigo muitas outras doenças como diabetes e hipertensão. O que muitos não sabem é que podem ser elas as responsáveis pelo aparecimento do cheiro desagradável na boca.

“Algumas doenças sistêmicas como a diabetes contribuem de maneira significativa para produção de compostos metabólicos e gases causadores de halitose. Isso ocorre devido a um acumulo de substâncias a base de enxofre no organismo que são transportadas pelo sangue e são eliminadas via pulmonar, tanto por via bucal como nasal. Esses odores são descritos como cheiro de podre, cheiro de urina ou cheiro de peixe”, diz Ana Elisa.

Remédios “mau cheirosos”
A partir daí uma coisa puxa a outra. A obesidade traz algumas doenças que por sua vez precisam ser controladas/tratadas por remédios. Alguns fármacos também podem colaborar com o aparecimento da halitose.

“Muitas vezes, por ser um fármaco aromático, o cheiro da medicação é eliminado pela saliva e em outros casos a medicação traz como efeito colateral a diminuição da produção de saliva, diminuindo a autolimpeza bucal. Nesse contexto, ocorre um aumento das células epiteliais descamadas da mucosa oral e restos de alimentos sobre a língua, formando o biofilme lingual e favorecendo o aparecimento do mau hálito”, diz a dentista.

Hábitos perigosos e doenças bucais
Mas não são só doenças e remédios que contribuem com o mau hálito na vida de quem tem sobrepeso. Hábitos diários como comer depressa e sem mastigar direito os alimentos e manter uma dieta rica em carboidrato, proteína e gordura também são fatores a serem levados em conta quando o assunto é mau hálito e obesidade.

Em relação às doenças bucais, a obesidade esta diretamente ligada ao aparecimento de periodontite (inflamação nos tecidos de sustentação dos dentes), cárie dental, alterações salivares, xerostomia (sensação de boca seca) e erosão dental em casos de refluxo gastresofágico.

“O sangramento gengival é considerado fonte de nutrientes para bactérias, que liberam gases mau cheirosos como resultado final desse metabolismo. Assim, além da maior predisposição à halitose de origem sistêmica, as pessoas obesas também estão mais propensas à halitose bucal, principalmente se tivermos uma flora bacteriana alterada em quantidade e qualidade”, diz Ana Elisa.

Cuidados redobrados
Por tudo isso que foi citado até agora, pessoas que estão acima do peso precisam dar uma atenção especial à saúde bucal. Para isso, é preciso reduzir e manter sob controle a microbiota bucal, buscando diminuir o volume da placa bacteriana.

“Quando temos ausência de inflamação nos tecidos gengivais o ambiente da cavidade bucal melhora como um todo e fica compatível com saúde. Por isso, esses pacientes devem ser sempre motivados na busca dessa qualidade gengival que será obtida através de escovação e do uso de fio dental e/ou escovas interdentais”, diz a especialista.

Agência Beta

Antidepressivos podem causar mau hálito

Esse tipo de remédio afeta o funcionamento das glândulas salivares tornando a boca um ambiente ideal para a aparição de cheiros ruins

Quem toma antidepressivo precisa se preocupar com outro problema além da doença em si; o mau hálito. Isso porque esse tipo de remédio causa diminuição do funcionamento das glândulas salivares. Assim, com o “detergente natural da boca” reduzido, aumenta o acúmulo de restos de alimentos, células mortas e bactérias na boca, tornando o ambiente favorável para a aparição de cheiros ruins.

O correto deveria ser o paciente procurar um especialista em halitose para avaliar seu fluxo salivar antes de iniciar o uso dos antidepressivos
Foto: Anton Zabielskyi / Shutterstock

Mas você deve estar se perguntado: como as pessoas que precisam tomar o remédio podem lidar com essa situação? Ana Kolbe, cirurgiã-dentista especializada no diagnóstico e tratamento da halitose, revela que antes de começar a tomá-lo algumas medidas devem ser tomadas.

“O correto deveria ser o paciente procurar um especialista em halitose para avaliar seu fluxo salivar antes de iniciar o uso dos antidepressivos (isso também vale para outras drogas e para radio e quimioterapia). Assim, o profissional poderá decidir se inicia o tratamento das glândulas paralelo ao início do uso do antidepressivo ou se apenas fica acompanhando o quadro a cada 30 dias”, diz a especialista.

Se optar pela segunda opção, o dentista deverá ficar atento o grau de redução da produção salivar do paciente e, se necessário, entrar com um estímulo para que as glândulas voltem a trabalhar em níveis normais de volume, viscosidade e densidade.

Troca
Segundo Ana, também existem outras formas de lidar com o problema. “O paciente pode conversar com a profissional que lhe receitou tal remédio e ver a possibilidade de troca, pois existem algumas drogas da nova geração que afetam bem menos as glândulas salivares do que outras”.

Para ajudar, a pessoa ainda pode adquirir alguns hábitos clássicos que sempre colaboram no combate ao mau hálito. “Ela pode ingerir no mínimo 3 litros de água por dia de maneira fracionada e ficar mais atenta à higiene oral, em especial a da língua”.

Remédios e a xerostomia
De uma forma geral, todos os remédios costumam causar xerostomia (redução do fluxo salivar) em maior ou menor grau. Por isso, é bom que as pessoas tomem cuidados ao sair por aí se medicando, pois podem estar resolvendo um problema e causando outro para quem um problema não agrave o outro.

“Até mesmo os mais comuns usados por autoprescrição como os analgésicos, antitérmicos e outros de tarjas vermelhas e pretas podem afetar as glândulas salivares. É preciso salientar ainda que o brasileiro costuma fazer uso de vários medicamentos ao mesmo tempo o que agrava o problema.

E o mau hálito, causa depressão?
Acabamos de ver que os remédios antidepressivos podem causar mau hálito, mas também é sabido que o mau hálito pode causar depressão. Por isso, é fundamental que ambos os profissionais (dentistas e psiquiatras) fiquem atento ao quadro emocional do paciente.

“A halitose mexe com a autoconfiança e com a autoestima dos portadores e, portanto, frequentemente causa esquiva social e depressão. Porém, o uso de antidepressivo para tratamento de uma depressão passageira e pontual com origem bem específica não se justifica, pois será um agravante para sua halitose o que irá ter como consequência aumento da depressão”.

Segundo ela, o ideal é que este paciente seja encaminhado imediatamente para um tratamento específico para halitose, assim serão curados os dois problemas: a depressão e o mau hálito. “Devemos sempre agir na origem do problema e não nas causas para evitar um efeito dominó”.

Fonte: Agência Beta

Dificuldade para engolir pode causar cárie e mau hálito

Problema colabora para acúmulo de alimentos e resíduos, fator determinante para o aparecimento de bactérias e outras doenças bucais

 A Dificuldade de engolir não é uma doença, mas sim um sinal de que alguma coisa dentro do seu corpo não está indo bem. Esse problema, que se chama disfagia, pode estar associado ao mau funcionamento do esôfago, câncer de boca, problemas psicológicos ou neurológicos, infecções nas amídalas e até alterações salivares. Se for esse último caso, a pessoa pode desenvolver até cárie e mau hálito.

A higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e impedir o aparecimento da cárie e da halitose

A higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e impedir o aparecimento da cárie e da halitose
Foto: Poprotskiy Alexei / Shutterstock

Saúde bucal
Em relação à saúde bucal, problemas frequentes para engolir podem acarretar outras doenças ainda mais sérias. “Elas podem resultar em acúmulo de alimentos na boca, o que pode favorecer a formação e a multiplicação de microrganismos bucais, progressão rápida das cáries e aumento da vulnerabilidade a infecções, especialmente causadas por fungos”, diz Maria Cecília Aguiar, cirurgiã-dentista especializada em Alterações Salivares e presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Além disso, a especialista destaca que o aumento do número de bactérias consumindo esses resíduos alimentares resulta na liberação de gases mau cheirosos eliminados na forma de mau hálito. “Por isso, a higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e minimizar os problemas listados”, diz a dentista.

Saúde do corpo
É comum que pessoas que sofrem de dificuldade para engolir sejam “obrigadas” a modificar sua dieta. Eles costumam substituir alimentos sólidos como carnes e vegetais crus por refeições mais líquidas ou pastosas.

“Em alguns casos, o problema pode diminuir o apetite e interferir nas condições nutricionais, resultando em carências de nutrientes e perda de peso. Também pode ocorrer desidratação, engasgos e risco aumentado para pneumonias por aspiração”, diz Maria Cecília.

Papel do dentista
O dentista pode e deve ajudar em casos de disfagia, principalmente se a causa estiver relacionada com alterações salivares. Quando a saliva apresenta quantidade reduzida ou alterada ela pode acarretar dificuldade para a formação do bolo alimentar, sensação de engasgos e de bolo na garganta.

“Já a produção excessiva de saliva causa incômodo na deglutição. Todas essas alterações salivares têm sintomas semelhantes à disfagia e, por isso, é importante fazer o diagnóstico diferencial, de modo a guiar o tratamento adequado ao caso”, diz a dentista.

Uma vez diagnosticado a causa corretamente, o tratamento precisa ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui fonoaudiólogo, nutricionista, cirurgião-dentista e médicos (gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas e geriatras), conforme o diagnóstico de cada caso.

“O tratamento inclui desde uso de medicamentos, cirurgias, mudanças dietéticas, exercícios para musculatura oral e esofágica, uso de bandagens elásticas, aparelhos bucais para estimular ou guiar a deglutição, adequação dos padrões salivares e etc”, diz a especialista.

Alimentação
É importante ressaltar que a adequações da dieta é fundamental para um tratamento com conforto e segurança. Os alimentos sólidos devem ser triturados ou esmagados junto com os líquidos para que possam ser engolidos com facilidade. Frequentemente indica-se o uso de espessantes (substâncias químicas que conferem aumento da viscosidade sem alterar outras propriedades do alimento) para os líquidos, minimizando desconfortos e engasgos.

“Também é recomendável que o indivíduo se alimente de forma devagar e mastigue completamente o alimento. Durante alimentação, o paciente deve estar sentado, com a cabeça ligeiramente inclinada para frente, ajudando no fechamento do trato aéreo. Já quando o paciente está no leito, a cabeceira deve estar elevada”, diz a especialista.

 fonte :Agência Beta

Saiba como prevenir a halitose

Prevenção da Halitose

Dia Mundial de Combate ao Mau Hálito - dia 22 de setembro de 2012, sábado

Para Prevenir a Halitose, você deve:

1-Escovar corretamente os dentes 3 vezes ao dia para remover a placa dental e evitar cárie.

2. Usar corretamente o fio dental 2 vezes ao dia para remover a placa interdental e evitar doença periodontal.

3. Limpar a língua 1 a 2 vezes ao dia para prevenir a formação da placa bacteriana lingual ou saburra.

Mau hálito: Suas causas, tratamentos e consequências. (Parte 1)

4. Aumentar o fluxo salivar pela mastigação de produtos duros ou o uso de alimentos ácidos.

5. Diminuir a descamação excessiva da mucosa da boca evitando morder os lábios e bochechas, evitando respirar pela boca.

6. Observar se costuma ter com freqüência dor de garganta ou cáseos.

7. Observar se costuma ter descamação aparentemente sem motivo em certas partes do corpo.

8. Observar se costuma ter com freqüência o intestino preso ou diarreia.

9. Verificar se não sofre de diabetes, uremia, se costuma tomar algum remédio de odor carregado.

10. Verificar se costuma usar alimentos de odor carregado (principalmente alho e cebola crus em excesso).

11. Observar que não deve fazer uso indiscriminado de medicamentos controlados ou com efeito colateral xerostômico.

12. Observar que não deve ficar mais de 4 horas em jejum, sem comer nada.

Outras causas de halitose você não vai ter condições de reconhecer e portanto deve procurar um profissional habilitado para este tipo de tratamento.

 fonte: Cartilha do Bom Hálito - Olinda Tárzia

Conheça doenças bucais que podem atrapalhar o seu namoro

Para garantir a integridade da saúde e do relacionamento, basta ficar atento a algumas dicas de prevenção de algumas doenças bucais e viver feliz para sempre.

Algumas doenças bucais, além de serem um risco para a saúde, podem comprometer relacionamentos amorosos. Afinal, não é todo mundo que aguenta passar a noite em claro por conta do ronco ou que toma coragem para conversar sobre mau hálito. Por outro lado, outros problemas orais começam justamente no ponto de partida das relações – o beijo.

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock

Doença do beijo
A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim – pelo beijo. É a doença típica do Carnaval e basta ter contato direto da mucosa com a saliva contaminada que o vírus já se instala. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). “Esse beijo contaminado pode causar herpes de lábio, algumas formas de hepatite, gripes e resfriados”, explica dentista Rodrigo Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. “A melhor maneira de evitar a doença é ter bons cuidados bucais diários, evitar falhas na higiene bucal, observar a pré-existência de traumas ou feridas internas na boca, ao redor dos dentes ou no contorno dos lábios”, diz o especialista. Outra dica é passar no dentista e no otorrinolaringologista.

Herpes
O beijo também é o vilão transmissor do herpes. A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado beija a boca da outra. O vírus atinge 90% da população mundial, mas nem todas manifestam a doença. As pessoas predispostas apresentam como sintoma um período inicial de dor e ardência local, com posterior aparecimento de vesículas (bolhas) agrupadas que se rompem e formam crostas. Geralmente essas lesões são dolorosas e podem durar de sete a 15 dias. “É melhor evitar contato direto com pessoas que apresentem infecção ativa, pois o vírus é altamente contagioso”, diz a dermatologista Ana Carolina Amaral, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock

Para prevenir, Ana Carolina indica hidratação dos lábios e uso de filtro solar. Mas, como o herpes é uma doença crônica, por vezes, pode ser recorrente e reaparecer por alguns fatores desencadeantes, como exposição solar em excesso, alterações hormonais, infecções, baixa imunidade e estresse. “Já existem hidratantes labiais com filtro solar em sua composição, e é indicado o uso diário desse produto, principalmente para os pacientes que apresentam reativação da doença”, recomenda.

HPV e o câncer de boca

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock
Cânceres de boca e orofaringe – doenças que atingiam homens com mais de 50 anos – estão cada vez mais recorrentes entre jovens (entre 30 e 45 anos) de ambos os sexos que não fumam nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido. Isso porque o HPV – papilomavírus humano –, que é transmitido sexualmente, está diretamente ligado a casos de câncer de cabeça e pescoço. Para o oncologista, Ricardo Caponero, da Clinonco, parte desse aumento pode ser atribuída a mudanças no comportamento sexual. “Ainda não se fala sobre esse assunto e por isso a conscientização é praticamente nula”, diz.

Existem duas vacinas contra o HPV. Uma delas, a bivalente, protege contra dois tipos de vírus, mais associados ao câncer de colo do útero – o 16 e o 18. A quadrivalente também previne contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A vacina contra HPV foi aprovada para uso em mulheres de 9 a 26 anos, e, de preferência, deve ser administrada antes do início da vida sexual. A posologia recomendada é de três doses (com intervalo de dois meses entre elas)

Ronco

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock
O ronco é um distúrbio respiratório que atinge entre 30% e 40% dos adultos, sendo mais frequente nos homens, além de aumentar com a idade. Estima-se que mais de 60% das pessoas, acima dos 55 anos, sofrem com o barulho noturno, que é resultado das vibrações dos tecidos da garganta quando o ar passa em direção aos pulmões. “O ronco causa sérios problemas sociais, pois, dependendo do grau, desgasta a relação do casal, levando-o muitas vezes a dormir em quartos separados”, diz a dentista Valéria Bordallo, especialista em ronco e apneia.

O mais indicado para tratar o ronco é procurar um dentista especializado, que pode indicar um aparelho intraoral, dependendo do caso. Com ele, a mandíbula é projetada para frente para liberar o ar durante o sono. Em alguns casos, uma consulta com o otorrinolaringologista também é recomendada.

Mau hálito

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock
A maior causadora da halitose é a saburra lingual, uma placa bacteriana esbranquiçada que se forma na parte posterior da língua e surge quando há diminuição da salivação ou descamação. Ela que exala o odor desagradável, típico da halitose. O problema é que quem sofre de halitose normalmente tem fadiga olfatória, isso quer dizer que se acostuma com o cheiro e não sente o próprio hálito.

“Quando o hálito não é bom, o beijo passa a ser evitado e a intimidade é afetada, consequentemente, o sexo também passa a não ser tão bom, e também é evitado”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta de casal. Para não deixar o relacionamento chegar a uma crise, é preciso conversar sobre o problema. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes.

A abordagem possa ser feita depois de um beijo. Pergunte, como quem não quer nada, o que ele comeu, pois sentiu um gosto estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo. “Um parceiro é a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, com delicadeza e mostrando interesse em ajudá-lo”, avalia a psicóloga.

 Fotos: Shutterstock
Beta Terra

Até leucemia? Mau hálito pode indicar doenças sérias .

Até leucemia? Mau hálito pode indicar doenças bem graves
Com um cheiro diferente do normal, o hálito pode indicar doenças sérias como leucemia, cirrose, diabetes e problemas nos rins

Apesar de 95% dos casos de halitose ter sua origem na boca, é possível que o mau hálito esteja associado a doenças mais graves relacionadas a outros órgãos, como cirrose, diabetes, mononucleose e leucemia. Por meio do cheiro e de alguns outros sintomas bucais, o dentista é capaz de diagnosticar o problema.

 Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Apesar de 95% dos casos de halitose ter sua origem na boca, é possível que o mau hálito esteja associado a doenças mais graves como cirrose, diabetes, mononucleose e leucemia

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

“No caso da leucemia dá para desconfiar do sangramento gengival espontâneo, sem placa bacteriana”, diz Olinda Tarzia, diretora científica do CETH (Centro de Excelência no Tratamento da Halitose) e presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose). “O cheiro do sangue excessivo que sai das gengivas também é um forte indicativo da doença”, afirma.

Pessoas com diarréia ou gastroenterites também podem ter mau hálito, que se apresenta de modo diferente. “Por causa da diarréia, a boca perde muita água facilitando a formação da saburra lingual, causando também um cheiro de esgoto na boca”, diz Ana Cristina Zanchet Gomes, periodontista e especialista no diagnóstico e tratamento da halitose, da clínica Hálito Curitiba.

Já quem tem halitose por causa da diabetes costuma apresentar um cheiro bucal mais ácido, semelhante ao cheiro de maçã velha, de acordo com a especialista. Enquanto os pacientes com doença renal crônica, em hemodiálise e transplantados, apresentam um hálito com odor de urina.

Outras doenças como intolerância a lactose, cirrose, febre reumática, mononucleose e sífilis também podem alterar o hálito e ser percebidas por um profissional. “Em geral o que acontece é o dentista identificar ou suspeitar do problema e recomendar o médico da especialidade correspondente”, diz Olinda.

A culpa não é só das doenças
O consumo excessivo de alguns medicamentos também pode causar um odor diferenciado na boca. Nesse caso, de enxofre, que está na composição de boa parte dos remédios  e pode se misturar com o odor causado pela doença a ser combatida. “A halitose é manifestada pela somatória dos fatores causadores do mau hálito. Quanto mais desses fatores o portador tiver, pior fica o hálito”, diz Ana Cristina.

Tem tratamento
Na maioria dos casos, assim que a doença é diagnosticada e tratada, o mau hálito some junto com ela. “No caso da diabetes, a gente só tem o controle da doença. Mas mesmo controlada, o mau hálito também desaparece. É possível também eliminar 90% desses odores com enxaguantes à base de dióxido de cloro, que reage com os gases e os transforma em sais. Como os sais não são voláteis, o mau hálito desaparece”, diz Olinda.

Automedicação pode causar boca seca.

 Foto: Shutterstock

Segundo uma pesquisa do Centro Multidisciplinar da Dor, 51 porcento dos pacientes se baseiam em sugestões de pessoas não qualificadas para uso de medicamentos e 40 porcento em prescrições anteriores.

Foto: Shutterstock

 

Quem resiste à farmacinha particular na hora que a dor aperta? O kit emergência tem analgésicos, anti-inflamatórios e até antibiótico. O problema é que em vez de dar cabo da dor o automedicamento pode ser perigoso. Segundo uma pesquisa do Centro Multidisciplinar da Dor, 51% dos pacientes se baseiam em sugestões de pessoas não qualificadas para uso de medicamentos e 40% em prescrições anteriores.
Uma das grandes preocupações quanto ao automedicamento são as possíveis interações medicamentosas. Por exemplo, se uma pessoa faz uso de anticoagulante e toma um anti-inflamatório, pode ter hemorragia e até morrer. Os analgésicos e anti-inflamatórios também podem agravar problemas gástricos e são contraindicados para quem já teve úlcera.
Uma das grandes preocupações quanto ao automedicamento são as possíveis interações medicamentosas. Por exemplo, se uma pessoa faz uso de anticoagulante e toma um anti-inflamatório, pode ter hemorragia e até morrer. Os analgésicos e anti-inflamatórios também podem agravar problemas gástricos e são contraindicados para quem já teve úlcera. Foto: Shutterstock
Por esses motivos, é imprescindível pedir orientação de um médico. Uma das grandes preocupações quanto ao automedicamento são as possíveis interações medicamentosas. Por exemplo, se uma pessoa faz uso de anticoagulante e toma um anti-inflamatório, pode ter hemorragia e até morrer. Os analgésicos e anti-inflamatórios também podem agravar problemas gástricos e são contraindicados para quem já teve úlcera. Foto: ShutterstockApesar da Organização Mundial de Saúde – OMS – aprovar a automedicação responsável – apenas diante de sintomas leves, ler a bula e interromper o uso caso os sintomas não desapareçam -, existem detalhes que fazem toda a diferença na hora de se medicar. Algumas drogas, por exemplo, atrapalham a concentração, a coordenação motora, e isso deve ser levado em consideração na hora de determinar o horário do medicamento.
Uma das grandes preocupações quanto ao automedicamento são as possíveis interações medicamentosas. Por exemplo, se uma pessoa faz uso de anticoagulante e toma um anti-inflamatório, pode ter hemorragia e até morrer. Os analgésicos e anti-inflamatórios também podem agravar problemas gástricos e são contraindicados para quem já teve úlcera. Foto: Shutterstock
Para a saúde bucal, também é preciso ter cautela. Muitas medicações de venda sob prescrição e de venda livre podem causar os sintomas de boca seca. Trata-se de um problema que atinge muitas pessoas por conta do importante papel que a saliva desempenha nas funções do corpo. O fluxo salivar adequado lubrifica os tecidos bucais, limpa a boca e inicia o processo digestivo quando os alimentos são mastigados. “Quando o fluxo salivar é reduzido, organismos nocivos se proliferam na boca”, explica o dentista Joel dos Santos, de Blumenau (SC).
Uma das grandes preocupações quanto ao automedicamento são as possíveis interações medicamentosas. Por exemplo, se uma pessoa faz uso de anticoagulante e toma um anti-inflamatório, pode ter hemorragia e até morrer. Os analgésicos e anti-inflamatórios também podem agravar problemas gástricos e são contraindicados para quem já teve úlcera. Foto: Shutterstock
 Segundo o especialista, alguns tratamentos com radiação dos cânceres de cabeça e pescoço, doença de glândula salivar, estresse emocional, alterações hormonais associadas com gravidez e menopausa, e doenças autoimunes como diabetes também podem causar boca seca. “Se você acha que uma medicação está causando boca seca, avise seu dentista ou médico, uma vez que, em alguns casos, um tipo diferente de prescrição pode oferecer algum alívio”,
Medicamentos que podem causar ressecamento na boca
– Anti-histamínicos (Antialérgicos);
– Descongestionantes;
– Analgésicos;
– Diuréticos;
– Medicamentos para pressão alta;
– Antidepressivos.

Restrições alimentares e longos períodos de jejum podem prejudicar o hálito

Muitos alimentos são famosos por causar mau hálito. Os mais infames são a cebola e o alho, mas alimentos gordurosos, como queijos, carnes e ovos também podem contribuir para o odor desagradável.

Portanto, é comum pensar que uma pessoa em dieta está livre do problema. Porém, a realidade não é bem essa.

A começar, existem diversos tipos de dieta. Algumas permitem apenas um tipo de alimento, e dependendo da escolha, uma possível consequência é o mau hálito. É o caso da dieta rica em lipídeos, que são responsáveis pela geração de acidose ou cetose, levando a um cheiro desagradável no hálito.

Segundo o Dr. Alênio Calil, diretor do vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose), outro hábito comum de dietas que podem culminar em mau hálito é o jejum prolongado. “A queda de açúcar no sangue, em condições normais, não deve ir além, e por esta razão o organismo começa a queimar triglicerídeos depositados, com a finalidade de preservar a glicose que já está atingindo concentrações baixas”.

O mau hálito surge quando “os triglicerídeos começam a ser utilizados para a produção de energia, surgem os ácidos graxos, que durante as trocas gasosas em nível pulmonar, escapam, comprometendo a qualidade do hálito, pois possuem odor desagradável”, explica o Dr. Alênio.

O mau hálito também pode ser causado pelo uso de remédios para emagrecimento. Os medicamentos produzem alterações na composição da saliva, bem como na sua quantidade. A redução do fluxo salivar facilita o aumento da descamação da mucosa bucal e o acúmulo de bactérias no dorso na língua, formando uma camada amarela esbranquiçada sobre a língua conhecida como saburra lingual (principal causadora de mau hálito).

Para evitar os odores desagradáveis, Dr. Alênio aconselha que os profissionais de saúde bucal recomendem aos pacientes em dieta a redução dos seguintes alimentos: carne, queijo, alho, cebola, azeitonas, ovos, alimentos condimentados, maionese, azeite, chocolate, leite, manteiga, creme de leite, salame, presunto, mortadela, repolho, sardinha, alcachofra, couve-flor e brócolis

 

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