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Dicas disfarçam mau hálito causado por alho e cebola

Cinco dicas disfarçam mau hálito causado por alho e cebola

 

Alguns compostos do algo e da cebola não podem ser decompostos durante a digestão, sendo liberados pela respiração e suor

Foto: chuckstock / Shutterstock

Ingredientes como alho e cebola fazem toda a diferença na hora de preparar algumas refeições. O problema é que depois de comê-los o hálito fica bastante comprometido e esse cheiro é difícil de sumir. O cheiro forte desses dois alimentos parece impregnar porque suas substâncias odoríferas (de cheiro desagradável) são absorvidas pelo intestino, metabolizadas no fígado, liberadas na corrente sanguínea e excretadas pelos pulmões.

Mas, para tentar disfarçar o mau hálito, existem alguns truques que funcionam e não são tão complicados de fazer. Mariana Pereira Alves, coordenadora do Centro de Excelência no Tratamento da Halitose (CETH), no Espírito Santo, listou alguns deles.

Masque chiclete ou balas de sabor forte de menta
O cheiro da menta é mais forte do que o do alho e da cebola, e por isso acaba mascarando o odor forte desses alimentos.

Coma maçã, salsa e espinafre
Cientistas norte-americanos descobriram que alguns alimentos, como maçã, salsa e espinafre ajudam a eliminar o mau hálito. Para o estudo, publicado no Jornal Food Science, voluntários comeram alho cru e, em seguida, mediram o nível de mau cheiro da respiração. Logo após, comeram vários alimentos sugeridos para banir o mau hálito. De todos eles, maçã crua foi a mais eficaz e funcionou como desodorizante para as enzimas que causam o odor. Todos os alimentos que se mostraram eficazes são ricos em polifenóis, compostos que quebram o sabor forte do alho.

Beba líquidos como chá verde, suco de tomate e limonada
Bebidas como chá verde, limonada e suco de tomate ajudam a eliminar o mau hálito. O chá verde, por exemplo, tem função antibactericida, antioxidante e removedora de odor. Já o suco de limão é adstringente e bactericida. Ele tem o poder de eliminar as bactérias da boca e do sistema digestivo. O suco de tomate tem fibras, vitaminas, minerais e água que ajudam na hidratação, na produção de saliva e na limpeza da boca.

Outra boa pedida é o suco de hortelã ou um suco que tenha esse ingrediente na composição. A hortelã estimula o funcionamento do sistema digestivo e ainda deixa um frescor na boca. Abacaxi com hortelã é uma boa combinação, pois o abacaxi, por ser uma fruta cítrica, também é adstringente e bactericida.

Tenha sempre um kit dental na bolsa
Uma boa opção é logo depois de comer uma refeição rica em alho e cebola, pedir licença e ir ao banheiro escovar os dentes. A escovação vai eliminar os restos de comida entre os dentes que favorecem a proliferação das bactérias que causam o mau hálito, além de deixar um gosto e cheiro refrescante na boca.

Intensifique a limpeza dos dentes com o fio dental e um limpador lingual
Depois de escovar os dentes, utilize o fio dental e o limpador de língua para remover com eficiência todos os restos de alimentos da boca. Quanto mais limpa estiver a boca, mais livre de bactérias causadoras de mau hálito ela estará.

E já que estamos falando nisso …

Você conhece as bactérias anaeróbicas, vilãs na boca?

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O mau hálito, também conhecido como halitose, é um problema bem desagradável pelo qual ninguém quer passar – mas que todo mundo já teve ou continua a ter. Boa parte dos casos são momentâneos, como por exemplo o mau hálito ao acordar, mas há aqueles que duram muito tempo e acabam acompanhando a pessoa por dias, meses ou anos.

Se você detesta o mau hálito, conheça uma das suas principais causas: as bactérias anaeróbicas. A ação desses organismos, que vivem com pouco ou sem nenhum oxigênio, é determinante para deixar aquele mau cheiro bucal que ninguém quer ter. Um hálito fresco anuncia uma boca limpa e uma pessoa saudável. Já quem sofre com a halitose sabe, ou já reparou, como é ruim lidar com o afastamento das pessoas, sem contar que o hálito pode ser sinal de doença.

Veja aqui como as bactérias anaeróbicas agem na boca e aprenda a combatê-las.

Qual a função das bactérias anaeróbicas?
A nossa boca está repleta de diversos microorganismos, e entre eles estão as bactérias anaeróbicas. Elas vivem sem oxigênio ou com muito pouco, e há inclusive aquelas que são facultativas: podem sobreviver com ou sem o gás.

Esses organismos vivem da digestão de restos de alimentos que ficam nos dentes, na língua, gengiva, bochechas e qualquer outro cantinho da boca, que preferencialmente não tenha muito oxigênio ou mesmo presença de saliva, um “enxaguante” natural produzido pelo corpo que ajuda a matar essas bactérias. No processo de digestão são liberados diversos gases, muitos com mau odor, como o gás sulfídrico, presente no ovo podre; ácido isovalérico (um dos responsáveis pelo mau cheiro no suor dos pés) e escatol, presente também nas fezes, entre muitos outros que contribuem para a halitose.

Como as bactérias surgem?
A causa mais frequente para o mau hálito é a má higiene bucal. Não escovar os dentes ao menos quatro vezes por dia (ao acordar, após as refeições e antes de dormir), não passar o fio dental e não dedicar tempo nem atenção suficientes durante a escovação causam a halitose, pois os restos de alimento continuarão na boca para gerar a proliferação das bactérias e sua fermentação, culminando com a produção dos gases fedorentos.

Outro motivo que propicia o aumento dessas bactérias é a ausência de oxigênio em determinadas áreas da boca ou em momentos específicos. O mau hálito ao acordar, por exemplo, ocorre porque nosso organismo produz menos saliva durante o sono. A saliva contém bastante oxigênio e, conforme é produzida na boca, ajuda muito no combate às bactérias anaeróbicas. Após horas dormindo, acordamos com o mau cheiro – o que é comum, afinal as bactérias se proliferaram durante toda a noite.

Quando falamos durante um longo período de tempo, ou quando se respira demais pela boca – seja por doenças que impedem o bom funcionamento da respiração pelo nariz ou por ter adquirido esse hábito -, menos oxigênio circula por ela, o que favorece a vida das bactérias anaeróbicas.

Aquilo que se consome também tem papel fundamental no hálito. Alimentos de forte odor, como alho, cebola e molhos apimentados, podem não só deixar restos na boca se não houver uma boa escovação, como também manter gases presentes no corpo que, presentes no ar que expelimos, causam mau cheiro. Cigarro e álcool também colaboram para a halitose, pois ressecam a boca e podem interferir na saúde das gengivas e deixar resíduos que prejudicam o aroma.

Como combater as bactérias anaeróbicas?
A principal arma para combater as bactérias anaeróbicas é manter uma boa higiene bucal. Não se esqueça de limpar o fundo da língua, que é uma região propícia para o desenvolvimento das bactérias. Com regularidade, se diminui a sensação de vomitar causada no começo da escovação dessa parte da língua.

Não esqueça o fio dental, que ajuda a retirar restos que fiquem entre os dentes, da parede bucal, do sulco gengival (aquela região entre a gengiva e o dente) e também de fazer um bom enxague com água. Para uso de outros líquidos, como enxaguantes bucais ou soluções que podem conter limão, água oxigenada ou bicarbonato, é recomendável procurar a orientação especializada do dentista, que poderá indicar o melhor em cada caso.

Beber muita água também ajuda a manter a boca sempre hidratada, assim como mascar chicletes (sem açúcar), que estimulam a produção de saliva. Tomar um bom café da manhã e consumir alimentos ricos em fibras ajuda na limpeza dos dentes, reforçando o combate às bactérias anaeróbicas.

Consulte sempre seu dentista.

Via Tepe

Saiba mais sobre mau hálito

O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial e multidisciplinar, causada por diversos fatores.

Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:

a) Fatores Locais não Patológicos;

b) Fatores Locais Patológicos;

c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;

d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;

e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.

Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.

As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.

Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.

Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.

Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.Ver mais

Foto: O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial  e multidisciplinar, causada por diversos fatores.

Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:

a) Fatores Locais não Patológicos;

b) Fatores Locais Patológicos;

c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;

d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;

e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.

Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.

As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.

Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.

Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.

Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.
 

Via Odomed /Ceth

Halitose tem cura.Leia aqui maiores explicações sobre este tema que tanto preocupa as pessoas.

 

A halitose corresponde ao cheiro das moléculas que surgem no ar expirado devido às alterações fisiológicas, patológicas ou mesmo devido à deficiência de função das glândulas salivares e/ou higiene bucal.

Depois de uma anamnese bem feita é importante realizar a Halimetria (medida do hálito) no Oralchroma que, ao separar os odores em picos distintos, permite identificar, além da intensidade do hálito, também a sua origem, o que confrontado com a anamnese facilita bastante o diagnóstico correto para a montagem dos procedimentos de tratamento. Em geral, o tipo de odor identifica a causa e dá “pistas” para o tratamento adequado.

Na área odontológica, as causas mais frequentes são a saburra lingual (biofilme bacteriano lingual) e a doença periodontal que, em geral, acontecem devido às alterações na composição da saliva ou até à sua relativa falta (hiposalivação).

Por isso, a primeira orientação é que se observe a parte de cima da língua, verificando se existe um material viscoso branco ou amarelado (pelo menos na porção do terço posterior), se existe sangramento gengival, se o paciente sente a boca seca, se usa fio dental diariamente, se tem algum dente amolecido, uma ou mais cavidades extensas de cárie e se costuma ou não ter tártaro.

Se identificada a presença de saburra lingual, deve ser instituído além do uso do fio dental e da escovação dos dentes, o uso de um limpador lingual adequado e após a limpeza da língua a aplicação de enxaguante com princípio ativo próprio para o caso. Também é preciso fazer uma avaliação do fluxo salivar para corrigir uma possível hiposalivação, causa predisponente à aderência das bactérias no dorso da língua.

É bem provável que também já existam alterações periodontais, facilmente observadas, identificadas quanto à sua gravidade e tratadas pelo periodontista.

No entanto, o periodontista não pode esquecer que ao tratar o periodonto, deve também eliminar o ponto inicial da contaminação que é o dorso da língua, caso contrário, com certeza haverá a recontaminação e recidiva da doença periodontal, até em relativamente pouco tempo.

Nesse caso o tratamento pode ser apenas local ou eventualmente também sistêmico em relação à restauração da função normal das glândulas salivares e, em alguns casos mais extremos o uso de antibiótico adequado. Nunca se deve esquecer que para o metronidazol (o mais comumente usado) funcionar deve sair na saliva e manter aí sua concentração adequada. Isso significa que é de alta importância restaurar o fluxo salivar normal do paciente, forçando um aumento de salivação principalmente durante o tratamento com metronidazol.
Via Portal Profissão saúde.


Dra. Olinda Tárzia

  É Doutorada em Odontologia  pela Universidade de São Paulo (USP). É professora da USP e responsável pelo  Departamento de Bioquímica e é pesquisadora há mais de 20 anos sobre o tema halitose. 


 

Somos credenciados pela CETH

Halitose tem cura

O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial  e multidisciplinar, causada por diversos fatores.

Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:

a) Fatores Locais não Patológicos;

b) Fatores Locais Patológicos;

c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;

d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;

e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.

Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.

As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.

Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.

Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.

Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.

 

Somos credenciados pela Ceth.Para saber mais , agende uma visita conosco.

Odontoshop Butantã: 11 3624-0481


Dra. Olinda Tárzia

texto publicado por Dra Olinda que é Doutorada em Odontologia  pela Universidade de São Paulo (USP). É professora da USP e responsável pelo  Departamento de Bioquímica e é pesquisadora há mais de 20 anos sobre o tema halitose. 

Em Campanha Dani Calabresa “ensina a curar” mau hálito

Blitz do Hálito no CQC. O Ceth, Cetao, Inpes e Sobrehali  promoveram esta ação para  alertar a população sobre os problemas, causas, consequências do Hálito não Saudável.

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Veja o vídeo com  a brincadeira :

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/dani-calabresa-ensina-a-curar-mau-halito-04020C183464CCB94326?types=V%2CF%2CS%2CP%2CT&

Halitose- saiba mais

Halitose
Mais conhecida por mau hálito, a halitose é muito comum na população. As causas são diversas, mas sabe-se que 80-90% dos casos têm origem bucal.

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Causas de origem bucal

As bactérias presentes na boca são capazes de produzir compostos com odor desagradável. Se a higiene oral for feita de forma incorreta, essas bactérias se proliferam descontroladamente e produzem grandes quantidades desses compostos, gerando o mau hálito. Esses compostos têm em comum a presença do enxofre, que é o componente responsável pelo odor desagradável. A língua também merece destaque, pois quando não a higienizamos corretamente ocorre o acúmulo de resíduos e células mortas, isso resulta em uma placa branca-amarelada no dorso da língua. Essa placa é conhecida como saburra lingual, que é um meio ideal para a proliferação bacteriana capazes de produzir compostos sulfurados. As doenças das gengivas (gengivite e periodontite) também são associadas à higiene deficiente e, portanto, geram o mau hálito. Produtos corretos e higienização adequada podem ser grandes aliados na prevenção da halitose.

Causas com origem nas vias aéreas

As amídalas, por ter uma superfície com reentrâncias, favorecem o acúmulo de cáseos amigdalianos, que são acúmulos de restos mal cheirosos. Os cáseos amigdalianos podem ser expelidos durante a fala, tosse ou espirros.

Outras causas

Existem outras origens da halitose como diabetes, problemas no pulmão, intestino ou rins, fumo, deficiência de vitamina A e D e pouca produção de saliva. Alguns medicamentos para depressão, emagrecimento e pressão alta, podem levar a alterações na saliva que favorecem o aparecimento da halitose.

Sabe-se, contudo, que a halitose não tem como causa problemas no estômago, o que muitos profissionais erroneamente ainda acreditam.

Halitose temporária

Pacientes com inflamação das amídalas e sinusopatias podem ter halitose temporária que não deve persistir após a cura da inflamação. A halitose também pode aparecer em pacientes respiradores bucais, pois a boca fica constantemente seca devido à passagem excessiva de ar e a saliva fica mais grossa o que favorece o aparecimento de odor desagradável.

Halitose matinal

É importante salientar que é absolutamente normal o mau hálito matinal. Durante a noite nosso metabolismo muda e há uma diminuição drástica da produção de saliva e da motricidade lingual. Esses dois fatores favorecem a proliferação bacteriana, já que a língua e a saliva têm também como função a auto-limpeza da cavidade oral. Além disso, nosso corpo entra em hipoglicemia, o que gera odor cetônico na boca. Todos esses fatores resultam no característico odor desagradável pela manhã, que deverá desaparecer com a correta higienização, isso é, escovação adequada e uso do fio dental. Caso isso não ocorra, o paciente deve procurar um profissional credenciado CETH. Caso queira saber mais procure-nos.Somos credenciados CETH e teremos prazer em orientá-los.

Pacientes hospitalizados

Normalmente a halitose não traz nenhum prejuízo para a saúde das pessoas saudáveis, porém em pacientes pós-cirúrgicos ou internados em Unidades Intensivas ou Semi Intensivas normalmente ocorre maior acúmulo de bactérias na cavidade bucal uma vez que a higienização se torna dificultada. O quadro de higiene oral precária e a debilidade da saúde do paciente favorecem as infecções pulmonares e hospitalares causadas por bactérias de origem bucal, o que pode prolongar ainda mais o tempo de internação. O uso de enxaguante específico especialmente desenvolvido para esta situação pode diminuir a quantidade de bactérias patogênicas e tornar a recuperação do paciente mais rápida.175660920

Fatores responsáveis pela Halitose

Fatores responsáveis pela Halitose

Fatores responsáveis pela Halitose

O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial e multidisciplinar, causada por diversos fatores.
Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:
a) Fatores Locais não Patológicos;
b) Fatores Locais Patológicos;
c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;
d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;
e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.
Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.
As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.
Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.
Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.
Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.
Dra. Olinda Tárzia
É Doutorada em Odontologia pela Universidade de São Paulo (USP). É professora da USP e responsável pelo Departamento de Bioquímica e é pesquisadora há mais de 20 anos sobre o tema halitose.

Diagnóstico e tratamento da halitose

Diagnóstico e tratamento da halitose

O OralChroma é um aparelho moderno e eficaz que consegue separar os três principais gases que compõem o hálito e determinar a presença ou não da halitose e suas origens

O aparelho é portátil e foi desenvolvido no Japão pela empresa FIS Inc., uma empresa voltada ao seguimento de análise de gases e teve seu modelo de diagnóstico reestruturado pelo CETH – entidade que se dedica aos estudos da halitose, buscando identificar as causas do problema, e a pesquisar formas de prevenção e tratamento.

O OralChroma permite fazer o que os especialistas chamam de “cromatografia gasosa” que mede separadamente cada um dos compostos sulfurosos existentes no hálito (Sulfidreto, Metil Mercaptana e Dimetil Sulfeto). “O procedimento completo de medição leva apenas oito minutos. E através da análise de seus resultados é possível diagnosticar a presença ou não da halitose e em caso positivo, saber de imediato quais são as causas”, afirma o dentista Ruy Francisco de Oliveira, diretor do CETH.

Cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem as consequências da halitose, um problema que afeta a qualidade de vida das pessoas, interfere no relacionamento pessoal e pode até prejudicar a carreira profissional. Os números são impressionantes, a halitose atinge hoje cerca de 30% da população (dados da ABHA- Associação Brasileira de Halitose). Os efeitos psicossociais são devastadores porque, na maioria das vezes, o portador da halitose não sabe que tem o problema. A origem do mau hálito pode estar relacionada a vários problemas orgânicos, mas a principal causa (de 80 a 90% dos casos) é a presença de bactérias na boca. “Essas bactérias que se acumulam na boca produzem moléculas que nós chamamos de “odorivetores” que exalam o odor desagradável característico da halitose”, afirma a Profª Dra. Olinda Tarzia, Professora e pesquisadora do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (USP) e consultora do CETH.

O que pouca gente sabe é que a halitose pode ser tratada, basta que o paciente faça uma correta higienização da boca para eliminar o foco do problema. A higiene mal feita pode gerar ainda as doenças da gengiva, como a gengivite e a periodontite, que também causam o mau hálito.

Para enfrentar o problema as pessoas costumam escovar os dentes e passar o fio dental, mas se esquecem de fazer a higiene da língua, onde é comum o acúmulo de resíduos e células mortas, resultando em uma placa branco-amarelada no dorso. “Essa placa é conhecida como saburra lingual – um meio ideal para a proliferação bacteriana capaz de produzir compostos sulfurados-. Esses compostos normalmente apresentam o enxofre, que é o componente responsável pelo odor desagradável”, explica a professora.