BEBÊS NÃO DEVEM TOMAR SUCO DE FRUTAS ANTES DE 1 ANO

 

Academia Americana de Pediatria publicou em 2017 novas diretrizes em relação ao consumo de sucos por crianças que ainda não completaram um ano de vida.

Segundo a entidade, sucos de frutas in natura e industrializados não oferecem benefícios nutricionais para os bebês e devem ser evitados, por conta do alto índice de açúcar e calorias vazias que colaboram para aumentar as taxas de obesidade e problemas dentários.

A fruta em forma de suco acaba perdendo as fibras e alguns nutrientes no processo de preparo, o que, entre outros problemas, causa menos saciedade ao bebê. O leite materno ainda é o alimento mais recomendado para este período. A entrada de frutas in natura deve ser estimulada somente após os sexto mês de vida.

A ingestão dos sucos deve ocorrer de maneira gradual e limitada, e não deve ultrapassar os 120 ml diários para crianças de 1 a 3 anos de idade, 175 ml para crianças de 4 a 6 anos e a 250 ml para a faixa de 7 aos 18 anos, sempre dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.


Fonte :Drauzio Varela

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê


Fases do Leite Materno

A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?

O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.

Como é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Revisão realizada sobre a nutrição infantil brasileira mostra que é preciso manter a atenção ao consumo de vitaminas e minerais na primeira infância

Você sabia que a alimentação é um dos fatores que influenciam o crescimento saudável de seu filho? Anutrição adequada e balanceada é essencial principalmente nos 2 primeiros anos de vida, quando o bebê passa por um rápido e intenso desenvolvimento. Mas como está o consumo alimentar das crianças brasileiras?

Uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, analisou 16 estudos publicados entre 2003 e 2013 sobre o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos. O que os pesquisadores apontam é que a ingestão de micronutrientes é inadequada na dieta infantil, se apresentando como um problema de saúde pública no país.

Abaixo, veja alguns dos micronutrientes mais citados e entenda os papéis que exercem no desenvolvimento e no crescimento de seu filho:

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Ferro
Tem ação no crescimento físico adequado da criança. Além disso, esse micronutriente atua no desenvolvimento das habilidades cognitivas e no rendimento intelectual.

Zinco
O zinco desempenha uma importante função tanto no crescimento quanto no sistema imunológico

Vitamina A
Essa vitamina também desempenha uma função fundamental para a imunidade da criança. Ela auxilia na produção de células que atuam na defesa do corpo contra infecções. A vitamina A ainda age no desenvolvimento da visão de seu filho.

Segundo o artigo, a ingestão adequada desses micronutrientes é essencial para a saúde de seu filho, principalmente nessa fase em que ele está desenvolvendo seu sistema imunológico e suas habilidades físicas e cognitivas.

É importante lembrar também que a nutrição de seu filho começa ainda na barriga. Após o nascimento, a criança recebe os nutrientes necessários para seu desenvolvimento através do leite materno e, futuramente, dos alimentos oferecidos pelos pais. Por isso, é necessário procurar a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma dieta adequada e rica em micronutrientes para mãe e bebê.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

Primeiros 1000dias

A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo

Movimentos verticais e de rotação de mandíbula são recomendados; mastigação incorreta pode ausar problemas no tônus muscular

Você já parou para analisar a maneira como você mastiga os alimentos? A mastigação é o primeiro processo da digestão e, se feita de maneira errada, pode causar diversos problemas.

O padrão ideal de mastigação, segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo.

Além disso, previne as alterações nas arcadas dentárias, os distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) que podem causar dores crônicas de cabeça, fragmenta os alimentos de maneira correta, o que ajuda na digestão e aumenta a sensação de saciedade.

Existem vários motivos que levam a uma mastigação incorreta: correria do dia-a-dia, estresse, problemas odontológicos (má oclusão, mordida cruzada, sensibilidade, obturação desgastada), distúrbios na Articulação Temporomandibular (ATM), fraqueza dos músculos responsáveis pela mastigação, alterações morfológicas como cicatrizes nos lábios entre outros.

Além disso, alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração nasal e exigem a respiração pela boca, também podem provocar a má mastigação.

Assunto difundido
O assunto – bastante complexo, por sinal – foi tema do programa Bem Estar, exibido pelas manhãs da Rede Globo de Televisão. No programa, que foi ao ar no início do mês de março, a endocrinologista Cintia Cercato e a fonoaudióloga Adriana Bueno de Figueiredo explicaram e deram dicas para a mastigação correta.

Segundo elas, nas crianças, o desenvolvimento da mastigação começa desde o primeiro dia de vida com a amamentação. A força que o bebê faz para sugar o leite trabalha o tônus muscular e é um importante estímulo para o desenvolvimento ósseo e para uma futura mastigação.

Facilitar a alimentação da criança mantendo por tempo muito prolongado a dieta pastosa, por exemplo, pode levar a conseqüências graves no futuro porque desequilibra o tônus muscular das estruturas moles como o lábio, a língua e as bochechas.

Este desequilíbrio pode levar a uma deformação das arcadas dentárias (como a mordida aberta ou cruzada) e pode também colaborar para uma alteração na conformação da face no caso de uma predisposição genética, além de levar a criança a ter problemas de fala como a incapacidade de articular determinados fonemas.
Nos adultos, a mastigação incorreta também pode provocar esse desequilíbrio, com conseqüências diretas na ATM, da qual as funções dependem do equilíbrio e da relação de forças entre vários músculos.

Médico da Santa Casa ressalta a importância da mastigação
Ogastroenterologista Fernando Cardoso, 34 anos, do corpo clínico da Santa Casa de Ituverava, ressalta que, qualquer que seja o alimento, a mastigação sempre é importante no processo digestivo.

“Na mastigação ocorre a quebra e a trituração em pedaços menores dos alimentos ingeridos. As enzimas digestivas (presentes na saliva) ajudam produzir moléculas cada vez menores, que serão, por sua vez, mas facilmente aproveitadas pelo organismo”, disse o médico, que é formado em Catanduva, no ano de 2004, com especializa nas áreas de Cirurgia Geral e Gastroenterologia.

Cardoso explicou que a mastigação pode ocasionar transtornos muito freqüentes, como azia, má digestão, entre outros. “Portanto, é fundamental cuidarmos da função da mastigação. Se você é dos que come velozmente, uma dica é triturar os alimentos muito bem antes de engoli-los e isso só se consegue reservando um tempo mínimo para as refeições. Conquiste uma rotina de horário regular para suas refeições. No começo pode ser difícil, mas com o tempo você vai se acostumar”, completou.

O médico deixa algumas dicas. “Coma devagar e saboreie bem os alimentos. Deposite o talher à mesa entre cada garfada. Coloque pequena quantidade de alimentos no garfo a cada vez que for comer. Por fim, sirva alimentos em prato de tamanho normal e calcule sua porção”, finalizou.

Dentista dá recomendações importantes para quem mastiga mal
A dentista Ana Rosa Matos Galdiano Pilotto, proprietária da Clínica Radiologia Padrão, recomenda a “boa mastigação” a todos os seus pacientes.

“É muito importante, pois é na boca, através da mastigação, que é feita a trituração dos alimentos que seguirão para o estômago. A mastigação errada pode desencadear uma série de problemas, como dificuldade de digestão, má simetria facial, problemas na ATM, que causam desconforto muscular. O processo de mastigação feito de forma errada pode levar até a correções ortodônticas”, disse.

Ana Rosa afirmou que, infelizmente, as pessoas não mastigam como devem. “Geralmente, as pessoas mastigam e forma incorreta – fato que se agrava ainda mais pela pressa da vida moderna. É necessário investigar o motivo da má mastigação e, depois disso, ele mesmo deve se policiar”, concluiu.

Erros mais comuns na mastigação

•Não mastigar e engolir o alimento quase inteiro

•Fazer movimentos exclusivamente verticais com a mandíbula, o que significa que a mastigação é interrompida antes da fase de pulverização que exige os movimentos rotatórios

•Não fechar os lábios para mastigar (não é só uma questão de estética: boca fechada auxilia a língua na manutenção do bolo sobre os dentes que trituram os alimentos)

Dicas

– Coloque na boca uma quantidade de alimento que permita uma mastigação confortável
– Ao mastigar, preste atenção em qual lado está a comida. Após engolir, coloque a outra porção do alimento do outro lado
– É possível ter alimento dos dois lados da boca ao mesmo tempo. O mais importante é que a língua sempre deve direcionar o bolo alimentar para a superfície dos dentes correspondentes: pedaços maiores nos pré-molares e à medida que eles vão ficando menores são jogados para os molares
– A mastigação deve começar com movimentos verticais da mandíbula, que abre e fecha. A partir da metade do tempo da mastigação, os movimentos devem ser rotatórios para pulverizar o alimento.

FONTE: ABRAMO

Já imaginou um bebezinho mamando coca-cola e comendo Hambúrguer ?

Fotos mostram bebês “mamando” hambúrgueres e refrigerantes para alertar sobre a alimentação da mãe que amamenta

Campanha foi da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

Já imaginou um bebezinho "mamando" um hambúrguer desses? (Foto: Reprodução/SPRS)

Já imaginou um bebê de meses sugando um hambúrguer daqueles de fast-food? Ou que tal uma rosquinha toda açucarada? Quem sabe um refrigerante? É o que mostram os anúncios perturbadores de uma campanha que foi lançada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Criada em parceria com a agência Paim, a série “Seu bebê é o que você come” pretende alertar sobre a importância de cuidar da alimentação da mãe que amamenta.

Os cartazes estão em inglês, mas foram divulgados oficialmente com a frase: “Seus hábitos nos primeiros mil dias [da vida do seu filho] podem prevenir o desenvolvimento de doenças sérias”.

Uma das imagens mostra o bebê com uma rosquinha doce (Foto: Reprodução/SPRS)
Muito cedo para um refrigerante, não? (Foto: Reprodução/SPRS)

 

Fonte:Revista Crescer Sorrindo

 


Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

 

1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Fonte:

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Guloseimas na medida

Julho é mês de férias. E saber o que fazer com as refeições das crianças nos 30 dias de descanso não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.

Esse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo. A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima. Se a criança já segue uma dieta equilibrada, a presença da guloseima não tem impacto tão grande assim no seu dia alimentar.

Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.

Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados
Procure os tipos sem gordura trans – altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados
Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados. Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.
Pipoca
As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. Quando possível compre o milho da pipoca e faça em uma panela antiaderente sem a adição de gordura vai ficar uma delícia, mas não se esqueça não abuse do sal
Refrigerantes
Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados
A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos,que são prensados a frios e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados
Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente
Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza
Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante
O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de ‘trio explosivo’. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia. O ideal é chamar a garotada para fazer um belo hambúrguer caseiro e se divertir
Fonte: Hospital A. Einstein

Festa junina. Saiba mais sobre os nutrientes dos alimentos da festa

Sua Saúde

Conheça os nutrientes dos alimentos de festa junina

Fonte: Marcela Taleb Haddad, nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês.

História das festas juninas

Celebradas no Brasil desde o século XVII, as festas juninas constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, ficando atrás apenas do Carnaval.

Segundo historiadores, esse evento não tinha nenhuma relação com religião, mas aos poucos recebeu influências do catolicismo e hoje está associado a santos católicos, em especial, a João Batista. O São João, como é popularmente conhecido, é o santo festeiro e tem sua data de nascimento lembrada sempre em 24 de junho.

Quando ouvimos falar em festa junina, uma das primeiras recordações que nos vem à mente são as comidas típicas. Apesar da grande tentação que elas nos trazem, sobretudo nesse período de frio, é possível se divertir sem engordar, fazendo escolhas alimentares mais saudáveis e comendo com moderação.

“Lembrar-se de não ir para as festas juninas em jejum para evitar excessos é a primeira dica”, comenta a nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês Marcela Taleb Haddad, que analisou alguns dos principais alimentos típicos das festas juninas e avaliou o que vale ou não a pena experimentar.

Pinhão — Essa semente da araucária, árvore símbolo do estado do Paraná, é uma boa fonte de carboidrato complexo e rica em fibras, fornecendo energia e promovendo saciedade. Rico também em antioxidantes, o pinhão pode ainda atuar na saúde cardiovascular, combater o envelhecimento precoce e fortalecer o sistema imunológico. Esse alimento é indicado para pessoas com intolerância ao glúten (doença celíaca), pois a farinha do pinhão não contém glúten.

Amendoim – Rico  em ácidos graxos monoinsaturados, ou seja, gorduras “boas” que podem auxiliar no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Os amendoins contêm também fitoesteróis, substâncias que favorecem a eliminação do colesterol pelo intestino. Em festas juninas, porém, geralmente são usados em preparações com manteiga e ricas em açúcar como pé de moleque e paçoca, o que requer consumo com moderação. Esta regra se aplica mesmo se ele for consumido sem adição de açúcar e sal, pois não deixa de ser um alimento calórico.

Alimentos com milho – O milho é um alimento rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, fibras e minerais. Ele desempenha papel importante também na prevenção de doenças como prisão de ventre e hemorroidas. A pipoca, se preparada com pouco óleo e sem excesso de sal, é uma boa opção pois promove saciedade, assim como a espiga de milho cozida. Neste caso, basta evitar acrescentar manteiga. As outras preparações com milho, como curau, pamonha e bolo de milho, geralmente são acrescidas de açúcar, leite condensado ou leite de coco, e contém muitas calorias.

Carnes — Os espetinhos de frango ou de carne vermelha magra, como alcatra e patinho moído, são as melhores opções. A salsicha deve ser evitada, pois trata-se de um alimento embutido e rico em sódio e gordura. As carnes, no geral, são boas fontes de ferro, nutriente capaz de prevenir a anemia e atuar na formação da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. As carnes são também fonte de vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Maçã do amor — Apesar de ser uma fruta, trata-se de um alimento muito calórico devido ao excesso de açúcar em sua cobertura. O mesmo se aplica para os doces de abóbora e batata doce que, apesar de apresentarem vitaminas e propriedades nutritivas, também possuem elevada quantidade de açúcar e calorias. A maçã, sem o açúcar, ajuda a controlar o diabetes e o colesterol, melhora o funcionamento intestinal e é indicada para quem deseja emagrecer, pois é rica em fibras e provoca a saciedade. Tanto a abóbora quanto a batata doce contêm carotenóides, substâncias que se convertem em vitamina A no nosso organismo, protegendo as células dos danos oxidativos e, consequentemente, reduzindo o risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

Vinho quente e quentão — O vinho quente possui substâncias que auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, mas deve ser consumido com moderação por ter álcool e grandes quantidades de açúcar. Já o quentão, por ser preparado com gengibre, canela, cravo da índia e cascas de laranja e limão, possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, mas é mais calórico. Além de açúcar, ele leva cachaça e possui maior teor de álcool. O ideal é optar pelo consumo de apenas uma dessas bebidas e não ultrapassar a quantidade de 150 mililitros (mL).

Alimento Valor calórico aproximado
Espiga de milho cozida (1 unidade média) 100 kcal
Pipoca (1 xícara de chá) 90 kcal
Maçã do amor (1 unidade grande) 450 kcal
Pé de moleque (1 unidade ) 90 kcal
Paçoca (1 unidade) 140 kcal
Pinhão (10 unidades) 105 kcal
Doce de abóbora (1 unidade) 115 kcal
Canjica (1 xícara de chá) 350 kcal
Vinho quente (1 copo de 100 ml) 150 kcal
Quentão (1 copo de 100 ml) 280 kcal
Espetinho de frango (1 unidade) 160 kcal
Espetinho de carne (1 unidade) 200 kcal
Pastel de queijo (1 unidade) 350 kcal
Cachorro-quente (1 unidade) 350 kcal
Caldo de feijão (1 xícara de chá) 150 kcal

Fonte: Hospital Sírio Libanês

Sua Saúde

Combate à obesidade infantil começa em casa com ajuda da família

Fonte: Dra. Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil é comemorado em 3 de junho. Você sabe o que é obesidade mórbida? Nos adultos, esse tipo de obesidade refere-se às pessoas que têm o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 kg/m² — ou seja, quando estão muito acima do peso (obesidade grau III) e passam a correr risco de desenvolver doenças. Na infância e na adolescência, porém, a classificação da obesidade mórbida é um pouco diferente. Caracteriza-se, geralmente, quando elas estão com um peso 15% a mais que o correspondente a sua altura e idade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI em todo o mundo. No Brasil, dados nacionais indicam que uma em cada três crianças estão acima do peso.

Para a endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, a dra. Claudia Cozer, o aumento da obesidade infantil se deve à falta de campanhas preventivas, leis específicas e educação para que as crianças se alimentem melhor e façam mais atividade física. “Este dia 3 de maio é uma ótima oportunidade para nos lembramos do problema da obesidade infantil, discutirmos o assunto e ficarmos atentos à alimentação de nossos filhos, netos, sobrinhos ou qualquer outra criança de nosso convívio”, comenta.

A obesidade infantil eleva nas crianças os riscos de hipertensão, diabetes, dislipidemia (gordura no sangue), esteatose hepática, aumento de ácido úrico, problemas ortopédicos, depressão, entre outros problemas de saúde.

Como prevenir a obesidade infantil?

A família é peça fundamental na educação alimentar das crianças. Até os 10 anos de idade, principalmente, são os pais que coordenam as escolhas das comidas e os modos de preparo. “A obesidade muitas vezes começa nos primeiros anos de vida e quanto mais tempo persistir esse excesso de peso, mais difícil será de voltar ao peso normal depois”, observa a dra. Claudia.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) lista dez erros que não devemos cometer na educação alimentar das crianças. São eles:

  • Dizer sempre sim: A criança que come tudo que pede vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais na alimentação.
  • Lanches fora de hora: O ideal é que toda criança tenha seis refeições diárias e evite as beliscadas fora desses horários.
  • Oferecer comida como recompensa: “Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a ideia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
  • Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar a aversão que a criança sente em relação às saladas.
  • Brincadeiras na mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
  • Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada.
  • Substituir refeições: Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
  • Tornar a ida a uma lanchonete “um programão”: A comida de casa fica meio sem graça.
  • Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes e fibras.
  • Dar o exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e só beber refrigerante.

Fonte: Hospital Sírio Libanês

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles