Arquivo da categoria: Nutrição

A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo

Movimentos verticais e de rotação de mandíbula são recomendados; mastigação incorreta pode ausar problemas no tônus muscular

Você já parou para analisar a maneira como você mastiga os alimentos? A mastigação é o primeiro processo da digestão e, se feita de maneira errada, pode causar diversos problemas.

O padrão ideal de mastigação, segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo.

Além disso, previne as alterações nas arcadas dentárias, os distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) que podem causar dores crônicas de cabeça, fragmenta os alimentos de maneira correta, o que ajuda na digestão e aumenta a sensação de saciedade.

Existem vários motivos que levam a uma mastigação incorreta: correria do dia-a-dia, estresse, problemas odontológicos (má oclusão, mordida cruzada, sensibilidade, obturação desgastada), distúrbios na Articulação Temporomandibular (ATM), fraqueza dos músculos responsáveis pela mastigação, alterações morfológicas como cicatrizes nos lábios entre outros.

Além disso, alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração nasal e exigem a respiração pela boca, também podem provocar a má mastigação.

Assunto difundido
O assunto – bastante complexo, por sinal – foi tema do programa Bem Estar, exibido pelas manhãs da Rede Globo de Televisão. No programa, que foi ao ar no início do mês de março, a endocrinologista Cintia Cercato e a fonoaudióloga Adriana Bueno de Figueiredo explicaram e deram dicas para a mastigação correta.

Segundo elas, nas crianças, o desenvolvimento da mastigação começa desde o primeiro dia de vida com a amamentação. A força que o bebê faz para sugar o leite trabalha o tônus muscular e é um importante estímulo para o desenvolvimento ósseo e para uma futura mastigação.

Facilitar a alimentação da criança mantendo por tempo muito prolongado a dieta pastosa, por exemplo, pode levar a conseqüências graves no futuro porque desequilibra o tônus muscular das estruturas moles como o lábio, a língua e as bochechas.

Este desequilíbrio pode levar a uma deformação das arcadas dentárias (como a mordida aberta ou cruzada) e pode também colaborar para uma alteração na conformação da face no caso de uma predisposição genética, além de levar a criança a ter problemas de fala como a incapacidade de articular determinados fonemas.
Nos adultos, a mastigação incorreta também pode provocar esse desequilíbrio, com conseqüências diretas na ATM, da qual as funções dependem do equilíbrio e da relação de forças entre vários músculos.

Médico da Santa Casa ressalta a importância da mastigação
Ogastroenterologista Fernando Cardoso, 34 anos, do corpo clínico da Santa Casa de Ituverava, ressalta que, qualquer que seja o alimento, a mastigação sempre é importante no processo digestivo.

“Na mastigação ocorre a quebra e a trituração em pedaços menores dos alimentos ingeridos. As enzimas digestivas (presentes na saliva) ajudam produzir moléculas cada vez menores, que serão, por sua vez, mas facilmente aproveitadas pelo organismo”, disse o médico, que é formado em Catanduva, no ano de 2004, com especializa nas áreas de Cirurgia Geral e Gastroenterologia.

Cardoso explicou que a mastigação pode ocasionar transtornos muito freqüentes, como azia, má digestão, entre outros. “Portanto, é fundamental cuidarmos da função da mastigação. Se você é dos que come velozmente, uma dica é triturar os alimentos muito bem antes de engoli-los e isso só se consegue reservando um tempo mínimo para as refeições. Conquiste uma rotina de horário regular para suas refeições. No começo pode ser difícil, mas com o tempo você vai se acostumar”, completou.

O médico deixa algumas dicas. “Coma devagar e saboreie bem os alimentos. Deposite o talher à mesa entre cada garfada. Coloque pequena quantidade de alimentos no garfo a cada vez que for comer. Por fim, sirva alimentos em prato de tamanho normal e calcule sua porção”, finalizou.

Dentista dá recomendações importantes para quem mastiga mal
A dentista Ana Rosa Matos Galdiano Pilotto, proprietária da Clínica Radiologia Padrão, recomenda a “boa mastigação” a todos os seus pacientes.

“É muito importante, pois é na boca, através da mastigação, que é feita a trituração dos alimentos que seguirão para o estômago. A mastigação errada pode desencadear uma série de problemas, como dificuldade de digestão, má simetria facial, problemas na ATM, que causam desconforto muscular. O processo de mastigação feito de forma errada pode levar até a correções ortodônticas”, disse.

Ana Rosa afirmou que, infelizmente, as pessoas não mastigam como devem. “Geralmente, as pessoas mastigam e forma incorreta – fato que se agrava ainda mais pela pressa da vida moderna. É necessário investigar o motivo da má mastigação e, depois disso, ele mesmo deve se policiar”, concluiu.

Erros mais comuns na mastigação

•Não mastigar e engolir o alimento quase inteiro

•Fazer movimentos exclusivamente verticais com a mandíbula, o que significa que a mastigação é interrompida antes da fase de pulverização que exige os movimentos rotatórios

•Não fechar os lábios para mastigar (não é só uma questão de estética: boca fechada auxilia a língua na manutenção do bolo sobre os dentes que trituram os alimentos)

Dicas

– Coloque na boca uma quantidade de alimento que permita uma mastigação confortável
– Ao mastigar, preste atenção em qual lado está a comida. Após engolir, coloque a outra porção do alimento do outro lado
– É possível ter alimento dos dois lados da boca ao mesmo tempo. O mais importante é que a língua sempre deve direcionar o bolo alimentar para a superfície dos dentes correspondentes: pedaços maiores nos pré-molares e à medida que eles vão ficando menores são jogados para os molares
– A mastigação deve começar com movimentos verticais da mandíbula, que abre e fecha. A partir da metade do tempo da mastigação, os movimentos devem ser rotatórios para pulverizar o alimento.

FONTE: ABRAMO

Já imaginou um bebezinho mamando coca-cola e comendo Hambúrguer ?

Fotos mostram bebês “mamando” hambúrgueres e refrigerantes para alertar sobre a alimentação da mãe que amamenta

Campanha foi da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

Já imaginou um bebezinho "mamando" um hambúrguer desses? (Foto: Reprodução/SPRS)

Já imaginou um bebê de meses sugando um hambúrguer daqueles de fast-food? Ou que tal uma rosquinha toda açucarada? Quem sabe um refrigerante? É o que mostram os anúncios perturbadores de uma campanha que foi lançada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Criada em parceria com a agência Paim, a série “Seu bebê é o que você come” pretende alertar sobre a importância de cuidar da alimentação da mãe que amamenta.

Os cartazes estão em inglês, mas foram divulgados oficialmente com a frase: “Seus hábitos nos primeiros mil dias [da vida do seu filho] podem prevenir o desenvolvimento de doenças sérias”.

Uma das imagens mostra o bebê com uma rosquinha doce (Foto: Reprodução/SPRS)
Muito cedo para um refrigerante, não? (Foto: Reprodução/SPRS)

 

Fonte:Revista Crescer Sorrindo

 


Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

 

1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Fonte:

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Guloseimas na medida

Julho é mês de férias. E saber o que fazer com as refeições das crianças nos 30 dias de descanso não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.

Esse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo. A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima. Se a criança já segue uma dieta equilibrada, a presença da guloseima não tem impacto tão grande assim no seu dia alimentar.

Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.

Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados
Procure os tipos sem gordura trans – altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados
Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados. Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.
Pipoca
As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. Quando possível compre o milho da pipoca e faça em uma panela antiaderente sem a adição de gordura vai ficar uma delícia, mas não se esqueça não abuse do sal
Refrigerantes
Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados
A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos,que são prensados a frios e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados
Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente
Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza
Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante
O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de ‘trio explosivo’. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia. O ideal é chamar a garotada para fazer um belo hambúrguer caseiro e se divertir
Fonte: Hospital A. Einstein

Festa junina. Saiba mais sobre os nutrientes dos alimentos da festa

Sua Saúde

Conheça os nutrientes dos alimentos de festa junina

Fonte: Marcela Taleb Haddad, nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês.

História das festas juninas

Celebradas no Brasil desde o século XVII, as festas juninas constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, ficando atrás apenas do Carnaval.

Segundo historiadores, esse evento não tinha nenhuma relação com religião, mas aos poucos recebeu influências do catolicismo e hoje está associado a santos católicos, em especial, a João Batista. O São João, como é popularmente conhecido, é o santo festeiro e tem sua data de nascimento lembrada sempre em 24 de junho.

Quando ouvimos falar em festa junina, uma das primeiras recordações que nos vem à mente são as comidas típicas. Apesar da grande tentação que elas nos trazem, sobretudo nesse período de frio, é possível se divertir sem engordar, fazendo escolhas alimentares mais saudáveis e comendo com moderação.

“Lembrar-se de não ir para as festas juninas em jejum para evitar excessos é a primeira dica”, comenta a nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês Marcela Taleb Haddad, que analisou alguns dos principais alimentos típicos das festas juninas e avaliou o que vale ou não a pena experimentar.

Pinhão — Essa semente da araucária, árvore símbolo do estado do Paraná, é uma boa fonte de carboidrato complexo e rica em fibras, fornecendo energia e promovendo saciedade. Rico também em antioxidantes, o pinhão pode ainda atuar na saúde cardiovascular, combater o envelhecimento precoce e fortalecer o sistema imunológico. Esse alimento é indicado para pessoas com intolerância ao glúten (doença celíaca), pois a farinha do pinhão não contém glúten.

Amendoim – Rico  em ácidos graxos monoinsaturados, ou seja, gorduras “boas” que podem auxiliar no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Os amendoins contêm também fitoesteróis, substâncias que favorecem a eliminação do colesterol pelo intestino. Em festas juninas, porém, geralmente são usados em preparações com manteiga e ricas em açúcar como pé de moleque e paçoca, o que requer consumo com moderação. Esta regra se aplica mesmo se ele for consumido sem adição de açúcar e sal, pois não deixa de ser um alimento calórico.

Alimentos com milho – O milho é um alimento rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, fibras e minerais. Ele desempenha papel importante também na prevenção de doenças como prisão de ventre e hemorroidas. A pipoca, se preparada com pouco óleo e sem excesso de sal, é uma boa opção pois promove saciedade, assim como a espiga de milho cozida. Neste caso, basta evitar acrescentar manteiga. As outras preparações com milho, como curau, pamonha e bolo de milho, geralmente são acrescidas de açúcar, leite condensado ou leite de coco, e contém muitas calorias.

Carnes — Os espetinhos de frango ou de carne vermelha magra, como alcatra e patinho moído, são as melhores opções. A salsicha deve ser evitada, pois trata-se de um alimento embutido e rico em sódio e gordura. As carnes, no geral, são boas fontes de ferro, nutriente capaz de prevenir a anemia e atuar na formação da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. As carnes são também fonte de vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Maçã do amor — Apesar de ser uma fruta, trata-se de um alimento muito calórico devido ao excesso de açúcar em sua cobertura. O mesmo se aplica para os doces de abóbora e batata doce que, apesar de apresentarem vitaminas e propriedades nutritivas, também possuem elevada quantidade de açúcar e calorias. A maçã, sem o açúcar, ajuda a controlar o diabetes e o colesterol, melhora o funcionamento intestinal e é indicada para quem deseja emagrecer, pois é rica em fibras e provoca a saciedade. Tanto a abóbora quanto a batata doce contêm carotenóides, substâncias que se convertem em vitamina A no nosso organismo, protegendo as células dos danos oxidativos e, consequentemente, reduzindo o risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

Vinho quente e quentão — O vinho quente possui substâncias que auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, mas deve ser consumido com moderação por ter álcool e grandes quantidades de açúcar. Já o quentão, por ser preparado com gengibre, canela, cravo da índia e cascas de laranja e limão, possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, mas é mais calórico. Além de açúcar, ele leva cachaça e possui maior teor de álcool. O ideal é optar pelo consumo de apenas uma dessas bebidas e não ultrapassar a quantidade de 150 mililitros (mL).

Alimento Valor calórico aproximado
Espiga de milho cozida (1 unidade média) 100 kcal
Pipoca (1 xícara de chá) 90 kcal
Maçã do amor (1 unidade grande) 450 kcal
Pé de moleque (1 unidade ) 90 kcal
Paçoca (1 unidade) 140 kcal
Pinhão (10 unidades) 105 kcal
Doce de abóbora (1 unidade) 115 kcal
Canjica (1 xícara de chá) 350 kcal
Vinho quente (1 copo de 100 ml) 150 kcal
Quentão (1 copo de 100 ml) 280 kcal
Espetinho de frango (1 unidade) 160 kcal
Espetinho de carne (1 unidade) 200 kcal
Pastel de queijo (1 unidade) 350 kcal
Cachorro-quente (1 unidade) 350 kcal
Caldo de feijão (1 xícara de chá) 150 kcal

Fonte: Hospital Sírio Libanês

Sua Saúde

Combate à obesidade infantil começa em casa com ajuda da família

Fonte: Dra. Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil é comemorado em 3 de junho. Você sabe o que é obesidade mórbida? Nos adultos, esse tipo de obesidade refere-se às pessoas que têm o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 kg/m² — ou seja, quando estão muito acima do peso (obesidade grau III) e passam a correr risco de desenvolver doenças. Na infância e na adolescência, porém, a classificação da obesidade mórbida é um pouco diferente. Caracteriza-se, geralmente, quando elas estão com um peso 15% a mais que o correspondente a sua altura e idade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI em todo o mundo. No Brasil, dados nacionais indicam que uma em cada três crianças estão acima do peso.

Para a endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, a dra. Claudia Cozer, o aumento da obesidade infantil se deve à falta de campanhas preventivas, leis específicas e educação para que as crianças se alimentem melhor e façam mais atividade física. “Este dia 3 de maio é uma ótima oportunidade para nos lembramos do problema da obesidade infantil, discutirmos o assunto e ficarmos atentos à alimentação de nossos filhos, netos, sobrinhos ou qualquer outra criança de nosso convívio”, comenta.

A obesidade infantil eleva nas crianças os riscos de hipertensão, diabetes, dislipidemia (gordura no sangue), esteatose hepática, aumento de ácido úrico, problemas ortopédicos, depressão, entre outros problemas de saúde.

Como prevenir a obesidade infantil?

A família é peça fundamental na educação alimentar das crianças. Até os 10 anos de idade, principalmente, são os pais que coordenam as escolhas das comidas e os modos de preparo. “A obesidade muitas vezes começa nos primeiros anos de vida e quanto mais tempo persistir esse excesso de peso, mais difícil será de voltar ao peso normal depois”, observa a dra. Claudia.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) lista dez erros que não devemos cometer na educação alimentar das crianças. São eles:

  • Dizer sempre sim: A criança que come tudo que pede vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais na alimentação.
  • Lanches fora de hora: O ideal é que toda criança tenha seis refeições diárias e evite as beliscadas fora desses horários.
  • Oferecer comida como recompensa: “Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a ideia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
  • Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar a aversão que a criança sente em relação às saladas.
  • Brincadeiras na mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
  • Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada.
  • Substituir refeições: Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
  • Tornar a ida a uma lanchonete “um programão”: A comida de casa fica meio sem graça.
  • Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes e fibras.
  • Dar o exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e só beber refrigerante.

Fonte: Hospital Sírio Libanês

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles

O fim da rapadura?

Livre adaptação da música Pulso dos Titãs

E o pulso ainda pulsa.

Hambúrguer,
Obesidade, Rosquinha.
Chocolate,
Sorvete e ansiedade.
Rapidez, batata frita
má mastigação, empadinha.
Molho, cremes
recheios e dependência química…

E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa

Pastel,
bala de goma, cárie
Problemas posturais, respiratórios.
Lazanha
Churros, lamen
tiramissu, enxaqueca.
Alimentos processados, industrializados
Mal de Alzheimer, glaucoma

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim…

Somos parte da sociedade pós-moderna. E apesar de enxergarmos claramente os benefícios e malefícios que essa sociedade nos apresenta, certamente pouco refletimos o como a mastigação reflete o nosso estilo de vida, e por estarmos falhando ou nem utilizando-a estaremos caminhando rumo a uma sociedade desdentada e sem memória.

Pode parecer caótica ou fatalista, mas não é. Temos problemas desde a infância com nossa alimentação. Não é hora e nem lugar de apontar culpados, afinal esse espaço serve para reflexão, mas sem o estímulo da mastigação, teremos a lei do uso e desuso, sabemos que o apêndice passa por essa crise, com o sedentarismo, artrite, artrose estão mais frequentes, e nossos dentes passam por isso.

Com a ausência de amamentação ou pouco tempo de amamentação, observa-se a falta de estímulo do bebê para a sucção do leite, e com a preferência por alimentação processada e industrializada, estamos acostumando cada vez mais cedo, a comermos alimentos com consistência mais macia e menos saudáveis que os naturais.

Segundo grupo de pesquisa multi-acadêmica (vide o link da música) a falta de mastigação está associada a produção da proteína beta-amilóide, principal indicadora da doença de Alzheimer e glaucoma, ou seja, memória e cegueira.

Nosso sistema digestivo, forma da arcada dentária e tamanho do intestino mostram de forma clara que não se pode comer tanto, tão pastoso e tão açucarado, aponta o médico nutrólogo Claudio Barbosa.

A nossa “pressa” do dia-a-dia está refletindo no nosso comer, no tipo e na forma dos alimentos que ingerimos, resumindo “engolindo” “junk food”.

Como disse não há culpados, pois estamos sendo desde cedo acostumados a não praticarmos mais a mastigação, e o junk food vem atender esse pedido, comidas rápidas macias, líquidas, cremosas, pastosas, aliadas a frituras e doces que geram dependência química (vídeo abaixo), e é aí que mora o perigo.

Os alimentos pastosos, segundo o médico, não existiram na alimentação humana por milhares de anos, mas hoje estão presentes em cremes, molhos, recheios, sorvetes, vitaminas e em tantos outros. Nessas preparações, que praticamente não demandam mastigação, a quantidade de calorias é muito maior se comparado com o mesmo peso em gramas do alimento in natura. Não fomos feito para comer tanto, tão rápido e sermos tão sedentários.

Assim como temos e  ingerimos nossa comida, é assim que reproduzimos nas outras coisas, tudo fácil, pra já e sem frustrações! O que nos leva a quadros de depressão, esquizofrenia, ansiedade frequente com as decepções. Saudades da rapadura, que é doce mas não é mole.

Fonte : https://conversadelevador.wordpress.com/2010/06/16/o-fim-da-rapadura/#more-183

LEITE DEMAIS, LEITE DE MENOS COMO IDENTIFICAR?

A grande maioria das mulheres tem total condição de produzir quantidade suficiente de leite materno para as necessidades de seus bebês. Essa condição é biológica: todas as mulheres possuem o mesmo número de alvéolos (glândulas que fabricam leite), bem como apresentam os hormônios da lactação em seu organismo, exceto quando há retirada de glândulas (como no caso de cirurgias de redução mamária com retirada de alvéolos) ou problemas hormonais.

A questão é que, mesmo sabendo que biologicamente todas as mulheres são capazes de produzir leite, a maior queixa das mães é de que o leite é fraco ou há pouca produção. Essa percepção geralmente é resultado de insegurança que outras pessoas (profissionais de saúde, familiares, amigos, indústrias de leites artificiais) inculcam na mulher, colocando em dúvida sua capacidade de nutrir plenamente seu próprio filho.

É importante a mulher compreender que há algumas situações que podem promover a redução da produção de leite (hipolactação) ou mesmo dar a falsa ideia de que o leite não é produzido em quantidade suficiente:

– uso de bicos artificiais – quando o bebê usa chupeta/mamadeira, há redução do tempo de estímulo da mama e, consequentemente, pode haver redução na produção de leite, o que se transforma num ciclo vicioso que pode levar ao desmame.

– uso de outros leites ou líquidos – a ingestão de outros leites ou líquidos promove preenchimento gástrico no bebê e redução da ingestão de leite materno. Com menor estímulo na mama, há menor produção láctea

– bebês doentes (refluxo gastroesofágico, alergia à proteína do leite de vaca, infecções) – bebês doentes podem chorar durante e após as mamadas, se debater e não dar a sensação de estarem satisfeitos, o que pode confundir a mãe e fazê-la acreditar que o problema é o seu leite. Quando o bebê mudar de comportamento, é importante que o médico avalie e, caso haja diagnóstico de algum problema, o tratamento adequado seja realizado

– picos de crescimento – quase que mensalmente os bebês passam por picos de crescimento, pois crescem e necessitam de maior volume de leite. Com isso, passam a mamar mais vezes, com menores intervalos e esse comportamento faz com que as mães realmente acreditem que o leite não está sustentando ou houve redução na produção. Esse comportamento se prolonga de alguns dias a uma semana e quanto mais se amamentar em livre demanda, mais rápido a produção de leite se adapta às novas necessidades do bebê e ele voltará ao comportamento normal de mamada.

– erupção dos dentes – na fase do nascimento dos dentes de leite os bebês podem mamar mais ou até ter dificuldades para sugar, morder, chorar por causa do incômodo gerado nessa fase. Manter a livre demanda é importante, juntamente com oferecimento de mordedores, picolé de leite materno para aliviar o incômodo, massagens na gengiva.

– greves de amamentação – os bebês fazem greve de amamentação por vários motivos, entre eles mudanças na rotina e doenças. A mãe acredita que o bebê não quer mais mamar e sempre associa à falta de leite, porém os bebês retornam em alguns dias como se nada tivesse acontecido.

– confusão de bicos – o uso dos bicos artificiais pode levar à confusão de bicos, que é a mudança radical na fisiologia da sucção. Com as posturas orais alteradas, o bebê não consegue mamar no seio materno da mesma forma que suga um bico e, em consequência, começa a chorar, se debater, pegar e soltar a mama. Nesse momento a primeira coisa que a mãe pensa é que seu leite está pouco ou fraco, mas isso não é real.

– problemas de técnica de amamentação – a pega errada, horários rígidos, tempo determinado para mamar e limitação de mamas podem, além de impedir que o bebê extraia a quantidade de leite necessária, promover a redução da produção de leite pela falta de esvaziamento das mamas. É importante manter a livre demanda, observar e proporcionar a pega correta, deixar o bebê esvaziar uma mama e oferecer a outra, caso deseje.

No caso da produção de leite realmente estar reduzida, a mãe perceberá redução da urina (com cor amarelada e cheiro forte), redução das fezes(que será endurecido), manutenção ou perda de peso (quando se exclui pega e técnica incorreta de amamentação), choro frequente, mamadas frequentes e intervalos muito curtos (quando não estiver em pico de crescimento)

Para aumentar a produção, a mulher pode amamentar com maior frequência, permitindo o esvaziamento das mamas ou ordenhar com frequência o leite materno. Em alguns dias ocorrerá aumento na produção.

Por outro lado, há mulheres que reclamam de excesso de leite, chamada de hiperlactação. Nesses casos o bebê mama, mas pode não se satisfazer, já que muitas vezes não consegue esvaziar a mama e extrair o leite posterior.

A mulher deve observar algumas situações para identificar se realmente possui hiperlactação:

– as mamas estão sempre cheias, o que gera desconforto

– logo após as mamadas as mamas enchem novamente

– sensação de dor como agulhadas

– percepção de regiões endurecidas, dolorosas e sensíveis

– ocorrência frequente de ingurgitamento, mastites e bloqueio de ductos

– dor quando ocorre a descida do leite

– excesso de leite na descida, muitas vezes com engasgos do bebê e até falta de manutenção da pega da mama

– as mamas estão sempre vazando leite, mesmo após o período da apojadura

– bebê regurgita durante as mamadas

– ocorrência de gases frequentes no bebê

– baixo ganho de peso mesmo com ingestão de leite frequente

– bebê com cocô esverdeado

Para reduzir as consequências da verdadeira hiperlactação, a mulher pode ordenhar o leite anterior e oferecer o posterior ao bebê e, nesse caso, oferecer apenas uma mama, para que ocorra esvaziamento e ingestão do leite anterior. Caso a outra mama fique muito cheia e gere desconforto na mãe, ela pode retirar um pouco de leite para alívio, mas se esvaziá-la pode ocorrer aumento da produção.
Além disso, é importante colocar o bebê para arrotar durante a mamada e também massagear as áreas endurecidas.

Tanto o excesso de leite quanto a produção reduzida podem ser prejudiciais, por isso é importante procurar auxílio de profissional capacitado para auxiliar na adaptação da produção do leite materno.

Agradecimento :Dra Marta meireles

Fonte :DRª CRISTIANE GOMES

Consultora Internacional em Amamentação (IBLCE), Fonoaudióloga, Especialista em Motricidade Orofacial (CFFa), Mestre em Educação (UNESP), Doutora em Pediatria (UNESP), Pós-Doutorado em Saúde Coletiva (UEL), Psicanalista em formação (Sociedade Psicanalítica do Paraná), Especializanda em Teoria Psicanalítica e Doula.
http://prolactare.com/…/leite-demais-leite-de-menos-como-id…

 

rachel_machado_9_dicas_para_aprimorar_a_relação_com_seu_filho_na_hora_de_oferecer_refeições_13_04_2017A maneira como pais e cuidadores em geral se comportam na hora de oferecer refeições às crianças pode influenciar – e muito – na formação do hábito alimentar infantil. Na teoria, o ideal é que o adulto decida o que, quando e onde as refeições são oferecidas; cabendo às crianças a decisão de comer ou não, e do volume de alimentos consumidos. Esta divisão de responsabilidades faz parte do conceito de Cuidado Responsivo para alimentação, um conjunto de comportamentos que envolvem atenção e interesse pelo processo de alimentação da criança, com respeito aos seus sinais de fome e saciedade, às suas habilidades de comunicação e estímulo adequado para a alimentação independente.

A influência destes comportamentos sobre hábitos alimentares e saúde das crianças varia desde estímulo positivo para hábitos saudáveis de alimentação, desenvolvimento de habilidades sociais, aprendizado e autoestima; redução do consumo de doces, guloseimas e bebidas açucaradas; até prevenção de distúrbios psicossociais na adolescência. O cuidador responsivo participa mais dos momentos de refeições da família, estimula a autonomia e a independência da criança em todas as esferas de desenvolvimento, enquanto os cuidadores não responsivos preferem utilizar práticas como a restrição proibitiva ao consumo de alimentos, pressão para comer, recompensas, ameaças, castigos, e/ou distrações durante as refeições.

No fundo, todos apresentam um pouco de cada comportamento, o responsivo e o não responsivo. O importante é reconhecer aqueles comportamentos que dominam o seu dia a dia, e tentar revertê-los em estímulos positivos para o seu filho!

Na prática, entretanto, esta é uma rotina que muitas famílias têm dificuldade em cumprir, sobretudo aquelas cujas crianças têm dificuldades alimentares. Algumas dicas para refletir sobre os comportamentos da sua família:

  • Procure reconhecer e entender os sinais não verbais que seu filho emite às refeições e responda na forma de apoio: se ele recua com o corpo, vira a cabeça para o outro lado, não abre a boca, empurra os pratos e talheres, etc.; não ignore a recusa ou force a alimentação;
  • Ofereça alimentos no tamanho, formato e consistência que seu filho possa se alimentar sem o seu auxílio; dê a ele a oportunidade de exploração de sabores e texturas;
  • Sorria e utilize palavras de encorajamento durante as refeições; converse com a criança sobre alimentação de maneira informal e sem pressão;
  • Faça contato visual com seu filho durante toda a refeição;
  • Ofereça alimentos ao seu filho com disposição, paciência e sem pressa; evite demonstrar claramente seu desagrado;
  • Espere a criança terminar o processo de mastigação e deglutição, e demonstrar sinais de saciedade antes de oferecer nova porção;
  • Faça as refeições junto com seu filho e outros membros da família (se possível), preferencialmente comendo juntos e o mesmo cardápio;
  • Ofereça as refeições em local e postura adequados, sem distrações nem coerção;
  • Esteja totalmente envolvido na ação de oferecer a refeição ao seu filho, não se distraia com outras tarefas.

Como saber se está dando certo?

Tanto o cuidador como a criança perceberão que estão indo bem: a refeição transcorre no tempo adequado, com menos recusa e estresse, sem comportamentos coercitivos. Seu filho conseguirá exercitar sua independência para manusear e comer os alimentos, e controlar seu próprio apetite, interagindo com você de maneira agradável, com contato visual durante todo o processo, em posição relaxada e prazerosa.

Diversos estudos científicos mostram que famílias orientadas sobre como praticar o cuidado responsivo apresentam melhorias na qualidade da alimentação e comportamento das crianças frente à alimentação. Além, é claro, de reduzir o estresse dos pais e cuidadores e fortalecer o vínculo familiar.

Que tal testar na sua rotina? Conte com a nossa ajuda no Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi!

RACHAEL MACHADO
Pesquisadora do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI. (CDA-PENSI). Nutricionista, formada pelo C. Univ. São Camilo, especialista em Nutrição clínica (HC-FMUSP) e pediatria (EPM/UNIFESP), Mestre em Ciências da Saúde e doutoranda em Pediatria (EPM/UNIFESP). Docente do curso de pós-graduação em Nutrição Materno-Infantil do INSIRA e coordenadora do curso de graduação em Nutrição da Universidade Uni Sant’Anna.