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Sua Saúde

Combate à obesidade infantil começa em casa com ajuda da família

Fonte: Dra. Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil é comemorado em 3 de junho. Você sabe o que é obesidade mórbida? Nos adultos, esse tipo de obesidade refere-se às pessoas que têm o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 kg/m² — ou seja, quando estão muito acima do peso (obesidade grau III) e passam a correr risco de desenvolver doenças. Na infância e na adolescência, porém, a classificação da obesidade mórbida é um pouco diferente. Caracteriza-se, geralmente, quando elas estão com um peso 15% a mais que o correspondente a sua altura e idade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI em todo o mundo. No Brasil, dados nacionais indicam que uma em cada três crianças estão acima do peso.

Para a endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, a dra. Claudia Cozer, o aumento da obesidade infantil se deve à falta de campanhas preventivas, leis específicas e educação para que as crianças se alimentem melhor e façam mais atividade física. “Este dia 3 de maio é uma ótima oportunidade para nos lembramos do problema da obesidade infantil, discutirmos o assunto e ficarmos atentos à alimentação de nossos filhos, netos, sobrinhos ou qualquer outra criança de nosso convívio”, comenta.

A obesidade infantil eleva nas crianças os riscos de hipertensão, diabetes, dislipidemia (gordura no sangue), esteatose hepática, aumento de ácido úrico, problemas ortopédicos, depressão, entre outros problemas de saúde.

Como prevenir a obesidade infantil?

A família é peça fundamental na educação alimentar das crianças. Até os 10 anos de idade, principalmente, são os pais que coordenam as escolhas das comidas e os modos de preparo. “A obesidade muitas vezes começa nos primeiros anos de vida e quanto mais tempo persistir esse excesso de peso, mais difícil será de voltar ao peso normal depois”, observa a dra. Claudia.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) lista dez erros que não devemos cometer na educação alimentar das crianças. São eles:

  • Dizer sempre sim: A criança que come tudo que pede vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais na alimentação.
  • Lanches fora de hora: O ideal é que toda criança tenha seis refeições diárias e evite as beliscadas fora desses horários.
  • Oferecer comida como recompensa: “Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a ideia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
  • Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar a aversão que a criança sente em relação às saladas.
  • Brincadeiras na mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
  • Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada.
  • Substituir refeições: Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
  • Tornar a ida a uma lanchonete “um programão”: A comida de casa fica meio sem graça.
  • Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes e fibras.
  • Dar o exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e só beber refrigerante.

Fonte: Hospital Sírio Libanês

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles

Maloclusão em adolescentes impacta negativamente na qualidade de vida, diz estudo

Estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu em um estudo que a maloclusão em adolescentes ou a má posição dos dentes pode exercer um efeito negativo na qualidade de vida dos jovens. A pesquisa, publicada sob o título “Perception of parents and caregivers regarding the impact of malocclusion on adolescents’ quality of life: a cross-sectional study”, no volume 21, número 6 do Dental Press Journal of Orthodontics (DPJO), incluiu pais ou cuidadores que acompanhavam os seus filhos adolescentes em consultas odontológicas na Faculdade de Odontologia da UFMG. Durante o atendimento de adolescentes, Cirurgiões-Dentistas frequentemente levam em consideração as opiniões de pais ou cuidadores, pois estes podem conhecer aspectos importantes da saúde dos filhos, além de serem considerados os principais tomadores de decisão quando um procedimento de diagnóstico ou um tratamento odontológico vai ser realizado em um menor de idade.

O estudo deixa claro que, após responderem um questionário sobre a saúde bucal do filho, pais e cuidadores afirmam que a má posição (ou o mal alinhamento) dos dentes tem um impacto adverso no bem-estar de indivíduos jovens com repercussões emocionais e no convívio social destes indivíduos com os colegas da mesma idade. A presença de dentes com uma aparência desfavorável pode transformar um adolescente em uma pessoa estigmatizada e insegura, pois os outros adolescentes podem hostilizá-lo devido àquele problema dentário.

As conclusões desta pesquisa podem ser úteis para todos os pais ou cuidadores de adolescentes sobre a importância do acompanhamento odontológico do seu filho. Uma vez identificada, a má posição dos dentes deve ser tratada com aparelhos apropriados (tratamento ortodôntico). O não tratamento e a persistência do mau alinhamento dentário podem ter consequências devastadoras na autoestima do indivíduo..

Fonte: Dental Press

Piercing smile: estiloso ou perigoso? O acessório que faz sucesso entre os jovens pode trazer riscos à saúde bucal

 A cada temporada uma nova tendência surge entre os mais apaixonados por moda. A onda dos piercings teve seu ápice em 1990, mas ainda faz sucesso entre os que desejam se destacar na multidão.

Existem diversas joias e modelos e fica a gosto do cliente a região a ser perfurada. Além de umbigo, nariz, orelha e sobrancelhas, os piercings bucais também são bastante populares. Entre os mais usados estão o de língua, frênulo da língua (freio), lábio e dente. Porém, uma categoria diferente começou a fazer sucesso recentemente: o piercing de smile.

Aço cirúrgico é a melhor opção de material para o piercing pois não oxida. Atente-se a suas alergias na hora de fazer essa escolha e opte pelo modelo anelar para facilitar a cicatrização.
Aço cirúrgico é a melhor opção de material para o piercing pois não oxida. Atente-se a suas alergias na hora de fazer essa escolha e opte pelo modelo anelar para facilitar a cicatrização.

Foto: mrkornflakes / Shutterstock.com

O nome da joia faz referência ao sorriso já que o piercing fica localizado no chamado “freio superior”, uma camada fina de pele que só aparece quando a pessoa sorri. Muita gente opta por esse tipo de piercing porque é mais fácil de esconder em ocasiões que não permitem um visual tão ousado. Mas será que essa ideia é 100% segura?

A área onde esse tipo de piercing é colocado é uma das mais sensíveis da boca. Portanto, quem deseja colocar o acessório precisa ter cuidados redobrados para que não haja nenhuma complicação grave. Confira:

– Colocação: O piercing deve ser feito por um profissional, com materiais esterilizados e descartáveis;

– Escovação: Deve ser feita regularmente, porém com menos intensidade para que a joia não cause pressão na gengiva;

– Alimentação: Além de todas as restrições requisitadas pela colocação de piercings em geral, também é importante evitar o uso dos dentes frontais para mastigação;

– Limpeza: O piercing deve ser higienizado duas vezes ao dia e isso independe da escovação. Faça gargarejo com enxaguante bucal sem álcool e utilize uma haste de algodão para limpar a joia com soro fisiológico.

Dentistas não recomendam o uso do smile – ou qualquer piercing bucal – pois pode causar inflamação da gengiva, sangramentos e até deixar a boca mais vulnerável a doenças sexualmente transmissíveis.

 Fonte:Terra

rachel_machado_9_dicas_para_aprimorar_a_relação_com_seu_filho_na_hora_de_oferecer_refeições_13_04_2017A maneira como pais e cuidadores em geral se comportam na hora de oferecer refeições às crianças pode influenciar – e muito – na formação do hábito alimentar infantil. Na teoria, o ideal é que o adulto decida o que, quando e onde as refeições são oferecidas; cabendo às crianças a decisão de comer ou não, e do volume de alimentos consumidos. Esta divisão de responsabilidades faz parte do conceito de Cuidado Responsivo para alimentação, um conjunto de comportamentos que envolvem atenção e interesse pelo processo de alimentação da criança, com respeito aos seus sinais de fome e saciedade, às suas habilidades de comunicação e estímulo adequado para a alimentação independente.

A influência destes comportamentos sobre hábitos alimentares e saúde das crianças varia desde estímulo positivo para hábitos saudáveis de alimentação, desenvolvimento de habilidades sociais, aprendizado e autoestima; redução do consumo de doces, guloseimas e bebidas açucaradas; até prevenção de distúrbios psicossociais na adolescência. O cuidador responsivo participa mais dos momentos de refeições da família, estimula a autonomia e a independência da criança em todas as esferas de desenvolvimento, enquanto os cuidadores não responsivos preferem utilizar práticas como a restrição proibitiva ao consumo de alimentos, pressão para comer, recompensas, ameaças, castigos, e/ou distrações durante as refeições.

No fundo, todos apresentam um pouco de cada comportamento, o responsivo e o não responsivo. O importante é reconhecer aqueles comportamentos que dominam o seu dia a dia, e tentar revertê-los em estímulos positivos para o seu filho!

Na prática, entretanto, esta é uma rotina que muitas famílias têm dificuldade em cumprir, sobretudo aquelas cujas crianças têm dificuldades alimentares. Algumas dicas para refletir sobre os comportamentos da sua família:

  • Procure reconhecer e entender os sinais não verbais que seu filho emite às refeições e responda na forma de apoio: se ele recua com o corpo, vira a cabeça para o outro lado, não abre a boca, empurra os pratos e talheres, etc.; não ignore a recusa ou force a alimentação;
  • Ofereça alimentos no tamanho, formato e consistência que seu filho possa se alimentar sem o seu auxílio; dê a ele a oportunidade de exploração de sabores e texturas;
  • Sorria e utilize palavras de encorajamento durante as refeições; converse com a criança sobre alimentação de maneira informal e sem pressão;
  • Faça contato visual com seu filho durante toda a refeição;
  • Ofereça alimentos ao seu filho com disposição, paciência e sem pressa; evite demonstrar claramente seu desagrado;
  • Espere a criança terminar o processo de mastigação e deglutição, e demonstrar sinais de saciedade antes de oferecer nova porção;
  • Faça as refeições junto com seu filho e outros membros da família (se possível), preferencialmente comendo juntos e o mesmo cardápio;
  • Ofereça as refeições em local e postura adequados, sem distrações nem coerção;
  • Esteja totalmente envolvido na ação de oferecer a refeição ao seu filho, não se distraia com outras tarefas.

Como saber se está dando certo?

Tanto o cuidador como a criança perceberão que estão indo bem: a refeição transcorre no tempo adequado, com menos recusa e estresse, sem comportamentos coercitivos. Seu filho conseguirá exercitar sua independência para manusear e comer os alimentos, e controlar seu próprio apetite, interagindo com você de maneira agradável, com contato visual durante todo o processo, em posição relaxada e prazerosa.

Diversos estudos científicos mostram que famílias orientadas sobre como praticar o cuidado responsivo apresentam melhorias na qualidade da alimentação e comportamento das crianças frente à alimentação. Além, é claro, de reduzir o estresse dos pais e cuidadores e fortalecer o vínculo familiar.

Que tal testar na sua rotina? Conte com a nossa ajuda no Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi!

RACHAEL MACHADO
Pesquisadora do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI. (CDA-PENSI). Nutricionista, formada pelo C. Univ. São Camilo, especialista em Nutrição clínica (HC-FMUSP) e pediatria (EPM/UNIFESP), Mestre em Ciências da Saúde e doutoranda em Pediatria (EPM/UNIFESP). Docente do curso de pós-graduação em Nutrição Materno-Infantil do INSIRA e coordenadora do curso de graduação em Nutrição da Universidade Uni Sant’Anna.

O papel da Odontopediatria na saúde bucal do adolescente

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1) Qual é a especialidade odontológica que cuida da saúde bucal dos adolescentes?
A Odontopediatria é a especialidade que visa cuidar da saúde bucal dos adolescentes, enfatizando a prevenção e a promoção de saúde, de modo direcionado em um programa educativo-preventivo e curativo, se necessário, enfocando o aspecto estético e cosmético, tão valorizados nessa fase. A hebiatria ou odontohebiatria tem o papel ou a responsabilidade de atendimento ao público adolescente e sabe-se, nesse contexto, que ela figura como parte integrante da Odontopediatria. O odontopediatra está apto para realizar o atendimento voltado para a saúde bucal dos bebês, da criança e do adolescente. Este profissional está habilitado a entender como os determinantes de saúde interferem nos adolescentes e tem conhecimento para utilizar recursos clínicos no auxílio do diagnóstico de comportamentos nocivos à saúde típicos da adolescência, como distúrbios alimentares, uso de drogas e a utilização do piercing bucal. O Cirurgião-Dentista deve se adequar para atender bem às necessidades dos jovens e deles obterem melhor retorno. É muito importante que o profissional não tenha preconceitos ou estereótipos durante suas intervenções, procurando entender o universo que compreende a adolescência, bem como as suas alterações. O papel desempenhado pelo Cirurgião-Dentista nessa fase como educador e motivador é fundamental para introduzir nos hábitos e na rotina do paciente, cuidados com a boca.

2) Como pode ser definido o período da adolescência?
A Organização Mundial de Saúde considera a adolescência como o período compreendido entre a faixa etária dos 10 aos 19 anos. Corresponde a um período de transição entre a infância e a vida adulta, que é iniciado com as mudanças corporais da puberdade.

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3) Quais as principais mudanças a serem analisadas nesse período?
Caracteriza-se como um período de intensas transformações físicas e psicossociais que requerem atenção e ações de saúde, visando à saúde integral. Nesse período de vida, considerado de transição, os adolescentes passam por dificuldades relativas ao seu crescimento físico e amadurecimento psicológico, sexualidade, relacionamento familiar e social com os pares, violência, inserção no mercado de trabalho e outras.
Os adolescentes, pela própria condição psicológica de serem mais abertos a assumirem riscos, podem estar mais vulneráveis ao uso e/ou abuso de substâncias lícitas e ilícitas, exploração sexual, DST/Aids, gravidez precoce não planejada, problemas escolares, evasão escolar, depressão, suicídio, acidentes, entre outras situações.
As modificações hormonais, a irregularidade da dieta e a predileção, muitas vezes, por lanches substituindo refeições, podem levar a alterações digestivas, hábitos intestinais inadequados, bem como a alguns fatores que modificam o meio interno e o ambiente externo dos adolescentes, inserindo-os em um grupo de risco para a saúde geral e oral. Devido a isso, alguns cuidados específicos devem ser orientados.

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4) Quais problemas odontológicos podem afligir os adolescentes?
As principais doenças ou os principais problemas bucais nessa fase incluem: doenças periodontais, cárie dentária, maloclusão, fluorose, mau hálito, erosão, traumatismo dentário e a disfunção temporomandibular, que é outra alteração que pode iniciar sua manifestação nessa fase, especialmente nas mulheres. Dentre os problemas periodontais, têm-se aumento da prevalência de gengivite. Gengivite crônica é uma infecção gengival encontrada comumente, podendo ser causada pelo acúmulo de biofilme bacteriano. Essa forma de gengivite pode instalar-se em decorrência de alteração hormonal proporcionada pela ação do hormônio esteroidal (que aumenta a resposta inflamatória), podendo ainda manifestar-se proveniente de outros fatores desencadeantes. Problemas bucais podem causar dor, infecção, dificuldade em falar ou mastigar, bem como ausência na escola. Esses problemas podem influenciar na saúde geral, nos estudos, no trabalho e na vida social e autoestima dos adolescentes.Existem ainda, alguns comportamentos que podem agir, influenciando na saúde bucal, tais como: morder objetos, respirar pela boca e ranger os dentes, concomitantemente causando maloclusão ou quebra e desgaste dos dentes; etilismo e tabagismo podem ser os causadores de mau hálito, câncer bucal, manchas nos dentes e doença periodontal, além disso, esses maus hábitos podem repercutir desfavoravelmente na saúde geral desses indivíduos; uso de piercing na boca, que pode causar complicações como infecção, inchaço da língua, sangramento, dificuldade para mastigar, falar ou para engolir, entre outros.

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5) Qual deve ser a postura adotada pelos adolescentes, por seus familiares e pelo Cirurgião-Dentista?
Cabe ao adolescente primar por obter efetividade no autocuidado com sua higiene bucal, fazendo uso de técnica de escovação e de uso de fio dental ou fita dental corretamente. Convém ainda, diminuir o consumo de bebidas ácidas e evitar-se o uso do fumo, do álcool e de outras substâncias que possam afetar a saúde geral. Quanto aos pais e/ou responsáveis, cabe a eles tentar orientar os adolescentes a realizar as refeições principais ao longo do dia, sempre enfatizando acerca da importância que tem para eles a prática dos cuidados com sua higiene bucal. Convém lembrar, que o hábito diário e frequente da escovação e do uso de fio dental, pode ser prejudicado pelo fato de que o adolescente não se encontra sob controle dos pais, como na infância em relação ao monitoramento dessas medidas de higiene bucal. Uma forma de se contrapor a isso é, por meio da orientação adequada do próprio adolescente, responsabilizando-o por sua saúde. A adolescência é um período em que surgem mudanças de hábitos que podem levar ao aumento de algumas doenças bucais. Medidas preventivas de autocuidado podem ser realizadas diariamente pelos pacientes e devem ser recomendadas pelo Cirurgião-Dentista. Nesse sentido, além de serem promovidas orientações aos adolescentes acerca da manutenção da sua saúde bucal, deve-se procurar mantê-los constantemente motivados. O papel dos Cirurgiões-Dentistas nesse contexto engloba a aplicação de flúor, a profilaxia, o monitoramento de doenças gengivais, a instrumentação periodontal (raspagem coronariorradicular e alisamento radicular), bem como as orientações sobre os cuidados essenciais com a saúde oral, aconselhando-se conjuntamente a eles, evitar o uso de fumo e álcool, devido aos malefícios para a saúde que esses hábitos podem trazer consigo. Outro fator a ser considerado são os horários irregulares empregados por esses adolescentes para a realização da sua higienização, dificultando a obtenção de resultados adequados no controle do biofilme dentário. Nessas situações, o Cirurgião-Dentista deve mostrar a importância da regularidade dos horários, orientando esses pacientes. Relacionado aos procedimentos odontológicos a serem executados, o tratamento empregado consiste na remoção de cálculos e controle mecânico da placa bacteriana com técnicas de higiene adequadas. A utilização do fio dental pode fazer parte conjuntamente da rotina diária de higiene a ser executada pelos adolescentes para remover a placa dos espaços interdentários.

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6) Por que a prevenção em Odontologia é tão importante nesse período?
O controle periódico e os programas preventivos tem importância extremada neste período pelo fato de existirem na cavidade bucal dentes recém-erupcionados e os pacientes apresentarem diversas situações de risco que relacionamos acima acerca do seu comportamento, dieta, cooperação e entendimento, dentre outras. As ações de prevenção e de promoção de saúde têm por objetivo estimular o potencial criativo e resolutivo dos adolescentes, estimulando a participação e o protagonismo juvenil. O autocuidado em se tratando da prevenção em saúde bucal é muito importante e o adolescente tem condições de exercer esse autocuidado com o seu corpo em geral e com a sua boca em particular, e ao realizar essas atividades estará dando um passo significativo na manutenção de sua saúde bucal.9,10

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Fonte :APCD
Foto caso clínico:APCD
Fotos:Pixabay
Maria Rosângela Jahn  .   Sérgio Spezzia – Cirurgião-Dentista
Katia Maria Scigliano Miquel Lamelo e
Ricardo Schmitutz Jahn

 

Saúde bucal: uma lista de alimentos para evitar ou aproveitar

SARA ABDO – O ESTADO DE S.PAULO

Os hábitos necessários para manter o bom hálito e deixar a boca longe de açúcar e excesso de ácidos

Saúde bucal, um aspecto importante para a saúde do corpo e para o convívio social. 

Saúde bucal, um aspecto importante para a saúde do corpo e para o convívio social.  Foto: Fabio Motta/Estadão

Já que é com a boca que falamos e interagimos, é fácil perceber a tamanha importância que tem a saúde bucal, seja para a saúde do corpo como um todo, seja para o nosso convívio social. O E+ conversou com a dentista Sandra Kalil, odontopediatra da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) e fizemos duas listas, uma que indica alimentos prejudiciais à saúde bucal, e outra que a favorece.

Cuidado. Mau hálito, boca seca, ácida e gengivite. Muito desses problemas podem estar relacionados à alimentação e hábitos de higiene. Veja quais alimentos são mais prejudiciais e, se fizer questão deles, saiba quais cuidados podem manter a saúde e conciliar o prazer de comer à higiene.

BrunoPoppe/Pagos

Foto: BrunoPoppe/Pagos
Pão, nosso açúcar de cada dia

Quando as enzimas da saliva quebram o amido do pão branco ou integral, bolachas e batatas, todo o carboidrato é transformado em açúcar. E bem, já se sabe que açúcar sem cuidado é quase um sinônimo de cárie. Deu vontade de comer aquele pão fresquinha ou um sanduiche suculento? Sacie o desejo, e não se esqueça da escovação adequada.

 

Bebida, Álcool, Copa, Uísque, A Bebida
Mais álcool, menos saliva.
Quando consumidas em excesso, as bebidas alcoólicas reduzem a quantidade de saliva na boca, o que pode contribuir para inflamações bucais crônicas. Quantos menos salivação, maior o risco de ter o tecido gengival afetado e tecidos e suporte dos dentes, deteriorados. Nada contra uma pequena dose diária de vinho, por exemplo, mas é preciso cautela com o esmalte dos dentes.
Foto:Pixabay
Chips De Maçã, Fruta Desidratada
Desidratas e com concentração de açúcar.
É fato que as frutas são ótimas para a saúde e o bem-estar. No entanto, quando desidratadas, elas já não têm o equilíbrio entre água, sais minerais, açúcar e demais elementos. Frutas secas têm maior concentração de açúcar, o que leva o corpo a liberar mais ácidos para controle das substâncias na boca. Esse ácido ataca o esmalto dos dentes e, dependendo da intensidade e frequência, pode resultar em cáries.
Foto: Pixabay
Coca Cola, Pode, Cola, Coca, Bebida
Refrigerante, o grande vilão.
Cheios de açúcar, gás e corante, os refrigerantes são considerados um banquete para as bactérias. Rodeadas por açúcar, elas encontram um ambiente propício para se reproduzirem, e acabam destruindo o esmalte do dente. Quanto maior a frequência do uso do refrigerante, mais a boca está exposta ao gás, um ácido, e sujeita a destruição da dentina, tecido dentário.
Foto: Pixabay
Limões, Gelo, Água, Verão
Pedras de gelo.
Aparentemente inofensivas por serem à base de água, as pedras de gelo não são os elementos mais seguros que colocamos em nossa boca.  Para os que gostam de mastigar o gelo, saibam que isso pode comprometer o esmalte do dente e enfraquecê-lo. Dependendo da frequência e intensidade de mastigação, há o risco de quebra do dente e deterioração de uma restauração ou prótese. Para os que sofrem de sensibilidade bucal, a pdra de gelo pode ser um problema a mais. Em relação ao metabolismo, alimentos e bebidas super gelados são prejudiciais, já que o corpo gasta tempo e energia para esquentar os alimentos antes de ser efetivamente digerido.
Foto: Pixabay

Café, Copa, Xícara De Café, Alimentos

Doses de café
Além de nos deixar mais despertos, o café e o chá preto também costumam marcar território. Isso porque são líquidos ricos em tanino, mesmo elemento presente no vinho, que tende a grudar no esmalte do dente –  quem nunca ficou com o sorriso roxo depois de algumas taças de vinho? Como normalmente tomamos café durante o dia e não durante as refeições, não costumamos escovar os dentes após todas as doses de café, e assim deixamos a boca a mercê do tanino. Se o açúcar é um acompanhante fiel da dose de café, recomenda-se mais cuidado e higiene depois de uma xícara do líquido.
Foto: Pixabay

Use a gosto. Agora, se você sofre de mau hálito e procura uma forma simples de reduzir esse incômodo, veja alguns alimentos que podem estimular a salivação e reduzir as bactérias na boca e as placas bacterianas nos dentes. Recomenda-se apenas o cuidado para manter o equilíbrio entre as vitaminas no corpo e reconhecer quando um alimento faz mal ao seu corpo.

Pixabay

Raiz bendita
Gengibre, Ingber, Imber, Immerwurzel
O gengibre combate o mau hálito à medida em que estimula processo digestivo e é anti-oxidante natural. Enquanto ativa o corpo, o mantém mais limpo e forte. O gengibre atua como adstringente natural, que limpa e otimiza os processos do organismo – que claro, refletem no hálito e na saúde bucal. Se você tem mau hálito, experimente adicionar gengibre em sua alimentação e levar balinhas da raiz na bolsa.
Foto: Pixabay
O poder da fibra também na boca.
Fruto, Vitaminas, Saúde, Doce, Bananas
Alimentos fibrosos ajudam na redução do mau hálito – halitose-, porque precisam ser bem mastigados. Quanto mais mastigação, maior é o estímulo ao fluxo salivar, o que deixa a boca mais limpa e hidratada, além de limpar parte das placas bacteriana.
Foto: Pixabay
Mais saliva e menos bactéria
Margaridas, Verão, Flores, Natureza
O chá verde, sem açúcar, é rico em polifenol, substância que combate as bactérias associaiadas ao mau hálito. Por ser líquido, o chá estimula salivação, o que deixa a deixando a boca mais limpa e saudável.
Tomate, uma vitamina pra toda hora
Tomate, Garfos, Macro
Tomate, um símbolo de vitamina C. Fácil de encontrar em qualquer mercado, a fruta (sim, tomate é uma fruta), é um bom acompanhante em qualquer refeição do dia, principalmente porque ajuda a conter a proliferação das bactérias.
Foto: Pixabay

E lembre-se, nenhuma mudança na alimentação surtirá grandes efeitos se não for acompanhada por uma boa e frequente escovação de dentes, ingestão de água, e claro, zero roedura de unhas.

Fonte :Estadão -Prof.Dra Sandra Kalil

Fique de olho no peso da mochila do seu filho

Você já reparou quanto peso seu filho está carregando? Conversamos com nosso especialista para entender os perigos de uma mochila sobrecarregada

​Livros, material escolar, apostilas, cadernos… Diversos itens de estudo acabam resultando em uma mochila pesada. Com a volta às aulas, muitos pais reparam que a mochila de seus filhos está com um peso que pode incomodar. Para evitar desconfortos e entender melhor os possíveis problemas, conversamos com nosso ortopedista Luciano Miller que deu dicas e explicou como uma mochila adequada deve ser. Confira!

Mochila adequada

Luciano explica que a mochila ideal não deve exceder 10% do peso corporal do aluno e nem maior que o tamanho das costas da criança. Outras características que devem ser observadas são:

  • As alças devem ser firmes e acolchoadas e largas
  • A alças da mochila devem ser usadas nos dois ombros sempre, quando usada só de um lado pode trazer dores ou desconfortos
  • Também se possível, opte por modelos com alça abdominal (aquela faixa que pode ser fechada na altura do peito). Esse modelo ajuda a equilibrar o peso no corpo

As mochilas de rodinhas surgem como opção. Luciano alerta que elas podem ajudar, mas precisam de cuidado também. “Verifique se a escola possui rampas e espaço adequado para puxar a mala. Quando o aluno precisa subir escadas com a mochila de rodinhas na mão também pode causar dores na coluna pelo esforço feito. Verifique também se a alça da mochila tem um comprimento adequado para a criança, onde ela possa puxar a mala com as costas retas”.

Quando o peso é inevitável a dica é a distribuição dos itens na mochila. O ortopedista aconselha distribuir o peso colocando o material mais pesado no centro da mala.

Possíveis Problemas

As mochilas pesadas podem causar dores em diversas articulações devido à sobrecarga nessas partes do corpo. As dores muitas vezes também tem origem nas alterações posturais para suportar o excesso de peso. A longo prazo, o excesso de peso pode causar aumento da cifose dorsal ou da lordese lombar por compensação.

Fonte
Dr. Luciano Miller, ortopedista do Einstein

Publicado em: 03/02/2017

Halitose infantil.Saiba mais.

Meu filho tem mau hálito: mães enfrentam halitose infantil

O mau hálito pode atrapalhar o relacionamento da criança com o grupo, uma vez que é desagradável conversar com alguém e sentir o odor da boca. Foto: Shutterstock

Mesmo com uma higiene bucal impecável, algumas crianças podem continuar com mau cheiro na boca

 

A halitose não escolhe idade, havendo uma predisposição orgânica ela pode se manifestar como um sinal de alerta de que algo no organismo está em desordem. Nas crianças, é comum devido a problemas respiratórios, já que a oclusão (mordida) ainda não está formada. “Isso desencadeia processos como rinites, sinusites ou até a presença de carne esponjosa nas narinas, que, além de contribuir para uma maior formação de muco, leva a criança a ser respirador bucal”, diz Marcos Moura, diretor da Associação Brasileira de Halitose – Abha.

Problemas respiratórios podem ser causa de halitose infantil

Continue lendo Halitose infantil.Saiba mais.

O uso de piercing oral na adolescência

 


1. Como pode ser definido o termo piercing oral?
O termo piercing é originário do verbo inglês to pierce, que significa perfurar, e é usado para definir adornos que são fixados em diferentes locais do corpo, através de perfurações. O uso de piercings ocorre nas mais diversas áreas do corpo, dentre as quais, têm-se: nariz, umbigo, mamilos, sobrancelhas, orelhas, órgãos sexuais e região oral, quando as perfurações ou aplicações ocorrem nas áreas por onde atua o cirurgião dentista, como: dentes, lábios, língua, freio lingual e freio labial, denominamos esse piercing de piercing oral. Os três tipos principais de piercings orais, quanto ao formato da barra de material empregada são o labrette (geralmente colocado no lábio inferior), o barbell (usado normalmente na língua) e o anillo (normalmente colocado nos lábios e em menor escala nas zonas laterais da língua).

2. Por que o uso do piercing oral tem se tornado comum na adolescência?
A irreverência do adolescente é incontestável e a teimosia também. Dessa forma, mesmo que os pais não concordem com certos modismos, é difícil impedir que, cedo ou tarde, o filho apareça em casa com alguma novidade no corpo. Muitos adolescentes colocam piercing ou fazem tatuagem para se destacar no grupo ou definir traços de sua personalidade. Normalmente um só adorno não basta e os jovens colocam vários deles espalhados pelo corpo. Ultimamente um dos locais preferidos para uso tem sido a cavidade bucal. Piercing atualmente é moda popular utilizada como uma maneira de diferenciação, principalmente entre os jovens e adolescentes com idade entre 15 e 19 anos. Entre os motivos que levam o indivíduo a justificar essa prática, incluem-se aspectos relacionados ao modismo, rebeldia, necessidade de se diferenciar e também influências éticas ou tribais. Convém ressaltar, em contrapartida, no entanto, que apesar desse comportamento frequentemente ocorrer, enquanto menor de idade, o adolescente não pode fazer aplicações de piercing e está proibido de optar por fazê-las sem a devida autorização por escrito dos seus pais e/ou responsáveis.

3. Por que é importante saber diferenciar como procede a colocação dos piercings orais mais comumente usados?
Dentre os piercings orais, os mais utilizados geralmente são os piercings bucal e o dental. A diferenciação entre o piercing bucal e o piercing dental tende a ser importante no ato em que o paciente adolescente faz sua escolha para uso, uma vez que o dental mostra-se bem menos traumatizante em sua forma de aplicação. No bucal, o acessório é colocado sob efeito de anestesia após perfuração da mucosa dos lábios, bochechas ou da língua. Já no dental, uma pequena lasca de metal brilhante, como ouro ou aço é colado na face externa do dente e nenhuma estrutura dentária é prejudicada ou sequer desgastada. Executa-se, dessa forma, um procedimento que é indolor e que pode ser feito sem o emprego de anestesia.

4. Que possíveis riscos e/ou complicações a saúde bucal dos adolescentes são causadas pelo uso dos piercings orais?
Ocorrem algumas complicações locais, advindo do uso do piercing oral, tais como: hemorragia, inflamação local, aumento do fluxo salivar, reação alérgica ao metal usado na confecção do piercing e trauma ao osso e dentes adjacentes, desencadeando reabsorções e fraturas, respectivamente. No mais, sabe-se que o piercing oral tem sido identificado como o vetor na transmissão de alguns vírus, dentre eles, ressalta-se: o vírus do HIV, das hepatites B, C e G e o do herpex simples, entre outros. Existem ainda, alguns riscos envolvidos mesmo depois que a ferida da perfuração cicatriza ou desaparece, que convém serem citados, como é o caso de se ter a possibilidade de engolir peças soltas que foram empregadas no processo de instalação do piercing ou de se danificar os dentes. Nesse contexto e devido a esses problemas todos que podem ser provocados, a melhor escolha é optar por não fazer o piercing oral. Convém frisar, que existe uma grande falta de conhecimento a respeito dos riscos e malefícios que tem a utilização dos piercings de uma forma geral, inclui-se nesse parecer também o uso do piercing oral como grande causador de danos.

5. Quanto tempo pode durar esse piercing?
Caso o paciente não contraia nenhuma infeção e os piercings orais em uso não interfiram com as funções normais da boca, estes podem ser usados de forma permanente. No entanto, é extremamente importante durante todo o período de uso consultar um cirurgião dentista, na hipótese de se sentir qualquer tipo de dor ou de ocorrer algum outro tipo de problema.

6. Qual deve ser o papel desempenhado pelo cirurgião dentista nesse contexto?
O profissional de saúde, de uma forma geral, deve orientar e apresentar as possíveis complicações ao seu paciente, intervindo quando necessário. A preocupação dos profissionais deve ser fundamentada não apenas nos efeitos deletérios locais, mas nas implicações sistêmicas que podem surgir decorrentes do uso de piercings orais. É fundamental que o cirurgião dentista recomende ao paciente a realização de alguns cuidados, como: remoção e limpeza diária do ornamento; execução de uma higienização bucal adequada, com especial atenção à língua quando da presença de um piercing lingual; evitar hábitos parafuncionais de morder o piercing; procurar auxílio odontológico, caso perceba alterações em dentes ou mucosas e realizar consultas odontológicas periódicas para proservação. O uso do piercing parte de uma opção individual e que pode ser consentida em alguns casos, advindo disso, o profissional deve respeitar o que foi determinado pelo seu paciente, orientando-o da maneira mais clara possível, para evitar que surjam consequências.

Fonte:

Sérgio Spezzia – Cirurgião-Dentista – Especialista em Adolescência para Equipe Multidisciplinar e Mestrando em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp)