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A Cárie não é uma doença contagiosa

A cárie é uma doença que, se não tratada, pode destruir os dentes até causar danos sérios à saúde bucal. No entanto, engana-se quem pensa que as responsáveis pelo seu aparecimento são as bactérias, a cárie na verdade é uma doença totalmente dependente do açúcar e por isso, não pode ser considerada contagiosa.

o vilão responsável pelo aparecimento de cáries não são as bactérias, mas sim o açúcar ingerido diariamente como guloseimas entre as refeições principais na forma de doces, refrigerantes, balas, etc
As bactérias são microrganismos naturais da boca e têm o costume de grudar nos dentes acumulando uma espécie de placa dental. Até aí, normal. O problema todo está quando elas entram em contato com o açúcar.Foto: Elena Schweitzer / Shutterstock

o vilão responsável pelo aparecimento de cáries não são as bactérias, mas sim o açúcar ingerido diariamente como guloseimas entre as refeições principais na forma de doces, refrigerantes, balas, etc

“Toda vez que essas placas são expostas à açucares, as bactérias as transformam em ácidos e esses dissolvem os minerais dos dentes. Esse processo se repetindo mais que 3 ou 4 vezes ao dia durante vários dias vai destruindo de maneira silenciosa (no começo a pessoa não percebe) e progressiva (doença crônica) a estrutura mineral dos dentes até formar um “buraco” na superfície onde a placa estava acumulada”, diz Jaime Aparecido Cury, professor da Faculdade de Odontologia da FOP, Unicamp.

Ou seja, na realidade o vilão responsável pelo aparecimento de cáries não são as bactérias, mas sim o açúcar ingerido diariamente como guloseimas entre as refeições principais na forma de doces, refrigerantes, balas, etc.

Contagiosa NÃO!
Por isso, e outros motivos, a cárie não pode ser considerada uma doença contagiosa. “Como vimos, as lesões de cárie não são provocadas por bactérias, mas sim pelo açúcar, tais bactérias vivem na boca das pessoas naturalmente sem causar problemas e, por fim, a cárie não é transmitida de uma pessoa para a outra. Se a cárie fosse considerada uma doença contagiosa, a única maneira de controla-la seria usando antimicrobianos ou vacinas e essa prática não é feita em nenhum lugar do mundo”, diz Jaime.

A cárie é uma doença totalmente controlável, basta as pessoas escovarem os dentes pelo menos duas vezes por dia com pasta com flúor (mínimo 1.000 ppm) e restringirem o consumo de açúcar a não mais que 6 vezes ao dia, quantidade que vamos combinar, está mais do que suficiente não é?

Troca de bactérias
Apesar disso, há profissionais que afirmam que a troca de bactérias entre casais durante o beijo ou entre mães e bebês pode transmitir a cárie. Jaime discorda e é bastante enfático quanto a isso. “Quanto aos casais realmente há troca de bactérias durante o beijo, mas não são elas que causam a cárie, essa discussão não deveria nem existir. É como trocar seis por meia dúzia”, diz o especialista.

Para Jaime, com relação às crianças, a discussão faz um pouco mais de sentido, mas ainda assim não torna a cárie contagiosa. “Quando as crianças nascem são bacteriologicamente estéreis, ou seja, não apresentam bactérias na boca ou em qualquer parte do organismo. Assim, podem adquirir bactérias da boca das mães, mas as mães, assim como as bactérias, não são as vilãs da cárie. As crianças apenas adquirem as bactérias que irão compor sua microbiota natural, mas para ter a doença cárie é preciso açúcar!”, diz o especialista.

Maus hábitos familiares
O que é realmente transmissível nessa história toda e que faz mal a saúde são os maus hábitos da família com relação ao consumo de açúcar. Em outras palavras, a herança da cárie está no “livro de receitas” e nos costumes que são passados de gerações em gerações. “O mais grave desse equívoco conceitual é a desumanidade provocada por recomendações restringindo o afeto mãe-filhos, como se fossem os 3 pecados capitais: não beijar os filhos; não assoprar suas comidas e não provar a comidinha dos filhos”, finaliza Jaime.

Agência Beta

A importância da hidratação

Você sabe por que anda tão ansioso?

Ansiedade

Thinkstock / mathompl

ansiedade faz parte da sua vida? Não pense que você está sozinho.

De acordo com uma pesquisa publicada no site Proceedings of the National Academy of Sciences, o sintoma pode ser uma questão genética e, a tendência a ser ansioso, pode ser herdada. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores realizaram o experimento com 592 jovens macacos-rhesus.

Na primeira etapa, os animais foram colocados em alguma situação de stress pequena. Em seguida, foram submetidos a uma tomografia para monitorar as áreas do cérebro relacionadas com o humor. Durante os experimentos, os pesquisadores também analisaram questões comportamentais e a anatomia do cérebro de cada animal.

Os resultados mostram que os macacos que reagiram com mais intensidade às situações produtoras de ansiedade são mais propensos a mostrar um metabolismo hiperativo nos exames cerebrais. As variações nas estruturas cerebrais relacionadas com a ansiedade podem ser herdadas, mas é exatamente o metabolismo cerebral que levar a um comportamento mais ansioso. Em outras palavras, os macacos ansiosos herdaram esse tipo de função de seus antepassados. Isso explica, por exemplo, as crianças ansiosas.

Sim, o estudo foi realizado com animais, mas os humanos também podem apresentar esse temperamento ansioso. No geral, o histórico familiar corresponde a 35% da probabilidade de desenvolver um transtorno de ansiedade. Mas, calma. Com algumas táticas simples, você consegue aliviar a ansiedade:

A ansiedade faz parte da vida de boa parte das pessoas. Mas nem por isso precisamos nos acostumar com ela. A fórmula certa para driblá-la é aquela que funciona para você. O bom é que há várias alternativas – algumas a custo zero e efeito quase imediato – defendidas pela ciência e pelos especialistas. Escolha a que faz a sua cabeça:

Exercícios: enquanto você malha, tira o foco dos problemas, se concentra na atividade e consegue relaxar. Mais: “As endorfinas (substâncias produzidas enquanto você se exercita) alimentam o circuito de recompensa do cérebro, que responde pelo prazer e pela motivação e reduz a tensão”, fala a neurologista Sonia Brucki. Comer também ativa essa estrutura cerebral, por isso é tão comum descontar assim a tensão acumulada.

Meditação: aquietar a mente e focar na respiração reduz a liberação de hormônios associados à ansiedade e acalma no ato. Um estudo recente da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, provou que a meditação aumenta a massa cinzenta no hipocampo, região do cérebro diminuída em pessoas estressadas e ansiosas. “Meditar ajuda você a se tornar dona dos seus pensamentos e atitudes e afasta a sensação de descontrole diante dos problemas, causa da ansiedade”, fala Márcia De Luca, fundadora do Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda (Ciymam), em São Paulo.

Ioga: combinação de atividade física e meditação, ela tem efeito ansiolítico comprovado. Pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, mostraram que uma hora de prática aumenta em 27% os níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro, um neurotransmissor com atividade reduzida nos ansiosos.


Acupuntura: para a medicina chinesa, o desequilíbrio entre as energias vitais do organismo e a predominância do yang (calor) sobre o yin (frio) é o que desencadeia a ansiedade. O acupunturista Marcius Mattos Ribeiro Luz, de São Paulo, explica que, enquanto os remédios ansiolíticos desaceleram o cérebro, aliviando a ansiedade, a ativação dos pontos certos pelas agulhas pode ser uma solução definitiva. O local das picadas depende da origem da ansiedade. A duração do tratamento varia com o diagnóstico do especialista, mas costuma começar com duas sessões semanais e durar pelo menos seis meses.

Terapia: a cognitivo-comportamental é uma das mais usadas para tratar a ansiedade. Em conversas com o especialista, você entende o que a está deixando tensa e o que pode fazer para melhorar. “Como é focada no problema, o resultado costuma ser rápido”, fala Angelita Scardua.

Fonte :Revista Saúde

Fumo passivo afeta o comportamento da criança

Pesquisa descobre que a exposição ao cigarro nos primeiros momentos de vida eleva a probabilidade de transtornos mentais no futuro

Fumo passivo afeta o comportamento da criança

Segundo o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica, na França, bebês expostos à fumaceira do tabaco durante a gestação e no pós- natal podem ter problemas emocionais e de conduta mais pra frente. Isso porque os cientistas analisaram 5 221 famílias e identificaram transtornos comportamentais nas crianças por volta dos 10 anos de idade – ao todo, 21% da molecada teve contato com a fumaça nos dois períodos analisados. O dado faz sentido. Viviana Paes, coordenadora do curso de ciências biológicas da Universidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, explica que o cérebro só termina de se formar lá pelos 12 anos. Até chegar a essa fase, existe a possibilidade de o órgão sofrer mais interferências – como a do cigarro. “O fumante inala apenas 15% da fumaça. O resto fica no ambiente, podendo ser absorvido pelas crianças”, observa Viviana. As mudanças provocadas no cérebro aumentam o risco de agressividade, depressão e hiperatividade, o que prejudica o rendimento escolar e o relacionamento com colegas e familiares. Os pais que notarem esses sinais precisam procurar um especialista, como psicólogo ou psicopedagogo.

Fonte: Revista Saúde

OMS estabelece novos limites de consumo do açúcar livre

Diretrizes anunciadas em março definem que calorias diárias consumidas por crianças e adultos devem ficar abaixo de 10%. Orientação visa prevenir a obesidade e reduzir a prevalência de cárie170956119

As novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o consumo de açúcares livres, anunciadas em março, reduziram os limites considerados aceitáveis para ingestão por crianças e adultos.
Segundo a OMS, o consumo diário deve ficar abaixo de 10% das calorias ingeridas.
Mas a organização enfatiza que seria melhor que fossem menos de 5%. O recomendável é utilizar, no máximo, 25 gramas de açúcar por dia – equivalentes a seis colheres de chá – ou 10 quilos/ano por pessoa. A dificuldade para atingir essa meta é que boa parte dos açúcares está escondida em alimentos ultraprocessados,como refeições prontas, temperos, sucos industrializados e refrigerantes,além daquele que já é incluído na alimentação preparada pelo consumidor em sua rotina doméstica. Dessa combinação resulta a dificuldade de estimar quanto
açúcar é ingerido cotidianamente pela população. O refrigerante, por exemplo,leva sozinho 10% de açúcar refinado em sua composição.
As orientações da OMS visam trazer benefícios à saúde da população e evitar doenças como obesidade e diminuir a prevalência de cárie. Segundo o órgão, há provas empíricas que sustentam a necessidade de tais diretrizes.
“As evidências científicas sugerem taxas mais altas de lesões de cárie dentária quando o nível de ingestão de açúcares é superior a 10% do total de calorias em comparação com os casos em que o consumo de açúcares é inferior a isso”, afirma Regina Ungerer, coordenadora da Organização Mundial da Saúde.
Segundo dados do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, a ingestão de açúcar no Brasil é de, em média, 15,7% do valor calórico da dieta. Apesar de ser maior do que recomenda a nova diretriz da OMS, o país consome menos açúcar do que, por exemplo, o Reino Unido e a Espanha, onde se ingere 17%. Doenças não transmissíveis Na avaliação de especialistas, a nova diretriz vai na direção do controle de doenças não comunicáveis – que não são infecciosas –, como as enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes, obesidade, doenças respiratórias crônicas e cárie. “O açúcar se apresenta neste caso como um fator de risco comum a várias doenças. Apontar percentuais de consumo em um documento da OMS é um grande avanço, pois estabelece um padrão mundial a ser seguido”, diz o cirurgião-dentista Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP). Segundo a OMS, as doenças não transmissíveis são a principal causa de mortalidade no mundo, tendo sido responsáveis, em 2012, por 68% dos 56 milhões de mortes ocorridas. Mais de 40% dessas mortes (16 milhões) são consideradas prematuras por terem ocorrido antes dos 70 anos de idade. Quase três quartos de todas as mortes por doenças não infecciosas (28 milhões), e a maioria das mortes prematuras (82%), ocorreram em países em que há prevalência de rendas baixa e média. Os chamados fatores de risco modificáveis, como alimentação inadequada e falta de exercício físico, estão entre as principais causas de doenças não comunicáveis, além de serem fatores que favorecem a obesidade e que têm aumentado rapidamente em todo o mundo, podendo provocar muitas outras doenças. A ingestão elevada de açúcares livres é preocupante por estar associada à baixa qualidade do regime alimentar, à obesidade e ao risco de contração de doenças não transmissíveis, como a cárie. “A cárie foi classificada pela OMS como uma doença não comunicável, com causa comum a outras doenças oriundas da má-alimentação, sendo o consumo de açúcar refinado o grande vilão”, afirma a cirurgiã-dentista Livia Tenuta, professora de bioquí- mica e cariologia da Unicamp de Piracicaba. Ela lembra que historicamente a cárie é uma doença nova, que foi introduzida no mundo juntamente com o cultivo da cana-de-açúcar, quando o acesso à sacarose (açúcar comum) foi facilitado. “A epidemia de cárie se deu no último século devido ao barateamento do açúcar. Nas décadas de 1960 e 1970, os números se tornaram alarmantes”. Em 1969, o índice CPO-D (sigla que indica o número de dentes cariados, perdidos ou obturados) em crianças de 12 anos no Brasil era de 6,6. Em 2010, esse índice foi 2,1, não devido à mudança substancial de hábitos alimentares e sim à melhora dos programas de atenção à saúde bucal e à ampla disponibilização do flúor, na água, cremes dentais e enxaguantes bucais. Ferramenta nova A criação de uma diretriz nova oferece uma ferramenta e argumentos adicionais aos profissionais da saúde e governos na orientação das pessoas. “O repertório aumenta e a discussão se amplia na área médica, o que dá poder aos agentes de saúde nas recomendações a seus pacientes”, defende a professora da Unicamp, que acredita que os novos parâmetros podem provocar mudanças de hábitos de alimentação a longo prazo. Apesar de ser uma recomendação, portanto sem poder de punir quem não acatá-la, Livia Tenuta lembra que a partir das novas diretrizes a indústria pode sofrer danos à sua imagem se incentivar o consumo considerado exagerado de açúcar. “As gôndolas dos supermercados oferecem infinidades de produtos com açúcares. Para chegar até o caixa, passamos por corredores cheios de balas, chocolates, biscoitos, refrigerantes,sucos:todoscariogênicos”, adverte MarceloBönecker.Resultados da pesquisa de http://4.bp.blogspot.com/-_Pef9bgNQtc/T34_5U3IzsI/AAAAAAAAArg/E_OCF6kwQi4/s1600/doces.jpg no Google

 As doenças dentárias são as enfermidades não transmissíveis de maior prevalência no mundo. Embora tenha havido um avanço considerável na prevenção e tratamento nas últimas décadas, os problemas persistem – causando dor, ansiedade, limitações funcionais (em particular, baixa frequência e mau desempenho escolar entre crianças) e desvantagens sociais devido à perda de dentes, segundo dados da OMS. O tratamento das doen- ças dentárias consome entre 5% e 10% do orçamento de saúde nos países desenvolvidos, e excederia a totalidade dos recursos financeiros disponíveis para a atenção à saúde infantil na maioria dos paí- ses de renda per capita baixa. No Brasil, iniciativas como a Estratégia Saúde da Família, dirigida à população de baixa renda, também oferecem orientações de saúde bucal. “É um programa amplo e efetivo”, diz Livia. “Por isso, não vejo barreiras para o Brasil implementar as recomendações da OMS.” Bönecker reforça a viabilidade da aplicação das novas diretrizes, considerando a bibliografia e artigos científicos de referência apresentados pela organização. “Um bom começo para isso pode ser a mudança da alimentação nas escolas infantis, públicas e particulares.” Açúcar no dente Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 56% das crian- ças brasileiras de 12 anos têm pelo menos uma lesão de cárie. O cirurgião-dentista diz que o programa Brasil Sorridente, implantado pelo governo federal em 2003, tem ajudado a diminuir esse tipo de problema e se tornou referência internacional. Além do consumo excessivo, o que pode piorar a situação é a frequência do açúcar na boca. O ideal é que se consuma de uma vez só ou no máximo três vezes ao dia. Diferenças por regiões A Pesquisa Nacional de Saú- de Bucal de 2010 mostra índices de CPO-Ds diferentes por região. Enquanto nos estados do Sudeste a média observada em crianças de 12 anos é de 1,7 dente com cárie, obturado ou extraído, no Norte este índice sobe para 3,2 – no país como um todo é de 2,1. “Isso ocorre devido à baixa qualidade da higienização e ao elevado consumo de açúcar, além de condições sociais precárias em algumas regiões”, avalia Bönecker. Em adultos de 35 a 44 anos, o índice de CPOD é de 16,8 dentes com problemas, sendo que em pessoas idosas, acima de 65 anos, sobe para 27,5. “Considerando que temos 28 dentes na boca, as pessoas chegam à terceira idade com praticamente todos os dentes tendo algum tipo de problema”, afirma o professor da USP.

Mesa de doces e guloseimas para Festa de 15 anos - Uberlândia - Artigos e Dicas - SeuEvento.Net

Substitutos do açúcar também podem provocar cáries

Há substitutivos naturais do açúcar que são menos agressivos ao organismo, mas que também podem provocar cáries se consumidos em excesso. Segundo Ana Paula Gines Geraldo, nutricionista do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, o melaço de cana e o açúcar mascavo apresentam praticamente o mesmo valor calórico que o açúcar refinado, porém seu valor nutricional é superior porque fornecem cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro e potássio. Esse é o motivo de serem indicados como substitutos do açúcar refinado.

Clinica de Especialidades em Nutricao: Mel de abelha e seus beneficios para a saúde

O mel também possui vantagens em relação ao açúcar tradicional, principalmente por ser um alimento menos processado. “Recentemente, surgiram no Brasil dois produtos substitutos do açúcar: o açúcar da palma do coco e a calda de agave, que também são mais ricos em nutrientes em relação ao açúcar refinado. Porém, os benefícios de seu consumo ainda estão sendo estudados”, diz ela. Para o preparo de doces, dentre os adoçantes, os mais indicados são a estévia e a sucralose, pois o aspartame perde o dulçor em receitas preparadas em altas temperaturas. Alguns trabalhos acadêmicos mostram que quanto maior o consumo de frutas, menor é a procura por outros alimentos doces.

Cesta de Fruta Brasilia

Dessa forma, a inclusão de frutas no cardápio, por exemplo no café da manhã, lanches ou sobremesa, é uma medida eficaz de redução do consumo de açúcar refinado. Segundo Regina Ungerer, da OMS, estudos em animais revelaram que todas as frutas causam menos cáries do que a sacarose (açúcar tradicional). “Estudos epidemiológicos têm mostrado que, habitualmente consumidas, as frutas apresentam baixa cariogenicidade”, afirma. 

Fonte:Revista do CROSP

Férias: coma gostosuras sem prejudicar os dentes

Saber trocar itens muito açucarados por outros atraentes e docinhos como frutas e bebidas naturais é a grande sacada para não estragar o sorriso.
 Foto:  Serhiy Kobyakov / Shutterstock
Com a chegada das férias, as crianças tendem a passar boa parte do tempo em casa, e a vontade de comer guloseimas aumenta. Mas, com controle e criatividade, profissionais mostram que é possível passar por essa fase sem prejudicar o sorriso dos seus filhos.

Para começo de conversa, o ideal é manter a alimentação saudável mesmo nas férias, com espaço para exceções em passeios ou aniversários de amiguinhos.Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula Foto: Shutterstock

Alimentos com excesso de açúcar e carboidrato – balas, bolachas, salgadinhos, refrigerantes – devem ser evitados, já que são eles os grandes responsáveis pelas cáries. Mas quando for dia de ceder à tentação, é preciso saber remediar.

10 alimentos que contribuem para o fortalecimento dos dentes:

Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula Foto: Shutterstock

Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula

O pepino faz parte do grupo dos vegetais que estimula a mastigação

Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula Foto: Shutterstock

Para ajudar na construção dos dentes,

Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula Foto: Shutterstock

invista na sardinha Fonte de fibra,

consumir pera provoca a mastigação e a limpeza dos dentes

Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula Foto: Shutterstock

O atum é fonte de vitamina D e excelente para manter a saúde dental

Mastigar vegetais crus, como a cenoura, fortalece a mandíbula Foto: Shutterstock

Acostumar a criança apenas com o doce de frutas é uma ótima maneira de manter sua alimentação saudável e sua boquinha sem cáries

“Uma boa higienização oral durante o dia com o uso de fio dental e pasta com flúor são as principais medidas de prevenção de cáries”, diz Melisa Sofia Gomez, nutricionista do Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais (CEPAE) da UNICAMP.

Outra dica é não permitir que a criança vá dormir sem escovar os dentes ou tome leite de madrugada, já que a salivação diminui durante o sono e funciona como um fator de proteção para inibir a formação de cárie.

Já o problema do refrigerante, além de conter açúcar, é a alta acidez, capaz de prejudicar o esmalte dentário. Para consumi-lo de uma forma menos “agressiva” aos dentes é usando o canudinho, pois dessa forma o líquido vai direto para a garganta sem entrar em contato com o esmalte dental.

Outro vilão são os sucos industrializados, que chegam a ter mais concentração de açúcar do que os próprios refrigerantes. “Além disso, eles contêm conservantes e aditivos que são prejudiciais para a saúde. O ideal seria consumir sucos naturais de frutas. Para quem prefere a praticidade, pode optar por polpas congeladas, mas é importante verificar quais não têm adição de conservantes ou aditivos”, diz a nutricionista.

Aproveite o tempo juntos
Para a psicóloga infantil, Maria Aparecida Roth Castro, boa parte dessa vontade de consumir alimentos que fazem mal aos dentes é dos pais. “Se uma casa costuma ter em cima da mesa frutas e produtos integrais de fácil acesso, as crianças serão habituadas com esses alimentos. E não adianta ter guloseimas em casa e esconder, se a criança souber, ela vai querer, até porque o gosto de quebrar as regras aumenta o desejo”, diz a especialista.

Por isso, uma boa saída é dar o exemplo também na hora de comer. Aproveite o tempo livre das férias para fazer bebidas e comidas juntos, combinando frutas e legumes. A preparação em conjunto melhora muito a aceitação de novos alimentos.

“A criança que apresenta problemas para comer associa a hora da refeição a momentos de obrigação e desconforto. Por isso, os pais podem tentar criar situações mais agradáveis relacionadas aos alimentos, como cozinhar juntos, criar alimentos com carinhas, cores ou formatos divertidos, contar histórias sobre a comida entre outras”, diz Maria Aparecida.

Para que ela exercite a mastigação, os pais podem oferecer alimentos mais duros e com sabores mais docinhos e formas diferentes, como pedaços de coco, cenoura em palitos, gomos de tangerina ou até um milho na espiga, pois o jeito de comê-lo costuma interessar as crianças.

“A mastigação é muito importante para o desenvolvimento orofacial, contribuindo para a fala, posição correta da língua e a respiração nasal”.

Agência Beta

 

Por que os pais pensam erroneamente que bebidas açucaradas são saudáveis?

Bruce Horovitz, USA TODAY 12:07 a.m. EDT March 11, 2015

Iludidos por enganosas estratégias de marketing de produto e rotulagem, os pais não conseguiram captar a  mensagem de que as bebidas açucaradas – além dos refrigerantes – não são saudáveis para as crianças.

Essa é a conclusão de um novo estudo do Centro Rudd para Política Alimentar e Obesidade da Universidade de Connecticut, publicado  em Nutrição e Saúde Pública.

Muitos pais acreditam que as bebidas com quantidades elevadas de açúcar adicionado – particularmente bebidas de fruta, bebidas esportivas e água com sabor – são opções “saudáveis” para as crianças, de acordo com o relatório, financiado pela Fundação Robert Wood Johnson, que se centra na melhoria da saúde. Não importando  que as diretrizes dietéticas federais mais recentes tenham recomendado limitar adição de açúcar a 10% das calorias totais.

“Embora muitos pais saibam que o refrigerante não é bom para as crianças, muitos ainda acreditam que bebidas açucaradas são opções saudáveis”, diz Jennifer Harris, que escreveu o estudo e é diretor de iniciativas de marketing na Rudd Center.

“A rotulagem e comercialização desses produtos informa que eles são nutritivos, e esses equívocos podem explicar  o por quê de muitos pais ainda os comprarem.

” Os resultados vêm em um momento particularmente difícil para a indústria de bebidas, que tem visto as vendas de refrigerantes regulares e dieta carbonatadas em constante declínio nos últimos anos. Com a queda nas vendas, os fabricantes de bebidas estão cada vez mais se voltando para as águas, águas aromatizadas, sucos, bebidas esportivas e até mesmo produtos lácteos como opções.

Funcionários do grupo americano de comércio Beverage Association rebateram o estudo. “Este é apenas o mais recente relatório que sai de uma instituição com uma longa história de combate as bebidas, e isso prejudica a capacidade dos pais para tomarem decisões”, diz Christopher Gindlesperger, diretor sênior de assuntos públicos, em um comunicado enviado por email.

Como uma indústria, Gindlesperger diz, “Nós fornecemos informações claras e concretas em todas as nossas embalagens – e até mesmo vamos além das exigências do governo – para garantir que os pais tenham a informação de que necessitam para fazerem as escolhas certas para eles e suas famílias. Não há nada de errado em ter uma bebida esportiva ou um refrigerante ou um suco – é só terem moderação e equilíbrio. E os pais precisam obter isso. ”

A grande maioria dos pais fornecem às crianças bebidas açucaradas regularmente. Cerca de 96% dos pais dizem que deram bebidas açucaradas para seus filhos no mês anterior à pesquisa. As bebidas açucaradas mais comuns que os pais dão as crianças são bebidas de frutas – dadas por 77% dos pais no mês passado, segundo a pesquisa. Cerca de 80% dos pais de crianças com idade de 2 a 5 anos dão bebidas de frutas fornecidas, como Capri Sun ou Ensolarado D.

Igualmente significativo, quase metade dos pais entrevistados avaliaram águas aromatizadas como saudáveis, e mais de um quarto consideraram as  bebidas de  frutas e bebidas esportivas, saudáveis. Pais afro-americanos e hispânicos eram mais resistentes do que pais de outras nacionalidades ao avaliarem algumas bebidas açucaradas como saudáveis, segundo o estudo.

Os pais disseram que estavam particularmente influenciados por alegações nutricionais que aparecem nas embalagens – como alegações de que os itens são “reais” ou “naturais” ou continham vitamina C ou antioxidantes, ou com baixo teor de sódio ou de calorias.

Marlene Schwartz, autora do estudo, diz que é por isso que há uma necessidade de uma maior atenção aos ingredientes creditados na embalagem do produto “, e outras ferramentas de marketing que possam induzir em erro os pais e que eles possam vir a acreditar que algumas bebidas açucaradas são opções saudáveis para as crianças.”

Fonte:ABO