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Alimentos industrializados na infância

Porque evitar os alimentos industrializados na infância

Apesar da elevada disponibilidade de alimentos industrializados para a criança, seu uso diário e indiscriminado não é recomendado, pois interfere na formação do hábito alimentar saudável.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças até dois anos de idade não devem consumir alimentos industrializados. Nesta fase, o indicado é consumir alimentos naturais, que oferecem uma maior quantidade de nutrientes sem aditivos químicos, como, conservantes, aromatizantes, corantes e espessantes, pois essas substâncias podem dar inícios às alergias, e em longo prazo, efeito tóxico no fígado, por exemplo.

Além dos aspectos nutricionais, em muitas situações, os alimentos industrializados podem apresentar custo mais elevado que o natural, o que pode comprometer o orçamento da família.

Outro cuidado importante em relação aos alimentos processados está relacionado à quantidade excessiva de açúcar, gordura e sódio. Essas substâncias em excesso podem aumentar o risco de doenças crônicas no futuro, como obesidade, colesterol elevado no sangue e diabetes.

Você pode achar que estamos exagerando, mas não. Vários estudos já encontraram acúmulo de gordura na artéria de crianças, e isso configura risco para doença cardiovascular.

Com isso, vamos prestar atenção na alimentação das crianças. E quando falamos de alimentos industrializados, o leque é grande, portanto achamos importante dar alguns exemplos:

  • Chocolate
  • Balas, pirulitos e todas as guloseimas que levam açúcar
  • Bebidas com achocolatados
  • Café
  • Salgadinhos, biscoitos e bolachas
  • Embutidos
  • Refrigerantes
  • Bebidas lácteas
  • Leite fermentado
  • Bebidas à base de soja
  • Petit Suisse
  • Sucos industrializados
  • Macarrão instantâneo

Importante: Essas informações também valem para os tios, avós e amigos. Nunca ofereça nada às crianças sem o consentimento dos pais. Fica a dica!

 Fonte: Meu pratinho saudável

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Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

O açúcar está presente em vários alimentos, sendo utilizado principalmente para deixá-los mais saborosos. Pequenas quantidades de alimentos como achocolatado e ketchup fazem com que a dieta fique rica em açúcar, favorecendo o aumento do peso e a propensão para desenvolver diabetes.

A lista abaixo traz a quantidade de açúcar presente em alguns alimentos, sendo representado por pacotinhos de 5 g de açúcar.

1. Refrigerante

Os refrigerantes são bebidas ricas em açúcar, e o ideal é trocá-los por sucos naturais de fruta, que contêm apenas o açúcar já presente nas frutas e além disso, os sucos naturais são ricos em vitaminas importantes para o bom funcionamento do organismo. Veja dicas para fazer compras saudáveis no supermercado e manter a dieta.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

2. Chocolate

Os chocolates são ricos em açúcar, principalmente o chocolate branco. A melhor opção é escolher o chocolate amargo, com pelo menos 60% de cacau, ou o ‘chocolate’ de alfarroba, que não é preparado com cacau, mas com alfarroba.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

3. Leite condensado

O leite condensado é feito apenas com leite e açúcar, devendo ser evitado na alimentação. Quando necessário, em receitas, deve-se preferir o leite condensado light, lembrando que mesmo a versão light também é muito doce.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

4. Creme de avelã

O creme de avelã tem como principal ingrediente o açúcar, sendo preferível utilizar patês caseiros ou geleia de frutas para consumir com torradas ou passar no pão.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

5. Iogurte

Para produzir iogurtes mais saborosos, a indústria adiciona açúcar na receita desse alimento, sendo ideal consumir iogurtes light, que são feitos apenas a partir do leite simples ou o açúcar natural.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

6. Ketchup

O ketchup e molhos barbecue são ricos em açúcar, devendo ser substituídos por molho de tomate, que é rico em antioxidantes que ajudam na prevenção de doenças como câncer.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

7. Biscoito recheado

Além de muito açúcar, os biscoitos recheados também são ricos em gordura saturada, que aumenta o colesterol ruim. Assim, o ideal é consumir biscoitos simples sem recheio, de preferência integrais, ricos em fibras.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

8. Cereais do café da manhã

Os cereais utilizados no café da manhã são muito doces, principalmente os de chocolate ou com recheio por dentro. Por isso, deve-se preferir cereais de milho ou as versões light, que contêm menos açúcar adicionado.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

9. Achocolatado

Cada colher de achocolatado normal contém 10 g de açúcar, devendo preferir as versões light, que além de serem ricas em vitaminas e minerais, também são saborosas.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

10. Gelatina

O principal ingrediente da gelatina é o açúcar, e por ela ser de fácil digestão, aumenta rapidamente a glicemia, favorecendo o aparecimento de diabetes. Por isso, o ideal é consumir a gelatina diet ou zero, que são ricas em proteínas, nutriente ideal para fortalecer o corpo.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

Fonte: Tua Saúde:dieta e nutrição

Durante a primeira infância, nos primeiros meses a responsabilidade da dieta e da higienização é exclusivamente dos pais!

🥕🥦🍎A dieta: .
🍋Nos primeiros anos de vida não é recomendado o consumo de doces, como balas, chocolates, biscoitos recheados entre outros. Eles apresentam grande quantidade de açúcar, gordura e corantes artificiais e conservantes. 🍉As crianças já nascem com preferência ao sabor doce devido ao aleitamento materno, oferecer alimentos adicionados de açúcar faz com que a criança se desinteresse por verduras e legumes.
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🍌Seguem abaixo alguns efeitos do açúcar na infância e vida adulta (curto e longo prazo):
👉 Hiperatividade 👉Déficit de atenção 👉Excesso de peso e à obesidade ainda na infância 👉Alteração no paladar
👉Cáries
👉Doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão) .

🚰A higienização: .
👶A inabilidade motora de crianças até 36 meses as tornam dependentes dos pais para e remoção da placa bacteriana. Até os 6 anos a criança deve se supervisionada durante a escovação.

👾A cárie:
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🍫A sacarose é o principal açúcar extrínseco da dieta humana, metabolizado pelos microorganismos que produzem ácidos que provocam a queda do pH do meio bucal, levando o desenvolvimento da cárie dentária. .
🍭Consequências da cárie dentária da infância:
👉Perda extensa de estrutura dentária 👉Manifestações de dor, infecções, abcessos consequentemente má nutrição e baixa autoestima.
👉Pode levar a deficiência de crescimento, maloclusões e perpetuação da cárie em dentes permanentes. 👉Complicações com relação ao medo e aversão ao tratamento. .
⚠Por isso pense bem ao oferecer chocolates a crianças! Fique atento!⚠
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Fonte: Odontopediatria na Primeira Infância – Maria Salet Nahas P. Correa e odontoporescolha

 

Amamentação em público é um direito: projeto prevê multa a quem proibir prática

Projeto em tramitação no Senado prevê multa de R$ 440 mil a estabelecimentos que proibirem mães de amamentar; cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre já penalizam esse tipo de ação “Precisamos perceber que os espaços públicos é que precisam se adaptar a nós, mães e às crianças, não nós a eles”, explica a Procuradora Especial da Mulher da Assembleia .

10 benefícios da amamentação para mãe e filho

Os primeiros sete dias do mês de agosto marcam uma data muito especial: a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM). Criada em 1948 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para incentivar a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida do bebê, a Semana possui uma abordagem diferente a cada ano. Em 2017, o lema é “Trabalhar juntos para o bem comum”. Há incontáveis  estudos científicos que reafirmam o quão importante e benéfico é dar o peito para o bebê e, por isso mesmo, mulheres do mundo todo lutam pelo direito de amamentar em público. No Brasil, coibir a amamentação é uma prática considerada criminosa ou ilegal.

amamentação

Para incentivar que as mães amamentem seus pequenos sem qualquer tipo de constrangimento, listamos 10 benefícios da prática — tanto para elas, quanto para seus filhos.

  1. Reduz o sangramento pós-parto e evita a anemia

Dar de mamar para o bebê acelera o processo de recuperação do parto devido a ação de um hormônio chamado ocitocina, responsável pelas contrações do útero e que faz com que o órgão volte mais rapidamente ao seu tamanho “normal”. O processo acaba por reduzir os riscos de hemorragia pós-parto e, logo, diminui os riscos da anemia materna. A ocitocina também é conhecida como o hormônio do amor. Os primeiros instantes do bebê fora do útero são tão mágicos que ele busca o peito da mãe naturalmente, acredita?

  1. Protege contra o câncer de mama

A longo prazo, a amamentação reduz os riscos da mulher desenvolver o câncer de mama. Isso acontece porque a prolactina, que também é um hormônio que estimula a produção de leite, é capaz de desenvolver o tecido adiposo das mamas e amadurecer as células produtoras de colostro. O aleitamento materno também pode prevenir outros tipos de câncer como o de endométrio e o de ovário.

  1. Diminui a ansiedade do bebê e da mãe

Da mesma forma que estudos comprovaram que sintomas de depressão materna afetam negativamente o tipo e a duração da amamentação, o inverso também acontece: mães que dão de mamar para seus filhos possuem menos chances de desenvolver o problema. O bebêzinho tende a chorar menos quando consegue mamar logo no início da vida, pois passa a desenvolver uma relação de confiança com a mãe. As mulheres também ficam menos ansiosas.

  1. Aumenta a autoestima da mãe

Durante a gravidez, a maioria das mulheres  está extremamente insegura e com medo do que está por vir. Isso, naturalmente, afeta a autoestima e a confiança sobre a capacidade de amamentar. Mas a lógica tem de ser inversa: o fato de saber que produz um leite perfeito para suprir todas as necessidades do rebento deve ser motivo para ter a autoestima aumentada significativamente. É só imaginar que sairá do próprio corpo dela o melhor alimento que o filho receberá durante todas as décadas de vida dele.

  1. Intensifica o vínculo entre mãe e filho

A hora de dar de mamar é um momento muito especial e rico em desenvolvimento. Assim como todos os outros sentidos dos bebês, durante os primeiros meses de vida, a visão ainda está se acostumando a enxergar o mundo aqui fora. Por isso, os pequenos tendem a ver com mais nitidez numa distância entre 20 a 30 centímetros. Curiosamente, este é o espaço entre o bebê e a mãe durante o aleitamento. O calor e o cheiro da mãe também deixam o bebê seguro, enquanto que os batimentos cardíacos despertam a sua curiosidade. Mas vai um recado para as mulheres que não conseguem  — por uma série de motivos — amamentar os filhos: vocês não são menos mães por isso. Estudos também constataram que se a mãe trata o bebê com carinho e cuidado durante a alimentação, o vínculo também se estreitará.

  1. Ajuda a proteger o bebê contra a síndrome da morte súbita

Um estudo da Universidade de Medicina da Virginia, nos Estados Unidos, mostrou que bebês alimentados com leite materno durante o primeiro ano de vida tinham até 60% menos chances de sofrer morte súbita do que aquelas crianças que não foram amamentadas. De acordo com os pesquisadores, isso é resultado da quantidade de anticorpos – conhecidos como imunoglobulinas – contidos no leite materno, que protegem o bebê de infecções durante o período em que ele está mais suscetível a ser vítima dessa síndrome.

  1. Diminui os riscos de diarreia e fortalece o sistema imunológico

O colostro é uma das formas mais importantes para o fortalecimento do sistema imunológico do bebê: é através dele que a mãe consegue transmitir seus anticorpos para o filho. Portanto, o leite materno é uma das maneiras mais efetivas de proteção contra a diarreia e infecções de ouvido (otite), além de outras infecções do trato digestivo, do sistema respiratório, como pneumonia, e do trato urinário. Os pequenos que recebem o leite do peito também apresentam risco menor de desenvolver asma e outras alergias alimentares e de pele.

  1. Diminui as chances de desnutrição e obesidade

Quanto maior for o período em que o bebê for amamentado, menores serão as chances de ele desenvolver problemas relativos à alimentação, como a desnutrição e obesidade.  Na revisão da OMS sobre evidências do efeito do aleitamento materno em longo prazo, os indivíduos amamentados tiveram uma chance 22% menor de vir a apresentar sobrepeso/obesidade. Entre os possíveis mecanismos implicados a essa proteção, encontram-se um melhor desenvolvimento da auto-regulação de ingestão de alimentos das crianças amamentadas e a composição única do leite materno.

  1. Evita o aparecimento de problemas ortodônticos e faciais

A sucção e outros movimentos que o bebezinho faz para conseguir retirar o leite do seio é fundamental para o desenvolvimento de sua boquinha. É por meio deste movimento que o palato duro se fortalece para que os dentinhos cresçam bem alinhados. O desmame precoce pode levar à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, podendo prejudicar as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala, ocasionar má-oclusão dentária, respiração bucal e alteração motora-oral.

  1. Estimula o desenvolvimento cognitivo e intelectual

Há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. A maioria dos estudos conclui que as crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto quando comparadas com as não amamentadas. Apesar de os mecanismos envolvidos na possível associação entre a amamentação e o melhor desenvolvimento cognitivo ainda não serem totalmente conhecidos, os pesquisadores defendem a presença de substâncias no leite materno que otimizam o desenvolvimento cerebral. A gordura presente no leite materno, por exemplo, é constituída por ácidos graxos poli-insaturados, responsáveis por formar os neurônios da criança e favorecer as sinapses nervosas.

Bibliografia: Sociedade Brasileira de Pediatria. (“Filhos – Da gravidez aos 2 anos de idade.”), Ministério da saúde (“Saúde da criança: Nutrição Infantil Aleitamento Materno e Alimentação Complementar”), FEBRASGO (“Manual de Aleitamento Materno”), Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedades Estaduais de Pediatria (“Amamentação – Saúde e Paz – Por um mundo melhor”), Revista Saúde Pública (“Determinantes do abandono do aleitamento materno exclusivo: fatores psicossociais”), Jornal de Pediatria (“Aconselhamento em amamentação e sua prática”), Departamento de Obstetrícia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (“Contracepção no Puérperio”)

Nutrieconomia: os benefícios do investimento na primeira infância

Imagine dois países: no país 1, os investimentos na infância são altos e as crianças crescem saudáveis em todos os sentidos. Já no país 2, uma grande parcela das crianças não se alimenta adequadamente, vive em um ambiente estressante, cheio de problemas e não recebe todos os cuidados necessários. Qual dos dois tem mais chances de prosperar no futuro? Para responder essa pergunta,Para responder essa pergunta, estudiosos criaram uma ciência chamada Nutrieconomia, que visa entender o impacto econômico que a nutrição, principalmente nos primeiros anos de vida, tem a longo prazo.

Nesse sentido, o professor James J. Heckman, da Universidade de Chicago, elaborou uma equação, conhecida como Equação de Heckman, que prova que o investimento na primeira infância traz impactos positivos para o país e gera menos custos do que tentar reverter ou minimizar os problemas mais tarde.

De acordo com o professor, a cada US$1 investido nos primeiros mil dias da criança, US$7 retornam na vida adulta. Em países onde há preocupação com essa fase, há menores taxas de evasão escolar e índices menores de violência. Ademais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a nutrição adequada na primeira infância melhora o desempenho escolar, o que resulta em ganhos posteriores ao PIB de um país.

Qual o papel do ferro no desenvolvimento do bebê durante a gestação?

Qual o papel do ferro no desenvolvimento do bebê durante a gestação?

Entenda por que é tão importante que esse nutriente esteja presente na dieta da grávida O ferro é um dos nutrientes mais recomendados para as crianças nos primeiros anos de vida. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, não é apenas após o nascimento que ele ganha papel de destaque no crescimento do bebê. Ainda durante a gestação, esse nutriente atua fortemente no

no desenvolvimento adequado do feto.

De acordo com artigo publicado pelo Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, o ferro é essencial nos primeiros 1000 dias de vida, quando a velocidade de crescimento e desenvolvimento da criança é alta. Esse período abrange também as gigantescas transformações pelas quais o feto passa ao longo da gravidez.

O ferro é um dos nutrientes que ajudam a estimular o desenvolvimento cerebral do bebê, que é bastante intenso principalmente no início da gestação. Ele também influencia o desenvolvimento muscular que acontece enquanto a criança está na barriga da mãe.

O estudo ainda aponta mais um importante benefício desse nutriente: o ferro também auxilia na prevenção de casos de anemia durante a gravidez e até mesmo nos primeiros meses da criança após o nascimento. Isso acontece porque o recém-nascido possui uma reserva desse nutriente, adquirida ainda na gestação. O que os especialistas indicam é que essa reserva é essencial para  prevenir de uma possível anemia durante a infância da criança.

Procure a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma alimentação adequada para mãe e bebê.


Bibliografia: Domellöf M et al. Iron Requirements of Infants and Toddlers. JPGN. 2014;58: 119-129.

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa  por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.

NutriçãoA nutrição adequada na infância na luta contra a obesidade no Brasil

A nutrição adequada na infância na luta contra a obesidade no Brasil

Revisão sobre o consumo alimentar de crianças no país mostra que uma boa nutrição é essencial para prevenir quadros de sobrepeso e obesidade Você sabia que a ingestão adequada de nutrientes não é o único fator em que devemos prestar atenção na dieta da criança? Essa é uma das recomendações de uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, em2015.

Os pesquisadores avaliaram o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos e descobriram que o consumo excessivo de energia, combinado com o gasto energético insuficiente, é uma das causas de quadros de sobrepeso e obesidade no país. Ou seja, além da quantidade é importante atentar a qualidade da dieta dos pequeninos.

Segundo a revisão, cerca de 40% das crianças analisadas estavam com excesso de peso devido à alta ingestão energética na alimentação. Além do sobrepeso, muitas delas apresentavam também deficiências em micronutrientes, pois possuíam uma dieta de baixa qualidade.

É importante lembrar que a nutrição adequada, recomendada pelo nutricionista, é fundamental para atender as necessidades nutricionais da criança. A influência da alimentação é ainda maior nos primeiros 1000 dias, pois os hábitos adquiridos nesse período estimulam o desenvolvimento saudável e podem ser levados para toda a vida. O profissional poderá recomendar uma dieta saudável e balanceada, sem faltas ou excessos para o pequeno. Assim, ele poderá desenvolver toda a sua capacidade intelectual e produtiva.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

NutriçãoQual a importância do ácido fólico durante a gestação?

Qual a importância do ácido fólico durante a gestação?

Entenda o papel desse nutriente para o desenvolvimento saudável do bebê ainda na barriga Quando se fala em gravidez, alguns nutrientes são prontamente recomendados para uma gestação saudável. Entre eles, o ácido fólico tem papel de destaque para a saúde do bebê. Mas o que leva esse nutriente a ser tão importante para esse período? Segundo uma revisão realizada na Universidade

 Viena, na Áustria, a recomendação está ligada a importância dessa vitamina no desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros meses de gestação.

O ácido fólico ajuda a evitar problemas de má-formação fetal. Ele atua na prevenção de defeitos no tubo neural (DTN), uma estrutura embrionária que dá origem ao cérebro e à medula espinhal do bebê ainda nas primeiras semanas de gravidez.

A importância desse nutriente é tão grande que ele chega a ser recomendado antes mesmo da concepção. Os médicos indicam a suplementação do ácido fólico ainda no período de planejamento. Procure a orientação de um profissional de saúde para receber as recomendações adequadas de consumo desse nutriente.

Bibliografia: Elmadfa I, Meyer AL. Vitamins for the first 1000 days: preparing for life. Austria. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 2012; 82(5): 342-47.

NutriçãoComo é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Como é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Revisão realizada sobre a nutrição infantil brasileira mostra que é preciso manter a atenção ao consumo de vitaminas e minerais na primeira infância Você sabia que a alimentação é um dos fatores que influenciam o crescimento saudável de seu filho? A nutrição adequada e balanceada é essencial principalmente nos 2 primeiros anos de vida, quando o bebê passa por um rápido e intenso desenvolvimento. Mas como está o consumo alimentar das crianças brasileiras?Uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, analisou 16 estudos publicados entre 2003 e 2013 sobre o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos. O que os pesquisadores apontam é que a ingestão de micronutrientes é inadequada na dieta infantil, se apresentando como um problema de saúde pública no país.

Abaixo, veja alguns dos micronutrientes mais citados e entenda os papéis que exercem no desenvolvimento e no crescimento de seu filho:

Ferro
Tem ação no crescimento físico adequado da criança. Além disso, esse micronutriente atua no desenvolvimento das habilidades cognitivas e no rendimento intelectual.

Zinco
O zinco desempenha uma importante função tanto no crescimento quanto no sistema imunológico

Vitamina A
Essa vitamina também desempenha uma função fundamental para a imunidade da criança. Ela auxilia na produção de células que atuam na defesa do corpo contra infecções. A vitamina A ainda age no desenvolvimento da visão de seu filho.

Segundo o artigo, a ingestão adequada desses micronutrientes é essencial para a saúde de seu filho, principalmente nessa fase em que ele está desenvolvendo seu sistema imunológico e suas habilidades físicas e cognitivas.

É importante lembrar também que a nutrição de seu filho começa ainda na barriga. Após o nascimento, a criança recebe os nutrientes necessários para seu desenvolvimento através do leite materno e, futuramente, dos alimentos oferecidos pelos pais. Por isso, é necessário procurar a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma dieta adequada e rica em micronutrientes para mãe e bebê.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

NutriçãoQuais vitaminas são importantes para os primeiros 1000 dias de seu filho?

Quais vitaminas são importantes para os primeiros 1000 dias de seu filho?

Descubra qual o papel das vitaminas no desenvolvimento da criança desde a gestação até os primeiros anos de vida Uma nutrição adequada é um dos fatores importantes para o desenvolvimento e o crescimento da criança nos primeiros 1000 dias de vida. Mas você sabe o que são vitaminas e por que elas são essenciais em uma alimentação saudável e balanceada? Vitaminas são micronutrientes encontrados em diversos alimentos que possuem papel de destaque em diversas funções do corpo humano, como a manutenção do sistema imunológico e da visão. Nos primeiros anos de vida, elas também são necessárias para o desenvolvimento físico e cerebral da criança.

Descubra duas vitaminas importantes nos primeiros 1000 dias, com base em uma revisão realizada na Universidade de Viena, na Áustria:

 

Vitamina A

Está relacionada ao desenvolvimento da visão e ao adequado crescimento e desenvolvimento físico. Ela também possui papel nas funções imunológicas, ajudando a reduzir o risco de infecções intestinais e respiratórias.

Vitamina D

A vitamina D tem ação plenamente reconhecida na saúde óssea de crianças e adultos, uma vez que, em associação com o cálcio, favorece o fortalecimento dos ossos e dentes. Essa ação acontece principalmente durante os primeiros anos de vida da criança, quando a velocidade de crescimento é muito elevada. Recentemente, descobriu-se também que essa vitamina auxilia o sistema imunológico.

De acordo com o artigo, a importância dessas vitaminas vai muito além dos primeiros anos da criança. Uma nutrição adequada tem grande papel na promoção da saúde, do crescimento e do desenvolvimento e, quando iniciada ainda na infância, ajuda a estabelecer as bases de uma vida saudável na fase adulta.

É importante lembrar que as recomendações nutricionais são diferentes em cada fase. Por isso, procure sempre a orientação de seu médico e/ou nutricionista para garantir a dieta balanceada da criança.

Bibliografia: Elmadfa I, Meyer AL. Vitamins for the first 1000 days: preparing for life. Austria. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 2012; 82(5): 342-47.

NutriçãoIncluir peixes na dieta durante a gravidez traz benefícios ao bebê

Incluir peixes na dieta durante a gravidez traz benefícios ao bebê

Você já ouviu falar em DHA? Trata-se de uma gordura da mesma família do Ômega-3, encontrada em peixes como salmão, sardinha, atum, cavala e arenque.Um nutriente extremamente necessário para a formação do sistema nervoso e visual da criança, e essencial durante a gravidez. É esta a conclusão do I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre os benefícios do consumo de DHA em três diferentes momentos da vida: gestação, lactação e infância, publicado recentemente.

Segundo os especialistas, grávidas devem ter uma alimentação balanceada e que contenha este tipo de gordura. Ela é transportada para o bebê através da placenta e ajuda no crescimento e desenvolvimento do feto.
O nutriente é importante ainda para o aumento de peso, para a coordenação e para a imunidade do recém-nascido.
Como se trata de uma gordura com tamanha importância para o bebê, a dica dos especialistas é ter cuidado com a nutrição, principalmente no último trimestre da gestação. Por isso, o acompanhamento com o médico e nutricionista é fundamental.

Bibliografia: I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre recomendações de DHA durante gestação, lactação e infância. International Journal of Nutrology. 2014, 7(3): 1-13.

Fonte: http:// www.primeiros1000dias.com.br

DEPRESSÃO INFANTIL NÃO DEVE SER ENCARADA COMO “MANHA”

 

Apesar de parecer pouco provável, a depressão pode ocorrer na infância. Muitas vezes ela é subestimada e negligenciada pelos adultos, e encarada como “manha” ou “frescura”. Outros transtornos psiquiátricos que também podem afetar crianças são muito mais discutidos, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e as fobias. No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão se tornará a doença mais incapacitante no mundo. Para mudar esse quadro, uma das medidas é tirar a depressão infantil da invisibilidade.

Dra. Ana Kleinman, psiquiatra infantil e pesquisadora do Programa de Transtorno Bipolar do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que cerca de 2% das crianças em idade pré-escolar e escolar sofrem de depressão. Esse número sobe para 11,7% quando elas passam para a puberdade.

O desenvolvimento da depressão em uma criança geralmente envolve dois pontos: pré-disposição genética e problemas no entorno familiar e social (brigas entre os pais, bullying, dificuldades escolares, perda de um animal de estimação ou parente próximo, entre outros).

Atenção para os sintomas

É de extrema importância saber identificar os sintomas. Os primeiros sinais são físicos: dor de cabeça, dor de barriga, alteração no apetite e no sono. “Quando os pais começam a ligar muito para o pediatra, ou ir várias vezes ao pronto-socorro, é um sinal de alerta para a depressão”, afirma a médica. A criança pode ficar muito ansiosa ou irritada, apresentar dificuldades escolares e evitar socializar com família e amigos. Também podem surgir medo de ficar sozinhas e choro excessivo.

Mas é importante ressaltar que os sintomas nem sempre são aparentes, pois crianças tendem a ter mais dificuldade de falar sobre o que sentem, o que torna mais difícil o diagnóstico precoce. A partir dos 12 anos as crianças conseguem descrever melhor seus sentimentos, e é fundamental não ignorá-los. Para isso, pais, professores e pessoas próximas devem sempre observar e acompanhar as crianças.

Identificados os possíveis sintomas, os responsáveis devem procurar um psiquiatra infantil, que poderá definir o diagnóstico com precisão após descartar outras condições clínicas capazes de provocar sinais semelhantes.

A etapa seguinte é atestar o grau da doença. Segundo a médica, é preciso avaliar o prejuízo funcional, ou seja, o quanto a depressão está interferindo no desenvolvimento e socialização da criança. Nos casos de grau leve, o tratamento é focado em terapias e atividade física, mas a especialista reforça que é preciso enfrentar a raiz do problema. “Não adianta fazer terapia se as brigas familiares não cessarem, por exemplo. É necessário uma mudança nas causas da depressão.” Nos casos de depressão moderada ou grave, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos.

Fonte:Drauzio Varela

Fotos podem ter direitos autorais

BEBÊS NÃO DEVEM TOMAR SUCO DE FRUTAS ANTES DE 1 ANO

 

Academia Americana de Pediatria publicou em 2017 novas diretrizes em relação ao consumo de sucos por crianças que ainda não completaram um ano de vida.

Segundo a entidade, sucos de frutas in natura e industrializados não oferecem benefícios nutricionais para os bebês e devem ser evitados, por conta do alto índice de açúcar e calorias vazias que colaboram para aumentar as taxas de obesidade e problemas dentários.

A fruta em forma de suco acaba perdendo as fibras e alguns nutrientes no processo de preparo, o que, entre outros problemas, causa menos saciedade ao bebê. O leite materno ainda é o alimento mais recomendado para este período. A entrada de frutas in natura deve ser estimulada somente após os sexto mês de vida.

A ingestão dos sucos deve ocorrer de maneira gradual e limitada, e não deve ultrapassar os 120 ml diários para crianças de 1 a 3 anos de idade, 175 ml para crianças de 4 a 6 anos e a 250 ml para a faixa de 7 aos 18 anos, sempre dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.


Fonte :Drauzio Varela

ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO AO RECÉM-NASCIDO

Ao nascimento, todas as partes do corpo do recém-nascido precisam ser examinadas pela equipe neonatal da maternidade, inclusive a boca, que é fundamental ao lactente para sugar, deglutir e realizar o aleitamento materno.

Os movimentos realizados pelo lactente durante o aleitamento
materno fazem com que todas as estruturas orais, como lábios, língua, bochechas, articulações temporo-mandibulares, ossos e músculos, se desenvolvam e se fortaleçam harmonicamente, permitindo uma ação sincronizada das funções vitais de sugar, deglutir e respirar pelo nariz, que irão influenciar o futuro encaixe dos dentes de leite.

Então, logo que possível, deve ser realizado um exame mais detalhado por um especialista nesta área, odontopediatra, a fim de promover a saúde oral e favorecer a qualidade de vida do lactente.
A cavidade oral do recém-nascido tem algumas características próprias.
Algumas alterações podem ser consideradas normais da fase, e se
modificam ou desaparecem ao longo do tempo. Entretanto, algumas destas alterações podem precisar de intervenção odontológica, como: cistos,tumores, lesões em tecidos moles causados por bactérias, fungos e vírus.
Os freios da boca também precisam ser avaliados. Existem os freios dos lábios (superior e inferior) e o freio da língua. O freio da língua, quando é encurtado (anquiloglossia), pode interferir nos seus movimentos e dificultar as funções de sugar e engolir, atrapalhando o lactente a realizar o adequado aleitamento materno e futuramente de mastigar e falar. Por isso, em algumas vezes poderá haver a necessidade da intervenção cirúrgica neste freio. Caso haja a presença de dentes na boca no recém-nascido, deve ser realizada uma radiografia odontológica para a decisão se este dente pode ser mantido na boca ou se deve ser removido. Caso o dente seja removido, assim que possível, o odontopediatra deve atuar para
retomar a estética e função do dente extraído.
No exame odontológico no recém-nascido são iniciadas ações educativas e preventivas de promoção da saúde oral, além do monitoramento dos arcos dentários e do crescimento e desenvolvimento orofacial, favorecendo a saúde, função e a estética do sorriso. Alguns bebês podem necessitar da ação conjunta do odontopediatra com profissionais de outras áreas –
pediatra, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista– para uma correta avaliação, intervenção e sucesso das ações preventivas.
Dicas odontológicas para os pais do recém-nascido:
1. Aleitamento materno exclusivo: o leite materno é o alimento ideal
para a nutrição e conforto emocional do bebê. Este momento deve ser tranquilo e aconchegante para mãe e bebê, devendo o bebê ficar o mais sentado possível. Durante a amamentação no peito o bebê realiza um exercício físico oral que estimula toda a musculatura da boca. Assim, é muito importante que o bebê realize o esforço da sucção. Além disso, para poder se alimentar adequadamente, é preciso que haja um vedamento labial na aréola mamária, que promove a pressão necessária para a saída do leite e obriga o bebê a respirar pelo nariz. Este movimento de pressão e ordenha promove o exercício da respiração nasal, posicionamento correto da língua e estímulo de crescimento para a correta posição das arcadas dentárias.
2. Evitar o uso de chupetas e mamadeiras: o melhor é o aleitamento
materno, caso não seja possível, peça orientação ao médico pediatra e ao odontopediatra.
3. Higiene da boca sem dentes: não há necessidade de limpar a boca do recém-nascido, porque o próprio leite materno protegerá toda a cavidade oral.
4. Cuidados para evitar quedas e traumas envolvendo a boca: medidas preventivas simples, como ensinar familiares e cuidadores a
segurarem o bebê de maneira firme e delicada; não permitir que crianças segurem o bebê sem a ajuda de um adulto; certificar-se da qualidade e segurança de berços, trocadores e banheiras; evitar tapetes ou utilizar antiderrapantes podem fazer toda a diferença.
5. Consultas preventivas regulares ao odontopediatra: converse com o odontopediatra sobre qual o momento ideal para a próxima consulta do seu bebê. Visitar o odontopediatria regularmente, da fase de lactação à adolescência é fundamental para manter a saúde oral.
Dra. Dóris Rocha Ruiz
Membro do Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Fonte: Pediatra orienta – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Os dentes do bebê e da criança: tudo o que você precisa saber Entenda mais sobre o assunto e prepare-se para o que está por vir

Todo mundo deseja ver o filho feliz e sorrindo. Mas não basta ser bonito – o sorriso também deve ser saudável.

Cuidar da dentição da criança desde o início da vida é fundamental para que ela cresça com dentes fortes. CRESCER entrevistou dois especialistas em saúde bucal infantil: o odontopediatra Gabriel Politano, do Ateliê Oral Kids (SP) e Karla Mayra Rezende, diretora da Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO). A seguir, te contamos tudo sobre o assunto.

Os primeiros dentes do bebê

Não existe idade certa, mas eles começam a surgir entre os 6 e 14 meses de vida. Os primeiros costumam ser os frontais de baixo. Em situações muito raras, o primeiro dente aparece ainda no primeiro mês de vida ou até já está na boca do bebê ao nascer. É o chamado dente neonatal. Caso aconteça com seu filho, é importante consultar um odontopediatra para avaliar se está tudo bem, se ele tem raiz e se não existe nenhum tipo de alteração.

Higiene bucal antes dos dentes

Enquanto o bebê não tem nenhum dente, as bactérias que causam a cárie são engolidas, sem danos à saúde bucal. Porém, quando nasce o primeiro dente, elas encontram uma superfície para se apoiar e, assim, a cárie pode surgir. Para evitar que isso aconteça, é importantíssimo fazer a higiene bucal adequada. Use uma escova pequena, macia e adequada para a idade (a embalagem traz a indicação etária). A pasta deve ter flúor, mas o ideal é colocar uma quantidade bem pequena: uma porção do tamanho de um grão de arroz cru é suficiente para os bebês. Para crianças maiores, que já sabem cuspir, use um pouco mais, como um grão de ervilha. Troque a escova a cada três meses mais ou menos.  Recomenda-se que os pais façam de duas a três escovações diárias nos filhos, sempre após as principais refeições (café da manhã, almoço e jantar). Caso consuma algo muito rico em açúcar entre as refeições (o que deve ser evitado), também é bom escovar depois. Para estimular a boa higiene bucal, dê o exemplo escovando seus dentes na frente da criança e explique sempre a importância da limpeza para evitar o surgimento de cáries. Utilizar livros infantis que abordam o assunto de forma lúdica pode ajudar. Deixar a criança escolher na compra da escova costuma funcionar também.

Dentição completa 

Na grande maioria dos casos, entre 2 anos e meio e 3 anos, todos os dentes de leite da criança já terão nascido. São dez superiores e mais dez inferiores.

Troca de dentes

É por volta dos 5 ou 6 anos de vida que tem início a troca dos de leite pelos permanentes.  Os primeiros são os de baixo, da frente. Os dentes costumam amolecer até que caiam sozinhos ou fiquem “por um fio”, bastando uma leve puxadinha para soltar. Porém, em alguns casos raros, quando ele fica mole por muito tempo e não quer saber de cair, pode ser necessária a ajuda de um odontopediatra. A troca completa dura até os 12 anos da criança.

Dentes permanentes

Com cerca de 12 anos, quando terminam todas as trocas, a criança deve ter 28 dentes. Aí, falta aparecer apenas os cisos – que, em alguns casos, não nascem ou não existem. Caso venham a surgir, é só por volta dos 18 anos.

Uso de fio dental

O uso ou não do fio dental depende da proximidade entre os dentes: quando são bem grudadinhos, é melhor utilizar (um vez por dia é suficiente). Caso sejam afastados, não precisa passar.

A importância da alimentação

Você sabia que a saúde bucal não depende apenas dos bons hábitos de higiene? Para dentes bonitos, é fundamental cuidar da alimentação de seu filho. Tudo começa com uma dieta balanceada, rica em verduras, frutas e legumes. O consumo de itens ricos em açúcar, como balas, chocolates e refrigerantes, deve ser evitado ao máximo. Quando a criança ingere muitos doces e não faz a escovação correta, aumenta a chance de surgirem cáries.

Consultas com o dentista

O odontopediatra deve ser consultado quando nasce o primeiro dentinho do bebê. Na ocasião, o profissional irá orientar a família sobre escovação. Não há regra para o retorno das consultas – isso dependerá da saúde bucal de cada paciente. Por exemplo, para uma criança com boa escovação e sem cáries, uma visita anual ao dentista é suficiente. Se ela tiver cáries, precisará voltar com mais frequência, de acordo com cada caso.

FONTES CONSULTADAS: Gabriel Politano, odontopediatra do Ateliê Oral Kids (SP) e Karla Mayra Rezende, diretora da Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO).

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê


Fases do Leite Materno

A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?

O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.