Como sair do sedentarismo?

Como sair do sedentarismo? Dicas simples que vão te ajudar a tomar essa iniciativa e movimentar-se
Treinar com amigos, relaxar ou se desafiar a cada nova conquista. Essas são algumas das experiências que a pratica da atividade física proporciona. Confira dicas para quem quer sair do sedentarismo. Saiba mais

​O sedentarismo está na lista dos principais fatores de risco que prejudicam a sua saúde. Um estudo recente (Lancet Glob Health. 2018, Sep 4), somando mais de 1,9 milhões de indivíduos entrevistados, mostrou que o Brasil tem o quinto pior índice de sedentarismo do mundo! Especialmente entre as mulheres. É normal que com a correria do dia a dia as pessoas sintam-se desmotivadas para começar a praticar uma atividade física. Entretanto, os benefícios do exercício físico vão além da disposição física. Melhor qualidade de sono, maior controle do estresse, redução do risco de doenças cardiovasculares, menor risco de câncer e melhor qualidade de vida são alguns dos muitos benefícios proporcionados pelo exercício.

Conversamos com o nosso especialista, o Dr. Gabriel Ferreira Rozin e preparamos uma lista com dicas para sair do sedentarismo.

1 – Decidi que quero sair do sedentarismo. Devo fazer um check-up para eu saber se realmente posso fazer atividade física?
Normalmente pessoas sadias, sem histórico de doenças cardiovasculares, não precisam de exames para iniciar a prática de atividades físicas. Para indivíduos com condições como hipertensão arterial, diabetes ou elevação do colesterol é prudente uma avaliação clínica para excluir a presença de doença cardiovascular assintomática que possa se manifestar subitamente no exercício.

2 – Quais as dicas para escolher a melhor atividade física para o meu objetivo?
A melhor atividade física é aquela que efetivamente é feita! Por isso a melhor atividade física é aquela que traz o benefício do exercício com algum nível de prazer e diversão, convidando assim a ser feita novamente. Para a saúde do coração tanto faz se você está dançando, caminhando, nadando ou pedalando. Mas se o objetivo não é apenas saúde e sim alguma meta estética ou desempenho esportivo, a orientação de um educador físico é fundamental para alcançar os objetivos.

Muitas pessoas procuram fazer atividade física para perder peso. Neste caso é importante saber que, especialmente para os sedentários que vão começar a prática esportiva, que o pequeno gasto calórico da atividade física pode ser facilmente anulado com excessos na alimentação. Isto é, não é efetivo “correr atrás do garfo”! Para perder peso a atividade física deve estar alinhada com um trabalho de reeducação alimentar.

3 – Posso fazer atividade física em casa?
Com certeza. O espaço livre de uma sala de estar, quarto ou varanda pode ser suficiente para muitos exercícios efetivos, como abdominais, flexões de braço, agachamentos ou até treinos com pesos. Alguns treinadores desenvolveram soluções criativas usando objetos presentes em casa para fazer exercícios, portanto a falta de uma academia não é um problema.

4 – Como administrar a falta de tempo com a prática de uma atividade física?
Se colocarmos a atividade física como um compromisso do nosso dia, com um grau de importância semelhante ao trabalho ou alimentação saudável, então mesmo um intervalo pequeno de tempo, pode ser usado para treinar. Existem estratégias de treinos curtos de alta intensidade chamados HIIT (High Intensity Interval Training – do inglês treino intervalado de alta intensidade) oferecidos por muitas academias. Este treino combina exercícios de alta intensidade em intervalos curtos, alguns segundos e são feitos em uma série curta. Em alguns programas de HIIT os treinos têm 15 minutos de duração. E muitas publicações científicas já demonstraram benefícios com treinos curtos, sem maior incidência de lesões.

5 – Fazer uma caminhada já é um bom começo?
Caminhar é um exercício acessível a praticamente todos. É o movimento natural de deslocamento do corpo humano e basta intensificar levemente o passo para se ter uma atividade física que é suficiente para aumentar o gasto energético diário. Uma dica fácil para avaliar a intensidade da caminhada é perceber o ritmo da respiração: se caminhando com alguém, a conversa estiver fluindo fácil, então, há espaço para intensificar o ritmo. A caminhada deve ser intensa o suficiente para permitir que você fale algumas palavras, mas não uma frase longa.

6 – Qual a frequência que uma pessoa pode dizer que não é sedentária? Qual a frequência ideal para quem esta começando?
Para ser considerado fisicamente ativo a recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais (por exemplo, 30 minutos , 5 vezes por semana) de atividade física leve a moderada. Por atividade leve a moderada, podemos citar a caminhada num ritmo que torne a respiração mais ofegante, ou uma pedalada leve. Se for possível uma atividade mais intensa, como correr ou nadar, a recomendação é metade disso, pelo menos 75 minutos semanais.

Geralmente um intervalo de 2 a 4 dias entre sessões de treino são ideais para induzir ganho de condicionamento e melhor qualidade muscular e cardiovascular. Ou seja, duas ou três sessões por semana são ideais para começar a desenvolver o condicionamento. Treinar apenas uma vez por semana também pode trazer benefício, mas o ganho em termos de condicionamento provavelmente será menor.

7 – Jogar futebol com os amigos no final de semana é uma prática saudável?
Certamente! Muitos estudos reforçam a importância de sair do sedentarismo, mesmo que somente aos finais de semana, demonstrando benefícios em relação a quem não pratica nada. Entretanto quem se exercita apenas aos finais de semana (especialmente futebol, que é um esporte de impacto) corre maior risco de lesões, como estiramentos musculares, lesões articulares ou ligamentares.

8 – Podemos dizer que fazer atividade física é uma obrigação?
Assim como alimentação saudável, atividade física não deve ser uma obrigação, atribuindo a ela um caráter impositivo. Como já foi demonstrado em alguns estudos sobre alimentação, a proibição de certos alimentos como uma prescrição médica pode ter o efeito reverso, de aumentar o seu consumo! Sendo assim a obrigatoriedade da atividade física pode aumentar a frustração de quem tem dificuldades em praticar. Devemos estimular conhecimento sobre os benefícios da atividade física e seu potencial em promover bem estar, prevenção e tratamento de doenças. Neste sentido a prática regular de atividade física faz parte de uma rotina saudável, e a motivação para o exercício virá naturalmente uma vez que o indivíduo sente os benefícios da sua prática.

9 – Fazer atividade física ajuda na saúde mental?
Uma lição aprendida das disciplinas orientais: atividade física pode ser uma forma de meditação! Yoga, Tai-Chi e outras formas de exercícios são usadas para treinar o corpo e o tornar mais apto para atingir estados elevados de concentração e desenvolvimento espiritual. Mesmo que não façamos exercício para este fim, inúmeros estudos científicos já demonstraram o benefício de atividade física para o manejo de condições como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, insônia, transtornos de hiperatividade e inatenção.

Além disso, exercícios físicos são atualmente considerados a medida de estilo de vida mais efetiva, mais até do que muitas medicações, para reduzir a progressão de demências, como a doença de Alzheimer.

Encontre algo que você goste de fazer e aproveite as mudanças positivas que um exercício físico pode trazer para a sua vida.

Fonte: dr. Gabriel Ferreira Rozin​, médico especialista do Hospital Israelita Albert Einstein

Primeiro Molar Permanente

✨Até que todos os dentes permanentes estejam presentes em nossa boca, uma série de mudanças acontecem e nem sempre é necessário que um dentinho de leite caia para dar lugar a um dente permanente. A exemplo disto temos

OS PRIMEIROS MOLARES PERMANENTES.
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🦷 Os primeiros molares permanentes são, geralmente, um dos primeiros dentes permanentes a aparecerem na cavidade oral. Este conjunto de quatro dentes (um superior direito, um inferior direito, um superior esquerdo e um inferior esquerdo), aparecem lá atrás, no fundo da boca👄, e talvez pela sua localização posterior e por não induzirem a queda de nenhum dente de leite, seu aparecimento 👀 acaba passando desapercebido pelos pais e/ou responsáveis. .
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👉🏻Estes dentes, por possuírem características únicas no que diz respeito a sua anatomia (forma) estão mais propensos ao acúmulo de biofilme (sujeira) e ao desenvolvimento de lesão de cárie👾, principalmente nos dois primeiros anos após a sua erupção . .
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⚠Neste período, o acompanhamento com o Odontopediatra é fundamental e deve ser ainda mais rigoroso para que se implementem medidas de prevenção a cárie dental, tal como mudanças na técnica de escovação e até mesmo aplicação de selantes quando estas se fizerem necessárias, portanto, estejam sempre atentos às consultas de revisão dos pequenos,

#odontopediatriabrasil 🇧🇷

BRUXISMO DO SONO-SAIBA MAIS

Bruxismo do sono na criança merece atenção! Não é “fisiológico” e não tem origem nos dentes!

Vamos conversar sobre alguns conceitos que ainda são falados quando ao assunto é bruxismo do sono?  Minha lista de crenças sobre o assunto é enorme! Mas hoje vamos focar em apenas alguns tópicos para entender um pouco sobre a crença (ainda vigente!!) de que dentes desempenham papel importante na origem do bruxismo…

Bruxismo do sono está relacionado com troca de dentes? Não!  

– Isso é uma crença que se perpetuou e por isso fica a impressão para muitos que o bruxismo ocorre nessa fase.
– Não existe nenhum embasamento para isso!
– O bruxismo do sono se inicia por um comando de sistema nervoso central e os dentes não participam em nenhum momento da fisiopatologia!
Que tal ler esse artigo aqui => clique aqui e aqui nessa revisão do Prof Lavigne e cols.

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Aparelhos ortopédicos, ortodônticos e/ou ajustes oclusais são condutas válidas para bruxismo? Não!
Vamos seguir o raciocínio da fisiopatologia?
– A origem é… Central!!! OK! Isso está bem sedimentado por pesquisas sérias!
Então, porque utilizar técnicas de alteração da oclusão (ortodontia e/ou ortopedia) nesses casos? Não faz o menor sentido. :/
– O contato dentário é o final de toda cadeia do processo de bruxismo do sono.
Vamos ler mais sobre o assunto? clique aqui  e aqui também 😉

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Atenção para os outros fatores causais!
– Outros fatores têm sido mais estudados e entendidos como causal no caso de bruxismo do sono.
Precisamos avaliar cada paciente.  Para sabermos como tratar uma criança com bruxismo é necessária uma investigação complexa.Não podemos subestimar a importância dessa condição tão complexa !!

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Bruxismo e stress

Bruxismo do sono e criança estressada. Essa dobradinha está sempre presente?

FONTE: Dra Adriana Lira Ortega

Será que a associação causal entre estresse e bruxismo do sono (BS) é direta e sempre frequente? É muuuitooooo comum ouvir mães e colegas sempre justificando a presença do BS porque a criança tem ou está com algum foco de estresse: trocou de escola, os pais brigaram, nasceu um irmãozinho, o peixinho morreu e por aí vai… Mas sem dúvidas, é muito fácil achar um foco de ansiedade em qualquer pessoa, inclusive em crianças! Procura que acha.

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Bem, apesar da associação estar bem descrita na literatura, algumas considerações podem ser feitas. Vamos lá:

1.   A Associação é causal ?

Poderíamos encontrar uma justificativa biológica no movimento mandibular durante o sono frente a presença de um fator estressante ou ainda, uma personalidade ansiosa? Não vejo “motivo”… :/

O Bruxismo do Sono pode ser justificado na presença de refluxo ou na diminuição do fluxo de ar, porque nesses casos o movimento mandibular tem função. No caso de ansiedade e estresse não existe função para o movimento. A pessoa tensa contraí músculos e aperta os dentes, não range…

2.       Nem toda pesquisa encontra a associação… Ou seja, não existe “consistência”, que é um dos critérios de Hill para identificar associação causal. Leia sobre associação causal!!

Recentemente a Nélia Medeiros Sampaio, uma profissional comprometida e competente,  que tive o prazer de orientar no Doutorado, publicou o resultado de uma pesquisa onde investigamos estresse e BS em 246 indivíduos: crianças e suas mães. A avaliação psicológica foi feita por um psicólogo, especialista e professor universitário na área.

Resumidamente, o que encontramos?

  • Aumento na chance de ocorrência de BS nas crianças foi observado quando as mães também apresentavam (olha a genética aí!!!! 🙂 )
  • Stress psicológico não estabeleceu associação significante com BS, nem nas crianças nem nas mães, mesmo quando o instrumento de diagnóstico identificou níveis aumentados de stress.
  • Estresse materno, como um possível fator ambiental, não influenciou na ocorrência de BS na criança.
  • criança cobrindo rosto

Assim, os achados desse estudo dão uma dica…  É necessário procurarmos também causas orgânicas ao invés de focarmos a atenção apenas no aspecto psicológico. Obviamente é extremamente importante prestar atenção nos aspectos psicológicos. Mas não fazendo a associação imediata e sem investigar outros fatores etiológicos presentes!

Quer ler o artigo completo? Ele está disponível na íntegra no site da Sleep ScienceSampaio NM, Oliveira MC, Andrade AC, Santos LB, Sampaio M, Ortega AL. Relationship between stress and sleep bruxism in children and their mothers: A case control study . Sleep Sci. 2018;11(4):239-244.

Ortodontia preventiva: quando reconhecer problemas precoces?

Ortodontia preventiva: quando reconhecer problemas precoces?

Hoje a nossa conversa será sobre a ortodontia preventiva! Este é um assunto bem delicado e muito atual. Muitos pacientes e, principalmente, pais de pacientes odontopediátricos, têm dúvidas sobre quando levar o filho ao ortodontista pela primeira vez. Também podem existir dúvidas sobre quais problemas são mais prevalentes nas crianças nesta fase.

Vamos à primeira pergunta: quando levar o filho pela primeira vez ao Ortodontista?

Associação Americana de Ortodontia recomenda que as crianças façam seu primeiro check-up com um ortodontista no máximo aos 7 anos. Com essa idade, a criança provavelmente terá uma mistura de dentes permanentes e decíduos e o ortodontista será capaz de reconhecer problemas ortodônticos em seus estágios iniciais. É importante saber quais são os resultados possíveis de um check-up inicial no ortodontista:

• Nenhum tratamento será necessário;
• O tratamento pode ser necessário no futuro, sendo importante que a criança seja acompanhada periodicamente, enquanto a face e os ossos continuam a crescer;
• Existe um problema que necessita de tratamento precoce.

No caso da última opção, são várias as possibilidades. O objetivo do tratamento ortodôntico precoce é interceptar o problema em desenvolvimento, eliminar a causa. Orientar o crescimento dos ossos faciais e fornecer espaço adequado para os dentes permanentes que faltam erupcionar.

A primeira etapa não exclui a necessidade de uma segunda fase de tratamento, após a erupção dos dentes permanentes.

Quais os problemas mais prevalentes em idades precoces?

Os principais problemas desta fase podem ser resumidos nos tópicos abaixo, é importante estar atento. O tratamento interceptor na dentição mista inicial deve ser dirigido a:

• Presença de hábitos bucais deletérios; (Ex.chupar dedo, mamadeira , chupeta)
• Falta de espaços para erupção normal dos dentes na arcada;
• Incisivos apinhados fora do contorno do rebordo gengival;
• Presença de molares e os incisivos ectópicos;
• Mordidas cruzadas;
• Displasias ósseas de Classe III;
• Mordidas abertas anteriores.

Fonte:Cremer

Referências:
Associação Americana de Ortodontia
Manual de Referência – Associação Brasileira de Odontopediatria

Primeiro dentinhos

É normal o bebê ter febre e mudar de humor quando os dentes estão nascendo?

Criança sorrindo e mostrando os dentes (Foto: Shutterstock)                                                                 

O nascimento dos dentes causa aumento de temperatura e mudança no humor dos bebês?

O nascimento dos dentes começa, em geral, aos 6 meses, com os dois dentinhos centrais e inferiores, e termina aos 2 anos. Nesse período, há momentos de irritabilidade, que acontecem quando os dentes estão “rasgando” as gengivas. Esse processo é acompanhado de inflamação local, que pode ser maior ou menor, dependendo da intensidade e da quantidade de dentes que surgem ao mesmo tempo. Quando nosso organismo sofre esse tipo de alteração, libera substâncias que podem elevar a temperatura , acompanhado de mudanças de humor, claro. Por isso, esse momento tende, sim, a gerar transtornos na rotina dos bebês e, por consequência, de toda a família.

Nascimento dos dentes do bebê causa febre?

Estudo diz que, apesar de a crença ser comum, irrupção dos dentes não está relacionada à febre em bebês

A irrupção dos dentes não causa febre: é uma coincidência (Foto: Thinkstock)

“Meu filho não para de chorar e está com  febre. Ah, deve ser algum dente nascendo.” Se você nunca disse isso, provavelmente já ouviu frases parecidas de alguma outra mãe. Essa ideia, no entanto, pode não ser verdadeira e ainda mascarar outras infecções que precisam ser investigadas  mais a  fundo.            É essa a conclusão de uma nova análise, publicada na revista médica Pediatrics. “Se uma criança está com febre alta, sente um grande desconforto ou  não     quer comer, nem  beber nada por dias, isso deve levantar o sinal    vermelho      de preocupação”, diz Paul Casamassimo, diretor do Centro de Políticas, Saúde e Pesquisa em Pediatria Oral e Odontológica da Academia Americana de Pediatria.

“A irrupção dos dentes pode causar desconforto e irritação, mas não febre alta, com temperatura maior que 38ºC”, diz Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista, a sensação das crianças é parecida com o que sentem os adultos quando nasce o dente do siso. “É um incômodo”, resume.

Tudo na conta do dente

Mas, então, de onde vem a ideia de que a febre está relacionada ao nascimento dos dentes? Para Bönecker, trata-se de uma série de coincidências. “O início da dentição geralmente acontece quando a criança tem mais ou menos 6 ou 7 meses. É a mesma fase em que elas começam a pegar objetos com as mãos e colocar na boca, o que pode levar a infecções e, aí sim, à febre”, exemplifica.

Esse período, muitas vezes, também coincide com o fim da licença-maternidade da mãe, quando a criança pode ir para o berçário. “A época da erupção dentária é justamente quando o bebê começa a ter contato com outras crianças em casa ou na creche e, assim, fica suscetível a contrair mais doenças virais, que têm como principal sintoma a febre. Quando não se encontra nenhum foco infeccioso, procura-se algo de  diferente na criança e encontra o  dente nascendo”, lembra o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outros sintomas

As infecções por vírus e bactérias, adquiridas nessa idade, em que a criança ainda não está com a imunidade totalmente fortalecida, podem levar a outro sintoma comumente relacionado à dentição: a  diarréia. “Também é por volta dessa faixa etária que os bebês deixam de tomar o leite materno e passam a ter alimentos sólidos incluídos na dieta”, lembra o professor. Enquanto o sistema digestivo se adapta à novidade, pode haver alterações na consistência e na regularidade das fezes – o que, de novo, nada tem a ver com os dentes.

Nem o fato de a criança começar a babar mais que o normal nessa fase está diretamente ligado ao início da dentição. “É outra coincidência. Apesar de os bebês já nascerem com as glândulas salivares prontas, elas só amadurecem quando a criança tem cerca de 5 ou 6 meses de idade. Isso muda a viscosidade da saliva e aumenta a produção, mas não é algo ligado à irrupção dos dentes”, afirma o professor. Além disso, por conta da  introdução alimentar, a mastigação aumenta e, por conta do estímulo, há um aumento do fluxo salivar.

O que fazer para eliminar o incômodo?

Quando  os dentes nascem, a sensação traz desconforto mesmo. Para aliviar, os mordedores são ótimas opções, já que que ajudam a criança a coçar a gengiva. Alguns modelos podem ser colocados na geladeira. A baixa temperatura ajuda a amenizar a dor. Embora a concentração de anestésicos em pomadas tópicas, vendidas em farmácias, seja baixa, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso. “Anestésicos tópicos com lidocaína e outros tipos podem causar efeitos adversos. Funcionam por alguns minutos para uma irritação que dura de três a cinco dias. São produtos químicos que podem ter absorção para o sangue e causar efeitos adversos”, ressalta Fernandes.

O que NÃO fazer

“Os pais não devem deixar de escovar os dentes da criança ”, destaca Bönecker. Por conta do incômodo e da irritação do bebê, existe uma tendência para que os adultos “pulem” a escovação, evitando o choro. A falta de limpeza pode levar a infecções e problemas ainda maiores. “Você estará encobrindo um problema e descobrindo outro”, lembra.

Passeios com recém-nascido.Quando iniciar?

Passeios com o recém-nascido

O ideal é que todo recém-nascido seja resguardado de ambientes tumultuados, barulhentos e aquelas onde há grande circulação de pessoas durante o primeiro mês de vida

​O ideal é que todo recém-nascido seja resguardado de ambientes tumultuados, barulhentos e aquelas onde há grande circulação de pessoas durante o primeiro mês de vida. O mais indicado é que permaneça em casa  porque ele ainda é muito frágil. A mãe ainda está se recuperando e se adaptando à uma nova rotina e  horários das mamadas. A única saída indicada é a visita ao pediatra.​​​

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​Passados as primeiras semanas, a família poderá passear com seu bebê, evitando locais cheios ou aqueles com aparelhos de ar-condicionado muito frios (restaurantes, por exemplo). Os locais mais indicados para passear são ao ar livre, preferencialmente no p​​eríodo entre oito e dez horas e após as 16 horas. Nunca deixe seu bebê sozinho em locais públicos. Não solicite ou aceite auxílio de estranhos, nem permita que estranhos toquem em seu bebê, por questões de higiene e de segurança.​​

Saiba sobre a importância das frutas

Shutterstock

Frutas são importantes componentes de uma alimentação saudável e seu consumo em quantidade adequada tem sido associado à diminuição de mortalidade e redução da ocorrência de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo inadequado de frutas está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Também há evidências de que o consumo de frutas diminui o risco de diabetes e obesidade.

E por que as frutas têm toda essa importância? Elas têm caracteristicas especiais: geralmente são de natureza polposa, tem aromas próprios, são saborosas (doces e agradáveis), coloridas, nutritivas e ricas em açúcares solúveis. Outros benefícios: elas nos brindam com água, fibras (celulose), vitaminas diversas, sais minerais, frutose ou levulose (açúcares naturais), carboidratos, gorduras e proteínas, tudo de maneira equilibrada e, quase sempre, com baixas caloria.

As frutas são classificadas de acordo com seu tipo:

Frutas com caroço: ameixa, cereja, damasco, nectarina e pêssego
Frutas duras: maçã, maçã ácida e pera
Frutas moles: amora, framboesa, morango e uva
Frutas cítricas: laranja, limão, tangerina e mexerica
Frutas mediterrâneas e tropicais: abacaxi, banana, carambola, caqui, figo, fruta-do-conde, goiaba, lichias, mamão, manga, maracujá, melão, melancia e papaia

Vantagens do consumo das frutas:

–>Fonte de micronutrientes, fibras (que beneficiam o intestino, evitando prisão de ventre) vitaminas e minerais indispensáveis para o crescimento.

–>São de fácil digestão e promovem saciedade.

–>É um alimentos de baixa densidade energética, isto é, com poucas calorias em relação ao volume da alimentação consumida, o que favorece a manutenção do peso corporal.

–>Existem diversas formas para as crianças e adultos consumirem frutas: ao natural, em sucos, refrescos, batidas com leite, sorvetes, saladas, purê, em combinação com salgados, presunto, aves e carnes. Também podem ser consumidas assadas, cozidas, em compota, doces em massas, gelatinosas, geléias, cristalizadas e secas.

–>As frutas cítricas têm vitamina C e bioflavonóides, nutrientes importantes para reforçar o sistema imunológico. Já as frutas vermelhas e alaranjadas são fartas em caroteno, substância considerada anticancerígena.

Dicas de consumo e preparo para as crianças:

–>Guarde as frutas inteiras, pois aquelas maduras demais, moles ou esmagadas apresentam alto índice de desperdício de nutrientes. Se você vai preparar uma papa para o seu filho, amasse apenas no momento do consumo – e sempre com garfo, nunca no liquidificador. Evite, também, passar a fruta na peneira, pois além de possíveis contaminações, esse tipo de papa, mais líquida, não estimula a mastigação nem permite que a criança aprenda a conhecer os diferentes sabores.

–> Procure oferecer a fruta in natura para as crianças. E lembre-se de que, ao contrário da papa de frutas, o suco não deve ser oferecido como refeição. Além disso, os sucos devem ser preferencialmente não adoçados ou com baixos teores de açúcar.

–>O consumo de 100 ml de suco de fruta in natura diariamente garante boa parte das vitaminas necessárias e não prejudica a ingestão de outros alimentos pelas crianças.

–>Procure estabelecer um equilíbrio entre frutas consideradas como aceleradoras do transito intestinal ( laranja e outras cítricas, mamão, melão, banana nanica) e as que retardam o trânsito (goiaba, banana maçã, maçã)

–>Crianças de 2 a 3 anos de idade devem consumir três porções diarias de frutas (200 a 300g), enquanto para as menores de 2 anos é aconselhável consumir 2 porções (100 a 150g). Para os adultos, é indicado o consumo mínimo de 400 g de frutas diariamente, o que equivale a cinco porções desses alimentos.
Fonte:
*Coluna escrita na Crescer em parceria com Abykeyla Mellisse Tosatti, da Nutrociência Assessoria em Nutrologia

o colesterol é sempre vilão?

Um índice alto de colesterol no corpo muitas vezes está ligado ao nosso estilo de vida

​A imagem é sempre de um vilão, mas o colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do organismo. Ele está presente em nosso sangue e em todos os tecidos, contribuindo para a produção de muitos hormônios, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel na regeneração das células.

Produzido pelo nosso corpo diariamente, também obtemos colesterol ao ingerir alimentos como carne, leite integral e ovos. O problema está quando acumulamos em excesso no nosso corpo, o que pode gerar problemas graves de saúde como AVC, infartos e outros problemas cardiovasculares.

Para entender a sua importância e como ele está ligado a nossa rotina, conversamos com o dr. Gabriel Ferreira Rozin, especialista em Medicina do Estilo de Vida  do Einstein. Confira abaixo e tire suas dúvidas!

Existem tipos de colesterol?
Dentro do termo “colesterol”  estão compreendidas várias substâncias complexas, chamadas de lipoproteínas,  que são primariamente produzidas pelo fígado e circulam no nosso organismo. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas as que têm maior relevância na prática clínica são a lipoproteína de baixa densidade (LDL) e a de alta densidade (HDL). Colesterol é um tipo de gordura presente nessas lipoproteínas, e que é vital para a saúde do organismo. Ele faz parte de todas as membranas celulares e é a base para a produção de muitos hormônios. No entanto o excesso de colesterol no organismo pode ser a causa de diversos problemas de saúde.

Quais problemas de saúde o colesterol pode causar? E quais comportamentos do dia a dia contribuem para esses problemas?
O excesso de colesterol, especificamente o excesso de LDL na sua forma oxidada, é a base do desenvolvimento da doença aterosclerótica, que é o acúmulo de placas gordurosas nas paredes das artérias. A obstrução das artérias leva a doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia periférica (nos membros inferiores). Além disso, o excesso de gordura circulante está também relacionado à maior chance de desenvolver diabetes, por contribuir com a resistência à insulina.

Vale lembrar que o controle do colesterol é um dos componentes da prevenção da doença aterosclerótica. Outros fatores que também contribuem para a doença são hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade, que devem ser igualmente abordados para reduzir a chance futura de doença.

Como o exercício físico e o estilo de vida saudável podem ajudar no controle do colesterol?
A principal modificação de estilo de vida para reduzir o colesterol LDL é reduzir a quantidade de gordura saturada presente na alimentação. Isso significa reduzir o consumo de:

  • Carnes (bovina, suína, frango, peixes);
  • Laticínios (leite integral, queijos, iogurte, manteiga);
  • Gema de ovo;
  • Frituras;
  • Outras gorduras industrializadas presentes em salgadinhos, doces, biscoitos, bolos, sorvetes e chocolates.
Independentemente da dieta, intervenções de estilo de vida que levem a perda de peso também reduzem o colesterol, especialmente atividade física aeróbica. Entretanto é difícil competir com a alimentação. Estudos demonstram que mesmo em atletas de alto rendimento, se a alimentação for muito rica em gordura o colesterol continua alto a despeito do alto gasto calórico.

Quais adaptações posso fazer na rotina para cuidar do meu colesterol?
Preferir alimentos de origem vegetal em relação aos animais é um bom começo. Nossa tradição alimentar põe com frequência a carne como principal elemento da refeição, e isso geralmente significa gorduras demais.

Trocar o excesso de carnes por proteínas de origem vegetal (por exemplo, mais feijões, grão de bico ou lentilhas, brócolis ou couve flor) é uma boa forma de reduzir o conteúdo de gordura da refeição sem perder no conteúdo proteico ou nutricional. Substituir sobremesas industrializadas por frutas é fundamental! Atividade física regular, mesmo que de intensidade leve a moderada, como caminhadas diárias, também podem ter um impacto positivo sobre o colesterol.

Dr. Gabriel Ferreira Rozin, médico da área de Revisão Continuada de Saúde do Einstein. 

Lanche pode ser saudável?

Lancheira das crianças: como montar uma lanche saudável?

Dicas para montar um lanche gostoso e saudável para as crianças

As cantinas escolares nem sempre oferecem opções saudáveis como: frutas frescas, sucos naturais ou uma opção de salgados integrais. Embora existam atualmente fortes campanhas contra o comércio de refrigerantes, doces, embutidos e frituras para o combate da obesidade infantil nas escolas, ainda é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade na idade pré-escolar e escolar devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e até alguns tipos de câncer na idade adulta, decorrentes da obesidade.

O incentivo
Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O número de crianças acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 34,8%.

Incentivar uma alimentação equilibrada deve ter início com os hábitos de casa, junto da família. É difícil incentivar uma criança a comer frutas no lanche da escola se, em casa, não há o exemplo dos pais.

Escolha da lancheira
O uso da lancheira é a melhor opção para garantir um lanche mais saudável e variado. Hoje em dia há diversos modelos de lancheiras divertidas. É interessante deixar com que a criança escolha a cor e modelo na hora da compra para gerar um estímulo e entusiasmo na hora de preparar o seu lanche saudável.

No momento da compra, a melhor opção seria um modelo térmico, porém ela só funciona com uma bolsa de gelo reutilizável. As lancheiras térmicas tem o objetivo do melhor acondicionamento dos alimentos e manutenção da temperatura dos produtos frescos, como frutas e produtos lácteos. Normalmente, os alimentos perecíveis em bolsa térmica e gelo reutilizável podem ser mantidos de 3 a 4 horas ou conforme a orientação do fabricante da lancheira.​

Escolhendo os alimentos
Para obter sucesso com o uso da lancheira é importante envolver a criança em seu preparo, perguntar suas preferências e mostrar os benefícios de tudo que está sendo levado para a escola. Dessa maneira, ao invés de querer o lanchinho do amigo, ele poderá até contar como tudo que ele está levando é bom, nutritivo e saudável.

Dentre as escolhas possíveis para a composição de um lanche equilibrado é sempre interessante pensar em uma opção láctea como queijo branco, vitamina de frutas ou iogurtes. Estes alimentos deverão ser levados sempre com a utilização de uma lancheira térmica e gelo reutilizável para manter a temperatura adequada.

As frutas devem estar sempre presentes, de preferência da forma in natura e não processadas. Pode ser cortada ou inteira. Utilizar potes é uma alternativa para as frutas não amassarem. As melhores frutas são as porções individuais e inteiras como: pera, maçã ou banana.

A troca de pães brancos e biscoitos com açúcar por alimentos integrais e ricos em fibra garantem mais sabor e maior saciedade.

Os vegetais podem ser utilizados não só como recheio de sanduíches como também porcionados como snacks. Lembre-se: se esse tipo de lanche já for o hábito da família, a chance da criança manter esse consumo é muito maior.

As oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes) podem ser utilizadas para compor a lancheira também, porém é melhor dar preferência para aquelas que não são adicionadas de sal.

Ocasionalmente pode-se colocar: purê de fruta sem açúcar, barrinha de cereais (de preferência sem óleo de palma e açúcar entre os ingredientes), suco industrializado integral, sem adição de açúcar, cookies integrais.

É possível deixar a lancheira previamente organizada no dia anterior, porém a maioria dos produtos deve ficar em refrigeração com exceção de algumas frutas como banana, castanhas, cookies integrais, barrinhas de cereais.

Sucos naturais devem ser feitos momentos antes. Já os sanduíches naturais podem ser feitos na noite anterior com exceção daqueles que são adicionados de ingredientes como folhas (ex: alface, rúcula).

Sugestão para levar na lancheira:

  • ​Iogurte sem adição de açúcares (180ml), 4 unidades de cookie integral, fruta crua;
  • Tomate cereja orgânico, suco natural sem açúcar (200ml), pão integral com ricota temperado com ervas;
  • Água de coco natural, cenoura baby crua, 4 unidades de mini pão de queijo integral.

Referências:
http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/nutricao_saude/
http://meupratinhosaudavel.com.br/
Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científi co de Nutrologia. 2ª. Ed. – São Paulo: SBP. 2012.

Fonte: Thais Eliana Carvalho de Lima, nutricionista do Einstein