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Saiba mais sobre Endocardite bacteriana .Informe-se aqui.

Endocardite bacteriana mata.Informe-se aqui.

Endocardite bacteriana mata
A endocardite bacteriana mata e pode surgir de uma simples dor de dente. Seguindo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem. Porém, quando a endocardite bacteriana tem foco dentário ela chega a ser responsável por cerca de 10% dos casos de morte, de vítimas de doenças no coração, em todo o mundo.

Para quem ainda não conhece, a endocardite é o nome dado às afecções, infecciosas ou não, do endocárdio, camada interna do coração da qual fazem parte as válvulas cardíacas. O comprometimento da saúde bucal está diretamente associado à endocardite infecciosa. A doença afeta o coração com rapidez e pode comprometer as funções vitais, exigindo uma internação prolongada. Em 6 de novembro deste ano o atleta norte-americano Laurence Young, Ala-armador da Internacional/Santos, aos 30 anos, morreu em um hospital do Litoral Norte Paulista vítima de uma endocardite bacteriana de origem em uma infecção bucal. O Incor, que é um centro de referência na doença, registra a cada mês dez a doze pacientes com endocardite. Cerca de 40% destes casos têm origem bucal e são descobertos tanto por infecções espontâneas, resultantes de dentes ou gengivas em mau estado, quanto pela manipulação de área infectada para trata mento odontológico. Nestes casos, o que provoca a doença é a bactéria Streptococcus viridans, que habita normalmente a boca, sem provocar qualquer dano. Mas, ao entrar na circulação, esta bactéria vai parar no coração e pode provocar a endocardite.

Fique atento: A boca é a maior cavidade do corpo em contato com o mundo exterior. Porta de entrada do tubo digestivo e auxiliar da respiração. Por suas características e funções, a boca é um ninho de bactérias. Em apenas um mililitro de saliva pululam 150 milhões de bactérias. Quando o equilíbrio entre essas bactérias se quebra podem surgir o que dentistas e médicos chamam de doenças periodontais (gengivite e periodontite), inflamações na gengiva ou no tecido que une os dentes ao osso. Em suas formas mais graves, elas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios cardíacos. De cada dez brasileiros, nove sofrem em algum grau desse tipo de afecção. Na maioria dos casos, ela decorre de uma higiene bucal inadequada e da falta de visitas periódicas ao dentista.

As implicações da gengivite e da periodontite seguem basicamente o seguinte caminho: inflamados, os tecidos se tornam irritáveis e sangram durante a mastigação, pela ação da escova de dentes ou do fio dental. Essa hemorragia, por sua vez, possibilita que os micróbios que desencadearam o processo entrem na corrente sanguínea e cheguem a outras partes do organismo. É relativamente fácil que isso aconteça porque a gengiva e o periodonto têm irrigação sanguínea abundante. Por este motivo, a endocardite bacteriana está mais presentes em vítimas de doença periodontal. Para evitar esse mal as sociedades americanas de cardiologia e odontologia estabelecem que, antes de se submeter a uma cirurgia na boca, todo paciente propenso a ter uma endocardite bacteriana deve tomar, uma hora antes, uma dose de antibióticos. O objetivo é evitar os riscos de infecção durante a operação.

Box

– 90% dos brasileiros sofrem de algum grau de doença periodontal, inflamações na gengiva ou no tecido que une o dente ao osso
– 1 mililitro de saliva contém 150 milhões de bactérias
– 1 grama de placa bacteriana abriga 100 bilhões de micróbios
– O risco de problemas cardíacos é 25% maior entre pacientes com doença periodontal

Causa

A causa da endocardite bacteriana é a presença de agentes infecciosos no sangue, que pode decorrer de uma atividade normal, como espremer uma espinha ou escovar os dentes, o diagnóstico se faz por métodos de ecocardiografia, e pela demonstração de infecção sanguínea, através de hemocultura, a demonstração de bactérias livres no sangue.
Tratamento:
O tratamento visa controlar a infecção e a correção do fator que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

Sintomas

Febre de longa duração, suores noturnos persistentes, baço aumentado de volume, alterações cardíacas ou agravamento súbito de uma doença cardíaca previamente existente.

Matéria: Código BR
Imagem: odontoblogger

Escova interdental.Importante na sua higiene bucal.

Escova Interdental:
Uma grande aliada na limpeza das regiões entre os dentes. Muitos pacientes acham que ela serve apenas para ajudar na higienização de aparelhos fixos. Fique sabendo sobre as indicações, tipos, eficiência e sobre as principais marcas disponíveis no mercado.
Todo mundo sabe que os dentes tem vários dimensões e todas elas devem ser higienizadas, não é? A escova dental comum consegue limpar 2 faces dentais dos dentes da frente (a face da frente e a de trás) e 3 faces dos dentes do fundo ( a face frontal, a traseira e a face que a gente usa para morder os alimentos). E as faces entre um dente e outro? Se você usa apenas a escova comum, você está deixando de limpar quase 50 % da sua boca, sem exagero! É aí que o fio dental e a escova interdental entram em ação.
Para um melhor controle do biofilme (ou placa bacteriana), os métodos de higienização mecânicos são os mais eficientes. Métodos mecânicos, entenda-se: escova dental, fio dental, escova de tufo e escova interdental. Isso está mais do que provado em vários estudos e evidências científicas. Mas quando usar o fio dental e quando usar a escova interdental para uma melhor limpeza da boca?
Sabem quando a gente insere o fio dental entre os dentes e temos que fazer uma pequena pressão para ele entrar na região entre o dente e a gengiva? Nesse caso, os dentes estão juntinhos e um bem perto do outro. Essa é a verdadeira indicação do fio dental. Ele deve ser introduzido até ficar entre o dente e a gengiva e delicadamente esfregado para limpar a região.
E quando os dentes são separados? E quando tem uma perda dental que deixa um grande espaço? E quando o fio dental entra muito fácil, sem oferecer resistência? Opa, é aí que a escova interdental deve entrar em ação.
As escovas interdentais podem ser:
1) Cônicas – Indicadas para limpar entre os espaços dos aparelhos fixos e em espaços maiores entre os dentes.
2) Cilíndricas – Indicadas para qualquer espaço onde o fio dental esteja entrando folgado. Pergunte ao seu dentista sobre a necessidade de trocar o fio pelo escova interdental.
Elas também vêm em vários tamanhos diferentes. Quem gosta de dar uma explorada nas prateleiras de grandes farmácias, pode encontrar diferentes marcas desse tipo de escova. Os tamanhos geralmente são identificados por cores.
Qual marca escolher? Isso vai depender de sua adaptação com cada escova e quanto você está disposto a gastar com sua higiene bucal e sua saúde. Existem diversas marcas mas eu particularmente indico duas:
– TePe – Escovas de qualidade indiscutível, em vários tamanhos, inclusive extra-finas. Durabilidade excelente e empunhadura anatômica.Tecnologia sueca.
Curaprox – Marca suíça de muita qualidade. Desvantagem: Difícil de encontrar e por ser um produto importado, seu preço fica mais elevado que os outros.Já existem farmácias e telefones de sits que fazem a entrega.
Opiniões baseadas em minha experiência clínica de indicação das escovas interdentais. Não tenho vínculo com nenhuma das empresas acima

Finalmente, qual tamanho escolher? Usar as cônicas ou cilíndricas? Isso é papel do seu dentista. O melhor é analisar cada caso individualmente e indicar
corretamente o uso de fio dental e/ou escovas
interdentais.
Agradecimento a material cedido por Luiz Rodolfo da dicas odonto.

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Iogurte natural combate o mau hálito

iogurte      Iogurte natural combate o mau hálito, diz pesquisa.

Iogurtes sem açúcar podem ajudar a acabar com o mau hálito, cáries e problemas na gengiva, conforme um estudo que cientistas japoneses apresentaram num encontro da Associação Internaciona…l para Pesquisa Dental.

De acordo com a pesquisa, tomar iogurte reduz os níveis de gás sulfídrico, uma das principais causas do mau hálito, em 80% dos voluntários.

A redução do mau hálito seria causada por bactérias ativas no iogurte, especificamente Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermiphilus.

Os 24 voluntários que participaram do estudo receberam instruções rigorosas sobre higiene oral, dieta e ingestão de remédios.

Bactérias

Eles passaram duas semanas evitando iogurtes e comidas semelhantes, como queijo.

Os pesquisadores então retiraram saliva e amostras das línguas dos voluntários para medir os níveis de bactérias e componentes que causam odor, incluindo o gás sulfídrico.

Depois, os voluntários tomaram 90 gramas de iogurte por dia durante seis semanas e tiveram mais amostras recolhidas pelos pesquisadores.

Eles descobriram que os níveis de gás sulfídrico tinham diminuído em 80% dos participantes.

Os níveis de placa e de gengivite também ficaram significativamente mais baixos.

“O consumo freqüente de comidas com altos níveis de açúcar é a principal causa de cáries, que podem causar muita dor e desconforto”, disse Nigel Carter, presidente da Fundação Britânica de Saúde Dental.

“Embora essa pesquisa ainda esteja nos estágios iniciais, não há dúvidas de que iogurtes sem açúcar são uma alternativa muito mais saudável a chocolates e doces. Nós encorajamos as pessoas a incorporá-los a suas dietas”, afirmou.

Uma em cada quatro pessoas sofre de mau hálito regularmente, e 19 em cada 20 são afetadas por doenças da gengiva em algum momento de suas vidas.

Carter enfatizou, porém, que a melhor maneira de combater o mau hálito é adotar uma rotina de cuidados com a saúde oral.

Isso significa escovar os dentes duas vezes por dia com cremes dentais que contenham flúor, usar fio dental e visitar o dentista regularmente.

Referência: BBC Brasil

Flúor também pode beneficiar adultos. Saiba mais

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Adultos podem se beneficiar com o flúor?

Pesquisas recentes mostram que todos podem se beneficiar com o uso de flúor. Especialistas costumavam achar que o flúor funcionava principalmente… por fortalecer os dentes enquanto esses estavam ainda em desenvolvimento. Isso significava que as crianças eram o foco dos esforços de fluoretação. Hoje, estudos mostram que o flúor tópico – aquele presente em cremes dentais, enxaguatórios bucais e tratamentos com flúor – ajuda a prevenir o aparecimento de cáries em pessoas de todas as idades.

Como posso saber se preciso de tratamento especial com flúor?
Se a água que você bebe é fluoretada, então a escovação regular com creme dental com flúor é considerada suficiente para a maioria dos adultos com dentes saudáveis. 60% dos municípios do Brasil adicionam flúor na água de abastecimento para ajudar a reduzir a cárie dental. Você pode descobrir se a água da sua cidade é fluoretada ligando para a companhia de abastecimento ou mandando analisar a água, caso ela seja proveniente de uma fonte particular.

Pessoas que bebem água mineral, e aquelas com as seguintes condições, devem conversar com o dentista sobre tratamentos especiais com flúor:

– Se você estiver tomando medicamentos que provoquem boca seca ou tem uma doença que cause boca seca. Sem saliva para neutralizar os ácidos na sua boca e remover partículas de alimentos, você fica mais suscetível à cárie dental.
– Se suas gengivas retraíram ou se descolaram dos dentes. Isso cria mais espaço para as bactérias se alojarem e facilita o surgimento da cárie dental.
– Se você usa aparelho ortodôntico. Os aparelhos ortodônticos aprisionam grande quantidade de bactérias que podem levar à cárie.
– Se você fez radioterapia na cabeça ou pescoço. A radiação prejudica as glândulas salivares, causando boca seca.

Quais são os diferentes tipos de tratamento com flúor? Você pode se submeter a tratamento com flúor no consultório do dentista. No tratamento feito no consultório, o dentista seca sua boca e aplica uma solução, espuma ou verniz. Alguns dentistas colocam um gel ou espuma dentro de uma moldeira que você utiliza por alguns minutos. Pede-se que você não coma nem beba nada e evite fumar por 30 minutos após a aplicação.

Independentemente do risco, todos adultos devem usar creme dental com flúor, que teve sua eficácia comprovada na prevenção da cárie dental.

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Higienização de escovas dentais.

As escovas dentais apresentam-se contaminadas por microrganismos?

As escovas dentais, após serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez, por 1 a 4 minutos, e armazenadas em condições usuais, podem se tornar contaminadas por diferentes tipos de bactérias, inclusive estreptococos do grupo mutans (microrganismos causadores da doença cárie), vírus, leveduras, parasitas intestinais, provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente. Pode haver contato entre escovas de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro. Também, torna-se muito difícil o controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de idade precoce, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada inadvertidamente. Dessa forma, sua desinfecção deve ser efetuada.

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Como deve ser efetuada a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?

A melhor opção é lavar a escova após seu uso, remover o excesso de água e borrifar um anti-séptico acondicionado em frasco spray (adquirido em farmácias de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas, particularmente nas cerdas. Em seguida, a escova pode ser guardada no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez que o mesmo frasco para guardá-las pode ser utilizado por todos os membros da família.

Quais substâncias devem ser empregadas para a desinfecção das escovas?

O gluconato de clorexidina a 0,12% e o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% são eficazes na eliminação dos estreptococos do grupo mutans das cerdas das escovas dentais.

Como deve ser acondicionada a escova dental?

Não há que se reprovar a iniciativa da indústria, que desenvolveu modelos de escovas dentais que vêm acompanhadas de um estojo para proteger as cerdas, pois ele é útil quando guardamos as escovas na bolsa, por exemplo, evitando o seu contato com dinheiro, carteira etc. Porém, no dia-a-dia, a escova deve ser conservada em local seco, após a desinfecção com anti-séptico. Alguns estudos comprovaram que escovas dentais que permanecem fora do armário no toalete podem ser infectadas por coliformes fecais. Isso ocorre porque microrganismos como os coliformes fecais, presentes no aerossol que se forma após a descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do banheiro e proliferar. Dessa forma, após a desinfecção, as escovas devem ser guardadas no armário do banheiro.

O tipo de dentifrício empregado durante a escovação influencia a contaminação das escovas dentais por microrganismos?

A contaminação microbiana das cerdas das escovas dentais sofre a influência de inúmeros fatores, destacando-se o tipo de dentifrício, que pode conter agentes antimicrobianos como o flúor ou o triclosan, os quais ocasionam uma redução dessa contaminação. O uso de dentifrício contendo triclosan reduz em até 60% a contaminação bacteriana por estreptococos do grupo mutans, enquanto o dentifrício fluoretado reduz a contaminação em, aproximadamente, 23%.

Qual o período de vida útil de uma escova?

As escovas dentais devem ser trocadas freqüentemente: indivíduos sadios devem trocar suas escovas a cada 3 a 4 meses; indivíduos com gripe ou outras doenças infecciosas devem trocá-las no início e após a cura; indivíduos que sofreram quimioterapia ou que são imunodeprimidos devem trocá-las a cada 2 dias; e indivíduos que sofreram grandes cirurgias devem trocá-las diariamente. No entanto, essa alta freqüência de troca de escovas é inviável, sendo satisfatório um tempo de 3 a 4 meses, desde que as escovas sejam submetidas à desinfecção diariamente.

Qual o protocolo indicado para a higienização das escovas dentais?

Para o controle diário da contaminação das escovas dentais, é importante que, previamente à escovação, seja efetuada a lavagem das mãos. Após a realização da escovação, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente e deve ser realizada a remoção do excesso de umidade. Em seguida, deve-se borrifar sobre a cabeça da escova, particularmente sobre as cerdas, um antimicrobiano sob a forma de spray, sendo a escova mantida, então, em local fechado. Previamente à próxima utilização, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente. O impacto dessas medidas sobre a saúde bucal é ainda desconhecido.

Fonte:APCD

Erosão Ácida – Informe-se sobre o que é e como evitá-la.


Erosão ácida e abrasão

O que é erosão ácida?

Resumidamente, é a perda de estrutura dentária induzida pela ação direta de ácidos endógenos (acidez do refluxo gástrico) e/ou exógenos (consumo de bebidas ou alimentos ácidas) que descalcificam a estrutura mineral do dente.

Quais os sinais e sintomas?

– Sensibilidade aumentada a alimentos gelados, doces ou ácidos em um ou vários dentes

– Aumento da lisura dos dentes que ficam com aspecto polido

– Diminuição da espessura do esmalte

– Alteração da cor dos dentes

– Surgimento de “ilhas de dentina” na superfície oclusal (a parte de cima do dente – onde morde)

Os sinais e sintomas podem se confundir com o de outros problemas?

Sim. Frente a variados problemas, os dentes basicamente têm o mesmo tipo de resposta. Assim a sensibilidade a alimentos gelados, doces ou ácidos também ocorrem nos casos de retração gengival, desgastes por atrição ou abfração (como nos casos de bruxismo ou traumatismos), desgastes por abrasão (escovação excessiva ou uso de substâncias abrasivas), e também em casos de lesões cariosas.

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INFORME-SE MAIS :

O Século XX assistiu a grandes avanços na odontologia e na saúde oral. As cáries e as doenças periodontais têm sido controladas.Hoje em dia poucos dentes são restaurados ou extraídos e a longevidade da dentição natural tem sido prolongada para muitas mais pessoas. Uma melhor higiene oral e dietas mais saudáveis têm sido os principais fatores que contribuem para este fato o que são ótimas notícias para a saúde pública e para a qualidade de vida das pessoas.

Contudo, os médicos e dentistas estão agora observando um paradoxo: estes dentes saudáveis e duradouros estão cada vez mais mostrando sinais de desgaste. Na Europa, a causa principal segundo os dentistas, é a erosão ácida.

A erosão ácida está fortemente ligada ao consumo de bebidas e alimentos ácidos. Estes desmineralizam e amolecem a superfície do dente, tornando-o mais susceptível à abrasão, especialmente através da escovagem.

Nas suas primeiras fases, o desgaste dentário parece inofensivo. Contudo, ao progredir o desgaste dentário pode resultar na hipersensibilidade da dentina, perda da forma e da cor do dente e pode necessitar de uma intervenção restaurativa complexa. Muitas pessoas permanecem ainda alheias às consequências do desgaste dentário e desconhecem as medidas que podem ser tomadas para proteger os dentes deste processo lento e insidioso.
No seminário FDI World Dental Congress, especialistas internacionais reveram a prevalência, etiologia, fisiopatologia e tratamento do desgaste dentário em frente a um público recorde de mais de 900 dentistas. Todos concordaram que a erosão ácida está tornando-se um problema significativo.

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Causas
A sensibilização para o desgaste dentário tem aumentado ao longo dos últimos anos, em grande parte devido aos avanços na dieta e na saúde oral.

1. Os dentes estão durando mais tempo

O maior sucesso da odontologia no controle das cáries e das doenças periodontais tem aumentado a longevidade da dentição natural. Dentes saudáveis e não restaurados estão expostos por muito tempo aos processos de desgaste de cada dia.

2. O paradoxo da dieta saudável

As dietas modernas incluem normalmente alimentos com muita acidez. A maior parte das frutas, sumos de fruta e bebidas com carbonatos – incluindo as variantes sem açúcar – têm um pH muito baixo, suficiente para amolecer e desmineralizar a superfície do esmalte até valores de pH de 5.5 aproximadamente ou inferiores, e a dentina valores de pH de 6.5 ou inferiores, dependendo de outros fatores como a acidez titulável, o cálcio, fosfato e fluoreto

Enquanto que o aumento do consumo destas alternativas ‘saudáveis’ pode ter benefícios para a saúde, o seu impacto nos dentes pode ser menos bem-vindo.

O ácido amolece temporáriamente a superfície do esmalte. É um processo normalmente atenuado pela ação natural da saliva, devido à presença de cálcio, mas o contacto frequente ou prolongado do ácido deixa pouco tempo para a remineralização. Neste estado enfraquecido, o esmalte está propenso ao desgaste da ação abrasiva da pasta de dentes e da escovação. Os dentistas estão assintindo um aumento de lesões cervicais não cariadas e outros sinais de erosão-abrasão que parecem estar ligados a este processo.

Outras causas de perda de superfície dentária, que podem estar presentes em conjunto com as causas mencionadas, incluem o bruxismo, escovação exagerada, regurgitação, fumar cachimbo e a doença de refluxo gastro-esofágico .

Sinais e diagnóstico

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Todas as pessoas que têm dentes naturais podem desenvolver alguns sinais de desgaste dentário, mas muitos pacientes desconhecem o que lhes pode acontecer até que atinge uma fase avançada.
Hoje em dia, a erosão dentária normalmente só alcança um diagnóstico inicial quando a medicina dentária restaurativa é indicada. Melhorar o reconhecimento dos primeiros sinais e sintomas é fundamental para serem tomadas medidas preventivas.

A fisiopatologia da erosão ácida

1.Brilho e textura
A superfície dentária perde o seu brilho e textura, tornando-se macia à medida que o esmalte é desgastado

Primeiros sintomas

2.Cor
Os dentes tornam-se amarelados à medida que o esmalte vai diminuindo de espessura, sobressaindo a cor amarela da dentina subjacente.
3.Translucência
Os bordos incisais tornam-se mais finos, fazendo com que o dente pareça mais translúcido.
4.Estrutura
Surgem pequenos traços de fratura nos bordos incisais fragilizados devido à menor espessura dentária.

Fases avançadas

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5.Forma
As restaurações podem parecer em sobreoclusão. Surgem lesões cuneiformes na zona cervical e as superfícies oclusais tornam-se escavadas.

Em qualquer fase da erosão dentária, a hipersensibilidade da dentina pode ocorrer. Esta pode manifestar-se desde pequenas pontadas de dor durante o consumo de alimentos quentes, frios ou doces, a sensibilidade contínua provocada pelo mais pequeno estímulo. A sensibilidade ocasional pode não ser reportada pelo paciente durante os exames de rotina.

Prevenção
Por serem várias as suas causas potenciais, as opções para lidar com o desgaste dentário devem ser adequadas ás circunstâncias de cada indivíduo. Pergunte ao paciente se costuma reter bebidas gasosas na boca através dos dentes ou comer frutas durante períodos longos. Pergunte sobre os hábitos de escovação dos dentes e possíveis perturbações gástricas relacionadas com azia (refluxo esofágico).A intervenção inicial é a chave. O aumento da vigilância durante os exames de rotina e um estilo de vida prudente podem atrasar a progressão dos sintomas.

Uma vez feito o exame clínico para identificar os fatores chave e um diagnóstico diferencial de erosão ácida, inclua nas recomendações:

•Reduzir ou eliminar o consumo de bebidas carbonadas
•Deixar de reter alimentos ácidos e bebidas ácidas na boca
•Mascar pastilhas ou chiclets sem açúcar após uma refeição ácida, para estimular a saliva e proteger o esmalte
•Após o consumo de bebidas ou alimentos ácidos,faça um bochecho com água.
•Escove os dentes com uma escova suave, utilizando um dentífrico pouco abrasivo, com pouca acidez e com muito flúor 1

O desgaste dentário está associado à escolha do estilo de vida, e nós acreditamos que a educação é vital para manter uma boa saúde oral.

Agradecimentos:GKL

Bochechos com enxaguantes bucais


Dentistas, fabricantes e pesquisadores compreendem, cada vez mais, a importância de descrever e prescrever os bochechos,conforme as necessidades de cada caso. Fundamentalmente, a prescrição de um colutório deve observar os seguintes tópicos:
– Compreender que não são substitutos da higiene bucal mecânica, embora possam atuar como complemento, 
– Seu uso deve seguir os ritos da PRESCRIÇÃO ODONTOLÓGICA, tal qual a dos médicos quando das suas indicações das fórmulas e das medicações de uso pessoal, 
– Bochecho não é garantia de bom hálito aos que deixam de associá-lo com a escovação e uso do fio dental,
– As formulações à base de álcool devem ser evitadas, especialmente nas crianças, nos portadores de boca seca, nas situações de lesões e feridas bucais e para os dependentes do álcool,
– Geralmente preferir os de veículo aquoso, atualmente disponibilizados por praticamente todos os fabricantes,  
– A indicação desta complementação deve considerar os seguintes requisitos: Finalidade,Tempo de Uso e a Posologia,
– Compreender que nem todas as pessoas precisam dos bochechos, livremente vendidos nas lojas do ramo, mas todas precisam de escovas e fio dental adequados a sua necessidade. 
Em boa parte das vezes, o segredo não é escolher um bochecho para melhorar o estado da boca, mas sim escolher escovas e fios dentais de qualidade e/ou aprimorar suas técnicas e a frequência de manuseio…