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Ortodontia preventiva: quando reconhecer problemas precoces?

Ortodontia preventiva: quando reconhecer problemas precoces?

Hoje a nossa conversa será sobre a ortodontia preventiva! Este é um assunto bem delicado e muito atual. Muitos pacientes e, principalmente, pais de pacientes odontopediátricos, têm dúvidas sobre quando levar o filho ao ortodontista pela primeira vez. Também podem existir dúvidas sobre quais problemas são mais prevalentes nas crianças nesta fase.

Vamos à primeira pergunta: quando levar o filho pela primeira vez ao Ortodontista?

Associação Americana de Ortodontia recomenda que as crianças façam seu primeiro check-up com um ortodontista no máximo aos 7 anos. Com essa idade, a criança provavelmente terá uma mistura de dentes permanentes e decíduos e o ortodontista será capaz de reconhecer problemas ortodônticos em seus estágios iniciais. É importante saber quais são os resultados possíveis de um check-up inicial no ortodontista:

• Nenhum tratamento será necessário;
• O tratamento pode ser necessário no futuro, sendo importante que a criança seja acompanhada periodicamente, enquanto a face e os ossos continuam a crescer;
• Existe um problema que necessita de tratamento precoce.

No caso da última opção, são várias as possibilidades. O objetivo do tratamento ortodôntico precoce é interceptar o problema em desenvolvimento, eliminar a causa. Orientar o crescimento dos ossos faciais e fornecer espaço adequado para os dentes permanentes que faltam erupcionar.

A primeira etapa não exclui a necessidade de uma segunda fase de tratamento, após a erupção dos dentes permanentes.

Quais os problemas mais prevalentes em idades precoces?

Os principais problemas desta fase podem ser resumidos nos tópicos abaixo, é importante estar atento. O tratamento interceptor na dentição mista inicial deve ser dirigido a:

• Presença de hábitos bucais deletérios; (Ex.chupar dedo, mamadeira , chupeta)
• Falta de espaços para erupção normal dos dentes na arcada;
• Incisivos apinhados fora do contorno do rebordo gengival;
• Presença de molares e os incisivos ectópicos;
• Mordidas cruzadas;
• Displasias ósseas de Classe III;
• Mordidas abertas anteriores.

Fonte:Cremer

Referências:
Associação Americana de Ortodontia
Manual de Referência – Associação Brasileira de Odontopediatria

MEU FILHO CHUPA O DEDO.E AGORA?

Tira a mão daí!

Minha filha tem 3 anos e chupa o dedo o tempo todo, desde que nasceu. Isso já interferiu nos dentes e na fala. O que eu faço?

Por Cláudia Rezende, mãe de Clara, 3 anos – atualizada em 

Essa é a clara (Foto: Arquivo pessoal)
Apoio profissional

Apesar de trazer conforto e acalmar, a mania de chupar o dedo tem consequências negativas. Por experiência própria, nunca quis isso para minha filha. Prometemos presentes, demos remédios, mas nada adiantou. Até que fomos a uma odontopediatra que conversou com ela e explicou como isso poderia prejudicá-la. Dali em diante, ela decidiu por conta própria que iria parar. Deu certo!
Bruna Fadelli, mãe de Bárbara, 7 anos

Ajuda extra

Minha filha tinha esse costume à noite. Então, demos a ela uma boneca e falamos que ela iria “protegê-la”. Ela se sentiu mais segura assim. Fica a dica!
Katiuscia Faustini, mãe de Letícia, 9 anos, e Izadora, 4

Insistência

Depois de várias tentativas, resolvemos na base da conversa. Quando ela estava com o dedo na boca, pedíamos a ela que o tirasse dali. Não teve segredo. Aos poucos, ela foi deixando esse hábito e hoje não temos mais problemas.
Daniela Marques, mãe de Pietra, 6 anos

Acordo                                                                                                                                        Fiz uma proposta ao meu filho: se ficasse alguns dias sem chupar o dedo, poderia escolher um brinquedo. Não foi fácil, mas, ao final, ele conseguiu o presente e nunca mais colocou o dedo na boca.

Joyce Galhardo, mãe de Heitor, 9 anos

Palavra de especialista

Paciência e diálogo
Não há nada de errado em chupar o dedo, desde que não se torne um hábito. Os bebês começam a sugar a língua e os dedos ainda no útero da mãe, quando se preparam instintivamente para a amamentação. Nos primeiros meses de vida, é por meio da boca e da sucção que os pequenos se alimentam e se sentem seguros. O problema aparece quando o reflexo se estende além do primeiro ano. No entanto, quando a criança começa a comer alimentos sólidos e a brincar mais, a tendência é que ela pare de chupar o dedo naturalmente. Caso isso não aconteça, fique de olho se o comportamento não está afetando o dia a dia dela. Algumas podem apresentar problemas na socialização, na fala e na estrutura da face por causa dessa mania. Nesses casos, o ideal é buscar ajuda especializada de um pediatra, psicólogo, odontopediatra ou fonoaudiólogo. Vale lembrar que a amamentação é a melhor forma de evitar o problema: além de satisfazer o instinto de sugar, a criança não precisa recorrer a chupetas e bicos artificiais. Para acabar com o hábito de modo tranquilo, incentive brincadeiras com o uso das mãos (de bater palminhas a blocos de montar). Distraídas, as crianças “esquecem” dos dedos. E não adianta ter pressa e usar métodos agressivos. Só com paciência e conversa seu filho vai entender e deixar de lado o costume.
Melina Amarins, psicóloga e psicopedagoga do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), e Helenice Biancalana, presidente da Associação Paulista de Odontopediatria

Revista Crescer

ORTOPEDIA E ORTODONTIA PREVENTIVA SÃO COISAS DE CRIANÇAS

Até que a dentição permanente se estabeleça completamente, uma série de mudanças ósseas e dentais acontecem, sendo todas elas necessárias para que as funções (mastigação, respiração, deglutição e fonação) e a face se desenvolvam em equilíbrio ⚖. .
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👧🏻 Desde a fase de dentadura decídua completa (aquela em que todos os “dentes de leite” se encontram na boca) é imprescindível o acompanhamento da criança sob o ponto de vista Ortopédico e Ortodôntico também! Visar tão somente a presença de cárie 👾 ou gengivite já não condiz com a atual Odontopediatria. É necessário vislumbrar o todo, e neste contexto está o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das arcadas e da face em conjunto com o corpo 🤰🏼👶🏼🧒🏼👦🏼🧑🏼. .
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⚠Desta forma, é crucial:
1⃣ monitorar e preservar os espaços presentes no arco dentário, identificando os ausentes e os necessários para acomodar os dentes permanentes que estão por vir;
2⃣ avaliar a forma como eles se encaixam (“dentes de leite” e permanentes) tal como
3⃣ a relação expressa entre as arcadas (maxila e mandíbula) e os ossos da face, impedindo se necessário, a instalação de uma má oclusão (alteração muscular, óssea e/ou dentária) de maior magnitude, que no futuro poderia resultar em um tratamento mais longo e com custo monetário e biológico mais elevados.
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☝🏻Portanto, tenha em mente que um período de grandes transformações exige vigilância contínua! 😷 As consultas do seu filho devem estar sempre em dia, conforme a periodicidade estabelecida pelo seu Odontopediatra, e 🚫 não somente para ver cárie ou em caso de dor. Ele irá realizar o 🔎 monitoramento e caso necessário, realizará o tratamento ou o encaminhamento para o Ortodontista.
Fonte: odontopediatriabrasil 🇧🇷

Insônia, estresse, desgaste ósseo, inflamação na gengiva, dor de cabeça. A mordida pode dizer muito sobre uma pessoa. As imperfeições da mordida, também chamadas de oclusão dentária, estão na terceira posição entre os problemas de odontologia mais frequentes da população brasileira.

O ideal é que os dentes superiores e inferiores encaixem. Os problemas mais comuns são a mordida aberta posterior e a mordida cruzada, em que a parte inferior da arcada fica à direita ou à esquerda da parte superior. A solução para consertar o problema muitas vezes é usar aparelho.

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/imperfeicoes-da-mordida-estao-entre-os-principais-problemas-odontologicos.ghtml

Imperfeições da mordida estão entre os principais problemas odontológicos

Imperfeições da mordida estão entre os principais problemas odontológicos

São dois os caminhos: a ortodondia ou a ortopedia maxilofacial. As duas podem ser usadas juntas. A ortopedia trabalha com prevenção. Já a ortodontia corrige o posicionamento do dente.

O presidente da Sociedade Brasileira de Odontopediatria José Carlos Imparato e a fonoaudióloga da Faculdade de Odontologia da USP Ana Paola Carrilho estiveram no Bem Estar desta sexta-feira (4) para falar dos problemas com a mordida e seus tratamentos.

A mordida imperfeita traz alguns problemas. Ela dificulta a alimentação, respiração, sono e fala, além de poder gerar desconforto na ATM. A má oclusão pode começar na falta de amamentação no peito. Traumas, perdas dentárias pela cárie e problemas respiratórios também são causas de alterações de oclusão.

A maneira previsível e confortável de ter um sorriso bonito

Você está pensando em endireitar os dentes, mas tem receio do desconforto? Com as inovadoras tecnologias SmartForce e SmartTrack, o Sistema Invisalign endireita seus dentes de forma previsível e mais confortável.

O que é Invisalign ?

Invisalign é uma maneira invisível de alinhar os dentes sem aparelho de metal. Invisalign usa uma série de alinhadores transparentes e removíveis para gradualmente alinhar seus dentes, sem metal ou fio.

Quais são as principais vantagens do Invisalign ?

Invisalign é transparente. Você endireita seus dentes sem ninguém perceber. Invisalign é removível. Diferentemente de aparelhos fixos, você pode comer e beber o que quiser durante o tratamento.
Invisalign é confortável. Não existem fios ou metais que possam causar irritação em sua boca, e sem fios os metais significa você gastar menos tempo na cadeira do seu ortodontista para ajustes. Invisalign permite que você visualize seu próprio plano de tratamento antes de iniciar seu caso. Você poderá visualizar como seus dentes ficarão alinhados quando seu tratamento estiver completo.

Quer saber mais? Agende uma consulta conosco e tire suas dúvidas.

Tel :11 3726-8905

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles

Maloclusão em adolescentes impacta negativamente na qualidade de vida, diz estudo

Estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu em um estudo que a maloclusão em adolescentes ou a má posição dos dentes pode exercer um efeito negativo na qualidade de vida dos jovens. A pesquisa, publicada sob o título “Perception of parents and caregivers regarding the impact of malocclusion on adolescents’ quality of life: a cross-sectional study”, no volume 21, número 6 do Dental Press Journal of Orthodontics (DPJO), incluiu pais ou cuidadores que acompanhavam os seus filhos adolescentes em consultas odontológicas na Faculdade de Odontologia da UFMG. Durante o atendimento de adolescentes, Cirurgiões-Dentistas frequentemente levam em consideração as opiniões de pais ou cuidadores, pois estes podem conhecer aspectos importantes da saúde dos filhos, além de serem considerados os principais tomadores de decisão quando um procedimento de diagnóstico ou um tratamento odontológico vai ser realizado em um menor de idade.

O estudo deixa claro que, após responderem um questionário sobre a saúde bucal do filho, pais e cuidadores afirmam que a má posição (ou o mal alinhamento) dos dentes tem um impacto adverso no bem-estar de indivíduos jovens com repercussões emocionais e no convívio social destes indivíduos com os colegas da mesma idade. A presença de dentes com uma aparência desfavorável pode transformar um adolescente em uma pessoa estigmatizada e insegura, pois os outros adolescentes podem hostilizá-lo devido àquele problema dentário.

As conclusões desta pesquisa podem ser úteis para todos os pais ou cuidadores de adolescentes sobre a importância do acompanhamento odontológico do seu filho. Uma vez identificada, a má posição dos dentes deve ser tratada com aparelhos apropriados (tratamento ortodôntico). O não tratamento e a persistência do mau alinhamento dentário podem ter consequências devastadoras na autoestima do indivíduo..

Fonte: Dental Press