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Comportamentos combinados de estilo de vida que incluem exercícios e manutenção de dieta e peso saudáveis podem diminuir a prevalência de periodontite, segundo um artigo da edição de setembro de 2006 do “The Journal of Evidence-Based Dental Practice”.

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Os autores do estudo recomendam que os profissionais da odontologia estimulem esses comportamentos de estilo de vida saudável entre seus pacientes.

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Pacientes com periodontite estão com o risco de ter derrame aumentado. (Foto: botazsolti/Shutterstock)

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Nova pesquisa descobre forte associação entre periodontite crônica e derrame

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SANTIAGO DE COMPOSTELA, Espanha: Um novo estudo tem relacionado periodontite crônica ao infarto lacunar, uma doença vascular cerebral que causa cerca de 25 por cento dos casos de derrame (também conhecido por acidente vascular cerebral isquêmico). No geral, os pesquisadores observaram que os participantes do estudo diagnosticados com doença periodontal tiveram de modo significativo o risco aumentado de desenvolver infarto lacunar comparado aos participantes isentos de periodontite.

O estudo incluiu 62 pacientes inscritos na Unidade de Derrame do Hospital Clínica da Universidade, pertencente à Universidade de Santiago de Compostela, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, assim como um grupo de controle de 60 indivíduos. Os dois grupos foram submetidos a exames neurológicos e periodontais.

A prevalência da doença periodontal foi significativamente maior no grupo de casos (69 por cento) do que no de controles (31 por cento). Em adição, a severidade da doença periodontal foi estatisticamente maior em pacientes de derrame comparado com os de controle.

Participantes no grupo de casos também apresentaram maior prevalência de outros fatores de risco vascular bem conhecidos, como hipertensão, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, histórico de doença cardíaca isquêmica, cigarro, álcool e consume de estatinas. Entretanto, os pesquisadores declararam que a associação entre periodontite crônica e infarto lacunar era independente de conhecer os fatores de confusão.

Embora essas descobertas indiquem uma forte ligação entre as duas condições, é necessário pesquisa adicional para melhor entender os mecanismos subjacentes, enfatizaram os pesquisadores. Entretanto, eles deram a hipótese de que a periodontite leva à inflamação sistêmica e, como resultado, a saúde dos vasos sanguíneos pode ser afetada.

O autor líder Dr. Yago Leira do Departamento de Periodontologia da universidade concluiu: “Se mais estudos prospectivos de coorte confirmarem nossas descobertas, estudos de intervenção podem ser feitos para acessar o benefício potencial da terapia periodontal em pacientes com derrame lacunar e periodontite. O tratamento periodontal pode também diminuir a inflamação sistêmica e, por isso, ele reduz o risco do desenvolvimento de infarto lacunar.

O estudo, intitulado “Chronic periodontitis is associated with lacunar infarct: A case–control study”, foi publicado on-line em 15 de julho no European Journal of Neurology antes da versão impressa.

Estudo: homens que bebem café têm maior risco de doença periodontal

O café é uma das bebidas mais populares no mundo. Entretanto, onde a saúde é considerada, o café possui uma reputação baixa. (Foto: Dima Sobko/Shutterstock)

SEUL, Coreia do Sul: Embora o café seja um dos alimentos mais pesquisados e extensamente discutido em inúmeras publicações, estudos não fizeram descobertas conclusivas a respeito se a bebida tem, no geral, efeito positivo ou negativo na saúde das pessoas. Um estudo na Coreia do Sul descobriu recentemente consumo de café entre os homens com periodontite.

Os dados do estudo são derivados da pesquisa Korea National Health and Nutrition Examination Survey conduzida entre 2008 e 2010. Os dados utilizados na análise são de 16.730 participantes com idade igual e superior a 19 anos, incluindo idade, índice de massa corporal, cigarro, bebida, exercício, metabolismo, frequência do escovar os dentes diariamente, uso de produtos secundários na higiene bucal, check-up odontológico, entre outros. Com o objetivo de avaliar as necessidades de tratamento periodontal, o Índice da Comunidade Periodontal de Necessidades de Tratamento da Organização Mundial de Saúde foi usado. A doença periodontal foi definida com uma pontuação do índice de ≥ 3.

Os pesquisadores descobriram que a idade, índice de massa corporal e circunferência abdominal eram significativamente maiores em participantes com doença periodontal, em homens e mulheres. Além disso, o consumo de café e refrigerantes era significativamente maior nos homens com doença periodontal. Em adição, as probabilidades da porcentagem de indivíduos homens com periodontite tenderam a aumentar com o consumo de café. Entretanto, a última relação não foi estabelecida para mulheres no estudo.

De acordo com os pesquisadores, a relação entre ingestão de café e doença periodontal pode ser parcialmente explicada pelos componentes da bebida. É documentado que a cafeína, por exemplo, exercita múltiplos efeitos no metabolismo ósseo, e o consume crônico de cafeína é um dos possíveis fatores de risco no avanço da patologia em pacientes com periodontite, os pesquisadores escreveram. Em adição, a cafeína é associada ao aumento da perda óssea e redução da regeneração óssea após a extração de dente. Uma xícara de café contém geralmente 70–100 mg de cafeína.

De acordo com as atuais descobertas, o consumo de café pode ser considerado um indicador de risco independente da doença periodontal em homens adultos. Por isso, homens podem ser beneficiados na redução do consumo de café em relação à saúde periodontal, concluíram os pesquisadores.

O estudo, intitulado “Association between consumption of coffee and the prevalence of periodontitis: The 2008–2010 Korea National Health and Nutrition Examination Survey”, foi publicado em 7 de julho na revista PLOS ONE.

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Dores nos dentes pode indicar princípio de infarto

Excesso de estímulos dolorosos na região do peito podem estimular outras fibras nervosas e causar sensações de dor pelo corpo
Se algum dia você começar a sentir fortes dores nos dentes ou na região da mandíbula sem razão aparente na boca, cuidado, você pode estar tendo um infarto. A seguir nós vamos explicar a ligação entre essas dores e mostrar que, mesmo indiretamente, os dentistas podem ajudar a prevenir ou diagnosticar problemas no coração.

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A falta de uma boa higienização bucal não pode causar um infarto diretamente, mas está relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas
A falta de uma boa higienização bucal não pode causar um infarto diretamente, mas está relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas
Foto: Zametalov / Shutterstock

Para os especialistas em saúde bucal, essa associação não é nenhuma novidade e pode começar de uma forma mais abrangente. “Não é raro alguns pacientes relatarem dores na região da mandíbula e até da maxila como consequências de dores que surgem inicialmente no tórax, ombro e braço esquerdos”, diz Celso Luiz Caldeira, professor da Disciplina de Endodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

Mas Celso afirma que essa dor pode sim estar relacionada diretamente com a com a obstrução das artérias coronárias. “Essas dores reflexas podem surgir do coração e, pelo excesso de estímulos dolorosos podem estimular outras fibras nervosas de outras áreas, como na região de mandíbula inicialmente e depois de maxila e geralmente do lado esquerdo, e ser confundida com uma inflamação aguda de algum dente destas regiões”, diz o especialista.

Como diferenciar?
Mas como podemos saber se a dor de dente que estamos sentindo vem de algum problema bucal ou do coração? Segundo Celso, a melhor forma de saber ao certo de onde está vindo essa dor é fazendo um diagnóstico preciso com um profissional.

“Temos que eliminar a origem dentária da dor, pois o infarto do miocárdio pode apresentar uma série de sintomas derivados de uma dor súbita que aumenta progressivamente de intensidade e vem acompanhada de uma sensação de sufocação que se irradia do centro-baixo do tórax para a região do pescoço, podendo atingir também o lado interno do braço esquerdo e por fim a mandíbula de ambos os lados e até a maxila”, diz o professor.

Se o caso realmente for de problema no coração, o ideal é que o dentista exclua logo os diagnósticos de dor de origem pulpar (inflamações ou infecções), dores nas articulações e dores neurológicas (como nevralgias) e assim, encaminhe com rapidez o paciente para atendimento cardiológico.

Falta de cuidados bucais
A falta de uma boa higienização bucal não pode causar um infarto diretamente, mas está relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas.

“A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que leva a formação de placas ateromatosas (acúmulo de lipídios, hidratos de carbono, sangue e produtos sanguíneos, tecido fibroso e depósito de cálcio) dentro dos vasos sanguíneos do coração. Sabe-se que a formação destas placas de gordura pode ser agravada pela presença de bactérias e de fatores inflamatórios presentes na inflamação da gengiva”, diz Marinella Holzhausen Caldeira, professora da Disciplina de Periodontia da FOUSP.

Dentista e o infarto
Por tudo isso que foi dito, Marinella diz que é possível afirmar que o dentista tem um papel de destaque no diagnóstico e prevenção de problemas no coração.

“Pacientes com doenças cardiovasculares podem se beneficiar com a melhora de seus cuidados bucais. Sabe-se que a incidência de novos eventos cardiovasculares nesta população pode ser reduzida com o uso adequado de métodos de higiene oral, tais como, a escova e o fio dental. Dessa forma, os cardiologistas e dentistas devem prestar especial atenção à higiene oral de pacientes com histórico de doenças cardíacas coronarianas prévias”, finaliza a especialista.

Fonte:Agência Beta
Terra

E você, está entre os 57% ?

Apenas 57% dos brasileiros usam fio dental, diz Datafolha

Desse total, apenas 30% usam mais de uma vez por dia, quando o ideal era utilizar o fio dental sempre após as refeições e antes de dormir

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, por encomenda do Conselho Federal de Odontologia, apenas 57% dos brasileiros usam fio dental. Esse dado é bastante preocupando uma vez que esse item simples é o grande responsável por remover os restos de alimentos e resíduos que ficam presos entre os dentes, os quais a escova não consegue eliminar.saudebucalfiodental

A mesma pesquisa apontou que desses 57%, apenas 30% usam mais de uma vez por dia, dado preocupante, pois o ideal é utilizá-lo sempre após as refeições e antes de dormir

Foto: hightowernrw / Shutterstock

Para Alexandre Bussab, cirurgião-dentista, falta conscientização principalmente por parte do governo e dos profissionais. “Segundo o IBGE, 18% das pessoas no Brasil nunca foram ao dentista, ou seja, quase 1 a cada 5. Esses índices são muito altos e só mostram a falta de cuidado que nós, como um todo, temos com a saúde bucal. A utilização do fio dental é muito pequena por causa da nossa própria cultura, pois o brasileiro não tem o costume de ir ao dentista, mas isso já está mudando” , diz o especialista.

Segundo ele, o papel do dentista é muito importante nessa história, pois é sua função orientar e ensinar sobre a utilização do fio dental bem como os benefícios deste aos dentes, à gengiva e à limpeza da cavidade bucal.

Mais dados
A mesma pesquisa apontou que desses 57%, apenas 30% os usam mais de uma vez por dia. “Isso também está errado. É recomendado que a escovação seja feita de quatro a cinco vezes ao dia para remover a placa bacteriana que se forma nos dentes. E o fio dental deve acompanhar as escovações, sendo usado sempre após as refeições e antes de dormir”.

Problemas mais sérios
E engana-se quem pensa que negligenciar o fio dental não é um grande problema. Quando fazemos isso podemos desenvolver desde uma simples cárie nos dentes até mesmo uma inflamação na gengiva chamada gengivite ou ainda sua versão mais severa, a periodontite. “A periodontite compromete a saúde da gengiva e abala a base de sustentação dos dentes”.

Os desdobramentos da cárie
Dados do Ministério da Saúde mostram que aos 5 anos de idade mais de 53% das crianças já tiveram cárie.

“Os grandes vilões são os doces, porque o açúcar se associa à placa bacteriana enfraquecendo o esmalte do dente e deixando-o mais suscetível às cáries”, diz Alexandre.

Ou seja, o ideal é evitar o consumo exagerado de doces e nunca abrir mão de todas as etapas da higienização bucal. Escovar os dentes é importante, mas o fio dental também tem papel fundamental para a saúde bucal e a qualidade do seu sorriso.

Agência Beta

Será que as pessoas com artrite reumatóide (AR) apresentam risco maior de doença periodontal porque sua mobilidade limitada afeta a forma como limpam e cuidam dos dentes? Ou será que existe uma ligação básica entre as duas condições? Foi isso que pesquisadores alemães examinaram em um pequeno estudo publicado numa edição recente do Journal of Periodontology.

Os cientistas examinaram 57 pacientes com AR e 52 pacientes de controle, saudáveis. Os participantes do estudo foram equiparados por idade e gênero, e um questionário registrou os fatores de risco de cada participante para doença periodontal, incluindo tabagismo, consumo de álcool, índice de massa corpórea, educação e doenças crônicas associadas com AR e doença periodontal. O índice de placa bacteriana dentária, o índice gengival, a profundidade de sondagem e a perda de inserção clínica de cada paciente foram registrados conjuntamente com um exame oral completo.

Os pesquisadores constataram que a condição da AR e a idade eram indicadores significativos de doença periodontal, e que pacientes com AR eram oito vezes mais propensos a ter doença periodontal quando comparados com os pacientes do controle.

“O presente estudo sugere que pacientes com AR apresentam prevalência aumentada de perda da inserção periodontal, quando comparados com indivíduos que não apresentam essa doença”, concluem os pesquisadores. “Além disso, a higiene oral tem uma participação apenas parcial nessa associação… nossos resultados indicam a necessidade de uma colaboração mais estreita entre médicos, dentistas e higienistas dentais ao tratar pacientes com AR”.

“Tanto a AR quanto a doença periodontal são doenças inflamatórias sistêmicas, o que pode explicar a conexão entre as duas”, diz o Dr. Kenneth S. Kornman, Editor doJournal of Periodontology. “Já se acredita que a inflamação ligue a doença periodontal com outras condições como doença cardiovascular e diabetes. Ansiamos por pesquisas futuras que possam revelar os mecanismos biológicos que ligam essas duas importantes doenças”.

A American Academy of Periodontology recomenda que pacientes com AR escovem os dentes e usem fio dental regularmente, consultem um profissional da odontologia duas vezes por ano e consultem um periodontista se a doença periodontal se desenvolver.

Fonte : Colgate – Centro de Cuidado Bucal

Cuidados dentais em crianças: Fio dental

O fio dental é tão importante quanto a escovação na higiene bucal

POR COLGATE

Embora a escovação seja o ponto central da rotina dental diária de seu filho, o fio dental é muito importante. Passar o fio dental ajuda a remover as partículas de comida e a placa que se acumulam entre os dentes e a linha da gengiva, onde a escova normalmente não alcança. Incorporar a escovação ao cuidado dental de rotina do seu filho deve começar logo que os dentes estiverem em contato entre si. Estabelecer hábitos saudáveis logo cedo é muito importante para boas práticas dentais. Veja algumas dicas para deixar seu filho empolgado com o fio dental.

Crie um calendário de progresso

Menina passando fio dental - Foto: Getty Images
Passar fio dental precisa se tornar um hábito desde cedo

A maioria das crianças ama ter uma referência visual das conquistas delas. Um jeito criativo de mostrar as conquistas da rotina de cuidados dentais do seu filho é criar um calendário de progresso. Crie um calendário que você pode pendurar no banheiro e deixe seu filho colar um adesivo nele a cada dia após passar o fio dental. Para fazer esta tarefa ainda mais empolgante, ofereça um prêmio para um mês inteiro de adesivos; uma noite de filmes ou ir para a cama mais tarde são boas motivações.

Lidere com exemplo

A melhor maneira de enfatizar a importância do fio dental é garantir que seja parte de sua rotina diária de cuidados dentais. Passar o fio dental na frente do seu filho ajuda a enfatizar a necessidade de praticar hábitos saudáveis de higiene bucal. Lembre-se, as habilidades que você incorpora à rotina de cuidado dental de seu filho hoje perpetuarão para uma vida toda.

Considere opções de fio dental amigáveis

A maioria dos dentistas recomenda usar um pedaço de 45 cm de fio para limpar seus dentes adequadamente. No entanto, para mãos menores, isso pode ser difícil. Seguradores de fio dental para crianças, também chamados de Kid Flossers, são um bom jeito de apresentar a criança ao fio dental, porque são muito mais fáceis de manusear com mãos pequenas. Os Kid Flossers estão disponíveis em uma variedade de cores e estilos.

Divirta-se

A rotina de usar o fio dental transformada de uma obrigação a um evento divertido pode fazer disso uma experiência prazerosa para seu filho. Invente uma história sobre as bactérias nojentas e malvadas que vivem em sua boca e que o incrível herói fio dental vem para salvar o dia. Isso permitirá que seu filho se divirta enquanto foca nesta atividade importante.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2016 Colgate-Palmolive.

Saúde Bucal

Como um adulto deve cuidar dos seus dentes?

Qual é a melhor maneira de uma adulto cuidar dos seus dentes?

A boa higiene bucal é a condição essencial para manter um sorriso bonito e saudável durante toda a vida adulta. Os adultos também têm cáries e doenças gengivais que podem tornar-se problemas sérios. Durante toda sua vida de adulto é essencial que você continue a:

higienistEscovar os dentes no mínimo três vezes ao dia usando um creme dental com flúor para remover a placa bacteriana, aquela película pegajosa que se forma sobre os dentes e que é a principal causa da gengivite e das cáries.

  • Usar fio dental diariamente para remover a placa bacteriana que se instala entre os dentes e sob a gengiva. Se a placa não for retirada, pode endurecer e formar o tártaro, que só poderá ser retirado pelo dentista.
  • Limitar a ingestão de açúcares e alimentos que contêm amido, principalmente alimentos pegajosos. Quanto mais você come entre as refeições, maior a oportunidade dos ácidos da placa bacteriana conseguirem atacar o esmalte dos dentes.
  • Consulte seu dentista periodicamente para um exame profissional detalhado ou uma limpeza. Como adulto, o que é importante saber sobre os dentes? Mesmo escovando os dentes e usando fio dental regularmente, podem surgir problemas de saúde bucal na idade adulta. Felizmente, seu dentista pode ajudá-lo a resolver a maior parte desses problemas.
  • A gengivite, no seu estágio inicial, é reversível. Seus sintomas são gengivas avermelhadas, inchadas e sensíveis, com tendência ao sangramento durante a escovação. Se perceber qualquer destes sintomas, converse com seu dentista para evitar problemas mais graves. No estágio avançado, a doença periodontal pode causar a perda dos dentes.
  • A saúde da gengiva também pode afetar a sua saúde geral. Estudos recentes mostram uma possível conexão entre a periodontite (uma doença da gengiva) e outras doenças, como, por exemplo a diabetes, problemas cardíacos e uma possível ligação com nascimentos prematuros. Para evitar o aparecimento de qualquer doença gengival, escove os dentes pelo menos três vezes ao dia, use fio dental diariamente e faça uma limpeza geral com o dentista a cada seis meses.
  • À medida que ficamos mais velhos, as cáries em volta das restaurações (chamadas cáries recorrentes) e na raiz dos dentes se tornam mais comuns. Daí a importância de escovar com um creme dental com flúor, usar fio dental e ir ao dentista periodicamente.
  • Também a sensibilidade pode se tornar mais séria com o avançar da idade. Com o tempo, a gengiva se retrai naturalmente expondo áreas do dente que não são protegidas pelo esmalte. Essas áreas tendem a doer em função da temperatura dos alimentos ingeridos. Nos casos mais graves, pode ocorrer sensibilidade até ao ar frio. Se tiver dentes sensíveis, tente usar um creme dental apropriado. Se o problema persistir, vá ao dentista. A sensibilidade pode indicar a existência de cárie ou fratura no dente.
  • As próteses são usadas para fortalecer os dentes danificados. As coroas recobrem e protegem o dente afetado, fortalecendo-o e melhorando sua aparência, forma e alinhamento. Os implantes e as pontes são usados para preencher o espaço deixado pelos dentes extraídos. Os implantes substituem um ou mais de um dente ou servem de ponto de apoio para a fixação de dentaduras. Consulte o dentista para se informar sobre a possibilidade de implantes no seu caso específico. As próteses fixas são usadas para substituir dentes extraídos. São fixadas aos dentes naturais ou aos implantes situados ao lado dos espaços deixados pelos dentes extraídos. Fonte:Colgate

Entenda a relação entre doenças periodontais e diabetes

O diabetes é uma enfermidade caracterizada pelo fato de o corpo não produzir ou usar adequadamente a insulina.

A insulina é um hormônio necessário à conversão do açúcar, amido e outros elementos na energia de que precisamos na vida diária.

Cerca de um terço dos 20,8 milhões adultos e crianças que têm diabetes nos Estados Unidos não sabem que são portadores da doença. Pesquisas recentes sugerem que a periodontite está geralmente associada com o diabetes e pode ser considerada como uma das complicações clínicas da doença.

Um estudo recente, realizado com mais de 200 participantes, examinou a relação entre o diabetes e a periodontite. Os resultados indicaram que os portadores de diabetes tinham um nível mais elevado de periodontite do que os participantes que não tinham a doença.

Foto: Colgate-Palmolive Company

Entre os fatores importantes a serem considerados na avaliação do estado periodontal de pacientes diabéticos e na formulação dos planos de tratamento estão o grau de controle metabólico, a duração da doença, a presença de complicações diabéticas de longo prazo e de fatores de risco simultâneos, além do nível geral de bem-estar do paciente.

Foto: Colgate-Palmolive Company
É importante enfatizar a necessidade de reduzir a presença de bactérias e eliminar o biofilme dentário abaixo e acima da linha da gengiva. Isso pode ser feito com a raspagem tradicional e a regularização da raiz dos dentes, como complemento aos cuidados tomados em casa. O tratamento deve concentrar-se na prevenção de doenças periodontais e inflamação bucal, cujo controle é essencial no caso das complicações associadas com o diabetes. E, como sabemos que a ameaça bacteriana é um fator de risco na gengivite, mesmo entre diabéticos saudáveis com bom controle da doença, os pacientes devem ser incentivados a usar fio de dental regularmente e escovar os dentes com um creme dental com flúor que oferece proteção antibacteriana.

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References
1. American Diabetes Association.
2. J Periodontol Mar; 76(3):418-25. s.

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Escovação

 Quantas vezes devemos escovar os dentes por dia?
Dentistas indicam três vezes ao dia para reduzir as chances de formação da placa bacteriana.

A escovação é a melhor forma de manter a saúde, prevenir e reduzir a placa bacteriana,  promover a remineralização dentária, combater as cáries, a halitose, as doenças bucais e as periodontais. Mas afinal, quantas vezes devemos escovar os dentes por dia: uma vez, três vezes ou sempre depois que comemos?

A recomendação de escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia ocorre por não ser possível garantir que toda pessoa atinja 100% da área dos dentes em uma única escovação diária
Segundo Dagmar de Paula Queluz, professora de Odontologia Social, da FOP-Unicamp, devemos escovar os dentes corretamente ao acordar, após as refeições (pelo menos após a principal) e antes de dormir. “Tem que ser no mínimo três vezes ao dia e durante 2 minutos”, diz a especialista.

Para ter certeza que o trabalho foi feito da forma correta, Dagmar diz que a pessoa pode, após a escovação, passar a língua na superfície dos dentes. “Se tiver lisinho, estão limpos, se não estiver tem que continuar escovando. E esporadicamente o paciente pode usar também o evidenciador de placa (aquela pastilha que deixa vermelha a placa bacteriana)”, diz a especialista.

O dente tem 5 faces que devem ser higienizadas com qualidade. Não vale escovar apenas as partes que vemos. Para isso, o fio dental ajudar e muito o trabalho”, diz a especialista. .

E escovar muito, faz mal?
Há ainda quem leve a risca a indicação “escovar sempre depois das refeições”. Acontece que tem gente que se alimenta de três em três horas e escova os dentes com essa mesma frequência. Esse excesso de cuidado é bom ou ruim?

Segundo Dagmar, escovar os dentes demais não é exatamente um problema. “Escovar os dentes demais é desnecessário, mas se for feito corretamente, não faz mal nenhum. O que prejudica o dente é escovar de forma errada, com pressa ou de qualquer jeito. E quando falo corretamente, me refiro à como escovar (técnica), tipo de escova de dente (cerda macia, cabeça pequena, etc) e tipo e quantidade de pasta de dente”, diz a especialista.

Escovar os dentes com força e com intensidade acaba ferindo a gengiva causando retração gengival e sensibilidade dental. “As infecções periodontais aumentam o risco de doenças cardiovasculares, especialmente infarto do miocárdio e cerebrovasculares, bem como a endocardite bacteriana. Usar a escova de dente para combater isso é um método eficiente, simples e de baixo custo”, diz Dagmar.

Agência Beta