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Estudo avalia doença periodontal e perda de dentes durante menopausa

A menopausa está associada a uma série de mudanças orais, incluindo um maior risco de inflamação, um menor fluxo salivar, bem como a alteração da composição salivar e osteoporose primária que afetam os ossos mandibulares.

Comparando periodontite em mulheres na pré e pós menopausa, uma equipe de pesquisadores avaliou agora como as mudanças da menopausa afetam a gravidade da doença periodontal e perda de dentes. O estudo, intitulado “Relação entre menopausa e doença periodontal: Um estudo transversal na população portuguesa” foi publicado on-line no International Journal of Clinical and Experimental Medicine e mediu o impacto da menopausa na saúde bucal em mulheres.

Sendo assim, investigadores do Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz no Monte da Caparica, em conjunto com colegas da Universidade de Granada, na Espanha, estudaram 68 mulheres menopausadas e 34 mulheres na pré-menopausa, todas sofrendo de periodontite crônica.

Os parâmetros orais e periodontais, como o número de dentes, índice de placa, presença de cálculo, profundidade de sondagem, sangramento na sondagem, recessão gengival e perda de inserção, foram registrados em um exame clínico realizado por um periodontista. Os pesquisadores ainda coletaram dados demográficos, históricos médico e ginecológico e hábitos de saúde bucal dos participantes.

Comparando mulheres na pré e pós-menopausa, os cientistas não encontraram diferenças significativas para os parâmetros periodontais e perda de dentes. Embora as análises mostrassem que o número de dentes foi significativamente menor em mulheres na pós-menopausa, a diferença não foi estatisticamente significante depois de ajustar os resultados para idade, tabagismo e índice de placa.

Contra este pano de fundo, os pesquisadores concluíram que a menopausa não parece influenciar a gravidade da doença periodontal e perda de dente consideravelmente. Em vez disso, outros fatores podem exercer uma influência maior sobre a progressão da doença periodontal em vez da menopausa propriamente dita. Devido ao grande número de fatores envolvidos, eles fundamentaram que além da relação entre a menopausa e a doença periodontal é difícil de estabelecer porque qualquer relação achada seria sempre menos significativa do que outros fatores de risco bem conhecidos da doença periodontal.

Fonte: Dental Tribune

Agentes químicos na manutenção e recuperação da saúde bucal

A placa bacteriana é um dos fatores etiológicos importantes na ocorrência da cárie e doença periodontal, sendo seu controle fundamental para a manutenção da saúde bucal.
Placa é uma massa bacteriana mole e branca que se deposita continuamente em camadas na superfície do dente e se apresenta aderida.

A remoção dessa placa pode ser feita através da limpeza mecânica dos dentes. Esse procedimento pode ser realizado adequada e satisfatoriamente pelo paciente, desde que esteja em condições normais de saúde geral.
Cabe ao cirugião-dentista orientá-lo quanto a técnica de escovação mais indicada, escova, creme dental, fio dental e, se necessário, quanto ao uso de agentes químicos para bochecho especificamente prescritos para cada caso.

Qual a função dos agentes químicos?
São substâncias químicas que atuam nas bactérias presentes na cavidade bucal, sendo utilizadas para auxiliar no controle e na redução da formação da placa bacteriana. Vale ressaltar que o método mais difundido de remoção de placa é o mecânico, realizado através da escovação associada ao uso do fio dental.
Esses agentes complementam, auxiliam a escovação. Não existe agente químico capaz de remover a placa e nem de substituir a escovação.
Quais são os agentes mais usados para o bochecho e como agem?
Clorexidina – É um agente de efetiva e comprovada atividade antimicrobiana e eficiente no controle de placa devido às suas propriedades de retenção e de liberação lenta na boca. Pode desencadear manchamento nos dentes (que pode ser removido com profilaxia profissional) e perda temporária do paladar. Exemplos: Periogard, Duplac, Plackout. Cloreto de cetilpiridínio – É considerado um anti-séptico e desinfetante de efeito moderado devido ao curto período de retenção na cavidade bucal. Quando usado em maior freqüência, pode apresentar como efeitos colaterais ulcerações e sensação de queimação da língua. Exemplos: Cepacol, Oral B, Kolynos. Triclosan – É um agente antibacteriano de amplo uso e, em acréscimo, tem efeito antiinflamatório. Isoladamente, tem efeito antiplaca moderado e, por isso, as formulações ativas apresentam associação com gantrez ou zinco. O gantrez potencializa o efeito do triclosan por aumentar sua retenção na cavidade bucal, e o zinco, por sinergismo de efeito antibacteriano. Tem como vantagem o fato de ser utilizado com sucesso no tratamento de ulcerações, não apresentar mudança ou perda do paladar e nem o manchamento dos dentes, o que pode ocorrer com o uso da clorexidina. Exemplo: Plax.
Quando utilizar esses agentes químicos?
Trocar seus recipientes de plástico de bochechos por garrafas de vidros.
A utilização de um agente químico para bochecho durante o tratamento, seja ele de gengiva, pré ou pós-cirúrgico, de manutenção das condições de saúde bucal, deve ser adotada a partir da prescrição feita por um profissional. O paciente receberá orientações quanto à forma e ao tempo de uso, que estão relacionados à finalidade de sua indicação e às características de cada paciente. Por exemplo, no caso de pacientes com necessidades especiais, os quais normalmente têm dificuldade para realizar a escovação; pacientes com problemas de saúde sistêmicos que predispõem à ocorrência de doenças periodontais; pacientes com dificuldades de higienização pelo uso de aparelho ortodôntico e uma série de outros casos que requerem a indicação de um agente químico. O paciente deve retornar periodicamente ao cirurgião-dentista para uma reavaliação das condições de saúde bucal e para o reforço das orientações de autocuidado e auto-exame, importantes para a manutenção da saúde e prevenção de doenças, que podem ir desde um processo inicial de cárie ou sangramento gengival até uma lesão inicial de câncer bucal, daí a sua importância.

Fonte :APCD/Fotos :Pinterest

Os mitos e verdades sobre o flúor

Há mais de meio século, o Brasil começou a programar a estratégia de maior sucesso usada em saúde publica no mundo para o controle da cárie dentária: a adição  de flúor ao tratamento da água de abastecimento público. Os professores-doutores Jaime Aparecido Cury e Livia Maria Andaló Tenuta, ambos da Faculdade de Odontologia da Unicamp, esclarecem algumas dúvidas sobre o assunto, na palestra Flúor: mitos e realidade de seu uso coletivo, pessoal, profissional e das suas combinações. Abaixo, algumas questões ligadas ao flúor, que geram perguntas entre profissionais e leigos.

O que é – O flúor é uma substância natural encontrada largamente na natureza na forma de gás, de ácidos e de minerais, e que tem sido usada mundialmente na prevenção de cárie dentária.

Atuação – A cárie é provocada por dois fatores: a organização de bactérias bucais na superfície dos dentes (formando a chamada placa bacteriana) e a exposição frequente à açúcares da dieta. O açúcar é transformado em ácidos que dissolvem os minerais dos dentes por um processo chamado de desmineralização. Se o flúor estiver presente na boca ele reduz essa condição e ativa a remineralização dos dentes reduzindo o efeito final do processo de desenvolvimento de cárie.

Aplicação de flúor – Existem meios coletivos, individuais, profissionais e suas combinações. A fluoretação das águas de abastecimento público é um meio de uso coletivo do flúor no Brasil. Uma lei federal determina que as cidades com estação de tratamento devam fluoretar a água. Os meios individuais incluem dentifrícios e soluções para bochecho diário. Há produtos para a aplicação profissional e materiais restauradores liberadores de flúor. A aplicação de flúor pelo cirurgião-dentista é recomendada para pacientes que não fazem auto-uso de flúor, quer seja por questão de comportamento ou deficiência física ou mental.

Concentração – A concentração de flúor a ser adicionada na água é feita segundo cálculo matemático que considera a temperatura média anual da localidade. Se as pessoas bebem mais água porque está mais calor, a concentração do flúor na água deve ser menor. No Brasil, por ser um país tropical, a concentração “ideal” de flúor na água da maioria das cidades é de 0,7 ppm (mg/L).

Aumentar ou diminuir? – Em locais com alta prevalência de cárie, uma maior concentração de flúor não é indicada porque irá aumentar a fluorose dentária – único efeito colateral da água fluoretada, que ocorre durante a formação dos dentes. A fluorose é percebida pelo aparecimento de linhas brancas transversais nos dentes. Já uma menor concentração reduz o efeito anticárie do flúor.

Benefícios – Mesmo quem não consome água de abastecimento público fluoretada é beneficiada, porque geralmente cozinha com essa água. Assim, refeições com arroz-feijão cozidos, por exemplo, com água fluoretada chegam a ser responsáveis por 50% da quantidade de flúor ingerido por dia.

Crianças – O flúor em creme dental é essencial para controlar a cárie. A criança que não usa dentifrício fluoretado estará sendo privada do benefício anticárie do flúor. Para diminuir o risco de fluorose, deve-se se usar uma pequena quantidade (igual a um grão de arroz cozido) de dentifrício de concentração convencional (1000-1100 ppm de flúor) e a escovação deve ser supervisionada pelos responsáveis pelas crianças até que elas dominem esses cuidados, um processo educativo como qualquer outro.

Fonte: Paraná online

Veja só como ir ao dentista é mais importante do que você pensava!

Gengiva doente, corpo doente
Periodontite 2

Por Dr Luiz Rodolfo-  Blog Cremer

Você não concorda com o título acima? Por acaso a gengiva não faz parte do seu corpo? Os espaços entre os dentes e as gengivas, escondem uma gama impressionante de bactérias causadoras de doenças. E se aquele bichinho que está causando inflamação na sua gengiva pegar carona pela sua corrente sanguínea e for parar em outro órgão, como por exemplo, o coração? Ou se você aspirar esses micro-organismos causadores de doenças e eles forem parar nos seus pulmões? O que você acha que pode acontecer?

Cada vez mais os estudos comprovam e corroboram que doenças da gengiva e inúmeras doenças do corpo se relacionam. A relação com o diabetes é o caso mais emblemático e talvez o mais estudado ultimamente. O portador de diabetes, que tem doença na gengiva, deve fazer um tratamento e controle rigoroso, concomitante com o médico e o dentista. A doença Periodontal atrapalha a estabilização da glicemia e vice versa, sendo que a glicemia alta prejudica a cicatrização da gengiva. É uma bola de neve que necessita de uma abordagem multidisciplinar.

A relação de doenças é grande, incluindo abcessos cerebrais, endocardite bacteriana, isquemias cerebrais, pneumonia bacteriana, artrite reumatoide e a ocorrência de partos prematuros. É impossível separar sua boca do restante do corpo, por isso a precaução de doenças da gengiva vai ajudar a prevenir dezenas de males. Veja só como ir ao dentista é mais importante do que você pensava!

O que temos que ter em mente é que a boca é a porta de entrada do nosso organismo. Lembre-se: se o tapete que fica em frente à porta da sua casa estiver sujo, todo mundo que pisar ali e entrar, vai espalhar na sua casa a sujeira para os outros cômodos. Conserve seu sorriso, dentes e gengivas sempre procurando um dentista para fins preventivos. Seja esperto e se proteja antes mesmo da doença aparecer.

Especialista em Periodontia –

Atacar a geladeira na madrugada pode vir a fazer você perder dentes, sabia?

Atacar a geladeira ou comer na cama e não escovar os dentes depois pode causar cárie, gengivite e até perda dos dentes

 Foto: istock / Getty Images

Tem coisa mais gostosa do que atacar a geladeira de madrugada ou comer um docinho vendo televisão, debaixo das cobertas, antes de dormir? Mas saiba que esse costume pode trazer alguns problemas bucais e até causar a perda de dentes. Isso porque, sempre que comemos, forma-se sobre o dente uma placa incolor cheia de bactérias, que se alimentam, entre outras coisas, dos restos da comida que ficam por ali. A higienização bucal serve justamente para remover essa película evitando assim, que ela cause problemas bucais.

“Uma higienização bucal irregular mantém a placa sobre o dente gerando uma série de reações físico-químicas. Esse processo pode levar a perda de minerais da superfície dental, dando início à formação da cárie. A permanência desta placa também produz toxinas que podem levar à instalação de um processo inflamatório das gengivas”, diz Eliane Iguchi Nicolau, cirurgiã-dentista do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein.

 Foto: suravid / Shutterstock

A combinação dos alimentos consumidos à noite com a falta de uma boa escovação antes de dormir torna a boca um lugar ideal para as bactérias fazerem a festa durante madrugada

Foto: suravid / Shutterstock

Comer sem escovar os dentes no meio da noite pode trazer prejuízos sérios
A saliva é uma forte aliada contra a placa bacteriana, funciona como um detergente natural para a boca. No entanto, durante a noite há uma redução do fluxo salivar, que cria um ambiente favorável para o acúmulo de bactérias e o surgimento da cárie. “Durante uma noite de sono, passa-se em média 6 a 8 horas dormindo, ou seja, as bactérias têm bastante tempo para agir caso a escovação não tenha sido realizada”, diz a especialista.Assim, a combinação dos alimentos consumidos à noite, a falta de uma boa escovação antes de dormir e a saliva com a sua atividade reduzida, torna a boca um lugar ideal para as bactérias fazerem a festa durante madrugada.

A gengivite e a perda dental

Com o acúmulo da placa bacteriana, a gengivite aparece e, se não tratada, pode evoluir. “A periodontite é uma inflamação mais severa, uma consequência da gengivite. E os dentes são prejudicados diretamente, pois a estrutura que os mantêm está sendo abalada, podendo levar a perda dental”, diz Eliana.

Outros benefícios da escovação noturna
Segundo um estudo realizado no Laboratório de Bioquímica Oral da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da UNICAMP, o uso de creme dental com flúor a noite reduz a progressão da cárie em comparação com a escovação matinal.

A explicação para isso seria o fato de que a escovação noturna com esse tipo de pasta pode potencializar a retenção do flúor na boca, já que durante o sono o fluxo salivar diminui. Assim, mais concentrado, o flúor pode repor, com mais eficiência, os minerais perdidos pelo dente durante o dia.

Gravidez: gengiva saudável evita parto prematuro

Fatores comuns durante a gravidez como alterações hormonais e dieta irregular podem agravar problemas gengivais e provocar um parto antes da hora

Problemas como a periodontite tendem a aumentar durante a gestação, tornando os cuidados com a saúde bucal imprescindíveis para evitar problemas mais sérios, como um parto prematuro.

As alterações hormonais estão entre as maiores “culpadas” do aumento da incidência de problemas bucais durante a gestação. Neste período os níveis dos hormônios progesterona e estrógeno aumentam muito, chegando a ficar cerca de 10 e 30 vezes maiores, respectivamente.

 Foto: maradonna 8888 / Shutterstock
Alterações hormonais e mesmo comportamentais tornam as inflamações nas gengivas mais comuns em gestantes, o que pode provocar até um parto prematuro

Foto: maradonna 8888 / Shutterstock

“O alto nível de progesterona, por exemplo, aumenta a permeabilidade vascular, potencializa a inflamação e diminui a resistência dos tecidos gengivais aos desafios inflamatórios causados pelas bactérias que durante a gestação estão aumentadas e utilizam esses hormônios para sua nutrição”, diz Rosana Possobon, coordenadora do Cepae (Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais).

Porém, Rosana deixa bem claro que a gravidez não causa a doença periodontal e sim oferece condições para que quadros periodontais possam agravar-se. Isso também acontece por mudanças de hábitos. “Muitas gestantes diminuem a frequência de escovação nesta fase por causa de náuseas (algumas relatam que chegam a vomitar escovando os dentes) ou porque alegam que estão mais preocupadas com a saúde da criança do que com sua saúde oral”, diz Rosana.

Uma higienização inadequada associada ao fato de que mulheres grávidas costumam ter desejos alimentares malucos e uma certa impulsividade por comida faz com que o desenvolvimento de problemas gengivais fique ainda mais facilitado.

Risco de parto prematuro
Além do incômodo normal que uma inflamação severa na gengiva pode causar, como dores, sangramento e sensibilidade, esse problema bucal ainda pode prejudicar a formação do feto. “Há fortes evidências de que as mães com doença periodontal têm mais chances de ter filhos prematuros (abaixo de 37 semanas de gestação) e com baixo peso (inferiores a 2,5kg) e ainda desenvolver quadros de pré-eclâmpsia”, diz Rosana.

Segundo a especialista, a inflamação pode induzir a hiperirritabilidade da musculatura do útero, provocando contração e dilatação cervical, o que pode ser um gatilho para um parto prematuro.

Ir ao dentista não prejudica o bebê

 Existe uma crença de que alguns tipos de tratamentos bucais durante esse período podem prejudicar a criança. “A gestante pode se submeter a tratamentos odontológicos de forma segura desde que sejam tomados os devidos cuidados com o uso de anestésicos, que as radiografias sejam feitas com a proteção adequada e que, de preferência, tais tratamentos sejam feitos no segundo trimestre de gestação, por ser uma fase mais confortável para a gestante”, diz Rosana.

Para a especialista, as consultas ao dentista devem fazer parte da rotina de exames realizados normalmente no pré-natal. “O profissional irá orientar a futura mamãe quanto aos seus hábitos de higiene oral e dieta, além de indicar, caso necessário, alguns métodos curativos como aplicação de flúor”, diz a especialista.

Agência Beta

Saúde bucal atua na prevenção de artrite reumatoide e osteoartrite

Diversos estudos científicos realizados já sugeriram a possível associação entre os problemas bucais e algumas alterações sistêmicas, tais como doença cardíaca, infarto e o nascimento de bebês prematuros ou de baixo peso. Agora, uma pesquisa publicada no periódico americano Journal of Clinical Rheumatology demonstrou que havia bactérias da gengiva nos exames da artrite reumatoide e da osteoartrite. Isso comprova a possibilidade de que as bactérias presentes na placa ao redor dos dentes possam invadir a corrente sanguínea por meio de microúlceras presentes nos tecidos gengivais inflamados.

Essa situação pode afetar não só as estruturas, mas também os órgãos. A prevalência de doença periodontal é quase duas vezes maior em pacientes com artrite reumatoide do que em pessoas saudáveis. A presença de bactérias envolvidas na doença periodontal, como a Porphyromonas gingivalis, pode contribuir com o início ou o agravamento da inflamação nas articulações”, afirma Marinella Holzhausen, professora de odontologia da USP.

( via jornaldosite.)

Mude sua gengiva de forma simples e sem dor

Genvivoplastia: mude sua gengiva de forma simples e sem dor

Novas técnicas permitem alteração da cor e do volume da gengiva com procedimentos bem menos invasivos e feitos no próprio consultório

Gengivoplastia nada mais é do que uma cirurgia plástica da gengiva. Por conta dos enormes avanços da tecnologia, hoje em dia é possível mudar, desde a cor, até o volume dos tecidos gengivais de uma forma bem menos invasiva e dolorida e dentro do próprio consultório.

Uma gengiva bonita é aquela que está bem posicionada em relação à coroa dentária, ou seja, que deixa aparente todo o esmalte do dente sem mostrar porções de raízes. Ela também não pode ter pontos de inflamação ou sangramento. Sua cor deve combinar com a cor de pele e ela deve se mostrar de forma moderada (sem disputar espaço com/entre os dentes).

Com a gengivoplastia é possível mudar a cor da gengiva, aumentar a faixa do tecido gengival, cobrir raízes dentárias expostas, e, claro, diminuir a gengiva em casos clássicos de um sorriso gengival (quando há um grande volume de gengiva na boca e ela disputa espaço com os dentes). “As aplicações são várias, podendo ser restritas a um único dente ou múltiplos”, diz Luis Fernando Ferrari Bellasalma, professor de Periodontia da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas).

 Foto: kurhan / Shutterstock

Hoje em dia é possível mudar, desde a cor, até o volume dos tecidos gengivais de uma forma bem menos invasiva e dolorida e dentro do próprio consultório

Foto: kurhan / Shutterstock

Menos invasivos e dolorosos
Além de a tecnologia permitir a realização desses procedimentos que alteram a estética gengival, ela também possibilitou, com o passar do tempo, que eles se tornassem cada vez menos invasivos e dolorosos.

Um bom exemplo disso é a cirurgia de correção do sorriso gengival. Essa prática que antes era bem mais traumática para o paciente (tanto na cirurgia como no pós-operatório), hoje pode ser feita no próprio consultório e consiste apenas em pequenas incisões com um bisturi para retirar a mucosa que está em excesso e depois uma remodelagem da gengiva com uma espécie de espátula.

Mas para o especialista, o maior benefício que a tecnologia trouxe para o paciente que faz uma gengivoplastia foi o pós-operatório. “Alguns dias de alimentação pastosa e bastante repouso são o bastante para promover a recuperação”, diz Luiz Fernando.

Agência Beta

A Endocardite Infecciosa é uma doença comum que causa alto índice de mortalidade

Endocardite Infecciosa: o coração e a boca

A Endocardite Infecciosa é uma doença comum

A Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença comum, que causa alto índice de mortalidade. Trata-se de uma infecção da parede interna do coração ou das válvulas do coração e uma de suas causas é a má conservação dos dentes.

O coração humano é constituído de quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos). Os átrios são responsáveis por mandar sangue, que vem dos pulmões, ou do restante do corpo, para os ventrículos, enquanto os ventrículos mandam o sangue para os pulmões ou para o restante do corpo. O sangue que vai para os pulmões é o que será oxigenado e, para o restante do organismo, o sangue vai cheio de nutrientes e de oxigênio, mantendo seu funcionamento.

Na passagem dos átrios para os ventrículos, existem válvulas que impedem a volta de sangue, mantendo o fluxo sempre em uma direção. São estas válvulas que podem ser infectadas pelas bactérias, ou outros microrganismos, como fungos e vírus.

A Endocardite Infecciosa ocorre quando há presença de micro-organismos, como bactérias, no fluxo sanguíneo e estas encontram tecidos cardíacos danificados, ou válvulas cardíacas anormais, onde podem se multiplicar livremente, causando uma infecção.

Raramente, também pode ocorrer em pessoas com coração normal. Entretanto, se a pessoa tem algum fator predisponente, há maior probabilidade de desenvolver Endocardite Infecciosa. Isto é particularmente importante no Brasil em função da alta frequência de outra doença, a Febre Reumática. Também ocorre devido à alta incidência de cáries nos dentes e de doença periodontal (gengivite e periodontite).

A Febre Reumática surge a partir de uma infecção na garganta mal tratada, na infância. Acomete as válvulas do coração, principalmente as do lado esquerdo, deixando-as propícias ao desenvolvimento da EI. Daí a necessidade do uso de antibiótico profilático em pacientes com febre reumática.

Outro fator que aumenta as chances de desenvolver a doença é a presença de cáries. Sabe-se que os procedimentos para tratamento da cárie podem causar a passagem das bactérias para a corrente sanguínea. Estas bactérias, por sua vez, podem causar endocardite em pessoas predispostas. Algumas doenças periodontais, como gengivite e periodontite, também aumentam o risco de endocardite. A gengiva deve ter coloração rósea claro, não sangrar quando escovar os dentes, não apresentar inchaço e ter boa aderência aos dentes. Se a pessoa tem algum problema cardíaco deve procurar um dentista regularmente e apresentar boa higiene oral.

Nem todos os tipos de endocardite podem ser prevenidas. Porém, se a pessoa tem problema no coração e vai ser submetida a um procedimento dentário é bom procurar um profissional especializado em atender pacientes especiais. Se a pessoa tem problema cardíaco, como alteração causada pela febre reumática, precisa manter a saúde bucal, pois o risco de desenvolver Endocardite Infecciosa é alto.

Pessoas transplantadas cardíacas precisam manter a saúde bucal e precisam do atendimento de um cirurgião-dentista especializado, um profissional que entenda a interação dos medicamentos consumidos com os prescritos pelo dentista e ainda conheça a prevenção de problemas que podem ocorrer, pois os medicamentos ingeridos por um transplantado abaixam a imunidade.

Pacientes que fazem uso de anticoagulantes podem ter problemas com sangramento, em alguns procedimentos dentários, como extração de dentes, cirurgias bucais e limpeza dentária, e pode ser de difícil controle. Por isso, o paciente em uso desse medicamento deve procurar atendimento odontológico especial, pois medidas locais devem ser adotadas para evitar hemorragias.

Pessoas sem dentes correm o risco de ter essa doença, principalmente, a causada por fungos de quem usa dentadura, deve ser limpa após as refeições, usando escova e pasta dental. O dentista deve ser procurado para avaliar as mucosas e os ossos adjacentes, através de radiografia. O dentista pode descobrir, através da radiografia, raízes de dentes que permanecem nos ossos, após a tentativa de extração, ou mesmo pelo próprio curso da cárie, assim como algumas lesões que podem representar focos infecciosos, levando a um maior risco de Endocardite e podendo até impedir a cirurgia cardíaca, caso essa seja necessária.

Por: Rosane Menezes Faria, membro do Departamento de Odontologia da SOCESP