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Alimentos industrializados na infância

Porque evitar os alimentos industrializados na infância

Apesar da elevada disponibilidade de alimentos industrializados para a criança, seu uso diário e indiscriminado não é recomendado, pois interfere na formação do hábito alimentar saudável.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças até dois anos de idade não devem consumir alimentos industrializados. Nesta fase, o indicado é consumir alimentos naturais, que oferecem uma maior quantidade de nutrientes sem aditivos químicos, como, conservantes, aromatizantes, corantes e espessantes, pois essas substâncias podem dar inícios às alergias, e em longo prazo, efeito tóxico no fígado, por exemplo.

Além dos aspectos nutricionais, em muitas situações, os alimentos industrializados podem apresentar custo mais elevado que o natural, o que pode comprometer o orçamento da família.

Outro cuidado importante em relação aos alimentos processados está relacionado à quantidade excessiva de açúcar, gordura e sódio. Essas substâncias em excesso podem aumentar o risco de doenças crônicas no futuro, como obesidade, colesterol elevado no sangue e diabetes.

Você pode achar que estamos exagerando, mas não. Vários estudos já encontraram acúmulo de gordura na artéria de crianças, e isso configura risco para doença cardiovascular.

Com isso, vamos prestar atenção na alimentação das crianças. E quando falamos de alimentos industrializados, o leque é grande, portanto achamos importante dar alguns exemplos:

  • Chocolate
  • Balas, pirulitos e todas as guloseimas que levam açúcar
  • Bebidas com achocolatados
  • Café
  • Salgadinhos, biscoitos e bolachas
  • Embutidos
  • Refrigerantes
  • Bebidas lácteas
  • Leite fermentado
  • Bebidas à base de soja
  • Petit Suisse
  • Sucos industrializados
  • Macarrão instantâneo

Importante: Essas informações também valem para os tios, avós e amigos. Nunca ofereça nada às crianças sem o consentimento dos pais. Fica a dica!

 Fonte: Meu pratinho saudável

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Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

O açúcar está presente em vários alimentos, sendo utilizado principalmente para deixá-los mais saborosos. Pequenas quantidades de alimentos como achocolatado e ketchup fazem com que a dieta fique rica em açúcar, favorecendo o aumento do peso e a propensão para desenvolver diabetes.

A lista abaixo traz a quantidade de açúcar presente em alguns alimentos, sendo representado por pacotinhos de 5 g de açúcar.

1. Refrigerante

Os refrigerantes são bebidas ricas em açúcar, e o ideal é trocá-los por sucos naturais de fruta, que contêm apenas o açúcar já presente nas frutas e além disso, os sucos naturais são ricos em vitaminas importantes para o bom funcionamento do organismo. Veja dicas para fazer compras saudáveis no supermercado e manter a dieta.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

2. Chocolate

Os chocolates são ricos em açúcar, principalmente o chocolate branco. A melhor opção é escolher o chocolate amargo, com pelo menos 60% de cacau, ou o ‘chocolate’ de alfarroba, que não é preparado com cacau, mas com alfarroba.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

3. Leite condensado

O leite condensado é feito apenas com leite e açúcar, devendo ser evitado na alimentação. Quando necessário, em receitas, deve-se preferir o leite condensado light, lembrando que mesmo a versão light também é muito doce.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

4. Creme de avelã

O creme de avelã tem como principal ingrediente o açúcar, sendo preferível utilizar patês caseiros ou geleia de frutas para consumir com torradas ou passar no pão.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

5. Iogurte

Para produzir iogurtes mais saborosos, a indústria adiciona açúcar na receita desse alimento, sendo ideal consumir iogurtes light, que são feitos apenas a partir do leite simples ou o açúcar natural.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

6. Ketchup

O ketchup e molhos barbecue são ricos em açúcar, devendo ser substituídos por molho de tomate, que é rico em antioxidantes que ajudam na prevenção de doenças como câncer.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

7. Biscoito recheado

Além de muito açúcar, os biscoitos recheados também são ricos em gordura saturada, que aumenta o colesterol ruim. Assim, o ideal é consumir biscoitos simples sem recheio, de preferência integrais, ricos em fibras.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

8. Cereais do café da manhã

Os cereais utilizados no café da manhã são muito doces, principalmente os de chocolate ou com recheio por dentro. Por isso, deve-se preferir cereais de milho ou as versões light, que contêm menos açúcar adicionado.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

9. Achocolatado

Cada colher de achocolatado normal contém 10 g de açúcar, devendo preferir as versões light, que além de serem ricas em vitaminas e minerais, também são saborosas.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

10. Gelatina

O principal ingrediente da gelatina é o açúcar, e por ela ser de fácil digestão, aumenta rapidamente a glicemia, favorecendo o aparecimento de diabetes. Por isso, o ideal é consumir a gelatina diet ou zero, que são ricas em proteínas, nutriente ideal para fortalecer o corpo.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

Fonte: Tua Saúde:dieta e nutrição

Nota esclarecimento: entrevista de Bela Gil realizada em seu canal no YouTube

Nota esclarecimento: entrevista de Bela Gil realizada em seu canal no YouTube

bella_gilRecentemente, a apresentadora Bela Gil realizou uma entrevista em seu canal no YouTube com um profissional da área de saúde sobre o tema “Higiene bucal nas Crianças”. Lamentamos que o profissional entrevistado tenha usado sua autoridade médica para emitir opiniões pessoais sobre o assunto sem base no melhor conhecimento científico atualmente disponível.
Assim, julgamos pertinente esclarecer que:

1- A cárie dentária é um importante problema de saúde pública, atingindo cerca de 3 bilhões de pessoas no planeta. No Brasil, mais da metade das crianças com 5 anos de idade possui cárie, sendo que 80% das lesões permanecem sem tratamento. A cárie não tratada interfere negativamente com a qualidade de vida das crianças e das suas famílias causando prejuízos à alimentação, ao sono, à fala e às interações sociais, entre outros problemas.

2- Água fluoretada é uma medida de saúde pública recomendada pela Organização Mundial da Saúde que é utilizada não só no Brasil, mas em muitos países, como Austrália, Estados Unidos, Irlanda, Nova Zelândia, entre outros, tendo em vista sua eficácia contra a cárie dentária, sem nenhum risco para a saúde geral da população, e a sua ótima relação custo-benefício.

3- Dentifrício fluoretado tem sido recomendado por órgãos governamentais, associações profissionais e diversas instituições de saúde em todo o mundo porque seu uso para prevenir e controlar a cárie dentária, tanto na dentição decídua como na dentição permanente , está fortemente baseado em evidência de estudos clínicos controlados. Em acréscimo, o uso de dentifrício fluoretado não impõe risco à saúde geral.

4- Fluorose dentária é o único efeito sistêmico decorrente do uso de água de abastecimento público e/ou dentifrício fluoretado  porém, quando ocorre, não implica em comprometimento da qualidade de vida das pessoas afetadas .+ Vale destacar também que, sendo uma alteração de ordem sistêmica, a fluorose afeta todos os dentes que estão se formando durante o período em que ocorreu a ingestão e a absorção do flúor. Logo, é um equívoco atribuir uma mancha isolada em um dente ao consumo de água fluoretada conforme foi mencionado pela entrevistadora no programa.

Considerando que a cárie dentária é um problema de saúde evitável que ainda compromete negativamente a vida de milhões de crianças no Brasil, especialmente aquelas socialmente mais vulneráveis, cremos ser imprescindível utilizar responsavelmente os meios de comunicação, inclusive as redes sociais, para disseminar informação embasada em evidências científicas sobre as medidas efetivas, atualmente disponíveis, de controle da doença.

A Associação Brasileira de Odontopediatria se coloca à disposição da sociedade para, sempre que necessário, prestar esclarecimentos sobre esse e outros temas relacionados à saúde bucal de crianças e adolescentes.

  1. Kassebaum NJ, Bernabe E, Dahiya M, Bhandari B, Murray CJ, Marcenes W. Global burden of untreated caries: A systematic review and metaregression. J Dent Res 2015.
  2. BRASIL Ministério da Saúde. Coordenação Geral de Saúde Bucal. SB Brasil 2010. Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – Principais Resultados. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.
  3. Feldens CA, Ardenghi TM, Dos Santos Dullius AI, Vargas-Ferreira F, Hernandez PAG, Kramer PF. Clarifying the impact of untreated and treated dental caries on oral health-related quality of life among adolescents. Caries Res 2016;50: 414-21.
  4. Kramer PF, Feldens CA, Ferreira SH, Bervian J, Rodrigues PH, Peres MA. Exploring the impact of oral diseases and disorders on quality of life of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol 2013;41: 327-35.
  5. Moore D, Poynton M, Broadbent JM, Thomson WM. The costs and benefits of water fluoridation in NZ. BMC Oral Health 2017;17: 134.
  6. Rugg-Gunn AJ, Spencer AJ, Whelton HP, Jones C, Beal JF, Castle P, et al. Critique of the review of ‘water fluoridation for the prevention of dental caries’ published by the Cochrane Collaboration in 2015. Br Dent J 2016;220: 335-40.
  7. Iheozor-Ejiofor Z, Worthington HV, Walsh T, O’Malley L, Clarkson JE, Macey R, et al. Water fluoridation for the prevention of dental caries. Cochrane Database Syst Rev 2015;6: CD010856.
  8. Rugg-Gunn AJ, Do L. Effectiveness of water fluoridation in caries prevention. Community Dent Oral Epidemiol 2012;40 Suppl 2: 55-64.
  9. Wright JT, Hanson N, Ristic H, Whall CW, Estrich CG, Zentz RR. Fluoride toothpaste efficacy and safety in children younger than 6 years: A systematic review. J Am Dent Assoc 2014;145: 182-9.
  10. Santos APP, Oliveira BH, Nadanovsky P. Effects of low and standard fluoride toothpastes on caries and fluorosis: Systematic review and meta-analysis. Caries Res 2013;47: 382-90.
  11. dos Santos AP, Nadanovsky P, de Oliveira BH. A systematic review and meta-analysis of the effects of fluoride toothpastes on the prevention of dental caries in the primary dentition of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol 2013;41: 1-12.
  12. Walsh T, Worthington HV, Glenny AM, Appelbe P, Marinho VC, Shi X. Fluoride toothpastes of different concentrations for preventing dental caries in children and adolescents. Cochrane Database Syst Rev 2010: CD007868.
  13. Marinho VC, Higgins JP, Sheiham A, Logan S. Fluoride toothpastes for preventing dental caries in children and adolescents. Cochrane Database Syst Rev 2003: CD002278.
  14. Onoriobe U, Rozier RG, Cantrell J, King RS. Effects of enamel fluorosis and dental caries on quality of life. J Dent Res 2014;93: 972-9.
  15. Moimaz SA, Saliba O, Marques LB, Garbin CA, Saliba NA. Dental fluorosis and its influence on children’s life. Braz Oral Res 2015;29.

Os primeiros dentinhos nasceram. E agora?

Entenda a importância do cuidado com os dentes de leite para a saúde bucal do bebê

primeiro dentinho nasceu! E agora, o que fazer? Já devo levar meu bebê ao dentista? Como escovar os dentes dele? Essas são apenas algumas das dúvidas de pais e mães de primeira viagem e, para ajudá-los, o Fundo Global Para os Dentes da Criança preparou uma cartilha especial para a saúde bucal do bebê. Veja algumas dicas:
Os primeiros dentinhos nasceram. E agora_
Procure um dentista
Sim, você já pode procurar um profissional! De acordo com a cartilha, uma consulta com um especialista deve ser feita quando os primeiros dentes de leite aparecerem. Assim, o profissional poderá acompanhar a saúde bucal do bebê e dar recomendações aos pais e a criança vai se acostumando desde cedo ao ambiente do consultório odontológico.

Cuide da alimentação
Uma dieta balanceada e rica em nutrientes favorece a formação dos dentes. O Fundo Global Para os Dentes da Criança também ressalta a importância da amamentação para os dentes. O ato de sugar o peito da mãe estimula o desenvolvimento da arcada dentária. Portanto, a recomendação é que crianças com até 6 meses de idade recebam o leite materno como fonte exclusiva de alimento.

Escove os dentinhos
Assim que os primeiros dentes de leite aparecerem, os hábitos de higiene oral devem começar. Procure uma escova especial e uma pasta de dente adequada para a idade de seu filho.
O cuidado nos primeiros 1000 dias influenciam em toda a vida do bebê!

Bibliografia: Cartilha: saúde bucal do bebê. Radar da Primeira Infância. 2016.

Saúde Oral e o Bebê. Global Child Dental Fund. Disponível em: gcdfund.org

Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

 

1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Fonte:

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Por que escovar com dentifrício a 1000 ppm F desde o irrompimento do 1º dente?

As bactérias que vivem naturalmente na boca de todos aderem às superfícies dentárias e nelas se acumulam, porque os dentes são as únicas superfícies do nosso organismo que não se descamam. O acúmulo de biofilmes é considerado o fator necessário para desenvolver cárie e biofilmes são comunidades bacterianas organizadas resistentes às defesas naturais do hospedeiro e à agentes antimicrobianos. Assim, a maneira mais eficaz de controlar biofilmes é sua remoção mecânica e no caso dos acumulados sobre os dentes isso tem sido feito pela escovação.

Entretanto, embora as pessoas escovem seus dentes, a eficácia da escovação feita habitualmente pela população para controlar cárie é muito pequena. Por outro lado quando os dentes são escovados com dentifrício fluoretado, o fluoreto disponibilizado pelo dentifrício compensa as limitações mecânicas da escovação com o efeito físico-químico do fluoreto interferindo com o processo de desenvolvimento de lesões de cárie. Logo, além do dentifrício usado para escovar os dentes precisar ser fluoretado ele necessita ter uma concentração mínima para ser eficaz e essa, de acordo com a melhor evidência cientifica disponível, deve ser de 1000 ppm F (mg F/kg). Outro fator importante é a frequência de escovação com dentifrício fluoretado, a qual deve ser no mínimo de 2x/dia, sendo que a escovação noturna parece ser a mais eficaz para o melhor controle de cárie.
Embora acúmulo de biofilme seja o fator necessário para o desenvolvimento de cárie, ele por si só não é suficiente, sendo determinante a exposição frequente á açucares da dieta, dos quais sacarose é o mais cariogênico. Logo, açúcar é o fator determinante negativo para o desenvolvimento de cárie e fluoreto é o fator determinante positivo tentando contrabalançar o efeito do açúcar. Assim, é altamente desejável, que além do dentes serem regularmente escovados com dentifrícios fluoretados, haja uma disciplina de consumo de produtos açucarados e esse equilíbrio é conseguido se açúcares não forem consumidos mais 7x/dia.
A escovação dos dentes com dentifrício fluoretado desde seu irrompimento tem sido pragmaticamente recomendada por Associações e Academias tanto da área Médica como Odontológica, porque:
1- Não é possível predizer se uma crianças terá ou não cárie no futuro;
2- Cárie continua sendo um problema na qualidade de vida das pessoas;
3- Fluorose dentária, o único risco do uso de dentifrício fluoretado na infância, não compromete a qualidade de vida dos acometidos;
4- A eficácia e segurança de dentifrício de concentração convencional (1000 a 1500 ppm F) está baseada em evidência.

Prof Jaime A Cury – FOP-UNICAMP Jaime Aparecido Cury – Professor titular de Bioquímica e Cariologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), Piracicaba, SP, Brasil
Prof. Jaime A Cury
Av. Limeira, 901 (CP 52)
Areião – Piracicaba – SP
13414-903
Brasil
jcury@unicamp.br

Pesquisa sugere que amamentar protege contra o câncer de mama

A maioria da população desconhece essa e outras formas de prevenir a doença

Os casos genéticos de câncer de mama correspondem a aproximadamente 10% de todos no mundo. Isso significa que os outros 90% envolvem também fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e… não ter amamentado.

O problema é que essa questão é amplamente desconhecida, segundo dados de um levantamento realizado com usuários dos metrôs de São Paulo. Essa pesquisa fez parte da campanha “Cada Minuto Conta”, uma parceria entre a União Latino-americana contra o Câncer da Mulher (Ulaccam) e a farmacêutica Pfizer.

Dentro da amostra de 270 passageiros, 22% das mulheres e 19% dos homens acreditavam que o aleitamento materno não diminuía a probabilidade de tumores na mama. Além disso, 78% das participantes não sabiam que ter filhos também abaixa essa possibilidade.

O oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, explicou em um comunicado o porquê da relação: “Quanto menos filhos, maior o número de ciclos menstruais na vida da mulher, que são momentos de maior exposição a hormônios relacionados à doença. Da mesma forma, quanto maior o período de amamentação, menos ciclos menstruais, e maior a proteção”.

É claro que essas não são as únicas maneiras de prevenir a disfunção. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), aponta outras considerações importantes: “estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor”.

Fonte: Saúde – Abril

APCD

Chegando a Páscoa…

Por que você deveria oferecer doces para criança apenas depois dos 2 anos

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A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é clara: doces são considerados calorias vazias e seu consumo não tem indicação em nenhuma faixa etária. “Mas, se houvesse a necessidade de oferta, seria somente depois dos dois anos”, diz Elza de Mello, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Então, como controlar a criançada que vê os amigos comendo uma barra de chocolate e o desejo dos avós de fazerem os netos felizes? Como abrir exceções sem perder o controle? Qual tipo de doce oferecer? Abaixo, três pediatras respondem seis dúvidas frequentes relacionadas ao tema.

Consultoria: Elza de Mello, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Werther de Carvalho, pediatra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo e Jomara de Araújo, pediatra e médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Por que o consumo é indicado somente depois dos dois anos?

Por diversos motivos, como não promover alteração da flora oral e, consequentemente, criar risco de surgimento de cáries e não desencadear processo de obesidade ou desenvolvimento de diabetes. Também vale citar que comer doces tão cedo (e até mesmo depois dos dois anos) vicia e empobrece o paladar. É nesta fase que a criança está desenvolvendo o paladar, portanto elas podem ficar mais tolerantes aos doces, querendo cada vez mais porções maiores, para satisfazê-las. Não raro, crianças passam a recusar alimentos salgados e só aceitam os mais adocicados, como mandioquinha e batatas, ou receitas adoçadas, como feijão cozido com batata-doce e arroz com uva-passa.

Existe algum tipo de açúcar bem-vindo na rotina alimentar?

Sim, o que é natural dos alimentos, como o presente em frutas e legumes. A indicação é oferecer diversos tipos de frutas. Mesmo que a criança não queira no início, não desista de dar. Não é recomendável forçar, pois ela tem que entender que o alimento é comum.

Como liberar o consumo sem prejudicar a saúde?

A alimentação é um momento de inserção na vida social e as crianças não podem ser privadas disso. Sendo assim, não há nada de errado liberar um pouco de doce em festas. No dia a dia, o segredo, segundo os especialistas consultados, é não ter esse alimento em casa. O ideal é que doces sejam liberados em quantidades pequenas e ocasionalmente, em eventos festivos, como aniversários e Natal.

Como negociar a quantidade com as crianças?

A determinação dos pais deve prevalecer e, desde cedo, é importante ensinar as crianças a comer doses pequenas e escolher o que comer –dois brigadeiros ou um copo de refrigerante? Também é um equívoco achar que a criança que nunca come doces na rotina pode se esbaldar em uma festa de aniversário. Além do excesso fazer mal, a criança pode passar a se comportar assim em todas outras datas comemorativas e a exceção acaba virando regra.

Faz sentido usar doce para chantagear?

Jamais diga para os pequenos que, se comerem espinafre, vão ganhar sobremesa. Os pais nunca devem fazer chantagem para que o filho coma. Quando se faz isso, a ideia que se forma para a criança é que o alimento o alimento saudável é ruim e para ingerí-lo é preciso comer algo considerado saboroso depois.

  • Pode acontecer que o excesso de açúcar seja rapidamente absorvido e cause apenas certa excitabilidade. No entanto, é mais visto que, com a ingestão constante de açúcar simples, aconteçam picos repentinos e frequentes da quantidade de glicose no sangue que, por sua vez, determinam picos de insulina. Com isso, podem ocorrer quadros de irritabilidade, alterações de humor e cansaço.

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Protetor bucal: O que dentistas e atletas precisam saber

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Caio Capitani dos Santos

Caio Capitani dos Santos

Cirurgião-Dentista especialista em DTM e DOF (2010) UNISANTA; Ortodontia e Ortopedia Facial (2014) UNISANTA; Odontologia do Esporte (2016) UP (Curitiba /PR); Ciências do Esporte (conclusão 2017) UNIFESP / SP. Membro da Academia Brasileira de Odontologia do Esporte (ABROE).