Como sair do sedentarismo?

Como sair do sedentarismo? Dicas simples que vão te ajudar a tomar essa iniciativa e movimentar-se
Treinar com amigos, relaxar ou se desafiar a cada nova conquista. Essas são algumas das experiências que a pratica da atividade física proporciona. Confira dicas para quem quer sair do sedentarismo. Saiba mais

​O sedentarismo está na lista dos principais fatores de risco que prejudicam a sua saúde. Um estudo recente (Lancet Glob Health. 2018, Sep 4), somando mais de 1,9 milhões de indivíduos entrevistados, mostrou que o Brasil tem o quinto pior índice de sedentarismo do mundo! Especialmente entre as mulheres. É normal que com a correria do dia a dia as pessoas sintam-se desmotivadas para começar a praticar uma atividade física. Entretanto, os benefícios do exercício físico vão além da disposição física. Melhor qualidade de sono, maior controle do estresse, redução do risco de doenças cardiovasculares, menor risco de câncer e melhor qualidade de vida são alguns dos muitos benefícios proporcionados pelo exercício.

Conversamos com o nosso especialista, o Dr. Gabriel Ferreira Rozin e preparamos uma lista com dicas para sair do sedentarismo.

1 – Decidi que quero sair do sedentarismo. Devo fazer um check-up para eu saber se realmente posso fazer atividade física?
Normalmente pessoas sadias, sem histórico de doenças cardiovasculares, não precisam de exames para iniciar a prática de atividades físicas. Para indivíduos com condições como hipertensão arterial, diabetes ou elevação do colesterol é prudente uma avaliação clínica para excluir a presença de doença cardiovascular assintomática que possa se manifestar subitamente no exercício.

2 – Quais as dicas para escolher a melhor atividade física para o meu objetivo?
A melhor atividade física é aquela que efetivamente é feita! Por isso a melhor atividade física é aquela que traz o benefício do exercício com algum nível de prazer e diversão, convidando assim a ser feita novamente. Para a saúde do coração tanto faz se você está dançando, caminhando, nadando ou pedalando. Mas se o objetivo não é apenas saúde e sim alguma meta estética ou desempenho esportivo, a orientação de um educador físico é fundamental para alcançar os objetivos.

Muitas pessoas procuram fazer atividade física para perder peso. Neste caso é importante saber que, especialmente para os sedentários que vão começar a prática esportiva, que o pequeno gasto calórico da atividade física pode ser facilmente anulado com excessos na alimentação. Isto é, não é efetivo “correr atrás do garfo”! Para perder peso a atividade física deve estar alinhada com um trabalho de reeducação alimentar.

3 – Posso fazer atividade física em casa?
Com certeza. O espaço livre de uma sala de estar, quarto ou varanda pode ser suficiente para muitos exercícios efetivos, como abdominais, flexões de braço, agachamentos ou até treinos com pesos. Alguns treinadores desenvolveram soluções criativas usando objetos presentes em casa para fazer exercícios, portanto a falta de uma academia não é um problema.

4 – Como administrar a falta de tempo com a prática de uma atividade física?
Se colocarmos a atividade física como um compromisso do nosso dia, com um grau de importância semelhante ao trabalho ou alimentação saudável, então mesmo um intervalo pequeno de tempo, pode ser usado para treinar. Existem estratégias de treinos curtos de alta intensidade chamados HIIT (High Intensity Interval Training – do inglês treino intervalado de alta intensidade) oferecidos por muitas academias. Este treino combina exercícios de alta intensidade em intervalos curtos, alguns segundos e são feitos em uma série curta. Em alguns programas de HIIT os treinos têm 15 minutos de duração. E muitas publicações científicas já demonstraram benefícios com treinos curtos, sem maior incidência de lesões.

5 – Fazer uma caminhada já é um bom começo?
Caminhar é um exercício acessível a praticamente todos. É o movimento natural de deslocamento do corpo humano e basta intensificar levemente o passo para se ter uma atividade física que é suficiente para aumentar o gasto energético diário. Uma dica fácil para avaliar a intensidade da caminhada é perceber o ritmo da respiração: se caminhando com alguém, a conversa estiver fluindo fácil, então, há espaço para intensificar o ritmo. A caminhada deve ser intensa o suficiente para permitir que você fale algumas palavras, mas não uma frase longa.

6 – Qual a frequência que uma pessoa pode dizer que não é sedentária? Qual a frequência ideal para quem esta começando?
Para ser considerado fisicamente ativo a recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais (por exemplo, 30 minutos , 5 vezes por semana) de atividade física leve a moderada. Por atividade leve a moderada, podemos citar a caminhada num ritmo que torne a respiração mais ofegante, ou uma pedalada leve. Se for possível uma atividade mais intensa, como correr ou nadar, a recomendação é metade disso, pelo menos 75 minutos semanais.

Geralmente um intervalo de 2 a 4 dias entre sessões de treino são ideais para induzir ganho de condicionamento e melhor qualidade muscular e cardiovascular. Ou seja, duas ou três sessões por semana são ideais para começar a desenvolver o condicionamento. Treinar apenas uma vez por semana também pode trazer benefício, mas o ganho em termos de condicionamento provavelmente será menor.

7 – Jogar futebol com os amigos no final de semana é uma prática saudável?
Certamente! Muitos estudos reforçam a importância de sair do sedentarismo, mesmo que somente aos finais de semana, demonstrando benefícios em relação a quem não pratica nada. Entretanto quem se exercita apenas aos finais de semana (especialmente futebol, que é um esporte de impacto) corre maior risco de lesões, como estiramentos musculares, lesões articulares ou ligamentares.

8 – Podemos dizer que fazer atividade física é uma obrigação?
Assim como alimentação saudável, atividade física não deve ser uma obrigação, atribuindo a ela um caráter impositivo. Como já foi demonstrado em alguns estudos sobre alimentação, a proibição de certos alimentos como uma prescrição médica pode ter o efeito reverso, de aumentar o seu consumo! Sendo assim a obrigatoriedade da atividade física pode aumentar a frustração de quem tem dificuldades em praticar. Devemos estimular conhecimento sobre os benefícios da atividade física e seu potencial em promover bem estar, prevenção e tratamento de doenças. Neste sentido a prática regular de atividade física faz parte de uma rotina saudável, e a motivação para o exercício virá naturalmente uma vez que o indivíduo sente os benefícios da sua prática.

9 – Fazer atividade física ajuda na saúde mental?
Uma lição aprendida das disciplinas orientais: atividade física pode ser uma forma de meditação! Yoga, Tai-Chi e outras formas de exercícios são usadas para treinar o corpo e o tornar mais apto para atingir estados elevados de concentração e desenvolvimento espiritual. Mesmo que não façamos exercício para este fim, inúmeros estudos científicos já demonstraram o benefício de atividade física para o manejo de condições como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, insônia, transtornos de hiperatividade e inatenção.

Além disso, exercícios físicos são atualmente considerados a medida de estilo de vida mais efetiva, mais até do que muitas medicações, para reduzir a progressão de demências, como a doença de Alzheimer.

Encontre algo que você goste de fazer e aproveite as mudanças positivas que um exercício físico pode trazer para a sua vida.

Fonte: dr. Gabriel Ferreira Rozin​, médico especialista do Hospital Israelita Albert Einstein

Bruxismo e stress

Bruxismo do sono e criança estressada. Essa dobradinha está sempre presente?

FONTE: Dra Adriana Lira Ortega

Será que a associação causal entre estresse e bruxismo do sono (BS) é direta e sempre frequente? É muuuitooooo comum ouvir mães e colegas sempre justificando a presença do BS porque a criança tem ou está com algum foco de estresse: trocou de escola, os pais brigaram, nasceu um irmãozinho, o peixinho morreu e por aí vai… Mas sem dúvidas, é muito fácil achar um foco de ansiedade em qualquer pessoa, inclusive em crianças! Procura que acha.

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Bem, apesar da associação estar bem descrita na literatura, algumas considerações podem ser feitas. Vamos lá:

1.   A Associação é causal ?

Poderíamos encontrar uma justificativa biológica no movimento mandibular durante o sono frente a presença de um fator estressante ou ainda, uma personalidade ansiosa? Não vejo “motivo”… :/

O Bruxismo do Sono pode ser justificado na presença de refluxo ou na diminuição do fluxo de ar, porque nesses casos o movimento mandibular tem função. No caso de ansiedade e estresse não existe função para o movimento. A pessoa tensa contraí músculos e aperta os dentes, não range…

2.       Nem toda pesquisa encontra a associação… Ou seja, não existe “consistência”, que é um dos critérios de Hill para identificar associação causal. Leia sobre associação causal!!

Recentemente a Nélia Medeiros Sampaio, uma profissional comprometida e competente,  que tive o prazer de orientar no Doutorado, publicou o resultado de uma pesquisa onde investigamos estresse e BS em 246 indivíduos: crianças e suas mães. A avaliação psicológica foi feita por um psicólogo, especialista e professor universitário na área.

Resumidamente, o que encontramos?

  • Aumento na chance de ocorrência de BS nas crianças foi observado quando as mães também apresentavam (olha a genética aí!!!! 🙂 )
  • Stress psicológico não estabeleceu associação significante com BS, nem nas crianças nem nas mães, mesmo quando o instrumento de diagnóstico identificou níveis aumentados de stress.
  • Estresse materno, como um possível fator ambiental, não influenciou na ocorrência de BS na criança.
  • criança cobrindo rosto

Assim, os achados desse estudo dão uma dica…  É necessário procurarmos também causas orgânicas ao invés de focarmos a atenção apenas no aspecto psicológico. Obviamente é extremamente importante prestar atenção nos aspectos psicológicos. Mas não fazendo a associação imediata e sem investigar outros fatores etiológicos presentes!

Quer ler o artigo completo? Ele está disponível na íntegra no site da Sleep ScienceSampaio NM, Oliveira MC, Andrade AC, Santos LB, Sampaio M, Ortega AL. Relationship between stress and sleep bruxism in children and their mothers: A case control study . Sleep Sci. 2018;11(4):239-244.

Meditação para crianças

Os benefícios da Meditação para Crianças

Confira as dicas desta equipe de especialistas e ensine essa nova atividade aos seus filhos

Escola, cursos, aulas esportivas, brincadeiras, celulares, tecnologia… A rotina de uma criança hoje em dia é agitada e muitas vezes sobrecarregada de informações. Mas como “desacelerar” as crianças e estimular a reflexão e o relaxamento​? A meditação pode ser uma opção!

Primeiros passos
De acordo com Ester Azevedo Massola, terapeuta corporal da equipe de Medicina Integrativa do Einstein, a prática de meditação pode proporcionar às crianças experiências de calma e relaxamento, melhorar a concentração, a percepção de bem-estar e de suas emoções.  “Para apresentar a atividade as crianças, comece primeiramente por você a experienciar práticas de meditação, para que assim possa compartilhar com as crianças suas experiências”.

O segundo passo é convidar a criança para a prática, de modo suave e alegre, sem precisar obrigá-las ou falar em tom autoritário nos momentos que estiverem juntos para praticar. É preciso criar momentos de calma juntos. Estimule a criança a prestar atenção aos detalhes da natureza, como uma flor, um bicho, as cores do céu, os aromas e os sons. Esse contato com a natureza busca estimular o relaxamento e controlar a ansiedade da criança com os afazeres e atividades da rotina.

Aproveite para olhar nos olhos da criança, não a interrompa enquanto estiver falando, procure deixar que ela também lhe ensine algo. “Essas atitudes demonstram que você está disponível para a criança. Incentive-as a falar sobre suas emoções e sensações, esteja presente ouvindo com atenção e acolhimento”, afirma Márcia Prieto, terapeuta corporal que também faz parte da equipe de Medicina Integrativa do Einstein.

Em toda prática meditativa, procure sentar-se ereto, relaxado e imóvel. Crianças pequenas preferem ficar deitadas. Procure manter a atenção num único foco, o “objeto de meditação” que pode ser a respiração, uma imagem, um som, uma palavra, um sentimento. O importante é manter-se concentrado no “objeto” escolhido durante um período de tempo, que pode variar de um a dez minutos para crianças. “Importante ressaltar que muitas vezes a mente se distrai e isto é normal” pontua a terapeuta Ester. Quando perceber que a atenção da criança foi para outro lugar, auxilie-a a retornar gentilmente ao objeto de meditação.

Como inserir a atividade na rotina
Encontre momentos mais tranquilos para praticar, um bom horário é antes de dormir. Leia ou conte uma pequena história que traga relaxamento. Convide a criança a respirar profundamente, fechando os olhos, a visualizar um lugar bonito que traga alegria e bem-estar.

A prática também pode ser feita antes das lições de casa. Criar um ritual de preparação para fazer as lições pode auxiliar as crianças mais dispersas.  Preparar o lugar e a postura corporal, respirar mais profundo algumas vezes.

Márcia Prieto orienta, “participar com a criança é importante, pois ela assimilará mais suas atitudes do que suas palavras. Se você parecer calmo, a criança se acalmará. Se estiver ansioso, a criança se agitará. Tenha paciência, respeite o ritmo e o tempo dela”. No início, o tempo de prática deve ser curto. Sugestão: 1 minuto, uma ou duas vezes ao dia e aumentar o tempo conforme a criança demonstrar interesse.

A afetividade está intimamente ligada com todo aprendizado. É a partir de uma identificação com o outro que criamos disposição para compartilhar ideias, experiências e saberes, como sujeitos no processo de aprendizagem. (1)

Para o educador Rubem Alves (2013), “A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades […] sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido”. (2) Educar as sensibilidades requer observação, atenção e reflexão e essas qualidades podem ser desenvolvidas por meios de práticas que, de alguma forma, registrem a experiência no ser (corpo e mente) de forma consciente. (3)

Benefícios
A prática da meditação pode aumentar a capacidade de atenção da criança, de percepção de si. Uma criança mais consciente de suas emoções e sentimentos tem maior possibilidade de identificar suas necessidades, potencialidades e limitações.

A habilidade de saber relaxar resulta no equilíbrio do sistema nervoso. Nestas práticas, o sistema nervoso parassimpático é ativado, o metabolismo corporal se acalma, baixando a frequência cardíaca e respiratória, aumentando a capacidade de aprender e se concentrar. Assim, práticas como o Yoga, relaxamento e a meditação, também podem auxiliar no desenvolvimento da aprendizagem ao longo da vida. (4)

Apesar dos efeitos significativos que envolvem os sintomas do TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) com práticas meditativas ou yoga, não há evidências suficientes para apoiar tais terapias para a prevenção do TDAH (5). Revisões que envolvem a prática da atenção plena, meditação ou yoga para crianças, sugerem que tais modalidades parecem ser eficazes para auxiliar as crianças a lidarem com o estresse e a ansiedade, porém é necessário estudos mais consistentes.

Que tal iniciar essa atividade com seus filhos ainda hoje? Aproveite as dicas , dê os primeiros passos e Boa meditação!

 
Fontes:
Márcia Prieto e Ester Azevedo Massola, terapeutas corporais da equipe de Medicina Integrativa do Einstein

 

Referências:
(1) La Taille, Yves de; Oliveira, Marta Kohl; Dantas, Heloísa Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo, p ed 15, Summus, 1992.
(2) Alves Rubem. Educação do olhar. Revista Pais e Filhos , São Paulo, 16, mar. 2010. Disponível em www.paisefilhos.pt/index.php/opiniao/rubemalves/2324-educaçao-do-olhar.
(3)Morin, E. A Cabeça Bem Feita – Repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro, Bertrand, 8ª Ed., 121 págs., 2003 p. 74.
(4)Nanthakumar C.J Integr Med. 2018 Jan;16(1):14-19. doi: 10.1016/j.joim.2017.12.008. Epub 2017 Dec 14. Review.
(5) Zhang J, Díaz-Román A, Cortese SMeditation-based therapies for attention-deficit/hyperactivity disorder in children, adolescents and adults: a systematic review and meta-analysis
Evidence-Based Mental Health 2018;21:87-94

Passeios com recém-nascido.Quando iniciar?

Passeios com o recém-nascido

O ideal é que todo recém-nascido seja resguardado de ambientes tumultuados, barulhentos e aquelas onde há grande circulação de pessoas durante o primeiro mês de vida

​O ideal é que todo recém-nascido seja resguardado de ambientes tumultuados, barulhentos e aquelas onde há grande circulação de pessoas durante o primeiro mês de vida. O mais indicado é que permaneça em casa  porque ele ainda é muito frágil. A mãe ainda está se recuperando e se adaptando à uma nova rotina e  horários das mamadas. A única saída indicada é a visita ao pediatra.​​​

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​Passados as primeiras semanas, a família poderá passear com seu bebê, evitando locais cheios ou aqueles com aparelhos de ar-condicionado muito frios (restaurantes, por exemplo). Os locais mais indicados para passear são ao ar livre, preferencialmente no p​​eríodo entre oito e dez horas e após as 16 horas. Nunca deixe seu bebê sozinho em locais públicos. Não solicite ou aceite auxílio de estranhos, nem permita que estranhos toquem em seu bebê, por questões de higiene e de segurança.​​

Saiba sobre a importância das frutas

Shutterstock

Frutas são importantes componentes de uma alimentação saudável e seu consumo em quantidade adequada tem sido associado à diminuição de mortalidade e redução da ocorrência de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo inadequado de frutas está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Também há evidências de que o consumo de frutas diminui o risco de diabetes e obesidade.

E por que as frutas têm toda essa importância? Elas têm caracteristicas especiais: geralmente são de natureza polposa, tem aromas próprios, são saborosas (doces e agradáveis), coloridas, nutritivas e ricas em açúcares solúveis. Outros benefícios: elas nos brindam com água, fibras (celulose), vitaminas diversas, sais minerais, frutose ou levulose (açúcares naturais), carboidratos, gorduras e proteínas, tudo de maneira equilibrada e, quase sempre, com baixas caloria.

As frutas são classificadas de acordo com seu tipo:

Frutas com caroço: ameixa, cereja, damasco, nectarina e pêssego
Frutas duras: maçã, maçã ácida e pera
Frutas moles: amora, framboesa, morango e uva
Frutas cítricas: laranja, limão, tangerina e mexerica
Frutas mediterrâneas e tropicais: abacaxi, banana, carambola, caqui, figo, fruta-do-conde, goiaba, lichias, mamão, manga, maracujá, melão, melancia e papaia

Vantagens do consumo das frutas:

–>Fonte de micronutrientes, fibras (que beneficiam o intestino, evitando prisão de ventre) vitaminas e minerais indispensáveis para o crescimento.

–>São de fácil digestão e promovem saciedade.

–>É um alimentos de baixa densidade energética, isto é, com poucas calorias em relação ao volume da alimentação consumida, o que favorece a manutenção do peso corporal.

–>Existem diversas formas para as crianças e adultos consumirem frutas: ao natural, em sucos, refrescos, batidas com leite, sorvetes, saladas, purê, em combinação com salgados, presunto, aves e carnes. Também podem ser consumidas assadas, cozidas, em compota, doces em massas, gelatinosas, geléias, cristalizadas e secas.

–>As frutas cítricas têm vitamina C e bioflavonóides, nutrientes importantes para reforçar o sistema imunológico. Já as frutas vermelhas e alaranjadas são fartas em caroteno, substância considerada anticancerígena.

Dicas de consumo e preparo para as crianças:

–>Guarde as frutas inteiras, pois aquelas maduras demais, moles ou esmagadas apresentam alto índice de desperdício de nutrientes. Se você vai preparar uma papa para o seu filho, amasse apenas no momento do consumo – e sempre com garfo, nunca no liquidificador. Evite, também, passar a fruta na peneira, pois além de possíveis contaminações, esse tipo de papa, mais líquida, não estimula a mastigação nem permite que a criança aprenda a conhecer os diferentes sabores.

–> Procure oferecer a fruta in natura para as crianças. E lembre-se de que, ao contrário da papa de frutas, o suco não deve ser oferecido como refeição. Além disso, os sucos devem ser preferencialmente não adoçados ou com baixos teores de açúcar.

–>O consumo de 100 ml de suco de fruta in natura diariamente garante boa parte das vitaminas necessárias e não prejudica a ingestão de outros alimentos pelas crianças.

–>Procure estabelecer um equilíbrio entre frutas consideradas como aceleradoras do transito intestinal ( laranja e outras cítricas, mamão, melão, banana nanica) e as que retardam o trânsito (goiaba, banana maçã, maçã)

–>Crianças de 2 a 3 anos de idade devem consumir três porções diarias de frutas (200 a 300g), enquanto para as menores de 2 anos é aconselhável consumir 2 porções (100 a 150g). Para os adultos, é indicado o consumo mínimo de 400 g de frutas diariamente, o que equivale a cinco porções desses alimentos.
Fonte:
*Coluna escrita na Crescer em parceria com Abykeyla Mellisse Tosatti, da Nutrociência Assessoria em Nutrologia

o colesterol é sempre vilão?

Um índice alto de colesterol no corpo muitas vezes está ligado ao nosso estilo de vida

​A imagem é sempre de um vilão, mas o colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do organismo. Ele está presente em nosso sangue e em todos os tecidos, contribuindo para a produção de muitos hormônios, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel na regeneração das células.

Produzido pelo nosso corpo diariamente, também obtemos colesterol ao ingerir alimentos como carne, leite integral e ovos. O problema está quando acumulamos em excesso no nosso corpo, o que pode gerar problemas graves de saúde como AVC, infartos e outros problemas cardiovasculares.

Para entender a sua importância e como ele está ligado a nossa rotina, conversamos com o dr. Gabriel Ferreira Rozin, especialista em Medicina do Estilo de Vida  do Einstein. Confira abaixo e tire suas dúvidas!

Existem tipos de colesterol?
Dentro do termo “colesterol”  estão compreendidas várias substâncias complexas, chamadas de lipoproteínas,  que são primariamente produzidas pelo fígado e circulam no nosso organismo. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas as que têm maior relevância na prática clínica são a lipoproteína de baixa densidade (LDL) e a de alta densidade (HDL). Colesterol é um tipo de gordura presente nessas lipoproteínas, e que é vital para a saúde do organismo. Ele faz parte de todas as membranas celulares e é a base para a produção de muitos hormônios. No entanto o excesso de colesterol no organismo pode ser a causa de diversos problemas de saúde.

Quais problemas de saúde o colesterol pode causar? E quais comportamentos do dia a dia contribuem para esses problemas?
O excesso de colesterol, especificamente o excesso de LDL na sua forma oxidada, é a base do desenvolvimento da doença aterosclerótica, que é o acúmulo de placas gordurosas nas paredes das artérias. A obstrução das artérias leva a doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia periférica (nos membros inferiores). Além disso, o excesso de gordura circulante está também relacionado à maior chance de desenvolver diabetes, por contribuir com a resistência à insulina.

Vale lembrar que o controle do colesterol é um dos componentes da prevenção da doença aterosclerótica. Outros fatores que também contribuem para a doença são hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade, que devem ser igualmente abordados para reduzir a chance futura de doença.

Como o exercício físico e o estilo de vida saudável podem ajudar no controle do colesterol?
A principal modificação de estilo de vida para reduzir o colesterol LDL é reduzir a quantidade de gordura saturada presente na alimentação. Isso significa reduzir o consumo de:

  • Carnes (bovina, suína, frango, peixes);
  • Laticínios (leite integral, queijos, iogurte, manteiga);
  • Gema de ovo;
  • Frituras;
  • Outras gorduras industrializadas presentes em salgadinhos, doces, biscoitos, bolos, sorvetes e chocolates.
Independentemente da dieta, intervenções de estilo de vida que levem a perda de peso também reduzem o colesterol, especialmente atividade física aeróbica. Entretanto é difícil competir com a alimentação. Estudos demonstram que mesmo em atletas de alto rendimento, se a alimentação for muito rica em gordura o colesterol continua alto a despeito do alto gasto calórico.

Quais adaptações posso fazer na rotina para cuidar do meu colesterol?
Preferir alimentos de origem vegetal em relação aos animais é um bom começo. Nossa tradição alimentar põe com frequência a carne como principal elemento da refeição, e isso geralmente significa gorduras demais.

Trocar o excesso de carnes por proteínas de origem vegetal (por exemplo, mais feijões, grão de bico ou lentilhas, brócolis ou couve flor) é uma boa forma de reduzir o conteúdo de gordura da refeição sem perder no conteúdo proteico ou nutricional. Substituir sobremesas industrializadas por frutas é fundamental! Atividade física regular, mesmo que de intensidade leve a moderada, como caminhadas diárias, também podem ter um impacto positivo sobre o colesterol.

Dr. Gabriel Ferreira Rozin, médico da área de Revisão Continuada de Saúde do Einstein. 

Lanche pode ser saudável?

Lancheira das crianças: como montar uma lanche saudável?

Dicas para montar um lanche gostoso e saudável para as crianças

As cantinas escolares nem sempre oferecem opções saudáveis como: frutas frescas, sucos naturais ou uma opção de salgados integrais. Embora existam atualmente fortes campanhas contra o comércio de refrigerantes, doces, embutidos e frituras para o combate da obesidade infantil nas escolas, ainda é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade na idade pré-escolar e escolar devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e até alguns tipos de câncer na idade adulta, decorrentes da obesidade.

O incentivo
Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O número de crianças acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 34,8%.

Incentivar uma alimentação equilibrada deve ter início com os hábitos de casa, junto da família. É difícil incentivar uma criança a comer frutas no lanche da escola se, em casa, não há o exemplo dos pais.

Escolha da lancheira
O uso da lancheira é a melhor opção para garantir um lanche mais saudável e variado. Hoje em dia há diversos modelos de lancheiras divertidas. É interessante deixar com que a criança escolha a cor e modelo na hora da compra para gerar um estímulo e entusiasmo na hora de preparar o seu lanche saudável.

No momento da compra, a melhor opção seria um modelo térmico, porém ela só funciona com uma bolsa de gelo reutilizável. As lancheiras térmicas tem o objetivo do melhor acondicionamento dos alimentos e manutenção da temperatura dos produtos frescos, como frutas e produtos lácteos. Normalmente, os alimentos perecíveis em bolsa térmica e gelo reutilizável podem ser mantidos de 3 a 4 horas ou conforme a orientação do fabricante da lancheira.​

Escolhendo os alimentos
Para obter sucesso com o uso da lancheira é importante envolver a criança em seu preparo, perguntar suas preferências e mostrar os benefícios de tudo que está sendo levado para a escola. Dessa maneira, ao invés de querer o lanchinho do amigo, ele poderá até contar como tudo que ele está levando é bom, nutritivo e saudável.

Dentre as escolhas possíveis para a composição de um lanche equilibrado é sempre interessante pensar em uma opção láctea como queijo branco, vitamina de frutas ou iogurtes. Estes alimentos deverão ser levados sempre com a utilização de uma lancheira térmica e gelo reutilizável para manter a temperatura adequada.

As frutas devem estar sempre presentes, de preferência da forma in natura e não processadas. Pode ser cortada ou inteira. Utilizar potes é uma alternativa para as frutas não amassarem. As melhores frutas são as porções individuais e inteiras como: pera, maçã ou banana.

A troca de pães brancos e biscoitos com açúcar por alimentos integrais e ricos em fibra garantem mais sabor e maior saciedade.

Os vegetais podem ser utilizados não só como recheio de sanduíches como também porcionados como snacks. Lembre-se: se esse tipo de lanche já for o hábito da família, a chance da criança manter esse consumo é muito maior.

As oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes) podem ser utilizadas para compor a lancheira também, porém é melhor dar preferência para aquelas que não são adicionadas de sal.

Ocasionalmente pode-se colocar: purê de fruta sem açúcar, barrinha de cereais (de preferência sem óleo de palma e açúcar entre os ingredientes), suco industrializado integral, sem adição de açúcar, cookies integrais.

É possível deixar a lancheira previamente organizada no dia anterior, porém a maioria dos produtos deve ficar em refrigeração com exceção de algumas frutas como banana, castanhas, cookies integrais, barrinhas de cereais.

Sucos naturais devem ser feitos momentos antes. Já os sanduíches naturais podem ser feitos na noite anterior com exceção daqueles que são adicionados de ingredientes como folhas (ex: alface, rúcula).

Sugestão para levar na lancheira:

  • ​Iogurte sem adição de açúcares (180ml), 4 unidades de cookie integral, fruta crua;
  • Tomate cereja orgânico, suco natural sem açúcar (200ml), pão integral com ricota temperado com ervas;
  • Água de coco natural, cenoura baby crua, 4 unidades de mini pão de queijo integral.

Referências:
http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/nutricao_saude/
http://meupratinhosaudavel.com.br/
Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científi co de Nutrologia. 2ª. Ed. – São Paulo: SBP. 2012.

Fonte: Thais Eliana Carvalho de Lima, nutricionista do Einstein 

Saiba mais sobre apneia do sono

Apneia obstrutiva do sono

 

​O que é 
Apneia significa “parada de respiração”. A apneia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme.
Quando isso acontece, o paciente pode roncar alto ou causar ruídos sufocantes enquanto tenta respirar. O cérebro e o corpo do mesmo são privados de oxigênio. Isso pode acontecer algumas vezes por noite, ou em casos mais graves, centenas de vezes por noite. Na tentativa de reestabelecer a patência da via aérea superior, ocorrem diversos despertares.
Esses despertares são muitas vezes breves, às vezes durando apenas poucos segundos, e essa é a razão pela qual o indivíduo afetado geralmente não percebe que os apresenta durante o sono. Este padrão se repete durante a noite e um paciente com apnéia severa do sono pode acordar centenas de vezes por noite.
Mesmo que os despertares sejam geralmente muito curtos, eles fragmentam e interrompem o ciclo do sono. Essa fragmentação do sono pode causar níveis significativos de fadiga e sonolência diurna, que são sintomas comuns da apneia do sono.
Sintomas
Os sinais e sintomas mais associados com a apneia do sono são roncos, apneias testemunhadas pelo companheiro de cama e sonolência excessiva diurna. As pausas respiratórias podem terminar em engasgos, sensação de sufocamento, vocalizações ou breves despertares.
Como resultado ocorre a fragmentação do sono e consequente sonolência diurna e cansaço, sintomas subjetivos e que muitas vezes não são reconhecidos pelo paciente. Nesses indivíduos um substancial aumento do risco de acidentes automobilísticos e profissionais acontece pela sonolência excessiva, que pode ser medida pela escala de Epworth.
A apneia do sono pode gerar no indivíduo a sensação de cansaço pela manhã e sensação de sono não reparador, ainda que o mesmo tenha tido uma noite de sono longa e aparentemente tranquila. Durante o dia ainda pode ocorrer dificuldade para a concentração ou pode até mesmo episódios de sono incontroláveis e isso ocorre pelos diversos despertares, mesmo que inconscientes, ao longo da noite.
Ao contrário dos sintomas acima descritos, a insônia não é considerada um sintoma comum da apneia do sono e, quando aparece, é mais frequente nas mulheres com apneia.
Os principais sintomas da apneia do sono são:
  • ​Ronco alto ou frequente
  • Pausas respiratórias presenciadas durante o sono
  • Sons sufocantes ou ofegantes e sensação de sufocamento durante o sono
  • Sonolência diurna ou fadiga
  • Sono fragmentado
  • Dor de cabeça matinal
  • Nocturia (acordar durante a noite para ir ao banheiro urinar)
  • Dificuldade na concentração
  • Perda de memória
  • Diminuição do desejo sexual
  • Irritabilidade
Outros sintomas incluem boca seca ao despertar e salivação excessiva, provavelmente devido à respiração oral, além de sono agitado e sudorese noturna, pelo aumento do esforço respiratório.
Devido a apneias repetidas, hipóxia intermitente e desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, os pacientes têm maior risco de desenvolver aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica, insuficiência coronariana, arritmias e acidente vascular encefálico.
Fatores de risco
O principal fator de risco para a apneia do sono é o excesso de peso corporal. Indivíduos com excesso de peso ou obesidade são mais propensos a ter apneia do sono. No entanto,  também pode ocorrer em pessoas magras.
Os fatores de risco comuns para a apneia do sono incluem:
– Excesso de peso
A obesidade, classificada como um índice de massa corporal (IMC) acima de 30 ou mesmo o sobrepeso (IMC) acima de 25 é um fator de risco bem estabelecido para a apneia do sono.
– Aumento da circunferência do pescoço
Mesmo na ausência de obesidade, valores acima de 40 cm de circunferência cervical estão associados a um risco aumentado para apneia do sono.
– Idade
A apneia do sono pode ocorrer em qualquer idade. No entanto, é mais comum em indivíduos mais velhos.
– Gênero
A apneia do sono é mais comum nos homens do que nas mulheres. Para as mulheres, o risco de apnéia do sono aumenta após a menopausa.
 – Hipertensão arterial
A pressão arterial elevada é extremamente comum em pessoas com apneia no sono.
– Deformidades Craniofaciais
Principalmente envolvendo anormalidades mandibulares, como micrognatia ou retrognatia e condições congênitas (síndromes de Marfan, de Down e de Pierre Robin).
– Hipertrofia de Amígdalas ou adenoides
Essa associação ocorre principalmente em crianças.
– História familiar
Especula-se que a apneia do sono é dependente, em aproximadamente 40% dos casos, de uma combinação genética e, em 60%, de influências ambientais. Isso significa que indivíduos com familiares que possuem o diagnóstico têm um maior risco de apresentar apneia do sono.
Os traços hereditários que aumentam o risco de apneia do sono incluem obesidade e características físicas, como alterações maxilares. Outros fatores familiares comuns – como atividade física e hábitos alimentares – também podem desempenhar um papel.
Tipos/ classificação
A classificação da apneia do sono é baseada no resultado do índice de apneia e hipopneia por hora de sono (IAH) de seu exame diagnóstico: A polissonografia.
Pode ser classificada em:
  • ​Leve : IAH maior ou igal a 5 e menor ou igual a 15
  • Moderada : IAH maior que 15 e menor o igual a 30
  • Grave: IAH maior que 30
Para a confirmação diagnóstica é necessária a realização de um exame do sono. O exame padrão-ouro para a avaliação dos distúrbios respiratórios do sono é o estudo polissonográfico de noite inteira, realizado no laboratório sob supervisão de um técnico habilitado (saiba mais sobre esse exame clicando aqui), porém existem outras opções diagnósticas, como a polissonografia domiciliar (exame polissonografico de noite inteira realizado no conforto de sua própria casa).
Outros dispositivos de rastreamento do sono podem ser capazer de detectar a apneia do sono, porém devem ser selecionados a alguns pacientes, como aqueles sem comorbidades e alta com suspeita diagnóstica.
Tratamento
Uma vez estabelecido o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono , o paciente deve ser incluído na decisão de uma estratégia de tratamento adequada baseado nas comorbidades do paciente e na gravidade do caso.
As principais opções de tratamento incluem :
– Tratamento conservador:
É realizado por intermédio da higiene do sono e do emagrecimento. Simples medidas, como a retirada de bebidas alcoólicas e de certas drogas (benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos), a adequada posição do corpo (nos pacientes com apneia relacionada ao decubito) podem ser eficazes para o tratamento de SAOS.
– Fonoterapia:
Exercícios orofaríngeos supervisionados por Fonoaudióloga especializada em Medicina do sono, visando fortalecer a musculatura da via aérea superior.
– CPAP:
O aparelho chamado CPAP (do inglês, Continuous Positive Airway Pressure) consiste em um pequeno compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que gera e direciona um fluxo contínuo de ar, (40-60 L/min), através de um tubo flexível, para uma máscara nasal ou nasobucal confortavelmente aderida à face do indivíduo.
– Tratamento com aparelhos intraorais (AIOs):
Existem atualmente dois modelos de AIOs utilizados para o controle de SAOS: os de avanço mandibular e os dispositivos de retenção lingual. Para apneia do sono o mais indicado é o aparelho de avanço mandibular e seu mecanismo de ação se baseia na extensão/distensão das vias aéreas superiores pelo avanço da mandíbula. Essa distensão previne o colapso entre os tecidos da orofaringe e da base da língua, evitando o fechamento da via aérea superior.
Além de representar uma modalidade de tratamento não invasiva, ter um baixo custo, ser reversível e de fácil confecção, os AIOs vêm sendo cada vez mais utilizados, com sucesso,  para o controle de SAOS leve.
Os AIOs também podem ser uma opção de tratamento para os indivíduos com SAOS moderada e grave que não aceitam CPAP e para aqueles que são incapazes de tolerar ou que falharam nas tentativas do seu uso.
– Tratamento cirúrgico:
As cirurgias direcionadas para SAOS têm por objetivo a modificação dos tecidos moles da faringe (palato, amígdalas, pilares amigdalianos e base da língua) ou ainda do esqueleto (maxila, mandíbula e hioide).
Autoteste
As seguintes perguntas irão ajudá-lo a avaliar o risco de apnéia do sono:
1. Você experimenta algum desses problemas?
– Sonolência diurna
– Sono não reparador
– Fadiga
– Insônia
2. Você já acordou com sensação de sufocamento ou engasgo ?
3. O seu parceiro/a de cama percebeu que você ronca ou apresenta pausas respiratórias enquanto dorme?
4. Você tem algum desses outros sintomas?
Nocturia (acordar durante a noite para ir ao banheiro urinar)
Dor de cabeça matinal
Dificuldade em concentrar
Perda de memória
Diminuição do desejo sexual
Irritabilidade
5. Você possui alguma dessas características físicas?
Obesidade – índice de massa corporal (IMC) de 30 ou superior
Tamanho grande da circunferência do pescoço –
Língua ou amígdalas amplas
Maxila embutida
Pólipos nasais ou desvio de septo
6. Você tem algum desses problemas médicos que são comuns em pessoas com apneia do sono?
Pressão alta
Hipertensão Pulmonar
Distúrbios do humor
Doença arterial coronariana
Acidente vascular encefálico
Insuficiência cardíaca congestiva
Arritmias cardíacas
Diabetes tipo 2 ou Resistência insulínica
Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein
dra. Nathalia Borio, pneumologista do Einstein 
Fotos:Internet (Podem ter direitos autorais)

​Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

​​O que fazer na h​ora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou anti agregante plaquetário

Como evitar?

  • use um umidificador no quarto
  • deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.
Fonte: Hospital A.Einstein
fernanda domingos giglio petreche
e Juliana aparecida soares