Protetores Bucais são essenciais para Preservação dos Dentes na Prática de Esportes

Protetores Bucais são essenciais para Preservação dos Dentes na Prática de Esportes

Como a grande tendência da atualidade são os esportes radicais, de contato, impacto e artes marciais como MMA, boxe, judô, capoeira, karatê, taekwondo, jiu-jítsu, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, beisebol, ciclismo, mountain bike, moto-cross, skate, alpinismo, canoagem, surfe, hóquei, rugby e equitação, é importante pensar em preservar os dentes de nossas crianças, adolescentes e adultos.
Os traumatismos dentais podem ser prevenidos com o uso de protetores que são dispositivos intrabucais usados no arco superior, durante a prática esportiva, para proteger lábios, dentes e articulações, reduzindo a possibilidade de traumas. É necessário analisar previamente a saúde bucal do esportista quanto ao aspecto gengival e dental. Quaisquer alterações como gengivite, cáries, restaurações e próteses insatisfatórias deverão ser tratadas antes da confecção do protetor.
Existem três tipos de protetores bucais:
1º – Encontrados em lojas esportivas, pré-fabricados, que geralmente se apresentam em três tamanhos (pequeno, médio e grande). São de baixo custo, no entanto, de eficácia duvidosa, pela falta de adaptação na boca, podendo ainda interferir na respiração e na fala. Podem deslocar-se ou soltar-se facilmente em um impacto.
2º – Compostos de uma moldeira rígida e material de preenchimento resiliente, auto-polimerizáveis ou polimerizados por calor, sendo necessário aquecê-los para “adaptá-los” aos dentes, através da mordida. Apesar de ser o tipo mais usado, não se adaptam perfeitamente à boca e podem deslocar-se, causando ferimentos e interferindo na respiração e fala.
3º – Confeccionados pelo dentista, individualizados e obtidos a partir dos modelos dos arcos dentais do atleta. Feitos em E.V.A (etileno acetato de vinila). Não interferem na respiração nem na fala e permitem a ingestão de líquidos, sendo mais confortáveis. Além disso, não se deslocam facilmente da boca durante a prática esportiva. É possível confeccioná-los em 3 níveis de proteção: leve, médio e pesado.
O protetor impede que os dentes recebam os impactos diretos sobre a face, amortecendo e redistribuindo a força, evitando deslocamentos e/ou fraturas dos dentes anteriores, posteriores, da mandíbula e mantendo os tecidos moles (lábios e bochechas) distantes dos dentes, o que diminui o risco de cortes e lacerações.
O protetor não vai apenas proteger o atleta dos traumas, mas também auxiliar a parte de memória, de postura e de equilíbrio. Às vezes, as pessoas esquecem de que além dos dentes existem problemas da Articulação Temporomandibular – ATM e da Disfunção Temporomandibular – DTM. Minimiza as concussões, hemorragias cerebrais e fraturas de crânio. Além disso, a utilização do protetor bucal pode proporcionar ao atleta ou esportista eventual maior segurança psicológica, melhorando seu desempenho.
A Academia Americana de Odontologia Esportiva afirma que o uso deste aparelho diminui em até 80% os riscos de trauma dental. Cada atleta envolvido em esportes de contato tem 10% de chance de sofrer um acidente dental ou oral. Dados divulgados pela National Youth Sports Fundation revelaram que cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por anos em atividades esportivas. A American Dental Association – ADA – constatou que pelo menos 200 mil traumas são evitados devido ao uso adequado dos protetores bucais.
Um motivo pelo qual esse índice é elevado está associado ao apertamento dental com a prática de alguns esportes, sendo um ato inconsciente agravado por situações de estresse, nervosismo, ansiedade, além de esforços que envolvam forças musculares de contração. Amaral e Baldan (2007) citam em um estudo que a carga excessiva diária deste apertamento dos dentes gera complicações prejudiciais para o atleta e pode repercutir em seu desempenho.
O uso do aparelho ortodôntico constitui mais uma indicação para utilização do protetor bucal na prática esportiva, pois os “brackets” em contato com os tecidos moles da boca facilitam cortes e lacerações. Nesse caso, é importante enfatizar a necessidade de protetor duplo (no arco superior e inferior).
Os protetores devem ficar guardados em caixas perfuradas, longe da exposição ao sol, evitando deformação. A higienização deverá ser feita com escova, creme dental e água fria.
O protetor bucal pode durar um ano e tem um desgaste muito exagerado. Se perder a espessura, compromete a estabilidade de proteção e a estabilidade mandibular. Deve-se controlar com freqüência sua adaptação à boca, especialmente em crianças e adolescentes, devido à dinâmica de crescimento e transição entre dentes de leite e permanentes, bem como em pacientes com tratamento ortodôntico.
Fonte: – Revista da APCD – Agosto de 2002
– APCD Jornal – Junho de 2009
– Odontologia desportiva


Estudo associa bruxismo à dificuldades respiratórias

Inédito no Brasil, estudo publicado no The International Journal of Prosthodontics, órgão oficial do Colégio Internacional de Protesistas, é apresentado no Congresso Internacional de Odontologia do Centenário da APCD, no Expor Center Norte.


“Tem bruxismo? Isso é stress”. Quem convive com o problema de apertar e ranger os dentes enquanto dorme já ouviu esta frase, pelo menos, uma vez na vida. Depois de dez anos de estudos, um grupo de pesquisadores em dor orofacial, bruxismo e desordens do sono da PUC do Rio Grande do Sul, comandado pelo cirurgião-dentista Márcio Lima Grossi, começa a dar uma nova abordagem ao problema, na qual o stress deixa de ser o vilão do bruxismo para tornar-se apenas um coadjuvante. Para estes estudiosos, o bruxismo está associado à dificuldade de se respirar durante o sono leve – estágio anterior ao sono profundo.

O trabalho científico publicado no The International Journal of Prosthodontics, órgão oficial do Colégio Internacional de Protesistas, será apresentado pelo professor Márcio Grossi pela primeira vez no Brasil às 15 horas do domingo (30) no Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, promovido pela APCD – Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas, no Expo Center Norte, São Paulo.

A pesquisa demonstrou que o uso de um dispositivo de avanço mandibular (conhecido por “placa de ronco”) durante 30 dias melhorou significativamente o bruxismo de 27 dos 28 pacientes estudados. Dos pesquisados, 13 eram mulheres e 15 homens, entre 12 e 42 anos. “O bruxismo e a apneia têm relação à dificuldade da passagem do ar. Imagine uma freeway. No bruxismo, todos os carros passam com uma velocidade menor. Na hipopnéia, só 50% dos carros passam; e na apnéia, nenhum carro passa”, explica o cirurgião-dentista Márcio Lima Grossi, mestre pela Universidade de Michigan, doutor pela Universidade de Toronto e membro da Associação Gaúcha do Sono, ligada à Sociedade Brasileira do Sono.

Distúrbios do sono

O primeiro estudioso do sono a descobrir a função do bruxismo para a respiração foi o cirurgião-dentista franco-canadense Gilles Lavigne, Professor Titular e Diretor da Faculdade de Odontologia da Universidade de Montreal, autor do primeiro livro no mundo sobre as desordens do sono para cirurgiões-dentistas – “Sleep Medicine for Dentists: A Practical Overview”.

Segundo Lavigne, quando uma pessoa está acordada, a cabeça fica na posição ereta e a mandíbula na horizontal. Quando dorme, a cabeça fica na horizontal. A mandíbula fica na vertical e cai para trás. O bruxismo faz parte de um mecanismo de acordar/despertar, em geral no estágio do sono leve – quando a necessidade de oxigênio é maior do que no sono profundo. Sua função é manter a passagem das vias aéreas e a lubrificação da cavidade oral.


“Neste processo, a mandíbula é projetada à frente pelos músculos da região até os dentes entrarem em contato. A musculatura fica tensa para evitar que a mandíbula volte a cair para trás. É neste momento que a pessoa range e/ou aperta os dente. Esse mecanismo evita que a mandíbula volte a cair para trás, o que reduziria novamente a passagem do ar na região do orofaringe – que fica atrás do nariz e da boca”, ensina Grossi. 


O bruxismo normal ou fisiológico não provoca sintomas. Já o patológico ocorre em pessoas com dificuldade de entrar em sono profundo. “Quem fica muito tempo no sono leve pode ter até 40 minutos de bruxismo por noite. De manhã, tende a apresentar sensibilidade nos dentes da frente, dores de cabeça, na face e na articulação logo à frente dos ouvidos (articulação têmporo-mandibular). A longo prazo, corre o risco de ter desgaste excessivo dos dentes e o aumento do tamanho dos músculos da face”, diz o professor da PUC-RS. O bruxismo pode acontecer com o indivíduo acordado, e sua etiologia é diferente do bruxismo do sono, e normalmente não possui sintomas. É apenas um hábito adquirido que precisa ser mudado.


Vários fatores contribuem para retardar o sono profundo: sobrepeso, mandíbula muito pequena, úvula e/ou amídala grandes, consumo de álcool e drogas, predisposição genética, baixa produção de saliva, alimentação pesada antes de dormir, stress e luminosidade ou barulho no quarto que perturbem o sono, entre outros.


O tratamento clássico do bruxismo pode ser feito por meio de placas para proteger dentes e relaxar os músculos, as “placas de bruxismo”. Os dispositivos de avanço mandibular ou “placas de ronco” eram originalmente usadas por pessoas com dificuldades de passagem de ar ao dormir (apneia/hipoapneia), mas estas placas agora mostraram no estudo também reduzir significativamente o bruxismo do sono. “O bruxismo do sono pode ocorrer sem apnéia/hipopnéia. Mas se elas ocorrerem, haverá necessariamente o bruxismo”, conclui Grossi.


Ele adverte que nem todos os casos de bruxismo do sono podem ser tratados por cirurgiões-dentistas.


“Se a pessoa tem problemas de bruxismo, ronco e apnéia, precisa procurar um laboratório do sono e ser avaliada por uma equipe médica, que vai fazer o diagnóstico de apnéia/hipopnéia ou outros distúrbios do sono. O tratamento então é multidisciplinar”, afirma.

Higiene Bucal em pacientes que usam aparelhos ortodônticos
Por que durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo a higiene bucal é difícil?
A instalação do aparelho ortodôntico fixo e a presença de braquetes (peças coladas nos dentes), bandas (anéis cimentados nos dentes), fios e demais acessórios fazem com que aumentem as áreas que retêm os alimentos, provocando, assim, um maior acúmulo de placa bacteriana.
O que é placa bacteriana?
É uma película de cor branca, cinzenta ou amarelada que se adere ao dente, em volta dos braquetes, e é constituída de restos de alimentos, microrganismos, células descamadas. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.
O tipo de alimentação interfere na higiene bucal e no bom andamento do tratamento ortodôntico?
Sim. Deve-se evitar a ingestão de alimentos açucarados e pegajosos: balas, pirulitos, chicletes, que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença cárie. Evitar também a ingestão de alimentos duros como a pipoca e o amendoim e frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas em pedaços, pois o impacto da mordida pode danificar o aparelho fixo.
É verdade que o aparelho ortodôntico fixo mancha os dentes?
Não. O que pode acontecer é a falta de higiene do paciente provocar um acúmulo de placa bacteriana, principalmente ao redor dos braquetes (peças coladas nos dentes). Como a placa concentra restos alimentares e microrganismos vivos, vai haver uma deterioração da superfície do esmalte, provocando manchas brancas ou marrons e, posteriormente, cáries.
Como proceder com a higiene para que, durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo, não ocorram cáries e a gengiva se mantenha saudável?
Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção redobrada quanto à higiene, com controle constante e orientações dadas pelo ortodontista.
E em relação aos aparelhos removíveis?
Recomenda-se, além da higiene dos dentes, a do aparelho com a mesma freqüência, escovando-o diariamente com creme dental, buscando-se evitar a retenção de placa no aparelho, e o consequente sabor desagradável. Mensalmente, pode-se deixar o aparelho imerso em um anti-séptico bucal por 15 minutos. Nunca se deve ferver o aparelho.
Qual a escova dental recomendada?
A escova dental apropriada é aquela com cerdas arredondadas e macias. Existem no mercado escovas dentais próprias para a higiene do aparelho fixo, com pequenos tufos (unitufo, bitufo), com cerdas recortadas em forma de “v” para facilitar na limpeza dos braquetes e as com duas fileiras de cerdas (“sulcus”). A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário.
Qual o creme dental recomendado?
Os cremes dentais ou dentifrícios possuem valor cosmético (creme, ungüento) e valor terapêutico (flúor e substâncias antibacterianas). Os dentifrícios do mercado brasileiro contêm flúor em condições de inibir o desenvolvimento da cárie e tornar as camadas superficiais do esmalte mais resistentes.
Qual a técnica de escovação recomendada?
A duração da escovação é importante. Existem diferentes técnicas que devem ser ajustadas individualmente a cada paciente. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada: ela machuca a gengiva e provoca erosão (cavidades) nos dentes. Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes, como se estivesse “varrendo” e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.
Além da escova dental, quais outros procedimentos para melhorar a higiene?
O uso do fio dental é muito importante. Deve-se lançar mão do passa fio (uma agulhinha de plástico), que ajuda a passar o fio entre os dentes. O uso de bochechos com soluções fluoretadas (fluoreto de sódio a 0,05%, 1 vez ao dia, de preferência à noite, antes de dormir) auxilia na proteção do esmalte dos dentes e inibe a aderência de placa bacteriana. Essa solução não deve ser engolida. Sempre que possível, os pacientes devem levar ao consultório suas escovas para praticar a escovação sob supervisão do ortodontista.


Cuidados com a higiene bucal do bebê

Quais os benefícios do aleitamento materno à saúde bucal do bebê?

Além das indiscutíveis propriedades físicas, nutricionais e psicológicas do leite materno, a amamentação é importante para a saúde bucal do bebê. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula. Isso propicia o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face, possibilitando a obtenção de uma boa oclusão dentária.
Como devo fazer a higiene bucal do bebê?

Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para remover os resíduos de leite. Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), a fralda deve ser substituída por uma dedeira. Aos 18 meses, com o nascimento dos primeiros molares decíduos, a higiene deverá ser realizada com uma escova dental infantil sem creme dental ou com um creme dental sem flúor. O creme dental fluoretado só deverá ser utilizado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso.
Quando devo fazer a primeira visita ao dentista?

O ideal é que a mãe faça uma consulta durante a gestação para receber as orientações necessárias para manter a correta saúde bucal do seu filho. Independentemente da consulta da gestação ter sido realizada, a primeira consulta do bebê deve ser por volta dos 6 meses, coincidindo com o nascimento do primeiro dente decíduo. Preferencialmente, a consulta deve ser realizada com o odontopediatra, pois é ele o profissional habilitado a fazer esse primeiro atendimento.
O que é cárie de mamadeira?
É uma cárie de desenvolvimento rápido (aguda), que provoca dor e dificuldade de alimentação, determinando perda de peso e de estatura. É provocada pela ingestão de líquidos açucarados na mamadeira, principalmente durante a noite, sem que seja feita a higiene bucal posterior.
Meu filho usa mamadeira e tenho medo de que, ao remover o hábito, ele passe a não tomar mais leite. O que devo fazer para que ele continue tomando leite?

Todo processo de remoção de hábitos deve ser lento e gradativo. Antes de remover a mamadeira, é necessário ter certeza de que seu filho sabe e gosta de tomar líquidos no copo. Para isso, primeiramente substitua apenas uma mamadeira pelo copo (geralmente, inicia-se pela mamadeira da tarde). Quando perceber que seu filho está tomando todos os 250 ml anteriormente oferecidos na madeira, no copo, substitua a mamadeira da manhã. No momento em que ele estiver ingerindo 500 ml de leite por dia no copo, a mamadeira da noite deverá substituída. Esse processo pode durar de 2 a 6 meses, dependendo da criança, por isso, o ideal é que ele seja iniciado um pouco antes dos 2 anos de idade. Para facilitar o processo, pode-se usar os copos com tampa, também chamados de copos de transição.
A cárie é uma doença transmissível?

Sim. O Streptococcus mutans, bactéria causadora da cárie, pode ser transmitido da mãe para o filho pelo contato direto. Por isso, não se deve soprar a comida do bebê nem experimentá-la com o talher dele, pois é possível transmitir a ele essas bactérias.
Meu filho está usando chupeta, como faço para acabar com esse hábito?

Para remover a chupeta, deve-se reduzir o seu uso a cada dia. Comece utilizando-a moderadamente, somente quando a criança estiver adormecendo. Quando a criança dormir, lentamente, remova a chupeta da boca e guarde-a. Nunca deixe a chupeta em correntes penduradas no pescoço ou ao alcance da criança. É a mãe que deve administrar as horas de uso, e não a criança. Assim, cada dia ela usará a chupeta um pouco menos até reduzir completamente o seu uso, o que deve ocorrer por volta dos 2 anos de idade.


Gravidez e Odontologia: mitos e verdades

Gravidez e Odontologia: mitos e verdades

Existem modificações na boca durante a gravidez?
Há uma crença popular em que as mulheres grávidas apresentam maior perda dental e maior número de cáries que mulheres não gestantes. A razão para a perda de dentes e, no mínimo, a aumentada atividade cariogênica durante a gravidez é a mesma que durante qualquer outra época da vida, ou seja, a negligência com a higiene oral. Isso acontece principalmente no período pós-parto devido aos intensos afazeres relacionados ao nascimento da criança.
Porém, por ocorrer durante o período da gravidez modificações físicas e fisiológicas em todo o organismo e também na boca, há a possibilidade de ocorrer algumas alterações orais.
Entre elas está a gengivite gravídica que é uma resposta inflamatória exagerada em relação a fatores irritantes que causam a gengivite comum. A sua prevenção é simples, bastando realizar meticulosa higiene oral, (escovação e uso de fio dental) e, sempre realizar acompanhamento com o cirurgião-dentista. Pode ocorrer também aumento da mobilidade dentária, do fluido gengival e da profundidade da bolsa por alterações no equilíbrio hormonal, porém essas três alterações reduzem-se normalmente após o parto
Outras mudanças que ocorrem na cavidade oral são o aumento da salivação e o aparecimento de pigmentação que ocorre geralmente nos lábios (manchas nos lábios) devido às modificações hormonais.
Posso realizar algum tipo de tratamento odontológico durante a gravidez ou amamentação?

O tratamento odontológico de rotina deve ser evitado durante a gestação e para evitar situações de urgência odontológica, é altamente recomendável a realização de tratamento odontológico e check-up prévios a gestação.
Porém, em situações de urgência odontológica, como nos casos de pulpite, abscesso, entre outros, deve-se realizar o tratamento independente do período gestacional, mesmo tendo consciência que o segundo trimestre da gravidez é o período de escolha para a realização de procedimentos odontológicos. E, se for necessária a realização de exame radiográfico, deve-se informar ao cirurgião- dentista sobre a gravidez, assim ele poderá proteger a paciente com avental de chumbo e tomar outras precauções, tornando o risco para o feto praticamente nulo.
A necessidade do uso de medicamentos será avaliada pelo seu cirurgião-dentista e a auto-medicação NUNCA deve ser realizada, pois tomar medicamentos sem o conhecimento do médico ou cirurgião-dentista pode ser perigoso para a gravidez. É importante salientar que durante a amamentação o lactante também recebe os medicamentos administrados à mãe, já que a grande maioria das drogas é excretada pelo leite materno, em menor ou maior grau. Além de que o lactante apresenta condições que o tornam mais suscetível aos efeitos das drogas, por apresentar baixo peso corpóreo e rins e fígado imaturos, tornando sua capacidade de eliminar drogas menor que do organismo materno e podendo ocorrer acúmulo de drogas.

É verdade que o flúor fortalece os dentes do bebê?

A ingestão de flúor durante a fase de calcificação dos dentes constitui um método de prevenção de cárie dentária de eficácia sobejamente demonstrada, sendo o melhor veículo de administração a água que determina redução de cárie dentária da ordem de 60%, atravessando a placenta e se fixando no feto em desenvolvimento nos ossos e dentes. Porém, o flúor pré-natal não tem valor na preservação de cárie dos dentes permanentes, assim, ao nascer, a criança deverá continuar a receber flúor.

O que é halitose?

O que é halitose?
Hálito é todo ar expirado pelos pulmões, podendo
sair pela boca ou por outras cavidades aéreas como
nariz, seios paranasais e faringe. O normal é o hálito
humano ser inodoro ou ligeiramente perceptível pelas
pessoas ao seu redor. A halitose, nome científi co
do mau-hálito, é uma anormalidade do hálito, em
que são liberados odores desagradáveis. É o sintoma
de algum problema de origem local, geral, sistêmica
e/ou emocional, ou seja, é um sinalizador de que
algo não vai bem no organismo.

O QUE CAUSA A HALITOSE?


Dezenas de causas são relacionadas à halitose.
Dentre as causas gerais, destacam-se as de origem
respiratória (exemplos: sinusite e amidalite), digestiva
(exemplo: erupção gástrica, tumores e úlcera duodenal),
metabólica (exemplo: diabetes, alterações
hormonais) e emocional (estresse). Dentre as causas
de origem local, podemos citar o acúmulo de placa
dentária, a cárie e suas seqüelas, alterações gengivais
e periodontais, peças protéticas deterioradas ou mal
adaptadas, alteração na composição e quantidade da
saliva e principalmente a saburra lingual. A saburra
é uma camada de restos alimentares, bactérias e
células descamadas que se acumula sobre a língua
dando-lhe um aspecto esbranquiçado. Aproximadamente
85% dos casos de halitose são de origem local,
relacionados a alterações bucais (Figura 1).

POR QUE A PESSOA QUE TEM
HALITOSE MUITAS VEZES NÃO SABE
DA SUA CONDIÇÃO?
Isso ocorre porque o olfato, assim como a visão,
é suscetível à grande adaptação. Na primeira exposição
a um cheiro muito forte, a sensação pode ser
muito intensa, mas dentro de alguns minutos, o odor
quase não é mais sentido. Dessa forma, as pessoas
são incapazes de avaliar sua própria halitose.

POR QUE É COMUM AS PESSOAS
APRESENTAREM MAU HÁLITO
AO ACORDAR?
O mau hálito matinal é conhecido como halitose
fisiológica. Ela ocorre porque durante o sono a produção
de saliva cai para níveis mínimos, causando
a putrefação de células descamadas da mucosa bucal
que permanecem retidas na boca, causando odor
desagradável. Soma-se a isso o longo período sem
a ingestão de alimentos, diminuindo os níveis de
glicose no sangue e deixando o hálito com odor cetônico.
Outra forma de halitose fisiológica é o mau
cheiro temporário causado por algum componente
específi co da dieta como álcool, cebola e alho.
A halitose fisiológica é uma condição transitória,
geralmente controlada com uma boa higiene bucal.
O grande problema é a halitose patológica que é
muito mais intensa e persistente.

Figura 1

As alterações gengivais são uma causa comum da halitose

Figura 2 : Limpeza da língua

A limpeza da língua é imprescindível para
a prevenção da halitose

Além dos enxágües bucais, os lubrificantes
orais e salivas artificiais podem ser úteis nos casos
em que a pessoa apresentar produção deficiente
de saliva. Uma forma simples de controlar
o mau hálito é beber ao menos dois litros de água
por dia e evitar o jejum prolongado. Por fim, ter
mau hálito não é normal, portanto, em caso de
suspeita procure um cirurgião-dentista.

COMO TRATAR A HALITOSE PATOLÓGICA?
O tratamento deve ser baseado na correta
identificação da causa (ou causas) que determina
a produção dos gases causadores do mau hálito
e na sua eliminação ou atenuação. A higiene
bucal também é fundamental para o sucesso do
tratamento, com escovação, uso do fio dental e
limpeza da língua após as refeições e ao deitar,
evitando o acúmulo de bactérias (Figura 2). Os
enxágües bucais podem ser úteis para a limpeza
de áreas de difícil acesso, como as amídalas linguais.
Deve-se tomar cuidado com os enxágües
que contêm alta concentração de álcool, pois podem
agravar quadros de boca seca e ardor, e contendo
clorexidina pois podem manchar os dentes
e provocar alterações do paladar quando usados

Odontologia Especializada

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