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Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

O açúcar está presente em vários alimentos, sendo utilizado principalmente para deixá-los mais saborosos. Pequenas quantidades de alimentos como achocolatado e ketchup fazem com que a dieta fique rica em açúcar, favorecendo o aumento do peso e a propensão para desenvolver diabetes.

A lista abaixo traz a quantidade de açúcar presente em alguns alimentos, sendo representado por pacotinhos de 5 g de açúcar.

1. Refrigerante

Os refrigerantes são bebidas ricas em açúcar, e o ideal é trocá-los por sucos naturais de fruta, que contêm apenas o açúcar já presente nas frutas e além disso, os sucos naturais são ricos em vitaminas importantes para o bom funcionamento do organismo. Veja dicas para fazer compras saudáveis no supermercado e manter a dieta.

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2. Chocolate

Os chocolates são ricos em açúcar, principalmente o chocolate branco. A melhor opção é escolher o chocolate amargo, com pelo menos 60% de cacau, ou o ‘chocolate’ de alfarroba, que não é preparado com cacau, mas com alfarroba.

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3. Leite condensado

O leite condensado é feito apenas com leite e açúcar, devendo ser evitado na alimentação. Quando necessário, em receitas, deve-se preferir o leite condensado light, lembrando que mesmo a versão light também é muito doce.

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4. Creme de avelã

O creme de avelã tem como principal ingrediente o açúcar, sendo preferível utilizar patês caseiros ou geleia de frutas para consumir com torradas ou passar no pão.

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5. Iogurte

Para produzir iogurtes mais saborosos, a indústria adiciona açúcar na receita desse alimento, sendo ideal consumir iogurtes light, que são feitos apenas a partir do leite simples ou o açúcar natural.

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6. Ketchup

O ketchup e molhos barbecue são ricos em açúcar, devendo ser substituídos por molho de tomate, que é rico em antioxidantes que ajudam na prevenção de doenças como câncer.

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7. Biscoito recheado

Além de muito açúcar, os biscoitos recheados também são ricos em gordura saturada, que aumenta o colesterol ruim. Assim, o ideal é consumir biscoitos simples sem recheio, de preferência integrais, ricos em fibras.

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8. Cereais do café da manhã

Os cereais utilizados no café da manhã são muito doces, principalmente os de chocolate ou com recheio por dentro. Por isso, deve-se preferir cereais de milho ou as versões light, que contêm menos açúcar adicionado.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

9. Achocolatado

Cada colher de achocolatado normal contém 10 g de açúcar, devendo preferir as versões light, que além de serem ricas em vitaminas e minerais, também são saborosas.

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10. Gelatina

O principal ingrediente da gelatina é o açúcar, e por ela ser de fácil digestão, aumenta rapidamente a glicemia, favorecendo o aparecimento de diabetes. Por isso, o ideal é consumir a gelatina diet ou zero, que são ricas em proteínas, nutriente ideal para fortalecer o corpo.

Saiba a quantidade de açúcar nos alimentos mais consumidos

Fonte: Tua Saúde:dieta e nutrição

De olho no consumo de açúcar …

As bebidas vendidas em redes de cafeteria com ‘níveis alarmantes de açúcar’

Thinkstock

Um grupo de especialistas britânicos descobriu que bebidas vendidas em redes de cafeterias tem quantidades “alarmantes” de açúcar – mais até do que refrigerantes.

A Action Sugar analisou 131 bebidas quentes de redes britânicas como Starbucks, Costa e Caffe Nero e descobriu que um terço delas continha pelo menos tanto açúcar como uma lata de Pepsi ou Coca-Cola, que têm o equivalente a nove colheres de chá da substância.

A ONG britânica disse que em alguns dos casos mais extremos, as bebidas continham 20 colheres de chá de açúcar ou mais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a recomendação é de que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 10% das calorias ingeridas diariamente, em uma dieta saudável, o que daria cerca de 50 g por dia. Mas a organização afirma que seria melhor diminuir até esta quantia mínima.

“Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25g de açúcar por dia)”, afirmou a OMS em um relatório de março de 2015.

Redes de cafeterias como a Starbucks e a Costa afirmam que se comprometem em reduzir o açúcar em suas bebidas.

Rótulo vermelho

Entre as bebidas avaliadas estavam cafés de sabores como mocha e latte, bebidas quentes com sabor de fruta e chocolate quente de cafeterias e também de redes de fast-food.

A organização britânica descobriu que 98% das bebidas testadas receberiam um rótulo vermelho com um alerta – se fossem produtos vendidos em supermercados – mostrando que a bebida é inadequada devido à grande quantidade de açúcar.

PA
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OMS recomenda consumo de 50g de açúcar por dia

Uma das bebidas encontradas no Starbucks da Grã-Bretanha, uma bebida quente com frutas – uva com chai, laranja e canela, no tamanho “venti” (grande) – é a com maior conteúdo de açúcar entre as bebidas analisadas, com 25 colheres de chá de açúcar por porção.

Em segundo lugar ficou o Chai Latte-Massimo-Eat In da rede Costa Café, com 20 colheres de açúcar.

E, em terceiro, novamente o Starbucks com o Mocha de Chocolate Branco com Chantilly, tamanho grande: 18 colheres de açúcar, segundo a Action Sugar.

A pesquisadora da ONG, Kawther Hashem, pediu que as redes de café reduzam a quantidade de açúcar em suas bebidas, coloquem mais informações nos rótulos e acabem com os copos de tamanho grande. Além disso, a pesquisadora também alertou para que o consumo diário dessas bebidas fosse evitado.

“Estas bebidas quentes devem ser algo ocasional, não uma bebida comum, de todo o dia. Elas estão carregadas com uma quantidade inacreditável de açúcar e calorias e, frequentemente, são acompanhadas de um petisco com muito açúcar e gordura”, disse.

Hashem disse à BBC que ficou “surpresa” com os resultados e disse que a Action Sugar testou apenas as bebidas vendidas em tamanho grande.

Graham MacGregor, presidente da organização, disse que “este é mais um exemplo das quantidades escandalosas de açúcar adicionadas à nossa comida e bebida”.

Uma porta-voz da rede Starbucks afirmou que a empresa está “comprometida em reduzir o açúcar adicionado” às bebidas em 25% até o ano de 2020 em sua linha de “bebidas indulgentes”.

“Nós também oferecemos uma grande variedade de opções mais leves, caldas sem açúcar, adoçantes naturais também sem açúcar e mostramos todas as informações nutricionais (dos produtos) na loja e online”, disse.

Kerry Parkin, chefe de comunicações da rede Costa, afirmou que a rede já tomou “medidas significativas” para reduzir a quantidade de açúcar em suas bebidas.

Fonte :  BBC Brasil

Parkin acrescentou que a rede vai estabelecer metas de redução de sal e açúcar até 2020.

Geração zero cárie

Apesar dos avanços das pesquisas em Cariologia, das diretrizes do uso do flúor e controle da ingestão de açúcares, infelizmente ainda encontramos crianças e adolescentes com lesões de cárie em nosso dia a dia clínico.  O que acontece? Falta de informação?  Falta de acesso à Odontologia? Vamos refletir.

cárie zero

Primeiramente, para formarmos pais e crianças bem-informados precisamos educá-los, e isso é sim papel do cirurgião-dentista. De nada adianta recriminá-los, se nós não os educamos baseados em evidências científicas, atuais e confirmadas. Os pais, muitas vezes, têm como base o que aprenderam com seus pais e avós. Leem blogs e postagens na internet que disseminam informações erradas e sem critério científico, disseminadas por leigos ou profissionais desatualizados.  Recebem uma enxurrada de propagandas enganosas que visam vendas de produtos milagrosos.  Alguns pais ainda têm o hábito de procurar médicos pediatras para receberem orientações quanto à saúde bucal, não buscando ajuda especializada.

Pois bem, é hora de mudarmos isso. Nós somos responsáveis sim pela educação em saúde bucal dos nossos pacientes, sempre em busca de uma geração zero cárie.

A definição mais recente de cárie dentária é “uma disbiose desencadeada pelo consumo de açúcar”, onde não há um microrganismo específico envolvido no processo, já que em condições normais, a relação dos humanos com os microrganismos envolvidos no processo de cárie é de simbiose.  Ou seja, o grande responsável pela doença é o açúcar consumido em excesso.  Então, colegas, devemos orientar nossos pacientes quanto à dieta, higienização e uso de dentifrícios fluoretados durante as escovações, que precisam ser realizadas por meio das técnicas que ensinamos durante as consultas de prevenção.

A preocupação deve existir desde antes do irrompimento dos dentes decíduos. O ideal é que a gestante passe em consultas para o pré-natal odontológico, onde cuidará da sua própria saúde e receberá orientações importantes para o futuro de seu bebê. Se isso não ocorrer, é importante que os pais levem a criança nos seus primeiros meses de vida a um odontopediatra. Nessa consulta, além das orientações de higiene e alimentação, um exame clínico será realizado para verificar a saúde bucal do bebê.

Muitos pais questionam a limpeza das gengivas do bebê edêntulo. A limpeza pode ser realizada com uma gaze embebida em água filtrada, mas esse procedimento não deve ser realizado rotineiramente nas crianças que são amamentadas e não possuem dentes. O leite materno contém importantes anticorpos que protegem a boca do bebê e são também absorvidos pela mucosa. Ou seja, a limpeza da gengiva e língua só deve ser realizada quando houver um acúmulo grande de resíduos.

Já o dente deve ser higienizado a partir do momento em que ele aprece na cavidade bucal, independentemente da idade da criança. Para isso, pode-se utilizar escovas infantis adequadas para o tamanho da cavidade bucal e quantidade de dentes – hoje existem no mercado escovas específicas para cada idade. É importante que a escova seja macia e que o dentifrício seja sempre fluoretado, seguindo as recomendações do odontopediatra. O uso de fio dental será necessário após avaliação da cavidade bucal e do espaço presente entre os dentes, que é variável de criança para criança.

Escovar os dentes é um hábito que a criança levará por toda a vida, realizando-o todos os dias, pelo menos três vezes ao dia. Portanto, não há como contestar. Deve ser introduzido na rotina como alimentação, banho e sono. É absolutamente normal que a criança relute, mas os pais não podem ceder. Insistência, paciência, uso de materiais lúdicos, como bonecos e músicas podem ajudar. Escova coloridas, pastas temáticas, tudo é válido.

O cirurgião-dentista, em sua posição como educador em saúde, tem um poder imensurável para transformar sorrisos e para nos trazer uma geração livre de lesões de cárie, basta conhecimento, empenho e insistência.

Referências

  1. Ferreira-Nóbilo Naiara de Paula, Tabchoury Cínthia Pereira Machado, Sousa Maria da Luz Rosário de, Cury Jaime Aparecido. Knowledge of dental caries and salivary factors related to the disease: influence of the teaching-learning process. Braz. oral res.  [Internet]. 2015 [cited 2016 Mar 01]; 29(1):1-7. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-83242015000100258&lng=en.  Epub May 26, 2015.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-3107BOR-2015.vol29.0061.
  2. “Should caries NOW be regarded as a non-communicable disease?”. Debate promovido pela ACFF (Alliance for a Cavity-Free Future), como atividade pré-congresso da ORCA, Bruxelas, em julho de 2015.

sandra kalilSandra Kalil Bussadori
Cirurgiã-dentista. Especialista em Odontopediatria. Mestre em Odontologia (Materiais Dentários). Doutora em Ciências Odontológicas. Possui Pós-Doutorado em Pediatria.

 

Açúcar é o maior vilão da saúde bucal infantil

Para muitos especialistas o açúcar é um dos maiores vilões da saúde bucal, pois em contato com as bactérias que vivem naturalmente na boca, se transformam em ácidos que destroem os minerais dos dentes. E, por terem dentes mais sensíveis e um contato maior com doces e guloseimas, as crianças são as grandes vítimas dessa gostosura.

O consumo de açúcar várias vezes ao dia, vários dias por semana pode provocar um buraco na superfície do dente e problemas bucais realmente sérios. “Com a mudança do ph da boca (acidez) causado por substâncias liberadas pelo metabolismo das bactérias ao ingerirem o açúcar podemos ter desde uma simples inflamação na gengiva até uma periodontite (gengivite mais severa), além de cárie e até perda total do dente”, diz Alexandre Bussab.

Consumo descontrolado
Mas o especialista ressalta que o açúcar consumido de maneira controlada não causa todos esses prejuízos citados acima. “O grande vilão da saúde bucal é o consumo descontrolado do açúcar. É a forma, a frequência e a quantidade que ele é consumido e a falta de uma higiene bucal eficiente depois disso”, diz o especialista.

Por isso, para começar a combater esse problema é necessário levar a criança desde cedo ao dentista. Assim, além de um acompanhamento periódico do quadro da criança evitando que pequenos problemas se agravem, o profissional pode contribuir com orientações de higiene bucal para pais e filhos a fim de tornar essa prática mais agradável e eficiente entre todos os membros da família.

Crianças e os doces
Mas não basta largar toda a responsabilidade em cima do profissional. Para evitar que as crianças virem alvo fácil desse problema, é fundamental que os pais também sejam bastante rígidos quanto à alimentação de seus filhos priorizando alimentos naturais, saudáveis e ricos em fibras. “O consumo de balas, doces, biscoitos e refrigerantes entre as refeições são um dos principais motivos da cárie infantil”.

Uma má escovação, somado ao consumo frenético de açúcar e ao fato de que os dentes das crianças estão em formação e o esmalte é mais sensível à abrasão ácida causada pelo encontro das bactérias do meio bucal com o açúcar, só pode resultar em algo bem ruim.

Agência Beta