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De olho no consumo de açúcar …

As bebidas vendidas em redes de cafeteria com ‘níveis alarmantes de açúcar’

Thinkstock

Um grupo de especialistas britânicos descobriu que bebidas vendidas em redes de cafeterias tem quantidades “alarmantes” de açúcar – mais até do que refrigerantes.

A Action Sugar analisou 131 bebidas quentes de redes britânicas como Starbucks, Costa e Caffe Nero e descobriu que um terço delas continha pelo menos tanto açúcar como uma lata de Pepsi ou Coca-Cola, que têm o equivalente a nove colheres de chá da substância.

A ONG britânica disse que em alguns dos casos mais extremos, as bebidas continham 20 colheres de chá de açúcar ou mais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a recomendação é de que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 10% das calorias ingeridas diariamente, em uma dieta saudável, o que daria cerca de 50 g por dia. Mas a organização afirma que seria melhor diminuir até esta quantia mínima.

“Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25g de açúcar por dia)”, afirmou a OMS em um relatório de março de 2015.

Redes de cafeterias como a Starbucks e a Costa afirmam que se comprometem em reduzir o açúcar em suas bebidas.

Rótulo vermelho

Entre as bebidas avaliadas estavam cafés de sabores como mocha e latte, bebidas quentes com sabor de fruta e chocolate quente de cafeterias e também de redes de fast-food.

A organização britânica descobriu que 98% das bebidas testadas receberiam um rótulo vermelho com um alerta – se fossem produtos vendidos em supermercados – mostrando que a bebida é inadequada devido à grande quantidade de açúcar.

PA
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OMS recomenda consumo de 50g de açúcar por dia

Uma das bebidas encontradas no Starbucks da Grã-Bretanha, uma bebida quente com frutas – uva com chai, laranja e canela, no tamanho “venti” (grande) – é a com maior conteúdo de açúcar entre as bebidas analisadas, com 25 colheres de chá de açúcar por porção.

Em segundo lugar ficou o Chai Latte-Massimo-Eat In da rede Costa Café, com 20 colheres de açúcar.

E, em terceiro, novamente o Starbucks com o Mocha de Chocolate Branco com Chantilly, tamanho grande: 18 colheres de açúcar, segundo a Action Sugar.

A pesquisadora da ONG, Kawther Hashem, pediu que as redes de café reduzam a quantidade de açúcar em suas bebidas, coloquem mais informações nos rótulos e acabem com os copos de tamanho grande. Além disso, a pesquisadora também alertou para que o consumo diário dessas bebidas fosse evitado.

“Estas bebidas quentes devem ser algo ocasional, não uma bebida comum, de todo o dia. Elas estão carregadas com uma quantidade inacreditável de açúcar e calorias e, frequentemente, são acompanhadas de um petisco com muito açúcar e gordura”, disse.

Hashem disse à BBC que ficou “surpresa” com os resultados e disse que a Action Sugar testou apenas as bebidas vendidas em tamanho grande.

Graham MacGregor, presidente da organização, disse que “este é mais um exemplo das quantidades escandalosas de açúcar adicionadas à nossa comida e bebida”.

Uma porta-voz da rede Starbucks afirmou que a empresa está “comprometida em reduzir o açúcar adicionado” às bebidas em 25% até o ano de 2020 em sua linha de “bebidas indulgentes”.

“Nós também oferecemos uma grande variedade de opções mais leves, caldas sem açúcar, adoçantes naturais também sem açúcar e mostramos todas as informações nutricionais (dos produtos) na loja e online”, disse.

Kerry Parkin, chefe de comunicações da rede Costa, afirmou que a rede já tomou “medidas significativas” para reduzir a quantidade de açúcar em suas bebidas.

Fonte :  BBC Brasil

Parkin acrescentou que a rede vai estabelecer metas de redução de sal e açúcar até 2020.

Indicamos reduzir o consumo de açúcar para uma maior saúde bucal

OMS associa diminuição de açúcar à redução de cárie

A saúde bucal é uma das principais preocupações da Organização Mundial da Saúde, que divulgou novas diretrizes sobre a ingestão de açúcar. O ideal é reduzir o consumo de açúcar em todas as suas formas para menos de 10% de todas as calorias diárias ingeridas. Em um passo adiante, reduzindo ainda mais esse consumo para 5% – seis colheres de chá por dia –, o ganho será maior.

Estudo publicado pela organização no ano passado diz que, para combater efetivamente o surgimento de cárie, a recomendação global é reduzir mais ainda a ingestão de açúcar, restringindo a 3%. Além do açúcar que usamos para adoçar bebidas e preparar sobremesas, também os alimentos que levam açúcar em sua composição, como refrigerantes, doces, balas, molhos, ketchup etc., contribuem para o enfraquecimento dos dentes e o aparecimento de lesões de cárie.

Apesar de os problemas de saúde bucal serem muito pouco comunicados à OMS, pesquisadores dizem que o açúcar também está associado a uma alimentação mais empobrecida do ponto de vista nutricional, ao ganho de peso e obesidade, além de aumentar os riscos para doenças crônicas. O intuito desse tipo de estudo é pressionar a indústria para que novas regras sejam estabelecidas com relação à adição de açúcar à composição dos alimentos e garantir que as campanhas defendam os interesses da população – como as campanhas antitabagistas.

“A bem da verdade, não é o açúcar que estraga os dentes. Mas, o ácido produzido quando comemos açúcares e carboidratos. Esse ácido ataca sem piedade o esmalte dos dentes, podendo resultar em lesões de cárie e outros problemas orais mais graves. Além de reduzir a ingestão de doces e balas, o ideal é escovar os dentes imediatamente depois de se alimentar, lembrando de jamais ir para a cama sem providenciar uma boa higiene bucal. Outra dica é reduzir a quantidade de café ingerido durante o dia. Tem gente que, ao longo da jornada de trabalho, toma café de hora em hora. Além do tanino, que mancha o esmalte dos dentes, normalmente o café é adoçado com açúcar refinado – uma combinação terrível para a beleza do sorriso”, diz Sandra Kalil Bussadori, professora de Odontopediatria da EAP APCD, Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

Outra recomendação da especialista é ingerir, desde pequenos, bastante água durante o dia. Além de fazer bem para a saúde, é ótimo para os dentes. “Uma grande qualidade da água é sua capacidade de ‘lavar’ a boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam em formação de lesões de cárie e outras doenças orais. Mas, atenção: a água engarrafada não tem a mesma concentração de flúor que a água potável, tratada e distribuída nas residências brasileiras. E é graças ao flúor que a estrutura dos dentes se torna mais resistente a lesões de cárie. Sendo assim, o ideal é encher uma garrafinha com água várias vezes ao dia para se hidratar como se deve.”

Fonte: Assessoria de Imprensa da APCD

Organização Mundial da Saúde associa diminuição de açúcar à redução de cáries e ganho de saúde

A saúde bucal é uma das principais preocupações da Organização Mundial da Saúde, que divulgou novas diretrizes sobre a ingestão de açúcar.

Organização Mundial da Saúde associa diminuição de açúcar à redução de cáries e ganho de saúde

Informações: APCD


O ideal é reduzir o consumo de açúcar em todas as suas formas para menos de 10% de todas as calorias diárias ingeridas. Em um passo adiante, reduzindo ainda mais esse consumo para 5% – seis colheres de chá por dia –, o ganho será maior.

Estudo publicado pela organização no ano passado diz que, para combater efetivamente o surgimento de cárie, a recomendação global é reduzir mais ainda a ingestão de açúcar, restringindo a 3%. Além do açúcar que usamos para adoçar bebidas e preparar sobremesas, também os alimentos que levam açúcar em sua composição, como refrigerantes, doces, balas, molhos, ketchup etc., contribuem para o enfraquecimento dos dentes e o aparecimento de lesões de cárie.

Apesar de os problemas de saúde bucal serem muito pouco comunicados à OMS, pesquisadores dizem que o açúcar também está associado a uma alimentação mais empobrecida do ponto de vista nutricional, ao ganho de peso e obesidade, além de aumentar os riscos para doenças crônicas. O intuito desse tipo de estudo é pressionar a indústria para que novas regras sejam estabelecidas com relação à adição de açúcar à composição dos alimentos e garantir que as campanhas defendam os interesses da população – como as campanhas antitabagistas.

“A bem da verdade, não é o açúcar que estraga os dentes. Mas, o ácido produzido quando comemos açúcares e carboidratos. Esse ácido ataca sem piedade o esmalte dos dentes, podendo resultar em lesões de cárie e outros problemas orais mais graves. Além de reduzir a ingestão de doces e balas, o ideal é escovar os dentes imediatamente depois de se alimentar, lembrando-se de jamais ir para a cama sem providenciar uma boa higiene bucal. Outra dica é reduzir a ingestão de café e chá durante o dia. Tem gente que, ao longo da jornada de trabalho, toma café de hora em hora. Além do tanino, que mancha o esmalte dos dentes, normalmente essas bebidas são adoçadas com açúcar refinado – uma combinação terrível para a beleza do sorriso”, diz Sandra Kalil Bussadori, professora de Odontopediatria da EAP-APCD, Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

Outra recomendação da especialista é ingerir, desde pequenos, bastante água durante o dia. Além de fazer bem para a saúde, é ótimo para os dentes. “Uma grande qualidade da água é sua capacidade de ‘lavar’ a boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam em formação de lesões de cárie e outras doenças orais. Mas, atenção: a água engarrafada não tem a mesma concentração de flúor que a água potável, tratada e distribuída nas residências brasileiras. E é graças ao flúor que a estrutura dos dentes se torna mais resistente a lesões de cárie. Sendo assim, o ideal é encher uma garrafinha com água por várias vezes ao dia para se hidratar como se deve”.