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Com ou sem lactose?

Leia os rótulos!Pode parecer confuso, mas aumenta a sua segurança alimentar. Alguns adoçantes contém lactose.

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Quais as diferenças entre adoçantes com lactose e sem lactose?

Os adoçantes, também chamados de edulcorantes, são substâncias que apresentam poder de conferir sabor doce aos alimentos maior que o do açúcar (sacarose). Eles são classificados de várias maneiras, geralmente com base em sua origem e valor calórico. Alguns produtos podem utilizar a lactose como excipiente (substância farmacologicamente inativa usada como veículo para o princípio ativo e que completam a massa ou volume especificado do produto). Os sem lactose utilizam outros excipientes, como por exemplo, a maltodextrina e água, no caso de adoçantes líquidos.

Há problemas em consumir esse tipo de adoçante?

A lactose é um carboidrato (dissacarídeo) composto por glicose e galactose. É naturalmente presente no leite de mamíferos, inclusive no leite materno.
Pessoas que possuem intolerância a lactose, dependendo do grau, podem manifestar sintomas clínicos após o consumo de produtos que contenham lactose.
Porém, segundo estudos, a maioria dos pacientes intolerantes é capaz de digerir e absorver cerca de 6 a 12 gramas de lactose sem nenhum sintoma adverso. A quantidade contida nos adoçantes é muito inferior a esta, fazendo com que o consumo seja assintomático na grande maioria dos casos.
A suspeita de intolerância à lactose deve ser sempre investigada por meio de testes diagnósticos de confirmação.

Adoçantes com lactose são melhores?

Cada adoçante possui uma formulação pensada a atender um determinado público alvo. Cabe a cada pessoa pesquisar qual produto e formulação é mais indicado para o seu caso/objetivo específico.

A lactose ajuda em algo no adoçante?

Alguns adoçantes em pó utilizam a lactose como excipiente (agentes sem ação medicinal que participam de uma formulação farmacêutica, com funções variadas e específicas, usados para auxiliar a administração de substâncias, ou seja, são os agentes carreadores de uma substância). No caso dos adoçantes essas substâncias são os edulcorantes (aspartame, sacarina, ciclamato, esteviosídeo, sorbitol, sucralose, acesulfame-K, entre outros) que sem o excipiente não teriam volume suficiente para completar o sachê do produto, já que uma quantidade muito pequena de edulcorante possui um grande poder adoçante (a sucralose, por exemplo, adoça de 600 a 800 vezes mais que o açúcar).

Existem tipos de adoçante que contém lactose?

Geralmente os adoçantes líquidos não contém lactose e os em forma de pó podem conter ou não, então é sempre válido confirmar essa informação no rótulo dos produtos ou diretamente com a empresa produtora.

No rótulo dos adoçantes contém essa informação?

Sim, na lista de ingredientes as empresas são obrigadas a declararem todos os compostos que fazem parte do produto.

O que impacta na saúde da pessoa ingerir adoçante com lactose?

Desde que se respeite a quantidade máxima permitida e o indivíduo não apresente intolerância sintomática, contra indicação médica ou a outros componentes da fórmula não há impacto negativo.

Se a informação não estiver no rótulo, tem como saber que o adoçante contém lactose?

Sim, em caso de qualquer dúvida em relação à composição de produtos alimentícios é indicado que o cliente entre em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da marca.
Fonte
Thais Eliana Carvalho de Lima
H.A.Einstein

Adoçantes naturais e artificiais

Edulcorantes são substâncias com capacidade de adoçar que podem ser um bom substituto ao açúcar. Contudo a maioria destas substâncias são compostos sintetizados artificialmente que, se consumidos em excesso, podem causar danos à saúde.

Os adoçantes proporcionam uma agradável sensação de doçura, que auxilia na qualidade sensorial da dieta. Podem ser divididos em adoçantes naturais (nutritivos), que fornecem energia como os açúcares e adoçantes artificiais (não nutritivos).

Adoçantes naturais

  • Frutose: É encontrada nas frutas e no mel e possui sabor mais doce que o açúcar. Contém calorias e eleva os níveis de açúcar no sangue. Por isso, os diabéticos devem consumi-la com moderação.
  • Galactose: é um monossacarídeo produzido a partir da lactose através de processos digestivos, não sendo encontrados na natureza. A combinação da galactose com a glicose, forma a lactose na mulher que está produzindo leite materno.
  • Glicose: também conhecida como dextrose, é um monossacarídeo de grande importância para as funções cerebrais. Possui poder adoçante alto em relação a sacarose.
  • Lactose: Conhecida como açúcar do leite, é encontrado no leite dos mamíferos (único açúcar não encontrado nas plantas) responsável pelo sabor adocicado do leite.
  • Sacarose: Dissacarídeo formada pela união da glicose e da frutose. A sacarose também é conhecida por alterar sabores e outras propriedades dos alimentos.
  • Esteviosídeo: É extraído da stevia rebaudiana, uma planta nativa da América do Sul. Tem um sabor próximo ao do açúcar e é encontrado em fórmulas de adoçantes, achocolatados e gelatinas. Não possui calorias e não altera o nível de açúcar no sangue, sendo permitido para diabéticos.
  • Sorbitol: É encontrado em algumas frutas, como a maçã e a ameixa, e em algas marinhas. Possui valor calórico e não é recomendado para diabéticos. É mais utilizado em chicletes, balas e biscoitos. Tem ação laxativa.

Adoçantes artificiais

  • Aspartame: Tem grande poder adoçante (200 vezes superior ao açúcar). Não contém calorias e seu uso é permitido para diabéticos. Tem um sabor semelhante ao do açúcar e é encontrado em produtos adoçantes, refrigerantes e doces. Embora algumas pesquisas associem seu uso à ocorrência de câncer e Mal de Alzheimer, não há comprovação científica.
  • Sacarina: Criada em 1879, ela é sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, derivado do petróleo. Está presente em refrigerantes zero e produtos adoçantes. Deixa um sabor residual amargoso e metálico, mas não contém calorias e pode ser usada por diabéticos. Por conter sódio, é contraindicada para hipertensos. Pesquisas associavam o uso da sacarina ao surgimento de câncer, mas sem evidências conclusivas.
  • Ciclamato de sódio: Provém do ácido ciclo hexano sulfâmico, derivado do petróleo. Assim como a sacarina, não possui calorias e pode ser usado por diabéticos, mas também é contraindicado para hipertensos. É encontrado em refrigerantes zero e adoçantes. Pesquisas científicas apontam que o consumo de ciclamato pode causar câncer e tumores, e por conta disso, disso foi proibido em países como EUA, Japão e França.
  • Sucralose: É extraído da cana de açúcar e modificado para não ser absorvido pelo organismo humano. Tem um sabor similar ao do açúcar, não contém calorias, não causa cáries, não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos. É vendido como produto adoçante e está presente em alimentos de baixa caloria.

Fonte:Hospital A. Einstein

Qual é o melhor tipo de adoçante?

Açúcar ou adoçante? Essa é uma dúvida que acompanha o cotidiano das pessoas, principalmente as que querem emagrecer e que precisam viver com algumas restrições alimentares. Essa escolha pode ser mais complexa do que parece se sua composição e indicações de uso forem avaliadas. E mais importante que garantir a boa forma é tomar uma decisão que não comprometa a sua saúde. A nutricionista Nairana Borim, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esclarece alguns conceitos sobre os adoçantes e orienta sobre a utilização dos mesmos.

Os melhores açúcares para utilização são o orgânico e o mascavo, pois não passam por processo de refinamento, mantendo assim mais vitaminas e sais minerais. O orgânico ainda tem uma vantagem sobre o mascavo por ser produzido sem aditivos químicos. Para quem precisa perder ou controlar o peso e não se adapta ao uso de adoçantes, existe a opção do açúcar light, uma mistura de açúcar refinado com adoçantes. Contudo, este deve ser evitado por diabéticos, pois possuem sacarose em sua composição.

Em 2008, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) decidiu reduzir a quantidade máxima da sacarina e do ciclamato (adoçantes artificiais) em bebidas e alimentos. Alguns estudos mostraram o impacto negativo dos edulcorantes para a saúde humana. Os adoçantes mais indicados atualmente são os à base de esteviosídeo e de sucralose, pois são extraídos de vegetais e frutas, portanto, naturais e sem contraindicações.

Confira a seguir os principais tipos de adoçantes existentes e suas características:

Naturais (extraídos de vegetais e frutas)

Adoçante Principais Características

Esteviosídeo
Tem 300 vezes mais poder edulcorante em relação à sacarose (presente no açúcar).
Pode ser consumida sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa.
Não produz cáries, nem é calórica, tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo.
Usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, balas, bombons, bebidas, gelatinas, pudins, sorvetes e iogurtes dietéticos.

IDA (Ingestão diária aceitável): 5,5 mg/kg de peso corporal.

Sucralose
É uma molécula modificada da sacarose.
Poder edulcorante em relação à sacarose: 600 vezes.
Não deixa sabor residual, não provoca cáries e não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina.
Pode ser consumida sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa.
Estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas à cocção.
Usado como adoçante de mesa e em preparações quentes.

IDA: 15 mg/kg de peso corporal.

Artificiais (produzidos em laboratório)

Adoçante Principais Características

Sacarina
Substância derivada do petróleo.
Poder adoçante em relação à sacarose: 300 vezes.
Sabor residual amargo em concentrações altas. Redução de sabor residual pela mistura de sacarina com o ciclamato.
Submetida ao calor, não perde suas propriedades.
Não deve ser utilizada por pacientes hipertensos ou que tenham tendência a reter líquidos devido ao sódio.

IDA: 5 mg/kg de peso corporal.

Ciclamato
Substância derivada do petróleo.
Poder adoçante em relação à sacarose: 40.
Sabor agridoce é semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual).
Estável sob altas temperaturas, pode ser utilizado em preparações destina­das à cocção.
Usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, bebidas, congela­dos, refrigerantes, geleias e sorvetes.
Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer na forma sódica, ou seja, combinado com sódio.

IDA: 11 mg/kg de peso corporal.

Aspartame

É produzida a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilalanina e ácido aspártico.
Poder adoçante em relação à sacarose: 200 vezes
Não apresenta sabor residual amargo.
Sensível ao calor, perde o seu poder de adoçamento em altas temperaturas.
Usado como adoçante de mesa, misturas, pós, gomas de mascar, balas, sobremesas, bebidas, conge­lados, refrigerantes, coberturas, xaropes e produtos lácteos.
É contraindicado para portadores de fenilcetonuria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.

IDA: 40 mg/kg de peso corporal.

Acesulfame-K

Derivado do potássio.
Poder adoçante em relação à sacarose: 200 vezes.
Apresenta sabor amargo em altas concen­trações.
Estável sob altas temperaturas.
Usado como adoçante de mesa, em gomas de mascar, bebidas, café e chás instantâneos, gelatinas, pu­dins, produtos lácteos, panifica­ção e sorvetes.
É eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada.

IDA: 15mg/kg de peso corporal.

Dicas

• Dissolva bem o açúcar ao colocá-lo nas bebidas. Isso ajuda a reduzir o consumo.
• Observe ao terminar de consumir a bebida que foi adoçada, se existem vestígios de açúcar no fundo do copo ou jarra. Em caso positivo, isso significa que o mesmo precisava ser mais dissolvido e que você utilizou mais açúcar do que o necessário.
• Aproveite o açúcar natural presente na fruta, por exemplo, ao consumi-la na forma de sucos ou in natura.
• Se consumir leites com achocolatado, evite adoçar a bebida. O produto já contém açúcar em sua composição.
• Se utilizar adoçantes líquidos, conte as gotas.
Fonte :Hospital A.Oswaldo Cruz

Tire suas dúvidas sobre os adoçantes

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Dúvidas sobre qual adoçante escolher e seu benefício em relação ao açúcar são comuns para quem quer emagrecer ou tem restrições alimentares.
A nutricionista Nairana Borim, do Centro de Nutrição do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esclarece algumas informações sobre o assunto.

Qual é a principal diferença entre o açúcar e o adoçante?

O açúcar refinado é obtido principalmente da cana de açúcar. No processo de refinamento, há a remoção dos nutrientes contidos na cana, por isso, ele é rapidamente digerido, o que provoca o aumento dos níveis de glicose. O açúcar mascavo e o orgânico são mais saudáveis do ponto de vista nutricional, por conterem mais nutrientes, pois são menos refinados, mas também provocam oscilações na glicose e favorecem o ganho de peso. Já os adoçantes são edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor doce. Possuem poder adoçante geralmente muito maior que o açúcar produzido da cana-de-açúcar.

Quais são os tipos mais comuns de adoçantes e qual é a maneira correta de utilizá-los?

Existem dois tipos de adoçantes: os naturais, extraídos de vegetais e frutas, e os artificiais, produzidos em laboratório.

Naturais:

 – Esteviosídeo (ou Stévia) e Sucralose: Não apresentam contra indicação. São estáveis sob altas temperaturas, sendo utilizados em preparações destinadas ao cozimento ou como adoçante de mesa.
– Agave: Não apresenta contra indicações. É um produto novo, originário de um tipo de cactos com origem mexicana. É fonte de minerais, como ferro, cálcio, potássio e magnésio, e apresenta baixo índice glicêmico, o que permite sua utilização para portadores de Diabetes sob orientação médica ou nutricional. É estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento ou como adoçante de mesa.

Artificiais:

– Sacarina e Ciclamato: São estáveis sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento. Não devem ser utilizados por pacientes hipertensos ou que tenham tendência à retenção de líquidos devido ao sódio. Como adoçante de mesa, geralmente apresenta-se misturado a outros componentes para diminuir o sabor residual da sacarina.

– Aspartame: Sensível ao calor, perde seu poder adoçante em altas temperaturas e pode ser usado como adoçante de mesa. É contra indicado para portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.
– Acesulfame de potássio: É estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento, pode ser usado como adoçante de mesa.
 Para quem busca o emagrecimento, qual é o mais recomendável?
 O ideal para qualquer pessoa, buscando o emagrecimento ou não, é que prove o leite, café, suco ou outra bebida antes de adoçar. Aos poucos, o paladar se acostuma com o verdadeiro sabor dos alimentos e o uso de qualquer produto adoçante passa a ser dispensável. Mas, caso a pessoa não se adapte, sob a orientação de um médico ou nutricionista, pode-se fazer uso dos adoçantes. Outra opção é a do açúcar light, uma mistura de açúcar refinado com adoçante, que apresenta maior poder adoçante, com menos calorias e sem gosto residual. Contudo, este deve ser evitado por diabéticos, pois possui sacarose em sua composição.
 Quais são os efeitos colaterais dos adoçantes?
 O aspartame pode provocar efeitos colaterais, como dor de cabeça e alterações de humor. Além disso, o produto final de sua metabolização é o metanol, que é tóxico ao fígado. Como mencionado anteriormente, é contra indicado para pacientes portadores de fenilcetonúria e grávidas.
O ciclamato e a sacarina têm sódio na composição, o que não é indicado para quem tem pressão alta e nem para pessoas com tendência a retenção de líquidos.
 Quem deve ingeri-los e quem deve evitá-los?
 Somente o médico ou nutricionista, após avaliar individualmente o paciente, pode dizer quem deve ingerir ou evitar os adoçantes. Principalmente, crianças, gestantes e pessoas com alguma patologia devem utilizar os adoçantes sob orientação.

Adoçantes: implicações para os dentes e a nutrição

O adoçante substitui o açúcar?
O adoçante é considerado um substituto do açúcar em relação ao paladar, no entanto, é preciso esclarecer que, enquanto o açúcar é calórico, os adoçantes podem ou não conter calorias.

Os adoçantes evitam a cárie dental?

O açúcar ou sacarose é o alimento principal das bactérias que provocam cárie. Os adoçantes não são aproveitados por elas da mesma forma; logo, quando há oferta de adoçantes substituindo a sacarose, o número de bactérias diminui. No entanto, é muito importante lembrar que vários fatores atuam em conjunto para provocar a cárie; assim, a prevenção não pode ser direcionada para um único fator. Além disso, a substituição da sacarose por outros tipos de carboidratos mais complexos (menos utilizados pelas bactérias), seria a escolha mais saudável.

Os adoçantes têm contra-indicação para a saúde geral?

Desde que os adoçantes sejam ingeridos dentro da quantidade recomendada (muitos produtos dietéticos possuem em seu rótulo a dose máxima diária), não há problema. Deve-se tomar cuidado com os adoçantes constituídos de álcool poliídrico (sorbitol, xilitol, maltitol), que não devem ultrapassar a dose de 50 g/dia sob risco de provocarem diarréia. Outro fato a ser lembrado é que o aspartame, por ter fenilalanina, é contra-indicado para pacientes fenilcetonúricos (que não conseguem metabolizar a fenilalanina), sendo este distúrbio muito raro na população (1:16.000).

As crianças podem ingerir adoçantes?

Sim, as crianças podem ingerir adoçantes, mas normalmente recomenda-se apenas para aquelas que realmente têm indicação para o seu uso, como as diabéticas e, em algumas situações, as obesas (indicação médica). No entanto, em relação às crianças com risco aumentado para a cárie dental, o ideal é manter um controle na ingestão de sacarose, tanto na freqüência quanto na quantidade, e reforçar os outros meios preventivos.

O açúcar em forma de sacarose faz falta para crianças?

O açúcar é um alimento considerado uma fonte importante de carboidrato de absorção rápida.

Atualmente, têm-se dado maior ênfase à utilização de carboidratos complexos em detrimento dos simples (de absorção rápida), não apenas devido ao aumento da prevalência de obesidade infantil, mas também como uma forma de prevenção de cárie. Portanto, desde que os carboidratos sejam consumidos na quantidade recomendada (55-60% do valor calórico total da dieta), não há necessidade de se consumir especificamente o açúcar, podendo ser ingerido outro tipo de alimento que seja fonte desse nutriente, principalmente os não-processados, como os integrais.

O uso indiscriminado de refrigerantes diet (com adoçante) faz mal à saúde?

Como ocorre com qualquer alimento, o uso indiscriminado dos adoçantes não é indicado, devendo, portanto, haver moderação. Alguns adoçantes sintéticos como aspartame, sacarina, acesulfame-K e sucralose são aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) e, portanto, têm uma regulamentação maior para às doses máximas recomendadas. Os estevosídeos (stévia), apesar de muito utilizados na América do Sul, não são aprovados pelo FDA e, portanto, não têm uma regulamentação específica quanto a doses máximas permitidas. O ciclamato de sódio foi proibido pelo FDA, mas novos estudos comprovaram que a dose tóxica é muito alta, e, por isso, cogita-se a sua reaprovação. Os refrigerantes diet utilizam, em geral, uma mistura de aspartame, sacarina e ciclamato de sódio. A chance de se chegar à dose máxima desses componentes é, praticamente, teórica. Levando-se em conta que os estudos ora aprovam, ora condenam os diversos adoçantes, e tendo em vista que os órgãos controladores seguem os estudos para aprovarem ou não o uso, o mais sensato é utilizar pouco.

E em relação aos chicletes “sugar-free”?

São melhores que os que possuem açúcar, mas deve ser observada a quantidade recomendada. Além disso, o fato de não terem açúcar e estimularem a salivação faz com que ajudem na proteção contra a cárie. Isso vale principalmente para o chiclete com xilitol, pois esse adoçante tem uma ação antibacteriana.

As gestantes podem consumir produtos com adoçantes?

Sim, desde que tenham orientação para a ingestão de uma dieta equilibrada e não utilizem esses produtos em excesso. O aspartame poderia trazer problema no caso de a criança ser fenilcetonúrica, mas esse distúrbio, como dissemos, é muito raro. A sucralose (splenda) é liberada pela FDA para gestantes, pois ela não é absorvida no intestino.