Orientação alimentar para adolescentes- O que os pais precisam saber.

Embora os adolescentes possam ter independência de escolha com relação à própria alimentação, algumas recomendações devem ser enfatizadas.A melhoria das condições nutricionais durante a adolescência está baseada em hábitos alimentares saudáveis com dietas variadas ,aumento de consumo de frutas e vegetais,ingestão de alimentos ricos em cálcio, diminuição de consumo de açúcar refinado e gorduras saturadas, restrição do consumo de bebidas ácidas. importância do café da manhã,regularidade na alimentação e jantar em família

  • Explicar ao adolescente a relação entre alimentação consumida e as necessidades diárias

  • Enfatizar a importância de não pular refeições sobretudo o café da manhã e seu conteúdo de vitaminas A, C e ferro.

  • Incentivar ingestão de iogurte, coalhada, margarina, leite e queijo com baixo teor de de gordura por serem fontes de cálcio que promovem o crescimento esquelético.

  • Estimular refeições familiares.

  • Verificar opções nutricionais para refeições fora de casa . (Levar lanche)

 

  • Evitar entre as refeições o consumo de  alimentos que apresentem sacarose em sua composição(bolos, bolachas,chocolate, balas,refrigerantes,etc.)  e as frituras por serem responsáveis pelo aumento dos níveis de colesterol,desenvolvimento de cárie e aumento de peso corporal.

Resultado de imagem para doces,sacarose e frituras           

  • Alertar sobre o consumo de bebidas ácidas e sua relação com erosão dentária.

  • Incentivar a ingestão de alimentos ricos em fibras,tais como frutas frescas,vegetais e grãos integrais que promovem a mastigação adequada,contribuindo para a manutenção da oclusão dentária, prevenção da cárie, através do estímulo das propriedades salivares.

Fonte: Manual de Hebiatria- Sandra Kalil Bussadori e Milton Massuda

Fotos: Internet

 

 

 

Doces e guloseimas o que devo e não devo ingerir

 

Evitar comer doces deve ser uma ação gradativa, pois há um risco de retornar ao consumo ainda mais agressivo. Apesar desse hábito ser comum, em especial, entre as mulheres, não é nada saudável. O açúcar refinado, proporciona uma série de problemas à saúde, como obesidade; diabetes mellitus, arteriosclerose, aumento do ácido úrico sérico e incidência de cálculos biliares e outras doenças levando a chamada síndrome metabólica. O consumo exagerado de doce aumenta a produção de insulina do corpo, sobrecarregando o pâncreas e fragilizando o organismo.O açúcar é composto por sacarose e outras substâncias químicas. Dependendo da quantidade e frequência a ser consumida, pode causar muitos prejuízos à saúde. A vontade de comer doces pode estar associada à diminuição da serotonina, um neurotransmissor regulador do humor, prazer, sono, ansiedade, fome, saciedade, entre outros. Alterações na serotonina no cérebro podem alterar todos esses sentimentos e sensações. Na verdade, a queda desse neurotransmissor aumenta a vontade e a necessidade de comer doce, principalmente o chocolate. E o chocolate não é 100% vilão da saúde. Ele possui vitaminas e flavanóides, substância encontrada no cacau que age como protetor cardiovascular. O que prejudica a saúde é o seu excesso, pois o chocolate é rico em açúcar e gordura saturada. Uma alternativa é recorrer aos chocolates meio amargo, aqueles conhecidos como cacau 50% até 90%.”, ensina o médico. Não troque por chocolate diet, pois ele somente tem baixo teor de açúcar, que é compensado com maior concentração de gordura e mesmo valor calórico que o chocolate ao leite.

Dicas para driblar a vontade de ingerir guloseimas
durante o dia:
1 – Vá deixando, aos poucos

Se a vontade de comer doce é muito grande, não é recomendado à parada brusca de seu consumo. O ideal é reduzir gradativamente. A parada repentina geralmente dura alguns dias e, muitas vezes, a pessoa sofre com um efeito rebote, retornando a consumir mais ainda.

Parada Brusca

 

 

2 – Menos calorias e mais saúde
Diariamente faça três refeições principais e duas pequenas refeições nos intervalos, isso ajuda a controlar os níveis glicêmicos diminuindo a fome. E não deixe de se alimentar corretamente, pois isso ajuda a diminuir o desejo por doces depois do almoço ou jantar.

3 – Escolha as frutas
Troque os doces por frutas in natura e frutas secas. Alternativas como gelatina light com pedaços de frutas e frutas com iogurte light são boas opções. Outra ótima pedida, inclusive no período do verão são os frozen iogurtes. São refrescantes, de baixa caloria (cerca de 80 Kcal o copo e 70 Kcal na versão dieta). Frutas como maçã, pêra ou banana podem ser cozidas até em microondas com canela e cravo, sendo uma excelente opção de sobremesa mais saudável e que pode suprir a necessidade de comer doce.

4 – Controle o emocional
Procure ajuda se você não consegue se controlar emocionalmente e usa o doce como válvula de escape dos problemas. Também não o elimine totalmente da dieta enquanto não buscar um suporte emocional e, sobretudo, nutricional adequado.

5 – Quanto mais longe, melhor
Para resistir à tentação, não carregue doce na bolsa ou evite deixar quantidade em estoque no armário. Manter as guloseimas por perto só aumenta a vontade de ingeri-las. Por isso, evite deixar docinhos guardados em casa ou no escritório. Evite também passar o dia chupando balas e chicletes. Se somadas, as calorias podem aumentar muito.

6 – Aproveite para consumir os alimentos certos
Aveia, banana, maçã, canela, grãos em geral, castanha-do-pará devem ser incluídos nas refeições, pois ajudam a controlar a necessidade de consumir doces.

7 – Pratique atividade física regularmente
A prática regular de atividade física ajuda muito a resistir aos doces. Com o exercício também são liberadas substâncias no cérebro que nos dão sensação de prazer, melhoram o humor, diminuem a ansiedade e consequentemente a vontade de doces. Além disso, melhora a capacidade cardio-vascular e se ganha em qualidade de vida.

8 – Não pule refeições
Não pule refeição alguma durante o dia, também não diminua as quantidades para, mais tarde, comer uma sobremesa.

 

 

9 – Chupar um pedaço de canela em pau ou alguns cravos, também auxiliam no controlo do desejo de doces


Evitar as guloseimas:
Chocolate ao leite e branco: O chocolate tem vários benefícios desde que seja aquele com a porcentagem maior de cacau: possui propriedades antioxidantes, melhora o fluxo arterial, ajuda a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim), entre outros. Porém, os chocolates com baixa porcentagem de cacau (que são os mais comumente encontrados) possuem muito açúcar e gordura, contribuindo assim para que a criança ganhe peso de maneira pouco saudável. Nesse caso é melhor evitá-los os chocolates brancos não apresentam cacau em sua composição, .

Açúcar Refinado:
Ao passar pelo processo de refinamento o açúcar perde vitaminas e sais mineirais, ficando apenas as “calorias vazias”. Nesta forma, traz prejuízos ao organismo, tornando-o propenso a varias doenças, entre elas o diabetes. Prefira o açúcar mascavo ou o demerara, que não recebem aditivos químicos, por isso conservam as vitaminas e minerais.Evite as guloseimas como balas, pirulitos e doces em geral que entre muitos outros problemas, podem causar cáries.

Gordura:
A gordura tem seu charme: ajuda a manter a temperatura corporal, protege contra impactos e ajuda a metabolizar as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de dar sabor aos alimentos. Porém ao esquentar o óleo são liberadas muitas toxinas e o excesso traz prejuízos ao organismo como colesterol alto, obesidade, baixo desempenho físico, etc.Os salgadinhos de pacote geralmente possuem muitos carboidratos, sódio (principal vilão da hipertensão) e gorduras saturadas. Para não restringir totalmente, procure os que são assados, com menos gorduras.

Refrigerantes:
Os refrigerantes não contribuem em nada para a nossa saúde. Prejudicam o organismo deixando o Ph do nosso sangue mais ácido, portanto mais propício a doenças. Vejam a explicação do Ph em relação à água. Uma água mineral de boa qualidade deve ter um pH compreendido entre 7,0 e 7,5.O sangue de um ser humano saudável tem um pH de 7,35 a 7,45 e contém cerca de 90 a 95% de água.O nosso corpo tenta a todo custo manter o pH sanguíneo dentro destes valores, extraindo minerais do organismo para manter o pH. Quando não consegue equilibrar o pH, o nosso corpo torna-se ácido e propenso à infestação por parasitas e todos os males que eles trazem.Um pH levemente alcalino do sangue aumenta a oxigenação das células e a imunidade, uma vez que, vírus e bactérias precisam de um meio ácido para sobreviver. Assim como o fogo precisa de oxigênio para existir, os vírus e bactérias necessitam de um meio ácido para se manterem vivos. Sendo assim, beber água com um pH neutro ou levemente alcalino contribui, também, para que o nosso corpo mantenha o seu pH nos níveis adequados”.Isso significa que a água é saudável, já o refrigerante faz muito mal. Para mantermos nossos filhos saudáveis e longe de doenças, o ideal é dar opções de sucos naturais e água, ficando longe dos refrigerantes.Ao optar por essas restrições na dieta do seu filho, você provavelmente irá ouvir: “coitadinho dele!”Na verdade, deveríamos “sentir pena” das crianças que desde cedo tomam refrigerante e se alimentam de muitos doces e salgadinhos fritos. Muitas calorias, poucos (ou quase zero) nutrientes. É importante encontrar um equilíbrio, claro.Mas lembre-se que ao dizer não, você está zelando pela saúde do seu filho, que é mais importante do que qualquer prazer que um doce ou refrigerante possam proporcionar.Ajude seu filho a cultivar hábitos saudáveis de alimentação e fuja da influência da mídia, que nos induz a consumir produtos que prejudicam nossa saúde, nos fazendo mais tarde, investir em medicamentos.

Doces saudáveis

Banana com canela:
Essa é uma receita clássica e super gostosa. Basta cortar uma banana ao meio e salpicar com canela. Se preferir, leve a banana ao micro-ondas por alguns segundos, alem de ficar mais gostosa ainda se transforma em amido resistente que tem difícil absorção e auxilia na formação do bolo fecal.

Gelatina:
Além de extremamente saborosa, a gelatina é composta praticamente de aminoácidos (proteínas), que ajudam na síntese e na renovação do colágeno. Se consumida regularmente, ela auxilia na redução dos níveis de colesterol no sangue, triglicérides e controla a glicemia. Por ser rica em proteína, ela fortalece os ossos e previne o organismo de doenças como a osteoporose.

Frutas secas:
Ameixa, damasco e outras frutas secas são ótimas opções para saciar a vontade de comer doce. Se a situação estiver complicada, uma boa dica é mergulhar o damasco na alfarroba líquida.

Pêra ao forno:
Corte uma pêra em quatro ou mais pedaços e os leve ao forno. Ao perceber que já estão amolecendo, retire-os do fogo e os deixe esfriar. Se quiser adoçar a fruta, pingue algumas gotinhas de mel ou açúcar mascavo.

Salada de frutas:
Uma frutinha sempre cai bem. Ainda mais as mais adocicadas, como banana, manga e caqui, por exemplo. Uma boa dica é fazer uma deliciosa salada de frutas e separar a mistura em potinhos para você não exagerar na dose.Pode ser colocado sobre a salada , iogurte natural, fica muito saboroso.

Uvas congeladas:
Essa alternativa é tão gostosa quanto um picolé de uva. Na verdade, o gostinho é quase o mesmo. Basta colocar as uvas sem semente em um pote e levar ao congelador. Depois é só comer algumas uvinhas e se deliciar com o sabor. Se preferir, amasse as uvas até formar uma pasta de “sorvete”.

Frozen de Iogurte:
O frozen yogurt é uma ótima alternativa para substituir os doces. Sem glúten, com poucas calorias e 0% de gordura, o frozen yogurt ainda tem um alto valor nutricional. Uma boa idéia é rechear com frutas da estação!

Oleaginosas:
Nozes, castanhas e amêndoas (preferencialmente com pouco ou sem sal) pode ajudar a combater a vontade incontrolável de doces. Mas não exagere na dose, pois as oleaginosas são bastante calóricas.

Alfarroba:
A alfarroba tem gosto, cor e textura semelhantes ao do chocolate, porem é uma leguminosa como uma vagem e serve como substituto do cacau.Ela não apresenta a gordura do chocolate. Rica em vitaminas B1 e B2, ela ajuda o organismo a metabolizar gordura, carboidrato e proteína. Além disso, ela ainda é fonte de vitamina A, que protege a pele e a visão, além de cálcio e magnésio. Ou seja, ela é uma boa opção para saciar a vontade de doce.

Fonte:Prof.Edson Credidio

Fotos:Internet

Veja aqui sobre alimentação e saúde das crianças

Com um carisma sem igual, Bela Gil recebeu a Pais&Filhos num dia de gravação do programa Bela Cozinha, em que o tema era comida de criança

A casa estava, literalmente, de pernas para o ar. Móveis afastados, papelão forrando o chão, cabos por toda a parte e seis crianças brincando de esconde-esconde enquanto aguardavam o retorno da gravação do último episódio da 2ª temporada. O programa Bela Cozinha, que vai ao ar em outubro pelo GNT, fala de alimentação infantil, e a convidada especial é sua filha, a Flor, de 5 anos. As duas se relacionam com extrema intimidade na cozinha, e foi uma delícia poder assistir, de tão pertinho, como ela conduz o programa, as receitas e o fogão.

Bela Gil fala com propriedade sobre alimentação e saúde. Não só no programa, que ela improvisa o texto na hora – não existe um pré-roteiro de falas, – como na nossa entrevista. Aos 18 anos, Bela mudou–se para Nova York, onde foi estudar nutrição e gastronomia por necessidade. “Queria aprender a cozinhar para comer bem”, diz ela. Formou-se em Culinária Natural pelo Natural Gourmet Institute e em Nutrição e Ciência dos Alimentos pela Hunter College. Ainda estudou Filosofia Macrobiótica e Ayurveda, onde descobriu que as escolhas alimentares afetam não só a nossa saúde, mas a de todo o planeta. Ela foi descobrindo como a comida mexe com nosso humor e nosso organismo.

A preocupação com uma alimentação saudável e equilibrada Bela aprendeu dentro de casa mesmo. Gil é macrobiótico, e na mesa as escolhas sempre priorizaram a saúde. De volta ao Brasil para tocar o programa, Bela não poderia deixar de levar as mesmas preocupações às mesas dos telespectadores em casa. A ideia central do programa é mostrar como é possível comer bem de forma saudável, sem trabalho e com sabor. É a desmistificação de que comida natural e orgânica é ruim e sem sabor. O programa fala da alimentação em sua essência: como saúde, bem‐estar e educação à mesa. No cardápio da gravação teve biscoito de arroz coberto com cacau, bolinho de arroz com pesto, um guacamole que as crianças ajudaram a terminar e uma vitamina de banana com amora. E, no cardápio da Pais&Filhos, Bela Gil deu receitas deliciosas de como melhorar a alimentação das nossas crianças, falou de preocupações e revelou seus temperos – além dos da Flor, sua filha de 5 anos que come tão bem quanto a mãe. Vale cada letrinha da leitura.

Como você fez a escolha do cardápio?
BG: Queria um cardápio de lanche que também fosse comida. Lanche não é hora de besteira. Um sorvete não pode ser lanche. Um sorvete é um lanche esporádico num dia de sol na praia. O lanche deve conter nutrientes que reponha as energias gastas pela criança. Então escolhi fazer comida para mostrar que é possível incluir vegetais e grãos integrais. Além disso, todos esses pratos têm alguma coisa importante para o sistema nervoso. Eu usei linhaça na vitamina, que é muito rica em ômega 3, que é o alimento do nosso cérebro. As nozes que usei na receita também são ricas em ômega 3. O abacate é rico em ácido. Tudo muito focado nesse desenvolvimento intelectual. Para as crianças ficarem muito inteligentes e não comerem besteira quando crescerem.

Nós sabemos que existe um problema de obesidade infantil no Brasil porque se come muita besteira. Ao seu ver, o que está errado?
BG: A gente perdeu o contato da vida urbana com a vida rural e o efeito colateral disso está na saúde da população, porque a gente está sofrendo com essa distância na mesa. As crianças estão comendo menos comida de verdade e mais industrializados. Acordam de manhã e tomam leite fermentado, no lanche é um pacote de biscoito ou uma barra de chocolate. No almoço é nuggets ou batata frita congelada. Tudo muito rico em sal e açúcar e que faz as crianças ficarem viciadas e obesas. O açúcar no sangue vira gordura, e daí nós temos criança com 10 anos com diabetes.

E por que esses alimentos atraem mais o paladar infantil?
BG: São ingredientes, muitas vezes, que viciam mesmo. É o trio viciante do fast food: sal, gordura e açúcar. Se fizermos uma ressonância no cérebro, veremos que o açúcar mexe com as mesmas área que uma droga. Ele dispara as mesmas substâncias e estímulos de uma droga viciante. Libera mais serotonina, e com o tempo vamos ficando mais tolerante e você perde a sensibilidade. Ou seja, você vai precisar de mais para satisfazer. Você começa com um biscoito e depois de um mês está comendo o pacote. É a compulsão. A gordura é uma forma de reserva do corpo, só que em alta quantidade ela faz mal, porque bloqueia as veias e toda a corrente sanguínea. E o sal aumenta a pressão entre outros males. As crianças ficam sensorialmente dependentes de alguns produtos, infelizmente.

Qual um caminho possível para trazer à mesa alimentos mais saudáveis?
BG: Com certeza é comprar o menos possível de alimentos em pacotes.Não aos pacotinhos! Quanto menos pacotinho na despensa melhor é. Levar a criança ao supermercado, à feira, fazer com que ela participe da escolha dos alimentos e também do preparo são coisas muito importantes. Quando você tira o pacotinho, ela vai abrir a despensa, não vai achar nada e volta para mesa e come. Oferecer comida de verdade é primordial numa boa alimentação. Depois comece, aos poucos, a trocar a qualidade dos alimentos e ingredientes. Troque o arroz branco pelo integral, que é rico em fibras e satisfaz mais. Os refinados devem ser trocados pelos integrais. Estabelecer rotina e refeições equilibradas é extremamente importante, porque você educa a criança a comer quando estiver com fome. Senão ela come por gula, e daí você tem essa epidemia de obesidade.

O que você considera uma comida saudável ou comida natural?
BG: É aquela comida mais fresca, local, sem agrotóxico, conservantes, venenos, aditivos químicos… Menos refinada e industrializada possível. Como muitos dizem, é a comida que a vovó comia. Comida é estilo de vida e quando você faz uma escolha, do que vai comer, faz também uma escolha da forma de conduzir sua vida. Uma boa comida começa com bons ingredientes, e é importante garantir cinco nutrientes: as folhas verdes, as raízes, os vegetais, o cereal e a proteína. É o que chamamos de macro plate.

Você poderia dar dicas para ajudar as mães a fazerem trocas saudáveis na alimentação de seus filhos?
BG: Bom, para a criança que está acostumada a tomar refrigerante, a dica é diluir o suco, na água com gás. Ela vai ter a mesma sensação do gás, só que com um suco que é mais saudável. E, aos poucos, você vai diminuindo a quantidade de água. Funciona para retirar o vício do refrigerante. A bolacha recheada você pode substituir por cookies integrais ou essa da nossa receita de hoje, que é um biscoito de arroz japonês com calda de chocolate. Claro que se você tem uma criança viciada em biscoito recheado e você simplesmente troca pelo de arroz ela não vai gostar, mas se você a traz para o processo e mostra como faz, leva para a cozinha, ela toma gosto e estabelece outra relação.

O que desperta na criança quando você a leva para a cozinha?
BG: Criança adora ajudar! E gosta de fazer tarefas de adulto, lavar louça, limpar o chão, cozinhar…elas se sentem úteis. E a cozinha gera uma supercuriosidade de querer saber o que aquilo vai virar. Cozinha é química, é transformação. E ela quer experimentar o resultado final daquele esforço que ela teve para fazer o prato. Mesmo que ela não goste vai experimentar, porque foi ela quem fez. É um orgulho para a criança. Uma conquista.

E como é você e a Flor na cozinha e na mesa? Ela come bem?
BG: Ah é supersaudável! Ela adora vir para a cozinha comigo, ajudar. É dessas que pegam o talo de coentro e come e leva brócolis de lanche na escola. Grita que quer brócolis no supermercado. E também fico tranquila por ela comer um bolo ou um brigadeiro quando vai numa festa, por exemplo. Eu era muito caxias, mas hoje em dia abri um pouco mais. Mas ela nunca comeu um cachorro‐quente na vida, nem um hambúrguer. Nunca pediu ou teve curiosidade, então acho bom. Por outro lado, ela é formiguinha e tem o paladar apurado para o doce. Mas ela sabe a quantidade certa que ela tolera, por isso a importância da criança conhecer os alimentos. Minha filha sabe que se ela comer mais que um brigadeiro vai ter dor de barriga e passar mal. E ela respeita isso. Então, de novo, levando uma criança para a cozinha, mostrando os benefícios dos alimentos, os efeitos dele no corpo e conversando você vai mostrar a importância de comer bem. Não é dizendo para ela “não coma isso que você vai morrer”.

O menu da Bela
Um ingrediente: arroz integral, sempre.
Uma fruta: seriguela
Um doce: chocolate
Uma combinação: constante na minha vida é arroz e feijão
Um tempero: coentro
Um cheiro de infância: tenho alguns! Tem o cheiro do acarajé e o cheiro do Coquitos, que é um biscoito de coco que eu comia muito em Salvador. Eu abro o pacote e me vejo no apartamento dos meus pais lá em Salvador comendo esse biscoito. É cheiro de férias. É meio trash, acho, mas é meu cheiro de infância.
Um prato de memória afetiva: o capelete da minha vó. Toda festa comemorativa ou toda vez que ela vinha para o Rio ela fazia. É a lembrança que eu tenho da minha vó. Minha vó para mim lembra capelete. E a gente fazia juntas.

Existe um saber popular que diz que alguns assuntos não se põem à mesa. O que é para você?
“Ah! Dinheiro. Não gosto de falar de dinheiro. É chato e só atrapalha”.

E o que se leva para a mesa?
“Muito amor, amor, amor, amor!!! Amor na comida, com a comida, com as pessoas. É amor”.

– See more at: http://www.paisefilhos.com.br/alimen…/bela-e-realmente-bela…

"Veja aqui sobre alimentação e saúde das crianças
Com um carisma sem igual, Bela Gil recebeu a Pais&Filhos num dia de gravação do programa Bela Cozinha, em que o tema era comida de criança

A casa estava, literalmente, de pernas para o ar. Móveis afastados, papelão forrando o chão, cabos por toda a parte e seis crianças brincando de esconde-esconde enquanto aguardavam o retorno da gravação do último episódio da 2ª temporada. O programa Bela Cozinha, que vai ao ar em outubro pelo GNT, fala de alimentação infantil, e a convidada especial é sua filha, a Flor, de 5 anos. As duas se relacionam com extrema intimidade na cozinha, e foi uma delícia poder assistir, de tão pertinho, como ela conduz o programa, as receitas e o fogão.

Bela Gil fala com propriedade sobre alimentação e saúde. Não só no programa, que ela improvisa o texto na hora – não existe um pré-roteiro de falas, – como na nossa entrevista. Aos 18 anos, Bela mudou–se para Nova York, onde foi estudar nutrição e gastronomia por necessidade. “Queria aprender a cozinhar para comer bem”, diz ela. Formou-se em Culinária Natural pelo Natural Gourmet Institute e em Nutrição e Ciência dos Alimentos pela Hunter College. Ainda estudou Filosofia Macrobiótica e Ayurveda, onde descobriu que as escolhas alimentares afetam não só a nossa saúde, mas a de todo o planeta. Ela foi descobrindo como a comida mexe com nosso humor e nosso organismo.

A preocupação com uma alimentação saudável e equilibrada Bela aprendeu dentro de casa mesmo. Gil é macrobiótico, e na mesa as escolhas sempre priorizaram a saúde. De volta ao Brasil para tocar o programa, Bela não poderia deixar de levar as mesmas preocupações às mesas dos telespectadores em casa. A ideia central do programa é mostrar como é possível comer bem de forma saudável, sem trabalho e com sabor. É a desmistificação de que comida natural e orgânica é ruim e sem sabor. O programa fala da alimentação em sua essência: como saúde, bem‐estar e educação à mesa. No cardápio da gravação teve biscoito de arroz coberto com cacau, bolinho de arroz com pesto, um guacamole que as crianças ajudaram a terminar e uma vitamina de banana com amora. E, no cardápio da Pais&Filhos, Bela Gil deu receitas deliciosas de como melhorar a alimentação das nossas crianças, falou de preocupações e revelou seus temperos – além dos da Flor, sua filha de 5 anos que come tão bem quanto a mãe. Vale cada letrinha da leitura.

Como você fez a escolha do cardápio?
BG: Queria um cardápio de lanche que também fosse comida. Lanche não é hora de besteira. Um sorvete não pode ser lanche. Um sorvete é um lanche esporádico num dia de sol na praia. O lanche deve conter nutrientes que reponha as energias gastas pela criança. Então escolhi fazer comida para mostrar que é possível incluir vegetais e grãos integrais. Além disso, todos esses pratos têm alguma coisa importante para o sistema nervoso. Eu usei linhaça na vitamina, que é muito rica em ômega 3, que é o alimento do nosso cérebro. As nozes que usei na receita também são ricas em ômega 3. O abacate é rico em ácido. Tudo muito focado nesse desenvolvimento intelectual. Para as crianças ficarem muito inteligentes e não comerem besteira quando crescerem.

Nós sabemos que existe um problema de obesidade infantil no Brasil porque se come muita besteira. Ao seu ver, o que está errado?
BG: A gente perdeu o contato da vida urbana com a vida rural e o efeito colateral disso está na saúde da população, porque a gente está sofrendo com essa distância na mesa. As crianças estão comendo menos comida de verdade e mais industrializados. Acordam de manhã e tomam leite fermentado, no lanche é um pacote de biscoito ou uma barra de chocolate. No almoço é nuggets ou batata frita congelada. Tudo muito rico em sal e açúcar e que faz as crianças ficarem viciadas e obesas. O açúcar no sangue vira gordura, e daí nós temos criança com 10 anos com diabetes. 

E por que esses alimentos atraem mais o paladar infantil?
BG: São ingredientes, muitas vezes, que viciam mesmo. É o trio viciante do fast food: sal, gordura e açúcar. Se fizermos uma ressonância no cérebro, veremos que o açúcar mexe com as mesmas área que uma droga. Ele dispara as mesmas substâncias e estímulos de uma droga viciante. Libera mais serotonina, e com o tempo vamos ficando mais tolerante e você perde a sensibilidade. Ou seja, você vai precisar de mais para satisfazer. Você começa com um biscoito e depois de um mês está comendo o pacote. É a compulsão. A gordura é uma forma de reserva do corpo, só que em alta quantidade ela faz mal, porque bloqueia as veias e toda a corrente sanguínea. E o sal aumenta a pressão entre outros males. As crianças ficam sensorialmente dependentes de alguns produtos, infelizmente.

Qual um caminho possível para trazer à mesa alimentos mais saudáveis?
BG: Com certeza é comprar o menos possível de alimentos em pacotes.Não aos pacotinhos! Quanto menos pacotinho na despensa melhor é. Levar a criança ao supermercado, à feira, fazer com que ela participe da escolha dos alimentos e também do preparo são coisas muito importantes. Quando você tira o pacotinho, ela vai abrir a despensa, não vai achar nada e volta para mesa e come. Oferecer comida de verdade é primordial numa boa alimentação. Depois comece, aos poucos, a trocar a qualidade dos alimentos e ingredientes. Troque o arroz branco pelo integral, que é rico em fibras e satisfaz mais. Os refinados devem ser trocados pelos integrais. Estabelecer rotina e refeições equilibradas é extremamente importante, porque você educa a criança a comer quando estiver com fome. Senão ela come por gula, e daí você tem essa epidemia de obesidade.

O que você considera uma comida saudável ou comida natural?
BG: É aquela comida mais fresca, local, sem agrotóxico, conservantes, venenos, aditivos químicos... Menos refinada e industrializada possível. Como muitos dizem, é a comida que a vovó comia. Comida é estilo de vida e quando você faz uma escolha, do que vai comer, faz também uma escolha da forma de conduzir sua vida. Uma boa comida começa com bons ingredientes, e é importante garantir cinco nutrientes: as folhas verdes, as raízes, os vegetais, o cereal e a proteína. É o que chamamos de macro plate.

Você poderia dar dicas para ajudar as mães a fazerem trocas saudáveis na alimentação de seus filhos?
BG: Bom, para a criança que está acostumada a tomar refrigerante, a dica é diluir o suco, na água com gás. Ela vai ter a mesma sensação do gás, só que com um suco que é mais saudável. E, aos poucos, você vai diminuindo a quantidade de água. Funciona para retirar o vício do refrigerante. A bolacha recheada você pode substituir por cookies integrais ou essa da nossa receita de hoje, que é um biscoito de arroz japonês com calda de chocolate. Claro que se você tem uma criança viciada em biscoito recheado e você simplesmente troca pelo de arroz ela não vai gostar, mas se você a traz para o processo e mostra como faz, leva para a cozinha, ela toma gosto e estabelece outra relação.

O que desperta na criança quando você a leva para a cozinha?
BG: Criança adora ajudar! E gosta de fazer tarefas de adulto, lavar louça, limpar o chão, cozinhar...elas se sentem úteis. E a cozinha gera uma supercuriosidade de querer saber o que aquilo vai virar. Cozinha é química, é transformação. E ela quer experimentar o resultado final daquele esforço que ela teve para fazer o prato. Mesmo que ela não goste vai experimentar, porque foi ela quem fez. É um orgulho para a criança. Uma conquista.

E como é você e a Flor na cozinha e na mesa? Ela come bem?
BG: Ah é supersaudável! Ela adora vir para a cozinha comigo, ajudar. É dessas que pegam o talo de coentro e come e leva brócolis de lanche na escola. Grita que quer brócolis no supermercado. E também fico tranquila por ela comer um bolo ou um brigadeiro quando vai numa festa, por exemplo.  Eu era muito caxias, mas hoje em dia abri um pouco mais. Mas ela nunca comeu um cachorro‐quente na vida, nem um hambúrguer. Nunca pediu ou teve curiosidade, então acho bom. Por outro lado, ela é formiguinha e tem o paladar apurado para o doce. Mas ela sabe a quantidade certa que ela tolera, por isso a importância da criança conhecer os alimentos. Minha filha sabe que se ela comer mais que um brigadeiro vai ter dor de barriga e passar mal. E ela respeita isso. Então, de novo, levando uma criança para a cozinha, mostrando os benefícios dos alimentos, os efeitos dele no corpo e conversando você vai mostrar a importância de comer bem. Não é dizendo para ela “não coma isso que você vai morrer”. 

O menu da Bela
Um ingrediente: arroz integral, sempre.
Uma fruta: seriguela
Um doce: chocolate
Uma combinação: constante na minha vida é arroz e feijão
Um tempero: coentro
Um cheiro de infância: tenho alguns! Tem o cheiro do acarajé e o cheiro do Coquitos, que é um biscoito de coco que eu comia muito em Salvador. Eu abro o pacote e me vejo no apartamento dos meus pais lá em Salvador comendo esse biscoito. É cheiro de férias. É meio trash, acho, mas é meu cheiro de infância.
Um prato de memória afetiva: o capelete da minha vó. Toda festa comemorativa ou toda vez que ela vinha para o Rio ela fazia. É a lembrança que eu tenho da minha vó. Minha vó para mim lembra capelete. E a gente fazia juntas.

Existe um saber popular que diz que alguns assuntos não se põem à mesa. O que é para você? 
“Ah! Dinheiro. Não gosto de falar de dinheiro. É chato e só atrapalha”.

E o que se leva para a mesa?
“Muito amor, amor, amor, amor!!! Amor na comida, com a comida, com as pessoas. É amor”.  

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Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?

Autor: Eneida Ramos, nutricionista – Categoria: Nutrição
Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?

diferentes-beneficios

Confira as dicas abaixo e saiba como escolher o alimento ideal para manter sua saúde em dia:

Alimentos de cor amarela/alaranjados: ricos em betacaroteno, precursor da vitamina A. Essa vitamina é fundamental para o crescimento e manutenção dos tecidos, e desempenha papel essencial na visão. Exemplos de alimentos: cenoura, manga, mamão, pêssego, manga, milho e caqui.

Alimentos de cor vermelha: o pigmento responsável pela cor vermelha é o licopeno,um carotenóide que funciona como antioxidante, protegendo contra o envelhecimento precoce das células, além de estimular o sistema imunológico. Existe também relação do consumo de licopeno e a redução de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Exemplos de alimentos: tomate, cereja, caqui, melancia ,goiaba e pimentão vermelho.

Alimentos de cor arroxeada/azulada: os alimentos adquirem tonalidade arroxeada e azulada em função da antocianina, que atua como antioxidante. Este pigmento tem papel importante na saúde, já que contribui no sistema circulatório, favorecendo o sistema cardiovascular. Alguns exemplos desses alimentos são: uva roxa, beterraba, repolho roxo, figo, jabuticaba, berinjela e ameixa.

Alimentos de cor marrom: os alimentos de coloração marrom são ricos em vitamina E, vitamina antioxidante que atua na prevenção do envelhecimento precoce das células do organismo e de doenças cardíacas e câncer. Alguns exemplos desses alimentos: gérmen de trigo, arroz integral, castanhas, nozes e cereais integrais.

Alimentos de cor verde: alimentos dessa coloração são ricos em clorofila, que tem uma ação depurativa, capaz de desintoxicar as células do organismo combatendo os radicais livres e contribuindo com a prevenção de fadiga, anemia, insônia e doenças do coração. Exemplos são: abacate, kiwi, alface, pimentão verde, couve, vagem, ervilha, rúcula, brócolis, hortelã, escarola e espinafre.

Alimentação e saúde bucal.Vale a pena ler.

Alimentação e saúde bucal Um estudo realizado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo aponta que os efeitos dos sucos de soja nos dentes podem ser tão erosivos quanto os de sucos industrializados de frutas mais ácidas, como a laranja e o limão.

Alimentação e saúde bucal Um estudo realizado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo aponta que os efeitos dos sucos de soja nos dentes podem ser tão erosivos quanto os de sucos industrializados de frutas mais ácidas, como a laranja e o limão.

Na análise foi considerado o potencial erosivo da soja em forma de leite e suco. A conclusão foi que o desgaste dental pode ser impulsionado de duas formas. Uma delas é o desgaste mecânico, que ocorre com a escovação e com o próprio uso dos dentes. A outra é a erosão causada por substâncias ácidas presentes nos alimentos e bebidas, como sucos de laranja e limão, refrigerantes, isotônicos.

Para a nutricionista Érika Rodrigues, os resultados da pesquisa estão relacionados aos produtos existentes nos sucos de soja, e não à soja, propriamente. “A soja possui pH 8, o que significa que é alcalina. Os sucos de fruta, por sua vez, têm pH 6. Quando adoçados, em produtos industrializados, chegam a três. Portanto, vê-se que o que aumenta a acidez é a quantidade de suco e açúcar e não a soja”, aponta.

Outra ressalva feita pela nutricionista é que os sucos de soja que consumimos cotidianamente podem ser erosivos aos dentes pelo fato de possuírem uma quantidade muito pequena de soja e um montante significativo de açúcares e conservantes. “A definição de néctar diz que pode haver de 20% a 30% de fruta e o restante de outros ingredientes”, diz Érika.

De qualquer forma, a nutricionista alerta para os riscos de uma dieta muito rica em alimentos ácidos, visto que eles já são potencialmente erosivos aos dentes. “Sabe-se que o consumo excessivo desses alimentos pode estar atrelado a doenças, como diabetes e síndrome metabólica”, alerta.

Hora certa de escovar os dentes

A erosão, causada pela ingestão de alimentos e bebidas, pode ser aumentada com a escovação caso ela seja realizada imediatamente após as refeições. Isso acontece uma vez que a saliva não tem tempo de normalizar o pH, e a acidez é espalhada pelos dentes.

Maria Ângela Pita Sobral, orientadora do estudo, diz que a orientação dos profissionais, atualmente, é não escovar os dentes logo após a ingestão de uma bebida ácida justamente para proteger os dentes contra o desgaste da erosão.

Fonte: Terra