Arquivo da tag: alimentação saudável

ESSES ALIMENTOS POSSUEM RELEVÂNCIAS DISTINTAS EM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E BALANCEADA. CONFIRA!

Saiba a importância dos alimentos integrais, orgânicos e sem glúten nas dietas

Ter uma alimentação saudável tem sido cada vez mais a preocupação dos brasileiros, e muitos apostam em dietas com alimentos integrais, orgânicos e sem glúten para melhorar a saúde e alcançar o corpo desejado. Mas, afinal, o que são esses alimentos? Eles são realmente indispensáveis em uma dieta balanceada?

Dentre esses três tipos de alimentos, os integrais são os mais necessários e indispensáveis na alimentação diária. Isso porque eles mantém sua estrutura original intacta no processo de industrialização, sendo ricos em fibras e possuindo maior quantidade de vitaminas e minerais. Um exemplo é o próprio arroz, que em sua versão integral mantém a casca que é retirada na produção da versão branca, devido aos processos de industrialização. Para saber se um alimento como o pão ou a torrada são realmente integrais, vale conferir no rótulo se um dos primeiros ingredientes listados é a farinha de trigo integral.

Os alimentos orgânicos são outros que vieram para ficar. Já é sabido que legumes, verduras e frutas, apesar de serem saudáveis e indispensáveis na dieta, muitas vezes vêm com grandes concentrações de agrotóxicos, que podem causar danos à saúde. Os orgânicos fogem à regra por serem isentos de aditivos químicos, agrotóxicos, drogas veterinárias, hormônios, antibióticos e mesmo modificação genética. Mas ainda assim podem ser dispensáveis. Com uma boa lavagem em água corrente e uso de esponja, é possível eliminar dos legumes e frutas boa parte da química. Para verduras, o ideal é retirar as folhas mais externas, que contém mais agrotóxicos.

Já o glúten é cercado de mitos. A proteína é uma mistura de outras duas, a gliadina e glutenina, está presente em cereais como o trigo, a cevada e o centeio e em seus derivados e dá elasticidade e viscosidade principalmente a produtos de panificação. Ao contrário do que se pensa, a ingestão do glúten em si não engorda nem faz mal. Portanto, só deve ser retirado da dieta caso o indivíduo tenha doença celíaca, cujos sintomas são diarreia, anemia, vômito, desânimo, dor abdominal e alterações de humor. Logo, o glúten não interfere em uma dieta balanceada. A alimentação ideal deve ser variada, balanceada e equilibrada, com alimentos integrais, rica em fibras e, de preferência, com menor quantidade possível de aditivos químicos.

Guloseimas na medida em férias e dias de descanso

É importante saber o que fazer com as refeições das crianças nos  dias de descanso mas não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.

Esse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo. A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima. Se a criança já segue uma dieta equilibrada, a presença da guloseima não tem impacto tão grande assim no seu dia alimentar.

Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.

Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados
Procure os tipos sem gordura trans – altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados
Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados. Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.
Pipoca
As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. Quando possível compre o milho da pipoca e faça em uma panela antiaderente sem a adição de gordura vai ficar uma delícia, mas não se esqueça não abuse do sal
Refrigerantes
Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados
A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos,que são prensados a frios e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados
Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente
Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza
Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante
O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de ‘trio explosivo’. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia. O ideal é chamar a garotada para fazer um belo hambúrguer caseiro e se divertir
Fonte: Hospital A. Einstein Nutrição

Pesquisa inédita avalia a qualidade nutricional do lanche das crianças brasileiras

O levantamento inclui pequenos de todas as regiões do país e demonstra que, para reduzir os altos índices de obesidade, é preciso mudar muitos hábitos alimentares – até mesmo nas pequenas refeições.
Escrito por Luiza Monteiro

LancheiraLancheiragraletta/Thinkstock/Getty Images

A realidade é preocupante: mais de 30% dos meninos e meninas brasileiros menores de 5 anos de idade estão obesos, com sobrepeso ou em situação de risco para ultrapassar o seu peso ideal, de acordo com dados de 2014 do Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional (Sisvan). Não é para menos. Nas últimas décadas, os hábitos alimentares da criançada têm mudado bastante por aqui – e para pior. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60,8% dos pequenos menores de 2 anos comem biscoitos e bolos com frequência; quando se trata de refrigerantes e sucos artificiais, 32% das crianças dessa faixa etária consomem essas bebidas no dia a dia. Some a isso a falta de atividade física e está explicado, pelo menos em parte, por que os nossos cidadãos mirins andam tão gordinhos.

Um dos passos mais importantes para mudar esse cenário é promover uma alimentação saudável e equilibrada desde cedo. E não pense que, para tanto, basta acrescentar frutas, verduras e legumes ao prato da meninada – é preciso, entre outras coisas, comer em uma frequência adequada. Isso significa que, além do café da manhã, do almoço e do jantar, é aconselhável também que os baixinhos façam pequenos lanches entre as refeições. A orientação vem da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que indica que a criança coma um alimento fonte de carboidrato, uma fruta, uma proteína e uma bebida nesses intervalos.

Mas será que a garotada segue essas recomendações? Para responder a essa e a outras perguntas, o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, conduziu um estudo junto a outros cientistas brasileiros, em parceria com a Danone. Ele conta que a decisão de investigar os lanches veio exatamente da necessidade de definir no que consistem essas pequenas refeições. “A gente partiu de uma análise clara de que lanche é planejamento, enquanto belisco é fruto do acaso”, crava Fisberg. Nesta terça-feira (23), seu time apresentou os achados da pesquisa em um evento promovido pela revista SAÚDE É Vital, da Editora Abril, na capital paulista.

O trabalho – divulgado na última edição de 2015 do International Journal of Nutrology, publicação científica da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) – envolveu 1.391 garotos e garotas de todas as regiões do país, com idades entre 4 e 6 anos. Para coletar os dados, foram enviados questionários às casas dos participantes, que foram preenchidos pelos pais. Eles informaram, por exemplo, em que momento do dia os alimentos eram consumidos, a quantidade e o local. O resultado desse levantamento foi um retrato detalhado dos hábitos alimentares dos brasileirinhos em relação aos lanches da manhã e da tarde e de como essas pequenas refeições contribuem para a sua saúde em termos nutricionais.

Resultados

A pesquisa mostra que 71,17% das crianças fazem o lanche da manhã (entre o café e o almoço), que, em geral, conta com três alimentos. Nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, os itens favoritos nessa refeição são banana, biscoito doce sem recheio e iogurte com polpa de frutas. No Centro-Oeste, o mamão foi apontado como a fruta que os pequenos mais costumam ingerir nesse horário.

Em relação ao lanche da tarde, a pesquisa revela que 96,69% da garotada têm o hábito de comer entre o almoço e o jantar. Em todas as regiões, o biscoito doce com recheio está presente nessa refeição. Mas não só: no Norte, no Nordeste e no Sul, banana e iogurte com polpa de frutas acompanham a guloseima; no Sudeste, a bolacha foi consumida com frutas cítricas em gomos e leite achocolatado feito em casa; e no Centro-Oeste, banana e suco de frutas industrializado foram os eleitos.

A partir dessas informaçoes, Fisberg e seu time avaliaram a qualidade nutricional do lanche da meninada. Acompanhe os dados abaixo.

Energia

De modo geral, o valor energético dos lanchinhos atende as recomendações da SBP. A entidade orienta que uma criança de 4 a 6 anos deve ingerir, por dia, 1 800 calorias. O ideal, portanto, é que cada lanche (manhã e tarde) forneça de 180 a 270 calorias. No levantamento, o consumo médio de energia variou de 190 a 250 calorias.

Carboidrato

Ele é fundamental para que os pequenos tenham pique de correr, brincar e estudar. Por isso, deve representar de 45 a 60% do total de calorias diárias. Segundo os autores do estudo, o desejável é que cada lanche ofereça 10% dessa quantidade, o que significa de 20,3 a 27 gramas de carboidrato. Na pesquisa, em todas as regiões as crianças extrapolaram esses valores, exceto no Centro-Oeste. Os autores ponderam, no entanto, que para saber o real impacto desse achado seria preciso avaliar também o tipo de carboidrato consumido e a participação desse nutriente nas outras refeições.

Açúcar de adição

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que apenas 5% das calorias totais sejam provenientes do açúcar de adição – aquele presente em itens industrializados e nos sachês usados para adoçar sucos e achocolatados. Essa porcentagem equivale a 22,5 gramas por dia. De acordo o levantamento liderado por Fisberg, a soma do açúcar presente nos lanches da manhã e da tarde das crianças brasileiras chega bem perto do valor estipulado pela OMS. Considerando as outras refeições, é provável que o limite diário recomendado seja ultrapassado. Vale ressaltar que, no Centro-Oeste, a quantidade de açúcar no lanche da tarde chega a 21,4 gramas, praticamente a dose do dia inteiro . “Coincidentemente, nessa região observamos um consumo bastante frequente de sucos industrializados no período vespertino – e essas bebidas costumam ser carregadas de açúcar”, observam os autores.

Fibras

Elas são essenciais para a boa saúde: ajudam o intestino a funcionar, protegem o coração e dão sensação de saciedade, evitando a famosa gula. A ingestão diária ideal dessas substâncias para crianças de 4 a 6 anos varia de 9 a 11 gramas. E, com os lanches intermediários, os pequenos brasileiros atingem cerca de 20% desse valor. “O resultado tem a ver, provavelmente, com o fato de que o grupo das frutas, famoso por esbanjar fibras, apareceu na grande maioria das composições de lanches estudadas”, analisam os pesquisadores.

Proteína

Ela é responsável pela formação e reparação dos tecidos do corpo – daí porque é essencial na infância. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que o consumo de proteínas seja de 19 gramas por dia. Na pesquisa, em cada lanche, a ingesta proteica dos brasileirinhos foi de 5 gramas – menos no Centro-Oeste, onde esse valor girou em torno de 3 gramas. Os autores acreditam que isso se deve ao fato de os pequenos que vivem nessa região comerem menos produtos lácteos, como mostra a pesquisa. E os derivados do leite são importantes fontes desse nutriente.

Gorduras

A análise feita pelos cientistas brasileiros demonstra que as regiões Norte e Nordeste apresentam as maiores taxas de ingestão de gordura total na hora do lanche da manhã e no da tarde. No entanto, quem come com mais frequência biscoitos recheados – que estão cheios de gordura saturada, a pior para o risco de obesidade – são os pequenos do Centro-Oeste. Os cientistas acreditam que os índices de gordura total não foram maiores nessa área porque a porção ingerida não chegou a ser exagerada. “Isso reforça a ideia de que não é preciso proibir certos tipos de alimentos – o crucial mesmo está em saboreá-los com moderação”, concluem os cientistas.

Cálcio

Os lanchinhos são ótimas oportunidades para fornecer boas doses desse mineral, que é indispensável aos ossos e ao crescimento da garotada. “Isso porque as fontes de primeiríssima qualidade são queijos, iogurte e leite, ou seja, alimentos que combinam perfeitamente com as pequenas refeições”, destacam os estudiosos. A recomendação da Anvisa é que a ingestão diária seja de 600 miligramas. E as nossas crianças estão consumindo, em média, 120 miligramas de cálcio no lanche da manhã e 125 miligramas no da tarde. Para os autores, seria preciso aumentar o aporte do nutriente em outras refeições para atingir as metas – outro grande desafio.

Sódio

Em excesso, esse mineral patrocina males como a hipertensão arterial. E acredite: pressão alta não é problema só de gente grande, os pequenos também podem desenvolver o problema. Daí a necessidade de maneirar em itens como bolachas, sanduíches e salgadinhos, que estão abarrotados da substância. Segundo a pesquisa, somando os lanches da tarde e da manhã, o consumo de sódio das crianças brasileiras chega a quase 40% do valor indicado para o dia inteiro, que é de 1200 miligramas.

Soluções

Quando se trata dos lanches, a saída para melhorar a alimentação da meninada é planejar. “Eles têm que ser tão planificados quanto o almoço, o café da manhã ou o jantar”, indica Mauro Fisberg. Ao fazer isso, os pais estão garantindo que, assim como em outras refeições, os seus filhos recebam uma boa variedade de vitaminas, minerais e outros nutrientes fundamentais para o crescimento. “O lanche é uma terra de oportunidades. Ele permite a entrada de alimentos lácteos, que oferecerem uma proteína de boa qualidade; de frutas, que são excelentes fontes de fibras…”, exemplifica o pediatra. E saiba que o hábito de comer nesses intervalos deve ser incentivado desde a fase da introdução dos sólidos, aos 6 meses de vida. “A partir do momento que o bebê passa a ter um horário de almoço e um de jantar, o leite materno se torna o lanche”, diz Fisberg. E tem lanchinho mais saudável do que esse?

Veja aqui sobre alimentação e saúde das crianças

Com um carisma sem igual, Bela Gil recebeu a Pais&Filhos num dia de gravação do programa Bela Cozinha, em que o tema era comida de criança

A casa estava, literalmente, de pernas para o ar. Móveis afastados, papelão forrando o chão, cabos por toda a parte e seis crianças brincando de esconde-esconde enquanto aguardavam o retorno da gravação do último episódio da 2ª temporada. O programa Bela Cozinha, que vai ao ar em outubro pelo GNT, fala de alimentação infantil, e a convidada especial é sua filha, a Flor, de 5 anos. As duas se relacionam com extrema intimidade na cozinha, e foi uma delícia poder assistir, de tão pertinho, como ela conduz o programa, as receitas e o fogão.

Bela Gil fala com propriedade sobre alimentação e saúde. Não só no programa, que ela improvisa o texto na hora – não existe um pré-roteiro de falas, – como na nossa entrevista. Aos 18 anos, Bela mudou–se para Nova York, onde foi estudar nutrição e gastronomia por necessidade. “Queria aprender a cozinhar para comer bem”, diz ela. Formou-se em Culinária Natural pelo Natural Gourmet Institute e em Nutrição e Ciência dos Alimentos pela Hunter College. Ainda estudou Filosofia Macrobiótica e Ayurveda, onde descobriu que as escolhas alimentares afetam não só a nossa saúde, mas a de todo o planeta. Ela foi descobrindo como a comida mexe com nosso humor e nosso organismo.

A preocupação com uma alimentação saudável e equilibrada Bela aprendeu dentro de casa mesmo. Gil é macrobiótico, e na mesa as escolhas sempre priorizaram a saúde. De volta ao Brasil para tocar o programa, Bela não poderia deixar de levar as mesmas preocupações às mesas dos telespectadores em casa. A ideia central do programa é mostrar como é possível comer bem de forma saudável, sem trabalho e com sabor. É a desmistificação de que comida natural e orgânica é ruim e sem sabor. O programa fala da alimentação em sua essência: como saúde, bem‐estar e educação à mesa. No cardápio da gravação teve biscoito de arroz coberto com cacau, bolinho de arroz com pesto, um guacamole que as crianças ajudaram a terminar e uma vitamina de banana com amora. E, no cardápio da Pais&Filhos, Bela Gil deu receitas deliciosas de como melhorar a alimentação das nossas crianças, falou de preocupações e revelou seus temperos – além dos da Flor, sua filha de 5 anos que come tão bem quanto a mãe. Vale cada letrinha da leitura.

Como você fez a escolha do cardápio?
BG: Queria um cardápio de lanche que também fosse comida. Lanche não é hora de besteira. Um sorvete não pode ser lanche. Um sorvete é um lanche esporádico num dia de sol na praia. O lanche deve conter nutrientes que reponha as energias gastas pela criança. Então escolhi fazer comida para mostrar que é possível incluir vegetais e grãos integrais. Além disso, todos esses pratos têm alguma coisa importante para o sistema nervoso. Eu usei linhaça na vitamina, que é muito rica em ômega 3, que é o alimento do nosso cérebro. As nozes que usei na receita também são ricas em ômega 3. O abacate é rico em ácido. Tudo muito focado nesse desenvolvimento intelectual. Para as crianças ficarem muito inteligentes e não comerem besteira quando crescerem.

Nós sabemos que existe um problema de obesidade infantil no Brasil porque se come muita besteira. Ao seu ver, o que está errado?
BG: A gente perdeu o contato da vida urbana com a vida rural e o efeito colateral disso está na saúde da população, porque a gente está sofrendo com essa distância na mesa. As crianças estão comendo menos comida de verdade e mais industrializados. Acordam de manhã e tomam leite fermentado, no lanche é um pacote de biscoito ou uma barra de chocolate. No almoço é nuggets ou batata frita congelada. Tudo muito rico em sal e açúcar e que faz as crianças ficarem viciadas e obesas. O açúcar no sangue vira gordura, e daí nós temos criança com 10 anos com diabetes.

E por que esses alimentos atraem mais o paladar infantil?
BG: São ingredientes, muitas vezes, que viciam mesmo. É o trio viciante do fast food: sal, gordura e açúcar. Se fizermos uma ressonância no cérebro, veremos que o açúcar mexe com as mesmas área que uma droga. Ele dispara as mesmas substâncias e estímulos de uma droga viciante. Libera mais serotonina, e com o tempo vamos ficando mais tolerante e você perde a sensibilidade. Ou seja, você vai precisar de mais para satisfazer. Você começa com um biscoito e depois de um mês está comendo o pacote. É a compulsão. A gordura é uma forma de reserva do corpo, só que em alta quantidade ela faz mal, porque bloqueia as veias e toda a corrente sanguínea. E o sal aumenta a pressão entre outros males. As crianças ficam sensorialmente dependentes de alguns produtos, infelizmente.

Qual um caminho possível para trazer à mesa alimentos mais saudáveis?
BG: Com certeza é comprar o menos possível de alimentos em pacotes.Não aos pacotinhos! Quanto menos pacotinho na despensa melhor é. Levar a criança ao supermercado, à feira, fazer com que ela participe da escolha dos alimentos e também do preparo são coisas muito importantes. Quando você tira o pacotinho, ela vai abrir a despensa, não vai achar nada e volta para mesa e come. Oferecer comida de verdade é primordial numa boa alimentação. Depois comece, aos poucos, a trocar a qualidade dos alimentos e ingredientes. Troque o arroz branco pelo integral, que é rico em fibras e satisfaz mais. Os refinados devem ser trocados pelos integrais. Estabelecer rotina e refeições equilibradas é extremamente importante, porque você educa a criança a comer quando estiver com fome. Senão ela come por gula, e daí você tem essa epidemia de obesidade.

O que você considera uma comida saudável ou comida natural?
BG: É aquela comida mais fresca, local, sem agrotóxico, conservantes, venenos, aditivos químicos… Menos refinada e industrializada possível. Como muitos dizem, é a comida que a vovó comia. Comida é estilo de vida e quando você faz uma escolha, do que vai comer, faz também uma escolha da forma de conduzir sua vida. Uma boa comida começa com bons ingredientes, e é importante garantir cinco nutrientes: as folhas verdes, as raízes, os vegetais, o cereal e a proteína. É o que chamamos de macro plate.

Você poderia dar dicas para ajudar as mães a fazerem trocas saudáveis na alimentação de seus filhos?
BG: Bom, para a criança que está acostumada a tomar refrigerante, a dica é diluir o suco, na água com gás. Ela vai ter a mesma sensação do gás, só que com um suco que é mais saudável. E, aos poucos, você vai diminuindo a quantidade de água. Funciona para retirar o vício do refrigerante. A bolacha recheada você pode substituir por cookies integrais ou essa da nossa receita de hoje, que é um biscoito de arroz japonês com calda de chocolate. Claro que se você tem uma criança viciada em biscoito recheado e você simplesmente troca pelo de arroz ela não vai gostar, mas se você a traz para o processo e mostra como faz, leva para a cozinha, ela toma gosto e estabelece outra relação.

O que desperta na criança quando você a leva para a cozinha?
BG: Criança adora ajudar! E gosta de fazer tarefas de adulto, lavar louça, limpar o chão, cozinhar…elas se sentem úteis. E a cozinha gera uma supercuriosidade de querer saber o que aquilo vai virar. Cozinha é química, é transformação. E ela quer experimentar o resultado final daquele esforço que ela teve para fazer o prato. Mesmo que ela não goste vai experimentar, porque foi ela quem fez. É um orgulho para a criança. Uma conquista.

E como é você e a Flor na cozinha e na mesa? Ela come bem?
BG: Ah é supersaudável! Ela adora vir para a cozinha comigo, ajudar. É dessas que pegam o talo de coentro e come e leva brócolis de lanche na escola. Grita que quer brócolis no supermercado. E também fico tranquila por ela comer um bolo ou um brigadeiro quando vai numa festa, por exemplo. Eu era muito caxias, mas hoje em dia abri um pouco mais. Mas ela nunca comeu um cachorro‐quente na vida, nem um hambúrguer. Nunca pediu ou teve curiosidade, então acho bom. Por outro lado, ela é formiguinha e tem o paladar apurado para o doce. Mas ela sabe a quantidade certa que ela tolera, por isso a importância da criança conhecer os alimentos. Minha filha sabe que se ela comer mais que um brigadeiro vai ter dor de barriga e passar mal. E ela respeita isso. Então, de novo, levando uma criança para a cozinha, mostrando os benefícios dos alimentos, os efeitos dele no corpo e conversando você vai mostrar a importância de comer bem. Não é dizendo para ela “não coma isso que você vai morrer”.

O menu da Bela
Um ingrediente: arroz integral, sempre.
Uma fruta: seriguela
Um doce: chocolate
Uma combinação: constante na minha vida é arroz e feijão
Um tempero: coentro
Um cheiro de infância: tenho alguns! Tem o cheiro do acarajé e o cheiro do Coquitos, que é um biscoito de coco que eu comia muito em Salvador. Eu abro o pacote e me vejo no apartamento dos meus pais lá em Salvador comendo esse biscoito. É cheiro de férias. É meio trash, acho, mas é meu cheiro de infância.
Um prato de memória afetiva: o capelete da minha vó. Toda festa comemorativa ou toda vez que ela vinha para o Rio ela fazia. É a lembrança que eu tenho da minha vó. Minha vó para mim lembra capelete. E a gente fazia juntas.

Existe um saber popular que diz que alguns assuntos não se põem à mesa. O que é para você?
“Ah! Dinheiro. Não gosto de falar de dinheiro. É chato e só atrapalha”.

E o que se leva para a mesa?
“Muito amor, amor, amor, amor!!! Amor na comida, com a comida, com as pessoas. É amor”.

– See more at: http://www.paisefilhos.com.br/alimen…/bela-e-realmente-bela…

"Veja aqui sobre alimentação e saúde das crianças
Com um carisma sem igual, Bela Gil recebeu a Pais&Filhos num dia de gravação do programa Bela Cozinha, em que o tema era comida de criança

A casa estava, literalmente, de pernas para o ar. Móveis afastados, papelão forrando o chão, cabos por toda a parte e seis crianças brincando de esconde-esconde enquanto aguardavam o retorno da gravação do último episódio da 2ª temporada. O programa Bela Cozinha, que vai ao ar em outubro pelo GNT, fala de alimentação infantil, e a convidada especial é sua filha, a Flor, de 5 anos. As duas se relacionam com extrema intimidade na cozinha, e foi uma delícia poder assistir, de tão pertinho, como ela conduz o programa, as receitas e o fogão.

Bela Gil fala com propriedade sobre alimentação e saúde. Não só no programa, que ela improvisa o texto na hora – não existe um pré-roteiro de falas, – como na nossa entrevista. Aos 18 anos, Bela mudou–se para Nova York, onde foi estudar nutrição e gastronomia por necessidade. “Queria aprender a cozinhar para comer bem”, diz ela. Formou-se em Culinária Natural pelo Natural Gourmet Institute e em Nutrição e Ciência dos Alimentos pela Hunter College. Ainda estudou Filosofia Macrobiótica e Ayurveda, onde descobriu que as escolhas alimentares afetam não só a nossa saúde, mas a de todo o planeta. Ela foi descobrindo como a comida mexe com nosso humor e nosso organismo.

A preocupação com uma alimentação saudável e equilibrada Bela aprendeu dentro de casa mesmo. Gil é macrobiótico, e na mesa as escolhas sempre priorizaram a saúde. De volta ao Brasil para tocar o programa, Bela não poderia deixar de levar as mesmas preocupações às mesas dos telespectadores em casa. A ideia central do programa é mostrar como é possível comer bem de forma saudável, sem trabalho e com sabor. É a desmistificação de que comida natural e orgânica é ruim e sem sabor. O programa fala da alimentação em sua essência: como saúde, bem‐estar e educação à mesa. No cardápio da gravação teve biscoito de arroz coberto com cacau, bolinho de arroz com pesto, um guacamole que as crianças ajudaram a terminar e uma vitamina de banana com amora. E, no cardápio da Pais&Filhos, Bela Gil deu receitas deliciosas de como melhorar a alimentação das nossas crianças, falou de preocupações e revelou seus temperos – além dos da Flor, sua filha de 5 anos que come tão bem quanto a mãe. Vale cada letrinha da leitura.

Como você fez a escolha do cardápio?
BG: Queria um cardápio de lanche que também fosse comida. Lanche não é hora de besteira. Um sorvete não pode ser lanche. Um sorvete é um lanche esporádico num dia de sol na praia. O lanche deve conter nutrientes que reponha as energias gastas pela criança. Então escolhi fazer comida para mostrar que é possível incluir vegetais e grãos integrais. Além disso, todos esses pratos têm alguma coisa importante para o sistema nervoso. Eu usei linhaça na vitamina, que é muito rica em ômega 3, que é o alimento do nosso cérebro. As nozes que usei na receita também são ricas em ômega 3. O abacate é rico em ácido. Tudo muito focado nesse desenvolvimento intelectual. Para as crianças ficarem muito inteligentes e não comerem besteira quando crescerem.

Nós sabemos que existe um problema de obesidade infantil no Brasil porque se come muita besteira. Ao seu ver, o que está errado?
BG: A gente perdeu o contato da vida urbana com a vida rural e o efeito colateral disso está na saúde da população, porque a gente está sofrendo com essa distância na mesa. As crianças estão comendo menos comida de verdade e mais industrializados. Acordam de manhã e tomam leite fermentado, no lanche é um pacote de biscoito ou uma barra de chocolate. No almoço é nuggets ou batata frita congelada. Tudo muito rico em sal e açúcar e que faz as crianças ficarem viciadas e obesas. O açúcar no sangue vira gordura, e daí nós temos criança com 10 anos com diabetes. 

E por que esses alimentos atraem mais o paladar infantil?
BG: São ingredientes, muitas vezes, que viciam mesmo. É o trio viciante do fast food: sal, gordura e açúcar. Se fizermos uma ressonância no cérebro, veremos que o açúcar mexe com as mesmas área que uma droga. Ele dispara as mesmas substâncias e estímulos de uma droga viciante. Libera mais serotonina, e com o tempo vamos ficando mais tolerante e você perde a sensibilidade. Ou seja, você vai precisar de mais para satisfazer. Você começa com um biscoito e depois de um mês está comendo o pacote. É a compulsão. A gordura é uma forma de reserva do corpo, só que em alta quantidade ela faz mal, porque bloqueia as veias e toda a corrente sanguínea. E o sal aumenta a pressão entre outros males. As crianças ficam sensorialmente dependentes de alguns produtos, infelizmente.

Qual um caminho possível para trazer à mesa alimentos mais saudáveis?
BG: Com certeza é comprar o menos possível de alimentos em pacotes.Não aos pacotinhos! Quanto menos pacotinho na despensa melhor é. Levar a criança ao supermercado, à feira, fazer com que ela participe da escolha dos alimentos e também do preparo são coisas muito importantes. Quando você tira o pacotinho, ela vai abrir a despensa, não vai achar nada e volta para mesa e come. Oferecer comida de verdade é primordial numa boa alimentação. Depois comece, aos poucos, a trocar a qualidade dos alimentos e ingredientes. Troque o arroz branco pelo integral, que é rico em fibras e satisfaz mais. Os refinados devem ser trocados pelos integrais. Estabelecer rotina e refeições equilibradas é extremamente importante, porque você educa a criança a comer quando estiver com fome. Senão ela come por gula, e daí você tem essa epidemia de obesidade.

O que você considera uma comida saudável ou comida natural?
BG: É aquela comida mais fresca, local, sem agrotóxico, conservantes, venenos, aditivos químicos... Menos refinada e industrializada possível. Como muitos dizem, é a comida que a vovó comia. Comida é estilo de vida e quando você faz uma escolha, do que vai comer, faz também uma escolha da forma de conduzir sua vida. Uma boa comida começa com bons ingredientes, e é importante garantir cinco nutrientes: as folhas verdes, as raízes, os vegetais, o cereal e a proteína. É o que chamamos de macro plate.

Você poderia dar dicas para ajudar as mães a fazerem trocas saudáveis na alimentação de seus filhos?
BG: Bom, para a criança que está acostumada a tomar refrigerante, a dica é diluir o suco, na água com gás. Ela vai ter a mesma sensação do gás, só que com um suco que é mais saudável. E, aos poucos, você vai diminuindo a quantidade de água. Funciona para retirar o vício do refrigerante. A bolacha recheada você pode substituir por cookies integrais ou essa da nossa receita de hoje, que é um biscoito de arroz japonês com calda de chocolate. Claro que se você tem uma criança viciada em biscoito recheado e você simplesmente troca pelo de arroz ela não vai gostar, mas se você a traz para o processo e mostra como faz, leva para a cozinha, ela toma gosto e estabelece outra relação.

O que desperta na criança quando você a leva para a cozinha?
BG: Criança adora ajudar! E gosta de fazer tarefas de adulto, lavar louça, limpar o chão, cozinhar...elas se sentem úteis. E a cozinha gera uma supercuriosidade de querer saber o que aquilo vai virar. Cozinha é química, é transformação. E ela quer experimentar o resultado final daquele esforço que ela teve para fazer o prato. Mesmo que ela não goste vai experimentar, porque foi ela quem fez. É um orgulho para a criança. Uma conquista.

E como é você e a Flor na cozinha e na mesa? Ela come bem?
BG: Ah é supersaudável! Ela adora vir para a cozinha comigo, ajudar. É dessas que pegam o talo de coentro e come e leva brócolis de lanche na escola. Grita que quer brócolis no supermercado. E também fico tranquila por ela comer um bolo ou um brigadeiro quando vai numa festa, por exemplo.  Eu era muito caxias, mas hoje em dia abri um pouco mais. Mas ela nunca comeu um cachorro‐quente na vida, nem um hambúrguer. Nunca pediu ou teve curiosidade, então acho bom. Por outro lado, ela é formiguinha e tem o paladar apurado para o doce. Mas ela sabe a quantidade certa que ela tolera, por isso a importância da criança conhecer os alimentos. Minha filha sabe que se ela comer mais que um brigadeiro vai ter dor de barriga e passar mal. E ela respeita isso. Então, de novo, levando uma criança para a cozinha, mostrando os benefícios dos alimentos, os efeitos dele no corpo e conversando você vai mostrar a importância de comer bem. Não é dizendo para ela “não coma isso que você vai morrer”. 

O menu da Bela
Um ingrediente: arroz integral, sempre.
Uma fruta: seriguela
Um doce: chocolate
Uma combinação: constante na minha vida é arroz e feijão
Um tempero: coentro
Um cheiro de infância: tenho alguns! Tem o cheiro do acarajé e o cheiro do Coquitos, que é um biscoito de coco que eu comia muito em Salvador. Eu abro o pacote e me vejo no apartamento dos meus pais lá em Salvador comendo esse biscoito. É cheiro de férias. É meio trash, acho, mas é meu cheiro de infância.
Um prato de memória afetiva: o capelete da minha vó. Toda festa comemorativa ou toda vez que ela vinha para o Rio ela fazia. É a lembrança que eu tenho da minha vó. Minha vó para mim lembra capelete. E a gente fazia juntas.

Existe um saber popular que diz que alguns assuntos não se põem à mesa. O que é para você? 
“Ah! Dinheiro. Não gosto de falar de dinheiro. É chato e só atrapalha”.

E o que se leva para a mesa?
“Muito amor, amor, amor, amor!!! Amor na comida, com a comida, com as pessoas. É amor”.  

- See more at: http://www.paisefilhos.com.br/alimentacao/bela-e-realmente-bela#sthash.cwWPWPt2.dpuf"

Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?

Autor: Eneida Ramos, nutricionista – Categoria: Nutrição
Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?

diferentes-beneficios

Confira as dicas abaixo e saiba como escolher o alimento ideal para manter sua saúde em dia:

Alimentos de cor amarela/alaranjados: ricos em betacaroteno, precursor da vitamina A. Essa vitamina é fundamental para o crescimento e manutenção dos tecidos, e desempenha papel essencial na visão. Exemplos de alimentos: cenoura, manga, mamão, pêssego, manga, milho e caqui.

Alimentos de cor vermelha: o pigmento responsável pela cor vermelha é o licopeno,um carotenóide que funciona como antioxidante, protegendo contra o envelhecimento precoce das células, além de estimular o sistema imunológico. Existe também relação do consumo de licopeno e a redução de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Exemplos de alimentos: tomate, cereja, caqui, melancia ,goiaba e pimentão vermelho.

Alimentos de cor arroxeada/azulada: os alimentos adquirem tonalidade arroxeada e azulada em função da antocianina, que atua como antioxidante. Este pigmento tem papel importante na saúde, já que contribui no sistema circulatório, favorecendo o sistema cardiovascular. Alguns exemplos desses alimentos são: uva roxa, beterraba, repolho roxo, figo, jabuticaba, berinjela e ameixa.

Alimentos de cor marrom: os alimentos de coloração marrom são ricos em vitamina E, vitamina antioxidante que atua na prevenção do envelhecimento precoce das células do organismo e de doenças cardíacas e câncer. Alguns exemplos desses alimentos: gérmen de trigo, arroz integral, castanhas, nozes e cereais integrais.

Alimentos de cor verde: alimentos dessa coloração são ricos em clorofila, que tem uma ação depurativa, capaz de desintoxicar as células do organismo combatendo os radicais livres e contribuindo com a prevenção de fadiga, anemia, insônia e doenças do coração. Exemplos são: abacate, kiwi, alface, pimentão verde, couve, vagem, ervilha, rúcula, brócolis, hortelã, escarola e espinafre.

No ritmo do metabolismo

No ritmo do metabolismo

Consumir alimentos integrais pode ser mais fácil do que parece. Confira as dicas práticas de quem trouxe esse hábito para o dia a dia

Toda vez que pensamos em levar uma vida saudável, uma lista de deveres e palavras de ordem vem à cabeça: coma de três em três horas! Consuma alimentos integrais! Modere a ingestão de doces! É evidente que essas recomendações de fato fazem bem à saúde. Mas que tal garantir mais qualidade de vida sem tornar o dia a dia chato e cheio de obrigações?

A primeira recomendação de quem faz questão de ter alimentos integrais à mesa é não abrir mão dos refinados do dia para a noite. A advogada paulistana Paula Maragno começou devagar, aproveitando apenas o que havia disponível nos restaurantes por quilo próximos ao seu local de trabalho. “Estou fazendo a transição aos poucos, sem traumas. Mudanças radicais não se sustentam”, acredita. Para se adaptar ao que é oferecido nos restaurantes, ela procura substituir o arroz branco pelo integral e acrescentar grãos à salada sempre que esses itens estão disponíveis no buffet. Em casa, come bastante aveia, quinoa e trigo – integrais, é claro. “Gostaria de substituir tudo, mas nem sempre é possível. Faço o que consigo fazer, sem estresse”, diz Paula.

Acostumando o paladar

Se alguns precisam driblar a pouca disponibilidade dos integrais nos restaurantes tradicionais, outros batalham para acostumar o paladar. Segundo Tatiana Cardoso, chef de cozinha do restaurante Moinho de Pedra, em São Paulo, esses alimentos são tão ou mais saborosos que os processados – basta saber prepará-los. “Um arroz integral de boa qualidade e bem preparado fica uma delícia”, garante. Para este prato, Tatiana substitui a água do cozimento por um caldo de legumes que leva salsinha, folha de brócolis, abóbora, tomate e alho-poró. Depois de pronto, é só servir com azeite e algumas folhas de salsinha, cebolinha picada ou manjericão. Nada muito complicado, mas algo que deve ser feito gradualmente. “O ideal para quem quer introduzir integrais na alimentação diária é fazer isso aos poucos”, afirma. “A pessoa deve começar a colocar arroz integral nas refeições duas vezes por semana, depois aumentar para três, até o paladar se acostumar.”

Foi o que aconteceu com a designer Myriam Esther Boin. Seis anos atrás, ela aderiu a uma dieta macrobiótica em que alimentos integrais eram os principais ingredientes. Terminada essa fase, manteve o hábito de consumir arroz integral. Há dois anos e meio, resolveu mudar totalmente. Primeiro, reduziu o consumo de carne vermelha a quase zero, depois passou a priorizar os grãos nas refeições. Hoje, suas refeições são compostas de saladas, grãos, frutas e alimentos integrais. “Para mim, arroz integral é bom até sem nada”, diz Myriam, que afirma terem sido muitos os ganhos com a mudança de hábito: ela tem mais disposição, o intestino passou a funcionar melhor, a pele está mais viçosa e o sistema imunológico ficou mais resistente. “Nunca mais tive uma gripe”, conta.

Verdade mesmo?

Mas será que os integrais fazem realmente tão bem assim? De acordo com Carla Yamashita, nutricionista do Fleury Medicina e Saúde, o primeiro efeito visível do consumo de integrais acontece no aparelho digestivo. “As fibras proporcionam sensação de saciedade por mais tempo”, explica. Segundo ela, nutrientes, vitaminas e minerais são absorvidos mais lentamente pelo intestino, levando a uma menor absorção de açúcares e gorduras e reduzindo os níveis de glicose e de colesterol ruim no sangue. O grande ganho, no entanto, é para quem sofre de prisão de ventre. “As fibras aumentam o volume do bolo fecal e estimulam os movimentos peristálticos”, diz Carla. Em regiões onde o consumo de fibras na alimentação é alto, observa-se menor incidência de doenças como as cardiovasculares, câncer de cólon, hemorroidas e diabetes.

Carla, no entanto, faz uma advertência: junto com o consumo de integrais é preciso ingerir ao menos dois litros de líquidos por dia. Isso porque o consumo excessivo de fibras pode provocar prisão de ventre. O ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é consumir 25 gramas de fibras por dia. E a boa notícia é que, na prática, nem só de arroz se faz uma alimentação integral . Com uma fatia de pão integral, três frutas, uma cenoura crua, duas porções de feijão e uma de arroz, por exemplo, você já terá ingerido essa quantidade.

A rotina à mesa da relações públicas Sueli Godoy é exemplo disso. Ela começou, como quase todo mundo, substituindo o arroz refinado. Mas, aos poucos, resolveu variar o preparo das refeições. Passou a misturar alimentos, experimentar feijões de vários tipos e a frequentar feiras de produtos orgânicos em busca de novidades. Encontrou várias, e as incorporou à alimentação diária de maneira bem prática. “Tempero bem o arroz e coloco sementinhas e legumes. Minhas sopas sempre têm aveia, e minhas saladas, sementes de todo os tipos”, conta. Comer alimentos integrais não significa, como se pode ver, excluir o sabor da dieta. Significa, na verdade, descobrir novos gostos e um universo de possibilidades a cada dia. Bom apetite!

Fonte:Fleury-medicina e saúde