INTRODUÇÃO ALIMENTAR: ENTENDA O MÉTODO BABY-LED-WEANING (BLW)

 Vamos falar aqui sobre um método chamado baby-led-weaning, que nada mais é que a introdução alimentar guiada pelo bebê, ou seja, deixar que ele explore os alimentos, sinta a textura, o cheiro e o gosto dos alimentos.

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 Explicaremos o método baseado nas diretrizes da pioneira do método, Gil Rapley, mamãe britânica formada em saúde pública, que iniciou o método e experiências com seus filhos e autora do livro Baby-led-Weaning. Essa é uma tradução livre feita pela Dra. Kelly Oliveira -CRM 145039

Diretrizes para a introdução de alimentos guiada pelo bebê

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Como começar

Antes de iniciar o método baby-led-weaning (BLW), é importante entender como fazê-lo e entender os princípios básicos para aplicar esse método. Essas diretrizes proporcionam um melhor entendimento e aproveitamento do método. Além disso, os pais ficarão mais seguros em aplicá-lo.

A maioria dos bebês estão prontos para começar a introdução dos alimentos com 6 meses de idade. O bebê com 6 meses de idade consegue sentar sozinho e segurar objetos com a mão, já não tem o reflexo de protrusão da língua (o que evita engasgos), e o intestino está preparado para receber novos alimentos. Bebês prematuros ou que tenham alguma condição especial de saúde ou atraso motor, que afetem a sua habilidade de engolir ou mastigar os alimentos, não se recomenda esse método. Vale ressaltar que é importante que os pais discutam com o pediatra sobre a introdução alimentar do seu filho e os métodos a serem utilizados.

Princípios do método de introdução de alimentos guiada pelo bebê

 Amamentação como base para a auto-alimentação (self-feeding)

O seio materno exclusivo e em livre demanda é recomendado durante os primeiros seis meses de vida do bebê. A amamentação em livre demanda prepara o bebê para a auto-alimentação, após completar 6 meses. Bebês que mamam no peito possuem seu próprio ritmo de alimentação e o mecanismo de fome e saciedade é estimulado. Eles também controlam sua própria alimentação e ingestão de líquidos, uma vez que decidem sozinhos quanto tempo deve durar cada mamada. E como o leite materno muda de sabor de acordo com a alimentação da mãe, o leite materno prepara o bebê para experimentar sabores diferentes.

Bebês normais, saudáveis e amamentados ao peito são capazes de iniciar sua própria introdução aos alimentos sólidos, desde que com o apoio e ajuda dos pais. Apesar da introdução dos alimentos pelo método do baby-led weaning, ter como base o self-feeding de bebês amamentados no peito, bebês que foram desmamados precocemente, ou seja, fazem uso de fórmula pela mamadeira também se mostraram capazes de aprender o método! Ou seja, o fato de o seu bebê mamar na mamadeira não é uma limitação para o método! A única diferença é que nestes casos é importante oferecer outras bebidas além do leite, como água por exemplo.

 Entenda as motivações do bebê

Esta abordagem de introdução alimentar oferece ao bebê a oportunidade de descobrir o que os alimentos que não o leite materno ou leite de fórmula têm a oferecer, como parte do mundo que o cerca. Ela engloba na experiência da alimentação o desejo do bebê de experimentar, explorar e imitar, comum dessa fase! Permite ao bebê definir o tempo de cada refeição e dá ênfase à exploração, ao invés da alimentação em si, e torna a transição aos alimentos sólidos seja da forma mais natural possível. Isso porque a motivação dos bebês a fazerem essa transição é muito mais a curiosidade do que a fome em si!

As refeições não precisam coincidir exatamente com o horário em que as mamadas aconteciam anteriormente. O aleitamento materno pode ser mantido e os alimentos são introduzidos em conjunto. Isso permite que essa abordagem seja mais descontraída e agradável para todos.

O bebê pode engasgar?

Muitos pais se preocupam com o risco do bebê engasgar dessa forma. Embora esse método pareça arriscado, há mais motivos para pensarmos que o bebê tem menos risco de engasgar quando estão no controle do que quando são alimentados com a colher. Vamos pensar por etapas de aquisição das habilidades do bebê. Os bebês desenvolvem primeiro a habilidade de mastigar antes da habilidade de empurrar o alimento intencionalmente até a garganta. E antes de aprenderem a mastigar, eles desenvolvem primeiro a habilidade de alcançar e agarrar coisas. Mais tarde ainda, desenvolve-se a habilidade de pegar coisas muito pequenas. Ou seja, bebês pequenos não podem se colocar em risco facilmente, já que eles ainda não conseguem pegar pedaços pequenos de comida. Ao alimentarmos o bebê com a colher, podemos encorajá-lo a sugar o alimento diretamente para o fundo da boca, aumentando o risco de engasgo.

Dessa forma, percebemos que o desenvolvimento geral de um bebê está muito ligado à sua habilidade pegar objetos (os alimentos nesse caso, por isso os pedaços em forma de haste, compridos, de forma que ajude o bebê a pegá-los), levá-los à boca, mastigá-los e engoli-los. Um bebê que resiste muito a colocar comida na boca, provavelmente ainda não está completamente pronto para comê-la. Por isso, é importante resistir à vontade de “ajudar” o bebê nessas circunstâncias, já que seu próprio desenvolvimento e habilidades assegurarão que a transição aos sólidos seja feita no momento certo para ele, diminuindo assim, o risco de engasgos

O bebê que inicia a alimentação deve estar sempre sentado ou apoiado na cadeirinha na posição vertical. Isso garante que algum alimento que ele não seja capaz ou não queira engolir seja expelido pra fora (isso vai acontecer…).

 É seguro?

Ao adotar o método baby-led-weaning, devemos manter as mesmas medidas de segurança adotados na hora da alimentação. Embora seja muito improvável que um bebê consiga pegar um amendoim, por exemplo, situações e acidentes podem acontecer em raras ocasiões, independente da forma como seja alimentado. Dessa forma, esse tipo de alimento deve ser deixado fora do alcance do bebê, assim como brinquedos com peças muito pequenas não podem ser dadas ao bebê, e existem brinquedos próprios para cada faixa etária. Lembre-se, as regras normais de segurança na hora de comer e brincar devem ser seguidas!

 Garantindo uma alimentação saudável com o método BLW

Bebês que se alimentam sozinhos aceitam uma grande variedade de alimentos. Isso acontece, porque eles aproveitam muito mais do que apenas o sabor dos alimentos – eles experimentam as texturas, cores, tamanhos e formatos. Além disso, oferecer alimentos separadamente ou de um jeito que eles possam separá-los, permite que eles aprendam sobre os diferentes sabores e texturas. Ao permitir que eles deixem de comer qualquer coisa que eles pareçam não gostar irá prepará-los e encorajá-los a experimentar coisas novas. (Isso não significa que você não poderá oferecer o alimento rejeitado em outra ocasião, isso pode e deve acontecer!)

Os mesmos princípios de uma alimentação saudável para crianças são aplicados aos bebês que alimentados pelo método baby-led-weaning. Isso significa que fast-foods, comidas com açúcar ou sal adicionados devem ser evitadas (pra não dizer banidas!). Respeitando-se isso, assim que o seu bebê tiver mais de seis meses de idade, não é necessário (exceto caso haja histórico familiar ou pessoal de alergias ou qualquer suspeita alteração intestinal ou doença) restringir o cardápio oferecido. Frutas e vegetais são os ideais, sendo que os mais duros podem ser levemente cozidos, para que fiquem macios o suficiente para serem mastigados. No começo, é melhor oferecer a carne em pedaços grandes, para que possa ser explorada e chupada (provavelmente no início é só isso que o bebê vai fazer…). Quando o bebê começar a lidar bem com porções de comida, e conseguir pegar objetos menores, a carne picada funcionará bem. (Bebês não precisam de dentes para morder e mastigar – as gengivas fazem o papel, pois pela proximidade dos dentes, já estão mais endurecidas e com capacidade de mastigar). A sua habilidade em pegar e mastigar esses alimentos, bem como a sua aceitação é o parâmetro para mostrar sua capacidade em comê-los!

Não há necessidade de cortar a comida do tamanho da boca do bebê. Um bom parâmetro é cortar tudo de tamanhos e formas semelhantes ao punho do bebê, com um detalhe importante: bebês pequenos não conseguem muito bem abrir a mão com o propósito de soltar as coisas. Portanto, eles lidam melhor com comidas cortadas em palitos ou que tenham uma haste ou “pegador” (como o caule de um pedaço de brócolis ou couve flor, por exemplo). Assim eles podem mastigar os pedaços que estão fora da sua mão e então soltar o resto depois – normalmente quando se interessarem por outro pedaço. Assim que suas habilidades forem aumentando, menos comida será desperdiçada.

Como fazer com as bebidas?

A composição do leite materno varia de acordo com a duração da mamada. O leite do início da mamada, o anterior, é rico em água e o leite posterior, do final da mamada, tem mais gordura. Um bebê amamentado no peito reconhece essa mudança e usa isso para controlar quanto líquido quer beber. Se ele estiver com sede, irá mamar por pouco tempo, se estiver com fome, irá mamar por um período maior. Por isso que bebês amamentados em livre demanda e exclusivamente até os 6 meses não precisam de nenhuma outra bebida, mesmo nos dias quentes!

Este princípio funciona também durante o período de transição para a comida da família se o bebê continuar mamando em livre demanda. Um copo de água pode ser oferecido nas refeições, como parte da oportunidade de exploração, mas não há preocupações maiores se ele não quiser beber nada.

Se for possível continuar a amamentação em livre demanda isso tem a vantagem de permitir ao bebê decidir quando e quanto ele vai mamar, e naturalmente ocorrerá a diminuição das mamadas, conforme a criança aumenta o seu consumo e interesse por outros alimentos.

Para as mamães que começarem a trabalhar e a livre demanda não é possível, você pode retirar o leite e armazenar para oferecer ao bebê, veja no post sobre Amamentação e trabalho.

Bebês alimentados com fórmula infantil tem uma abordagem um pouco diferente, já que a fórmula tem sempre a mesma consistência e sabor, independente da relação de fome ou sede do bebê. Deve-se então oferecer água em intervalos regulares, assim que o bebê começar a comer.

 Fonte :Dra. Kelly Oliveira  CRM 145039

Referênciasbibliográficas: http://www.rapleyweaning.com/assets/blw_guidelines.pdf

Doces e guloseimas o que devo e não devo ingerir

 

Evitar comer doces deve ser uma ação gradativa, pois há um risco de retornar ao consumo ainda mais agressivo. Apesar desse hábito ser comum, em especial, entre as mulheres, não é nada saudável. O açúcar refinado, proporciona uma série de problemas à saúde, como obesidade; diabetes mellitus, arteriosclerose, aumento do ácido úrico sérico e incidência de cálculos biliares e outras doenças levando a chamada síndrome metabólica. O consumo exagerado de doce aumenta a produção de insulina do corpo, sobrecarregando o pâncreas e fragilizando o organismo.O açúcar é composto por sacarose e outras substâncias químicas. Dependendo da quantidade e frequência a ser consumida, pode causar muitos prejuízos à saúde. A vontade de comer doces pode estar associada à diminuição da serotonina, um neurotransmissor regulador do humor, prazer, sono, ansiedade, fome, saciedade, entre outros. Alterações na serotonina no cérebro podem alterar todos esses sentimentos e sensações. Na verdade, a queda desse neurotransmissor aumenta a vontade e a necessidade de comer doce, principalmente o chocolate. E o chocolate não é 100% vilão da saúde. Ele possui vitaminas e flavanóides, substância encontrada no cacau que age como protetor cardiovascular. O que prejudica a saúde é o seu excesso, pois o chocolate é rico em açúcar e gordura saturada. Uma alternativa é recorrer aos chocolates meio amargo, aqueles conhecidos como cacau 50% até 90%.”, ensina o médico. Não troque por chocolate diet, pois ele somente tem baixo teor de açúcar, que é compensado com maior concentração de gordura e mesmo valor calórico que o chocolate ao leite.

Dicas para driblar a vontade de ingerir guloseimas
durante o dia:
1 – Vá deixando, aos poucos

Se a vontade de comer doce é muito grande, não é recomendado à parada brusca de seu consumo. O ideal é reduzir gradativamente. A parada repentina geralmente dura alguns dias e, muitas vezes, a pessoa sofre com um efeito rebote, retornando a consumir mais ainda.

Parada Brusca

 

 

2 – Menos calorias e mais saúde
Diariamente faça três refeições principais e duas pequenas refeições nos intervalos, isso ajuda a controlar os níveis glicêmicos diminuindo a fome. E não deixe de se alimentar corretamente, pois isso ajuda a diminuir o desejo por doces depois do almoço ou jantar.

3 – Escolha as frutas
Troque os doces por frutas in natura e frutas secas. Alternativas como gelatina light com pedaços de frutas e frutas com iogurte light são boas opções. Outra ótima pedida, inclusive no período do verão são os frozen iogurtes. São refrescantes, de baixa caloria (cerca de 80 Kcal o copo e 70 Kcal na versão dieta). Frutas como maçã, pêra ou banana podem ser cozidas até em microondas com canela e cravo, sendo uma excelente opção de sobremesa mais saudável e que pode suprir a necessidade de comer doce.

4 – Controle o emocional
Procure ajuda se você não consegue se controlar emocionalmente e usa o doce como válvula de escape dos problemas. Também não o elimine totalmente da dieta enquanto não buscar um suporte emocional e, sobretudo, nutricional adequado.

5 – Quanto mais longe, melhor
Para resistir à tentação, não carregue doce na bolsa ou evite deixar quantidade em estoque no armário. Manter as guloseimas por perto só aumenta a vontade de ingeri-las. Por isso, evite deixar docinhos guardados em casa ou no escritório. Evite também passar o dia chupando balas e chicletes. Se somadas, as calorias podem aumentar muito.

6 – Aproveite para consumir os alimentos certos
Aveia, banana, maçã, canela, grãos em geral, castanha-do-pará devem ser incluídos nas refeições, pois ajudam a controlar a necessidade de consumir doces.

7 – Pratique atividade física regularmente
A prática regular de atividade física ajuda muito a resistir aos doces. Com o exercício também são liberadas substâncias no cérebro que nos dão sensação de prazer, melhoram o humor, diminuem a ansiedade e consequentemente a vontade de doces. Além disso, melhora a capacidade cardio-vascular e se ganha em qualidade de vida.

8 – Não pule refeições
Não pule refeição alguma durante o dia, também não diminua as quantidades para, mais tarde, comer uma sobremesa.

 

 

9 – Chupar um pedaço de canela em pau ou alguns cravos, também auxiliam no controlo do desejo de doces


Evitar as guloseimas:
Chocolate ao leite e branco: O chocolate tem vários benefícios desde que seja aquele com a porcentagem maior de cacau: possui propriedades antioxidantes, melhora o fluxo arterial, ajuda a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim), entre outros. Porém, os chocolates com baixa porcentagem de cacau (que são os mais comumente encontrados) possuem muito açúcar e gordura, contribuindo assim para que a criança ganhe peso de maneira pouco saudável. Nesse caso é melhor evitá-los os chocolates brancos não apresentam cacau em sua composição, .

Açúcar Refinado:
Ao passar pelo processo de refinamento o açúcar perde vitaminas e sais mineirais, ficando apenas as “calorias vazias”. Nesta forma, traz prejuízos ao organismo, tornando-o propenso a varias doenças, entre elas o diabetes. Prefira o açúcar mascavo ou o demerara, que não recebem aditivos químicos, por isso conservam as vitaminas e minerais.Evite as guloseimas como balas, pirulitos e doces em geral que entre muitos outros problemas, podem causar cáries.

Gordura:
A gordura tem seu charme: ajuda a manter a temperatura corporal, protege contra impactos e ajuda a metabolizar as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de dar sabor aos alimentos. Porém ao esquentar o óleo são liberadas muitas toxinas e o excesso traz prejuízos ao organismo como colesterol alto, obesidade, baixo desempenho físico, etc.Os salgadinhos de pacote geralmente possuem muitos carboidratos, sódio (principal vilão da hipertensão) e gorduras saturadas. Para não restringir totalmente, procure os que são assados, com menos gorduras.

Refrigerantes:
Os refrigerantes não contribuem em nada para a nossa saúde. Prejudicam o organismo deixando o Ph do nosso sangue mais ácido, portanto mais propício a doenças. Vejam a explicação do Ph em relação à água. Uma água mineral de boa qualidade deve ter um pH compreendido entre 7,0 e 7,5.O sangue de um ser humano saudável tem um pH de 7,35 a 7,45 e contém cerca de 90 a 95% de água.O nosso corpo tenta a todo custo manter o pH sanguíneo dentro destes valores, extraindo minerais do organismo para manter o pH. Quando não consegue equilibrar o pH, o nosso corpo torna-se ácido e propenso à infestação por parasitas e todos os males que eles trazem.Um pH levemente alcalino do sangue aumenta a oxigenação das células e a imunidade, uma vez que, vírus e bactérias precisam de um meio ácido para sobreviver. Assim como o fogo precisa de oxigênio para existir, os vírus e bactérias necessitam de um meio ácido para se manterem vivos. Sendo assim, beber água com um pH neutro ou levemente alcalino contribui, também, para que o nosso corpo mantenha o seu pH nos níveis adequados”.Isso significa que a água é saudável, já o refrigerante faz muito mal. Para mantermos nossos filhos saudáveis e longe de doenças, o ideal é dar opções de sucos naturais e água, ficando longe dos refrigerantes.Ao optar por essas restrições na dieta do seu filho, você provavelmente irá ouvir: “coitadinho dele!”Na verdade, deveríamos “sentir pena” das crianças que desde cedo tomam refrigerante e se alimentam de muitos doces e salgadinhos fritos. Muitas calorias, poucos (ou quase zero) nutrientes. É importante encontrar um equilíbrio, claro.Mas lembre-se que ao dizer não, você está zelando pela saúde do seu filho, que é mais importante do que qualquer prazer que um doce ou refrigerante possam proporcionar.Ajude seu filho a cultivar hábitos saudáveis de alimentação e fuja da influência da mídia, que nos induz a consumir produtos que prejudicam nossa saúde, nos fazendo mais tarde, investir em medicamentos.

Doces saudáveis

Banana com canela:
Essa é uma receita clássica e super gostosa. Basta cortar uma banana ao meio e salpicar com canela. Se preferir, leve a banana ao micro-ondas por alguns segundos, alem de ficar mais gostosa ainda se transforma em amido resistente que tem difícil absorção e auxilia na formação do bolo fecal.

Gelatina:
Além de extremamente saborosa, a gelatina é composta praticamente de aminoácidos (proteínas), que ajudam na síntese e na renovação do colágeno. Se consumida regularmente, ela auxilia na redução dos níveis de colesterol no sangue, triglicérides e controla a glicemia. Por ser rica em proteína, ela fortalece os ossos e previne o organismo de doenças como a osteoporose.

Frutas secas:
Ameixa, damasco e outras frutas secas são ótimas opções para saciar a vontade de comer doce. Se a situação estiver complicada, uma boa dica é mergulhar o damasco na alfarroba líquida.

Pêra ao forno:
Corte uma pêra em quatro ou mais pedaços e os leve ao forno. Ao perceber que já estão amolecendo, retire-os do fogo e os deixe esfriar. Se quiser adoçar a fruta, pingue algumas gotinhas de mel ou açúcar mascavo.

Salada de frutas:
Uma frutinha sempre cai bem. Ainda mais as mais adocicadas, como banana, manga e caqui, por exemplo. Uma boa dica é fazer uma deliciosa salada de frutas e separar a mistura em potinhos para você não exagerar na dose.Pode ser colocado sobre a salada , iogurte natural, fica muito saboroso.

Uvas congeladas:
Essa alternativa é tão gostosa quanto um picolé de uva. Na verdade, o gostinho é quase o mesmo. Basta colocar as uvas sem semente em um pote e levar ao congelador. Depois é só comer algumas uvinhas e se deliciar com o sabor. Se preferir, amasse as uvas até formar uma pasta de “sorvete”.

Frozen de Iogurte:
O frozen yogurt é uma ótima alternativa para substituir os doces. Sem glúten, com poucas calorias e 0% de gordura, o frozen yogurt ainda tem um alto valor nutricional. Uma boa idéia é rechear com frutas da estação!

Oleaginosas:
Nozes, castanhas e amêndoas (preferencialmente com pouco ou sem sal) pode ajudar a combater a vontade incontrolável de doces. Mas não exagere na dose, pois as oleaginosas são bastante calóricas.

Alfarroba:
A alfarroba tem gosto, cor e textura semelhantes ao do chocolate, porem é uma leguminosa como uma vagem e serve como substituto do cacau.Ela não apresenta a gordura do chocolate. Rica em vitaminas B1 e B2, ela ajuda o organismo a metabolizar gordura, carboidrato e proteína. Além disso, ela ainda é fonte de vitamina A, que protege a pele e a visão, além de cálcio e magnésio. Ou seja, ela é uma boa opção para saciar a vontade de doce.

Fonte:Prof.Edson Credidio

Fotos:Internet

Vinho ajuda a combater o colesterol alto? 5 mitos e verdades sobre o LDL

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Má alimentação, defeitos genéticos e o sedentarismo são os grandes vilões das altas taxas de colesterol no sangue. Popularmente, o colesterol é conhecido como “ruim” ou “bom”.

— O “ruim”, LDL, carrega o colesterol para os tecidos do organismo. Já o “bom”, HDL, o despacha para o fígado onde acontece sua eliminação —, explica o cardiologista do Centro Clínico Gaúcho Renato de Jesus Padilha Junior.

Quando o LDL está alto, contribui para a formação de placas de gordura nas artérias que, por sua vez, obstruem a passagem do sangue em órgãos como o coração e o cérebro, podendo causar infarto e AVC. O HDL é o transportador das pequenas partículas de colesterol ruim para a sua eliminação. Por isto, quanto mais elevado o nível no sangue de HDL melhor para a redução de eventos cardiovasculares.

— O colesterol é uma gordura responsável por manter nosso organismo em ordem. Não estando em equilíbrio, o colesterol provoca o aumento das taxas de gordura na circulação sanguínea — , pontua o cardiologista.

Para manter o colesterol saudável, a receita é simples.

— É essencial fazer atividades físicas e manter uma dieta rica em fibras. Além disso, não fumar, evitar o excesso de peso e não consumir alimentos ricos em gordura é de total importância para termos um ótimo colesterol —, orienta o médico.

O especialista selecionou mitos e verdades para um colesterol sem preocupações:

Fumar interfere no colesterol?

VERDADE!

O hábito de fumar é um dos responsáveis por tornar o colesterol ruim (LDL) oxidado e mais agressivo para causar lesões ou placas nas artérias, o que aumenta o risco de aterosclerose, sendo uma das principais causas de infarto do coração, derrame (AVC) e de outras doenças cardiovasculares.

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Somente as pessoas acima do peso sofrem com colesterol alto?

MITO!

Não são apenas obesos que sofrem de colesterol alto. A má alimentação e os defeitos genéticos têm acometido silenciosamente crianças e adultos. É importante identificar o mais precocemente possível estas alterações para promover medidas preventivas, como incentivar a realização de atividades físicas e controlar o excesso de peso através de uma dieta mais saudável.

Frituras não podem fazer parte do cardápio?

MITO!

A ingestão de frituras é permitida, mas sem excesso. Alimentos como manteiga, doces, carnes vermelhas, embutidos, laticínios, bebidas alcoólicas e comidas industrializadas também podem ser ingeridos mas, é claro, sempre em pequenas quantidades. O melhor é sempre reduzir o consumo desses tipos de alimentos.

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 Ômega 3 é importante para um bom colesterol?

VERDADE!

Sim, por isso o consumo de peixe é muito importante. Os peixes são excelentes fontes do ácido graxo ômega 3, um tipo de gordura boa, insaturada, presente em grande quantidade em espécies de água fria como salmão, sardinha, bacalhau, atum e truta. Ajuda na redução da formação de placas de gordura nas artérias e torna o sangue mais fluido, resultando em prevenção e diminuição das doenças cardiovasculares.

O consumo moderado de vinho auxilia no combate ao colesterol?

VERDADE!

O consumo moderado de vinho tinto ou suco de uva, ricos em flavonóides, provoca elevação do colesterol bom (HDL). Mas nada de excessos com o vinho. A medicina tem debatido muito a questão da ingestão de bebida alcoólica, uma vez que os benefícios e os malefícios são próximos. Dessa forma, para que haja um benefício real a partir do consumo moderado de vinho, cada caso deve ser avaliado individualmente, conforme as particularidades de cada pessoa.

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Alimentos benéficos para a saúde bucal

Separamos alimentos que são aliados da saúde bucal. Mantê-los na dieta pode render um ótimo resultado e evita que problemas provenientes de outros alimentos possam se agravar.

 

Chá: é um forte aliado contra a acidez que encontramos em doces, refrigerantes, cafés ou bebidas alcoólicas. Os chás verde e preto são considerados as melhores opções e fazem parte de um grupo que produz um efeito antioxidante sobre os dentes, preservando o esmalte e a beleza do sorriso.

Prova disso é uma estudo conduzido no Japão que mostra os benefícios do chá verde para a boa saúde periodontal. Pesquisadores analisaram a saúde periodontal de 940 pessoas do sexo masculino, com idade entre 49 e 59 anos, para determinar que efeito a ingestão regular de chá verde teria na saúde periodontal desses indivíduos em comparação com indivíduos que consumiam menor quantidade da bebida. Foram examinados três indicadores da doença periodontal: a profundidade da bolsa periodontal, perda de inserção do tecido gengival e sangramento durante a exploração dos tecidos gengivais. Notaram que cada xícara de chá verde consumida por dia, resultava na diminuição dos três indicadores.

Cálcio: proporcionam força aos dentes. Doenças periodontais, por exemplo, são consequência da falta de minerais no organismo. Além disso, alguns alimentos que possuem cálcio (como o queijo) podem ajudar a neutralizar o PH. Alimentos que provém de leite ou derivados são os mais ricos em cálcio. O cálcio é acumulado no organismo até os 35 anos (auge), depois disso, a tendência é perdê-lo com maior facilidade.

Fibras: alimentos ricos em fibras auxiliam na higiene bucal. Isso se dá, pois eles exigem um esforço maior de nossa arcada dentária para fragmentá-los e enquanto isso acontece, as impurezas vão sendo arrastadas. Frutas no geral são fonte de fibra, assim como vegetais.

Vitamina C: elemento fundamental para uma gengiva saudável por participar da formação de colágeno, além de aumentar a imunidade e combater os radicais livres que estão envolvidos em várias doenças bucais. Ela está presente em frutas como: goiaba, acerola e limão.

Os alimentos detergentes são aqueles que auxiliam na remoção de resíduos, gorduras e bactérias dos dentes. Eles aumentam a produção de saliva, diminuindo a acidez da boca, são ricos em fibras e possuem menos açúcar. Bons exemplos são a maçã, pera, kiwi, melancia, brócolis, acelga, pepino e mamão.

Alimentos ricos em minério, como o leite e seus derivados, garantem dentes mais fortes e ajudam na reconstrução do esmalte dental.

A vitamina C mantém as gengivas saudáveis, ajuda na formação de colágeno (presente na gengiva) e ainda auxilia na cicatrização de pequenos cortes como os causados por fio dental, por exemplo.

Sem excessos de doces! A  Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de chocolate no limite de 50g por dia, ou seja, um tablete pequeno. Essa é a quantidade ideal para aproveitar os benefícios do alimento sem prejudicar a saúde bucal.

A prevenção de problemas bucais está associada à alimentação saudável e boas práticas de higiene bucal, conforme enfatiza a Academy of Nutrition and Dietetics “Os esforços colaborativos entre profissionais da nutrição, odontologia, medicina e aliados na pesquisa são necessários para garantir a assistência à saúde da população”

Cuidados simples como esses, aliados à boa prática de higienização bucal e visita regular ao dentista, que podem prevenir tantos problemas corriqueiros que possuem grande chance de se agravarem.

Fontes: ABO, Terra, G1, Colgate, Blog Dr. Veit, IG, Mundo Educação,Dental Cremer, Oral B