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Os 1.000 dias entre a gravidez de uma mulher e o 2º aniversário de sua criança oferecem uma janela de oportunidade única para construir futuros mais saudáveis ​​e mais prósperos.

A nutrição certa durante esta janela de 1.000 dias tem um impacto profundo na capacidade de uma criança crescer, aprender e prosperar – e um efeito duradouro na saúde e prosperidade de um país.

A nutrição durante a gravidez e nos primeiros anos da vida de uma criança fornece a construção essencial para o desenvolvimento do cérebro, crescimento saudável e um sistema imunológico forte. De fato, um crescente corpo de evidências científicas mostra que os fundamentos da saúde vital de uma pessoa – incluindo sua predisposição à obesidade e certas doenças crônicas – são largamente estabelecidos durante essa janela de 1.000 dias.

É por isso que é fundamental que mulheres e crianças tenham a nutrição certa durante esse período. A desnutrição no início da vida pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento do cérebro das crianças e ao seu crescimento físico, levando a uma diminuição da capacidade de aprender, a um desempenho mais pobre na escola, a uma maior susceptibilidade a infecções e doenças e a uma vida de potencial de perda de ganho. Pode até colocá-los em risco aumentado de desenvolver doenças como doenças cardíacas, diabetes e certos tipos de câncer mais tarde na vida.

Se possível alimente seu bebê exclusivamente com  leite materno durante os seus primeiros seis meses .

A amamentação exclusiva proporciona aos bebês a nutrição perfeita e tudo o que eles precisam para um crescimento saudável e desenvolvimento cerebral

A amamentação exclusiva protege as crianças contra infecções respiratórias, doenças diarreicas e outras doenças que ameaçam a vida

A amamentação exclusiva protege contra a obesidade e doenças  como diabetes

 Para saber mais visite http://www.thousanddays.org/

 

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê


Fases do Leite Materno

A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?

O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.

Amamentação: proteção e saúde

Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

​​De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde , é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade.
A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.
Primeiras mamadas
Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro.
​O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.
“As gorduras são responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso além de ser fonte de energia. Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.
Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. “Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança”, diz Ana Potenza, nutricionista
Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.
Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.
Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.
Fonte :Hospital Albert Einstein

LEITE DEMAIS, LEITE DE MENOS COMO IDENTIFICAR?

A grande maioria das mulheres tem total condição de produzir quantidade suficiente de leite materno para as necessidades de seus bebês. Essa condição é biológica: todas as mulheres possuem o mesmo número de alvéolos (glândulas que fabricam leite), bem como apresentam os hormônios da lactação em seu organismo, exceto quando há retirada de glândulas (como no caso de cirurgias de redução mamária com retirada de alvéolos) ou problemas hormonais.

A questão é que, mesmo sabendo que biologicamente todas as mulheres são capazes de produzir leite, a maior queixa das mães é de que o leite é fraco ou há pouca produção. Essa percepção geralmente é resultado de insegurança que outras pessoas (profissionais de saúde, familiares, amigos, indústrias de leites artificiais) inculcam na mulher, colocando em dúvida sua capacidade de nutrir plenamente seu próprio filho.

É importante a mulher compreender que há algumas situações que podem promover a redução da produção de leite (hipolactação) ou mesmo dar a falsa ideia de que o leite não é produzido em quantidade suficiente:

– uso de bicos artificiais – quando o bebê usa chupeta/mamadeira, há redução do tempo de estímulo da mama e, consequentemente, pode haver redução na produção de leite, o que se transforma num ciclo vicioso que pode levar ao desmame.

– uso de outros leites ou líquidos – a ingestão de outros leites ou líquidos promove preenchimento gástrico no bebê e redução da ingestão de leite materno. Com menor estímulo na mama, há menor produção láctea

– bebês doentes (refluxo gastroesofágico, alergia à proteína do leite de vaca, infecções) – bebês doentes podem chorar durante e após as mamadas, se debater e não dar a sensação de estarem satisfeitos, o que pode confundir a mãe e fazê-la acreditar que o problema é o seu leite. Quando o bebê mudar de comportamento, é importante que o médico avalie e, caso haja diagnóstico de algum problema, o tratamento adequado seja realizado

– picos de crescimento – quase que mensalmente os bebês passam por picos de crescimento, pois crescem e necessitam de maior volume de leite. Com isso, passam a mamar mais vezes, com menores intervalos e esse comportamento faz com que as mães realmente acreditem que o leite não está sustentando ou houve redução na produção. Esse comportamento se prolonga de alguns dias a uma semana e quanto mais se amamentar em livre demanda, mais rápido a produção de leite se adapta às novas necessidades do bebê e ele voltará ao comportamento normal de mamada.

– erupção dos dentes – na fase do nascimento dos dentes de leite os bebês podem mamar mais ou até ter dificuldades para sugar, morder, chorar por causa do incômodo gerado nessa fase. Manter a livre demanda é importante, juntamente com oferecimento de mordedores, picolé de leite materno para aliviar o incômodo, massagens na gengiva.

– greves de amamentação – os bebês fazem greve de amamentação por vários motivos, entre eles mudanças na rotina e doenças. A mãe acredita que o bebê não quer mais mamar e sempre associa à falta de leite, porém os bebês retornam em alguns dias como se nada tivesse acontecido.

– confusão de bicos – o uso dos bicos artificiais pode levar à confusão de bicos, que é a mudança radical na fisiologia da sucção. Com as posturas orais alteradas, o bebê não consegue mamar no seio materno da mesma forma que suga um bico e, em consequência, começa a chorar, se debater, pegar e soltar a mama. Nesse momento a primeira coisa que a mãe pensa é que seu leite está pouco ou fraco, mas isso não é real.

– problemas de técnica de amamentação – a pega errada, horários rígidos, tempo determinado para mamar e limitação de mamas podem, além de impedir que o bebê extraia a quantidade de leite necessária, promover a redução da produção de leite pela falta de esvaziamento das mamas. É importante manter a livre demanda, observar e proporcionar a pega correta, deixar o bebê esvaziar uma mama e oferecer a outra, caso deseje.

No caso da produção de leite realmente estar reduzida, a mãe perceberá redução da urina (com cor amarelada e cheiro forte), redução das fezes(que será endurecido), manutenção ou perda de peso (quando se exclui pega e técnica incorreta de amamentação), choro frequente, mamadas frequentes e intervalos muito curtos (quando não estiver em pico de crescimento)

Para aumentar a produção, a mulher pode amamentar com maior frequência, permitindo o esvaziamento das mamas ou ordenhar com frequência o leite materno. Em alguns dias ocorrerá aumento na produção.

Por outro lado, há mulheres que reclamam de excesso de leite, chamada de hiperlactação. Nesses casos o bebê mama, mas pode não se satisfazer, já que muitas vezes não consegue esvaziar a mama e extrair o leite posterior.

A mulher deve observar algumas situações para identificar se realmente possui hiperlactação:

– as mamas estão sempre cheias, o que gera desconforto

– logo após as mamadas as mamas enchem novamente

– sensação de dor como agulhadas

– percepção de regiões endurecidas, dolorosas e sensíveis

– ocorrência frequente de ingurgitamento, mastites e bloqueio de ductos

– dor quando ocorre a descida do leite

– excesso de leite na descida, muitas vezes com engasgos do bebê e até falta de manutenção da pega da mama

– as mamas estão sempre vazando leite, mesmo após o período da apojadura

– bebê regurgita durante as mamadas

– ocorrência de gases frequentes no bebê

– baixo ganho de peso mesmo com ingestão de leite frequente

– bebê com cocô esverdeado

Para reduzir as consequências da verdadeira hiperlactação, a mulher pode ordenhar o leite anterior e oferecer o posterior ao bebê e, nesse caso, oferecer apenas uma mama, para que ocorra esvaziamento e ingestão do leite anterior. Caso a outra mama fique muito cheia e gere desconforto na mãe, ela pode retirar um pouco de leite para alívio, mas se esvaziá-la pode ocorrer aumento da produção.
Além disso, é importante colocar o bebê para arrotar durante a mamada e também massagear as áreas endurecidas.

Tanto o excesso de leite quanto a produção reduzida podem ser prejudiciais, por isso é importante procurar auxílio de profissional capacitado para auxiliar na adaptação da produção do leite materno.

Agradecimento :Dra Marta meireles

Fonte :DRª CRISTIANE GOMES

Consultora Internacional em Amamentação (IBLCE), Fonoaudióloga, Especialista em Motricidade Orofacial (CFFa), Mestre em Educação (UNESP), Doutora em Pediatria (UNESP), Pós-Doutorado em Saúde Coletiva (UEL), Psicanalista em formação (Sociedade Psicanalítica do Paraná), Especializanda em Teoria Psicanalítica e Doula.
http://prolactare.com/…/leite-demais-leite-de-menos-como-id…

 

O “inocente” complemento da maternidade

O oferecimento do famoso complemento nas maternidade, logo após o nascimento do bebê, é uma prática corriqueira nos hospitais e sua indicação se dá por alguns motivos, tais como permitir que a mãe durma à noite, ausência ou reduzida produção de colostro, risco de hipoglicemia, para o bebê não passar fome, entre outros.

O fato é a produção de colostro acompanha naturalmente a capacidade gástrica do recém-nascido, que no primeiro dia de vida é de, aproximadamente 3-5 ml por mamada. Isso mesmo! Com a sucção da mama é que o leite será produzido e aumentará à medida em que o estômago do bebê suportar mais leite!

Natureza perfeita!

No entanto, quando há oferecimento do “inocente” complemento, que geralmente vai de 10 a 30 ml (agora parece um volume exagerado, não é?), ocorre a distensão do estômago do bebê e… adivinhem… nas próximas mamadas ele precisará desse volume! Só que a mama ainda está produzindo o que a natureza sábia comanda, os 3-5 ml. Nesse momento pode começar os problemas: o bebê mama, chora, a mãe se desespera, acha que não tem leite, ou pior, que seu leite é fraco, e aí vem mais complemento… e mais… até que a mãe chegue à conclusão que realmente não possui leite suficiente. Isso tudo na maternidade!

Por isso, na grande maioria dos casos, a indicação é de livre demanda e aleitamento materno exclusivo. A sucção frequente da mama estimulará a produção de mais leite e promoverá a apojadura (3-7 dias após o parto), momento em que grande quantidade de leite será produzida!

Importante destacar a fisiologia da lactação: a produção se dá pelo estímulo do complexo aréolo-mamilar (sucção da mama). Há o envio de mensagem para a hipófise, no cérebro, para liberar prolactina (produção do leite) e ocitocina (liberação do leite). Em resumo: muita sucção = muito leite, pouca sucção = pouco leite, nenhuma sucção=nenhum leite!

Claro que existem situações especiais em que o uso do complemento é necessário e importante, no entanto são exceções. A grande maioria das mães e bebês possuem todas as condições de iniciar e estabelecer o aleitamento materno exclusivo (somente o leite materno) e este deve iniciar logo após o parto e continuar até os seis meses de vida. Após o sexto mês a mãe deve iniciar a alimentação complementar e continuar amamentando o bebê até 2 anos ou mais.

Se o complemento for oferecido pela mamadeira, existe maior risco de ocorrer a chamada confusão de bicos, pois o recém-nascido confunde a forma como deve sugar a mama e pode rejeitá-la. Caso haja real necessidade de uso de complemento, a indicação é sempre que seja oferecido por copo ou colher na ausência materna e por meio de translactação quando ela estiver presente.

Além de produzir o tal ciclo vicioso que pode levar ao desmame precoce, o nada inocente complemento pode também favorecer o desenvolvimento de alergias alimentares no bebês, se o leite oferecido for o artificial. Sabe-se que o contato precoce com a proteína do leite de vaca (sim, os leites de lata são de vaca!) leva à sensibilização e, posteriormente, o bebê pode apresentar alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

Melhor do que oferece complemento é a mãe amamentar ou retirar seu próprio leite para ser oferecido por copo, colher ou mesmo pelo método da translactação. Cada técnica pode ser utilizada de acordo com as necessidades do bebê, por isso procure sempre um especialista em amamentação para orientá-la!

Dicas para amamentar o bebê com retrognatismo

Todo recém-nascido nasce com a cavidade oral adaptada para a amamentação e seu crescimento/desenvolvimento será proporcionado pelos movimentos mandibulares que são realizados para a ordenha do leite materno. Algumas características do bebê são interessantes de identificar, tais como a pseudo-retrognatia (o queixo do bebê é pequeno e retraído), a língua ocupa toda a cavidade oral, ele tem bolsinhas de gordura (sucking pads) nas bochechas para dar energia durante a amamentação, sua respiração é nasal e os lábios permanecem vedados.

A pseudo-retrognatia está dentro da normalidade quando apresenta 5 a 8 mm, podendo chegar a 12 mm de retração mandibular. Como na amamentação há estímulo de 4 movimentos mandibulares (abertura, elevação, fechamento e retração) e o músculo pterigóideo lateral estimula o côndilo da mandíbula, há promoção de crescimento vertical e horizontal.

Nos casos em que há retração maior que 12 mm, o bebê possui retrognatia, condição que pode dificultar a amamentação. Ela pode ou não vir acompanhada de alguma síndrome, como o Pierre Robin, mas em algumas situações existe componente genético, ou seja, se um dos pais ou ambos possuem retrognatia, o bebê também pode apresentar essa condição também.

As dificuldades de amamentação nesses casos podem ser decorrentes da dificuldade do bebê abrir a boca suficientemente para abocanhar todo o complexo aréolo- mamilar, o que acarreta dor, fissuras ou dificuldades para ordenhar o leite. Nesses casos, há algumas orientações para auxiliar a mãe:

  • amamentar em posição de cavaleiro (com o bebê sentado entre as pernas da mãe)
  • apoiar o queixo com o indicador e o polegar (posição de Dancer), permitindo a movimentação mandibular
  • amamentar com a mãe deitada de costas (decúbito dorsal) e o bebê por cima (decúbito ventral), com a cabeça levemente para trás (estendida)
  • realizar compressão a mama para auxiliar o bebê na ordenha do leite
  • caso o bebê fique irritado, realizar ordenha manual e oferecer o próprio leite no copo, xícara ou colher
  • utilizar a técnica da translactação, que favorece o fluxo de leite até que o bebê consiga uma pega melhor
  • realizar relaxamento na musculatura dos lábios, bochechas e promover abertura mandibular
  • não utilizar bicos artificiais (chupeta, mamadeira ou intermediário de silicone), pois os movimentos mandibulares não favorecem o crescimento mandibular horizontalmente, além do risco de provocar confusão de bicos e desmame precoce
  • mantenha a aréola sempre macia; se necessário, realize massagem e ordenha nessa região para favorecer a pega do bebê antes da mamada

Sempre que possível, mantenha a amamentação, exatamente para que o bebê consiga realizar os movimentos mandibulares e tenha o crescimento adequado, dessa forma logo conseguirá abocanhar corretamente e ordenhar o leite com eficiência.

Fonte: http://prolactare.com/fonoaudiologia/dicas-para-amamentar-o-beb-com-retrognatismo

 

Importância da Amamentação

Sua Saúde

Amamentação prolongada poderia evitar 800 mil mortes de bebês por ano, aponta estudo

Fonte: Dra. Lucilia Santana Faria, coordenadora médica da UTI Pediátrica do Hospital Sírio-Libanês.

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um ato que envolve interação profunda entre mãe e filho com implicações enormes na saúde global. No fim de janeiro, um estudo divulgado pela revista médica The Lancet — uma das mais conceituadas do mundo — mostrou que o aleitamento materno por um período de 12 meses ou mais poderia salvar a vida de, pelo menos, 800 mil bebês e 20 mil mães todos os anos.

Esse estudo cruzou dados de 1.300 pesquisas sobre aleitamento materno em 153 países e concluiu que, nos países ricos, a amamentação reduz em mais de um terço a morte súbita do lactente. Em países pobres ou de renda média, cerca de metade das epidemias de diarreia e um terço das infecções respiratórias poderiam ser evitados se todas as mães amamentassem por um ano ou mais.

“A amamentação tem efeito imunológico, pois, por meio do leite, a mãe passa imunoglobulinas (anticorpos) e outros nutrientes que ajudam o bebê a se proteger de doenças”, explica a dra. Lucilia Santana Faria, coordenadora médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Sírio-Libanês.

Entre as imunoglobulinas transferidas para o bebê por meio da amamentação, destaca-se a IgA. Esse tipo de anticorpo recobre as mucosas do intestino e do pulmão da criança, protegendo-a da entrada de microrganismos causadores de diarreias e infecções respiratórias, como Escherichia coli, Salmonella,Shigella, estreptococo, pneumococo e rotavírus.

Até o sexto mês de vida apenas a amamentação é suficiente para suprir todas as demandas nutricionais do bebê. E, segundo recomenda a dra. Lucilia, assim deve ser porque o acréscimo de outros alimentos pode provocar um tipo de competição com a amamentação. “É preciso admitir que amamentar nem sempre é prático e, quando o bebê e a mãe se acostumam com a mamadeira e outros alimentos, a tendência é diminuir ou largar a amamentação”, comenta a médica. “Por isso, vale o esforço da mãe em alimentar a criança até o sexto mês apenas com a amamentação”, acrescenta.

A partir dos 6 meses de idade, todas as crianças devem receber, além do leite materno, sopas, frutas, papinhas, entre outros alimentos recomendados pelo médico. No entanto, devem continuar a receber o leite materno, pelo menos, até completarem 2 anos de idade.

Saúde para o bebê, saúde para a mãe

Segundo o estudo publicado pela The Lancet, além de proteger os bebês, a amamentação por um ano ou mais diminuiria o número de mortes nas mulheres que amamentam principalmente pela redução de casos de câncer. A amamentação altera uma série de características dos hormônios que contribuem para que as mulheres tenham menos riscos de desenvolver tumores na mama e no ovário.

Os benefícios para as mulheres, no entanto, vão além. De acordo com o Ministério da Saúde, a amamentação ajuda na recuperação do útero após o parto, diminuindo o risco de hemorragia e anemia. O aleitamento materno também pode contribuir para a redução do peso da mulher após a gestação e, consequentemente, para a redução de riscos para doenças cardiovasculares e diabetes.

Acredita-se ainda que o aleitamento materno traga benefícios psicológicos para a criança e para a mãe. Uma amamentação prazerosa fortalece os laços afetivos entre eles, criando mais troca de afeto, sentimentos de segurança e de proteção na criança e autoconfiança e realização na mulher.

O Hospital Sírio-Libanês apoia a amamentação até, pelo menos, 2 anos de idade, informa a dra. Lucilia. A instituição conta com um lactário para preparação, higienização e distribuição de alimentos para as crianças internadas. Esse serviço possibilita que os bebês recebam leite materno durante todo o período de internação. Nos casos de internação na UTI, o leite materno pode ser fornecido à criança através de uma sonda alimentar.

Veja abaixo alguns mitos e verdades sobre o aleitamento materno:

O colostro faz bem ao bebê.
VERDADE
— Esse tipo de leite de baixo volume secretado nos primeiros dias da amamentação não deve ser descartado, pois é composto de vários nutrientes. O colostro é capaz de alimentar a criança e vai transformando-se gradativamente em leite maduro nos dias seguintes ao parto.

Algumas mães produzem leite fraco.
MITO
— Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades de seu bebê. A mãe pode até emagrecer e dar pouco leite, mas o material secretado terá sempre boa qualidade.

Alimentação da mãe influencia no aleitamento materno.
VERDADE
— Embora os alimentos consumidos pela mãe não passem para o leite, não é recomendado o consumo de bebidas alcoólicas, café e outras bebidas estimulantes, pois pode deixar a criança mais irritada. Massas, frituras, doces e outros alimentos muitos calóricos também não ajudam em nada e podem fazer a mãe engordar.

Cirurgia na mama pode atrapalhar o aleitamento materno.
VERDADE
— Dependendo de como for o procedimento, os dutos que fazem a ligação do leite materno ao bebê podem ser danificados, atrapalhando a amamentação. Consulte seu médico sobre os riscos de cada procedimento.

Alguns leites artificiais são iguais ao leite materno.
MITO
— As fórmulas dos leites industrializados contêm nutrientes que ajudam a alimentar bem o bebê, mas não contam com os anticorpos, células vivas, enzimas ou hormônios presentes apenas no leite materno, e que são importantes para a imunidade do bebê.

Odontopediatra na Amamentação

92947956_2370_23771… “reconhece o direito da criança de gozar do padrão mais elevado de saúde, adotando todas as medidas apropriadas para a redução da morbidade e mortalidade infantil… ” Estas medidas incluem:
“… a garantia de que todos os segmentos da sociedade sejam informados, tenha acesso à educação e recebam apoio para o uso de conhecimentos básicos sobrenutrição, saúde infantil e vantagens daamamentação… ” (Convenção dos direitos da Criança)

A mensagem é clara: educação que assegure conhecimento básico sobre as vantagens da amamentação é um direito humano. Promovê – la, apoiá-la é um legítimo exercício de cidadania. (Dra Gabriela Dorothy Carvalho)

A Odontologia Neonatal surgiu para somar forças no combate ao desmame precoce e a suprir a carência de assistência na saúde da mãe que amamenta. Evidências científicas comprovam cada vez mais a inclusão do Cirurgião Dentista na saúde bucal do bebê ainda no ventre da mãe durante a gravidez e principalmente em intervir já no Recém Nascido no período de aleitamento Materno.

O aleitamento materno na época de nossas bisavós era um ato natural e fisiológico, já nos dias de hoje tornou-se um OPÇÃO. Na década de 70, as taxas de aleitamento materno alcançaram os níveis mais baixos da história da humanidade. Começou, então, a acontecer um movimento internacional para resgatar a “cultura da amamentação.”

Infelizmente este resgate ainda não está sendo satisfatório, pois a falta de preparo da mãe frente ao ato de amamentar e a facilidade que esta tem em substituir o aleitamento materno por bicos artificiais é grande, tornando ainda mais complicado para a mãe OPTAR pelo natural e melhor ao seu bebê.
O aleitamento natural não é um ato instintivo ou reflexo (MEDEIROS ET al.14, 1998), portanto deve ser aconselhada às mães ainda no pré-natal. A sucção é um fenômeno diretamente ligado à deglutição, sendo também percebido antes do nascimento sob forma de contrações bucais e outras respostas reflexas (FINN4, 1982).

Para poder desenvolver um bom trabalho em Odontologia Neonatal, cujo objetivo específico é a prevenção de inúmeras doenças e alterações que as crianças podem desenvolver no futuro, é necessário que o cirurgião dentista tenha uma formação específica, com conhecimento técnico de manejo clínico do aleitamento materno e procedimentos odontológicos com gestantes, puérperas e bebês.

As vantagens do aleitamento materno; entre elas, redução da mortalidade infantil, melhor nutrição, redução de doenças infantis, melhor desenvolvimento neurológico, mais econômico, melhor qualidade de vida, promove vínculo afetivo entre mãe e filho, desenvolvimento dos órgãos Fono-articulatórios, desenvolvimento do sistema estomatognático.

Para o Odontopediatra neonatal as vantagens são muitas em benefício ao desenvolvimento deste bebê e sua cavidade bucal, ressaltamos:

Melhor Nutrição: Têm um importante papel no desenvolvimento dos dentes. A desnutrição crônica tem sido apontada como causa de maior risco de cárie pela escassez de proteínas. Mães que amamentam até os 6 meses de vida exclusivamente têm melhor nutrição para seu bebê e conseqüentemente estes bebês tendem a possuir dentes fortes e saudáveis!

Redução das doenças infantis: Durante a amamentação, aprende-se a respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalite, pneumonia, entre outras doenças respiratórias. Quando a criança é respiradora bucal ela tem a boca seca, sua salivação é diminuída e seus dentes conseqüentemente ficam mais susceptíveis ao aparecimento de cáries.

Desenvolvimento do sistema estomatognático:
Ao nascer, o bebê tem a mandíbula pequena, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito.
O bebê que é aleitado no peito satisfaz suas necessidades nutritivas e afetivas, servindo de treinamento para o segundo reflexo da alimentação, a mastigação.

A amamentação pode fazer tudo isso e mais ainda, mas precisa de ajuda e apoio, ou seja, cuidados profissionalizados que permitam às mães ganhar confiança e lhes mostrem o que fazer e as protejam de más práticas. Valorizem estes profissionais!

Mães que já amamentaram PODEM AJUDAR!
“Se desejamos alcançar uma paz real no mundo, temos de começar pelas crianças” (Gandhi)

“Enquanto as crianças ainda são pequenas, ofereça-lhes raízes profundas; quando crescerem, dê-lhes asas.” (Provérbio Indiano)

Fonte : Dra Karina Falsarella dos Santos

Amamentação

Não existe alimento melhor para o recém-nascido do que o leite materno .A Organização Mundial da Saúde,o Ministério da Saúde recomendam que toda criança seja amamentada exclusivamente nos primeiros seis meses de vida.

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Durante toda a gestação, hormônios femininos vão preparando o corpo da mulher para amamentar. As mamas ganham volume porque internamente se modificam para a produção do leite. Logo após o parto, a mama produz colostro, um líquido espesso e amarelado, rico em anticorpos maternos que ajudam nas defesas imunológicas protegendo o bebê contra infecções. O colostro se modifica para o leite de transição entre o 5º e o 7º dia após o parto e, ao final do primeiro mês, o leite é chamado de maduro devido à estabilização de seus componentes.
 
A composição química do leite materno (proteínas, gorduras, carboidratos, sais minerais) é perfeitamente adequada as necessidades do bebê e independe do estado nutricional da mãe, exceto em casos de desnutrição grave.
 
A digestão do leite materno é fácil, o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo do bebê é melhor e mais rápido quando comparado às fórmulas lácteas. A sucção promove estimulação oral e ajuda a desenvolver os dentes e os músculos da face.
 
A amamentação também traz excelentes benefícios à mulher, pois favorece o vínculo com o bebê, promove a involução uterina, reduz o risco de sangramento no pós-parto e anemias, e facilita o retorno do corpo materno a sua forma original pelo gasto calórico. Enfim, amamentar é tudo de bom!
Fonte : Hospital Albert Einstein

Falando um pouco sobre a alimentação do seu bebê …

O Ministério da Saúde do Brasil, assim como a OMS e a UNICEF, recomendam que seja realizado o aleitamento exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida do bebê.
Isso significa que o único alimento e bebida que o bebê deve receber é o leite materno, sem necessidade de nenhuma complementação, nem água.
O leite materno é o mais importante e o melhor alimento para o bebê. Sua composição nutricional muda ao longo do tempo, de maneira que o leite se adapta às necessidades específica da criança. Por isso o leite materno só deve ser compartilhado com outras crianças através dos bancos de leite.

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O desenvolvimento de uma criança, a partir do 6º mês, atinge um estágio em que permite a realização, de uma maneira mais eficiente, da mastigação, deglutição, digestão e excreção. Por isso, a partir do 6o mês de vida, deve-se iniciar a alimentação complementar com a introdução de novos alimentos, de forma lenta e gradual. À medida que a criança cresce e se desenvolve, a sua alimentação deve ser ajustada.

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Fonte: Crescer sorrindo – UERJ

Odontologia Especializada

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