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Síndrome da apneia do sono

O que é?

A síndrome da apneia do sono é caracterizada por pausas respiratórias frequentes durante o sono. Essas interrupções estão relacionadas com a diminuição da oxigenação do sangue durante a noite. Rara em crianças, pode atingir de 2 a 30% da população adulta.

Causas e fatores de risco

A apneia ocorre por estreitamento e colapso temporário das vias respiratórias superiores. As pessoas com essa síndrome geralmente são obesas ou têm sobrepeso, possuem pescoço largo, roncam e podem apresentar, além das pausas, sufocamento durante à noite.

Sinais e sintomas

Os mais comuns são ronco, pausas respiratórias, sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, depressão, perda da libido, vontade de urinar à noite, dor de cabeça na hora de acordar, além de dificuldade no aprendizado e na concentração.

Estes sintomas são decorrentes de um sono mais superficial e não reparador, causado pelas pausas respiratórias. Pessoas com apneia do sono têm risco aumentado de hipertensão arterial, infarto cardíaco e de acidente vascular cerebral (AVC). Acidentes no trabalho e no trânsito causados pela sonolência excessiva também são mais frequentes nesses pacientes.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da realização do exame de polissonografia, realizado durante toda a noite de sono para monitorizar simultaneamente diferentes indicadores, como as ondas cerebrais, os movimentos musculares e oculares, os batimentos cardíacos, o fluxo respiratório e a oxigenação sanguínea.

Os pacientes com essa síndrome apresentam pausas respiratórias, vários despertares ao longo da noite e queda da oxigenação durante os episódios.

Tratamento

Pode ser feito com o uso de aparelhos orais e a reabilitação orofaríngeas (musculatura da deglutição e respiração) com profissionais especializados.

O tratamento mais comum é por meio do uso de um aparelho chamado Continuous Positive Airway Pressure (CPAP). Este aparelho gera um fluxo de ar que aumenta a pressão das vias respiratórias, evitando a oclusão destas durante o sono. O paciente dorme com uma máscara nasal que mantém as vias aéreas abertas, sem ronco e apneias durante à noite.

O tratamento diminui o risco de doenças cardiovasculares, como o AVC e o infarto, além de reduzir os acidentes de trânsito ou de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a síndrome da apneia do sono é controlar os fatores de risco, como o excesso de peso. Ao observar excesso de sonolência durante o dia ou suspeitar que estão ocorrendo paradas respiratórias durante à noite, é fundamental procurar o médico neurologista. Quanto antes diagnosticada e tratada a apneia, melhor a qualidade de vida do paciente.

Fonte: Dr. Fernando Morgadinho, neurologista e Gerente médico do Programa Integrado de Neurologia do Einstein

 

 

Ronco e Apnéia

 O que é o Ronco ?

O Ronco ocorre devido a obstrução parcial das vias respiratórias superiores à passagem de ar durante o sono. Ao dormir ocorre uma diminuição do tônus muscular da faringe ocorrendo estreitamento dessa região. Vários fatores podem dificultar ainda mais essa passagem do ar contribuindo com o surgimento do ronco: obesidade, envelhecimento, obstruções nasais, alterações nos ossos da face, entre outras.

O ronco pode ser o sinal de uma doença que tem graves consequências ao organismo. Além disso, o ronco pode trazer a insônia do cônjuge e sérios problemas de relacionamento. Novas pesquisas têm demonstrado que o ronco alto pode levar a maior formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos do pescoço aumentando a chance de ocorrer isquemias cerebrais. Outros estudos mostraram risco aumentado do desenvolvimento de diabetes, mesmo sem a presença de apnéia do sono.

O que é Apnéia do Sono ?

Apnéia significa “parada da respiração”. Apnéia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração (apnéias) enquanto dorme. As apnéias são causadas por obstruções transitórias da passagem do ar pela garganta de pelo menos 10 segundos de duração. Quando ocorrem apnéias com frequência maior que 5x/hora no sono dizemos que o indivíduo é portador de apnéia do sono.

Estima-se que cerca de 4% das mulheres e 9% dos homens adultos sofram de apnéia do sono, sendo que sua prevalência é maior entre os obesos e maiores de 35 anos.

Curiosamente, apesar de possuir alta prevalência na população, apenas recentemente a medicina reconheceu, através de estudos científicos, os riscos trazidos por esta doença e a importância do seu diagnóstico. Deste modo, sabe-se que cerca de 90% dos indivíduos que possuem apnéia do sono ainda não possuem o diagnóstico ou sequer foram alertados pelo seu médico para a possibilidade de sofrerem desta doença.

Consequências

Esta síndrome pode trazer graves consequências ao coração e vasos sanguíneos aumentando a incidência de infarto do miocárdio, AVC (“derrame”), hipertensão arterial, arritmias e insuficiência cardíaca. Além disso traz prejuízos à qualidade do sono levando à sintomas de sonolência diurna, déficit de memória e aprendizado, impotência sexual, cefaléia, acidentes de trânsito e de trabalho, entre muitos outros.

Fonte : Dr Marco  Antônio do Halito Center -São Mateus /Espírito Santo

Como resolver o problema do ronco?

Como resolver o problema do ronco?

O Ronco é um problema social que atinge cerca de quase um terço das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge ou com os amigos e, geralmente, tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. É causado pela vibração dos tecidos da garganta, em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. Caso ocorra obstrução, causa apnéia, que é a parada repetida e temporária da respiração durante o sono.
A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Quando em níveis mais elevados, interfere no agravamento de doenças que podem causar a morte do paciente, como a hipertensão, enfarte do miocárdio e AVC.
Existem alguns tratamentos, como cirurgia e uso de aparelho de pressão positiva, ambos indicados por médicos. Mas os dentistas também podem ajudar no controle do ronco com aparelhos orais – placas presas aos dentes que se articulam entre si avançando a mandíbula e com isso afastam os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apnéia do sono. De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apnéia) e nas apnéias obstrutivas leves e moderadas. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco e da apnéia do sono.
Em primeiro lugar é necessário fazer uma avaliação. O dentista ou o médico verificam as condições para a implantação do aparelho e se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exames médicos complementares. Também é avaliada a condição dentária, verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.
Via sala de espera/yahoo

Você sabe o que é Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono?

Você sabe o que é Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono?

O que é Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono? Este assunto foi abordado pela Dra. Ana Célia Faria, cirurgiã bucomaxilo integrante do CIEDEF USP vinculado à Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP)Ela também integra o Ambulatório de ronco e apneia da UNICAMP. Segundo ela, até pouco tempo atrás, o ronco não era tratado como uma doença, mas sim como motivo de piada entre familiares e amigos dos pacientes afetados com essa doença. O ronco é considerado um evento normal do sono desde que este não atrapalhe o descanso do paciente ou tampouco cause episódios de parada da respiração conhecidos como apneia.

Mas o que de fato é a apneia obstrutiva do sono (SAOS)? De modo geral, essa síndrome é definida como a parada da respiração, seguida pela sensação de sufocamento durante o sono. Ela também produz microdespertares noturnos que ocasionam a diminuição do rendimento nas atividades diárias pelo cansaço acumulado, além de sonolência e irritabilidade em alguns casos, acometendo em sua maioria homens, com incidência de aproximadamente 25% dos adultos, sendo que destes, 10% apresentam grau moderado a grave. O ronco é o sintoma mais frequente, mas podem estar presentes ruídos intensos, de caráter inspiratório, seguidos por engasgos, sonolência diurna, fadiga e cansaço, podendo ocasionar comprometimento cognitivo e distúrbios de aprendizado nos casos mais graves, se tornando incapacitante.

Alguns indivíduos relatam ainda outros sintomas como a diminuição da libido, noctúria (aumento da necessidade de levantar a noite para fazer xixi), cefaleia matinal por diminuição da saturação de oxigênio durante a noite, além de refluxo gastroesofágico, complicações cardiovasculares e predisposição quadros de comorbidades como AVC, hipertensão arterial sistêmica, isquemia cardíaca e arritmia noturna.

É importante que seja feito o diagnóstico precoce deste problema, para evitar problemas maiores. Muitas vezes, é possível diagnosticar através de características presentes nos pacientes jovens se estes possuem ou não um padrão tendencioso a desenvolver esse quadro, como por exemplo, a característica de serem respiradores bucais, Classe II, entre outros.

Dentre os fatores predisponentes podem ser citados a obesidade, pelo fato de diminuir os volumes pulmonares, estreitando o lúmen das vias aéreas superiores, além do fato de que em pacientes obesos ocorre o maior acúmulo de tecido gorduroso infiltrado nos espaços parafaríngeos, aumentado o diâmetro do pescoço desses pacientes. Outros fatores predisponentes são as alterações músculo-esqueléticas que podem predispor a obstrução das vias aéreas quando o paciente se encontra em posição de decúbito (deitado).

Alguns sinais identificados facilmente são face alongada, aumento da área de palato mole e úvula, excesso de tecido faríngeo, aumento das tonsilas palatinas, macroglossia, palato ogival, retro e micrognatia.

O diagnóstico preciso dessa desordem é feito através do exame de polissonografia, que é o conhecido exame do sono, onde o paciente passa a noite em clínicas específicas ligado a vários sensores que quantificam quantos eventos respiratórios anormais ocorreram durante a noite, a repercussão destes sobre a frequência e ritmo cardíaco, assim como sobre a saturação de hemoglobina e relaciona esses episódios com os estágios do sono, fornecendo um diagnóstico mais apurado sobre a quantidade de eventos de apneia que ocorreram durante a noite de sono e a interferência destes com a homeostasia do paciente.

Considera-se apneia leve, a ocorrência de 5 a 15 episódios de apneia por hora; Quando este número aumenta para uma faixa entre 15 e 30, o paciente é classificado como gravidade moderada. Acima de 30 episódios por hora, o quadro é considerado como severo.

São diversos os tratamentos indicados para essa doença, dentre eles atitudes simples como a higiene do sono, ou seja, deitar sempre no mesmo horário, ou somente quando estiver com sono, não indo dormir tarde e evitando bebidas cafeinadas e fumar antes de deitar-se. Um tratamento muito comum é a utilização do CPAP (Continous Positive Airway Pressure), que são aqueles aparelhos semelhantes a inaladores, compostos de uma máscara nasal que mantém a pressão positiva contínua nas vias aéreas superiores, permitindo a desobstrução da passagem de ar durante o sono. Entretanto, a adesão dos pacientes a esse tipo de tratamento tem diminuído com o tempo, além de serem indicados para os casos moderados a graves, podendo custar entre 2 e 15 mil reais, dependendo do aparelho.

Outras alternativas mais relacionadas a odontologia são a utilização de aparelhos intra-orais, que prometem aumentar o espaço aéreo posterior orofaríngeo, diminuindo a possibilidade de colapso das vias aéreas superiores durante o sono, buscando reestabelecer a anatomia da faringe, evitando seu colapso, sendo indicados para quadros de ronco primário, promovendo o avanço mandibular

De modo geral são bem aceitos pelos pacientes. De maneira mais invasiva, também existe a possibilidade de realizar o avanço maxilo-mandibular em pacientes com apneia severa, assim como em pacientes jovens com alterações craniofaciais. É um tratamento mais efetivo, porém não deixa de ser uma intervenção irreversível pelo seu caráter cirúrgico. O procedimento muda a tensão da musculatura e tecidos moles da região orofaríngea, alterando o espaço e melhorando a circulação de ar, evitando a ocorrência dos episódios de apneia.Via Vida de dentista