Saiba mais sobre apneia do sono

Apneia obstrutiva do sono

 

​O que é 
Apneia significa “parada de respiração”. A apneia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme.
Quando isso acontece, o paciente pode roncar alto ou causar ruídos sufocantes enquanto tenta respirar. O cérebro e o corpo do mesmo são privados de oxigênio. Isso pode acontecer algumas vezes por noite, ou em casos mais graves, centenas de vezes por noite. Na tentativa de reestabelecer a patência da via aérea superior, ocorrem diversos despertares.
Esses despertares são muitas vezes breves, às vezes durando apenas poucos segundos, e essa é a razão pela qual o indivíduo afetado geralmente não percebe que os apresenta durante o sono. Este padrão se repete durante a noite e um paciente com apnéia severa do sono pode acordar centenas de vezes por noite.
Mesmo que os despertares sejam geralmente muito curtos, eles fragmentam e interrompem o ciclo do sono. Essa fragmentação do sono pode causar níveis significativos de fadiga e sonolência diurna, que são sintomas comuns da apneia do sono.
Sintomas
Os sinais e sintomas mais associados com a apneia do sono são roncos, apneias testemunhadas pelo companheiro de cama e sonolência excessiva diurna. As pausas respiratórias podem terminar em engasgos, sensação de sufocamento, vocalizações ou breves despertares.
Como resultado ocorre a fragmentação do sono e consequente sonolência diurna e cansaço, sintomas subjetivos e que muitas vezes não são reconhecidos pelo paciente. Nesses indivíduos um substancial aumento do risco de acidentes automobilísticos e profissionais acontece pela sonolência excessiva, que pode ser medida pela escala de Epworth.
A apneia do sono pode gerar no indivíduo a sensação de cansaço pela manhã e sensação de sono não reparador, ainda que o mesmo tenha tido uma noite de sono longa e aparentemente tranquila. Durante o dia ainda pode ocorrer dificuldade para a concentração ou pode até mesmo episódios de sono incontroláveis e isso ocorre pelos diversos despertares, mesmo que inconscientes, ao longo da noite.
Ao contrário dos sintomas acima descritos, a insônia não é considerada um sintoma comum da apneia do sono e, quando aparece, é mais frequente nas mulheres com apneia.
Os principais sintomas da apneia do sono são:
  • ​Ronco alto ou frequente
  • Pausas respiratórias presenciadas durante o sono
  • Sons sufocantes ou ofegantes e sensação de sufocamento durante o sono
  • Sonolência diurna ou fadiga
  • Sono fragmentado
  • Dor de cabeça matinal
  • Nocturia (acordar durante a noite para ir ao banheiro urinar)
  • Dificuldade na concentração
  • Perda de memória
  • Diminuição do desejo sexual
  • Irritabilidade
Outros sintomas incluem boca seca ao despertar e salivação excessiva, provavelmente devido à respiração oral, além de sono agitado e sudorese noturna, pelo aumento do esforço respiratório.
Devido a apneias repetidas, hipóxia intermitente e desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, os pacientes têm maior risco de desenvolver aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica, insuficiência coronariana, arritmias e acidente vascular encefálico.
Fatores de risco
O principal fator de risco para a apneia do sono é o excesso de peso corporal. Indivíduos com excesso de peso ou obesidade são mais propensos a ter apneia do sono. No entanto,  também pode ocorrer em pessoas magras.
Os fatores de risco comuns para a apneia do sono incluem:
– Excesso de peso
A obesidade, classificada como um índice de massa corporal (IMC) acima de 30 ou mesmo o sobrepeso (IMC) acima de 25 é um fator de risco bem estabelecido para a apneia do sono.
– Aumento da circunferência do pescoço
Mesmo na ausência de obesidade, valores acima de 40 cm de circunferência cervical estão associados a um risco aumentado para apneia do sono.
– Idade
A apneia do sono pode ocorrer em qualquer idade. No entanto, é mais comum em indivíduos mais velhos.
– Gênero
A apneia do sono é mais comum nos homens do que nas mulheres. Para as mulheres, o risco de apnéia do sono aumenta após a menopausa.
 – Hipertensão arterial
A pressão arterial elevada é extremamente comum em pessoas com apneia no sono.
– Deformidades Craniofaciais
Principalmente envolvendo anormalidades mandibulares, como micrognatia ou retrognatia e condições congênitas (síndromes de Marfan, de Down e de Pierre Robin).
– Hipertrofia de Amígdalas ou adenoides
Essa associação ocorre principalmente em crianças.
– História familiar
Especula-se que a apneia do sono é dependente, em aproximadamente 40% dos casos, de uma combinação genética e, em 60%, de influências ambientais. Isso significa que indivíduos com familiares que possuem o diagnóstico têm um maior risco de apresentar apneia do sono.
Os traços hereditários que aumentam o risco de apneia do sono incluem obesidade e características físicas, como alterações maxilares. Outros fatores familiares comuns – como atividade física e hábitos alimentares – também podem desempenhar um papel.
Tipos/ classificação
A classificação da apneia do sono é baseada no resultado do índice de apneia e hipopneia por hora de sono (IAH) de seu exame diagnóstico: A polissonografia.
Pode ser classificada em:
  • ​Leve : IAH maior ou igal a 5 e menor ou igual a 15
  • Moderada : IAH maior que 15 e menor o igual a 30
  • Grave: IAH maior que 30
Para a confirmação diagnóstica é necessária a realização de um exame do sono. O exame padrão-ouro para a avaliação dos distúrbios respiratórios do sono é o estudo polissonográfico de noite inteira, realizado no laboratório sob supervisão de um técnico habilitado (saiba mais sobre esse exame clicando aqui), porém existem outras opções diagnósticas, como a polissonografia domiciliar (exame polissonografico de noite inteira realizado no conforto de sua própria casa).
Outros dispositivos de rastreamento do sono podem ser capazer de detectar a apneia do sono, porém devem ser selecionados a alguns pacientes, como aqueles sem comorbidades e alta com suspeita diagnóstica.
Tratamento
Uma vez estabelecido o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono , o paciente deve ser incluído na decisão de uma estratégia de tratamento adequada baseado nas comorbidades do paciente e na gravidade do caso.
As principais opções de tratamento incluem :
– Tratamento conservador:
É realizado por intermédio da higiene do sono e do emagrecimento. Simples medidas, como a retirada de bebidas alcoólicas e de certas drogas (benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos), a adequada posição do corpo (nos pacientes com apneia relacionada ao decubito) podem ser eficazes para o tratamento de SAOS.
– Fonoterapia:
Exercícios orofaríngeos supervisionados por Fonoaudióloga especializada em Medicina do sono, visando fortalecer a musculatura da via aérea superior.
– CPAP:
O aparelho chamado CPAP (do inglês, Continuous Positive Airway Pressure) consiste em um pequeno compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que gera e direciona um fluxo contínuo de ar, (40-60 L/min), através de um tubo flexível, para uma máscara nasal ou nasobucal confortavelmente aderida à face do indivíduo.
– Tratamento com aparelhos intraorais (AIOs):
Existem atualmente dois modelos de AIOs utilizados para o controle de SAOS: os de avanço mandibular e os dispositivos de retenção lingual. Para apneia do sono o mais indicado é o aparelho de avanço mandibular e seu mecanismo de ação se baseia na extensão/distensão das vias aéreas superiores pelo avanço da mandíbula. Essa distensão previne o colapso entre os tecidos da orofaringe e da base da língua, evitando o fechamento da via aérea superior.
Além de representar uma modalidade de tratamento não invasiva, ter um baixo custo, ser reversível e de fácil confecção, os AIOs vêm sendo cada vez mais utilizados, com sucesso,  para o controle de SAOS leve.
Os AIOs também podem ser uma opção de tratamento para os indivíduos com SAOS moderada e grave que não aceitam CPAP e para aqueles que são incapazes de tolerar ou que falharam nas tentativas do seu uso.
– Tratamento cirúrgico:
As cirurgias direcionadas para SAOS têm por objetivo a modificação dos tecidos moles da faringe (palato, amígdalas, pilares amigdalianos e base da língua) ou ainda do esqueleto (maxila, mandíbula e hioide).
Autoteste
As seguintes perguntas irão ajudá-lo a avaliar o risco de apnéia do sono:
1. Você experimenta algum desses problemas?
– Sonolência diurna
– Sono não reparador
– Fadiga
– Insônia
2. Você já acordou com sensação de sufocamento ou engasgo ?
3. O seu parceiro/a de cama percebeu que você ronca ou apresenta pausas respiratórias enquanto dorme?
4. Você tem algum desses outros sintomas?
Nocturia (acordar durante a noite para ir ao banheiro urinar)
Dor de cabeça matinal
Dificuldade em concentrar
Perda de memória
Diminuição do desejo sexual
Irritabilidade
5. Você possui alguma dessas características físicas?
Obesidade – índice de massa corporal (IMC) de 30 ou superior
Tamanho grande da circunferência do pescoço –
Língua ou amígdalas amplas
Maxila embutida
Pólipos nasais ou desvio de septo
6. Você tem algum desses problemas médicos que são comuns em pessoas com apneia do sono?
Pressão alta
Hipertensão Pulmonar
Distúrbios do humor
Doença arterial coronariana
Acidente vascular encefálico
Insuficiência cardíaca congestiva
Arritmias cardíacas
Diabetes tipo 2 ou Resistência insulínica
Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein
dra. Nathalia Borio, pneumologista do Einstein 
Fotos:Internet (Podem ter direitos autorais)

Você ronca ? Leia aqui

Ronco e Apneia do Sono     

Quem não conhece alguém que ronca? E quem não conhece alguém que ronca, ser motivo de chacota? Sim, o ronco é uma doença que causa constrangimento e segmentação social e pode levar a uma outra doença que causa ainda maiores danos, a chamada apneia do sono.

Guy Sofá Dormir Homem Livro Exploração Ron

Apesar da restrição social imposta pelo ronco, esta primeira doença não causa, em curto prazo, danos físicos definitivos.
Entretanto, o ronco é uma doença progressiva, que tende a, gradualmente, agravar-se até o ponto de evoluir para uma patologia chamada Apneia do Sono. A apneia do sono consiste em paradas respiratórias durante o sono, por no mínimo 10 segundos seguidos.
Calculamos a sua gravidade pelo número de paradas por hora que o indivíduo tem, por exemplo. Um índice de 15 (IAH) significa que durante o sono, ele para de respirar pelo menos 10 segundos, 15 vezes por hora. Essas paradas podem chegar a 120 segundos (sendo considerada apenas 1 apneia), assim como o índice pode variar de 0 a mais de 100, ou seja, nenhuma ou mais de 100 apneias por hora.

A Academia Americana de Doenças do Sono as classificam assim:

Até 5 apneias por hora: normal
De 6 a 15 apneias por hora: leve
De 16 a 30 apneias por hora: moderada
Mais de 30 apneias por hora: severa

Alterações do Sono :

Sono agitado
Ronco
Pesadelos recorrentes
Terror noturno
Apneia do sono

Sintomas (se você apresenta um ou mais destes sintomas, você deve nos procurar para uma avaliação):

Sonolência durante o dia
Cansaço
Depressão
Perda de memória
Irritabilidade
Impotência

Sinais (riscos) :

Angina 
Síndrome metabólica e dificuldade de emagrecer 
Hipertensão arterial 
Infarto do miocárdio 
Acidente vascular cerebral 
(o apneico tem 5 vezes mais chance de ter um infarto ou AVC) 
Aumento do risco de acidentes automobilísticos 7 vezes superior

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Fatores predisponentes:

A obesidade e idade avançada são outros fatores que podem desencadear ou piorar a apneia. Estudos estão sendo realizados para a comprovação de doenças vinculadas a apneia do sono, inclusive, da Diabetes tipo II e alguns distúrbios do metabolismo.

Tratamentos:

Para o correto diagnóstico são necessários exames específicos solicitados por uma equipe médica multidisciplinar (cardiologistas, pneumologistas, otorrinolaringologistas e dentistas) para que seu tratamento seja realizado com total segurança e eficiência. O mais importante é a polissonografia, um exame onde você dorme em um laboratório e seu sono é monitorado durante toda a noite. Exame este indispensável.

Hoje, o tratamento de eleição, pela maior parte dos médicos envolvidos, é o CPAP (pressão positiva contínua). O CPAP é um aparelho que injeta ar sob pressão pelas narinas, fazendo a desobstrução das vias aéreas. É um tratamento altamente eficiente mas pouco aceito pelos pacientes por ter um custo elevado e ser de difícil adaptação.Por se tratar de um tubo que liga uma máscara facial (pacientes relatam muito incômodo com seu uso) a uma máquina que emite ruídos por toda noite, metade dos pacientes que usam o CPAP desistem do tratamento em 1 ano e 80% desistem em até 3 anos.

Existem ainda as cirurgias palatais de tecido mole (remoção de parte do céu da boca) que estão praticamente abolidas porque o paciente volta a ter apneias, e hoje essas cirurgias são indicadas em casos bem específicos, tendo uma efetividade ainda bastante duvidosa. As únicas cirurgias realizadas em pacientes com apneia, que realmente funcionam são as Ortognáticas (aquelas que deslocam os ossos da face), em especial aquelas que trazem os ossos maxilares acima de 1 cm para frente, mas elas são caras, restritas a alguns casos e por ter um pós-operatório nada agradável, essas cirurgias têm alto índice de rejeição, mas são as únicas que realmente curam.

Devido a isso, a odontologia vem desenvolvendo aparelhos intraorais (AIO) específicos para tratamento do ronco e da apneia do sono que possui um alto índice de aceitação e possui mais de 80% de eficiência comprovada. São aparelhos simples e confortáveis, que você pode levar onde quer que vá, resolvendo a sua apneia e seu ronco, mesmo que você esteja em uma viagem de avião ou ônibus.

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Os aparelhos intraorais não são os tratamentos mais eficientes, mas são os que garantem os melhores resultados, a custos acessíveis, pouco invasivo e reversível, sem incomodar a sua noite de sono e de seu parceiro(a).    Fonte:Neon

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 Fazemos o monitoramento da apneia do sono  através da tecnologia Biologix.

Biologix é uma solução com validação clínica, inovadora, fácil de usar e de baixo custo. Com apenas o sensor sem fio Oxistar e um smartphone com o aplicativo instalado,  monitoramos a apneia do sono em casa, sem complicações.

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Síndrome da apneia do sono

O que é?

A síndrome da apneia do sono é caracterizada por pausas respiratórias frequentes durante o sono. Essas interrupções estão relacionadas com a diminuição da oxigenação do sangue durante a noite. Rara em crianças, pode atingir de 2 a 30% da população adulta.

Causas e fatores de risco

A apneia ocorre por estreitamento e colapso temporário das vias respiratórias superiores. As pessoas com essa síndrome geralmente são obesas ou têm sobrepeso, possuem pescoço largo, roncam e podem apresentar, além das pausas, sufocamento durante à noite.

Sinais e sintomas

Os mais comuns são ronco, pausas respiratórias, sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, depressão, perda da libido, vontade de urinar à noite, dor de cabeça na hora de acordar, além de dificuldade no aprendizado e na concentração.

Estes sintomas são decorrentes de um sono mais superficial e não reparador, causado pelas pausas respiratórias. Pessoas com apneia do sono têm risco aumentado de hipertensão arterial, infarto cardíaco e de acidente vascular cerebral (AVC). Acidentes no trabalho e no trânsito causados pela sonolência excessiva também são mais frequentes nesses pacientes.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da realização do exame de polissonografia, realizado durante toda a noite de sono para monitorizar simultaneamente diferentes indicadores, como as ondas cerebrais, os movimentos musculares e oculares, os batimentos cardíacos, o fluxo respiratório e a oxigenação sanguínea.

Os pacientes com essa síndrome apresentam pausas respiratórias, vários despertares ao longo da noite e queda da oxigenação durante os episódios.

Tratamento

Pode ser feito com o uso de aparelhos orais e a reabilitação orofaríngeas (musculatura da deglutição e respiração) com profissionais especializados.

O tratamento mais comum é por meio do uso de um aparelho chamado Continuous Positive Airway Pressure (CPAP). Este aparelho gera um fluxo de ar que aumenta a pressão das vias respiratórias, evitando a oclusão destas durante o sono. O paciente dorme com uma máscara nasal que mantém as vias aéreas abertas, sem ronco e apneias durante à noite.

O tratamento diminui o risco de doenças cardiovasculares, como o AVC e o infarto, além de reduzir os acidentes de trânsito ou de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a síndrome da apneia do sono é controlar os fatores de risco, como o excesso de peso. Ao observar excesso de sonolência durante o dia ou suspeitar que estão ocorrendo paradas respiratórias durante à noite, é fundamental procurar o médico neurologista. Quanto antes diagnosticada e tratada a apneia, melhor a qualidade de vida do paciente.

Fonte: Dr. Fernando Morgadinho, neurologista e Gerente médico do Programa Integrado de Neurologia do Einstein

 

 

Ronco e Apnéia

 O que é o Ronco ?

O Ronco ocorre devido a obstrução parcial das vias respiratórias superiores à passagem de ar durante o sono. Ao dormir ocorre uma diminuição do tônus muscular da faringe ocorrendo estreitamento dessa região. Vários fatores podem dificultar ainda mais essa passagem do ar contribuindo com o surgimento do ronco: obesidade, envelhecimento, obstruções nasais, alterações nos ossos da face, entre outras.

O ronco pode ser o sinal de uma doença que tem graves consequências ao organismo. Além disso, o ronco pode trazer a insônia do cônjuge e sérios problemas de relacionamento. Novas pesquisas têm demonstrado que o ronco alto pode levar a maior formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos do pescoço aumentando a chance de ocorrer isquemias cerebrais. Outros estudos mostraram risco aumentado do desenvolvimento de diabetes, mesmo sem a presença de apnéia do sono.

O que é Apnéia do Sono ?

Apnéia significa “parada da respiração”. Apnéia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração (apnéias) enquanto dorme. As apnéias são causadas por obstruções transitórias da passagem do ar pela garganta de pelo menos 10 segundos de duração. Quando ocorrem apnéias com frequência maior que 5x/hora no sono dizemos que o indivíduo é portador de apnéia do sono.

Estima-se que cerca de 4% das mulheres e 9% dos homens adultos sofram de apnéia do sono, sendo que sua prevalência é maior entre os obesos e maiores de 35 anos.

Curiosamente, apesar de possuir alta prevalência na população, apenas recentemente a medicina reconheceu, através de estudos científicos, os riscos trazidos por esta doença e a importância do seu diagnóstico. Deste modo, sabe-se que cerca de 90% dos indivíduos que possuem apnéia do sono ainda não possuem o diagnóstico ou sequer foram alertados pelo seu médico para a possibilidade de sofrerem desta doença.

Consequências

Esta síndrome pode trazer graves consequências ao coração e vasos sanguíneos aumentando a incidência de infarto do miocárdio, AVC (“derrame”), hipertensão arterial, arritmias e insuficiência cardíaca. Além disso traz prejuízos à qualidade do sono levando à sintomas de sonolência diurna, déficit de memória e aprendizado, impotência sexual, cefaléia, acidentes de trânsito e de trabalho, entre muitos outros.

Fonte : Dr Marco  Antônio do Halito Center -São Mateus /Espírito Santo

Como resolver o problema do ronco?

Como resolver o problema do ronco?

O Ronco é um problema social que atinge cerca de quase um terço das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge ou com os amigos e, geralmente, tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. É causado pela vibração dos tecidos da garganta, em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. Caso ocorra obstrução, causa apnéia, que é a parada repetida e temporária da respiração durante o sono.
A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Quando em níveis mais elevados, interfere no agravamento de doenças que podem causar a morte do paciente, como a hipertensão, enfarte do miocárdio e AVC.
Existem alguns tratamentos, como cirurgia e uso de aparelho de pressão positiva, ambos indicados por médicos. Mas os dentistas também podem ajudar no controle do ronco com aparelhos orais – placas presas aos dentes que se articulam entre si avançando a mandíbula e com isso afastam os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apnéia do sono. De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apnéia) e nas apnéias obstrutivas leves e moderadas. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco e da apnéia do sono.
Em primeiro lugar é necessário fazer uma avaliação. O dentista ou o médico verificam as condições para a implantação do aparelho e se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exames médicos complementares. Também é avaliada a condição dentária, verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.
Via sala de espera/yahoo

Você sabe o que é Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono?

Você sabe o que é Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono?

O que é Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono? Este assunto foi abordado pela Dra. Ana Célia Faria, cirurgiã bucomaxilo integrante do CIEDEF USP vinculado à Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP)Ela também integra o Ambulatório de ronco e apneia da UNICAMP. Segundo ela, até pouco tempo atrás, o ronco não era tratado como uma doença, mas sim como motivo de piada entre familiares e amigos dos pacientes afetados com essa doença. O ronco é considerado um evento normal do sono desde que este não atrapalhe o descanso do paciente ou tampouco cause episódios de parada da respiração conhecidos como apneia.

Mas o que de fato é a apneia obstrutiva do sono (SAOS)? De modo geral, essa síndrome é definida como a parada da respiração, seguida pela sensação de sufocamento durante o sono. Ela também produz microdespertares noturnos que ocasionam a diminuição do rendimento nas atividades diárias pelo cansaço acumulado, além de sonolência e irritabilidade em alguns casos, acometendo em sua maioria homens, com incidência de aproximadamente 25% dos adultos, sendo que destes, 10% apresentam grau moderado a grave. O ronco é o sintoma mais frequente, mas podem estar presentes ruídos intensos, de caráter inspiratório, seguidos por engasgos, sonolência diurna, fadiga e cansaço, podendo ocasionar comprometimento cognitivo e distúrbios de aprendizado nos casos mais graves, se tornando incapacitante.

Alguns indivíduos relatam ainda outros sintomas como a diminuição da libido, noctúria (aumento da necessidade de levantar a noite para fazer xixi), cefaleia matinal por diminuição da saturação de oxigênio durante a noite, além de refluxo gastroesofágico, complicações cardiovasculares e predisposição quadros de comorbidades como AVC, hipertensão arterial sistêmica, isquemia cardíaca e arritmia noturna.

É importante que seja feito o diagnóstico precoce deste problema, para evitar problemas maiores. Muitas vezes, é possível diagnosticar através de características presentes nos pacientes jovens se estes possuem ou não um padrão tendencioso a desenvolver esse quadro, como por exemplo, a característica de serem respiradores bucais, Classe II, entre outros.

Dentre os fatores predisponentes podem ser citados a obesidade, pelo fato de diminuir os volumes pulmonares, estreitando o lúmen das vias aéreas superiores, além do fato de que em pacientes obesos ocorre o maior acúmulo de tecido gorduroso infiltrado nos espaços parafaríngeos, aumentado o diâmetro do pescoço desses pacientes. Outros fatores predisponentes são as alterações músculo-esqueléticas que podem predispor a obstrução das vias aéreas quando o paciente se encontra em posição de decúbito (deitado).

Alguns sinais identificados facilmente são face alongada, aumento da área de palato mole e úvula, excesso de tecido faríngeo, aumento das tonsilas palatinas, macroglossia, palato ogival, retro e micrognatia.

O diagnóstico preciso dessa desordem é feito através do exame de polissonografia, que é o conhecido exame do sono, onde o paciente passa a noite em clínicas específicas ligado a vários sensores que quantificam quantos eventos respiratórios anormais ocorreram durante a noite, a repercussão destes sobre a frequência e ritmo cardíaco, assim como sobre a saturação de hemoglobina e relaciona esses episódios com os estágios do sono, fornecendo um diagnóstico mais apurado sobre a quantidade de eventos de apneia que ocorreram durante a noite de sono e a interferência destes com a homeostasia do paciente.

Considera-se apneia leve, a ocorrência de 5 a 15 episódios de apneia por hora; Quando este número aumenta para uma faixa entre 15 e 30, o paciente é classificado como gravidade moderada. Acima de 30 episódios por hora, o quadro é considerado como severo.

São diversos os tratamentos indicados para essa doença, dentre eles atitudes simples como a higiene do sono, ou seja, deitar sempre no mesmo horário, ou somente quando estiver com sono, não indo dormir tarde e evitando bebidas cafeinadas e fumar antes de deitar-se. Um tratamento muito comum é a utilização do CPAP (Continous Positive Airway Pressure), que são aqueles aparelhos semelhantes a inaladores, compostos de uma máscara nasal que mantém a pressão positiva contínua nas vias aéreas superiores, permitindo a desobstrução da passagem de ar durante o sono. Entretanto, a adesão dos pacientes a esse tipo de tratamento tem diminuído com o tempo, além de serem indicados para os casos moderados a graves, podendo custar entre 2 e 15 mil reais, dependendo do aparelho.

Outras alternativas mais relacionadas a odontologia são a utilização de aparelhos intra-orais, que prometem aumentar o espaço aéreo posterior orofaríngeo, diminuindo a possibilidade de colapso das vias aéreas superiores durante o sono, buscando reestabelecer a anatomia da faringe, evitando seu colapso, sendo indicados para quadros de ronco primário, promovendo o avanço mandibular

De modo geral são bem aceitos pelos pacientes. De maneira mais invasiva, também existe a possibilidade de realizar o avanço maxilo-mandibular em pacientes com apneia severa, assim como em pacientes jovens com alterações craniofaciais. É um tratamento mais efetivo, porém não deixa de ser uma intervenção irreversível pelo seu caráter cirúrgico. O procedimento muda a tensão da musculatura e tecidos moles da região orofaríngea, alterando o espaço e melhorando a circulação de ar, evitando a ocorrência dos episódios de apneia.Via Vida de dentista