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Estudo liga abacate com prevenção do câncer bucal

Você pode se alimentar de forma a conseguir uma saúde bucal melhor?

Pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio (OSU), Estados Unidos, observaram que nutrientes retirados do abacate podem atacar algumas células de câncer bucal e evitar que outras células pré-cancerosas se desenvolvam em verdadeiros cânceres de boca.

De acordo com os pesquisadores, pesquisas anteriores encontraram uma associação entre o consumo de frutas e vegetais e o risco reduzido de vários tipos de câncer. Esse efeito é atribuído aos altos níveis de fitonutrientes e fitoquímicos encontrados nas frutas e vegetais de cores escuras.

Foto: iStock

Concentrados no “Avocado de Hass” — a variedade mais prontamente disponível de abacate — os pesquisadores da OSU constataram que os fitoquímicos extraídos da fruta de casca rugosa podem ter como alvo múltiplas trajetórias sinalizadoras e aumentar a quantidade de oxigênio reativo dentro das células bucais pré-cancerosas, levando à morte celular. Entretanto, os mesmos químicos não têm o mesmo efeito negativo nas células normais e saudáveis.

“Até onde sabemos, este é o primeiro estudo sobre abacate e câncer bucal”, diz o autor principal da pesquisa, Steven M. D’Ambrosio, membro do programa de carcinogênese molecular e quimioprevenção do Centro de Câncer da OSU. “Pensamos que esses fitoquímicos param o crescimento das células pré-cancerosas no corpo ou matam as células pré-cancerosas sem afetar as células normais”. “Nosso estudo tem como foco o câncer bucal”, acrescenta Dr. D’Ambrosio, “mas os achados podem ter implicações em outros tipos de câncer, apesar de mais pesquisas serem necessárias para afirmarmos isso”.

Além de seus possíveis efeitos na prevenção do câncer bucal, o abacate é rico em outros fitonutrientes benéficos e antioxidantes que incluem vitamina C, folatos, vitamina E, fibras e gorduras insaturadas.

Fonte:Terra/Colgate

Câncer oral

O que é

O câncer da cavidade oral é um dos tipos de câncer de cabeça e pescoço que podem se iniciar nos lábios, nas bochechas, na gengiva, na parte anterior da língua, no assoalho da boca (embaixo da língua), no palato duro (parte anterior do teto da boca) e na pequena área atrás do dente de siso (trígono retromolar).

Sintomas

Na grande maioria das vezes, o paciente sente uma ferida e pode ter dor. Por vezes, pode ter uma mancha branca ou avermelhada. E também pode sangrar. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço (linfadenomegalia cervical) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.

Causas e conseqüências

Cigarros, bebidas e a má higiene dental. Nos casos em que o diagnóstico é precoce, a cirurgia tem pouco impacto para o paciente, mas com tumores mais avançados, o procedimento pode ser mais agressivo.

Diagnóstico

O exame rotineiro da boca feito por um profissional de saúde pode diagnosticar lesões no início, antes de se transformarem em câncer.

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Sol, cigarro e álcool são riscos para câncer bucal
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Como é tratamento do câncer de cabeça e pescoço?
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Câncer de cabeça e pescoço tem cura?
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Como é feito o diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço?
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O que é câncer de cabeça e pescoço?
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Tratamento

A cirurgia e ou a radioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca. Para lesões iniciais, tanto a cirurgia quanto a radioterapia tem bons resultados e sua indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais provocadas pelo tratamento.

As lesões iniciais são aquelas restritas ao seu local de origem e que não apresentam disseminação para gânglios linfáticos do pescoço ou para outros órgãos. Em casos mais avançados, a quimioterapia entra para ajudar nos resultados do tratamento.

A quimioterapia associada à radioterapia é empregada nos casos mais avançados, quando a cirurgia não é possível. O prognóstico, nestes casos, é extremamente grave, tendo em vista a impossibilidade de se controlar totalmente as lesões extensas.

Fatores de risco

Os fatores que podem levar ao câncer de boca são idade superior a 40 anos, vício de fumar cigarros e cachimbos, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas.

Prevenção

Não fumar, não beber, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano. Outra recomendação é a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas.

Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu). O combate ao tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.

Fontes

www.inca.gov.br

Revisão médica: Oren Smaletz, oncologista do Einstein

Nova tecnologia ajuda a reduzir taxa de recidiva de câncer bucal

O prognóstico para o câncer bucal não melhorou durante as últimas cinco décadas, principalmente devido à fase tardia no diagnóstico, altas taxas de recorrência após a cirurgia e a dificuldade em captar todo o câncer durante o tratamento. Os pesquisadores agora têm avaliado a eficácia da visualização de fluorescência (FV) e verificaram que esta tecnologia, que poderia facilmente ser implementada na prática clínica, facilitaria a detecção e assim ajudaria a reduzir a taxa de recorrência em pacientes com câncer bucal significativamente.

O estudo intitulado “Visualização de fluorescência-cirurgia guiada para a fase inicial de câncer bucal”, foi publicado na revista JAMA Otolaringology-Head and Neck Surgery e foi realizado por pesquisadores da University of British Columbia em colaboração com o BC Cancer Research Centre e Simon Fraser University.

No estudo, 138 pacientes do sexo masculino e 108 pacientes do sexo feminino com idades entre 18 anos e mais – dos quais 156 tinham carcinoma espinocelular (SCC) e 90 tinham alto grau de lesões pré-cancerosas (HGLs) –, foram divididos em dois grupos. Um grupo (154 pacientes) foi submetido à cirurgia com FV, enquanto participantes do grupo controle (92 pacientes) foram submetidos à cirurgia convencional.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes que haviam sido submetidos à cirurgia navegada FV mostraram significativamente, menor recidiva local. Em pacientes com SCC, a taxa de recorrência diminuiu de 40,6% para 6,5%. Entre os pacientes HGL, a taxa de recorrência diminuiu de 39,3% para 8,1%. “Os resultados deste estudo suportam o uso de FV como o mais forte fator independente no controle da recidiva local e fornece ainda, uma possível modalidade efetiva para controlar uma fase precoce do câncer bucal e alto grau pré invasivo de lesões orais,” concluíram os pesquisadores.

Para detectar as lesões orais, a equipe utilizou um VELscope, um dispositivo de mão, desenvolvido pela empresa americana LED Dental, que ajuda os Cirurgiões-dDentistas a visualizar anormalidades do tecido oral. Ele recebeu a autorização da FDA e da Health Canada em 2006.

De acordo com as estatísticas de 2015 fornecidas pela Canadian Cancer Society, cerca de 4.400 canadenses são diagnosticados com câncer de cavidade oral a cada ano, metade dos quais são homens e cerca de 1.200 morrem da doença.

Fonte: Dental Tribune

Prevenção: boca saudável, corpo saudável

Prevenção
Para tentar reduzir o triste índice de 5.000 brasileiros mortos por ano por causa de câncer bucal, a Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD) inicia neste mês a campanha de prevenção de câncer bucal “Sorria para a Vida”, que realiza ações durante o ano, em diferentes localidades do País.

prevenção

A primeira ação da campanha de 2016 será na próxima sexta-feira, dia 18 de março, na Av. Paulista, 1.313, das 9h às 17horas, em frente ao prédio da FIESP. Essa primeira ação chama a atenção para o Dia Mundial de Saúde Bucal, comemorado em 20 de março em todo o mundo.

Sorriso como indicador de saúde geral

O tema de 2016 é “Tudo Começa Aqui: Boca Saudável, Corpo Saudável”, inserindo o sorriso com saúde como indicador de saúde geral. Além de focar o principal grupo de risco da doença, que são homens e mulheres adultos, fumantes ou alcoolistas, a ABCD reforçará a atenção para jovens que nunca fumaram ou beberam, mas que estão em uma faixa etária que tem apresentado grande aumento de incidência de câncer bucal por causa de contato sexual intenso e desprotegido, que leva à infecção pelo papiloma vírus (HPV), e pode dar origem ao câncer bucal. O Brasil tem a terceira maior incidência de câncer bucal do mundo, atrás apenas da Índia e da República Tcheca.

O slogan deste ano também traz em sua conotação o momento de celebrar os benefícios da saúde bucal e da importância da higiene bucal na saúde integral, em todas as idades: crianças, jovens, adultos e idosos. O conceito ainda chama a atenção para as inúmeras doenças sistêmicas que têm a boca como porta de entrada e como a preservação da saúde e do bem-estar também está associada à preservação da saúde bucal.

HPV: um novo inimigo e mais agressivo

O câncer de cabeça e pescoço, antes comum em idosos com próteses dentárias mal adaptadas e homens com 50 anos ou mais, fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas em excesso, apresenta agora crescimento rápido de incidência entre pessoas mais jovens, entre 35 e 45 anos, com hábitos saudáveis; não usam próteses dentárias não fumam, não bebem ou bebem pouco.

A questão tem gerado muita preocupação na área da saúde. Especialistas e pesquisadores perceberam que, nesses casos, os tumores foram ocasionados por um novo fator: o papiloma vírus, popularmente conhecido como HPV. A falta de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre essa faixa etária, de 35 a 45 anos, tem causado o aumento de casos de câncer de cabeça e pescoço como, por exemplo, boca, língua, garganta, faringe e laringe.

Adolescentes na mira

A população mais jovem, ainda adolescente, que tem uma vida sexual ativa, múltiplos parceiros e contatos sexuais sem proteção, por falta de conscientização, também está no grupo de risco de incidência do HPV e, consequentemente, de casos da doença.

O HPV provoca tumores especialmente na parte posterior da boca (orofaringe, amígdalas e as áreas da base da língua) e, muitas vezes não produz lesões visíveis ou descolorações, que têm sido historicamente os sinais de alerta precoce do processo da doença.

“Enquanto os danos nocivos do tabaco exigem uma exposição prolongada ao produto, de 15 a 30 anos para desenvolver uma lesão cancerígena, o HPV age muito rapidamente”, alerta o presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), Silvio Cecchetto.

Estudo publicado pelo Hospital A. C. Camargo na revista científica International Journal of Cancer aponta que 32% dos tumores de boca em jovens têm associação com o HPV. Além disso, em amígdala, até 80% dos casos estão associados ao vírus. Há 10 anos, essa associação existia em apenas 25% dos casos, ou seja, houve um crescimento superior a 300%, números que justificam a cobertura da prevenção também para o público jovem.

A prevenção da doença é bastante simples. Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de tabaco, em qualquer uma das inúmeras formas comercializadas. Outro cuidado essencial e fazer uso de proteção durante os contatos sexuais, mesmo que não haja relação sexual, um alerta importante para os adolescentes. Na literatura médico-odontológica há descrição de tumores cancerígenos de boca e pescoço causados por HPV em jovens que nunca tiveram relações sexuais. A vacinação completa contra o HPV é outro fator de prevenção muito importante. Consultar um cirurgião-dentista regularmente deve fazer parte das medidas preventivas porque esse profissional é o mais treinado a detectar precocemente lesões cancerígenas na boca e na garganta.

São também importantes as condições de ter uma alimentação saudável; ter uma boa higiene bucal; manter próteses dentárias sempre em bom estado; evitar exposição ao sol e usar protetor labial.

Prevenção e atenção aos sintomas

Independente da causa, os sintomas do câncer de cabeça e pescoço são iguais. A presença de nódulos nas vias aéreas digestivas, como na garganta e no pescoço, por mais de 15 dias é um dos sinais de tumor. No caso das cordas vocais, os sintomas são: dor, rouquidão e alteração da voz por mais de 15 dias. A presença de aftas na boca ou na língua e mau hálito também merecem atenção, principalmente se não regredirem em duas semanas.

O tratamento também é o mesmo e pode ser feito de três formas: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. No entanto, os tumores ocasionados por HPV são mais sensíveis ao tratamento radioterápico e têm mais chance de cura se comparados aos ocasionados pela exposição ao cigarro, por exemplo.

Se até há alguns poucos anos, a doença raramente atingia jovens com menos de 40 anos, hoje o câncer bucal está aparecendo em pessoas cada vez mais jovens. “Em uma das ações da ‘Sorria para a Vida’ no ano passado, na cidade de São Paulo, a equipe de cirurgiões-dentistas voluntários da ABCD ficou admirada com o caso de lesões cancerígenas causadas por HPV em uma jovem de apenas 22 anos de idade”, relata o presidente da ABCD.

Expectativas

Silvio Cecchetto diz que a expectativa da ABCD é atender cerca de oito mil pessoas, em 26 ações realizadas entre março e novembro deste ano, em consultório móvel instalado em uma Odontovan, estacionado nos locais de grande circulação de pessoas, com atendimento feito por cirurgiões-dentistas voluntários.

No ano passado, a ABCD promoveu ações em 20 localidades, com o atendimento gratuito de 4.890 pessoas e o diagnóstico de 390 casos suspeitos encaminhados para exames aprofundados e tratamento. “Esse é outro aspecto importante da ‘Sorria para a Vida’ – destaca Cecchetto – porque a campanha não apena diagnostica possíveis lesões cancerígenas como também encaminha esses casos para análises mais precisas e tratamento em hospital especializado, se for necessário”.

A campanha deste ano, além da ABCD/FDI, tem como realizadores a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Associação Paulista de Cirurgiões-dentistas (APCD) e Conselho Regional de Odontologia (CRO-SP).

abcdbrasil.org.br

Visualização de fluorescência poderia melhorar as taxas de recidiva do câncer bucal

Post a commentby Dental Tribune International

VANCOUVER, Canadá: O prognóstico para o câncer bucal não melhorou durante as últimas cinco décadas, principalmente devido à fase tardia no diagnóstico, altas taxas de recorrência após a cirurgia e a dificuldade em captar todo o câncer durante o tratamento. Os pesquisadores agora têm avaliado a eficácia da visualização de fluorescência (FV) e verificaram que esta tecnologia, que poderia facilmente ser implementada na prática clínica, facilitaria a detecção e assim ajudaria a reduzir significativamente a taxa de recorrência em pacientes com câncer bucal .

No estudo, 138 pacientes do sexo masculino e 108 pacientes do sexo feminino com idades entre 18 anos e mais, dos quais 156 tinham carcinoma espinocelular (SCC) e 90 tinham alto grau de lesões pré-cancerosas (HGLs), foram divididos em dois grupos. Um grupo (154 pacientes) foi submetido à cirurgia com FV, enquanto participantes do grupo controle (92 pacientes) foram submetidos à cirurgia convencional.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes que haviam sido submetidos à cirurgia com FV mostraram menor recidiva local. Em pacientes com SCC, a taxa de recorrência diminuiu de 40,6% para 6,5%. Entre os pacientes HGL, a taxa de recorrência diminuiu de 39,3% para 8,1%.

“Os resultados destes estudos concluíram que o uso de FV é o mais forte fator  no controle da recidiva local e  o que apresenta uma maior efetividade para controle numa fase precoce do câncer bucal

Para detectar as lesões orais, a equipe utilizou um VELscope, um dispositivo de mão, desenvolvido pela empresa americana LED Dental, que ajuda os dentistas a visualizarem anormalidades do tecido oral. Ele recebeu a autorização da FDA e da Health Canada em 2006.

De acordo com as estatísticas de 2015 fornecidas pela Canadian Cancer Society, cerca de 4.400 canadenses são diagnosticados com câncer de cavidade oral a cada ano, metade dos quais são homens e cerca de 1.200 morrem da doença.

O estudo intitulado “Visualização de fluorescência-cirurgica guiada para a fase inicial de câncer bucal”, foi publicado online em 14 de janeiro na revista JAMA Otolaringology-Head and Neck Surgery antes da versäao impressa. Foi realizado por pesquisadores da University of British Columbia em colaboração com o BC Cancer Research Centre e Simon Fraser University.

O que é o câncer bucal?

 Globalmente, o câncer de boca está entre os 10 tipos de câncer mais incidentes em populações de países em desenvolvimento e em minorias de países desenvolvidos

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais frequentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais frequente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcoólica, é um dos principais fatores de risco.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?
Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:

– Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
– Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
– Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
– Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
– Dificuldade para mastigar ou para engolir;
– Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
– Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
– Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?
Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**

Fumo
A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.

Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Mascar tabaco
O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.

O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa para de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.

Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

* The Complete Guide to Better Dental Care, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S., and Mary Jane Taintor, 1997.
** The National Cancer Institute, “What You Need to Know about Oral Cancer.” Last revised, Sept. 28, 1998.
1Compendium of Continuing Education in Dentistry, Vol. 19, #1 (supp), Fall, 2000.

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Cientistas patenteiam nova técnica para diagnosticar câncer bucal

Resultado de imagem para espectroscopia Raman

by Dental Tribune International

VIGO, Espanha: Tumores malignos da cavidade oral são a sexta maior causa de mortes relacionadas com o câncer no mundo. Assim, um diagnóstico rápido e preciso é a chave para maximizar a probabilidade de sucesso do tratamento. Cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica de Vigo (IBIV) na Espanha, patentearam uma nova, mais confiável e menos invasiva técnica de detectar os carcinomas da mucosa oral.

A IBIV desenvolveu esta nova técnica em cooperação com o departamento de otorrinolaringologia do hospital Povisa de Vigo no contexto de seu Programa de Apoio às Capacidades Biomédicas BIOCAPS, que é financiado pela Comissão Europeia. Segundo os pesquisadores, a técnica poderia ser adaptada para o diagnóstico de outros cânceres comuns, como, por exemplo, câncer de pele e cervical, no futuro.

“O sintoma mais precoce do câncer da cavidade oral é o aparecimento de lesões esbranquiçadas ou avermelhadas, que não desaparecem ou que podem crescer ainda mais com o passar do tempo, na superfície interna da cavidade orofaríngea,” explica Dr. Roberto Valdés do hospital. Essas lesões posteriormente tornam-se dolorosas, espontaneamente ou durante mastigação ou deglutição, seguido do aparecimento de sangramento oral.

Até hoje, os médicos diagnosticavam um carcinoma da mucosa epitelial da orofaringe, observando e biopsiando os tecidos que apresentam lesões. A precisão desta técnica invasiva depende da amostragem adequada da lesão e a interpretação correta dos resultados das análises laboratoriais.

A alternativa desenvolvida pelos pesquisadores da BIOCAPS oferece vantagens importantes, como “é uma técnica não-invasiva que permite ao tecido ser analisado no paciente, sem a necessidade de incisões ou remoção do tecido”, observou Pío González, o coordenador do projeto de investigação.

Além disso, a técnica pode ser realizada através de um dispositivo portátil de fácil manuseio; assim, o resultado pode ser obtido imediatamente no consultório ou sala cirúrgica sem a necessidade de análises laboratoriais. “Este é um teste não-traumático, pois não há necessidade de realização de biópsias, tornando assim possível realizar vários exames em pacientes com suspeita e chegar a um diagnóstico precoce do tipo de tumor “, Valdés observou através de um ponto de vista clínico.

É esperado que o novo método reduza os custos e o tempo necessários para o diagnóstico substancialmente. Ele também irá substituir a interpretação subjetiva dos resultados, fornecendo uma exata medida do grau de malignidade do tecido.

A chave para esta nova técnica é o uso de uma técnica óptica conhecida como espectroscopia Raman, que envolve irradiar o tecido com luz laser para fornecer informações precisas sobre a superfície irradiada sem quaisquer efeitos nocivos.

“Apesar de anteriormente ter sido mostrado que espectroscopia Raman pode diferenciar entre os diferentes grupos funcionais características de alterações no tecido vivo, estudos específicos com esse tipo de câncer não tinham sido realizados,” disse a Dra. Miriam López, uma pesquisadora na IBIV. “Índices de malignidade como os desenvolvidos por nós também estavam indisponíveis; portanto, este estudo representa um avanço claro e específico para a detecção da doença com alta confiabilidade,” ela acrescentou.

A patente da técnica foi licenciada para a empresa Irida Ibérica, que atualmente está desenvolvendo um protótipo portátil e vai financiar mais pesquisas dos cientistas da IBIV para estabelecer os exatos parâmetros de malignidade através de ensaios in vivo. A empresa espera ter o primeiro protótipo disponível a partir do final deste ano. Uma vez que o último critério de malignidade tenha sido incorporado, a técnica será disponibilizada para a comunidade médica.

“Ele será fundamental para participar de conferências para apresentar esta técnica e demonstrar para os especialistas que é mais objetivo e confiável, tanto quanto ele irá ainda permitir diagnóstico antes do tumor se tornar visível, identificando as células cancerosas antes que possam ser observadas visualmente,” explicou Nikos Ekizoglou, chefe de projetos na Irida Ibérica.