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Cárie pega pelo beijo ?

Então, cárie é doença transmissível? Não.

Cárie pega pelo beijo? Não.

E será que devemos continuar nos referindo à cárie como “doença infecciosa”? No sentido convencional, provavelmente não.

Em um instigante artigo científico publicado este ano Simón-Soro e Mira explicam porque a cárie dentária deve ser considerada uma disbiose e não uma doença infecciosa.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25435135 

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Fonte:Crescer Sorrindo UERJ

Este ponto é cárie?

Esses pontos pretos são de Cárie, certo?! ERRADÍSSIMO!!!! Há vários motivos que levam os dentes de leite e permanentes a ficarem pigmentados. A cárie, ativa, em evolução, nunca será “preta” e “endurecida”. Comumente é acastanhada, amarelada e, principalmente amolecida. É resultado do esfarelamento do dente frente à tanto ácido produzido pelas bactérias (após consumirem carboidratos com alta frequência). Resumindo, esse dente não precisa de nenhum tratamento. Por isso, é importante que um especialista de confiança avalie os dentes do seu filho. Visite um odontopediatra!!!

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Fonte: Dr Gabriel Politano

Sabia que a Cárie não começa em forma de um “buraco”? Sabia que quando na forma de “buraco”, por menor que seja, a Cárie já está avançada e perdeu-se a chance de paralisá-la?

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ISSO MESMO….Cárie dá para ser paralisada. Desde que se detecte no início, quando na fase de mancha branca, antes de formar o pequeno buraquinho. Na foto vemos a cárie causada pelo excesso de ingestão de leite pela mamadeira. Na seta verde vemos a cárie que foi paralisada e ficou na forma de cicatriz branca. Isso pode ser conseguido com hábitos adequados mais aplicação de flúor profissional. Por outro lado, se não for detectada a tempo pelo Odontopediatra, a descalcificação irá evoluir e, portanto, formar o buraquinho (seta amarela). AÍÍÍÍ….aí a reversão já é muito difícil e, portanto, a restauração será necessária. E dentista prefere ficar fazendo restauração em crianças? NÃÃÃÃO…preferimos realizar a prevenção….Agende consulta com um odontopediatra para saber como evitar a formação dessa lesões de cárie e aumente a qualidade de vida do seu filho!!! Fonte :  Dr Gabriel Politano

Geração zero cárie

Apesar dos avanços das pesquisas em Cariologia, das diretrizes do uso do flúor e controle da ingestão de açúcares, infelizmente ainda encontramos crianças e adolescentes com lesões de cárie em nosso dia a dia clínico.  O que acontece? Falta de informação?  Falta de acesso à Odontologia? Vamos refletir.

cárie zero

Primeiramente, para formarmos pais e crianças bem-informados precisamos educá-los, e isso é sim papel do cirurgião-dentista. De nada adianta recriminá-los, se nós não os educamos baseados em evidências científicas, atuais e confirmadas. Os pais, muitas vezes, têm como base o que aprenderam com seus pais e avós. Leem blogs e postagens na internet que disseminam informações erradas e sem critério científico, disseminadas por leigos ou profissionais desatualizados.  Recebem uma enxurrada de propagandas enganosas que visam vendas de produtos milagrosos.  Alguns pais ainda têm o hábito de procurar médicos pediatras para receberem orientações quanto à saúde bucal, não buscando ajuda especializada.

Pois bem, é hora de mudarmos isso. Nós somos responsáveis sim pela educação em saúde bucal dos nossos pacientes, sempre em busca de uma geração zero cárie.

A definição mais recente de cárie dentária é “uma disbiose desencadeada pelo consumo de açúcar”, onde não há um microrganismo específico envolvido no processo, já que em condições normais, a relação dos humanos com os microrganismos envolvidos no processo de cárie é de simbiose.  Ou seja, o grande responsável pela doença é o açúcar consumido em excesso.  Então, colegas, devemos orientar nossos pacientes quanto à dieta, higienização e uso de dentifrícios fluoretados durante as escovações, que precisam ser realizadas por meio das técnicas que ensinamos durante as consultas de prevenção.

A preocupação deve existir desde antes do irrompimento dos dentes decíduos. O ideal é que a gestante passe em consultas para o pré-natal odontológico, onde cuidará da sua própria saúde e receberá orientações importantes para o futuro de seu bebê. Se isso não ocorrer, é importante que os pais levem a criança nos seus primeiros meses de vida a um odontopediatra. Nessa consulta, além das orientações de higiene e alimentação, um exame clínico será realizado para verificar a saúde bucal do bebê.

Muitos pais questionam a limpeza das gengivas do bebê edêntulo. A limpeza pode ser realizada com uma gaze embebida em água filtrada, mas esse procedimento não deve ser realizado rotineiramente nas crianças que são amamentadas e não possuem dentes. O leite materno contém importantes anticorpos que protegem a boca do bebê e são também absorvidos pela mucosa. Ou seja, a limpeza da gengiva e língua só deve ser realizada quando houver um acúmulo grande de resíduos.

Já o dente deve ser higienizado a partir do momento em que ele aprece na cavidade bucal, independentemente da idade da criança. Para isso, pode-se utilizar escovas infantis adequadas para o tamanho da cavidade bucal e quantidade de dentes – hoje existem no mercado escovas específicas para cada idade. É importante que a escova seja macia e que o dentifrício seja sempre fluoretado, seguindo as recomendações do odontopediatra. O uso de fio dental será necessário após avaliação da cavidade bucal e do espaço presente entre os dentes, que é variável de criança para criança.

Escovar os dentes é um hábito que a criança levará por toda a vida, realizando-o todos os dias, pelo menos três vezes ao dia. Portanto, não há como contestar. Deve ser introduzido na rotina como alimentação, banho e sono. É absolutamente normal que a criança relute, mas os pais não podem ceder. Insistência, paciência, uso de materiais lúdicos, como bonecos e músicas podem ajudar. Escova coloridas, pastas temáticas, tudo é válido.

O cirurgião-dentista, em sua posição como educador em saúde, tem um poder imensurável para transformar sorrisos e para nos trazer uma geração livre de lesões de cárie, basta conhecimento, empenho e insistência.

Referências

  1. Ferreira-Nóbilo Naiara de Paula, Tabchoury Cínthia Pereira Machado, Sousa Maria da Luz Rosário de, Cury Jaime Aparecido. Knowledge of dental caries and salivary factors related to the disease: influence of the teaching-learning process. Braz. oral res.  [Internet]. 2015 [cited 2016 Mar 01]; 29(1):1-7. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-83242015000100258&lng=en.  Epub May 26, 2015.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-3107BOR-2015.vol29.0061.
  2. “Should caries NOW be regarded as a non-communicable disease?”. Debate promovido pela ACFF (Alliance for a Cavity-Free Future), como atividade pré-congresso da ORCA, Bruxelas, em julho de 2015.

sandra kalilSandra Kalil Bussadori
Cirurgiã-dentista. Especialista em Odontopediatria. Mestre em Odontologia (Materiais Dentários). Doutora em Ciências Odontológicas. Possui Pós-Doutorado em Pediatria.

 

A Cárie não é uma doença contagiosa

A cárie é uma doença que, se não tratada, pode destruir os dentes até causar danos sérios à saúde bucal. No entanto, engana-se quem pensa que as responsáveis pelo seu aparecimento são as bactérias, a cárie na verdade é uma doença totalmente dependente do açúcar e por isso, não pode ser considerada contagiosa.

o vilão responsável pelo aparecimento de cáries não são as bactérias, mas sim o açúcar ingerido diariamente como guloseimas entre as refeições principais na forma de doces, refrigerantes, balas, etc
As bactérias são microrganismos naturais da boca e têm o costume de grudar nos dentes acumulando uma espécie de placa dental. Até aí, normal. O problema todo está quando elas entram em contato com o açúcar.Foto: Elena Schweitzer / Shutterstock

o vilão responsável pelo aparecimento de cáries não são as bactérias, mas sim o açúcar ingerido diariamente como guloseimas entre as refeições principais na forma de doces, refrigerantes, balas, etc

“Toda vez que essas placas são expostas à açucares, as bactérias as transformam em ácidos e esses dissolvem os minerais dos dentes. Esse processo se repetindo mais que 3 ou 4 vezes ao dia durante vários dias vai destruindo de maneira silenciosa (no começo a pessoa não percebe) e progressiva (doença crônica) a estrutura mineral dos dentes até formar um “buraco” na superfície onde a placa estava acumulada”, diz Jaime Aparecido Cury, professor da Faculdade de Odontologia da FOP, Unicamp.

Ou seja, na realidade o vilão responsável pelo aparecimento de cáries não são as bactérias, mas sim o açúcar ingerido diariamente como guloseimas entre as refeições principais na forma de doces, refrigerantes, balas, etc.

Contagiosa NÃO!
Por isso, e outros motivos, a cárie não pode ser considerada uma doença contagiosa. “Como vimos, as lesões de cárie não são provocadas por bactérias, mas sim pelo açúcar, tais bactérias vivem na boca das pessoas naturalmente sem causar problemas e, por fim, a cárie não é transmitida de uma pessoa para a outra. Se a cárie fosse considerada uma doença contagiosa, a única maneira de controla-la seria usando antimicrobianos ou vacinas e essa prática não é feita em nenhum lugar do mundo”, diz Jaime.

A cárie é uma doença totalmente controlável, basta as pessoas escovarem os dentes pelo menos duas vezes por dia com pasta com flúor (mínimo 1.000 ppm) e restringirem o consumo de açúcar a não mais que 6 vezes ao dia, quantidade que vamos combinar, está mais do que suficiente não é?

Troca de bactérias
Apesar disso, há profissionais que afirmam que a troca de bactérias entre casais durante o beijo ou entre mães e bebês pode transmitir a cárie. Jaime discorda e é bastante enfático quanto a isso. “Quanto aos casais realmente há troca de bactérias durante o beijo, mas não são elas que causam a cárie, essa discussão não deveria nem existir. É como trocar seis por meia dúzia”, diz o especialista.

Para Jaime, com relação às crianças, a discussão faz um pouco mais de sentido, mas ainda assim não torna a cárie contagiosa. “Quando as crianças nascem são bacteriologicamente estéreis, ou seja, não apresentam bactérias na boca ou em qualquer parte do organismo. Assim, podem adquirir bactérias da boca das mães, mas as mães, assim como as bactérias, não são as vilãs da cárie. As crianças apenas adquirem as bactérias que irão compor sua microbiota natural, mas para ter a doença cárie é preciso açúcar!”, diz o especialista.

Maus hábitos familiares
O que é realmente transmissível nessa história toda e que faz mal a saúde são os maus hábitos da família com relação ao consumo de açúcar. Em outras palavras, a herança da cárie está no “livro de receitas” e nos costumes que são passados de gerações em gerações. “O mais grave desse equívoco conceitual é a desumanidade provocada por recomendações restringindo o afeto mãe-filhos, como se fossem os 3 pecados capitais: não beijar os filhos; não assoprar suas comidas e não provar a comidinha dos filhos”, finaliza Jaime.

Agência Beta

“Porque cárie NÃO PODE e NÃO DEVE ser considerada uma doença infecciosa e transmissível”

Desde Junho deste ano a cárie  passou a não  ser conceituada como uma doença infecciosa e transmissível .O indivíduo não adquire os microorganismos patógenicos e passa a ter cárie ,eles são da microflora residente, eles vivem na boca do indivíduo.Mesmo que o indivíduo usasse , caso existisse, um anti-microbiano capaz de matar apenas as bactérias cariogênicas , ele eliminaria as cariogênicas mas elas voltariam pois fazem parte da microflora da cavidade oral .Todas as pessoas tem microorganismos cariogênicos .O  S.Mutans é o mais cariogênico mas são vários que agem na microbiota em desequilíbrio que causarão a doença.  A cárie é Multifatorial.

A cárie é uma disbiose (desequilíbrio) desencadeada pelo consumo de açúcar.O consumo de alimentos cariogênicos é mais importante para causar a cárie do que apenas a presença destes microorganismos pois  estes em contato com açúcar, carboidrato farão metabolização, deixarão o meio mais ácido e se multiplicarão.Eles transformarão o açúcar em ácidos e deixarão o meio inapropriado para outras bactérias que estavam em equilíbrio na cavidade oral , deixando apto para sua multiplicação e transformando o sítio em local apropriado para eles , gerando a doença.

 “Cárie  não pega pelo beijo”, “Provar ou assoprar a comidinha dos filhos” não vai ” transmitir cárie”. O que provocará cárie serão os  hábitos adquiridos.

O que é cárie ?

Folheto: Cárie

 

“Cárie” é uma outra forma de se denominar a deterioração do dente. Ela é fortemente influenciada pelo estilo de vida do indivíduo – o que se come, como se cuida dos dentes, a presença de flúor na água ingerida e o flúor no creme dental.

A hereditariedade também tem um papel importante na predisposição de seus dentes se deteriorarem. Embora a cárie seja mais comum em crianças, adultos também estão sujeitos a ela. Os tipos de cárie incluem:

Cárie coronária
O tipo mais comum que ocorre tanto em crianças como em adultos, a cárie coronária se localiza nas superfícies de mastigação ou entre os dentes.

Folheto: Cárie

Cárie radicular
À medida que envelhecemos, a gengiva se retrai, deixando partes da raiz do dente expostas. Como não existe esmalte cobrindo as raízes do dente, estas áreas expostas se deterioram facilmente.

Como posso ajudar a evitar a cárie?

  • Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia, e use o fio dental diariamente, a fim de remover a placa bacteriana entre os dentes e sob a gengiva.
  • Faça avaliações regulares. O cuidado preventivo pode evitar e controlar problemas.
  • Adote uma dieta balanceada, com pouco açúcar e amido. Quando ingerir estes alimentos, procure comê-los durante a refeição, e não como um lanche, para minimizar o número de vezes que seus dentes são expostos ao ácido.
  • Utilize produtos que contenham flúor, incluindo o creme dental.
  • Certifique-se de que a água que seus filhos, ou criançcas, bebem contenha flúor. Se a água fornecida em sua localidade não contém flúor, seu dentista ou pediatra pode prescrever suplementos de flúor diários.
  • Troque sua escova dental a cada três meses ou sempre que elas perderem sua forma original. Lembre-se também de trocá-la sempre que tiver um resfriado, gripe, infecção na boca ou dor de garganta, a fim de evitar recontaminações.

Folheto: CárieComo eu sei se estou com cárie
Apenas seu dentista pode dizer com certeza se você tem cárie.

É maior a probabilidade da cáries se desenvolver em fóssulas e fissuras nas superfícies de astigação dos dentes posteriores, nos espaços entre os dentes e próximo à linha da gengiva.

Mas independentemente de onde ocorrer, a melhor maneira de identificá-la e tratá-la, antes que se torne séria, é visitando seu dentista regularmente para avaliações.

Saúde bucal

você vai descobrir fatos sobre a saúde bucal que talvez ainda não saiba. A cárie, por exemplo, é uma doença transmissível e está presente na boca de 99% da população mundial. O mau funcionamento da mastigação interfere na postura do corpo. Doenças na gengiva, podem comprometer o funcionamento do coração e levar à morte. Aprenda mais sobre saúde bucal nesta entrevista com Ricardo Horliana, Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, Mestre e Doutor em Ortodontia pela USP.

Uma doença silenciosa e progressiva.

Visitas regulares aos dentistas e bons hábitos de higiene bucal são essenciais para prevenir a cárie.

Uma doença silenciosa e progressiva Visitas regulares aos dentistas e bons hábitos de higiene bucal são essenciais para prevenir a cárie.

‘Você já teve cárie?’. Essa é uma pergunta a que muitos respondem ‘não’, mas, na verdade, estão errados. A cárie é uma doença silenciosa, que muitas vezes não é percebida por conta do seu desenvolvimento lento e contínuo. Se a cárie não for tratada precocemente, pode ocasionar diversos problemas que afetam toda a saúde do corpo.

Os estágios iniciais do desenvolvimento das lesões de cárie não causam nenhum desconforto. Por isso, muitas vezes as pessoas só notam que sofrem da doença quando esta já está em um estágio avançado e causando a tão temida dor de dente.

Para o professor Marcelo Bonecker, presidente da Aliança para um Futuro Livre de Cárie no Brasil, é essencial manter bons hábitos de higiene bucal para preveni-la. Além disso, para saber se o indivíduo já está acometido pela doença, visitar o dentista é a melhor alternativa. “É possível um leigo perceber que está com lesões de cárie. No entanto, as pessoas geralmente tem dificuldade de reconhecê-las, principalmente quando estão nos estágios iniciais de desenvolvimento, ou seja, na forma de lesões de mancha branca e sem apresentar uma cavidade evidente”, afirma Bonecker.

Já nos estágios mais avançados da doença, o professor explica que é mais fácil diagnosticá-la. “Nesta fase é possível percebê-la, pois elas apresentam alteração de cor em tons de marrom nos dentes afetados. Além disso, é preciso lembrar que se a cavidade é grande, esta reterá alimentos, podendo causar mau hálito e gosto ruim na boca”, explica o professor.

Via Odontomagazine