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Probiótico em goma de mascar pode ajudar a combater cáries

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Uma goma de mascar feita com probióticos microencapsulados, que são liberados com a mastigação, produz compostos que inibem a ação de microrganismos cariogênicos. A descoberta é resultado de pesquisas desenvolvidas ao longo dos últimos três anos na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara.

Experimentos in vitro apontaram a espécie Lactobacillus acidophilus como a mais apropriada para o desenvolvimento desse novo chiclete. Em consequência da tecnologia aplicada, o probiótico é capaz de sobreviver às condições de processamento, permanecer vivo dentro da goma (sem refrigeração), resistir ao maior período possível de estocagem, atender a certas exigências de percepção sensorial (gosto, textura, cor e odor) e, enfim, ser liberado pela mastigação na cavidade oral, produzindo compostos que combatem o Streptococcus mutans, um dos principais patógenos causadores da cárie.

Estudos in vivo realizados com 65 voluntários mostraram que mascar a goma feita com microrganismos probióticos aumenta em até mil vezes a presença do Lactobacillus acidophilus na saliva. “Isso indica que a sua utilização pode beneficiar o tratamento da cárie”, afirmou Elizeu Antonio Rossi, professor da FCFAR à Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo).

Rossi orientou a farmacêutica Nadiége Dourado Pauly-Silveira na tese de doutorado que deu origem à nova goma e coordenou um Auxílio Regular vinculado ao estudo.

De acordo com o pesquisador, a equipe da FCFAR/Unesp já estudou e desenvolveu produtos com microrganismos probióticos em busca de benefícios específicos para doenças coronarianas, câncer de cólon e de mama, osteoporose e diabetes.

“Um diferencial interessante dessa nova pesquisa na cavidade oral é que a ação probiótica é local. Ou seja, provavelmente não se trata de uma ação sistêmica, que necessariamente envolva efeitos a partir da adesão do microrganismo probiótico no intestino”, contou.

Pesquisas científicas anteriores já haviam apontado que o uso de probióticos de fato se mostrava viável para a alteração da microbiota oral: probióticos e patógenos como o Streptococcus mutans podem competir por receptores de adesão e nutrientes – sem contar que os primeiros produzem compostos capazes de inibir o desenvolvimento dos segundos, aspecto sobre o qual Rossi e Pauly-Silveira se debruçaram.

Etapas e desafios

Uma vez que os experimentos in vitro comprovaram a eficácia do Lactobacillus acidophilus na inibição do Streptococcus mutans, os pesquisadores testaram metodologias conhecidas e variadas de microencapsulação dos probióticos. O estudo envolveu adaptações e associações de técnicas que resultaram em um pedido de patente, atualmente em fase de análise.

“Revestir os probióticos adequadamente permitiu superar uma série de obstáculos, como manter esses microrganismos vivos dentro da goma – tanto no que se refere ao calor empregado no processamento do produto quanto na temperatura ambiente em que seria armazenado – pelo maior tempo possível de estocagem e sem prejudicar gosto, textura, cor e odor”, explicou Rossi.

Os desafios seguintes foram assegurar que o microencapsulamento não estivesse hermético demais a ponto de impedir a liberação dos probióticos durante a mastigação, bem como analisar a aceitação do produto. Para tanto, 65 voluntários experimentaram a nova goma.

A quantificação dos probióticos disponibilizados pela goma exigiu coletas de saliva e contagens em meio de cultivo, antes e depois de dez minutos de mastigação.

“Constatamos que a quantidade de Lactobacillus acidophilus presente na saliva aumentou em até mil vezes. Já em relação à aceitação, a nova goma recebeu média em torno de sete em uma escala até nove – resultado semelhante ao alcançado pelo produto padrão, o que nos leva a crer que a introdução dos probióticos não afeta negativamente a percepção sensorial “, afirmou Rossi.

O Lactobacillus acidophilus permaneceu viável dentro da goma por 154 dias, sem refrigeração. De acordo com o pesquisador, “foi a melhor marca entre os demais probióticos testados, que chegavam a períodos em torno de 56 dias”.

Já a escolha da goma de mascar como meio para a introdução dos probióticos se deu por conta da boa aceitação que se pode obter entre crianças e adultos. Soluções para bochecho e comprimidos mastigáveis também foram cogitados, mas fugiam do escopo de trabalho do grupo, que atua na área de alimentos.

O próximo passo será o início de testes clínicos, para os quais a equipe de Rossi já contatou odontologistas que possam acompanhar dois grupos de crianças por pelo menos um ano: um grupo sob orientação para consumo diário da goma com probióticos e outro grupo de controle, que receberá uma goma com efeito placebo.

“Tudo indica que teremos resultados benéficos. Além disso, a goma que desenvolvemos é isenta de açúcar, ou seja, assim como algumas que estão no mercado, ela também não propicia o desenvolvimento de cáries – a diferença é que, além de não propiciar, o produto também atacará o problema.”
Via. Uol saúde

O que são cáries ?

O que  são cáries ?

O que são cáries?

“Cárie” é uma outra forma de se denominar a deterioração do dente. A deterioração do dente é fortemente influenciada pelo estilo de vida do indivíduo – o que se come, como se cuida dos dentes, a presença de flúor na água ingerida e o flúor no creme dental. A hereditariedade também tem um papel importante na predisposição de seus dentes para se deteriorarem.

Embora as cáries sejam mais comuns em crianças, adultos também estão sujeitos a elas. Os tipos de cáries incluem:

Cárie coronária — o tipo mais comum que ocorre tanto em criança como em adultos, as cáries coronárias se localizam nas superfícies de mastigação ou entre os dentes.
Cárie radicular — à medida que envelhecemos, as gengivas se retraem, deixando partes da raiz do dente expostas. Como não existe esmalte cobrindo as raízes do dente, estas áreas expostas se deterioram facilmente.
Cárie recorrente — a deterioração pode ocorrer em volta das restaurações e coroas existentes. Isto porque estas áreas tendem a acumular placa, que acabam levando à deterioração.
Os adultos estão especialmente sujeitos a apresentar cárie quando sofrem de xerostomia (boca seca), uma doença causada pela falta de saliva. A xerostomia pode ser decorrente de uma doença, de medicamentos, da radioterapia e da quimioterapia, e pode ser temporária (dias ou meses) ou permanente, dependendo de suas causas.

A cárie constitue um sério problema. Se não for tratada, uma cárie pode destruir seu dente e matar os delicados nervos na sua parte central, o que pode resultar em um abscesso, uma área de infecção na ponta da raiz. Uma vez formado o abcesso, ele só pode ser tratado através do tratamento do canal, de cirurgia ou da extração do dente.

Como eu sei se estou com uma cárie?

Apenas seu dentista pode dizer com certeza se você tem uma cárie. Isto porque as cáries se desenvolvem embaixo da superfície do dente, onde você não pode vê-las. Quando você ingere alimentos que contenham carboidratos (açúcar e amido), estes carboidratos são digeridos pelas bactérias da placa, produzindo ácidos que corroem o interior do dente. Com o tempo, o esmalte do dente começa a fraturar por debaixo da superfície, enquanto a parte externa permanece intacta. Quando uma quantidade suficiente de esmalte sob a superfície já tiver sido destruída, a superfície se desmorona, expondo a cavidade de cárie.

É maior a probabilidade das cáries de se desenvolverem em fóssulas e fissuras nas superfícies de mastigação dos dentes posteriores, nos espaços entre os dentes e próximo à linha da gengiva. Mas, independentemente de onde ocorrem, a melhor maneira de identificá-las e tratá-las, antes que se tornem sérias, é visitando seu dentista regularmente para avaliações.

Como posso ajudar a evitar as cáries?

Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia, e use o fio dental diariamente, a fim de remover a placa bacteriana entre os dentes e sob a gengiva.
Faça avaliações regulares. O cuidado preventivo pode evitar que os problemas ocorram e que problemas menores se tornem sérios.
Adote uma dieta balanceada, com pouco açúcar e amido. Quando ingerir estes alimentos, procure comê-los durante a refeição, e não como um lanche, para minimizar o número de vezes que seus dentes são expostos ao ácido.
Utilize produtos dentários que contenham flúor, incluindo o creme dental.
Certifique-se de que a água que suas crianças bebem contenha flúor. Se a água fornecida em sua localidade não contém flúor, seu dentista ou pediatra pode prescrever suplementos de flúor diários.
Via Colgate