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Um chocolate para cada páscoa

Está em dúvida de qual será o seu chocolate para a data? Confira a explicação da nossa equipe de Nutrição

A páscoa chegou! Essa época do ano é recheada de barras e ovos de chocolate, gerando muitas dúvidas sobre os prós e contras dessa guloseima.

Conversamos com nossa equipe de Nutrição que explicou as principais dúvidas sobre o tema. Confira!​

Qual a diferença entre os tipos de chocolate?

A cada páscoa encontramos mais tipos de ovos nos mercados e lojas. Os chocolates amargos e diet estão ganhando espaço e já fazem parte das opções de presente para a data. Mas você sabe a diferença entre cada tipo? Confira abaixo e saiba quais os ingredientes e quantidades específicos de cada um:

  • Chocolate ao leite: leva na sua fabricação leite em pó ou leite condensado. Neste tipo os teores de cacau estão entre 30 e 40%.
  • Chocolate amargo: feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite. É chamado de “chocolate puro”, pois além do cacau vai somente açúcar. Há variações extra amargo (75 a 85% de cacau), amargo (50 a 75%) e meio amargo (35 a 50%). É caracterizado pela cor mais escura e paladar amargo.
  • Chocolate branco: Apesar de ser chamado de chocolate, não possui cacau em seus ingredientes, somente a manteiga de cacau. Entre os outros ingredientes estão o leite, açúcar e lecitina. Foi criado apenas no século XX. É o mais tipo mais doce e de textura bem cremosa.
  • Chocolate diet: é o principal indicado para os diabéticos ou aqueles com restrição de calorias. É composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó, sorbitol e sacarina (substituição do açúcar) e vanilina. Não pode ser misturado com óleos e gorduras.

Mas do que é feito o chocolate?

O chocolate puro é feito dos grãos de cacau e açúcar. A sua composição varia de acordo com a porcentagem de outros ingredientes adicionais, como sólidos do leite e tipos de gorduras vegetais. Os principais ingredientes adicionais são os açúcares, manteiga de cacau, leite em pó, leite condensado, cacau em pó, sor​bitol, lecitina de soja, aromatizantes e edulcorantes.

O cacau é o principal ingrediente do chocolate contribuindo para a textura, cor e sabor. Outra ação do cacau é a redução de atividade de água, o que aumenta o tempo de duração do alimento. O tipo de cacau define e diferencia cada tipo e chocolate. Os açúcares utilizados são: a sacarose, xarope de glicose e o açúcar invertido que, são responsáveis pelo sabor doce além de serem agente de corpo dos produtos.

As gorduras que são adicionadas ao chocolate incluem a manteiga de cacau, a gordura do leite e a gordura vegetal. Outros ingredientes essenciais na fabricação são a lecitina de soja, que atua como emul​sificante e est​abilizante e a baunilha, também substituída pela vanilina artificial, como aromatizante.

O chocolate é gorduroso?

O chocolate possui alto teor calórico, devido seu elevado teor de gordura. A versão ao leite possui aproximadamente 500 kcal por 100 g e 30% de gordura na versão convencional. O meio amargo 400 calorias e 30% de gordura, já o branco, 500 calorias e 32% de gordura. Além disso, é rico em manganês, potássio e magnésio, e algumas vitaminas do complexo B. O conteúdo da gordura do chocolate é principalmente de origem vegetal.

Os benefícios

O chocolate possui fl​avonoides, um composto químico com propriedades antioxidantes, também encontrados no vinho, chás e alguns vegetais e frutas. Essas propriedades podem promover a saúde cardiovascular como resultado direto do efeito antioxidante sobre os mecanismos antitrombóticos, reduzindo inclusive o colesterol LDL sanguíneo e diminuindo a resposta inflamatória.

Estudos recentes também observaram outro benefício. A diminuição na pres​são arterial com o consumo até 3 vezes por semana de chocolate do tipo amargo e, além disso, diminuição da tendência à agregação plaquetária. Aproveite seu chocolate durante a páscoa com moderação! Feliz páscoa!

Fontes: Camila Ventura Meneghelli
Carolina Daher Rolfo
Mariana Nicastro
 Hospital Albert Einstein

Chocolate: Vilão ou mocinho?

Conforme a legislação vigente, para um alimento ser considerado “chocolate” deve ter no mínimo 25% de cacau. Sendo assim, os outros 65% podem ser dos mais variados ingredientes. Os mais comuns são açúcar e gordura vegetal.
Altos teores de cacau, em pó ou em barras, estão associados a uma série de benefícios à saúde como redução de risco cardiovascular, melhora do raciocínio e controle da ansiedade. A má noticia é que isso não significa que podemos sair comendo chocolate à vontade… A  recomendação é que não se consuma mais que 30 g por dia de chocolate com, no mínimo, 70% cacau.
Quanto maior a concentração de chocolate no alimento, mais amargo ele tenderá a ser. O que torna o chocolate doce é a quantidade de açúcar presente, pois o cacau não é uma fruta de natureza adocicada. Assim, bolos, doces e sobremesas sabor chocolate, não entram na lista dos que trazem benéficos à saúde!
Nosso paladar é um reflexo da condição de nossa alimentação atual. Se você estiver habituado ao consumo de chocolates mais doces pode precisar de um período de adaptação para saborear com prazer chocolates mais amargos. O importante é realizar a mudança de maneira gradativa. Comece evitando chocolates recheados, ou do tipo branco, e vá aumentando a concentração de cacau do chocolate consumido aos poucos, até chegar ao de melhor qualidade do ponto de vista nutricional.
Como escolher o chocolate aliado da saúde?
  • Observe sempre a lista de ingredientes. Por lei está em ordem decrescente de quantidade. O cacau, ou massa de cacau, deve ser o primeiro da lista. Não é difícil encontrar chocolates cuja   embalagem refira  “55% de cacau” e o primeiro ingrediente da lista é o açúcar!
  • Evite aqueles que contem açúcar como primeiro ingrediente, Altas concentrações de açúcar faz com que a vontade de comer só aumente! Evite o primeiro pedaço. Não se iluda achando que estará aproveitando os benefícios do cacau, pois não são significativos nesses tipos.
  • Escolha chocolates que contenham o menor número de ingredientes possível, e que você reconheça. Uma linguagem rebuscada não significada que o produto é melhor e pode confundir o consumidor.
  • Evite chocolates fracionados ou que contenham gordura vegetal hidrogenada (gordura trans) na composição. Esse tipo de gordura está associada à inflamação crônica e pode aumentar o risco de doença cardiovascular e obesidade abdominal.
  • Cuidado com produtos quem contem cobertura “sabor” chocolate, isso significa que o produto tem menos de 25% de cacau.
Fonte
Mariana Fernandes Ravellis
Nutricionista Clinica – CRN: 15163

Chocolate: Vilão ou mocinho?

Conforme a legislação vigente, para um alimento ser considerado “chocolate” deve ter no mínimo 25% de cacau. Sendo assim, os outros 65% podem ser dos mais variados ingredientes. Os mais comuns são açúcar e gordura vegetal.
Altos teores de cacau, em pó ou em barras, estão associados a uma série de benefícios à saúde como redução de risco cardiovascular, melhora do raciocínio e controle da ansiedade. A má noticia é que isso não significa que podemos sair comendo chocolate à vontade… A  recomendação é que não se consuma mais que 30 g por dia de chocolate com, no mínimo, 70% cacau.
Quanto maior a concentração de chocolate no alimento, mais amargo ele tenderá a ser. O que torna o chocolate doce é a quantidade de açúcar presente, pois o cacau não é uma fruta de natureza adocicada. Assim, bolos, doces e sobremesas sabor chocolate, não entram na lista dos que trazem benéficos à saúde!
Nosso paladar é um reflexo da condição de nossa alimentação atual. Se você estiver habituado ao consumo de chocolates mais doces pode precisar de um período de adaptação para saborear com prazer chocolates mais amargos. O importante é realizar a mudança de maneira gradativa. Comece evitando chocolates recheados, ou do tipo branco, e vá aumentando a concentração de cacau do chocolate consumido aos poucos, até chegar ao de melhor qualidade do ponto de vista nutricional.
Como escolher o chocolate aliado da saúde?
  • Observe sempre a lista de ingredientes. Por lei está em ordem decrescente de quantidade. O cacau, ou massa de cacau, deve ser o primeiro da lista. Não é difícil encontrar chocolates cuja   embalagem refira  “55% de cacau” e o primeiro ingrediente da lista é o açúcar!
  • Evite aqueles que contem açúcar como primeiro ingrediente, Altas concentrações de açúcar faz com que a vontade de comer só aumente! Evite o primeiro pedaço. Não se iluda achando que estará aproveitando os benefícios do cacau, pois não são significativos nesses tipos.
  • Escolha chocolates que contenham o menor número de ingredientes possível, e que você reconheça. Uma linguagem rebuscada não significada que o produto é melhor e pode confundir o consumidor.
  • Evite chocolates fracionados ou que contenham gordura vegetal hidrogenada (gordura trans) na composição. Esse tipo de gordura está associada à inflamação crônica e pode aumentar o risco de doença cardiovascular e obesidade abdominal.
  • Cuidado com produtos quem contem cobertura “sabor” chocolate, isso significa que o produto tem menos de 25% de cacau.
Fonte
Mariana Fernandes Ravellis
Nutricionista Clinica – CRN: 15163
Publicado em: 22/07/2016