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Quanto de açúcar uma criança pode comer por dia ?

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é de que o consumo diário de açúcar deve corresponder a no máximo 10% das calorias ingeridas em uma dieta saudável.
Por exemplo, a Associação Americana do Coração recomenda que uma criança do sexo feminino, sedentária, com idade entre 4 e 8 anos precisa consumir 1.200 calorias diariamente. Logo, segundo a OMS, no máximo 120 dessas calorias deveriam ser consumidas sob a forma de açúcar extrínseco. O que isso significa? Uma caixinha de Nescau tem 200ml e 193 calorias; 2 bolachas recheadas de chocolate contém 140 calorias; 1 lata de coca-cola corresponde a 137 calorias. Dá para perceber que, com facilidade, se ultrapassa o limite diário de açúcar nessa idade, não é?
http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=4783%3Aoms-recomenda-que-os-paises-reduzam-o-consumo-de-acucar-entre-adultos-e-criancas&Itemid=821


http://www.heart.org/HEARTORG/GettingHealthy/Dietary-Recommendations-for-Healthy-Children_UCM_303886_Article.jsp

 Crescer sorrindo

 

De olho no consumo de açúcar …

As bebidas vendidas em redes de cafeteria com ‘níveis alarmantes de açúcar’

Thinkstock

Um grupo de especialistas britânicos descobriu que bebidas vendidas em redes de cafeterias tem quantidades “alarmantes” de açúcar – mais até do que refrigerantes.

A Action Sugar analisou 131 bebidas quentes de redes britânicas como Starbucks, Costa e Caffe Nero e descobriu que um terço delas continha pelo menos tanto açúcar como uma lata de Pepsi ou Coca-Cola, que têm o equivalente a nove colheres de chá da substância.

A ONG britânica disse que em alguns dos casos mais extremos, as bebidas continham 20 colheres de chá de açúcar ou mais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a recomendação é de que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 10% das calorias ingeridas diariamente, em uma dieta saudável, o que daria cerca de 50 g por dia. Mas a organização afirma que seria melhor diminuir até esta quantia mínima.

“Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25g de açúcar por dia)”, afirmou a OMS em um relatório de março de 2015.

Redes de cafeterias como a Starbucks e a Costa afirmam que se comprometem em reduzir o açúcar em suas bebidas.

Rótulo vermelho

Entre as bebidas avaliadas estavam cafés de sabores como mocha e latte, bebidas quentes com sabor de fruta e chocolate quente de cafeterias e também de redes de fast-food.

A organização britânica descobriu que 98% das bebidas testadas receberiam um rótulo vermelho com um alerta – se fossem produtos vendidos em supermercados – mostrando que a bebida é inadequada devido à grande quantidade de açúcar.

PA
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OMS recomenda consumo de 50g de açúcar por dia

Uma das bebidas encontradas no Starbucks da Grã-Bretanha, uma bebida quente com frutas – uva com chai, laranja e canela, no tamanho “venti” (grande) – é a com maior conteúdo de açúcar entre as bebidas analisadas, com 25 colheres de chá de açúcar por porção.

Em segundo lugar ficou o Chai Latte-Massimo-Eat In da rede Costa Café, com 20 colheres de açúcar.

E, em terceiro, novamente o Starbucks com o Mocha de Chocolate Branco com Chantilly, tamanho grande: 18 colheres de açúcar, segundo a Action Sugar.

A pesquisadora da ONG, Kawther Hashem, pediu que as redes de café reduzam a quantidade de açúcar em suas bebidas, coloquem mais informações nos rótulos e acabem com os copos de tamanho grande. Além disso, a pesquisadora também alertou para que o consumo diário dessas bebidas fosse evitado.

“Estas bebidas quentes devem ser algo ocasional, não uma bebida comum, de todo o dia. Elas estão carregadas com uma quantidade inacreditável de açúcar e calorias e, frequentemente, são acompanhadas de um petisco com muito açúcar e gordura”, disse.

Hashem disse à BBC que ficou “surpresa” com os resultados e disse que a Action Sugar testou apenas as bebidas vendidas em tamanho grande.

Graham MacGregor, presidente da organização, disse que “este é mais um exemplo das quantidades escandalosas de açúcar adicionadas à nossa comida e bebida”.

Uma porta-voz da rede Starbucks afirmou que a empresa está “comprometida em reduzir o açúcar adicionado” às bebidas em 25% até o ano de 2020 em sua linha de “bebidas indulgentes”.

“Nós também oferecemos uma grande variedade de opções mais leves, caldas sem açúcar, adoçantes naturais também sem açúcar e mostramos todas as informações nutricionais (dos produtos) na loja e online”, disse.

Kerry Parkin, chefe de comunicações da rede Costa, afirmou que a rede já tomou “medidas significativas” para reduzir a quantidade de açúcar em suas bebidas.

Fonte :  BBC Brasil

Parkin acrescentou que a rede vai estabelecer metas de redução de sal e açúcar até 2020.

OMS estabelece novos limites de consumo do açúcar livre

Diretrizes anunciadas em março definem que calorias diárias consumidas por crianças e adultos devem ficar abaixo de 10%. Orientação visa prevenir a obesidade e reduzir a prevalência de cárie170956119

As novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o consumo de açúcares livres, anunciadas em março, reduziram os limites considerados aceitáveis para ingestão por crianças e adultos.
Segundo a OMS, o consumo diário deve ficar abaixo de 10% das calorias ingeridas.
Mas a organização enfatiza que seria melhor que fossem menos de 5%. O recomendável é utilizar, no máximo, 25 gramas de açúcar por dia – equivalentes a seis colheres de chá – ou 10 quilos/ano por pessoa. A dificuldade para atingir essa meta é que boa parte dos açúcares está escondida em alimentos ultraprocessados,como refeições prontas, temperos, sucos industrializados e refrigerantes,além daquele que já é incluído na alimentação preparada pelo consumidor em sua rotina doméstica. Dessa combinação resulta a dificuldade de estimar quanto
açúcar é ingerido cotidianamente pela população. O refrigerante, por exemplo,leva sozinho 10% de açúcar refinado em sua composição.
As orientações da OMS visam trazer benefícios à saúde da população e evitar doenças como obesidade e diminuir a prevalência de cárie. Segundo o órgão, há provas empíricas que sustentam a necessidade de tais diretrizes.
“As evidências científicas sugerem taxas mais altas de lesões de cárie dentária quando o nível de ingestão de açúcares é superior a 10% do total de calorias em comparação com os casos em que o consumo de açúcares é inferior a isso”, afirma Regina Ungerer, coordenadora da Organização Mundial da Saúde.
Segundo dados do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, a ingestão de açúcar no Brasil é de, em média, 15,7% do valor calórico da dieta. Apesar de ser maior do que recomenda a nova diretriz da OMS, o país consome menos açúcar do que, por exemplo, o Reino Unido e a Espanha, onde se ingere 17%. Doenças não transmissíveis Na avaliação de especialistas, a nova diretriz vai na direção do controle de doenças não comunicáveis – que não são infecciosas –, como as enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes, obesidade, doenças respiratórias crônicas e cárie. “O açúcar se apresenta neste caso como um fator de risco comum a várias doenças. Apontar percentuais de consumo em um documento da OMS é um grande avanço, pois estabelece um padrão mundial a ser seguido”, diz o cirurgião-dentista Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP). Segundo a OMS, as doenças não transmissíveis são a principal causa de mortalidade no mundo, tendo sido responsáveis, em 2012, por 68% dos 56 milhões de mortes ocorridas. Mais de 40% dessas mortes (16 milhões) são consideradas prematuras por terem ocorrido antes dos 70 anos de idade. Quase três quartos de todas as mortes por doenças não infecciosas (28 milhões), e a maioria das mortes prematuras (82%), ocorreram em países em que há prevalência de rendas baixa e média. Os chamados fatores de risco modificáveis, como alimentação inadequada e falta de exercício físico, estão entre as principais causas de doenças não comunicáveis, além de serem fatores que favorecem a obesidade e que têm aumentado rapidamente em todo o mundo, podendo provocar muitas outras doenças. A ingestão elevada de açúcares livres é preocupante por estar associada à baixa qualidade do regime alimentar, à obesidade e ao risco de contração de doenças não transmissíveis, como a cárie. “A cárie foi classificada pela OMS como uma doença não comunicável, com causa comum a outras doenças oriundas da má-alimentação, sendo o consumo de açúcar refinado o grande vilão”, afirma a cirurgiã-dentista Livia Tenuta, professora de bioquí- mica e cariologia da Unicamp de Piracicaba. Ela lembra que historicamente a cárie é uma doença nova, que foi introduzida no mundo juntamente com o cultivo da cana-de-açúcar, quando o acesso à sacarose (açúcar comum) foi facilitado. “A epidemia de cárie se deu no último século devido ao barateamento do açúcar. Nas décadas de 1960 e 1970, os números se tornaram alarmantes”. Em 1969, o índice CPO-D (sigla que indica o número de dentes cariados, perdidos ou obturados) em crianças de 12 anos no Brasil era de 6,6. Em 2010, esse índice foi 2,1, não devido à mudança substancial de hábitos alimentares e sim à melhora dos programas de atenção à saúde bucal e à ampla disponibilização do flúor, na água, cremes dentais e enxaguantes bucais. Ferramenta nova A criação de uma diretriz nova oferece uma ferramenta e argumentos adicionais aos profissionais da saúde e governos na orientação das pessoas. “O repertório aumenta e a discussão se amplia na área médica, o que dá poder aos agentes de saúde nas recomendações a seus pacientes”, defende a professora da Unicamp, que acredita que os novos parâmetros podem provocar mudanças de hábitos de alimentação a longo prazo. Apesar de ser uma recomendação, portanto sem poder de punir quem não acatá-la, Livia Tenuta lembra que a partir das novas diretrizes a indústria pode sofrer danos à sua imagem se incentivar o consumo considerado exagerado de açúcar. “As gôndolas dos supermercados oferecem infinidades de produtos com açúcares. Para chegar até o caixa, passamos por corredores cheios de balas, chocolates, biscoitos, refrigerantes,sucos:todoscariogênicos”, adverte MarceloBönecker.Resultados da pesquisa de http://4.bp.blogspot.com/-_Pef9bgNQtc/T34_5U3IzsI/AAAAAAAAArg/E_OCF6kwQi4/s1600/doces.jpg no Google

 As doenças dentárias são as enfermidades não transmissíveis de maior prevalência no mundo. Embora tenha havido um avanço considerável na prevenção e tratamento nas últimas décadas, os problemas persistem – causando dor, ansiedade, limitações funcionais (em particular, baixa frequência e mau desempenho escolar entre crianças) e desvantagens sociais devido à perda de dentes, segundo dados da OMS. O tratamento das doen- ças dentárias consome entre 5% e 10% do orçamento de saúde nos países desenvolvidos, e excederia a totalidade dos recursos financeiros disponíveis para a atenção à saúde infantil na maioria dos paí- ses de renda per capita baixa. No Brasil, iniciativas como a Estratégia Saúde da Família, dirigida à população de baixa renda, também oferecem orientações de saúde bucal. “É um programa amplo e efetivo”, diz Livia. “Por isso, não vejo barreiras para o Brasil implementar as recomendações da OMS.” Bönecker reforça a viabilidade da aplicação das novas diretrizes, considerando a bibliografia e artigos científicos de referência apresentados pela organização. “Um bom começo para isso pode ser a mudança da alimentação nas escolas infantis, públicas e particulares.” Açúcar no dente Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 56% das crian- ças brasileiras de 12 anos têm pelo menos uma lesão de cárie. O cirurgião-dentista diz que o programa Brasil Sorridente, implantado pelo governo federal em 2003, tem ajudado a diminuir esse tipo de problema e se tornou referência internacional. Além do consumo excessivo, o que pode piorar a situação é a frequência do açúcar na boca. O ideal é que se consuma de uma vez só ou no máximo três vezes ao dia. Diferenças por regiões A Pesquisa Nacional de Saú- de Bucal de 2010 mostra índices de CPO-Ds diferentes por região. Enquanto nos estados do Sudeste a média observada em crianças de 12 anos é de 1,7 dente com cárie, obturado ou extraído, no Norte este índice sobe para 3,2 – no país como um todo é de 2,1. “Isso ocorre devido à baixa qualidade da higienização e ao elevado consumo de açúcar, além de condições sociais precárias em algumas regiões”, avalia Bönecker. Em adultos de 35 a 44 anos, o índice de CPOD é de 16,8 dentes com problemas, sendo que em pessoas idosas, acima de 65 anos, sobe para 27,5. “Considerando que temos 28 dentes na boca, as pessoas chegam à terceira idade com praticamente todos os dentes tendo algum tipo de problema”, afirma o professor da USP.

Mesa de doces e guloseimas para Festa de 15 anos - Uberlândia - Artigos e Dicas - SeuEvento.Net

Substitutos do açúcar também podem provocar cáries

Há substitutivos naturais do açúcar que são menos agressivos ao organismo, mas que também podem provocar cáries se consumidos em excesso. Segundo Ana Paula Gines Geraldo, nutricionista do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, o melaço de cana e o açúcar mascavo apresentam praticamente o mesmo valor calórico que o açúcar refinado, porém seu valor nutricional é superior porque fornecem cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro e potássio. Esse é o motivo de serem indicados como substitutos do açúcar refinado.

Clinica de Especialidades em Nutricao: Mel de abelha e seus beneficios para a saúde

O mel também possui vantagens em relação ao açúcar tradicional, principalmente por ser um alimento menos processado. “Recentemente, surgiram no Brasil dois produtos substitutos do açúcar: o açúcar da palma do coco e a calda de agave, que também são mais ricos em nutrientes em relação ao açúcar refinado. Porém, os benefícios de seu consumo ainda estão sendo estudados”, diz ela. Para o preparo de doces, dentre os adoçantes, os mais indicados são a estévia e a sucralose, pois o aspartame perde o dulçor em receitas preparadas em altas temperaturas. Alguns trabalhos acadêmicos mostram que quanto maior o consumo de frutas, menor é a procura por outros alimentos doces.

Cesta de Fruta Brasilia

Dessa forma, a inclusão de frutas no cardápio, por exemplo no café da manhã, lanches ou sobremesa, é uma medida eficaz de redução do consumo de açúcar refinado. Segundo Regina Ungerer, da OMS, estudos em animais revelaram que todas as frutas causam menos cáries do que a sacarose (açúcar tradicional). “Estudos epidemiológicos têm mostrado que, habitualmente consumidas, as frutas apresentam baixa cariogenicidade”, afirma. 

Fonte:Revista do CROSP