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DEPRESSÃO INFANTIL NÃO DEVE SER ENCARADA COMO “MANHA”

 

Apesar de parecer pouco provável, a depressão pode ocorrer na infância. Muitas vezes ela é subestimada e negligenciada pelos adultos, e encarada como “manha” ou “frescura”. Outros transtornos psiquiátricos que também podem afetar crianças são muito mais discutidos, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e as fobias. No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão se tornará a doença mais incapacitante no mundo. Para mudar esse quadro, uma das medidas é tirar a depressão infantil da invisibilidade.

Dra. Ana Kleinman, psiquiatra infantil e pesquisadora do Programa de Transtorno Bipolar do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que cerca de 2% das crianças em idade pré-escolar e escolar sofrem de depressão. Esse número sobe para 11,7% quando elas passam para a puberdade.

O desenvolvimento da depressão em uma criança geralmente envolve dois pontos: pré-disposição genética e problemas no entorno familiar e social (brigas entre os pais, bullying, dificuldades escolares, perda de um animal de estimação ou parente próximo, entre outros).

Atenção para os sintomas

É de extrema importância saber identificar os sintomas. Os primeiros sinais são físicos: dor de cabeça, dor de barriga, alteração no apetite e no sono. “Quando os pais começam a ligar muito para o pediatra, ou ir várias vezes ao pronto-socorro, é um sinal de alerta para a depressão”, afirma a médica. A criança pode ficar muito ansiosa ou irritada, apresentar dificuldades escolares e evitar socializar com família e amigos. Também podem surgir medo de ficar sozinhas e choro excessivo.

Mas é importante ressaltar que os sintomas nem sempre são aparentes, pois crianças tendem a ter mais dificuldade de falar sobre o que sentem, o que torna mais difícil o diagnóstico precoce. A partir dos 12 anos as crianças conseguem descrever melhor seus sentimentos, e é fundamental não ignorá-los. Para isso, pais, professores e pessoas próximas devem sempre observar e acompanhar as crianças.

Identificados os possíveis sintomas, os responsáveis devem procurar um psiquiatra infantil, que poderá definir o diagnóstico com precisão após descartar outras condições clínicas capazes de provocar sinais semelhantes.

A etapa seguinte é atestar o grau da doença. Segundo a médica, é preciso avaliar o prejuízo funcional, ou seja, o quanto a depressão está interferindo no desenvolvimento e socialização da criança. Nos casos de grau leve, o tratamento é focado em terapias e atividade física, mas a especialista reforça que é preciso enfrentar a raiz do problema. “Não adianta fazer terapia se as brigas familiares não cessarem, por exemplo. É necessário uma mudança nas causas da depressão.” Nos casos de depressão moderada ou grave, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos.

Fonte:Drauzio Varela

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Quando a luz dos olhos teus resolve se apagar

Os médicos Dr. Venceslau Antonio Coelho, especialista em Geriatria e Clínica Médica, e o Dr. Rodrigo Lage Leite, médico psiquiatra falam sobre um grave mal mal emocional
 Fonte: Dr. Venceslau Antonio Coelho e Dr. Rodrigo Lage Leite /Portal rosa Choque

Mas o que é, afinal, este sentimento que atinge tanta gente, que deixa as pessoas sem sonhos, sem saída? De onde ele vem? | Creditos: shutterstock

“A paisagem não tem cor, meu prato favorito não tem sabor. Nada importa. Me dá desânimo pensar em enfrentar certas coisas, pois sei que minha energia é pouca. Para que batalhar tanto se nada tem graça? Às vezes, eu só me obrigo a sair da cama porque tenho que ir trabalhar. Vou porque tenho que ir, porque é um lugar “seguro”, que já conheço, mas qualquer ambiente novo incomoda. A minha família não me compreende totalmente, por isso me isolo e sei que sou visto por muitos como preguiçoso, sem força de vontade”. Este depoimento é de alguém que tem depressão. Esta pessoa está no mundo corporativo e pode estar bem aí do seu lado, sem parecer que está sofrendo da forma silenciosa que está. Ela pode, inclusive, ser você.

Mas o que é, afinal, este sentimento que atinge tanta gente, que deixa as pessoas sem sonhos, sem saída? De onde ele vem?

A primeira coisa que devemos prestar atenção é que a depressão não é apenas uma sensação de tristeza, é um transtorno que atinge o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento de formas diferentes. É uma condição complexa que envolve aspectos biológicos, psicológicos, existenciais, sociais, e ela pode ter forte base hereditária e biológica, inclusive com alterações neuroquímicas específicas. Doenças clínicas também podem levar à depressão, como, por exemplo, o hipotireoidismo, carência de vitamina B12. Outros casos são decorrentes de condições psicológicas graves, como lutos complicados ou transtornos de personalidade. Não devemos esquecer ainda a associação da depressão com questões existenciais centrais da vida humana, como o tédio, vazio, solidão e desamparo, ou com questões sociais, como vulnerabilidade social, abusos, entre outros.

Ou seja, ela pode ter diferentes origens e intensidades. O fato é que hoje, representa uma das principais causas de sofrimento psíquico e de incapacitação no mundo. Esta afirmação pode ser reforçada por dados divulgados pela Organização Mundial daSaúde (OMS), em abril. Segundo a OMS, entre 1990 e 2013, o número de pessoas que sofrem de depressão e ansiedades aumentou em quase 50% (de 416 milhões para 615 milhões). Aproximadamente 10% da população mundial é afetada, e os transtornos mentais são responsáveis por 30% da carga global de doenças não fatais. A OMS estima ainda que cerca de 1 em cada 5 pessoas sofra com a depressão e ansiedade.

Para os médicos, ela é caracterizada por sintomas como: humor triste, perda de prazer e interesse na vida, alterações do sono, alterações de apetite e peso, agitação ou lentidão, culpa e baixa autoestima. Pode ser grave, moderada ou leve. Algumas vezes quadros depressivos demoram a ser identificados, daí dizer que podem se apresentar de maneira silenciosa.

A depressão já existia na Grécia Antiga

A vida moderna não é nada fácil e acabamos de observar que o número de pessoas com depressão só está aumentando. No entanto, o curioso é que a depressão sempre existiu. Já na Grécia Clássica, Hipócrates (uma das figuras mais importantes da história da Medicina) descreveu a melancolia e atribuía a ela um acúmulo de “bílis negra” no organismo. Muito tempo depois, o quadro chamou a atenção de Sigmund Freud que escreveu um ensaio genial sobre o tema, Luto e Melancolia, publicado em 1917. Atualmente a depressão tem ganhado cada vez mais espaço no debate público, trazendo grandes questões sobre vários aspectos: quais seriam os determinantes da depressão? Hoje a grande questão é: fatores psicológicos da vida contemporânea estariam favorecendo um “estar no mundo depressivo”? E os aspectos sociais, como violência e vulnerabilidade social: como afetariam essa questão?

Ajudar muitas vezes é não atrapalhar

É difícil fazer com que as pessoas entendam como conviver com amigos e parentes deprimidos. Mesmo com boa intenção, elas sugerem atividades e distrações, entretenimento, achando que tudo pode voltar ao normal de uma hora para outra e se sentem frustradas quando isso não acontece. A melhor forma de ajudar é através de apoio, escutando, quando a pessoa quiser ser escutada, e não sendo invasivo.

Sugerir um tratamento médico é muito importante, oferecer acompanhá-lo em seu tratamento, se ele desejar. Estas são algumas boas maneiras de ajudar.

O tratamento depende antes de tudo de um diagnóstico preciso. Do ponto de vista medicamentoso, as drogas antidepressivas são eficazes e seguras, devendo ser usada somente com receita médica. A outra abordagem é a psicoterapia, fundamental, sobretudo, nos casos com preponderância de fatores psicológicos. Sabe-se que a combinação medicamentos e psicoterapia é sempre mais efetiva do que qualquer uma das duas formas isoladamente.

Como os outros vão me olhar?

Já falamos sobre a depressão, suas possíveis causas, sintomas e vimos que a pessoa que sofre deste transtorno pode se isolar, por falta de interesse, por vergonha e outros motivos. A ausência em festas e reuniões de amigos ficam cada vez mais frequentes e o medo em relação a contar sobre a difícil fase para as pessoas também. Na cabeça, a dúvida: “o que pensarão de mim? Ficarão com pena? ”.

A questão levantada é gerada porque há muita desinformação sobre os quadros depressivos, com preconceitos como: “depressão é frescura, ou preguiça, ou sem-vergonhice”. Esses conceitos são interpretados erroneamente muitas vezes e é por isso que muitos só entendem verdadeiramente o transtorno quando passam por ele, ou vivenciam por proximidade com algum ente querido.

A depressão afeta as capacidades cognitivas (atenção, raciocínio, memória), sua energia, ânimo e interesse. Tudo isso aliado a noites mal dormidas e outros sintomas secundários ocasionais, como uso de álcool ou sedativos – em alguns casos. Tudo isso atrapalha a vida cotidiana.

Depressão não é como uma epidemia que pode ser “erradicada”

Estamos falando sobre algo subjetivo. Esqueça a ideia de que a depressão é uma doença pura, como a Aids ou a Diabetes. Quando pensamos em solução para este transtorno, muitos aspectos estão envolvidos, não dá simplesmente para “erradicar esta epidemia”. O que se pode dizer é que hoje, com o desenvolvimento das neurociências, ganhamos algumas armas nesta batalha para o alívio sintomático, com as novas medicações.

Nós, organizações, podemos ajudar neste quadro informando, observando e direcionando nossos colegas para um especialista.

A depressão pode receber ajuda médica, na maioria das vezes, mas ela não é apenas uma condição médica. Diz respeito à vida emocional das pessoas. Por isso merece ser vista e pensada amplamente. Médico, medicamentos, psicoterapia, interesse dos amigos e familiares – tudo isso é um grande ganho. Muitas pessoas venceram esta luta! Agora, voltando ao início desta reflexão sobre o assunto, se o transtorno é abstrato, como conviver com ele? A resposta é: “como se conviver com a VIDA, uma vez que ela também é abstrata? ”.

Dentro dos nossos olhos existe a luz e a escuridão. O que determina o que vamos enxergar são nossas escolhas. Escolha o brilho da vida.

* Dr. Venceslau Antonio Coelho é especialista em Geriatria e Clínica Médica, e médico-consultor da Willis Towers Watson Brasil e o Dr. Rodrigo Lage Leite é médico psiquiatra pelo Instituto de Psiquiatria da USP e Membro Filiado ao Instituto de Psicanálise, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Depressão

Tratamento odontológico ao paciente com depressão

depressão

Por: Vanessa Navarro

A depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma variável alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. O diagnóstico inicial é realizado por meio de um exame físico e entrevista, feitos por um médico ou psiquiatra.

De acordo com Rafael Celestino Colombo de Souza, cirurgião-dentista e especialista em Pacientes com Necessidades Especiais, os critérios atuais utilizados para o diagnóstico e classificação dos estados depressivos se encontram no “Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos (DSM-V)”, embora exista uma série de escalas validadas que podem diagnosticar esta condição. “É sempre importante que seja realizado o diagnóstico diferencial desta condição”.

A prevalência de depressão distribui-se de maneira desigual na população. O especialista enfatiza que a doença é mais comum entre as mulheres (2:1), os mais jovens, os mais desprivilegiados economicamente e os que vivem sem companheiro/a.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 340 milhões de pessoas em todo o mundo, gerando prejuízo funcional e altas taxas de morbidade e mortalidade. É atualmente a principal causa de incapacitação, ocupando o quarto lugar entre as 10 principais causas de patologias. No Brasil, de 15 a 25% das pessoas apresentam ou apresentaram pelo menos um episódio depressivo ao longo da vida.

Diagnóstico da depressão

Rafael Celestino Colombo de Souza, que atua principalmente nas áreas Diagnóstico Bucal, Síndromologia e Odontologia Hospitalar, explica que os critérios diagnósticos para depressão, de acordo com o DSM-V, são:

A. Cinco ou mais dos sintomas seguintes presentes por pelo menos duas semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do indivíduo; pelo menos um dos sintomas é: humor deprimido ou perda de interesse ou prazer.

  1. Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias, por observação subjetiva ou realizada por terceiros.
  2. Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias.
  3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta ou aumento ou diminuição de apetite, quase todos os dias.
  4. Insônia ou hipersônia quase todos os dias.
  5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias.
  6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias.
  7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada, quase todos os dias.
  8. Capacidade diminuída de pensar ou se concentrar ou indecisão, quase todos os dias.
  9. Pensamentos de morte recorrentes, ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio.

B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

C. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou outra condição médica.

D. A ocorrência de episódio depressivo maior não é explicada por transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia, transtorno delirante ou outro transtorno especificado ou não do espectro esquizofrênico e outros transtornos psicóticos.

E. Não houve nenhum episódio de mania ou hipomania anterior.

A depressão no consultório odontológico

O paciente depressivo não fica deprimido por opção. “Há muito sofrimento nesse estado, trazendo perdas importantes em sua vida. A falta de interesse generalizada afeta o autocuidado e até mesmo a negligência do tratamento odontológico necessário. É necessário que o profissional conheça seu paciente e seus familiares, mantenha contato com médico ou terapeuta que o assiste, para que assim lance mão de estratégias para o cuidado odontológico”.

A ocorrência de um um sentimento de desprezo ou desinteresse sobre o autocuidado pode resultar na higiene bucal precária, na deficiência nutricional e na fragilidade física.

Rafael Celestino Colombo de Souza explica que a capacidade reduzida de autocuidado gera um aumento no índice de placa e o consequente aparecimento de cárie e doença periodontal. “Muitas vezes, são os familiares e amigos que encaminham o paciente com depressão ao consultório odontológico, pois a aceitabilidade para o tratamento odontológico é pequena e difícil de se obter. A autoestima diminuída, a insatisfação e o desânimo em relação à vida e ao futuro também podem refletir na baixa adesão”.

É necessário levar em consideração que pacientes depressivos podem ter prejuízos seletivos na memória ou na retenção de conhecimentos, o que pode ser um desafio para o dentista no momento de informar e educar sobre saúde bucal. “Além disso, existe uma relação bidirecional entre depressão e doenças crônicas, uma vez que pessoas com depressão podem apresentar alterações biológicas com potencial de aumentar os riscos de desenvolver doenças crônicas, como alterações hormonais ou imunológicas. Outrora, doentes crônicos podem apresentar limitações em sua vida diária, que aumentam as chances de terem depressão. Independente da direção em que caminha, a conjugação de ambas implica pior gerenciamento dos agravos e pior desfecho. O tratamento realizado com antidepressivos também pode impactar a saúde bucal”, expõe o especialista em Pacientes com Necessidades Especiais.

É preciso frisar que os antidepressivos comumente utilizados no tratamento de depressão podem causar danos à saúde bucal do paciente. “Os psicofármacos são medicações amplamente utilizadas no tratamento do paciente com depressão, e o seu consumo tem crescido nos últimos anos. A primeira classe de antidepressivos apresentavam diversos efeitos colaterais ao usuário, porém isso diminuiu com o surgimento de medicamentos novos e mais elaborados”, enfatiza o cirurgião-dentista, que também é especialista em Implantodontia e Reabilitação Oral, mestre em Diagnóstico Bucal/Semiologia e doutor em Ciências Odontológicas com concentração em Odontopediatria.

Em relação à saúde bucal, muitos antidepressivos têm como efeito colateral a redução do fluxo salivar, devido aos efeitos anticolinérgicos. A hipossalivação nestes pacientes pode incrementar a incidência de cáries, infecções e fissuras nos cantos dos lábios.

“Outro ponto importante e que devemos considerar é a interação medicamentosa entre os psicofármacos e medicamentos utilizados na clínica odontológica, como os anestésicos. O uso de anestésicos locais com vasoconstritores simpatomiméticos, entre eles a adrenalina, a noradrenalina e a fenilefrina, podem potencializar os efeitos colaterais dos antidepressivos, principalmente tricíclicos e inibidores da MAO, sobre o sistema cardiovascular”, previne o cirurgião-dentista. “Os antidepressivos tricíclicos também agregam, como seus efeitos colaterais, a visão turva, taquicardia e palpitação, em função das suas ações antimuscarínicas; fraqueza, sedação, aumento do apetite e fadiga, por bloqueio dos receptores histaminérgicos H1; e ainda hipotensão ortostática, por impedirem receptores adrenérgicos α1. O uso dos ISRS pode alterar a coagulação do paciente, com aumento no tempo de sangramento, pois há uma maior concentração de serotonina na fenda sináptica e uma menor concentração disponível às plaquetas que a armazenam”, completa.

Atendimento humanizado

A promoção da assistência humanizada e especializada a esses pacientes pode ser a chave para o sucesso do atendimento odontológico.

A conduta e a abordagem de pacientes com depressão são muito delicadas, principalmente quando emoções muito intensas, como a tristeza, melancolia, frustração e raiva, são expressadas. “Como profissional da área da saúde, é importante lembrar que isso faz parte de uma condição, não devendo ser relacionado a uma opinião pessoal. É preciso ter cuidado para não tentar convencer a pessoa deprimida que aquilo que ela sente não existe”, adverte Rafael Celestino Colombo de Souza.

Para o especialista, um tratamento humanizado aumenta a adesão do paciente ao tratamento. A busca por essa prática deve ser constante, e o aprendizado é obtido a cada experiência. “Receba o paciente na sala de espera, mostre empatia, fale o seu nome, seja um bom ouvido e, quando na dúvida sobre o que fazer ou dizer, pergunte sempre: ‘como posso ajudar?’”.

Ainda neste contexto, é importante enfatizar que este cuidado deve ser estendido à equipe multidisciplinar, que tem um papel fundamental no cuidado contínuo desta condição.

Via local Odonto