Pulseira detecta nível de insulina dos diabéticos – e injeta remédio se for necessário

O dispositivo funciona automaticamente, é super resistente e a injeção é tão micro que não causa dor

POR Helô D’Angelo EDITADO POR Bruno Garattoni

 Fonte :SuperInteressante online

pulseira diabetesHui Won Yun | Seoul National University
A pulseira criada pelos cientistas de Seul detecta e trata a alta de glicose no sangue.

Há anos, os cientistas vêm tentando desenvolver formas menos invasivas e mais convenientes para as pessoas monitorarem a glicemia – o nível de açúcar no sangue. Foi com esse objetivo que um grupo de pesquisadores do Institute for Basic Science, de Seul, criou uma pulseira capaz de checar essa concentração de glicose, de aplicar a medicação quando necessário e, além disso, de gravar os dados para que a pessoa possa acompanhar a variação do açúcar no sangue ao longo de vários dias.

Funciona assim: a pulseira tem alguns sensores que percebem mudanças na temperatura da pele e no pH do suor do usuário, sinais que indicam uma alta na glicose. O dispositivo também tem micro agulhas que ficam protegidas por uma camada mais fina. Em situação de glicemia alterada, pequenos filamentos são aquecidos e derretem essa camada, liberando as agulhas que injetam um medicamento antidiabético na pessoa, a Metformina – droga que facilita a absorção da glicose pelas células, diminuindo sua concentração na corrente sanguínea. Essas agulhas são tão fininhas que as picadas são quase imperceptíveis.

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O dispositivo é feito de grafeno, um material extremamente forte e flexível à base de carbono. Essa composição faz com que a pulseira seja super fina e confortável e, ao mesmo tempo, tão resistente quanto o diamante. O grafeno também conduz a eletricidade 100 vezes mais do que o silício, que é a matéria prima da maioria dos chips de computador. Ainda não há informações sobre o custo dessas pulseiras.

O aparelho foi testado em ratos com diabetes e em dois homens adultos que também tinham a doença, e os resultados foram satisfatórios – ou seja, a concentração de açúcar no sangue foi controlada com sucesso pela pulseira. Mas antes que os cientistas possam continuar os testes em humanos, alguns problemas precisam ser resolvidos: em dias de muito calor, por exemplo, os sensores do dispositivo podem ser enganados. Outra complicação é que a dose de Metformina que é liberada precisa ser exata para cada pessoa, e isso ainda não foi acertado. Os estudos vão continuar até que esses ajustes sejam feitos, mas os cientistas estão otimistas: é um passo importante para facilitar a vida de quem sofre com diabetes, e evitar que elas precisem tomar injeções de insulina todos os dias, por exemplo.

Diabetes

O que é

A doença se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no pâncreas ou pela perda da eficiência da ação de insulina em pessoas com excesso de gordura no corpo. A insulina transporta a glicose para dentro das células e permite a sua transformação em energia para o funcionamento equilibrado do organismo.

Quando não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a danos nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando em complicações como disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.

Tipos e Causas

Diabetes tipo 1

O sistema imunológico atinge o pâncreas, destruindo as células responsáveis pela produção do hormônio insulina.

Diabetes tipo 2

Responsável por 90% dos casos de diabetes, esse tipo está associado ao ganho de peso. Frequente em pessoas com mais de 40 anos, acontece porque o acúmulo de gordura abdominal dificulta a ação da insulina.

Diabetes Gestacional

Ocorre no período da gravidez por conta dos hormônios produzidos pela placenta. Após o parto a maioria dos casos se reverte.

Fatores de risco

Familiares com diabetes, alteração dos níveis de glicose, acúmulo de gordura abdominal, obesidade e sobrepeso, pressão arterial elevada, sedentarismo e alimentação com baixa ingestão de frutas, verduras e legumes.

Incidência

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença afeta 12% da população entre 30 e 69 anos. Na população com mais de 65 anos, esse índice sobe para 18% das pessoas.

No mundo todo, mais de 240 milhões de pessoas são portadoras de diabetes. Estima-se que 10% tenham o tipo1, que acomete principalmente jovens no início da fase adulta. Já o tipo 2, forma mais comum da doença, se desenvolve em pessoas com excesso de tecido gorduroso. A diabetes gestacional ocorre em até 5% das mulheres grávidas.

Sinais e Sintomas

A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início do diabetes, por isto pessoas com fatores de risco devem realizar exames de sangue periódicos para avaliar se apresentam a doença. A estimativa é que 50% das pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o acompanhamento regular com um médico é essencial para o diagnóstico precoce.

Quando os níveis de glicose estão extremamente elevados, pode ocorrer vontade frequente de urinar, sede e fome em excesso, fadiga, alterações na visão, mudanças de humor, náuseas e vômitos, fraqueza, perda de peso, dores nas pernas, infecções repetidas na pele, machucados que demoram a cicatrizar, formigamento ou sensação de dormência, principalmente nos pés.

Diagnóstico

É feito por um teste simples para detectar os níveis de glicose no sangue. O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl. Se os níveis de glicose se encontram entre 100 e 127 mg/dl, existe alto risco de desenvolver diabetes, por isto esta situação pode ser denominada pré-diabetes. Se a glicemia estiver acima de 127 mg/dl em 2 exames diferentes ou acima de 200 mg/dl após consumo de carboidratos, é diagnosticado o diabetes.

Tratamento

Pacientes com o tipo 1 de diabetes, também chamado de insulinodependente, precisam fazer reposição diária de insulina.

Para os portadores do tipo 2 o tratamento é feito por meio de comprimidos tomados via oral que atuam na melhora da resposta das células à insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina. Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e auxiliando a redução de peso. Após 10 anos de diagnóstico, é comum a necessidade de uso de insulina nos portadores de diabetes tipo 2.

Nos casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.

Independente do tipo de diabetes, o fundamental é a adoção ao tratamento aliada a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.

Prevenção

O primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.

A redução de 5% do peso corporal associada à pratica de 150 minutos de atividade física por semana reduzem a ocorrência de diabetes em 58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico.

Fonte: Dr. Rogério Ribeiro, endocrinologista

Hospital Albert Einstein

Sete dicas para você desconfiar se a criança possui diabetes

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Confira as dicas da endocrinologista Rosita Fontes, sobre possíveis sintomas da doença.

A diabetes é uma doença que atinge não só os adultos, mas também as crianças. A mais comum entre os pequenos é a diabetes tipo I, que geralmente ocorre em indivíduos com menos de 30 anos, caracterizada pela perda grave na função das células beta-pancreáticas, responsáveis pela produção da insulina.

Outro tipo que vem aumentando nos dias de hoje é a diabetes por resistência insulínica, causada por alimentação desequilibrada e aumento de peso.

 Confira as dicas da endocrinologista Rosita Fontes, do Delboni Medicina Diagnóstica, sobre possíveis sintomas da doença.

 

  1. Se você reparou que a criança está com uma sede intensa, preste atenção, pois sede é um dos sintomas da doença.
  1. Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também pode ser um indicativo.
  1. Seu filho vai ao banheiro urinar com frequência, inclusive à noite? Urina em grande quantidade? Cuidado! A diabetes pode causar essas constantes idas ao banheiro.
  1. A criança se queixa de visão embaçada? Fique atento, pois pode não se tratar de problema oftalmológico.
  1. Seu filho tem reclamado de câimbras e formigamentos? Se essas queixas são constantes, ligue o radar.
  1. A criança frequentemente tem mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura? Esses são sinais de alerta, procure um médico!
  1. Se a criança tem, pelo menos, três queixas relatadas anteriormente, procure um médico para investigação. O diagnóstico e o tratamento precoce da diabetes evitam as possíveis complicações características da doença.

Para mais informações procure seu médico

Três cuidados que o paciente diabético deve ter

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Uma boa higienização bucal traz benefícios e ajuda na prevenção de doenças, enquanto que uma limpeza bucal malfeita pode trazer infecções, mau hálito, gengivite e outras diversas complicações que pioram a qualidade de vida de qualquer pessoa. Por isso, a atenção à escovação e à limpeza da boca é essencial para todos.

Essa regra deve ser ainda mais especial para os diabéticos, já que a doença pode causar infecções na boca. Por isso, o diabético deve redobrar a atenção com sua limpeza bucal e com sua dieta, além de cumprir as recomendações do médico — e do odontologista também.

Reunimos aqui 3 cuidados que você deve ter para não deixar a diabete prejudicar a saúde da sua boca. Confira!

Faça uma limpeza bucal impecável

Boa parte das doenças bucais ocorre devido a restos de alimentos que não são retirados durante a escovação. Esses resíduos permitem que as bactérias se multipliquem e causem mau hálito, cáries, inflamações e, em casos graves, doenças como úlceras ou periodontite, que afeta a gengiva de maneira severa, causando perda óssea.

Nos diabéticos, todas essas consequências são agravadas pelo maior tempo que o corpo leva para terminar a cicatrização. Além disso, as doenças gengivais podem agravar o nível glicêmico, o que prejudica qualquer tratamento contra a diabete. E, conforme se agrava a situação da saúde bucal, fica mais difícil manter uma dieta equilibrada, devido à dificuldade na mastigação. Em consequência, esse problema pode levar ao desequilíbrio do nível de glicose no organismo.

Além da recomendação geral para escovar os dentes ao menos quatro vezes por dia, o diabético deve fazer a higiene bucal imediatamente após as refeições, para não dar chance de as bactérias causarem ferimentos que vão demorar a cicatrizar. Lembrando ainda que é fundamental passar o fio ou fita dentais. Faça uma limpeza criteriosa e constante, principalmente.

Atenção aos maus hábitos

Existem hábitos que podem agravar os eventuais prejuízos já existentes à situação da higiene bucal, e, com a diabete, esse efeito é pior ainda. Por isso, repense algumas atitudes recorrentes e fique atento ao que está direta ou indiretamente ligado à sua boca, diminuindo, assim, hábitos prejudiciais, como por exemplo o fumo.

O hábito de fumar prejudica muito a manutenção da limpeza bucal: o fumo traz consequências negativas para qualquer pessoa, mas agrava ainda mais a situação dos diabéticos. Os fumantes têm mais chances de adquirir inflamações, mau hálito, entre outros problemas. Portanto, se você tem esse hábito, é hora de repensá-lo, dando prioridade à sua saúde. Para quem usa aparelho ou próteses dentárias, o conselho é o seguinte: redobre as atenções para a limpeza e conservação dessas peças, para que não acumulem resíduos que lhe prejudiquem.

Seu dentista deve estar ciente de tudo

Ninguém melhor do que um profissional adequado para te dar as melhores orientações. Sendo assim, o seu dentista deve ser avisado de todos os medicamentos, tratamentos e alterações em sua dieta. Afinal, a saúde bucal está relacionada ao bom — ou mau — controle da diabetes e vice-versa. Ciente de todo o tratamento feito para controlar a doença, o dentista pode recomendar os medicamentos e condutas mais indicados para o seu caso. Procedimentos invasivos, como extrações, deverão ser feitos com atenção redobrada, pois poderão aumentar a taxa de glicose — o que para uma pessoa com diabete não é nada bom.

Lembre-se também de que a situação da boca não só influencia em doenças. Ela também pode ser um sintoma de que há algo errado com a sua saúde. Portanto, mantenha sua higiene bucal em dia e visite seu dentista regularmente.
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Diabetes e problemas de saúde bucal

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Existe uma ligação entre as doenças gengivais e diabetes?

Dos 21 milhões de americanos que têm diabetes, muitos podem ficar surpresos com uma inesperada complicação associada com esta condição.
Pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.

Existe uma via de mão dupla?

Pesquisas recentes sugerem que a relação entre doenças gengivais e diabetes é uma via de mão dupla. Não somente as pessoas com diabetes são suscetíveis às doenças gengivais, mas esta pode ter o potencial de afetar o controle glicêmico no sangue e contribuir para a progressão do diabetes. Pesquisas sugerem que pessoas com diabetes têm alto risco de adquirirem problemas bucais, tais como gengivite (um estágio inicial de doença gengival) e periodontite (doença gengival avançada com perdas ósseas) Pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas, e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.

Uma boa saúde bucal é parte integrante da saúde geral.Por isso, escove os dentes, use fio dental e enxaguatório bucal e consulte o dentista regularmente.
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Problemas com os dentes

Por ser diabético a pessoa corre um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil. Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho – uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.

Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses.Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente. O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.

O que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabete?

As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais e do preparo do seu dentista para ajudá-lo.Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.

Referências

1 American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/ prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.

2 American Diabetes Association. Complications of Diabetes in the United States. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/complications.jsp. Accessed February 20, 2008.

3 American Diabetes Association. Type 2 Diabetes Complications. Available at http:www.diabetes.org/type-2-diabetes/complications.jsp. Accessed August 29, 2007.

4 Mealey, BL. Periodontal disease and diabetes: A two-way street. Journal of the American Dental Association. October 2006.

5 American Academy of Periodontology: Periodontal (Gum) Diseases Available at http://www.perio.org/consumer/2a.html. Accessed January 10, 2008.

Diabetes: é preciso cuidar

Diabetes: é preciso cuidar

Alimentar-se de forma inadequada e manter uma vida sedentária são hábitos que a população dos países em desenvolvimento – entre os quais o Brasil – aprendeu rapidamente. Mas o problema vai além dos quilinhos a mais, e as consequências de uma dieta desequilibrada são grandes para a saúde. Uma delas corresponde ao fator de risco para as doenças do sistema circulatório como infartos e derrames: o diabetes mellitus.
Diabetes em crescimento acelerado Sua prevalência tem aumentado em proporções epidêmicas. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem que aproximadamente 180 milhões de pessoas no mundo apresentam diabetes e, provavelmente, esse número será mais que o dobro em 2030. Os países em desenvolvimento são os que mais apresentam aumento de casos. A possível razão é a maior expectativa de vida da população, além dos maus hábitos alimentares e do sedentarismo. A OMS estima que quase 80% das mortes causadas por diabetes ocorrem em países de baixa e média renda, sendo que a maioria dessas pessoas tem mais de 70 anos.

Açúcar no sangue

O corpo não consegue administrar a glicose de forma adequada, o que aumenta seus níveis no sangue. A partir daí começam os problemas de saúde”
O diabetes mellitus é uma alteração no metabolismo da glicose, causada pela deficiência na produção ou ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável por transformar as moléculas de glicose em energia. “O corpo não consegue administrar a glicose de forma adequada, o que aumenta seus níveis no sangue. A partir daí começam os problemas de saúde”, alerta Daniel Lerario, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Essa é a doença mais comum, considerada epidêmica e pode se apresentar de três maneiras:

Tipo I

A pessoa com esse tipo de diabetes tem de usar insulina para o resto da vida. “Esses indivíduos têm inflamação no pâncreas, daí a deficiência quase absoluta de insulina”, explica o médico.

Tipo II

Atinge, em geral, pessoas com mais de 40 anos. A maior parte das pessoas com esse tipo de diabetes tem outros fatores relacionados à doença, como obesidade, sedentarismo e histórico do problema na família. “Nesse caso, é possível tratar com medicação, dieta alimentar e atividade física. E com o passar do tempo, especialmente nos menos aderentes ao tratamento, o uso de insulina pode ser necessário”, afirma o dr. Lerario.

Gestacional

Desenvolvida durante a gravidez. Geralmente desaparece depois do nascimento do bebê. Há dois fatores de risco importantes nesse caso: o aumento des controlado de peso durante a gravidez e quando a futura mamãe tem mais de 35 anos.

Mal silencioso

O ideal é não esperar os sintomas surgirem para procurar um médico. Com exames periódicos, é possível diagnosticar o aumento da glicose e iniciar o tratamento precocemente”
Um dos principais problemas do diabetes é que ele pode se desenvolver de forma assintomática – quando os primeiros sinais de alerta começam a aparecer, o quadro já está bem estabelecido. Prova disso é o Censo Nacional sobre a Prevalência do Diabetes do Ministério da Saúde, realizado na década de 1980, que mostrou que 50% dos diabéticos desconheciam o diagnóstico.

“O ideal é não esperar os sintomas surgirem para procurar um médico. Com exames periódicos, é possível diagnosticar o aumento da glicose e iniciar o tratamento precocemente”, informa o médico. Casos de diabetes na família são sinais de que o acompanhamento periódico é recomendável, pois o problema pode ser herdado.

Quando associado à obesidade, os riscos para a saúde são ainda maiores. “Hoje, a epidemia de diabetes manifesta-se até entre as crianças, por estarem cada vez mais obesas”, explica o dr. Lerario.

Na dose certa

O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl. Nos casos avançados de diabetes, esse índice ultrapassa os 180 mg/dl alguns sintomas podem aparecer. “Antes disso já se considera diabetes, e vários problemas vão sendo causados mesmo que não haja sintomas”, ressalta o endocrinologista.

Os principais sintomas são:

aumento do volume da urina – ao que chamamos de poliúria
aumento do apetite – ao que chamamos de polifagia
aumento da sede – ao que chamamos de polidipsia
coceiras pelo corpo e, no caso das mulheres, em especial na região vaginal
alterações visuais (‘vista embaçada’)
O dr. Daniel lembra que, caso as taxas de glicose permaneçam altas ao longo de anos, há depósitos do excesso de glicose nos vasos sanguíneos e nervos, que podem ocasionar complicações crônicas do diabetes, como cegueira, distúrbios neurológicos e problemas renais crônicos. “Corre, ainda, risco de gangrena das pernas, o que pode levar até a amputações. E a pessoa fica sujeita a doenças cardiovasculares”, comenta o dr. Lerario.

Em alguns casos é possível controlar o diabetes apenas com dieta alimentar e prática de atividades físicas. Mas muitos pacientes precisam de medicação. As boas notícias são que há formas de identificá-la ainda no início e que existem tratamentos cada vez mais avançados, incluindo o exame de monitoração contínua da glicose.

Alternativas para o tratamento

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Embora a insulina injetável seja ainda bastante utilizada, os medicamentos evoluíram muito e há outras formas de controlar o diabetes.

Medicamentos orais

Hoje existem mais de dez tipos. Uma opção médica é combinar dois ou mais medicamentos para equilibrar o nível de glicose.

Exame de monitoramento contínuo da glicose

Com esse exame é possível verificar a qualidade do controle do diabetes, estabelecendo claramente os períodos do dia em que o paciente encontra-se descompensado”
O exame é feito com a inserção de um sensor sob a pele. O sensor fica ligado a um monitor que registra, de forma praticamente contínua, os níveis de glicose no sangue. Pode ser utilizado de 24 a 72 horas. A partir desse monitoramento, é desenvolvido um relatório que auxilia o médico na administração de tratamentos. “Com esse exame é possível verificar a qualidade do controle do diabetes, estabelecendo claramente os períodos do dia em que o paciente encontra-se descompensado”, explica Simão Lottenberg, endocrinologista do HIAE e responsável pelo exame.