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DTM: conheça a disfunção e como ajudar o seu filho

Estalos na mandíbula e dores de cabeça estão entre os sintomas mais comuns

Por Maria Clara Vieira

dtm atm boca mandíbula dor criança  (Foto: Thinkstock)

Dor na face e na cabeça, estalos na abertura e no fechamento da boca, dificuldade para falar, mastigar e deglutir… Tudo isso pode ser sintoma da disfunção temporomandibular, também chamada de DTM.

A literatura médica estima que pelo menos 35% das crianças apresentam algum sintoma da disfunção.

“Muitas crianças têm DTM, mas nem sempre o diagnóstico é feito corretamente. Por causar dores no rosto e na cabeça, os pais costumam levar a criança ao neurologista, oftalmo ou otorrino. Outro fator que dificulta o diagnóstico é que as crianças não conseguem explicar exatamente o tipo de dor que sentem”, explica a dentista Adriana Lira Ortega, mestre em DTM e membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF).

Cabe aos pais prestar atenção diariamente aos sintomas do filho e procurar um dentista especializado em DTM para auxiliar a criança. “A principal questão é identificar o problema. Se passa despercebido, as dores podem acabar se transformando em algo crônico”, afirma Tally Karlik Orel, odontologista da Clínica Orel (SP).

Causas e tratamento

A DTM parece ter um componente genético, ou seja: se você já teve os sintomas, existe a possibilidade de que seus filhos venham a ter também. Segundo a especialista Adriana Ortega, as crianças que sofrem traumas – como bater o queixo, a cabeça e o pescoço – também podem apresentar a disfunção. Outros fatores associados à DTM são os hábitos de roer unhas e mascar chicletes.

Para a dentista Tally Orel, mudanças drásticas na vida da criança ou situações que causam muito estresse costumam contribuir com o quadro.

Uma vez identificado o problema, o tratamento pode seguir caminhos variados, de acordo com a gravidade da situação. Casos muito dolorosos (que são mais raros) requerem medicação. O mais comum, no entanto, é a recomendação de terapias não invasivas, como exercícios musculares e uso de placas de acrílico rígido.

Outra recomendação frequente dos especialistas é que sejam removidos da rotina da criança os fatores ambientais como roer unhas e mascar chiclete.

Fonte:Rev. Crescer

Tratamento da DTM pode melhorar rendimento de remadores

(Desordem Temporomandibular) é um problema causado por excesso de pressão nas articulações ou músculos responsáveis pelo movimento de abre e fecha da boca. Quem sofre com ela, costuma apresentar dores em diversas partes do corpo (coluna, cabeça, pescoço e rosto, por exemplo) e acaba tendo sua qualidade de vida e sua efetividade afetadas. Com base nisso, a Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) resolveu fazer um estudo associando essas dores ao rendimento de atletas remadores. Os resultados foram muito favoráveis ao esporte como um todosaudebucalremadores

Essa modalidade esportiva é bastante peculiar, pois nela todo o corpo do atleta deve se mover, enquanto a cabeça deve permanecer fixa, pois do contrário o barco vira

Foto: Eduardo Abe / www.worldrowing.com. / Divulgação

A pesquisa analisou inicialmente 30 atletas remadores que estavam sofrendo com algum tipo de dor. Desses 30, 10 foram diagnosticados com DTM e assim, foram divididos em dois grupos de cinco.

Para um dos grupos foi indicado somente um exercício próprio para pessoas que sofrem com esse problema que é o de encostar a língua no céu da boca e abrir e fechá-la 15 vezes. Isso deveria ser feito três vezes ao dia.

Já o outro grupo teve que fazer o mesmo exercício, mas também usar um aparelho dentro da boca que preenche o espaço entre os dentes da maxila e da mandíbula. O objetivo dele é aliviar os efeitos da tensão e do estresse. Depois de três meses foi possível observar uma melhora significativa na dor do segundo grupo, que usou o dispositivo.

Por que remadores?
Segundo Eduardo Yujiro Abe, autor da pesquisa e Membro da Sociedade Brasileira de Dor Orofacial (SBDOF), a escolha desse grupo de estudo partiu da falta de material de análise sobre o assunto.

“Durante uma conversa sobre a relação entre a oclusão e a postura descobrimos que uma aluna remadora foi diagnosticada como portadora de DTM. Após um levantamento bibliográfico, obervamos que existia apenas um artigo europeu, em 2005,relatando este mal nesta modalidade esportiva, despertando nosso interesse, não só pela afinidade em trabalhar com atletas, como também pela necessidade da manutenção do equilíbrio durante cada movimento de remada”, diz o especialista.

Para ele, essa modalidade esportiva é bastante peculiar, pois nela todo o corpo do atleta deve se mover, enquanto a cabeça deve permanecer fixa, pois do contrário o barco vira. Ou seja, há muita tensão envolvendo a parte superior do corpo (inclusive na mandíbula e na maxila) e o equilíbrio é fundamental para esse tipo de atleta. “Sendo assim, além do esforço físico constante, o atleta deve ter atenção e foco total durante a prática, ou seja, com dor, o desempenho poderá ser afetado”, diz Eduardo.

Resultados
A redução da dor mostrou aos pesquisadores que o centro de gravidade dos voluntários melhoraram quando eles estavam em pé. Além disso, o organismo se reorganizou melhorando o equilíbrio.

“Quando o equilíbrio é estabelecido há menor gasto energético. Para o atleta, toda a economia de energia é importante para que ela seja utilizada no momento certo. Mas de modo geral, a redução da dor trouxe melhora na qualidade de vida diária desses atletas”, diz Eduardo.

Todos os esportes
Qualquer tipo de dor prejudica o organismo como um todo e nos priva em partes de nossas atividades diárias podendo causar até, em alguns casos, repouso forçado. Para o atleta, esse período de redução do treinamento ou pausa pode gerar estresse psicológico.

“Os dispositivos usados na pesquisa (placa oclusal estabilizadora), tem como objetivo fornecer estabilidade articular e relaxamento muscular. Sendo assim, grande parte das modalidades esportivas podem se beneficiar com eles, mas é importante ressaltar a importância do correto diagnóstico com um especialista. Os dispositivos devem, não só ser prescrito e confeccionado pelo dentista, mas também adaptados ao seu dia-a-dia e à modalidade. Por exemplo: o boxeador, o karateca ou o jogador de rúgbi podem obter excelentes resultados em sua performance com um protetor bucal”, diz Eduardo.

 Fonte: Agência Beta

Dores na face, cabeça, pescoço, ouvido? Saiba mais sobre DTM

Dores na face, cabeça, pescoço, ouvido? Saiba mais sobre DTM

Condição de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, as dores de cabeça, dores de ouvido, sensibilidade de articulações mandibulares e músculos utilizados na mastigação, dores com origem no sistema nervoso, dores psicogênicas, dores por doenças graves (como tumores e AIDS).

Muitas pessoas com desconforto na face, podem estar apresentando problemas relacionados aos músculos mandibulares e articulações da mandíbula (ou ATMs) . Por não estarem funcionando adequadamente, resultam em ciclos de dor e espasmos dos músculos. Estes problemas são freqüentemente referidos como Desordens Têmporo Mandibulares (DTMs). Já que as causas de algumas DTMs não são bem compreendidas, existem opiniões diversas sobre seu diagnóstico e tratamento. Talvez você mesmo já tenha alguma vez sentido dores na área de suas ATMs, ou ainda o seu Dentista ou Médico tenham lhe dito que você apresenta alguma forma de DTM. Se você tem dúvidas sobre este assunto, você não está sozinho: também os pesquisadores estão procurando respostas sobre o que causa as DTMs, quais são as melhores formas de tratá-las e como preveni-las.

1- ATM e seu funcionamento
A Articulação Têmporo Mandibular une a mandíbula ao crânio (no osso temporal, na porção lateral da cabeça). Se você colocar seus dedos indicadores bem à frente dos ouvidos, abrir e fechar a boca poderá perceber o movimento das articulações de cada lado da cabeça. Devido à flexibilidade dessas articulações, a mandíbula pode ser movimentada suavemente para cima e para baixo e para os lados, permitindo que se fale, boceje, mastigue, etc. O que controla seus movimentos e posições são os músculos mastigadores que estão ligados à mandíbula.
Na mandíbula, existem uns extremos arredondados chamados de côndilos mandibulares (parte inferior da articulação), que ao abrirmos a boca, eles se deslocam dentro das cavidades articulares que estão nos ossos temporais de cada lado da cabeça. Quando fecharmos a boca, eles retornarão às suas posições iniciais. Para permitir este movimento suave dos côndilos durante os movimentos de abertura e fechamento da boca, é necessária a presença de um disco articular flexível entre o côndilo (na mandíbula) e o osso temporal (no crânio). Este disco irá absorver os choques sobre as articulações (ATMs), quando da mastigação e outros movimentos mandibulares. Qualquer problema que interfira com o funcionamento desse complexo sistema de músculos, ligamentos, discos e ossos pode resultar em uma DTM.

2- DTMs (Desordens Têmporo Mandibulares)
DTM não é apenas uma desordem, mas um grupo de condições freqüentemente dolorosas que afetam a articulação da mandíbula / boca (ATM) e os músculos responsáveis pela mastigação. Embora não se saiba exatamente quantas pessoas apresentam alguma forma de DTM, parece que as mulheres são mais afetadas que os homens. As categorias mais freqüentes de DTMs são:
• dor miogênica: a forma mais comum de DTM, que é a presença de desconforto ou dor nos músculos da mastigação, podendo às vezes atingir até músculos do pescoço e ombro.
• desarranjos internos da ATM: significa que existe um disco articular deslocado ou mal posicionado, ou mesmo lesão na articulação.
• doenças degenerativas da ATM: como osteoartrite ou artrite reumatóide das ATMs.
Uma pessoa poderá apresentar uma ou mais destas condições ao mesmo tempo.

3- Causas de DTMs
Enquanto algumas formas de DTMs têm causas bem definidas como trauma, artrite ou estresse nervoso, a maioria é causada por uma combinação de fatores. Pesquisadores acreditam que na maioria das pessoas que apresentam clique na ATM, provavelmente o disco articular não está em sua posição normal. No entanto, esses problemas são geralmente de menor importância, e na ausência de dor mandibular ou problemas com o movimento mandibular suave eles não requerem tratamento.
Alguns especialistas sugerem que o estresse físico e ou mental poderá causar ou agravar uma DTM. Ao observar pessoas com DTMs, nota-se que elas freqüentemente rangem ou apertam seus dentes à noite o que poderá “cansar”os músculos mastigadores e causar dor. Com o passar do tempo, problemas musculares persistentes poderão afetar as articulações, e um complexo ciclo de dor e disfunção estará estabelecido. No entanto, não está claro se o estresse é a causa do ranger/apertar e subseqüente dor, ou se é resultado devido à presença de dor e disfunção mandibular crônica.
As causas exatas das desordens são muitas vezes ainda desconhecidas e algumas vezes é mesmo impossível determinar-se as causas dos sintomas. Cientistas estão agora explorando como fatores físicos, psicológicos e comportamentais podem se combinar e dar origem a DTMs.

4- Sinais e Sintomas de DTMs
É encontrada uma variedade de sintomas relacionados a DTMs, como por exemplo:
• dor nos músculos mastigadores e/ou ATMs, é o sintoma mais comum;
• limitação de movimentos ou mesmo travamento da mandíbula;
• dor irradiada na face , pescoço ou ombros;
• clique doloroso, crepitação ao abrir ou fechar a boca;
• alteração súbita da maneira como os dentes superiores e inferiores se encaixam;
• dor provocada ao bocejar , mastigar, ou abrir exageradamente a boca.
Outros sintomas como dor de cabeça, dor de ouvido, tontura e problemas de audição podem algumas vezes estar relacionados a DTMs. Deve-se ter em mente, no entanto, que desconforto ocasional nas ATMs ou músculos mastigadores é bastante comum e geralmente não configura causa de preocupação.

5- Diagnóstico
É feito pelo cirurgião-dentista, uma seqüência de tratamento baseado em uma anamnese completa, exames clínicos e exames radiográficos apropriados quando necessário ou ainda outros testes de diagnósticos. O paciente descreve os sintomas detalhadamente, depois é feito um exame clínico simples da face e mandíbula através de palpação das ATMs e músculos mastigadores para se saber sobre a presença de dor ou sensibilidade, auscultação de ruídos articulares, e observação de limitação ou travamento dos movimentos de abertura e fechamento da boca. Também é importante conferir a história médica e odontológica do paciente.
Na maioria dos casos, essas informações já são suficientes para identificar a dor ou o problema mandibular, realizando um correto diagnóstico e o tratamento.
Técnicas de imagem como ressonância magnética e tomografia (para visualizar tecidos moles), são necessárias apenas quando o profissional suspeita fortemente de condições como artrite, ou em vigência de dor persistente e/ou outros sintomas que não respondem adequadamente à terapia instituída. Obtendo uma concordância sobre essas diretrizes será feito um diagnóstico, e se necessário, alguma forma de tratamento para a situação existente.

6- Tratamento
O ideal é lembrar que o tratamento sempre que possível deve ser conservador e reversível. Os tratamentos conservadores são bem simples e usados em DTMs que não sejam severas e de ordem degenerativa. Estes tratamentos não invadem os tecidos da face, mandíbula ou ATMs. Tratamentos reversíveis não causam alterações permanentes na estrutura ou posição da mandíbula ou dentes.
Muitas vezes uma terapia de suporte usada pelo paciente, tal como manter uma dieta macia, aplicação de calor ou gelo nas regiões sensíveis, evitar movimentos mandibulares extremos tais como bocejar, cantar alto ou mascar chicletes, acaba trazendo melhoras para a sintomatologia apresentada.O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais: dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo, não se tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo a está sentindo.

Outras possibilidades empregadas em terapia:
• aprendizado de técnicas de relaxamento para se tentar controlar a tensão sobre a musculatura de mastigação;
• tentar eliminar a dor e espasmo muscular pela aplicação de calor úmido ou o uso por pouco período de medicamentos como relaxantes musculares, analgésicos ou antiinflamatórios;
• eliminar alguns efeitos deletérios causados pelo ranger ou apertamento dos dentes através do uso de placa de mordida, que é uma peça de acrílico encaixada sobre os dentes superiores ou inferiores.

As formas de tratamento conservadora e reversível apresentadas anteriormente são úteis para o alívio da dor e desconforto (na sua persistência, o paciente deve comunicar ao seu clínico).
Finalmente, se as ATMs estão afetadas, e outras formas de tratamento não foram bem sucedidas, poderá ser recomendado alguma forma de tratamento cirúrgico.
Existem outras formas de tratamentos invasivos, como a injeção de medicamentos destinados a diminuir a dor em áreas musculares localizadas chamadas de zonas de gatilho. Atualmente está se avaliando se os benefícios são duradouros.
Tratamentos cirúrgicos são freqüentemente irreversíveis e devem ser evitados sempre que possível.
“Antes de se instituir alguma forma de tratamento cirúrgico, deve-se sempre procurar outras opiniões a respeito do problema.”

Outras formas de tratamento incluem:
• a ortodontia, a qual visa a modificação da mordida do paciente;
• a odontologia restauradora;
• o ajuste oclusal (desgaste seletivo das superfícies dentárias para “equilibrar “a mordida).

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O que é dor orofacial? Que profissional trata esse problema?
A dor orofacial é uma condição de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, as dores de cabeça, dores com origem no sistema nervoso, dores psicogênicas (relacionadas com fatores psicológicos) e dores por doenças graves, como tumores e AIDS. O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais: dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo, não se tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo a está sentindo.
Quais as dores mais comuns na região da face?
As dores de origem dentária continuam sendo as mais comuns na população em geral, mas levantamentos sobre atendimentos de pacientes que apresentam disfunções da articulação temporomandibular (ATM, a articulação do osso temporal com o osso mandibular) demonstram que a dor está presente em 97% dos casos.

Quais as dores na face que não estão associadas com os dentes?
Existem várias dores que se refletem (denominadas “dores referidas”) na face e não têm origem dentária, como as dores por otite e sinusite, dores na articulação, dores musculares nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação, dores nos nervos faciais, como as neuralgias, dores causadas por infecções e ulcerações da mucosa bucal, dores com origem nos olhos, glândulas salivares, lacrimais e mucosa nasal e a dor relacionada com a síndrome de ardência bucal (dor crônica e “queimação” em toda a boca, sem que existam lesões na mucosa).

Meu dentista disse que tenho disfunção da ATM, pois sinto dores e desconforto ao abrir a boca. O que isso significa?
A disfunção da ATM é uma anormalidade da articulação temporomandibular e/ou dos músculos responsáveis pela mastigação. Na verdade, a disfunção da ATM é um subgrupo das dores orofaciais. Deve ser feito um minucioso exame clínico e questionário para se obter um correto diagnóstico, pois, muitas vezes, as disfunções da ATM podem ser confundidas com outras condições dolorosas, como dores de origem dentária e infecções bucais.

Quem tem um estalido na articulação terá também dor com o passar do tempo? E quem tem bruxismo (ranger de dentes)?
O estalido na ATM pode permanecer por algum tempo e até desaparecer, o que ocorre mais comumente em crianças e jovens, ou pode evoluir para o travamento da mandíbula, com eventual aparecimento de dor. Afirmar que todo estalido será seguido de dor em alguma fase da vida não seria correto, pois há indivíduos que têm estalido por muito tempo sem ter dor. Quanto às pessoas que têm bruxismo, muitas não desenvolvem dor. Existem estudos que sugerem que, se o indivíduo tem predisposição para disfunção temporomandibular, rangendo os dentes, as chances de a dor aparecer são maiores.

Por que, quando estou mais ansioso e estressado, sinto dores ao mastigar, ao falar e até ao acordar?
O estresse e a ansiedade geram a descarga em nosso corpo de substâncias que atuam como estimulantes para tensão muscular, ativação do sistema nervoso e do sistema de secreção (endócrino), o que leva o indivíduo a ter certas reações que, em períodos de relaxamento, ele não vivencia. O apertamento dos dentes é muito comum nessa condição de estresse e é uma das causas mais freqüentes de dores musculares na face e na articulação.

As dores de cabeça podem estar relacionadas com problemas da articulação ou de origem dentária?
As dores de cabeça podem ter origem nos dentes, nos músculos e na articulação. Quando a origem é dentária, a dor de cabeça é difusa, e o paciente relata o envolvimento dos dentes. A dor de cabeça pode ter origem em músculos da face ou nas articulações e ser uma dor referida também aguda, com limitação da abertura da boca e dor durante a mastigação e fala.

Existe a possibilidade de a dor de um dente permanecer mesmo após a sua extração?
Existe um tipo de dor cuja origem se encontra em estruturas do sistema nervoso e que passa por dor dentária, quando, na verdade, a origem da dor não é o dente, apesar de a sensação dolorosa estar nele. O indivíduo tem “certeza” de que um determinado dente ou região dói e pede para o dentista tratar os dentes dessa região ou até extraí-los. Na verdade, o que ocorre é uma dor referida para o elemento dentário. Quando o dente é removido, a dor não desaparece, pois o real agente causador não era o dente, e sim outras estruturas que referiam a dor.

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Via Terra

O uso da toxina botulínica e preenchimento facial na Odontologia

O uso da toxina botulínica e preenchimento facial na Odontologia

O uso da toxina botulínica e preenchimento facial na Odontologia

A toxina botulínica, bastante conhecida por suas marcas comerciais (botox, dysport, prosigne, xeomin etc) inicialmente foi utilizada para tratamento de doenças musculares, mas depois foi constatado que ao tratar o estrabismo também atenuava as rugas ao redor dos olhos (pés de galinha). A partir daí passou a ser muito utilizada para eliminar as rugas, distonias, espasmos e hiperidrose (transpiração excessiva). A toxina botulínica é utilizada para tratamento do sorriso gengival ou assimétrico, cefaleia (dor de cabeça) tensional, disfunções temporomandibulares, apertamento dental, bruxismo (ranger dos dentes), hipertrofia do músculo masseter e correção de sequelas cirúrgicas, além de indicações em implantodontia, ortodontia e outras especialidades odontológicas.

O preenchimento facial é uma técnica que pode complementar tratamentos com próteses dentarias e ortodônticos, devolvendo volume dos lábios pode-se restabelecer sua sustentação evitando que as próteses dentarias sejam grossas e pesadas, como também ganho de volume papilar interdental e muitas outras indicações na odontologia.

Por
Dr. Luciano Artioli Moreira

Você sabe o que é ATM e DTM?

Você sabe o que é ATM e DTM?

O que é ATM e DTM ?
Essas perguntas e respostas são frequentes nas entrevistas e informativos destes problemas comuns a saúde da nossa população.
Resumimos aqui, algumas perguntas frequentes para ilustrar ao público um pouco mais do tema.

1. O que é a articulação temporo-mandibular?

É a articulação responsável pelos movimentos da boca – caso da abertura, fechamento, fala e mastigação, por exemplo. Trata-se de uma articulação bastante similar em nível estrutural as articulações do joelho e do cotovelo. Tal qual nesses casos promove a interação funcional de duas bases ósseas distintas ( neste caso da maxila e da mandíbula).
Estruturalmente, desenha-se tal qual o esquema da foto.

2. Qual a prevalência da disfunção dessa articulação (DTM) na população?

Existem inúmeras causas associadas a esse distúrbio. Dependendo de qual a causa analisada esta prevalência varia. Em termos gerais temos que as Disfunções Temporo Mandibulares (DTM´s) tem sua maior prevalência entre 20 e 45 anos, sendo que até os 40 anos, a principal causa é de origem muscular. Após os 40 a prevalência cai e se restringe aos casos de degeneração das estruturas da ATM. Embora menor, em números absolutos, seus sintomas são bem mais críticos e complicados de tratar que nos jovens e crianças.

3. Quais os sintomas?
A dor muscular ao mastigar, as cefaléias tensionais, dor na ATM e/ou ouvido, dor cervical, cansaço muscular na face e bruxismo são os sintomais mais comuns das disfunções das ATM´s.

4. O tratamento é fundamental? O que o não tratamento pode acarretar ?
Identificar a causa e tratá-la em sua etiologia é o segredo do sucesso neste tratamento. A identificação na juventude melhora as chances de evitar as complicações degenerativas inerentes aos casos mal tratados ou negligenciados por pacientes que temem a visita periódica ao dentista. A degenereção de tecido pode levar a soluções paliativas menos eficazes que as esperadas pelo paciente.

Tratamentos:

1. Como é o tratamento com uso de aparelho? Para quem ele é indicado? Quanto tempo costuma durar esse tratamento?

Depende de que aparelho estamos falando. No caso das correções de alinhamento dentário ( ortodontias e ortopedias maxilares) teremos também o benefício da prevenção das DTM´s além do observado alinhamento dentário recuperado – como supõe e projetam os pacientes. Alguns pacientes precisam da complementação das placas de relaxamento ou de bruxismo. Neste caso, conforme a indicação caberá ao dentista prever o tempo e o perfil de tratamento estimado ao caso e a causa associada ao surto de DTM daquela pessoa que nos procura.

2. Técnicas de relaxamento podem funcionar como um tratamento? Como elas são feitas? Para quem elas são indicadas? Quando realizar essas técnicas?

As técnicas de relaxamento auxiliam mas não bastam nos casos em que a relação entre as arcadas dentárias está fora de ajuste. Dentes perdidos, sobrepostos, desalinhados ou mal encaixados são causas comuns desses problemas. Tratar disso pode ser a real solução do problema. Assim a acumpuntura, o uso de florais e outras associações descritas são úteis, mas precisam se combinar a adequação do encaixe das arcadas e dos dentes para que os resultados perdurem.

3. O tratamento da disfunção da ATM pode incluir medicamentos? Quais? Para que servem? Para quem este tratamento é indicado? O tratamento com medicamentos costuma durar quanto tempo?

Tanto os de nível sistêmico ( relaxantes musculares) quanto os de aplicação local ( caso recente da Toxina botulínica) que pode ser aplicada nos músculos da mastigação para relaxamento deste quadro de DTM.Em termos de durabilidade seus efeitos tem certa restrição, sendo que a Toxina Botulínica vem se mostrando bastante eficaz em até 6 meses.

4. Existem procedimentos cirúrgicos para acabar com a disfunção da ATM? Para quem eles são indicados? Quanto tempo costuma durar o procedimento? Como é o pós-operatório?

Pode haver indicação dos mesmos nos casos extremos – tal qual nas lesões articulares dos joelhos, ombros e cotovelos – por exemplo. Tratam-se nestes casos de intervenções em nível hospitalar com pós operatório de relativa complexidade. Chamamos isso de ” a última carta na manga” e só a usamos nos casos em que se justifique tamanha complexidade interventiva.

5. Alguns especialistas recomendam a adoção de uma dieta macia, com alimentos que não exijam muito esforço mandibular. Ela é indicada para todas as pessoas com esse problema? Quanto tempo essa dieta especial deve durar? A exclusão de alimentos duros da dieta pode trazer prejuízos à saúde bucal?

Nos casos de pós cirurgicos para tratamento de DTM´s isso pode fazer algum sentido. Nos demais, a adequação do padrão alimentar deve respeitar os limites momentâneos de cada paciente e preparar para a retomada do estímulo mastigatório normal. Mastigação com consistência adequada e variada também é positivo ao funcionamento das arcadas bucais, não só pela ATM como pelo bom funcionamento de todo o trato digestivo.

6. Compressas quentes e frias podem ser usadas para o tratamento dessa disfunção? Para quem este procedimento é indicado? Quando ele deve ser feito? Quando usar a compressa quente e quando usar a compressa fria?

Geralmente a terapia de calor ( ou de contraste – como citado) pode se associar a determinadas abordagens médicas e odontológicas dessas articulações. Como dito nas terapias complementares, isso pode ser útil mas só terá sentido se associado a outras medidas de tratamento da causa daquele distúrbio ou DTM.

7. Praticar exercícios com o acompanhamento de um fisioterapeuta também pode ser um tratamento? Como ele funciona? Para quem é indicado? Quanto tempo costuma durar?

A fisioterapia da cabeça e pescoço pode auxiliar a reabilitação de pacientes em níveis variados para Distúrbios Temporo Mandibulares. Não há um prazo definido para a implementação desta abordagem mas sim a análise profissional sobre a conveniência desta medida terapêutica. Os especialistas em Dor orofacial e reabilitadores bucais saberão prever e prescrever essas condutas.

8. Cite outros tratamentos da ATM, caso algum tenha ficado de fora, e explique como funciona e para quem é indicado.

Existe a laserterapia que funciona através da bioestimulação de pontos da articulação e dos músculos realcionados tomados pelos efeitos das DTM´s. É mais um recurso dentre os vários da odontologia moderna que pode contribuir para o tratamento de DTM´s em função do diagnóstico feito.

VIa Tepe

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Um aplicativo para iPhone já disponível na Apple Store que em breve estará disponível também para o sistema Android, e que traz a importância de se manter os dentes desencostados durante o dia e lembra os pacientes da utilização da placa de bruxismo durante a noite. Tornando esse hábito consciente e mantendo seus dentes desencostados, você mantém a postura correta do seu sistema mastigatório, diminuindo a sobrecarga muscular, articular, dental e periodontal minimizando os sintomas de dor / desconforto orofacial, além de dores de cabeça e ouvido relacionados com a musculatura mastigatória e articulação temporomandibular (ATM).

Programando seu aplicativo ele automaticamente irá emitir lembretes (de tempos em tempos) com frases aleatórias ou totalmente customizadas pelo usuário lembrando de observar se os dentes estão encostados ou até mesmo pressionados, e caso isso ocorra, o mesmo deve desencostá-los promovendo o relaxamento mandibular.

O aplicativo é totalmente gratuito, porém por um tempo limitado, portanto indiquem para seus colegas e pacientes, façam o download, Keep calm e Desencosteseusdentes!!