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Conversando sobre o stress …

Você sabe gerenciar o estresse?

O estresse é algo que todos nós temos, sobre o qual todos nós conversamos e, muitas vezes, até procuramos de certo modo combatê-lo. As alterações emocionais são responsáveis em muitas situações pelo estresse elevado e causam danos à qualidade de vida, mas controlar as emoções negativas não é uma tarefa simples.

"O que você não resolve em sua mente seu corpo converte em enfermidade"

“Infelizmente, há uma grande tendência a banalizar o grau de seriedade ou importância do manejo adequado do estresse. É comum encontrarmos pessoas que acreditem que, para reduzi-lo, basta não ficar nervoso ou ansioso”, diz Cinthia Alves, psicóloga e Wellness Coach, que desenvolve o trabalho de Gerenciamento do Estresse no  Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O estresse elevado ou crônico é responsável pela manifestação de sintomas desconfortáveis e pelo desencadeamento de doenças gástricas, intestinais, cutâneas, respiratórias, cardiovasculares e psiquiátricas. Além disso, influencia vínculos e relacionamentos afetivos, profissionais e familiares, interação social, autoconfiança e autoestima.

Então, o que precisamos fazer para lidar com o estresse? Cinthia explica que não há uma receita pronta e que sirva para todos, mas dá algumas dicas:

  •  Reconheça seus sintomas e avalie os possíveis prejuízos acarretados em sua vida.
  • Devemos compreender e nos responsabilizar pelas nossas próprias escolhas e buscar a satisfação das reais necessidades que temos. A rotina atribulada, o excesso de compromissos e responsabilidades e a administração inadequada do tempo acabam nos colocando em condições vulneráveis ao desencadeamento do estresse crônico.
  • O autocuidado também tem influência positiva neste processo: praticar atividades físicas, manter uma alimentação saudável, meditar, fazer psicoterapia, desenvolver a espiritualidade, autoestima, autoconfiança e ter clareza de valores e objetivos de vida.

Ao lidar com o estresse, devemos considerar que ele ocorre a partir da fisiologia natural do organismo frente a contextos em que se entende ser necessária uma adaptação. E para modificar as reações frente a determinados eventos, é necessário adquirir novas formas de pensar e agir, conhecendo melhor a si mesmo, identificando limites, fraquezas, qualidades e, acima de tudo, valores, ou seja, o que realmente traz satisfação.

“Nossas crenças e valores são a mola propulsora de nossas opções e decisões diárias. É essa a razão do trabalho do Coach: despertar nas pessoas o que de melhor elas possuam, para que identifiquem e busquem seus sonhos e idéias, afinal ‘sonhos são metas com prazos’”, afirma Cinthia.

Lidar com isso está ao alcance de todos. Ao fazer uma escolha, pense no quão coerente ela é com seus valores e reais necessidades. Deste modo, a satisfação e a segurança nos deixam mais preparados diante dos eventos vulneráveis da vida.

Compreendendo o estresse e seu efeito sobre a saúde bucal

Transtorno pode causa aftas,Problemas de ATM e até gengivites

Nestes tempos de dificuldades econômicas, em que a taxa de desemprego está em seu ponto mais crítico desde a Grande Depressão de 1929, muitos americanos estão sob estresse devido à ansiedade e a problemas de ordem financeira. Não tratado, o estresse pode afetar a mente e o corpo, inclusive a saúde bucal.

 

O estresse é definido como uma resposta fisiológica do corpo a situações ou problemas que podem afetar negativamente a atitude ou o organismo de uma pessoa. O estresse é dividido em quatro categorias: eustresse, distresse, hipoestresse e hiperestresse.

  • O eustresse é uma forma de estresse positivo. É um estresse motivador e permite que a pessoa conclua seu projeto ou trabalho.
  • O distresse é um estresse negativo que afeta as pessoas através do medo, frustração e, por vezes, raiva.
  • O hipostresse ocorre quando alguém não está sob estresse positivo e pode dar origem a mais problemas, produzindo tédio e desespero.
  • O hiperstresse é o resultado do estresse quando alguém esforça-se em demasia para cumprir prazos.

Quando o estresse ocorre, mais pessoas são afetadas por hábitos pouco saudáveis ou negativos que podem influenciar sua saúde bucal, tais como o uso do tabaco e ou álcool, como afirmou o cirurgião-dentista Dr. David Cochran, PhD, Presidente da Academia Americana de Periodontologia e professor titular do Departamento de Periodontologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em San Antonio. Os fatores de risco ? tabaco e álcool ? podem influenciar o desenvolvimento das doenças periodontais.

 

Um estudo publicado no Journal of Periodontology em 2007 mostrou que o estresse interfere na higiene bucal. Cinquenta e seis por cento dos participantes do estudo afirmaram que o estresse havia afetado sua capacidade de escovar os dentes e usar fio dental. Além disso, o hormônio cortisol, que está presente no estresse, acumula-se em níveis crescentes e pode levar à doença periodontal.

O estresse pode afetar a saúde das pessoas, causando os seguintes problemas bucais:

  • Surgimento de aftas – Aftas são pequenas feridas na boca causadas por vírus, bactéria e deficiência do sistema imunológico.
  • ATM/Bruxismo – As pessoas sob estresse podem ter problemas que afetam a articulação temporomandibular, assim como o ranger e apertar os dentes durante o dia ou quando dormem.
  • Boca seca – O estresse pode afetar o nível de salivação. Certos medicamentos podem ter influência sobre o fluxo salivar.
  • Gengivite – Vários estudos mostram que o estresse pode afetar a capacidade de a pessoa realizar uma boa higiene bucal.

Estes são alguns dos problemas que podem ocorrer quando o estresse está presente. Consulte seu dentista, se estiver passando por qualquer um deles. Tente aliviar o estresse ingerindo uma dieta nutritiva, dormindo o número de horas necessário à noite e exercitando-se para reduzir a ansiedade e a tensão decorrentes do estresse.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2015 Colgate-Palmolive

Estresse do trabalho causa afta, gengivite e bruxismo

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Um dia ruim todos têm, mas quem é estressado pode prejudicar a saúde. O estresse é a resposta psicológica e hormonal para situações que demandam adaptação extrema. Hoje em dia, isso ocorre com pressões do trabalho, falta de tempo, problemas que também fazem o corpo liberar hormônios como hidrocortisona e cortisol, além de produzir um alto nível de adrenalina. 

 

A consequência do acúmulo dessas substâncias são o efeito pró-inflamatório, que, aliado aos maus hábitos de higiene bucal, tornam o ambiente propício para o aparecimento da doença periodontal e aftas. Os maus hábitos que a pessoa estressada tende a adquirir ou aumentar, como o consumo de álcool, tabaco e negligência da higiene oral, também é um prato cheio para a cárie e halitose. 

 

Porém o estresse não é desculpa para atitudes insalubres. “A pessoa estressada negligencia o que não é hábito para ela, quem já é consciente sobre a boa higiene bucal, ao passar por um período de estresse, tende a não negligenciar a saúde oral”, explica o cirurgião-dentista Giuseppe Romito, professor da Faculdade de Odontologia da USP. 

 

Lesões no trabalho Erosão dentária, alteração de cor dos dentes (escurecimento), gengivite e estomatite são doenças relacionadas ao trabalho, segundo o Ministério da Saúde. O principal fator de risco para essas doenças é a exposição prolongada a agentes químicos no ambiente ocupacional.

 

Uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da USP, realizada no Centro Estadual e Regional de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Guarulhos, entrevistou 100 participantes –46% expostos e 58% não expostos a resíduos químicos.

 

A conclusão foi que a exposição a névoas ácidas é um fator que contribui para o desenvolvimento de lesões na boca, assim como o avanço da idade. Dessa forma, este estudo sugere a inclusão de exames odontológicos periódicos aos trabalhadores, além de ações de saúde bucal na Sipat (Semana Interna de Prevenções a Acidentes do Trabalho). 

 

“Às vezes o trabalhador almoça e não tem um ambiente apropriado para escovar os dentes no local de trabalho. É fundamental que haja uma conscientização sobre a importância da boa higiene, tanto por parte do trabalhador quanto da empresa”, diz Rafael Aiello Bomfim, autor da pesquisa.

 

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