Uma janela para o passado: Dente revela deficiência de vitamina D

 

Tradicionalmente, a deficiência de vitamina D tem sido associada ao raquitismo. Embora seja frequentemente associada a doenças do passado, a incidência do raquitismo está aumentando atualmente—mesmo em países industrializados. No Reino Unido, por exemplo, o registro de crianças com a doença quadruplicou em 2003 e 2013. (Foto: designer491/Shutterstock)

Post a commentby Dental Tribune International

HAMILTON, Ontário, Canadá: Similares aos anéis das árvores, os dentes armazenam dados permanentes de anomalias microscópicas na dentina. Ao analisar esses traços de vida nos dentes de seis indivíduos que morreram há centenas de anos, pesquisadores canadenses foram capazes de rastrear de modo preciso a deficiência de vitamina D durante o tempo de vida dessas pessoas. As descobertas projetam nova perspectiva sobre os desafios diários enfrentados pelas pessoas no passado, e também pode ajudar no estuda da saúde das crianças atualmente.

Diagnosticar episódios de deficiência de vitamina D é desafiante devido às mudanças sutis retidas no esqueleto. Entretanto, esses episódios de anormalidades não desaparecem nos dentes, mas são evidentes na formação das características dos espaços interglobular da dentina. No estudo, pesquisadores da Universidade McMaster em Hamilton examinaram um total de 12 dentes em indivíduos com evidência de deficiência de vitamina D. Os dentes são oriundos de quatro mulheres enterradas em um cemitério francês entre 1225 e 1798, de duas pessoas enterradas na região rural de Québec entre 1771 e 1860, uma criança com suposta idade de 3 anos e um homem de 24 anos.

Com base nos defeitos da dentina, a análise mostrou que todos tinham deficiência de vitamina D ou raquitismo, doença comum na infância causada pela condição que resulta no enfraquecimento do osso e é frequentemente caracterizado por pernas arqueadas e quadris deformados. Ao estudar a microscópica estrutura dos dentes, arqueologistas são capazes de traçar conclusões sobre as condições de vida no passado, por exemplo como certas populações tinha acesso limitado à luz solar devido às funções laborais, cultura e posicionamento social.

No atual estudo, os dentes de um homem de 24 anos mostraram que ele sofreu quarto períodos de raquitismo antes de completar 13 anos: dois antes da idade de 2 anos, mais uma vez por volta dos 6, e de alguma maneira um episódio severo por volta dos 12 anos. “Nós correlacionamos a idade com a qual o dente estava se formando, com a localização de defeito no dente. Por exemplo, se estava abaixo da coroa, era anterior a formação do dente, se estava na raiz poderia ser um pouco mais tarde”, explicou o autor líder Lori D’Ortenzio, um estudante de Ph.D. da universidade.

Embora mais pesquisa seja necessária, o estudo mostrou que problemas sistêmicos de mineralização em indivíduos com deficiência podem causar a paralisação ou falta de mineralização na dentina, prevenindo o crescimento e fusão da dentina, concluíram os pesquisadores. Em adição, as descobertas são evidências de que a dentina tem o potencial de possibilitar o reconhecimento de episódios passados de deficiência de vitamina D em casos onde os indicadores esqueléticos não são claros.

A falta de vitamina D pode ser causada por desnutrição ou exposição limitada à luz solar. Durante um episódio severo de deficiência, o corpo tem dificuldade em absorver o cálcio dos alimentos, resultando primeiramente no enfraquecimento dos ossos. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas no mundo não obtém vitamina D suficiente, e pelo mundo, o raquitismo ainda afeta populações infantis de modo significativo, mais notoriamente em partes da Ásia e África.

O estudo, intitulado “The rachitic tooth: A histological examination”, foi publicado on-line em 30 de junho na revista Journal of Archaeological Science antes da versão impressa.

SAÚDE EXIGE GENGIVA SAUDÁVEL !

SAÚDE EXIGE GENGIVA SAUDÁVEL !

Estudos científicos mostram que as inflamações das gengivas, ou gengivites, podem evoluir, ao redor de cada dente, para situações mais drásticas e destrutivas do suporte ósseo que segura cada um dos seus dentes, tornando-se periodontites. A esse conjunto de doenças bucais, gengivites e periodontites, dá-se o nome de doença periodontal.

Após os 30 anos de idade, a doença periodontal é a razão para o que mais prejudica a dentição – superando até mesmo as cáries como risco de prejuízo a saúde. Esta realidade ainda é muito evidente, especialmente entre pessoas mal informadas sobre higiene bucal e negligentes quanto as visitas rotineiras ao dentista.

Ao examinar a boca, dentista e pessoas informadas, podem atestar a gravidade desta doença através dos altos níveis de perdas dentárias, ainda registrados na sociedade brasileira, da grande ocorrência de retrações das gengivas, da percepção de sangramento bucal ( inclusive ao escovar ou usar fio dental) e do mau hálito,todos sintomas que podem retratar a existência desta doença da boca.

O acúmulo de bactérias,de restos de alimentos e de restos das próprias bactérias sobre os dentes, forma a placa bacteriana. Ela é reconhecida como o agente principal que leva a esta perigosa doença da boca (doença periodontal). É fato que nas pessoas, com menos de trinta anos apaixonadas por açucar e sem boa higiene bucal regular, ela está ainda mais associada com o risco de cárie e sinais menos drásticos desse problema, embora cáries e doença periodontal possam ser vistos e diagnosticados durante toda a vida para qualquer descuidado.

Além destes devastadores efeitos para a boca, outros estudos mostram que a doença periodontal pode favorecer um aumento no risco de doenças cardiovasculares, como a endocardite infecciosa e as decorrentes da aterosclerose, caso das anginas, dos derrames e do infarto.

Estima-se que as bactérias da placa bacteriana – quando conseguem penetrar regularmente pelo espaço entre o dente e a gengiva, gerando as inflamações típicas da doença periodontal, estão aptas a penetrar pelos pequenos vasos sanguíneos que existem ao redor ds dentes e adentrarem o sistema circulatório do nosso organismo pelas gengivas aonde se localizam.

Com o tempo e a repetição constante deste fenômeno, especialmente em alguém negligente com o tratamento e a prevenção desta doença, o acúmulo e a penetração destas bactérias e seus restos no sangue, podem chegar aos grandes vasos sanguíneos e estimular desde infecções dos tecidos que revestem o coração – caso das endocardites ou, com maior frequência, cooperar com o processo de formação e estabilização das placas de gordura, ou placa de aterosclerose, favorecendo o surgimento de infartos ou derrames, por exemplo.

Além desta via direta de ação, as bactérias e seus restos que compõe a placa bacteriana dental, ao adrentarem o sistema circulatório pelas gengivas que revestem os dentes, também podem sensibilizar o organismo para gerar uma série de reações químicas. Estas reações químicas levam a liberação de substâncias inflamatórias em várias partes do corpo atingidas pela circulação do sangue.

O aumento na circulação destas substâncias faz crescer o risco para as doenças ateroscleróticas citadas e também para uma série de outros problemas da saúde, caso dos partos prematuros, dos desequilíbrios do diabete, das infecções respiratórias, das artrites e das doenças renais.

Como se vê, tratar da boca é algo que pode repercutir positivamente para a prevenção dos dentes e da saúde do corpo. … Pense nisso!

TePe – ADORO SORRIR

Problemas cardíacos e gengivite

Problemas cardíacos e gengivite

Existe alguma ligação entre gengivite e problemas cardíacos?
Em geral, os dados indicam que a gengivite crônica pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Como isso acontece? A gengivite é uma infecção bacteriana que pode ter efeitos à distância da sua boca. Com relação a problemas cardíacos, há uma teoria que diz que a gengivite permite às bactérias entrarem na corrente sangüínea e aderirem aos depósitos de gordura existentes nos vasos do coração. Isto pode causar coágulos e provocar um problema cardíaco.

O relatório do Ministério da Saúde dos Estados Unidos sobre saúde bucal afirma que a saúde bucal é parte integrante da saúde geral. Por isso, escove os dentes, use fio dental e vá ao dentista regularmente.

Com relação à saúde bucal, existem recomendações especiais para quem tem problemas cardíacos?
Para uma perfeita saúde bucal, você deve:
Manter sua boca saudável. Isto é, escovar os dentes, usar fio dental diariamente e consultar o dentista regularmente;
Informe seu dentista a respeito de seu problema de saúde geral;
Siga com cuidado as instruções do dentista e de seu médico e use os medicamentos – como antibióticos, por exemplo – de acordo com as indicações.

Os procedimentos dentários oferecem algum risco a quem tem problemas do coração?
Se você tiver certos problemas cardíacos, existe a possibilidade de você desenvolver uma endocardite bacteriana, uma infecção do revestimento interno do coração ou das válvulas. Um sangramento na boca pode permitir que certas bactérias bucais entrem no sistema sangüíneo e atinjam as válvulas ou tecidos que foram enfraquecidos por um problema cardíaco pré existente. Nesses casos, a infecção pode danificar ou mesmo destruir as válvulas e os tecidos do coração.

Há precauções que você deve tomar se estiver enquadrado em algum dos itens abaixo:
Válvulas artificiais;
Histórico de endocardite;
Defeitos cardíacos congênitos;
Válvulas cardíacas danificadas por problemas como, por exemplo, febre reumática;
Prolapso da válvula mitral com sopro;
Miocardiopatia hipertrófica.

Não deixe de conversar com seu dentista sobre qualquer problema cardíaco que estiver sentindo e os medicamentos que está tomando. Ele anotará essas informações em seu prontuário e tomará decisões sobre o seu tratamento dentário em conjunto com o seu cardiologista.

Como está sua gengiva?

Gengivas saudáveis

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Esta é a aparência que sua boca deve ter se suas gengivas são saudáveis:
Gengivas rosadas e saudáveis
Dentes firmemente fixados às gengivas
Ausência de sangramento ao escovar os dentes, usar fio dental ou comer

Gengivite
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Gengivas avermelhadas, em vez de cor rosada natural
Gengivas inchadas
Sangramento ao escovar os dentes, usar fio dental ou comer.

Periodontite
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Gengiva avermelhada e com retração
Sangramento regular ao comer ou com a escovação, ou uso do fio dental.
A gengiva pode começar a retrair fazendo com que os dentes pareçam maiores.

Periodontite Avançada
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Gengivas vermelhas
Linha da gengiva muito baixa onde ocorreu a retração
Os dentes parecem muito longos
A gengiva sangra sozinha
Os dentes começam a se soltar.
Estes sinais são significativos e não devem ser ignorados. Se você tiver algum dos sinais citados, você deve consultar o seu dentista.

Parodontax