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Hábitos deletérios e suas consequências

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Você sabe o que é isso? Uma séria deformação óssea causada por hábitos excessivos (comumente chupeta ou dedo). A criança está mordendo os dentes do fundo, mas os da frente não se tocam, percebe??? . Na maioria dos casos o motivo principal é o uso prolongado e excessivo de chupeta. “Mas precisará de aparelho, Dr? Os dentes são de leite!!!!!!” Pois, é….se a deformidade fosse nos dentes, poderíamos até pensar dessa forma, MAS NÃO É….o que deformou foi o osso. E esse osso deformado nesse nível precisa de correção com aparelhos…….”E quando seria colocado????” O quanto antes, com certeza. A idéia é que se corrija a deformidade imediatamente, o que evita posicionamento inadequado de língua, deglutição inadequada, fala inadequada, respiração inadequada, mastigação inadequada e estética desfavorável….O profissional avaliará cada caso para discutir o momento exato do aparelho……Veja só quanto prejuízo e investimento para diversos profissionais ajudarem na recuperação global do caso. Por isso, evitem ao máximo o uso da chupeta prolongadamente. Se for usar, que seja somente para dormir e até no máximo 1 ano e meio a dois anos. E, caso precise de correção, procure uma clínica com ortodontista/ortopedista infantil para que o tratamento seja o mais adequado possível.

Fonte: Gabriel Politano

Meu filho rói unha. E agora?

Entenda o que pode estar por trás desse hábito e o que você pode fazer para ajudar seu filho

Por Naíma Saleh

Seu filho também rói unhas? (Foto: Thinkstock)

Quando os filhos têm como hábito roer as unhas, a reação automática de muitos pais é brigar com eles: “tira a mão da boca”, “para de fazer isso”, “que coisa feia”. Só que ralhar com a criança, neste caso, pode até agravar o problema. Isso porque, por trás desse comportamento pode estar algo muito maior: a ansiedade. “Roer unhas é um hábito intimamente relacionado ao bem-estar psicológico das crianças”, explica a dermatologista pediátrica Flávia Naranjo Ravelli, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Em entrevista à CRESCER, a especialista conta que recebe muitas crianças que roem unha em seu consultório, a maioria entre 6 e 10 anos, e diz ter a impressão de que o número de casos vem crescendo nos últimos anos. “Parece que aumentou proporcionalmente ao grau de ansiedade que as crianças sentem”, comenta.

Por isso, usar esmaltes de gosto ruim ou só brigar para que a criança tire a mão da boca não funciona. “É a mesma coisa que jogar a sujeira para baixo do tapete. É preciso tratar a causa do problema”, recomenda Flávia. Por essa razão, além da consulta com o dermatologista, às vezes, é necessário que a criança receba também o acompanhamento de um terapeuta, que a ajude a  identificar qual é a causa de sua angústia.

Quais são os perigos de roer unhas?

Muitas crianças chegam ao consultório de Flávia já com irregularidades nas unhas, como ondulações e fissuras, consequências do mau hábito de roê-las. “Na maioria dos casos é transitório, mas, se a criança roer no mesmo lugar repetidamente, os danos podem se tornar permanentes”, explica a dermatologista. Isso porque, se o ferimento atingir a matriz, que é justamente o lugar em que as unhas se formam, e danificá-la, a unha pode começar a nascer torta para sempre.

Outro ponto é que a boca é um ambiente cheio de bactérias. E conforme a criança rói a unha, causa feridas, que são porta de entrada para bactérias, vírus e fungos. “Isso pode não apenas causar uma micose, mas também uma infecção mais séria.” Se isso acontecer, pode ser necessário até mesmo o uso de antibióticos, seja tópico (aplicado diretamente na pele) ou via oral. Por isso, se o ferimento estiver estiver vermelho, quente, doloroso ou sair algum tipo de secreção, lave com sabonete antisséptico, passe água oxigenada e procure imediatamente um médico.

O que você pode fazer para ajudar seu filho

Crianças que roem unhas tendem a se tornar adultos que roem unhas. E, socialmente, o hábito não é nada bem visto. Por isso, quanto mais cedo seu filho superar este hábito, melhor! Veja o que você pode fazer para ajudá-lo:

– mantenha as unhas da criança sempre curtas e bem lixadas. Não se esqueça de aparar constantemente as peles que ficam levantadas com um alicate;

– nunca use pimenta, nem nada que arda nas mãos da criança. O objetivo não é punir, apenas alertar que aquele gesto não deve ser repetido.

– outra tática que pode funcionar é colocar um micropore na ponta dos dedos;

– crie na criança o gosto por cuidar das unhas, levando-a, por exemplo, à manicure (mas com seu próprio kit de alicates). A partir dos 5 anos, você já pode aparar o excesso de cutícula, mas sem tirá-la por inteiro, cortando só as pontinhas que ficam levantadas e que o seu filho tiraria com os dentes.

O Hábito de chupar o dedo .

As crianças podem chupar o dedo como forma de se consolar ou de se acalmar. Elas treinaram muito este hábito quando ainda era um bebês nas barrigas de suas mães e têm a chance de aperfeiçoá-lo pós o nascimento.
Agora pode ser que chupem o dedo quando estão cansadas, ansiosas, entediadas, ou tentando se ajustar a um novo desafio na vida, como o início da escolinha, por exemplo. Ela também pode chupar o dedo na hora de deitar ou para pegar de novo no sono quando acorda no meio da noite.

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Tem o que fazer para a criança parar de chupar o dedo?
É importante lembrar que existem maneiras diferentes de chupar o dedo e que nem todas são igualmente nocivas. De acordo com os especialistas, o que deforma o arcada dentária e torna necessário o uso de aparelho mais adiante é a intensidade da sucção e o tipo de movimento que a criança faz com a língua. As crianças que descansam o dedão passivamente na boca têm menos chance de desenvolver problemas dentários do que as que sugam o dedo com força.
Tente observar a “técnica” do seu filho. Se ele chupa o dedo vigorosamente, é bom tentar ajudá-lo a largar o hábito o quanto antes. Se você notar qualquer diferença na boca ou nos dentes do seu filho, ou se você não tem certeza se chupar o dedo está gerando problemas, é melhor consultar um odontopediatra, algo que deve ser feito de qualquer jeito para a avaliação geral dos dentes.
Se o dedão da criança fica vermelho ou a pele fica rachada de tanto sugar, aplique um hidratante à noite, enquanto ele dorme (se você aplicar durante o dia, ele vai chupar e retirar o creme).
A maioria das crianças deixa de chupar o dedo sozinhas, entre 2 e 4 anos. Algumas continuam por mais tempo, mas normalmente a pressão dos coleguinhas na escola acaba sendo um bom incentivo para largar o hábito.
Não adianta muito reclamar ou punir, porque chupar o dedo é uma coisa que seu filho normalmente faz sem perceber. Pressioná-lo para parar costuma intensificar mais ainda a vontade, e outros métodos, como cobrir o dedo com esparadrapo, podem ser vistos como punição injusta, já que seu filho chupa o dedo para se acalmar e se sentir seguro.

chupar-dedo1As crianças costumam parar de chupar o dedo quando descobrem outras forma de se consolar e de se acalmar, dizem os especialistas. Por exemplo, um criança de 2 anos pode chupar o dedo quando sente fome, mas uma criança mais velha (de 3 ou 4 anos) vai simplesmente procurar ou pedir comida.
Se você consegue antecipar os momentos e ocasiões em que seu filho tem mais probabilidade de chupar o dedo — assistindo TV, por exemplo –, você pode tentar distrai-lo com alguma coisa que mantenha suas mãos ocupadas, como uma bolinha de borracha ou fantoches para ele brincar. Se ele costuma chupar o dedo quando está cansado, tente não demorar para colocá-lo para dormir aos primeiros sinais de cansaço. E se ele leva o dedão à boca quando se frustra, ajude-o a achar palavras para expressar seus sentimentos. O segredo é perceber quando e onde o hábito acontece e tentar redirecionar a atenção do seu filho oferecendo outra alternativa.
Fonte:
‪OrtodontiaMiofuncional‬/Clínica Odontomania
Foto de Ortodontia Miofuncional e google

Cuidados com os dentes do bebê – de 0 a 2 anos

São 5 dicas para que os pais fiquem atentos e assim garantam uma boa formação dos dentes da criança

Amamentação materna

O leite materno é o alimento ideal para o bebê com relação aos aspectos nutricionais e emocionais. Além disso, durante a amamentação no peito materno o bebê realiza um exercício físico oral que estimula toda a musculatura oral e respiração nasal, favorecendo assim a respiração pelo nariz, fala e posicionamento da língua e das arcadas. Este momento deve ser tranquilo e aconchegante para mãe e bebê.

Bebê sendo amamentado - Foto: Igor Borodin/ShutterStock
Foto: Igor Borodin/ShutterStock

Mamadeira

Quando por questões de saúde ou emocionais não é possível o aleitamento materno deve-se utilizar a mamadeira com os bicos anatômicos e sem aumentar os furos originais da mamadeira. O importante é que ao oferecer a mamadeira não se altere o carinho e tranquilidade deste momento. Inclusive o momento do início do desmame e a remoção final da mamadeira deve ser o mesmo do aleitamento materno. A mamadeira deve ser apenas a substituição do aleitamento materno, não a comodidade de fazer o bebê tomar mais leite.

Bebê bebendo leite na mamadeira - Foto: Giuseppe_R/ShutterStock.com

Bebê bebendo leite na mamadeira – Foto: Giuseppe_R/ShutterStock.com

Chupeta e chupar o dedo

Hábitos de sucção de chupeta e dedo devem ser considerados normais nesta fase oral. Apenas não se deve estimular a sucção da chupeta em exagero, não oferecer a chupeta em todos os choros do bebê, pois poderá ser outro motivo que não a sucção, como fralda molhada, desconforto de posição e necessidade de aconchego. A melhor época de remoção da chupeta dependerá da capacidade física e emocional de cada bebê, normalmente acontece por volta dos 2 anos de idade. A sucção digital, normalmente perdura por um período mais prolongado, pois o bebê terá acesso ao dedo 24 horas.

Hábitos deletérios - uso da chupeta - Foto: Prof. Dra. Silvia ChedidHábitos deletérios – uso da chupeta – Foto: Prof. Dra. Silvia Chedid

Boca aberta

O hábito de manter a boca aberta também deve ser monitorado. Se a criança respire pela boca deve passar por uma avaliação do Otorrinolaringologista para verificar se há obstrução das vias aéreas. Muitas vezes, mesmo depois de desobstruídas as narinas a criança mantém a boca aberta por hábito e isto também deve ser corrigido ou evitado.

Paninhos

Deve-se evitar o hábito dos paninhos, pois podem provocar acidentes como sufocamento (enrolar o pescoço, fechar as narinas) e fraturas de dentes (por quedas, após tropeçar no paninho).

Fonte: Prof.Silvia Chedid