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O Instituto Butantã saiu na frente e ficou em destaque nas notícias da última semana de julho. A pequisa foi feita em dois pacientes, para obtenção de osso perdido para colocação de implantes. Os pesquisadores usaram células tronco extraídas das polpas de dentes de leite de parentes dos pacientes, misturados à hidroxiapatita.

O instituto Butantan saiu na frente e ficou em destaque nas notícias dessa última semana de julho. A pequisa foi feita em dois pacientes, para obtenção de osso perdido para colocação de implantes. Os pesquisadores usaram células tronco extraídas das polpas de dentes de leite de parentes dos pacientes, misturados à hidroxiapatita.

Os implantes são a realidade da odontologia, quando falamos em substituições de dentes perdidos. O problema é que para se fazer implantes nos pacientes, é preciso que eles tenham massa óssea para ancoragem desse parafuso. Algumas pessoas perdem seus dentes por causa de doenças que levam à perda óssea (Periodontite, por exemplo). Então, o indivíduo perde o osso que sustenta o dente, perde o dente por causa disso e não tem mais osso para o dentista colocar o implante. É nessa hora que entram as técnicas de enxerto ósseo.

A notícia correu vários jornais e soou como uma super novidade. A grande novidade é que o Instituto Butantã testa um novo tipo de material para enxerto ósseo, uma outra opção para tratamentos de enxerto. Resumindo este assunto, hoje em dia, os dentistas podem usar os seguintes materiais para enxerto ósseo: o osso do próprio paciente (que pode ser retirado de regiões da mandíbula ou do fundo do osso maxilar), biomateriais à base de osso bovino ou ossos de bancos de ossos. O uso de hidroxiapatita somado às células tronco extraídas de dentes de leite seria uma nova opção de tratamento visando diminuir o tamanho de algumas cirurgias e o tempo de recuperação.

Segundo o estudo, um dos pacientes já teve seu implante colocado, 5 meses depois de receber o enxerto – uma cirurgia de enxerto comum possibilita a colocação do implante em cerca de 6 meses – não houve mudança significativa no tempo de cicatrização e formação óssea. A cirurgiã dentista Camila Fávero de Oliveira afirma que o osso neoformado apresenta uma melhor qualidade. Aguardaremos os resultados dos próximos 28 pacientes a serem testados com esta técnica. Depois, é preciso estudar a viabilidade e o preço de obtenção das células tronco, sem contar que o paciente precisa que um parente doe um dente de leite para obtenção do material.

Alguns pesquisadores acharam muito cedo para os testes em humanos e alertaram para o risco de tumores no uso dessa técnica. A realidade é que células tronco são muito bonitas na teoria, mas não agem com simplicidade na prática. Sempre que se fala em uso de células tronco, deve-se pensar que elas podem se replicar sem controle, criando tumores. A dentista responsável pela pesquisa afirma que não há possibilidade de tumores, visto que as técnicas utilizadas são seguras e testadas em vários estudos.
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