Arquivo da tag: mau hálito

Conheça doenças bucais que podem atrapalhar o seu namoro

Para garantir a integridade da saúde e do relacionamento, basta ficar atento a algumas dicas de prevenção de algumas doenças bucais e viver feliz para sempre.

Algumas doenças bucais, além de serem um risco para a saúde, podem comprometer relacionamentos amorosos. Afinal, não é todo mundo que aguenta passar a noite em claro por conta do ronco ou que toma coragem para conversar sobre mau hálito. Por outro lado, outros problemas orais começam justamente no ponto de partida das relações – o beijo.

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock

Doença do beijo
A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim – pelo beijo. É a doença típica do Carnaval e basta ter contato direto da mucosa com a saliva contaminada que o vírus já se instala. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). “Esse beijo contaminado pode causar herpes de lábio, algumas formas de hepatite, gripes e resfriados”, explica dentista Rodrigo Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. “A melhor maneira de evitar a doença é ter bons cuidados bucais diários, evitar falhas na higiene bucal, observar a pré-existência de traumas ou feridas internas na boca, ao redor dos dentes ou no contorno dos lábios”, diz o especialista. Outra dica é passar no dentista e no otorrinolaringologista.

Herpes
O beijo também é o vilão transmissor do herpes. A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado beija a boca da outra. O vírus atinge 90% da população mundial, mas nem todas manifestam a doença. As pessoas predispostas apresentam como sintoma um período inicial de dor e ardência local, com posterior aparecimento de vesículas (bolhas) agrupadas que se rompem e formam crostas. Geralmente essas lesões são dolorosas e podem durar de sete a 15 dias. “É melhor evitar contato direto com pessoas que apresentem infecção ativa, pois o vírus é altamente contagioso”, diz a dermatologista Ana Carolina Amaral, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock

Para prevenir, Ana Carolina indica hidratação dos lábios e uso de filtro solar. Mas, como o herpes é uma doença crônica, por vezes, pode ser recorrente e reaparecer por alguns fatores desencadeantes, como exposição solar em excesso, alterações hormonais, infecções, baixa imunidade e estresse. “Já existem hidratantes labiais com filtro solar em sua composição, e é indicado o uso diário desse produto, principalmente para os pacientes que apresentam reativação da doença”, recomenda.

HPV e o câncer de boca

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock
Cânceres de boca e orofaringe – doenças que atingiam homens com mais de 50 anos – estão cada vez mais recorrentes entre jovens (entre 30 e 45 anos) de ambos os sexos que não fumam nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido. Isso porque o HPV – papilomavírus humano –, que é transmitido sexualmente, está diretamente ligado a casos de câncer de cabeça e pescoço. Para o oncologista, Ricardo Caponero, da Clinonco, parte desse aumento pode ser atribuída a mudanças no comportamento sexual. “Ainda não se fala sobre esse assunto e por isso a conscientização é praticamente nula”, diz.

Existem duas vacinas contra o HPV. Uma delas, a bivalente, protege contra dois tipos de vírus, mais associados ao câncer de colo do útero – o 16 e o 18. A quadrivalente também previne contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A vacina contra HPV foi aprovada para uso em mulheres de 9 a 26 anos, e, de preferência, deve ser administrada antes do início da vida sexual. A posologia recomendada é de três doses (com intervalo de dois meses entre elas)

Ronco

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock
O ronco é um distúrbio respiratório que atinge entre 30% e 40% dos adultos, sendo mais frequente nos homens, além de aumentar com a idade. Estima-se que mais de 60% das pessoas, acima dos 55 anos, sofrem com o barulho noturno, que é resultado das vibrações dos tecidos da garganta quando o ar passa em direção aos pulmões. “O ronco causa sérios problemas sociais, pois, dependendo do grau, desgasta a relação do casal, levando-o muitas vezes a dormir em quartos separados”, diz a dentista Valéria Bordallo, especialista em ronco e apneia.

O mais indicado para tratar o ronco é procurar um dentista especializado, que pode indicar um aparelho intraoral, dependendo do caso. Com ele, a mandíbula é projetada para frente para liberar o ar durante o sono. Em alguns casos, uma consulta com o otorrinolaringologista também é recomendada.

Mau hálito

A mononucleose infecciosa é conhecida como doença do beijo simplesmente pelo fato do vírus Epstein-Barr ser transmitido assim pelo beijo. Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). A prevenção é feita fortalecendo o sistema imunológico. Foto: Shutterstock
A maior causadora da halitose é a saburra lingual, uma placa bacteriana esbranquiçada que se forma na parte posterior da língua e surge quando há diminuição da salivação ou descamação. Ela que exala o odor desagradável, típico da halitose. O problema é que quem sofre de halitose normalmente tem fadiga olfatória, isso quer dizer que se acostuma com o cheiro e não sente o próprio hálito.

“Quando o hálito não é bom, o beijo passa a ser evitado e a intimidade é afetada, consequentemente, o sexo também passa a não ser tão bom, e também é evitado”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta de casal. Para não deixar o relacionamento chegar a uma crise, é preciso conversar sobre o problema. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes.

A abordagem possa ser feita depois de um beijo. Pergunte, como quem não quer nada, o que ele comeu, pois sentiu um gosto estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo. “Um parceiro é a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, com delicadeza e mostrando interesse em ajudá-lo”, avalia a psicóloga.

 Fotos: Shutterstock
Beta Terra

Restrições alimentares e longos períodos de jejum podem prejudicar o hálito

Muitos alimentos são famosos por causar mau hálito. Os mais infames são a cebola e o alho, mas alimentos gordurosos, como queijos, carnes e ovos também podem contribuir para o odor desagradável.

Portanto, é comum pensar que uma pessoa em dieta está livre do problema. Porém, a realidade não é bem essa.

A começar, existem diversos tipos de dieta. Algumas permitem apenas um tipo de alimento, e dependendo da escolha, uma possível consequência é o mau hálito. É o caso da dieta rica em lipídeos, que são responsáveis pela geração de acidose ou cetose, levando a um cheiro desagradável no hálito.

Segundo o Dr. Alênio Calil, diretor do vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose), outro hábito comum de dietas que podem culminar em mau hálito é o jejum prolongado. “A queda de açúcar no sangue, em condições normais, não deve ir além, e por esta razão o organismo começa a queimar triglicerídeos depositados, com a finalidade de preservar a glicose que já está atingindo concentrações baixas”.

O mau hálito surge quando “os triglicerídeos começam a ser utilizados para a produção de energia, surgem os ácidos graxos, que durante as trocas gasosas em nível pulmonar, escapam, comprometendo a qualidade do hálito, pois possuem odor desagradável”, explica o Dr. Alênio.

O mau hálito também pode ser causado pelo uso de remédios para emagrecimento. Os medicamentos produzem alterações na composição da saliva, bem como na sua quantidade. A redução do fluxo salivar facilita o aumento da descamação da mucosa bucal e o acúmulo de bactérias no dorso na língua, formando uma camada amarela esbranquiçada sobre a língua conhecida como saburra lingual (principal causadora de mau hálito).

Para evitar os odores desagradáveis, Dr. Alênio aconselha que os profissionais de saúde bucal recomendem aos pacientes em dieta a redução dos seguintes alimentos: carne, queijo, alho, cebola, azeitonas, ovos, alimentos condimentados, maionese, azeite, chocolate, leite, manteiga, creme de leite, salame, presunto, mortadela, repolho, sardinha, alcachofra, couve-flor e brócolis

 

www.cethsaude.com.br

Dicas para prevenir a halitose

mau

 

 

 

 

 

Para Prevenir a Halitose, você deve:

1) Escovar corretamente os dentes 3 vezes ao dia para remover a placa dental e evitar cárie.

2) Usar corretamente o fio dental 2 vezes ao dia para remover a placa interdental e evitar doença periodontal.

3) Limpar a língua 1 a 2 vezes ao dia para prevenir a formação da placa bacteriana lingual ou saburra.

4) Aumentar o fluxo salivar pela mastigação de produtos duros ou o uso de alimentos ácidos.

5) Diminuir a descamação excessiva da mucosa da boca evitando morder os lábios e bochechas, evitando respirar pela boca.

6) Observar se costuma ter com freqüência dor de garganta ou cáseos.

7) Observar se costuma ter descamação aparentemente sem motivo em certas partes do corpo.

8) Observar se costuma ter com freqüência o intestino preso ou diarréia.

9) Verificar se não sofre de diabetes, uremia, se costuma tomar algum remédio de odor carregado.

10) Verificar se costuma usar alimentos de odor carregado (principalmente alho e cebola crus em excesso).

11) Observar que não deve fazer uso indiscriminado de medicamentos controlados ou com efeito colateral xerostômico.

12) Observar que não deve ficar mais de 4 horas em jejum, sem comer nada.

Fonte : Cartilha da Halitose- Olinda Tarzia

‘Tem alguma dúvida?Fale conosco.Somos credenciados CETH – Centro de excelência no tratamento da halitose’

[contact-form][contact-field label=’Nome’ type=’name’ required=’1’/][contact-field label=’Email’ type=’email’ required=’1’/][contact-field label=’Site’ type=’url’/][contact-field label=’Comentário’ type=’textarea’ required=’1’/][/contact-form]

 

 

Remédios e mau hálito em idosos

 Antidepressivos e anti-hipertensivos prejudicam a salivação e podem causar cáries, saburra lingual, boca seca e ardência.
O Mau hálito em idosos é comum e, embora não seja considerado uma doença, pode ser um alerta para muitas questões envolvendo a saúde de quem está envelhecendo. Por isso, preocupada em garantir que a terceira idade tenha uma sobrevida com qualidade, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), fez uma pesquisa com 252 idosos em todo o País.

A pesquisa indicou que a principal causa da halitose nesta população é o consumo alto de medicamentos, atribuídos às doenças crônicas que aumentam com idade avançada. Entre os entrevistados, 60% afirmaram consumir mais de um medicamento por dia e 82% tomam pelo menos um. Muitos desses remédios, como antidepressivos e anti-hipertensivos, prejudicam a salivação e podem causar cáries, saburra lingual, boca seca e ardência.

A boca seca, relatada por 70% dos entrevistados, é um dos principais causadores do mau hálito, pois reduz a capacidade de auto-limpeza bucal, favorecendo a ação das bactérias. Por sua vez, essas bactérias acumuladas criam uma camada esbranquiçada sobre a língua, a chamada saburra lingual, que produz compostos mal cheirosos.

O ronco, outro item bastante citado pelos entrevistados (70%), também contribui para o aparecimento da saburra lingual, pois causa uma grande descamação da mucosa bucal.

Para evitar a halitose
Existem cuidados especiais, além de apenas escovar os dentes e passar o fio dental, que os idosos podem ter para que o mau hálito não faça parte do seu dia-a-dia. Fazer a limpeza diária da língua com limpadores próprios para remover a saburra, limpar as próteses e mantê-las bem polidas evitam o acúmulo de bactérias.
O consumo alto de medicamentos, atribuídos às doenças crônicas que aumentam com idade avançada, são a maior causa de mau hálito em idosos
“Consumir bastante líquidos, mastigar bem para estimular a salivação, evitar fumo e bebidas alcoólicas, além de ter uma dieta rica em fibras, são algumas práticas que evitam o mau hálito”, diz Maria Cecília Aguiar, especialista em Odontogeriatria, coordenadora da pesquisa e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Círculo vicioso
A halitose não tratada pode comprometer, e muito, a qualidade de vida dos idosos, chegando a levá-los à depressão. “O mau hálito prejudica as relações interpessoais, afeta a autoestima e a confiança de quem sofre do problema. Além disso, o mau hálito pode indicar que há algo errado com a saúde geral, podendo sinalizar, inclusive, problemas graves como o câncer”, afirma a dentista.

É aí que se forma o círculo vicioso, já que, como mostrou a pesquisa, muitos medicamentos usados para o tratamento da depressão têm como efeito colateral a redução da salivação, uma das principais causa do mau hálito. Outro ponto é que, quando as glândulas produtoras da saliva passam a ter um funcionamento inadequado, ficando envelhecidas, ocorre a senilidade de glândulas salivares. “Porém, esse não é um processo natural do envelhecimento saudável, é uma consequência do envelhecimento associado a doenças”, diz Maria Cecília.

 Matéria retirada do Portal Terra Saúde | Disponível em http://bit.ly/1rJ4d82   e Clínica Hálito Center

Saiba mais sobre mau hálito

O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial e multidisciplinar, causada por diversos fatores.

Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:

a) Fatores Locais não Patológicos;

b) Fatores Locais Patológicos;

c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;

d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;

e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.

Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.

As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.

Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.

Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.

Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.Ver mais

Foto: O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial  e multidisciplinar, causada por diversos fatores.

Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:

a) Fatores Locais não Patológicos;

b) Fatores Locais Patológicos;

c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;

d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;

e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.

Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.

As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.

Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.

Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.

Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.
 

Via Odomed /Ceth

Beleza e mau hálito não combinam. Fale conosco para saber mais.

Beleza e mau hálito não combinam. Fale conosco para saber mais.

Halitose
Mais conhecida por mau hálito, a halitose é muito comum na população. As causas são diversas, mas sabe-se que 80-90% dos casos têm origem bucal.

Causas de origem bucal

As bactérias presentes na boca são capazes de produzir compostos com odor desagradável. Se a higiene oral for feita de forma incorreta, essas bactérias se proliferam descontroladamente e produzem grandes quantidades desses compostos, gerando o mau hálito. Esses compostos têm em comum a presença do enxofre, que é o componente responsável pelo odor desagradável. A língua também merece destaque, pois quando não a higienizamos corretamente ocorre o acúmulo de resíduos e células mortas, isso resulta em uma placa branca-amarelada no dorso da língua. Essa placa é conhecida como saburra lingual, que é um meio ideal para a proliferação bacteriana capazes de produzir compostos sulfurados. As doenças das gengivas (gengivite e periodontite) também são associadas à higiene deficiente e, portanto, geram o mau hálito. Produtos corretos e higienização adequada podem ser grandes aliados na prevenção da halitose.

Causas com origem nas vias aéreas

As amídalas, por ter uma superfície com reentrâncias, favorecem o acúmulo de cáseos amigdalianos, que são acúmulos de restos mal cheirosos. Os cáseos amigdalianos podem ser expelidos durante a fala, tosse ou espirros.

Outras causas

Existem outras origens da halitose como diabetes, problemas no pulmão, intestino ou rins, fumo, deficiência de vitamina A e D e pouca produção de saliva. Alguns medicamentos para depressão, emagrecimento e pressão alta, podem levar a alterações na saliva que favorecem o aparecimento da halitose.

Sabe-se, contudo, que a halitose não tem como causa problemas no estômago, o que muitos profissionais erroneamente ainda acreditam.

Halitose temporária

Pacientes com inflamação das amídalas e sinusopatias podem ter halitose temporária que não deve persistir após a cura da inflamação. A halitose também pode aparecer em pacientes respiradores bucais, pois a boca fica constantemente seca devido à passagem excessiva de ar e a saliva fica mais grossa o que favorece o aparecimento de odor desagradável.

Halitose matinal

É importante salientar que é absolutamente normal o mau hálito matinal. Durante a noite nosso metabolismo muda e há uma diminuição drástica da produção de saliva e da motricidade lingual. Esses dois fatores favorecem a proliferação bacteriana, já que a língua e a saliva têm também como função a auto-limpeza da cavidade oral. Além disso, nosso corpo entra em hipoglicemia, o que gera odor cetônico na boca. Todos esses fatores resultam no característico odor desagradável pela manhã, que deverá desaparecer com a correta higienização, isso é, escovação adequada e uso do fio dental. Caso isso não ocorra, o paciente deve procurar um profissional credenciado CETH.

Pacientes hospitalizados

Normalmente a halitose não traz nenhum prejuízo para a saúde das pessoas saudáveis, porém em pacientes pós-cirúrgicos ou internados em Unidades Intensivas ou Semi Intensivas normalmente ocorre maior acúmulo de bactérias na cavidade bucal uma vez que a higienização se torna dificultada. O quadro de higiene oral precária e a debilidade da saúde do paciente favorecem as infecções pulmonares e hospitalares causadas por bactérias de origem bucal, o que pode prolongar ainda mais o tempo de internação. O uso de enxaguante específico especialmente desenvolvido para esta situação pode diminuir a quantidade de bactérias patogênicas e tornar a recuperação do paciente mais rápida.
Orientamos o diagnóstico através de aparelho OralCroma que detecta os vários tipos de odores presentes no hálito, separando-os e determinando suas concentrações.Com isto podemos diagnosticar a presença ou não da halitose bem como sua origem e tratamento

Halitose.Combata este problema.

Halitose.Combata este problema.

O que é halitose?

A Halitose (mau hálito) é uma condição anormal dos odores exalados pela boca, bastante desagradável, originado por diversos fatores.

O que causa a Halitose?

São diversas as causas para o surgimento deste grande incômodo, mas os mitos estão aí para atrapalhar um pouco o tratamento. A anamnese detalhada é o que conduzirá o caminho do tratamento, aliado à vontade do paciente em se tratar.

Qual o maior mito do Mau Hálito?

O estômago. Estudos clínicos e científicos mostram que a gastrite não provoca mau hálito. Porém, fatores aliados a isso podem ser a porta de entrada para este problema.

Quantas pessoas sofrem de Halitose?

Segundo Dra. Olinda Tárzia, pesquisadora no tema, cerca de 50 milhões de pessoas no Brasil sofrem de alterações do hálito, ou seja, um a cada três indivíduos teve ou terá mudanças em seu hálito.

Como funciona o tratamento?

São realizados os seguintes procedimentos: anamnese detalhada do paciente para análise do estado clínico e bucal, testes salivares e a medição digital do hálito. Assim, são identificados os parâmetros individuais para o tratamento.

Qual a importância do tratamento da Halitose?

Ajudar no restabelecimento do convívio social do paciente, já que este pode sofrer restrições em sua vida profissional, afetiva e social, assim como identificar alterações orgânicas importantes que devem ser tratadas (como diabetes, nefropatias, pneumopatias etc.) muitas vezes desconhecidas anteriormente ao tratamento pelo paciente.

Qual a melhor maneira de dizer a quem tem Halitose que deve se tratar?

O ideal é que seja alguém que o mesmo confie, fazendo-o enxergar de que a halitose é uma manifestação anormal, que pode acontecer com qualquer pessoa, e esta possui tratamento e cura.

O que também poderá ser tratado dentro desta área?

A xerostomia (ou boca seca), que é um sintoma relacionado à pouca ou nenhuma produção de saliva pelas glândulas salivares. Em geral, ela surge em pacientes que passam por quimioterapia, radioterapia ou que utilizam alguns medicamentos diminuidores do fluxo salivar (como anti-hipertensivos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e antidepressivos), pacientes com problemas renais e pacientes idosos, entre outros.

Assim, o tratamento atua no alívio e combate a sensações desagradáveis (como dificuldade na fala e na deglutição) e conseqüências como mau hálito, cárie e ardência de língua e de boca.

Mau Hálito tem cura?

Sim, desde que as causas sejam diagnosticadas e tratadas corretamente por um especialista em Halitose, e que o paciente siga corretamente o seu tratamento com persistência.

Via Saudálito

Todo mundo se preocupa em não ter mau hálito.Leia e entenda mais sobre este assunto .

mauhalito
Cerca de 50 milhões de brasileiros têm mau hálito, de acordo com dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Mas quem tem o problema não consegue sentir o odor que sai da própria boca, porque o olfato se acostuma ao cheiro. No entanto, é possível identificar algumas atitudes que contribuiriam para o aparecimento do problema.
Leia abaixo uma entrevista realizada pelo Dr Draúzio Varella com Dr Ronaldo P. de Lima.
Dr. Ronaldo Prata de Lima Barbosa é cirurgião-dentista com trabalho de mestrado apresentado na Faculdade de Odontologia da Universidade São Paulo.

O curioso em relação ao mau hálito é que os portadores não conseguem perceber o odor desagradável que exalam. São os outros que notam e ficam constrangidos em avisar – “Olha, teu hálito não está legal”. Às vezes, nem toda a intimidade do mundo justifica uma atitude como essa e o problema não é enfrentado como deveria.
O cheiro está tão ligado às emoções que o hálito desagradável pode provocar repulsa e afastamento, muitas vezes, irreversível. Casais chegam a relevar desencontros, vencer diferenças de personalidade e das formas de enxergar a vida, podem até esquecer os maus passos dados por um deles, mas é muito difícil que consigam superar a inconveniência do mau hálito num dos parceiros.
Na grande maioria dos casos, o mau hálito, ou halitose, tem origem na própria língua, (imagem 1) um órgão muscular revestido por papilas. Essas papilas possuem terminações nervosas que, estimuladas por determinadas moléculas, conduzem informação ao cérebro a fim de reconhecer o gosto das coisas.
Imagem1_prata

Como se pode observar na imagem 2, na parte posterior da língua, sobram espaços entre as papilas e se formam pequenas criptas. Neles se acumulam alimentos e restos de células que descamam do epitélio lingual. Esses resíduos funcionam como meio de cultura para as bactérias que, quando fermentam, liberam substâncias ricas em enxofre, É a presença e o cheiro de enxofre que provocam o mau hálito.

Imagem2_prata-216x153

CAUSAS DO MAU HÁLITO

Drauzio – A língua é a principal fonte do mau hálito?

Ronaldo P. Lima Barbosa – A literatura registra que de 90% a 95% das halitoses, ou mau hálito, são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas. A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito.

Drauzio – Por que muita gente associa o mau hálito ao fato de estar muito tempo sem se alimentar?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Esse é um conceito equivocado. Acontece que o alimento retido na língua, depois de uma hora sem alimentação, período em que ocorre menor fluxo salivar, somado à falta de atrito da língua com o palato e com o bolo alimentar, produz maior fermentação e exala mais odor.
Quando a pessoa come, o bolo alimentar, mais o atrito da língua com o palato e o aumento da salivação ajudam a remover os resíduos existentes nas papilas gustativas e as bactérias responsáveis pela fermentação.

Drauzio – Isso explica a halitose matinal?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Durante a noite, há menor produção de saliva e, portanto, maior fermentação e maior liberação de odores de enxofre. Por isso, o odor matinal é sempre mais forte do que outros tipos que ocorrem durante o dia.

O ESTÔMAGO NÃO TEM CULPA

Drauzio – Atribuir o mau hálito a problemas estomacais, como muitos fazem, está correto?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Esse é outro conceito errado. Se analisarmos fisiologicamente o problema, veremos que existem esfíncteres gastrintestinais que não permitem a passagem dos odores estomacais para o meio externo. Esfíncteres são válvulas que se fecham depois da passagem dos alimentos. Normalmente, o mau hálito pode ser atribuído ao estômago apenas em duas situações básicas: eructação gástrica, ou arroto, e refluxo gastroesofágico, quando há uma deficiência no funcionamento da válvula que separa o esôfago do estômago.

Drauzio – Uma vez, conversando com o Dr. Dario Birolini, um médico de grande experiência em gastroenterologia, ouvi que, entre os inúmeros pacientes que havia examinado com queixas de halitose, nunca encontrou uma patologia de estômago que justificasse o problema.

Ronaldo P. Lima Barbosa – Existe um estudo realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, bastante interessante. Os pesquisadores embrulharam nos pés dos pacientes uma pasta com alho que era absorvido pela pele, caía na corrente sanguínea e, algumas hora depois, seu odor era eliminado pela boca. Com isso, eles estavam tentando provar que não vem do estômago o cheiro do alho que a pessoa come, mas vem dos pulmões pelas vias aéreas. A conclusão a que chegaram, portanto, foi que a halitose por ingestão de alimentos voláteis, como alho e cebola, não procede do estômago, mas sim dos pulmões. Após sua absorção, eles caem na corrente sanguínea, participam da troca gasosa nos bronquíolos pulmonares e seu cheiro característico é exalado pelas vias aéreas superiores.
Deve-se ainda considerar o fato de que os movimentos peristálticos do aparelho digestivo não favorecem o retorno dos odores estomacais.

Drauzio –Existem, porém, alguns casos de obstrução intestinal que podem provocar halitose, não é?

Ronaldo P. Lima Barbosa – A obstrução intestinal associada a causas sistêmicas, como neoplasias, prisão de ventre, falta de ingestão de líquidos, por exemplo, pode causar uma halitose um pouco diferente da halitose bucal produzida pela liberação de enxofre. Ela provoca um odor um pouco mais fétido, mas esses são casos raros que se enquadram naqueles 5% ou 10% das causas gerais do mau hálito.

DIAGNÓSTICO

Drauzio – Quando recebe uma pessoa que diz –“Minha mulher se queixa de que estou com mau hálito”” – que tipo de pesquisa você faz?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Existe um protocolo de atendimento clínico a ser seguido. A anamnese precisa ser muito bem feita para eliminar possibilidades de causas fisiológicas. Deficiências renais ou hepáticas e diabetes mellitus, por exemplo, podem causar halitose. Uma pessoa com diabetes pode eliminar odor cetônico por via pulmonar. Nesse caso, o paciente deve ser encaminhado para exames específicos e atendimento de especialistas na matéria.
A investigação inicial inclui, também, o exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária porque resíduos, placas bacterianas e bactérias podem ficar acumulados em várias regiões da boca. Gengivite e periodontite são causa de halitose e merecem tratamento. Cáries mais extensas, além de reter restos de alimentos com bactérias, podem atingir a polpa do dente e a mortificação pulpar emana odor desagradável.
Portanto, a avaliação clínica não é só lingual, mas de todos os tecidos moles e da parte dentária. Por fim, faz-se uma medição para avaliar a quantidade de odor de enxofre contida no hálito utilizando um aparelho projetado para esse fim específico.

Drauzio – O que é mortificação pulpar?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Os dentes são revestidos de esmalte e compostos por um tecido mineralizado, a dentina. Nela existe um canal central – a polpa – que constitui a parte viva do dente e é basicamente composta por vasos e nervos. Quando a cárie é muito extensa, pode atingir a polpa e provocar mortificação pulpar, isto é, a putrefação de tecidos responsável pela liberação de odor muito desagradável.

APARELHOS PARA MEDIR A HALITOSE

Drauzio – Como é feita a medição do hálito?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Existem alguns aparelhos próprios para essa medição como o halímetro e o breathalert, um halímetro portátil lançado no mercado recentemente e que permite ao paciente controlar o próprio nível de halitose. Numa escala que vai de zero a quatro, o aparelho mede o grau do distúrbio. O número quatro indica uma halitose mais forte; três, halitose menos forte; dois, uma mais branda e o um registra a ausência do problema.

Drauzio – Como principio básico, esses aparelhos detectam a concentração de enxofre que existe no hálito. Eles custam caro?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Custam por volta de duzentos reais. Os portadores de halitose não costumam considerá-los um equipamento caro, porque os problemas sociais com que se deparam por causa desse sintoma são muito sérios.

PATOLOGIAS ASSOCIADAS AO MAU HÁLITO

Drauzio – Além dos problemas de boca, gengiva e alvéolos dentários, quais são os mais frequentemente associados ao mau hálito?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Existem outras patologias que podem levar à halitose como as sinusopatias, problemas respiratórios e tonsilas (amídalas) inflamadas. A inflamação das amídalas, por exemplo, pode provocar maior formação de muco que, depositado na parte posterior da língua, produz mais saburra lingual e dispara o processo da halitose.
Uma das causas mais comuns, porém, associada à halitose é a diminuição do fluxo salivar, a xerostomia. Diversos fatores interferem na produção das glândulas salivares. Entre eles, destacam-se determinadas drogas e certos problemas respiratórios. Pacientes que respiram mais pela boca, não têm selamento labial adequado, o que provoca ressecamento da mucosa e favorece a halitose.
O fluxo salivar também pode ser alterado por falta de ingestão de água. É importante ingerir de dois a três litros de água por dia para evitar que a parte sólida da saliva torne-se mais espessa por falta de líquido e acumule-se no dorso posterior da língua, aumentando a ocorrência de halitose.

Drauzio –A saliva fica grossa, com muita proteína, o que representa um caldo de cultura para as bactérias.

Ronaldo P. Lima Barbosa – Em contacto com as bactérias da boca, e existem mais de 250 tipos de bactérias ali, a fermentação aumenta e provoca halitose.

Drauzio – Não é raro encontrar pessoas com a indicação de amidalectomia, isto é, de extrair as amídalas, por causa da halitose. Como se sabe que o mau hálito é causado por elas?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Normalmente, o mau hálito não vem das amídalas. Muitas vezes, se for removida a placa bacteriana da língua, a inflamação das amídalas diminui e não há a necessidade de retirá-las. A amidalectomia é uma intervenção muito mais séria. Por isso, deve-se pensar num tratamento preventivo e, só se o processo inflamatório agudo não ceder, é que sua remoção cirúrgica faz sentido.

Drauzio – Existem muitos casos de halitose que estão associados à sinusite, que provoca um gotejamento de secreções provenientes dos seios da face. Por serem ricas em proteína, quando essas secreções passam por trás da fossa nasal e entram em contato com as papilas da boca, alimentam as bactérias e provocam odor desagradável.

Ronaldo P. Lima Barbosa – Quando se levanta a história do paciente, procura-se avaliar as condições da vias aéreas superiores e inferiores e a presença de sinusoplastias. Muitas pessoas portadoras de sinusite podem manifestar halitose como reflexo dessa patologia.

Drauzio – E os restos de alimentos entre os dentes podem provocar mau hálito?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Quando eles começam a fermentar, ocorre um processo parecido com o das papilas linguais. Resíduos de alimentos retidos nos sulcos gengivais surtem o mesmo efeito e, aos poucos, soltam odor de enxofre.

REPERCUSSÕES DO MAU HÁLITO NO CONVÍVIO SOCIAL

Drauzio – Eu disse, no início, que um casal é capaz de enfrentar e vencer muitas diferenças, mas resistir ao mau hálito do parceiro é complicado, porque o cheiro está muito ligado às emoções. Que tipo de desajuste social a halitose pode provocar?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Acho que ela interfere não só no relacionamento social ou amoroso. O paciente com halitose grave tem vergonha de se expor, de conversar e de conviver socialmente. À vezes, não consegue progredir no campo profissional, porque temvergonha de estabelecer um diálogo aberto e fala com a mão na boca.
Portanto, o problema social causado pela halitose é muito sério e preocupa grande parte da população. Existem estudos que mostram que 14% das pessoas são portadoras de halitose aos 14 anos. Entre os 40 e 65 anos de idade, esse número chega a 47% e acima dos 65 anos, 67% sofrem de halitose crônica. No entanto, 100% dos indivíduos manifestam uma forma esporádica do problema em alguma fase da vida.

Drauzio – Quer dizer que essa preocupação com o mau hálito que as pessoas demonstram tem justificativa.

Ronaldo P. Lima Barbosa – O importante é que, muitas vezes, o portador de halitose não sabe do seu problema. O bulbo olfatório, que se localiza próximo ao cérebro, acostuma-se com o ar carregado de enxofre que a pessoa exala constantemente. Isso se torna um fato constrangedor, porque é difícil encontrar alguém com a coragem de dizer-lhe: “Você está com mau hálito. Procure atendimento para resolver esse problema”.

ESTRATÉGIAS PARA IDENTIFICAR A INCIDÊNCIA DA HALITOSE

Drauzio – Como as pessoas podem descobrir que estão com mau hálito se elas mesmas não notam e os outros não falam?

Ronaldo P. Lima Barbosa – A forma mais simples é perguntar para uma criança que, geralmente, é mais sincera é espontânea. O provável é que ela fale a verdade se o problema existir. Pode-se também usar meios mais sofisticados como o medidor de halitose. Existe, ainda uma espécie de disque-denúncia. Sem se identificar, você liga e indica um portador de halitose para tratamento.

Drauzio – Nunca imaginei que isso pudesse existir. É um disque-denúncia de halitose?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Basicamente é isso. Se existe uma pessoa próxima portadora de halitose e você não tem coragem de falar-lhe – “Olhe, você está com um odor desagradável na boca; vá procurar atendimento” – , você pode entrar em contato conosco pelo telefone (11) 3022-9799 e nós conversaremos com o paciente.

Drauzio – Como se dá essa abordagem?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Existe um método especial para entrar no assunto e o tipo de abordagem depende da reação da pessoa contatada.

Drauzio – Isso funciona? As pessoas se interessam e vão procurar auxílio?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Elas acabam se interessando, especialmente quando são portadoras de halitose crônica, porque descobrem que existe uma série de envolvimentos sociais e afetivos relacionados ao problema.
Na Associação Brasileira de Estudos de Odores da Boca, também há um disque-denúncia à disposição. Normalmente, quando a pessoa fica sabendo que tem mau hálito, procura tratamento.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA HALITOSE

Drauzio – Como se pode evitar o mau hálito e com ele pode ser tratado?

Ronaldo P. Lima Barbosa – O mais importante é levantar o diagnóstico correto, procurar descobrir se a halitose é sistêmica ou local (na boca) antes de estabelecer qualquer plano de tratamento. Sendo sistêmica, encaminha-se o paciente para um profissional especialista na área. Se é bucal, devem ser localizadas todas as possíveis causas da halitose: gengivites, periodontites, placas bacterianas, cáries dentárias e a língua.
A escova não é eficiente para a remoção dos restos epiteliais e de bactérias no dorso da língua, mas existem raspadores linguais capazes de remover os resíduos. (imagem 3)

Imagem3_prata

Drauzio – Como funcionam esses raspadores de língua?

Ronaldo P. Lima Barbosa – No consultório, o raspador de língua é de aço inoxidável, o que permite a esterilização, mas há outros tipos à venda nas farmácias. Com ele se remove a saburra da língua sempre de trás para frente. (imagem 4) Segurar a ponta da língua com uma gaze para puxá-la um pouco para fora ajuda a operação e outra gaze pode ser usada para recolher os resíduos. No começo, a pessoa sente um pouco de náusea, mas ela diminui com o tempo e o autocontrole desenvolvido.

Drauzio – Quantas vezes por dia isso deve ser feito?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Aos portadores de halitose, recomenda-se que passem o raspador três vezes por dia ou até mais se tiverem disponibilidade. No entanto, esse tratamento não é indicado só para pacientes com halitose crônica. É indicado para a população em geral, ao menos uma vez por dia, antes de dormir ou no horário em que for possível fazer uma higienização melhor da boca.
É importante ressaltar, porém, que além da higiene oral, da consulta ao dentista, da remoção da placa bacteriana, é necessário escovar os dentes, no mínimo, três vezes ao dia e, diariamente, passar fio dental e remover a saburra lingual com raspador de língua.

Drauzio – Vocês conseguem controlar a halitose só com esse tipo de medida?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Conseguimos. Foram observados resultados excelentes em pacientes que já haviam feito inúmeras endoscopias e corrido atrás de vários tratamentos. Com a raspagem lingual, o problema da halitose desapareceu.

Imagem4_prata

Drauzio – Interessante perceber que um problema dessa seriedade, com tanta interferência social, pode ser resolvido bebendo de dois a três litros de água por dia para manter a saliva fluida e raspando a língua com esses instrumentos tão simples.

Ronaldo P. Lima Barbosa – Existem outros cuidados que devem ser observados. Alimentação mais fibrosa ajuda na limpeza do dorso da língua e aumenta o fluxo salivar. Na verdade, se o problema for apenas lingual e bucal, pode ser resolvido com medidas bastante simples como a higienização adequada. O que falta, no momento, é um pouco de orientação para as pessoas que não conhecem a causa mais frequente da halitose e os meios para combatê-la.

Drauzio – Essa mania de chupar balas ou tomar refrigerantes entre as refeições traz algum benefício?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Na verdade, trata-se de um paliativo, porque não se está atacando a causa. Estamos camuflando as consequências. Uma bala na boca não é remédio para a halitose, apenas disfarça o cheiro provisoriamente.
Alguns odores vêm do pulmão e chupar balas não vai removê-los. Odores de fumantes não são bucais. São exalados pelas vias aéreas e a bala só alivia o odor do hálito.

Drauzio – E chiclete, ajuda em alguma coisa?

Ronaldo P. Lima Barbosa – Como o chiclete aumenta a salivação, pode melhorar um pouco a halitose, mas é preciso tomar cuidado e mascar apenas chicletes sem açúcar. Chicletes com açúcar alimentam a placa bacteriana na boca e provocam maior fermentação. No entanto, é bom lembrar que mesmo os sem açúcar não atacam a causa principal da halitose que é o acúmulo de muco ou de saburra no dorso da língua. Eles apenas melhoram provisoriamente o mau hálito.

Drauzio – Vamos, então, repetir as medidas mais importantes para evitar a halitose.

Ronaldo P. Lima Barbosa – No que se refere à higienização caseira, as três medidas mais importantes são: escovação pelo menos três vezes por dia, fio dental e raspador de língua diariamente. No entanto, é preciso consultar o dentista com frequência para uma higienização mais profissional. Às vezes, a pessoa não consegue remover a placa bacteriana ou o acúmulo de tártaro principalmente na região inferior dos dentes.

Mau hálito vir do estômago é mito

Mau hálito vir do estômago é mito

Existe um mito que corre entre os boatos populares que o culpado pelo mau hálito é o estômago. Segundo a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), apenas 1% das causas do mau hálito vem de problemas estomacais e 90% têm origem na boca. As exceções são o arroto ou refluxo associado à hérnia de hiato – quando a abertura que passa o esôfago se alarga e o estômago, que deveria ficar no abdômen, sobe para o tórax.

O pesquisador canadense, Joseph Tonzetich, estudou a halitose e comprovou que o hálito não vem do estômago para a boca. A presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca, Ana Kolbe, conta que o pesquisador fez uma pasta de alho, colocou no pé do paciente e, após alguns minutos, ele estava eliminando odor de alho pela boca. “Com isso ele provou que o odor vem para o hálito pelo sangue e escapa pelo pulmão sem ao menos passar pelo estômago”, diz.

Segundo Kolbe, o mau hálito foi associado por muito tempo ao estômago já que, ao comer, as pessoas percebiam que a halitose melhorava. Na verdade, isso ocorre por dois motivos. Primeiro, ao ingerir alimentos, o corpo equilibra a glicemia e elimina o hálito cetônico. Em segundo lugar, o sistema nervoso central envia uma mensagem para que as glândulas salivares aumentem a produção de saliva. “Isso faz com que a saburra já existente e que está eliminando o enxofre seja fluidificada”, explica a especialista. A saburra lingual é uma placa bacteriana esbranquiçada que se forma na parte de trás da língua.

Outro ponto é que, durante a mastigação, o atrito do bolo alimentar sobre a língua promove uma troca da saburra já existente, que está fermentada e eliminando enxofre. Assim, a saburra nova leva aproximadamente uma hora para fermentar e iniciar a liberação de enxofre novamente.

Kolbe explica que anatomicamente, o corpo humano é preparado para garantir que os alimentos fiquem no estômago. Um anel muscular chamado “esfíncter esofágico” separa o esôfago do estômago e é aberto quando engolimos para permitir a entrada dos alimentos. Durante o resto do tempo, o esfíncter mantém-se contraído para evitar que os alimentos e o ácido do estômago recuem para o esôfago.
Fonte:Terra