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Depois dos implantes: tudo para se manter saudável


Pessoas que tem problemas com a mastigação e na fala por causa da perda de dentes, assim como aqueles que têm vergonha de sorrir, podem respirar aliviados: os implantes de alta qualidade, feitos individualmente e implantados por especialistas, fazem a vida retornar a normalidade novamente. Com uma cuidadosa higiene oral e manutenções regulares por um especialista, os implantes podem durar décadas, desde que sejam devidamente cuidados.


Doenças da gengiva: prevenção

Doenças da gengiva: prevenção

Os implantes dentários exigem cuidados especiais: as superfícies de implantes e áreas inacessíveis devem ser cuidadosamente limpas. Especialmente a margem da gengiva em torno do implante, já que este é o lugar onde as bactérias nocivas costumam se acumular. Implantes que não são bem cuidados podem causar doenças na gengiva, como mucosite e peri-implantite. Enquanto o tecido mole ao redor do implante fica inflamado com mucosite, o osso também é afetado pela peri-implantite. Distúrbios como estes são comuns: estudos mostram que oitenta por cento dos usuários de implantes sofrem de mucosite e até 56 por cento sofrem de peri-implantite. Somente os cuidados orais minuciosos criam as condições para prevenir essas doenças.

Câncer infantil e saúde bucal

Complicações orais podem comprometer a qualidade de vida do paciente durante o tratamento do câncer infantil.


 

As crianças e adolescentes pacientes do Hospital do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer — GRAACC recebem o apoio necessário para combater o câncer e os impactos que o tratamento da doença podem causar. A quimioterapia e a radioterapia, por exemplo, podem afetar diversas partes do corpo, inclusive a boca.

Um recurso utilizado nos pacientes do GRAACC como forma de tratamento da mucosite é a Laserterapia de Baixa Intensidade (LBI). A tecnologia permite o alívio de dores, a aceleração na cicatrização e auxilia a redução do processo inflamatório.

Para promover a saúde bucal, os profissionais do GRAACC orientam pais e pacientes em como obter uma higiene oral adequada. “A mudança de hábito é fundamental para manter a boca saudável e minimizar os efeitos do tratamento do câncer, como a mucosite oral”, afirma Juliana Rojz, dentista do GRAACC.

Quando associada à higiene oral pouco eficiente, o tratamento oncológico resulta, ainda, em outras complicações como a alteração na produção de saliva, o que acarreta na secura bucal e consequentemente o aumento do número de cáries, pois é a saliva que protege os dentes. Neste caso, é necessário aplicar uma saliva artificial em forma de spray ou de gel. Além disso, a quimioterapia causa uma grande frequência de vômitos, isso também pode explicar o aumento da acidez. “Acontece principalmente em pacientes que são submetidos às sessões de radioterapia e sofrem radiação na cabeça e no pescoço, regiões próximas à boca”, relata a dentista Camila Carrillo.

O setor de Odontopediatria do GRAACC ainda participa da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional — EMTN, grupo de profissionais que exercem treinamentos específicos para a prática da Terapia Nutricional. O intuito é fazer um acompanhamento adequado ao paciente em tudo o que pode influenciar a saúde da boca, principalmente na identificação daqueles que apresentam maior risco de mucosite oral e atuar de forma diferenciada para que o ciclo do tratamento não seja afetado e o câncer possa ser tratado dentro dos prazos estipulados. O GRAACC é um dos únicos hospitais a ter a colaboração também dos especialistas de Odontologia nesta equipe.

Por reconhecer a importância da saúde bucal e os impactos que o tratamento do câncer pode causar na região da boca, o Hospital do GRAACC possui um serviço de Odontologia especializado e integrado por duas dentistas e uma auxiliar que acompanham e tratam regularmente os pacientes, tanto no consultório odontológico, como nas enfermarias, unidade de cuidados especiais e terapia intensiva.

Informações no www.graacc.org.br.

Via Odontomagazine

Tratamento Odontológico em Pacientes Oncológicos

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Tratamento Odontológico em Pacientes Oncológicos

O ideal para os pacientes oncológicos é que estes sejam examinados pelo cirurgião-dentista tão logo tenham sua doença diagnosticada, para que o tratamento odontológico, preferencialmente, anteceda o oncológico.

Ressecção cirúrgica, radioterapia e quimioterapia são os métodos disponíveis para o tratamento de diversos tumores, inclusive os de cabeça e pescoço. Estes tumores são aqueles que acometem lábios, tecidos moles e tecidos ósseos da cavidade oral, orofaringe, glândulas salivares, cavidade nasal e seios paranasais.

A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, por um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada. Infelizmente sua ação não se restringe às células tumorais, atingindo o tecido sadio provocando alguns efeitos indesejáveis.

Os principais efeitos adversos observados são mucosites, redução do fluxo salivar, disgeusia, disfagia, odinofagia, maior suscetibilidade a infecções oportunistas bucais, trismo, fibrose tecidual, osteorradionecrose, lesões de cárie rampantes e a doença periodontal.

Cuidados odontológicos trans e pós tratamento oncológico

-Hábitos alimentares menos cariogênicos;

-Rigorosa profilaxia dental.

-Reavaliações freqüentes e tratamento odontológico adequado para cada fase

-Aplicações tópicas de flúor, tomando as devidas precauções, pois o flúor pode causar mais náuseas, e nos casos em que há mucosite estas aplicações devem ser adiadas, pois o flúor aumenta o desconforto;

-Para portadores de próteses totais ou parciais, recomenda-se a restrição de seu uso durante o período de tratamento, exceto quando estas tiverem a função de obturadores;

-Rigorosa higienização das próteses;

-Utilização de soro fisiológico a 0,9%, em pacientes com pouca sensibilidade uso de cremes dentais infantis

-Uso de zinco e cobre preventivamente e ao longo de toda a radioterapia, com o objetivo de minimizar as alterações do paladar

-Minucioso acompanhamento pós tratamento oncológico, a fim de identificar e/ou prevenir os efeitos tardios da radioterapia.

OUTROS CUIDADOS A SEREM TOMADOS

-Se a escova incomodar, use um cotonete para a limpeza dentária até ser possível o uso de uma escova inicialmente com cerdas extra macias e depois com cerdas macias.

-Retire e limpe as dentaduras entre as refeições.

-Mantenha os lábios umedecidos com vaselina ou manteiga de cacau

-Procure seguir uma dieta rica em proteínas e vitaminas

-Beba líquidos durante as refeições, para umedecer os alimentos e facilitar a deglutição

-Procure chupar pedaços de gelo, balas e mascar chicletes sem açúcar

-Aos alimentos sólidos, junte sempre líquidos (molhos, margarina ou manteiga derretida, maionese e iogurte).

Evite

-Escovas de dentes duras ou ásperas

-Produtos comerciais para gargarejos (pois contém álcool)

-Frutas cítricas (laranja, limão, tangerina, tomate) ou o suco dessas frutas. Prefira suco de pêssego, ameixa, maracujá, caju, pêras e evite refrigerante ou água com gás

-Alimentos duros ou ásperos

-Alimentos quentes ou muito temperados

-Lamber os lábios (pode aumentar a secura na boca e provocar rachaduras)

Abordagem profilática e terapêutica indicadas às complicações orais radioinduzidas agudas:

Via odontoblog