Dieta a nutrição: impactos na saúde bucal

É sabido que a dieta e a nutrição têm forte interferência na saúde bucal. Mas como age exatamente cada uma dessas variáveis? Como devemos orientar nossos pacientes?

little girl with fruits and vegetables
little girl with fruits and vegetables

A nutrição refere-se aos nutrientes que ingerimos na nossa dieta e que são utilizados para o correto funcionamento fisiológico do nosso organismo. Uma dieta de alto valor nutricional contribui para a saúde em geral, elevando a qualidade de vida e diminuindo a chance de doenças degenerativas.

Na Odontopediatria, especialmente, a nutrição adequada permite um correto desenvolvimento estomatognático, visto que os tecidos dentários ainda estão em formação.

A desnutrição na infância (ou a má nutrição advinda da inadequada alimentação) limita o desenvolvimento de tecidos e órgãos (cérebro, glândulas salivares), e pode perturbar a estrutura dental, forma, posição dos dentes e retardar a erupção (lesões à síntese de proteínas ou mineralização). Por este motivo, devemos desde sempre incentivar a correta alimentação, variada e rica em nutrientes (quadro 1).

Um exemplo é a deficiência de vitamina A, que pode provocar atrofia dos ameloblastos, pobre diferenciação dos odontoblastos e hipoplasia de esmalte.

Quadro 1 – Exemplos de nutrientes essenciais para a cavidade bucal

Minerais Papel importante da fase pré-eruptiva e na maturação pós-eruptiva dos dentes.
Sódio e potássio Manutenção do equilíbrio ácido-base do organismo.
Zinco e magnésio Função dos sistemas enzimáticos.
Cálcio e fósforo Componentes básicos dos tecidos duros.

A dieta, que diz respeito ao que ingerimos no cotidiano, independentemente do valor nutricional, tem um impacto significativo na cavidade bucal, tanto quanto ao seu desenvolvimento como também no que se diz respeito às doenças cárie e periodontal.

A forma de apresentação dos alimentos interfere diretamente na mastigação. Alimentos mais duros, crus, fibrosos promovem um trabalho mastigatório mais eficiente, com consequente melhor desenvolvimento ósseo e muscular, e estimulam a secreção salivar.

Dietas muito pastosas e alimentos demasiadamente macios têm o efeito contrário, prejudicando o desenvolvimento estomatognático. Por este motivo, ao iniciar a introdução alimentar em bebês, devemos orientar aos pais a não liquefazer os alimentos, apenas amassá-los e, com o tempo, oferecê-los em pedaços.

Os pais também devem observar a adesividade dos alimentos. Balas, chicletes, bolachas, cereais açucarados, além de ricos em açúcar e baixo valor nutricional, aderem às superfícies dentárias, dificultando sua higienização e ficando muito tempo disponíveis na cavidade bucal, favorecendo o aparecimento das lesões de cáries. E, para a cárie dentária, não há nada mais prejudicial que o açúcar, tão presente na dieta moderna e muitas vezes “escondido” nos rótulos dos alimentos com nomes diferentes, o que confunde o consumidor (carboidrato – de uma forma genérica, xarope de glicose, maltodextrina, dextrose, sacarose, extrato de malte, açúcar invertido).

O conceito atual de cárie dentária é que ela é uma disbiose desencadeada pelo consumo de açúcar, ou seja, não existe um microrganismo específico causador da doença, já que em condições normais, a relação dos humanos com os microrganismos envolvidos no processo de cárie é de simbiose.

O responsável pela alteração dessa condição é o açúcar ingerido, proveniente de nossa dieta. Portanto, se queremos prevenir a cárie dentária, temos que controlar a ingestão de todas as formas de açúcares.

Nós, cirurgiões-dentistas, precisamos orientar corretamente nossos pacientes quanto a alimentação. Para melhor compreender sua atividade de cárie, é essencial que o profissional tenha conhecimento dos hábitos alimentares do paciente, estabelecendo o plano de tratamento e determinando as medidas preventivas a serem adotadas para manutenção da saúde bucal.

Fonte:Local Odonto .Por  Dra Sandra Kalil Bussadori

Fazer refeições em família é a receita ideal

Hospital Infantil Sabará cria centro de excelência em obesidade infantil

Crianças e Adolescentes

Estudo aponta que pelo menos três refeições com os adultos por semana têm o poder de controlar a ingestão de alimentos com calorias vazias, reduzir a obesidade e manter distância da anorexia e da bulimia.

 Fazer as refeições em família é a receita ideal para pais que se preocupam com a alimentação de seus filhos. Estudo divulgado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, provou que crianças e adolescentes que dividem à mesa com os adultos com assiduidade têm uma alimentação mais saudável, menos chance de travar guerras contra a balança e de desenvolver distúrbios alimentares, como anorexia e/ou bulimia.

Foto:transtornosalimentares

Após acompanhar 183 mil crianças e adolescente, entre 2,8 anos e 17,3 anos, de estudos distintos, a pesquisa apontou que somente três refeições por semana em família bastam para diminuir os índices de obesidade e garantir uma alimentação saudável. Quando comparado a jovens que não possuem o mesmo hábito de se sentar à mesa com os familiares, o grupo em estudo deu de dez a zero. Houve redução de 12% em sobrepeso, consumo 20% menor de alimentos ricos em calorias e diminuição em 35% no desenvolvimento de distúrbios alimentares.

Para a nutricionista Adriane Alves Marchisete, do Hospital Infantil Sabará, o hábito de se sentar à mesa com as crianças não é só fortalece laços afetivos e sociais. “Tanto as crianças como os adolescentes seguem o exemplo dos pais na hora de se alimentar. Não à toa incentivamos os bebês a fazer as refeições com os adultos desde os seis meses, época em que a dieta sólida é introduzida”, afirma.

De acordo com a nutricionista, os pais não só têm a função de espelho nessas situações, como é uma ótima oportunidade para educá-los a comer o que faz bem e o que não é recomendável. “Essa é mais uma função dos pais que na correria diária passa despercebida, o que inclui explicar a importância da ingestão de frutas, legumes e verduras e mostrar como uma dieta equilibrada é necessária para o desenvolvimento”, opina.

Antes de se reunir durante as refeições, é interessante levar os jovens às compras. É uma forma de mostrar, mais uma vez, o que deve ser comprado, como o prato ideal é o mais colorido, aquele rico em vegetais. Identificar as classes dos alimentos, o que é carboidrato, o que é proteína, também faz parte do programa.

Depois disso, em casa, também é recomendável convidar os jovens para preparar a comida. Além de estimular a independência, aprenderão a se virar quando estiverem sozinhos e a reconhecer o que é melhor quando estiverem na rua ou na escola.

Fonte: Hospital Sabará

Alimentos :Diferentes cores, diferentes benefícios.

Autor: Eneida Ramos, nutricionista

Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?   Confira as dicas abaixo e saiba como escolher o alimento ideal para manter sua saúde em dia:

Alimentos de cor amarela/alaranjados: ricos em betacaroteno, precursor da vitamina A. Essa vitamina é fundamental para o crescimento e manutenção dos tecidos, e desempenha papel essencial na visão. Exemplos de alimentos: cenoura, manga, mamão, pêssego, manga, milho e caqui.

Alimentos de cor vermelha: o pigmento responsável pela cor vermelha é o licopeno,um carotenóide que funciona como antioxidante, protegendo contra o envelhecimento precoce das células, além de estimular o sistema imunológico. Existe também relação do consumo de licopeno e a redução de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Exemplos de alimentos: tomate, cereja, caqui, melancia ,goiaba e pimentão vermelho.

Alimentos de cor arroxeada/azulada: os alimentos adquirem tonalidade arroxeada e azulada em função da antocianina, que atua como antioxidante. Este pigmento tem papel importante na saúde, já que contribui no sistema circulatório, favorecendo o sistema cardiovascular. Alguns exemplos desses alimentos são: uva roxa, beterraba, repolho roxo, figo, jabuticaba, berinjela e ameixa.

Alimentos de cor marrom: os alimentos de coloração marrom são ricos em vitamina E, vitamina antioxidante que atua na prevenção do envelhecimento precoce das células do organismo e de doenças cardíacas e câncer. Alguns exemplos desses alimentos: gérmen de trigo, arroz integral, castanhas, nozes e cereais integrais.

Alimentos de cor verde: alimentos dessa coloração são ricos em clorofila, que tem uma ação depurativa, capaz de desintoxicar as células do organismo combatendo os radicais livres e contribuindo com a prevenção de fadiga, anemia, insônia e doenças do coração. Exemplos são: abacate, kiwi, alface, pimentão verde, couve, vagem, ervilha, rúcula, brócolis, hortelã, escarola e espinafre.

Fonte:Hospital Albert Einstein

Veja as dicas de uma nutricionista bastante conceituada

Adoro Sorrir entrevista uma das grandes nutricionistas do Brasil.

Por Maria Helena Leite

Dra Gisela Savioli fala sobre nutrição e saúde – tema de interesse aos dentistas e pacientes.

Saber transformar alimentação em prazer imediato parece fácil. Transformar o hábito alimentar em uma rotina prazerosa e saudável é algo mais importante. As pessoas começam a entender que uma rotina alimentar saudável exige bom senso e orientação.

Mango sweet, spicy, 107 calories in a cup, good for vitamins C, A, and others

Preocupado com essa questão, o ADORO SORRIR foi conhecer as opiniões e sugestões dessa grande e experiente nutricionista – Dra Gisela Palumbo Comarovschi Savioli, que é integrante da Association Médicale Internationale de Lourdes e que já respondeu pelo cardápio de gente muito importante – como o do Papa Bento XVI – em sua passagem pelas terras brasileiras.

A clareza de suas idéias e dos seus ensinamentos atinge uma grande audiência, nas suas entrevistas e bate – papos pelo rádio. 

ADORO SORRIR: Dra Gisela, na sua opinião é possível conciliar a alimentação saudável com o prazer em comer bem?

Dra Gisela:Não tenho dúvidas que sim. Especialmente se não nos tornarmos reféns das armadilhas de alguns alimentos e padrões inadequados. O alimento deve ser fonte de energia, conforto e bem  estar .Esse é o seu verdadeiro benefício.

ADORO SORRIR: A Odontologia vem unindo esforços com o segmento da nutrição e avaliando os efeitos benéficos de alguns ingredientes e alimentos para a saúde bucal e geral. Neste sentido o leite tornou-se uma grande dúvida para os profissionais do segmento. Apesar de parecer uma fonte vital à reposição de cálcio, nesta forma pasteurizada, ele funciona como um alimento adequado?Quais seriam as outras alternativas?

Dra Gisela: como nutricionista funcional, não sou a favor do consumo de leite de vaca pelos seres humanos, afinal somos os únicos mamíferos que continuam mamando depois de ter dentes… E ainda por cima, consumimos leite de outra espécie. O leite que devemos consumir é apenas o materno e mesmo assim por um período determinado. O cálcio que tanto preocupa a população, principalmente feminina, pode vir de várias outras fontes, pois não basta ingerir cálcio. Precisamos consumi-lo junto com magnésio na proporção de 2:1, vitamina D e mais 23 nutrientes para que ele seja adequadamente utilizado no nosso corpo. Outro dado importante é não criar situações de perda desse cálcio como uso abusivo de cafeína e refrigerantes ou também consumo excessivo de proteínas de origem animal. Uma excelente forma de consumir cálcio e magnésio na proporção adequada é o utilizando folhas verdes escuras. Afinal de onde a vaca consegue o cálcio que ela depois disponibiliza no leite?

ADORO SORRIR: Alguns alimentos ricos em antioxidantes estão fazendo sucesso no nosso segmento. Um estudo publicado pelo Journal of Periodontology (Link para acesso: http://www.joponline.org/doi/abs/10.1902/jop.2009.080510 ), sugere que o chá – verde pode atuar como um agente de apoio a prevenção das doenças periodontais (ou das gengivas e do osso que reveste a nossa dentição). Qual a sua opinião sobre este alimento?

Dra Gisela: As catequinas presentes no chá verde (Camelia Sinensis) e que lhe conferem o gosto caracteristicos são execelentes antioxidantes e de fato tem vários trabalhos mostrando os benefícios para saúde bucal. Isso me faz lembrar o velho hábito oriental de bochechar o chá verde logo após as refeições. Único detalhe que devemos observar é que o chá verde acaba tingindo os dentes.

Uma solução é o consumo dele em temperatura ambiente usando um canudinho. Ou então, fazer uso do chá branco que possui até mais antioxidantes que o chá verde, mas é mais caro.

ADORO SORRIR: Um dos graves problemas na orientação odontológica ocorre quando nos deparamos com pacientes submetidos a uma situação de “secura bucal”. Atualmente mais de 1800 medicamentos (listados pela ANVISA) podem provocar este sintoma e, ao mesmo tempo, serem indispensáveis a rotina de vida de alguns pacientes. Quais as orientações nutricionais que podem auxiliar este quadro e cooperar para o bem estar destes pacientes?

Dra Gisela: De uma forma geral as pessoas se hidratam de forma inadequada.Cheguei a conclusão nesses anos de prática clínica que o melhor é o próprio paciente monitorar a cor da sua urina, ao invés de insistir para que ele tome mais água. A secura bucal prejudica muito as papilas gustativas que são responsáveis pelo reconhecimento dos sabores. Muitas vezes os pacientes que fazem uso de medicamentos são hipertensos ou diabéticos e essa secura bucal prejudica ainda mais o paciente que precisa fazer restrição de sal e açúcar. Uma das recomendações é fazer bochechos para aqueles que tem restrição hídrica, ou chupar gelo que peço para fazer com folhas de hortelã, pois a menta ajuda bastante.

ADORO SORRIR: Em seu livro Tudo Posso, mas nem tudo me convém – da Edições Loyola- a Dra. aborda, entre outros temas, a questão da nutrição subclínica. Gostariamos que explicasse melhor, aos nossos seguidores, o que isso significa e que reflexos pode trazer a saúde do corpo. Existe algum relato ou sintoma bucal perceptível nestes casos – que permita ao dentista colaborar com o encaminhamento desses pacientes?

Dra Gisela: Excelente pergunta. Na anamnese de uma consulta os sinais e sintomas são muito importantes, pois são através deles que notamos as carências nutricionais, ou até os excessos, pois em ambos os casos são prejudiciais para saúde. Hoje as pessoas não estão mais se alimentando de forma adequada. Comem alimentos que parecem comida, tem gosto de comida, mas na realidade são alimentos industrializados praticamente isentos de nutrientes, porém lotados de corantes, conservantes e inúmeras substâncias que para serem eliminadas do organismo vão depletar ainda mais nutrientes. Hoje ninguém mais janta. Toma-se lanche! Resultado de tudo isso são pessoas mal nutridas apresentando sobrepeso e obesidade. Gengivas que sangram, mal hálito e o aspecto da língua podem ser grandes indícios de falta de nutrientes importantes.

ADORO SORRIR: Quantas vezes ao dia as pessoas devem usufruir da alimentação? Qual a sua opinião sobre o açúcar refinado? Como entende as alternativas a ele? Gostaríamos de saber se “os adoçantes são nossos amigos”?

Dra Gisela: O ideal é não ficar mais de duas horas e meia, máximo três horas sem comer. Mais tempo em jejum faz nosso organismo entrar em estresse e produzir cortisol que vai resultar em perda de massa muscular para manter seu organismo funcionando adequadamente. O açúcar é o grande vilão da nossa civilização. Qualquer tipo de açúcar. Atualmente o único adoçante que recomendo é a base de estevia. Mas temos que lembrar que não enganamos nosso corpo. Hoje sabemos que nossa lingua tem receptores sofisticadissimos que se comunicam não apenas com o cérebro mas com o intestino também. Toda vez que você sente o gosto doce, seu corpo fica esperando a glicose para ser absorvida no intestino e se ela não aparece, pois você consumiu refrigerante lotado de adoçante, não se preocupe, pois seu intestino vai dar um jeito de abrir mais comportas para absorver mais glicose. Por isso que há algum tempo apareceu o comentário na mídia que adoçante engordava. Lembra?

Stevia Adoçante Natural

ADORO SORRIR: Quais as dicas para despertarmos hábitos alimentares saudáveis nas crianças? Quais os alimentos que nunca podem faltar a nossa mesa?

Dra Gisela: As crianças tem como modelo seus pais. De nada adianta falar para criança comer frutas e verduras se os pais não comem. O exemplo é a melhor referência. E a grande dica é voltarmos a comer como no tempo da vovó… Muito legume, frutas e verduras, ovos, arroz, feijão, enfim COMIDA de verdade. E não trocar refeição por lanches.

ADORO SORRIR: Para finalizar quando devemos recorrer ao profissional da nutrição?

Dra Gisela: Sempre! Se doente, para uma melhor recuperação e restauração. Se saudável para continuar com saúde e qualidade de vida. Gosto de lembrar que somos credores ou devedores de nós mesmos no futuro e a alimentação é uma grande oportunidade para colocar saúde ou não, pelo menos três vezes ao dia no seu corpo. Lembre-se que genética conta 20% e que estilo de vida 80%. E aqui você é quem comanda. É o famoso livre-arbítrio.

Alimentos que beneficiam a saúde bucal

Alguns alimentos contribuem para melhorar a saúde bucal. A nutricionista Juliana Rossi Di Croce (SP) separou os bons mocinhos que ajudam a deixar a boca e os dentes saudáveis

 

Texto: Ivonete Lucírio / Foto: Shutterstock / Adaptação: Clara Ribeiro

Alimentação é a principal aliada da higiene na manutenção da saúde dos dentes

Foto: Shutterstock

Folhas verdes: são ricas em vitamina C, que auxilia na prevenção de gengivite e na manutenção da saúde dos tecidos de suporte aos dentes.

Brócolis, soja, vegetais verde-escuros e leite: são ricos em cálcio, que colabora para a formação e manutenção da estrutura dental.

Cereais integrais e vegetais com folha escura: contêm magnésio que, com a vitamina D, ajuda na fixação do cálcio.

Carne bovina, ovos, aves e peixe: são ricos em fósforo que, assim como o cálcio, são importantes na formação estrutural dos ossos.

Agrião, alho, cebola e maçã: são fontes de flúor, principal protetor contra as cáries.

Revista VivaSaúde – Edição 138

 

Alimentação saudável: o segredo para ter mais disposição

DIETA ALIMENTAR E SAÚDE BUCAL

mordendo-a-maca1

“Você é o que você come”. Esta é afirmação que vem sendo difundida nesta época onde as dietas, que restringem a ingestão de diferentes tipos de alimentos, alteram as refeições. Certamente, uma boa nutrição contribui para uma saúde perfeita e equilibrada – inclusive a dos dentes.

Hoje, a maior parte de informações na área odontológica, aponta para técnicas de clareamento, facetas de porcelana, aparelhos ortodônticos transparentes , e pouco se ouve falar dos alimentos que têm o potencial de destruir tudo o que citamos acima e também os dentes naturais, visto que o ambiente da cavidade oral é contaminado e suscetível a transformações quando na presença de determinados alimentos.
Para o odontologia existem alimentos “adesivos”, “ácidos”, “ detergentes” e “protetores”. Esta classificação poderá ajudar na escolha de alimentos para nossa dieta alimentar.
Os “alimentos adesivos” tendem a aderir aos dentes e são os responsáveis pela cárie. Compõem esse grupo biscoitos, bolachas, doces e balas. O açúcar é o principal alimento das bactérias causadoras da placa bacteriana, que está associada ao aparecimento da cárie e ao mau hálito. Sendo assim, devemos evitar a ingestão de balas, chocolates e alimentos doces (com muito açúcar) no período entre as refeições.
Os alimentos ácidos são o abacaxi, laranja, limão, kiwi e cítricos em geral, os sucos, e refrigerantes e favorecem o que chamamos de erosão ácida, que se manifesta sob a forma de “desgaste” da estrutura do dente, na região próxima à gengiva, mesmo na ausência da doença cárie e em bocas bem higienizadas.
Os chamados “alimentos detergentes”” eliminam resíduos de outros alimentos que ficam aderidos à superfície dental. Fazem parte desta lista as frutas, os legumes e as verduras de modo geral, preferencialmente crus ou cozidos no vapor. Estes alimentos necessitam de um maior tempo de mastigação, o que promove uma autolimpeza pelo atrito do alimento com o dente. Além disso, fornecem ao organismo muitos nutrientes essenciais para o seu bom funcionamento, como as vitaminas A, B6, B12, C, D, E, K e ácido fólico.
Os alimentos protetores por sua vez, agem formando uma barreira entre os dentes e os ácidos da bactérias. São eles  iogurte, queijo amarelo, milho e pipoca salgada, nozes, amendoim, castanha de caju.

Uma dieta saudável deve conter ainda vitaminas, sais minerais e fibras presentes no arroz, no feijão, no peixe,  nos ovos, imprescindíveis para o bom andamento de nosso organismo.
Cabe lembrar que a má nutrição e deficiências vitamínicas provocam a diminuição no fluxo salivar e alterações na gengiva e no periodonto.O jejum prolongado leva a hipoglicemia e a queima de gordura, que produz gases de odores fortes e mau hálito.
O uso de fórmulas para emagrecer, costuma provocar desidratação pelos laxantes das mesmas e por este motivo diminuição do fluxo salivar e formação de saburra lingual e mau hálito.

No intuito de manter a boca livre de doenças, devemos procurar ter uma alimentação balanceada, evitando alimentos prejudiciais à nossa saúde e ingerindo alimentos saudáveis.
Para concluir é de vital importância a ingestão de dez copos de água por dia, como auxiliar na higiene bucal

Via nutrição e ação