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Amamentação em público é um direito: projeto prevê multa a quem proibir prática

Projeto em tramitação no Senado prevê multa de R$ 440 mil a estabelecimentos que proibirem mães de amamentar; cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre já penalizam esse tipo de ação “Precisamos perceber que os espaços públicos é que precisam se adaptar a nós, mães e às crianças, não nós a eles”, explica a Procuradora Especial da Mulher da Assembleia .

10 benefícios da amamentação para mãe e filho

Os primeiros sete dias do mês de agosto marcam uma data muito especial: a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM). Criada em 1948 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para incentivar a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida do bebê, a Semana possui uma abordagem diferente a cada ano. Em 2017, o lema é “Trabalhar juntos para o bem comum”. Há incontáveis  estudos científicos que reafirmam o quão importante e benéfico é dar o peito para o bebê e, por isso mesmo, mulheres do mundo todo lutam pelo direito de amamentar em público. No Brasil, coibir a amamentação é uma prática considerada criminosa ou ilegal.

amamentação

Para incentivar que as mães amamentem seus pequenos sem qualquer tipo de constrangimento, listamos 10 benefícios da prática — tanto para elas, quanto para seus filhos.

  1. Reduz o sangramento pós-parto e evita a anemia

Dar de mamar para o bebê acelera o processo de recuperação do parto devido a ação de um hormônio chamado ocitocina, responsável pelas contrações do útero e que faz com que o órgão volte mais rapidamente ao seu tamanho “normal”. O processo acaba por reduzir os riscos de hemorragia pós-parto e, logo, diminui os riscos da anemia materna. A ocitocina também é conhecida como o hormônio do amor. Os primeiros instantes do bebê fora do útero são tão mágicos que ele busca o peito da mãe naturalmente, acredita?

  1. Protege contra o câncer de mama

A longo prazo, a amamentação reduz os riscos da mulher desenvolver o câncer de mama. Isso acontece porque a prolactina, que também é um hormônio que estimula a produção de leite, é capaz de desenvolver o tecido adiposo das mamas e amadurecer as células produtoras de colostro. O aleitamento materno também pode prevenir outros tipos de câncer como o de endométrio e o de ovário.

  1. Diminui a ansiedade do bebê e da mãe

Da mesma forma que estudos comprovaram que sintomas de depressão materna afetam negativamente o tipo e a duração da amamentação, o inverso também acontece: mães que dão de mamar para seus filhos possuem menos chances de desenvolver o problema. O bebêzinho tende a chorar menos quando consegue mamar logo no início da vida, pois passa a desenvolver uma relação de confiança com a mãe. As mulheres também ficam menos ansiosas.

  1. Aumenta a autoestima da mãe

Durante a gravidez, a maioria das mulheres  está extremamente insegura e com medo do que está por vir. Isso, naturalmente, afeta a autoestima e a confiança sobre a capacidade de amamentar. Mas a lógica tem de ser inversa: o fato de saber que produz um leite perfeito para suprir todas as necessidades do rebento deve ser motivo para ter a autoestima aumentada significativamente. É só imaginar que sairá do próprio corpo dela o melhor alimento que o filho receberá durante todas as décadas de vida dele.

  1. Intensifica o vínculo entre mãe e filho

A hora de dar de mamar é um momento muito especial e rico em desenvolvimento. Assim como todos os outros sentidos dos bebês, durante os primeiros meses de vida, a visão ainda está se acostumando a enxergar o mundo aqui fora. Por isso, os pequenos tendem a ver com mais nitidez numa distância entre 20 a 30 centímetros. Curiosamente, este é o espaço entre o bebê e a mãe durante o aleitamento. O calor e o cheiro da mãe também deixam o bebê seguro, enquanto que os batimentos cardíacos despertam a sua curiosidade. Mas vai um recado para as mulheres que não conseguem  — por uma série de motivos — amamentar os filhos: vocês não são menos mães por isso. Estudos também constataram que se a mãe trata o bebê com carinho e cuidado durante a alimentação, o vínculo também se estreitará.

  1. Ajuda a proteger o bebê contra a síndrome da morte súbita

Um estudo da Universidade de Medicina da Virginia, nos Estados Unidos, mostrou que bebês alimentados com leite materno durante o primeiro ano de vida tinham até 60% menos chances de sofrer morte súbita do que aquelas crianças que não foram amamentadas. De acordo com os pesquisadores, isso é resultado da quantidade de anticorpos – conhecidos como imunoglobulinas – contidos no leite materno, que protegem o bebê de infecções durante o período em que ele está mais suscetível a ser vítima dessa síndrome.

  1. Diminui os riscos de diarreia e fortalece o sistema imunológico

O colostro é uma das formas mais importantes para o fortalecimento do sistema imunológico do bebê: é através dele que a mãe consegue transmitir seus anticorpos para o filho. Portanto, o leite materno é uma das maneiras mais efetivas de proteção contra a diarreia e infecções de ouvido (otite), além de outras infecções do trato digestivo, do sistema respiratório, como pneumonia, e do trato urinário. Os pequenos que recebem o leite do peito também apresentam risco menor de desenvolver asma e outras alergias alimentares e de pele.

  1. Diminui as chances de desnutrição e obesidade

Quanto maior for o período em que o bebê for amamentado, menores serão as chances de ele desenvolver problemas relativos à alimentação, como a desnutrição e obesidade.  Na revisão da OMS sobre evidências do efeito do aleitamento materno em longo prazo, os indivíduos amamentados tiveram uma chance 22% menor de vir a apresentar sobrepeso/obesidade. Entre os possíveis mecanismos implicados a essa proteção, encontram-se um melhor desenvolvimento da auto-regulação de ingestão de alimentos das crianças amamentadas e a composição única do leite materno.

  1. Evita o aparecimento de problemas ortodônticos e faciais

A sucção e outros movimentos que o bebezinho faz para conseguir retirar o leite do seio é fundamental para o desenvolvimento de sua boquinha. É por meio deste movimento que o palato duro se fortalece para que os dentinhos cresçam bem alinhados. O desmame precoce pode levar à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, podendo prejudicar as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala, ocasionar má-oclusão dentária, respiração bucal e alteração motora-oral.

  1. Estimula o desenvolvimento cognitivo e intelectual

Há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. A maioria dos estudos conclui que as crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto quando comparadas com as não amamentadas. Apesar de os mecanismos envolvidos na possível associação entre a amamentação e o melhor desenvolvimento cognitivo ainda não serem totalmente conhecidos, os pesquisadores defendem a presença de substâncias no leite materno que otimizam o desenvolvimento cerebral. A gordura presente no leite materno, por exemplo, é constituída por ácidos graxos poli-insaturados, responsáveis por formar os neurônios da criança e favorecer as sinapses nervosas.

Bibliografia: Sociedade Brasileira de Pediatria. (“Filhos – Da gravidez aos 2 anos de idade.”), Ministério da saúde (“Saúde da criança: Nutrição Infantil Aleitamento Materno e Alimentação Complementar”), FEBRASGO (“Manual de Aleitamento Materno”), Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedades Estaduais de Pediatria (“Amamentação – Saúde e Paz – Por um mundo melhor”), Revista Saúde Pública (“Determinantes do abandono do aleitamento materno exclusivo: fatores psicossociais”), Jornal de Pediatria (“Aconselhamento em amamentação e sua prática”), Departamento de Obstetrícia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (“Contracepção no Puérperio”)

Nutrieconomia: os benefícios do investimento na primeira infância

Imagine dois países: no país 1, os investimentos na infância são altos e as crianças crescem saudáveis em todos os sentidos. Já no país 2, uma grande parcela das crianças não se alimenta adequadamente, vive em um ambiente estressante, cheio de problemas e não recebe todos os cuidados necessários. Qual dos dois tem mais chances de prosperar no futuro? Para responder essa pergunta,Para responder essa pergunta, estudiosos criaram uma ciência chamada Nutrieconomia, que visa entender o impacto econômico que a nutrição, principalmente nos primeiros anos de vida, tem a longo prazo.

Nesse sentido, o professor James J. Heckman, da Universidade de Chicago, elaborou uma equação, conhecida como Equação de Heckman, que prova que o investimento na primeira infância traz impactos positivos para o país e gera menos custos do que tentar reverter ou minimizar os problemas mais tarde.

De acordo com o professor, a cada US$1 investido nos primeiros mil dias da criança, US$7 retornam na vida adulta. Em países onde há preocupação com essa fase, há menores taxas de evasão escolar e índices menores de violência. Ademais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a nutrição adequada na primeira infância melhora o desempenho escolar, o que resulta em ganhos posteriores ao PIB de um país.

Qual o papel do ferro no desenvolvimento do bebê durante a gestação?

Qual o papel do ferro no desenvolvimento do bebê durante a gestação?

Entenda por que é tão importante que esse nutriente esteja presente na dieta da grávida O ferro é um dos nutrientes mais recomendados para as crianças nos primeiros anos de vida. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, não é apenas após o nascimento que ele ganha papel de destaque no crescimento do bebê. Ainda durante a gestação, esse nutriente atua fortemente no

no desenvolvimento adequado do feto.

De acordo com artigo publicado pelo Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, o ferro é essencial nos primeiros 1000 dias de vida, quando a velocidade de crescimento e desenvolvimento da criança é alta. Esse período abrange também as gigantescas transformações pelas quais o feto passa ao longo da gravidez.

O ferro é um dos nutrientes que ajudam a estimular o desenvolvimento cerebral do bebê, que é bastante intenso principalmente no início da gestação. Ele também influencia o desenvolvimento muscular que acontece enquanto a criança está na barriga da mãe.

O estudo ainda aponta mais um importante benefício desse nutriente: o ferro também auxilia na prevenção de casos de anemia durante a gravidez e até mesmo nos primeiros meses da criança após o nascimento. Isso acontece porque o recém-nascido possui uma reserva desse nutriente, adquirida ainda na gestação. O que os especialistas indicam é que essa reserva é essencial para  prevenir de uma possível anemia durante a infância da criança.

Procure a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma alimentação adequada para mãe e bebê.


Bibliografia: Domellöf M et al. Iron Requirements of Infants and Toddlers. JPGN. 2014;58: 119-129.

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa  por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.

NutriçãoA nutrição adequada na infância na luta contra a obesidade no Brasil

A nutrição adequada na infância na luta contra a obesidade no Brasil

Revisão sobre o consumo alimentar de crianças no país mostra que uma boa nutrição é essencial para prevenir quadros de sobrepeso e obesidade Você sabia que a ingestão adequada de nutrientes não é o único fator em que devemos prestar atenção na dieta da criança? Essa é uma das recomendações de uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, em2015.

Os pesquisadores avaliaram o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos e descobriram que o consumo excessivo de energia, combinado com o gasto energético insuficiente, é uma das causas de quadros de sobrepeso e obesidade no país. Ou seja, além da quantidade é importante atentar a qualidade da dieta dos pequeninos.

Segundo a revisão, cerca de 40% das crianças analisadas estavam com excesso de peso devido à alta ingestão energética na alimentação. Além do sobrepeso, muitas delas apresentavam também deficiências em micronutrientes, pois possuíam uma dieta de baixa qualidade.

É importante lembrar que a nutrição adequada, recomendada pelo nutricionista, é fundamental para atender as necessidades nutricionais da criança. A influência da alimentação é ainda maior nos primeiros 1000 dias, pois os hábitos adquiridos nesse período estimulam o desenvolvimento saudável e podem ser levados para toda a vida. O profissional poderá recomendar uma dieta saudável e balanceada, sem faltas ou excessos para o pequeno. Assim, ele poderá desenvolver toda a sua capacidade intelectual e produtiva.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

NutriçãoQual a importância do ácido fólico durante a gestação?

Qual a importância do ácido fólico durante a gestação?

Entenda o papel desse nutriente para o desenvolvimento saudável do bebê ainda na barriga Quando se fala em gravidez, alguns nutrientes são prontamente recomendados para uma gestação saudável. Entre eles, o ácido fólico tem papel de destaque para a saúde do bebê. Mas o que leva esse nutriente a ser tão importante para esse período? Segundo uma revisão realizada na Universidade

 Viena, na Áustria, a recomendação está ligada a importância dessa vitamina no desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros meses de gestação.

O ácido fólico ajuda a evitar problemas de má-formação fetal. Ele atua na prevenção de defeitos no tubo neural (DTN), uma estrutura embrionária que dá origem ao cérebro e à medula espinhal do bebê ainda nas primeiras semanas de gravidez.

A importância desse nutriente é tão grande que ele chega a ser recomendado antes mesmo da concepção. Os médicos indicam a suplementação do ácido fólico ainda no período de planejamento. Procure a orientação de um profissional de saúde para receber as recomendações adequadas de consumo desse nutriente.

Bibliografia: Elmadfa I, Meyer AL. Vitamins for the first 1000 days: preparing for life. Austria. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 2012; 82(5): 342-47.

NutriçãoComo é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Como é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Revisão realizada sobre a nutrição infantil brasileira mostra que é preciso manter a atenção ao consumo de vitaminas e minerais na primeira infância Você sabia que a alimentação é um dos fatores que influenciam o crescimento saudável de seu filho? A nutrição adequada e balanceada é essencial principalmente nos 2 primeiros anos de vida, quando o bebê passa por um rápido e intenso desenvolvimento. Mas como está o consumo alimentar das crianças brasileiras?Uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, analisou 16 estudos publicados entre 2003 e 2013 sobre o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos. O que os pesquisadores apontam é que a ingestão de micronutrientes é inadequada na dieta infantil, se apresentando como um problema de saúde pública no país.

Abaixo, veja alguns dos micronutrientes mais citados e entenda os papéis que exercem no desenvolvimento e no crescimento de seu filho:

Ferro
Tem ação no crescimento físico adequado da criança. Além disso, esse micronutriente atua no desenvolvimento das habilidades cognitivas e no rendimento intelectual.

Zinco
O zinco desempenha uma importante função tanto no crescimento quanto no sistema imunológico

Vitamina A
Essa vitamina também desempenha uma função fundamental para a imunidade da criança. Ela auxilia na produção de células que atuam na defesa do corpo contra infecções. A vitamina A ainda age no desenvolvimento da visão de seu filho.

Segundo o artigo, a ingestão adequada desses micronutrientes é essencial para a saúde de seu filho, principalmente nessa fase em que ele está desenvolvendo seu sistema imunológico e suas habilidades físicas e cognitivas.

É importante lembrar também que a nutrição de seu filho começa ainda na barriga. Após o nascimento, a criança recebe os nutrientes necessários para seu desenvolvimento através do leite materno e, futuramente, dos alimentos oferecidos pelos pais. Por isso, é necessário procurar a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma dieta adequada e rica em micronutrientes para mãe e bebê.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

NutriçãoQuais vitaminas são importantes para os primeiros 1000 dias de seu filho?

Quais vitaminas são importantes para os primeiros 1000 dias de seu filho?

Descubra qual o papel das vitaminas no desenvolvimento da criança desde a gestação até os primeiros anos de vida Uma nutrição adequada é um dos fatores importantes para o desenvolvimento e o crescimento da criança nos primeiros 1000 dias de vida. Mas você sabe o que são vitaminas e por que elas são essenciais em uma alimentação saudável e balanceada? Vitaminas são micronutrientes encontrados em diversos alimentos que possuem papel de destaque em diversas funções do corpo humano, como a manutenção do sistema imunológico e da visão. Nos primeiros anos de vida, elas também são necessárias para o desenvolvimento físico e cerebral da criança.

Descubra duas vitaminas importantes nos primeiros 1000 dias, com base em uma revisão realizada na Universidade de Viena, na Áustria:

 

Vitamina A

Está relacionada ao desenvolvimento da visão e ao adequado crescimento e desenvolvimento físico. Ela também possui papel nas funções imunológicas, ajudando a reduzir o risco de infecções intestinais e respiratórias.

Vitamina D

A vitamina D tem ação plenamente reconhecida na saúde óssea de crianças e adultos, uma vez que, em associação com o cálcio, favorece o fortalecimento dos ossos e dentes. Essa ação acontece principalmente durante os primeiros anos de vida da criança, quando a velocidade de crescimento é muito elevada. Recentemente, descobriu-se também que essa vitamina auxilia o sistema imunológico.

De acordo com o artigo, a importância dessas vitaminas vai muito além dos primeiros anos da criança. Uma nutrição adequada tem grande papel na promoção da saúde, do crescimento e do desenvolvimento e, quando iniciada ainda na infância, ajuda a estabelecer as bases de uma vida saudável na fase adulta.

É importante lembrar que as recomendações nutricionais são diferentes em cada fase. Por isso, procure sempre a orientação de seu médico e/ou nutricionista para garantir a dieta balanceada da criança.

Bibliografia: Elmadfa I, Meyer AL. Vitamins for the first 1000 days: preparing for life. Austria. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 2012; 82(5): 342-47.

NutriçãoIncluir peixes na dieta durante a gravidez traz benefícios ao bebê

Incluir peixes na dieta durante a gravidez traz benefícios ao bebê

Você já ouviu falar em DHA? Trata-se de uma gordura da mesma família do Ômega-3, encontrada em peixes como salmão, sardinha, atum, cavala e arenque.Um nutriente extremamente necessário para a formação do sistema nervoso e visual da criança, e essencial durante a gravidez. É esta a conclusão do I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre os benefícios do consumo de DHA em três diferentes momentos da vida: gestação, lactação e infância, publicado recentemente.

Segundo os especialistas, grávidas devem ter uma alimentação balanceada e que contenha este tipo de gordura. Ela é transportada para o bebê através da placenta e ajuda no crescimento e desenvolvimento do feto.
O nutriente é importante ainda para o aumento de peso, para a coordenação e para a imunidade do recém-nascido.
Como se trata de uma gordura com tamanha importância para o bebê, a dica dos especialistas é ter cuidado com a nutrição, principalmente no último trimestre da gestação. Por isso, o acompanhamento com o médico e nutricionista é fundamental.

Bibliografia: I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre recomendações de DHA durante gestação, lactação e infância. International Journal of Nutrology. 2014, 7(3): 1-13.

Fonte: http:// www.primeiros1000dias.com.br

O que não oferecer as crianças na primeira infância

Autor: Patricia Modesto, nutricionista  /Categoria: Nutrição
Prato infantil

Prato infantil

É na infância que formamos o nosso hábito alimentar. Por isso devemos apresentar à criança todos os alimentos, sendo estes o mais variado possível e quando houver recusa espere alguns dias e volte a apresentar o alimento de outra forma. Quando adquirimos o hábito alimentar incorreto isto refletirá diretamente no crescimento e desenvolvimento adequado.

Desta forma devemos evitar alimentos que não são nutritivos conforme orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS): açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Também deve-se usar sal com moderação.

Deve-se evitar a adição de açúcar desnecessária preferindo o consumo dos alimentos ao natural. Esta conduta deve ser seguida nos dois primeiros anos de vida. Com isso aumenta a aceitação da criança pelos cereais, verduras e legumes, alimentos que têm outros sabores.

O consumo de alimentos industrializados, enlatados, embutidos e frituras que contenham sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais deve ser desencorajado. As frituras são desnecessárias especialmente nos primeiros anos de vida. A fonte de lipídeo para a criança já está presente naturalmente, por exemplo, no leite e no óleo vegetal utilizado para cocção dos alimentos.

Sendo assim:

Prefira sucos naturais em vez de refrigerantes e versões prontas. Sugiro as frutas laranja, maçã, pera, mamão, banana, melancia, goiaba e manga.
Esteja atento aos rótulos antes de comprá-los para evitar oferta de alimentos que contenham corantes, aditivos e conservantes artificiais. Já existem fabricantes que comercializam produtos sem conservantes.
Evite a oferta de alimentos que não são próprios para idade, como iogurtes industrializados, queijinhos petit suisse, macarrão instantâneo, bebidas alcoólicas, salgadinhos e refrigerantes. Enquanto a família estiver consumindo esses alimentos, deve-se ofertar os habituais à criança (frutas, sucos ou cereais, que são mais adequados e saudáveis a ela).

No preparo das refeições e papinhas, troque os temperos industrializados e o sal pelos naturais, como cebola, alho, limão, gengibre, orégano, manjericão e alecrim.
No caso de usar açúcar, experimente os do tipo mascavo ou demerara, menos prejudiciais, já que contém algumas vitaminas.
Evite biscoitos recheados e sorvetes cremosos, cheios de gordura trans. Troque lanches muito doces por frutas, sucos e salada de frutas.
Use mais alimentos com gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, como peixes, abacates e óleos vegetais.
Autor: Patricia Modesto, nutricionista da pediatria do Einstein

Alimentos que beneficiam a saúde bucal

Alguns alimentos contribuem para melhorar a saúde bucal. A nutricionista Juliana Rossi Di Croce (SP) separou os bons mocinhos que ajudam a deixar a boca e os dentes saudáveis

 

Texto: Ivonete Lucírio / Foto: Shutterstock / Adaptação: Clara Ribeiro

Alimentação é a principal aliada da higiene na manutenção da saúde dos dentes

Foto: Shutterstock

Folhas verdes: são ricas em vitamina C, que auxilia na prevenção de gengivite e na manutenção da saúde dos tecidos de suporte aos dentes.

Brócolis, soja, vegetais verde-escuros e leite: são ricos em cálcio, que colabora para a formação e manutenção da estrutura dental.

Cereais integrais e vegetais com folha escura: contêm magnésio que, com a vitamina D, ajuda na fixação do cálcio.

Carne bovina, ovos, aves e peixe: são ricos em fósforo que, assim como o cálcio, são importantes na formação estrutural dos ossos.

Agrião, alho, cebola e maçã: são fontes de flúor, principal protetor contra as cáries.

Revista VivaSaúde – Edição 138

 

Falando sobre nutrição

Entenda como a deficiência nutricional interfere em cada fase da vida

Você realmente está comendo bem? Muitas pessoas acreditam que o bom e velho prato de arroz, feijão, bife e salada são suficientes para trazer todos os nutrientes que o nosso corpo precisa. E por isso algumas deficiências passam despercebidas por nossos olhos, tendo consequências graves em nossa saúde. Esse processo é chamado de fome oculta, e acontece quando há uma carência nutricional não aparente de um ou mais nutrientes em nosso corpo. Para que você não seja vítima desse mal e só entenda a importância do aporte correto de nutrientes quando for tarde demais, conversamos com especialistas e montamos um guia com as principais deficiências nutricionais em cada fase da vida e como elas afetam o organismo:

Na gravidez

A alimentação materna tem relação direta com a saúde do feto. “A demanda por nutrientes aumenta na gravidez para proporcionar condições favoráveis de desenvolvimento e crescimento fetal”, explica a nutricionista Isabel Jereissati, especialista em nutrição materno-infantil. O feto será formado de células, que por sua vez serão produzidas a partir de nutrientes ofertados pela dieta materna – e sem nutriente não se forma um indivíduo! “A maioria das mulheres apresenta baixo consumo de cálcio, ferro e ácido fólico durante a gravidez, nutrientes essenciais que devem ser ingeridos em grandes quantidades durante todo o período gestacional”, afirma Isabel.

O consumo adequado de alimentos ricos em cálcio ajuda a controlar a pressão arterial, que tende a baixar durante a gestação, além de manter o desenvolvimento ósseo fetal. Já o ácido fólico é imprescindível para a formação adequada do tubo neural. “Enquanto a deficiência de ferro aumenta o risco de mortalidade materna, parto prematuro e baixo peso ao nascer”, diz a nutricionista. Em alguns casos, principalmente quando a dieta da mãe é restritiva, será necessário acompanhamento médico e suplementação. No entanto, cuidado com os excessos: algumas pesquisas demonstram que altas doses de vitaminas e minerais também estão relacionadas a alterações durante a vida intrauterina e após o nascimento.

Recém-nascido

Assim que nasce o corpo do bebê continua em pleno desenvolvimento! O recém-nascido está em formação acelerada de tecido muscular, adiposo, esquelético e muitos outros sistemas, justamente porque o seu organismo não se desenvolve completamente no útero da mãe – por isso ele necessita de vários nutrientes para formar células de qualidade. “A amamentação é o alimento completo para o recém-nascido até os seis meses de vida, pois contêm quantidades adequadas de energia, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais para o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê, além de anticorpos que fortalecem o sistema imunológico dos recém-nascidos”, declara a nutricionista Isabel Jereissati. O aleitamento materno exclusivo até o sexto mês favorece a prevenção de anemia, alergias, obesidade, desnutrição e deficiências nutricionais. E nesse contexto, a alimentação da mãe interfere diretamente nas características do leite, alterando por consequência a dieta do bebê. “Por exemplo, a quantidade de gordura no leite materno é raramente alterada entre mães, mas o tipo de gordura presente no leite é modificado de acordo com a dieta materna, conta a nutricionista materno-infantil. Isso significa que mães que consomem muita gordura trans ofertarão ao bebê um leite igualmente rico nesta gordura maléfica à saúde. “As mães devem se preocupar nos primeiros meses de vida do bebê em se alimentarem com uma dieta variada e natural, excluindo alimentos industrializados, drogas e álcool, para garantir um desenvolvimento adequado de seus filhos.”

Dietas restritivas da mães, que eliminam da dieta algum grupo alimentar, como proteína animal, oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes), verduras ou carboidratos, podem ocasionar deficiências de nutrientes essenciais nesse momento de amamentação. “Nesse contexto, a prática de dietas hipocalóricas para recuperar rapidamente ao peso pré-gestacional são extremamente contra indicadas, pois podem causar interrupção da amamentação”, explica a nutricionista Isabel. Além disso, mães vegetarianas ou que possuem outro tipo de restrição alimentar por conta de alergias ou outras doenças devem reforçar a avaliação nutricional, para identificar possíveis carências nutricionais. O uso de suplemento deve ser prescrito individualmente respeitando as necessidades de cada mãe. “Mães vegetarianas restritas, por exemplo, no geral apresentam baixas reservas pré-gestacionais de alguns nutrientes e com o aumento da demanda pelo feto, necessitam de suplementação não apenas durante toda a gestação, mas também na amamentação.”

Infância

Anemia, deficiência de vitamina A e desnutrição calórica e proteica são as principais carências na infância do brasileiro, e estão relacionadas com deficiências em cálcio, ferro, zinco, vitamina A, carboidratos e proteínas. “O ferro é um elemento vital para o metabolismo humano, a sua deficiência na infância compromete a coordenação motora e de linguagem, além de ocasionar falta de atenção, fadiga e anemia”, explica a nutricionista Isabel. Já a deficiência de vitamina A, geralmente em decorrência da baixa ingestão de gorduras, compromete o sistema de defesa do corpo e a capacidade visual. A desnutrição calórica e proteica, mais comum em populações de baixa renda, afeta todos os sistemas orgânicos da criança, causando consequências de longo prazo até a vida adulta. “A deficiência de cálcio pode causar problemas no crescimento e desenvolvimento ósseo e dentário, a de zinco está associada à anorexia, retardo de crescimento, diarreia, atraso na maturação sexual e prejuízo no sistema imunológico”, explica a nutricionista infantil Rafaella Yumi Montesinos, do Colégio Santa Amália, de São Paulo.

Para as crianças é fundamental que haja o estímulo e acesso aos diversos grupos de alimentos (cereais, proteínas, hortaliças e frutas), desde o início da alimentação complementar, ou seja, a partir dos seis meses de vida. “O contato com preparações diversificadas, texturas, sabores e cheiros diferentes estimulam uma melhor formação destes hábitos alimentares saudáveis”, afirma Rafaella. Por isso, é importante que a boa alimentação aconteça desde os primeiros anos de vida e que continue sendo estimulada no decorrer dela.

Adolescentes

Nessa fase da vida estamos em intenso e rápido crescimento e desenvolvimento físico, psíquico e social – e isso requer aumento da ingestão de todos os nutrientes. Como a supervisão dos pais fica mais escassa na adolescência, as refeições se tornam menos balanceadas, ricas em calorias, açúcar e gorduras, com substituição de refeições por lanches industrializados. De acordo com a nutricionista Isabel, fatores psicossociais como falta de vínculo e disfunções familiares, prática de jejum, gravidez, depressão, distúrbios da imagem corporal, abuso de álcool e outras drogas e até mesmo uso de suplementos dietéticos para o ganho de massa muscular, além de estilo de vida sedentário ou a prática excessiva de esportes, podem influenciar de maneira negativa o estado nutricional dos adolescentes. “A anemia por deficiência de ferro é a principal carência nutricional encontrada na adolescência, tanto em meninos, devido aumento da massa muscular e atividade física, que demandam maior circulação sanguínea, quanto em meninas, devido o início do período menstrual”, explica a nutricionista Isabel. A deficiência de ferro causa retardo de crescimento e atraso da puberdade, além de baixa concentração, cansaço e desanimo.

Na adolescência também se completa o crescimento máximo da massa óssea, e três importantes nutrientes – cálcio, vitamina D e vitamina C – estão frequentemente em baixas concentrações, prejudicando a formação de massa óssea e aumentando o risco de osteopenia. “Importante enfatizar que, ao adquirir hábitos alimentares adequados e rotina de exercícios físicos durante a infância e adolescência, o estilo de vida saudável perpetuará para o resto da vida adulta, prevenindo doenças da vida moderna”, explica a nutricionista Rafaella.

Adultos

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, na faixa etária de 19 a 59 anos, as maiores prevalências de inadequação nutricional competem à vitamina D, vitamina E, cálcio, magnésio, vitamina A e vitamina C. “Com uma dieta pobre em nutrientes gerais, o adulto terá baixa imunidade e estará mais exposto a infecções, além de um maior risco para doenças crônicas não transmissíveis, depressão, falta de libido e uma série de outros problemas”, explica a nutricionista Nicole Trevisan, de São Paulo. Doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer, colesterol alto e atrofia cerebral são as principais doenças relacionadas com o baixo consumo de nutrientes na fase adulta. Isso porque no geral a deficiência acontece com todas essas vitaminas de uma vez, e não em casos isolados. “Existe hoje a chamada fome oculta, que acontece em decorrência da alimentação rica em produtos extremamente gordurosos e açucarados, que fazem com que as crianças e adultos tenham um excesso de gordura, sal e açúcar no organismo, mas uma carência de vitaminas e minerais por uma dieta inadequada”, diz Nicole.

De acordo com o pesquisador especialista em antioxidantes Jeffrey B. Blumberg, professor da Friedman School of Nutrition Science and Policy da Tufts University, nos Estados Unidos, é muito difícil para o adulto mudar seus hábitos de uma hora para a outra , por isso a importância de uma boa educação alimentar desde a infância. “Nesse cenário, a suplementação vitamínica funciona como um complemento dessa dieta deficiente, diversos estudos comprovam que ela pode ajudar na prevenção das doenças citadas”, explica Jeffrey. Sendo assim, é de extrema importância o acompanhamento nutricional para certificar-se de que se está ingerindo todos os nutrientes necessários, manter uma dieta equilibrada, como todos os grupos alimentares e sem exceder os limites de sódio, gordura saturada e açúcar, recorrendo à suplementação quando ela se fizer necessária.

Idosos

A alimentação saudável é muito importante para os idosos, sendo de extrema importância compor o cardápio com todos os grupos de alimentos (proteína, carboidrato, lipídeos, minerais, vitaminas e aumento de fibras). No entanto, para essa faixa etária, alguns cuidados extras precisam existir. “A privação de vitaminas pode ocasionar desde a alteração no sistema imunológico até problemas sérios de saúde”, diz a nutricionista Christiane Portes, coordenadora de Nutrição do Lar Sant´ana. Entre os indivíduos com idades acima de 60 anos, os nutrientes com maior percentual de inadequação foram as vitaminas E, D e cálcio, tanto para homens quanto para mulheres nas áreas urbana e rural, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares. Além desses, o The Brazilian Osteoporosis Study (BRAZOS) também aponta os nutrientes selênio, zinco e vitamina A como deficientes na população idosa. “A ausência de vitamina C pode atrapalhar a absorção de ferro para o organismo, podendo causar anemia, e a falta de vitamina D prejudica a absorção de cálcio, podendo ocasionar a osteoporose”, exemplifica a nutricionista.

É muito comum nessa faixa etária o idoso apresentar o mau funcionamento do intestino, por isso é importante o aumento da ingestão de água.É necessário também incentivar a ingestão de alimentos macios por conta da dentição que pode ser deficiente, sem deixar de incluir proteínas na dieta, que impedem a perda de massa magra inerente à idade?, lembra Christiane. Fisiologicamente, o idoso apresenta alteração no paladar, por conta da diminuição de papilas gustativas. Por conta dessa dificuldade, é muito comum o idoso aumentar a ingestão de sal e açúcar, causando alterações na pressão arterial ou diabetes, por exemplo, alerta a nutricionista. No entanto, muitas vezes é difícil adaptar a dieta do idoso, que está acostumado com determinados hábitos alimentares que nem sempre são saudáveis. nesses casos, a suplementação pode ser uma boa saída. Existem suplementos específicos para idosos, que podem vir na forma de cápsulas ou em pó, para acrescentar em sucos ou outras preparações. Essas suplementações orientadas para a população idosa garantem o aporte necessário de proteínas e outros nutrientes mais solicitados pela faixa etária, como as vitaminas A e do complexo B, responsáveis pela manutenção da boa visão e memória.

Pessoas com doenças crônicas

Se para pessoas que são saudáveis o aporte nutricional é fundamental, para quem tem doenças crônicas essa recomendação é ainda mais reforçada. “Isso acontece porque as medicações para doenças crônicas podem interferir na absorção de nutrientes, assim como a não ingestão desses pode agravar alguns quadros”, afirma o pesquisador Joffrey. Alguns exemplos são a falta de potássio na dieta, que pode descompensar a bomba sódio-potássio em nosso sangue, contribuindo para o aumento da pressão arterial, ou então de magnésio, que pode aumentar a intolerância à glicose. Além disso, a boa alimentação pode inclusive contribuir para que esses quadros sejam controlados, evitando complicações decorrentes das doenças crônicas. “Os fitoesterois, por exemplo, são muito importantes para o controle do colesterol alto, podendo ser obtido na alimentação (óleos vegetais crus, nozes, feijão, legumes, verduras e alimentos enriquecidos) ou por meio da suplementação”, explica a nutricionista Nicole.

Fonte: Portal Minha Vida/IPAM

Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?

Autor: Eneida Ramos, nutricionista – Categoria: Nutrição
Você sabia que a cor de cada alimento interfere na sua função em nosso organismo?

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Confira as dicas abaixo e saiba como escolher o alimento ideal para manter sua saúde em dia:

Alimentos de cor amarela/alaranjados: ricos em betacaroteno, precursor da vitamina A. Essa vitamina é fundamental para o crescimento e manutenção dos tecidos, e desempenha papel essencial na visão. Exemplos de alimentos: cenoura, manga, mamão, pêssego, manga, milho e caqui.

Alimentos de cor vermelha: o pigmento responsável pela cor vermelha é o licopeno,um carotenóide que funciona como antioxidante, protegendo contra o envelhecimento precoce das células, além de estimular o sistema imunológico. Existe também relação do consumo de licopeno e a redução de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Exemplos de alimentos: tomate, cereja, caqui, melancia ,goiaba e pimentão vermelho.

Alimentos de cor arroxeada/azulada: os alimentos adquirem tonalidade arroxeada e azulada em função da antocianina, que atua como antioxidante. Este pigmento tem papel importante na saúde, já que contribui no sistema circulatório, favorecendo o sistema cardiovascular. Alguns exemplos desses alimentos são: uva roxa, beterraba, repolho roxo, figo, jabuticaba, berinjela e ameixa.

Alimentos de cor marrom: os alimentos de coloração marrom são ricos em vitamina E, vitamina antioxidante que atua na prevenção do envelhecimento precoce das células do organismo e de doenças cardíacas e câncer. Alguns exemplos desses alimentos: gérmen de trigo, arroz integral, castanhas, nozes e cereais integrais.

Alimentos de cor verde: alimentos dessa coloração são ricos em clorofila, que tem uma ação depurativa, capaz de desintoxicar as células do organismo combatendo os radicais livres e contribuindo com a prevenção de fadiga, anemia, insônia e doenças do coração. Exemplos são: abacate, kiwi, alface, pimentão verde, couve, vagem, ervilha, rúcula, brócolis, hortelã, escarola e espinafre.

Nutrição simplificada

Nutrientes são aquelas substâncias presentes nos alimentos fundamentais para o bom funcionamento do corpo. Entenda melhor cada um deles e como eles podem contribuir para a sua saúde e bem-estar.

1
Água e líquidos
Assim como nosso planeta, nosso corpo, em sua maior parte, é constituído por água. Os líquidos compõem cerca de 2/3 dele. E, como diariamente ocorrem perdas destes líquidos corporais através da respiração, suor e urina, é preciso repor o que foi perdido.
2
Carboidratos
Os carboidratos são os nutrientes responsáveis por fornecer energia para todas as atividades do dia a dia. Por isso, são recomendados como a base de uma alimentação equilibrada. No mínimo 55% das calorias da alimentação devem vir deste nutriente.

3
Fibras
As fibras são um tipo de carboidrato que não é digerido pelo corpo humano. Elas são encontradas em grãos, verduras, legumes, feijões, frutas e em produtos derivados desses alimentos, como cereais matinais e pães integrais.

Gorduras Trans
As gorduras trans são um tipo de gordura presente em diversos tipos de alimentos. Saiba um pouco mais sobre elas.

4
Gorduras
As gorduras são nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do corpo. Elas fazem parte do processo de absorção de algumas vitaminas, da manutenção das membranas das células e são importantes para dar sabor, consistência e textura aos alimentos.

5
Proteínas
As proteínas são os nutrientes responsáveis pela composição dos músculos e tecidos do corpo, como a pele, por exemplo. Elas também são importantes para o crescimento, a cicatrização, a formação do sistema imunológico e a composição de enzimas e hormônios.

6
Sal e Sódio
O sal e o sódio muitas vezes são confundidos, apesar de serem dois nutrientes diferentes. O sal de mesa é composto por dois elementos: sódio e cloreto. O sódio, portanto, é apenas um dos elementos que compõe o sal, representando 40% da sua composição.

7
Vitaminas e Minerais
Vitaminas e minerais são nutrientes essenciais para o corpo funcionar corretamente, mesmo que necessários em pequenas quantidades.

Via Vida Saudável – Sadia