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Quer evitar que seu filho tenha sobrepeso ou se torne obeso?

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A obesidade em crianças tem crescido assustadoramente e as pesquisas para entender as razões desse crescimento têm incluído o estudo da microbiota intestinal. Este estudo mostra que mães obesas ou com sobrepeso têm maior chance de terem filhos que sejam obesos ou tenham sobrepeso com 1 e 3 anos de idade. Além disso, a chance é maior se a criança tiver nascido de parto cesariana. Futuras mamães, muita atenção então ao peso antes mesmo de pensar em engravidar! Seus filhos serão eternamente gratos.

Fonte: Crescer Sorrindo-UERJ

Sua Saúde

Combate à obesidade infantil começa em casa com ajuda da família

Fonte: Dra. Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil é comemorado em 3 de junho. Você sabe o que é obesidade mórbida? Nos adultos, esse tipo de obesidade refere-se às pessoas que têm o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 kg/m² — ou seja, quando estão muito acima do peso (obesidade grau III) e passam a correr risco de desenvolver doenças. Na infância e na adolescência, porém, a classificação da obesidade mórbida é um pouco diferente. Caracteriza-se, geralmente, quando elas estão com um peso 15% a mais que o correspondente a sua altura e idade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI em todo o mundo. No Brasil, dados nacionais indicam que uma em cada três crianças estão acima do peso.

Para a endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, a dra. Claudia Cozer, o aumento da obesidade infantil se deve à falta de campanhas preventivas, leis específicas e educação para que as crianças se alimentem melhor e façam mais atividade física. “Este dia 3 de maio é uma ótima oportunidade para nos lembramos do problema da obesidade infantil, discutirmos o assunto e ficarmos atentos à alimentação de nossos filhos, netos, sobrinhos ou qualquer outra criança de nosso convívio”, comenta.

A obesidade infantil eleva nas crianças os riscos de hipertensão, diabetes, dislipidemia (gordura no sangue), esteatose hepática, aumento de ácido úrico, problemas ortopédicos, depressão, entre outros problemas de saúde.

Como prevenir a obesidade infantil?

A família é peça fundamental na educação alimentar das crianças. Até os 10 anos de idade, principalmente, são os pais que coordenam as escolhas das comidas e os modos de preparo. “A obesidade muitas vezes começa nos primeiros anos de vida e quanto mais tempo persistir esse excesso de peso, mais difícil será de voltar ao peso normal depois”, observa a dra. Claudia.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) lista dez erros que não devemos cometer na educação alimentar das crianças. São eles:

  • Dizer sempre sim: A criança que come tudo que pede vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais na alimentação.
  • Lanches fora de hora: O ideal é que toda criança tenha seis refeições diárias e evite as beliscadas fora desses horários.
  • Oferecer comida como recompensa: “Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a ideia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
  • Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar a aversão que a criança sente em relação às saladas.
  • Brincadeiras na mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
  • Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada.
  • Substituir refeições: Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
  • Tornar a ida a uma lanchonete “um programão”: A comida de casa fica meio sem graça.
  • Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes e fibras.
  • Dar o exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e só beber refrigerante.

Fonte: Hospital Sírio Libanês

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a obesidade infantil atingiu níveis alarmantes em todo o mundo. O relatório da Comissão para Acabar com a Obesidade Infantil mostrou que pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco ano estão acima do peso ou são obesas.

Segundo o documento, o maior aumento de casos foi registrado em países de baixa e média rendas onde o número de crianças obesas mais do que dobrou entre 1990 e 2014, passando de 7,5 milhões para 15,5 milhões.

Saiba mais em: http://bit.ly/2eNrtnm
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Obesidade .Incentive hábitos saudáveis.

O excesso de peso é um mal cada vez maior entre as crianças e adolescentes, podendo causar problemas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e outras. Para reverter esse quadro e diminuir os casos de obesidade infantil, o melhor a se fazer é incentivar hábitos saudáveis entre seus filhos, como uma boa alimentação e a prática regular de exercícios físicos. Se o jovem incorporar isso cedo, a chance também é maior dele continuar assim na vida adulta.

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Diga não a obesidade infantil !

Obesidade Infantil

Crianças e adolescentes acima do peso correm maior risco de doenças cardiovasculares

Pesquisas mostram que esses grupos podem sofrer de diabetes e hipertensão precocemente

Adolescentes com obesidade grave têm riscos de doença cardíaca ainda mais altos do que se pensava. Um estudo, publicado no início de março na edição de Pediatria da “Revista da Associação Médica Americana” (“JAMA Pediatrics”, na sigla em inglês), mostrou que 15% dos participantes estavam diabéticos; aproximadamente metade tinha hipertensão arterial; e 75% apresentavam níveis alterados de uma proteína associada à doença cardíaca. Ao menos um fator de risco para problemas cardiovasculares foi identificado em 95% dos adolescentes; 5% deles tinham quatro fatores de risco ou mais associados.

O trabalho realizado por médicos da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, acompanhou 242 menores de 19 anos à espera de uma cirurgia para redução de peso entre 2007 e 2011. Em média, os voluntários tinham 17 anos e índice de massa corporal (IMC) de 50. Para os pesquisadores, os resultados indicam que o diagnco e o tratamento precoces dos fatores de risco poderiam trazer benefícios.

Para a cardiologista pediátrica Rosa Celia Pimentel Barbosa, presidente do instituto Pro Criança Cardíaca, estudos como esse são muito importantes porque chamam a atenção para um problema que nem sempre é adequadamente valorizado:

“Sabemos que as doenças cardiovasculares que se manifestam no adulto têm suas raízes na infância, mas, como não apresentam sintomas, não se dá ênfase na prevenção.”

Atenta ao aumento da obesidade entre crianças no Brasil, a especialista instaurou um protocolo de acompanhamento que já conta com cerca de duas mil crianças inscritas.

“Estamos muito preocupados com a morbidade e a mortalidade das doenças vasculares no adulto. Por isso, iniciamos o protocolo para crianças a partir dos 7 anos. O controle é perio, e isso é feito independentemente de a criança ser ou não cardiopata. Levamos em conta a hist familiar, os hábitos e os exames clínicos e laboratoriais, incluindo avaliação de IMC, níveis de glicose e lipidograma. Aps resultados, orientamos a alimentação e a prática de atividade física, enfatizando que a responsabilidade é de quem cuida da criança. Se a criança está obesa, provavelmente é porque a despensa da casa deve estar abastecida com biscoitos, refrigerantes e outros alimentos prejudiciais à saude.”

A médica afirma que a obesidade e suas doenças associadas têm sido observadas em todas as classes sociais.

Fonte: AMIL

POIN

Obesidade infantil: como ela afeta a saúde do seu filho

Veja o que dizem as pesquisas mais recentes e saiba como prevenir o problema

Por Maria Clara Vieira e Susana Berbet

Obesidade (Foto: Thinkstock)

 

Pode admitir: é difícil resistir às bochechas rechonchudas de crianças e bebês, não é mesmo? Dá vontade de apertar! Mas, ao contrário do que muitos pensam, gordura não é sinônimo de saúde. E não faltam estudos científicos para alertar os pais sobre os perigos da obesidade infantil.

Obesidade infantil: as consequências

Uma pesquisa recente, financiada pelo Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, analisou exames de ressonância magnética de 20 crianças obesas. A descoberta é impressionante: 40% delas apresentam alto risco de ter problemas cardíacos. Segundo os pesquisadores, quando essa situação aparece durante a infância, a saúde pode ficar comprometida de forma séria na vida adulta, e, no pior dos casos, levar à morte prematura, justamente pelas consequências que afetam o coração.

O segundo alerta vem do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), também dos Estados Unidos. A instituição compilou e analisou dados americanos de 2011 a 2014 e fez a seguinte descoberta: 21% das crianças com mais de 5 anos de idade têmníveis de colesterol acima do recomendado – e isso aumenta os riscos de infarto ederrame.

Embora esses problemas costumem se manifestar na fase adulta, a qualidade de vida na infância também pode ser comprometida. “Alterações ortopédicas, desencadeadas pela obesidade, são muito limitantes.Quando o esqueleto está sobrecarregado, há modificações na coluna, no joelho e nos pés, além de prejuízos no crescimento”, afirma a endocrinologista pediátrica Gabriela Kremer, do Ambulatório de Obesidade do Hispital Pequeno Príncipe (PR)

A hora de comer

Depois de acompanharem 60 famílias, pesquisadores da Universidade de Illinois (EUA) concluiram que fazer refeições distraidamente, ou seja, alimentar-se enquanto realiza outra tarefa, é bastante perigoso para a saúde, por favorecer a obesidade infantil, já que a criança não nota o que está comendo e pode acabar ingerindo calorias demais.

Por isso, os cientistas afirmam que é importante os pais restringirem o uso de equipamentos eletrônicos à mesa e evitarem ao máximo oferecer as refeições aos filhos enquanto fazem outras atividades. Os adultos, aliás, também precisam policiar a si mesmos. O estudo mostrou que, que quando estão em ambientes barulhentos, com equipamentos eletrônicos ligados, tendem a comer mais e a deixar de dar a devida atenção às crianças.

As causas da obesidade
Exercícios físicos são fundamentais (Foto: Thinkstock)

Se os pais notarem o excesso de peso no filho, o primeiro passo é consultar um médico para averiguar as causas. “Apenas 5% dos quadros de obesidade infantil têm origem hormonal ou genética – e aí, devem ser tratados individualmente com especialistas”, explica Gabriela Kraemer.

O excesso de peso, na grande maioria dos casos, é causado pela má alimentação e pela falta de exercícios físicos, já que, atualmente, as crianças passam muito tempo dentro de casa, em frente  às telas, e deixam de se movimentar.

Segundo o ortopedista pediátrico Evando Góis, do Hospital Pequeno Príncipe (PR), os exercícios físicos aeróbicos auxiliam na perda de peso, ajudam no crescimento e corrigem a postura. O problema, segundo ele, é que, hoje em dia, vivemos em locais cada vez menores e as questões de segurança afastam a criança da rua. Então, elas ficam apenas dentro de casa, realizando atividades que requerem pouco esforço físico.

Para estimular seu filho a se movimentar, a dica é ouví-lo, para descobrir quais modalidades de exercício interessam a ele. “Não existe criança que odeie todos os esportes, existe criança que ainda não conheceu um por que se apaixonar”, garante Góis. E ressalta: “O objetivo não é fazer com que a criança seja a melhor em determinada atividade, é fazer com que sinta prazer ao praticá-la. Se houver imposição, ela desenvolverá aversão.”

 O bom exemplo
A amamentação fortalece o vínculo entre mãe e bebê (Foto: Thinkstock)

É possívelprevenir a obesidade desde o início da vida da criança. Para isso, é importante que o bebê  seja amamentado exclusivamente até os 6 meses e, em seguida, comece a receber um cardápio rico em comidas naturais e pouco gordurosas, com alimentos variados que estimulem o paladar. Vale lembrar que o aleitamento continua fundamental, de forma complementar, até os 2 anos.

O exemplo dos adultos também é essencial. “É preciso que os pais se questionem sobre os alimentos que estão colocando dentro de casa. Não ponha na despensa o que você não quer que o seu filho coma. A família toda deve passar por uma reeducação alimentar”, defende a nutricionista Karla Vilaça, de São Paulo (SP).

Ou seja, não adianta a mãe e o pai exigirem que a criança coma legumes, frutas e verduras se eles mesmos não consomem esses alimentos. A família toda deve ter uma dieta balanceada e saudável, para que a criança aprenda pelo exemplo. Se os adultos da casa consomem refrigerantes, doces, fast-food e alimentos congelados, ricos em gordura, sódio e açúcar, é isso que os filhos aprenderão a comer.

Fonte :Blog Crescer

Obesidade infantil

Obesidade em criança

Obesidade em criança

Os números são alarmantes quando se fala em obesidade infantil. As dobrinhas que antes agradavam à família, hoje preocupam as autoridades mundiais em saúde. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) estima que o número de crianças obesas do Brasil cresceu 240% nas últimas duas décadas. O problema já é considerado epidemia mundial. A OMS calcula que, no mundo, uma em cada dez crianças está acima do peso.
Obesidade em criança Toda essa preocupação tem sentido. A obesidade acarreta uma série de problemas graves de saúde. Entre a lista de consequências dos quilos a mais estão o diabetes tipo II – até então encontrado só nos adultos -, a hipertensão, os altos índices de colesterol e a síndrome metabólica, que resulta de uma associação de fatores de risco que aumenta as chances de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio.

As crianças são os reflexos dos pais e vão comer o que eles põem no prato
“A chance de uma criança obesa ser um adulto com o mesmo problema é enorme”, alerta a dra. Léa Diamant, endocrinologista da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo a médica, são raros os casos de problemas endocrinológicos nas crianças. “O aumento de peso na maioria das vezes vem da alimentação inadequada e da falta de atividade física”, afirma.

Bons exemplos em casa

O cardápio básico do brasileiro – composto de arroz, feijão, bife e salada – está ficando para trás. Hoje as opções são os pratos rápidos, comida congelada e, para quem tem ainda mais pressa, o chamado fast food.

Para Silvia Piovacari, coordenadora da Nutrição Clínica do Einstein, o bom exemplo de hábitos alimentares tem que vir de casa. As crianças são os reflexos dos pais e vão comer o que eles põem no prato. A recomendação é de que haja no prato, diariamente: verduras, frutas e legumes, no almoço e no jantar.

Não é preciso ser radical e abolir todas as guloseimas de que os pequenos tanto gostam. Os especialistas indicam o bom senso como a melhor alternativa. Doces, lanches e refrigerantes podem ser consumidos, mas com pouca freqüência e em quantidades limitadas.

A chance de uma criança obesa ser um adulto com o mesmo problema é enorme
“Os pais precisam fazer opções inteligentes quando o assunto é a alimentação dos pequenos e saber negociar com eles as guloseimas para ocasiões especiais. O importante é que elas não façam parte da rotina da criança”, explica a nutricionista.

Brincadeira saudável

Outro hábito que ajuda os pequenos a manter os ponteiros da balança lá em cima é a falta de atividade física. E engana-se quem acredita que uma aula de judô ou balé por semana pode ajudá-los a queimar toda a energia. Bom mesmo é brincadeira de criança.

“Eles precisam correr, pular, andar de bicicleta, patins e passar tardes brincando com outras crianças”, afirma a dra. Léa.

A ‘geração videogame’ é a grande candidata a formar uma legião de pessoas obesas – que preferem o computador a uma bola de futebol – e com uma série de problemas tanto de saúde física, quanto de mental. E as estatísticas comprovam: 80% dos adultos obesos foram crianças obesas.

De olho na balança

As crianças ganham por volta de dois quilos e meio por ano, o que corresponde a 200 gramas por mês. Na fase do estirão, que precede a puberdade, o aumento de peso é maior, mas compensado pelo crescimento. Quando o pequeno ganha um quilo por mês, é preciso estar atento.

“Recomendo que os pais fiquem atentos ao peso dos filhos, principalmente se tiverem casos de obesidade na família. Se você vê uma criança engordar três quilos em seis meses é preciso procurar ajuda de um especialista”, comenta a médica.

Para cada idade há um peso adequado, medido pelo IMC, utilizado tanto em adultos quanto em crianças. Entretanto, os pequenos têm uma tabela específica que leva em conta a idade e o sexo. “Se a criança estiver com sobrepeso, é um sinal de alerta”, adverte a dra. Léa.

Tratamento persistente

No caso das crianças, a melhor alternativa para a perda de peso é a união de dois fatores: reeducação alimentar e atividade física. Quanto maior a criança, mais difícil o tratamento porque os hábitos alimentares inadequados já a acompanham há tempos.

A nova dieta não deve ser restritiva nem radical. Não adianta cortar todas as guloseimas e oferecer um prato de salada. “Partimos dos hábitos que ela já tem e diminuímos os excessos gradativamente, enquanto oferecemos alimentos mais saudáveis”, explica a nutricionista.

Partimos dos hábitos que ela já tem e diminuímos os excessos gradativamente, enquanto oferecemos alimentos mais saudáveis
O apoio da família é fundamental nessa hora, afinal quem resiste a um pedaço de bolo de chocolate enquanto come uma fatia de pão integral com ricota? Pais, irmãos, avós e babás precisam mostrar à criança que também se alimentam de forma saudável.

Os exercícios devem fazer parte do cardápio saudável. Deixar de lado o videogame e a TV para ir a um parque, brincar na área de lazer do prédio ou até mesmo participar de atividades nas escolas são fundamentais para a criança, seja ela obesa ou não.

O tratamento exige persistência, isso porque apenas 20% das crianças conseguem atingir o peso adequado. O restante pode ter o que os especialistas chamam de efeito sanfona, ou seja, engordam e emagrecem repetidamente. Portanto, o melhor sempre é prevenir.

Não deixe de assistir

 

Obesidade, a maior epidemia infantil da história

Muito Além do Peso

 ”Um filme obrigatório para qualquer pessoa que se importe com a saúde das nossas crianças” – Jamie Oliver, chef britânico e apresentador de TV

O documentário Muito Além do Peso foi lançado em novembro de 2012, em um contexto de amplo debate sobre a qualidade da alimentação das nossas crianças e os efeitos da comunicação mercadológica de alimentos dirigida a elas. O filme é fruto de uma longa trajetória da Maria Farinha e do Instituto Alana na sensibilização e mobilização da sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância.

Em 2008, o documentário Criança, a alma do negócio alertou para o resultado devastador dos apelos de mercado voltados ao público infantil e propôs uma reflexão sobre questões como ética e responsabilidade de cada ator social na proteção da criança frente às relações de consumo. Muito Além do Peso mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

Muito Além do Peso 84 min, cor, censura livre.

www.muitoalemdopeso.com.br

Com Jamie Oliver, Amit Goswami, Frei Betto, Ann Cooper, William Dietz, Walmir Coutinho, entre outros. Direção: Estela Renner Produção Executiva: Marcos Nisti Direção de Produção: Juliana Borges Fotografia: Renata Ursaia Montagem: Jordana Berg Projeto Gráfico: Birdo Trilha Sonora: Luiz Macedo Produção: Maria Farinha Filmes Patrocínio: Instituto Alana

Como tratar a obesidade infantil

  A globalização e a enorme velocidade da informação padronizam modos de vida, com mudanças semelhantes em todo o mundo, mostrando um padrão alimentar inadequado associado à inatividade física cada vez maior.

O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, passa por um período de transição epidemiológica, caracterizada por uma mudança no perfil dos problemas relacionados à saúde pública, predominando as doenças crônico-degenerativas, embora as doenças transmissíveis ainda desempenhem papel importante.

Essa transição é acompanhada por modificações demográficas e nutricionais, com a desnutrição sendo reduzida a índices cada vez menores e a obesidade atingindo proporções epidêmicas.

Um dos períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade tem sido observado em crianças de sete a nove anos de idade, portanto, é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade nessa fase devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e algumas formas de câncer decorrentes da obesidade na idade adulta.

De acordo com a literatura médica, alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da obesidade exógena na infância: desmame precoce e introdução de alimentos complementares não apropriados, emprego de fórmulas lácteas incorretamente preparadas, distúrbios do comportamento alimentar e inadequada relação familiar.

Porém, existem alvos potenciais para a prevenção da obesidade na infância e na adolescência :

– A partir dos 2 anos, substituir laticínios integrais por baixos teores de gordura;

– Aumentar o consumo de frutas, vegetais e cereais integrais;

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– Evitar e limitar o consumo de refrigerantes;

 

Diga NÃO para o MAL que os refrigerantes fazem - Ortomolecular Brasília

– Evitar o hábito de comer assistindo TV;

– Diminuir a exposição à propaganda de alimentos;

– Limitar o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, que têm elevada densidade energética. Nesse caso os sucos de frutas e refrigerantes devem ser substituídos pela água;

– Estabelecer e respeitar os horários das refeições;

– Praticar atividades físicas estruturadas;

– Respeitar a saciedade da criança;

– Diminuir o tamanho das porções dos alimentos.

O plano terapêutico deve ser traçado de forma individualizada e instituído de maneira gradativa, em conjunto com o paciente e a sua família, evitando a imposição de dietas rígidas e extremamente restritivas. O planejamento inadequado da intervenção dietética pode levar a diminuição da velocidade de crescimento e a redução da massa muscular. O tratamento nutricional deve contemplar uma dieta balanceada, com distribuição adequada de macro e micronutrientes, e orientação alimentar que permita a escolha de alimentos de ingestão habitual ou de mais fácil aceitação.

Fonte: Ana Potenza, nutricionista

 Hospital Albert Einstein

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