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Você já viu uma criança usando dentadura? Pode até parecer absurdo, mas esse risco é real. A má higienização bucal durante a infância pode resultar no uso de próteses, em casos extremos.

Foto: Microgen / Shutterstock.com

Apesar de não ser uma situação tão comum, essa probabilidade deve ser considerada pelos pais na hora de conscientizar os pequenos a escovar os dentes diariamente.

A falta de atenção com a saúde bucal na infância danifica os dentes decíduos, chamados popularmente de “dentes de leite”. Muitas vezes, o cuidado é subestimado durante essa fase, já que a substituição por dentes permanentes ocorre em pouco tempo. O resultado dessa negligência pode ocasionar cáries e outros problemas.

O que poucas pessoas sabem é que a extração precoce dos dentes de leite traz grandes prejuízos à saúde da criança em longo prazo. Isso porque, além de guardar o espaço para os dentes permanentes, os dentes de leite têm papel fundamental no desenvolvimento dos ossos e músculos da face. Eles também são importantes para a estética, ajudam na mastigação e garantem a pronúncia correta das palavras.

Resumidamente, a extração dos dentes de leite pode desencadear distúrbios fonéticos – que precisarão ser corrigidos em sessões com um fonoaudiólogo -, má deglutição e falta de espaço para os dentes permanentes crescerem.

Também há o risco da criança desenvolver problemas psicológicos, por sentir vergonha de sorrir e, consequentemente, passar a apresentar dificuldade na socialização. Sem contar na possibilidade dos maus hábitos de higienização bucal serem continuados após o nascimento dos dentes permanentes.

Por isso, a higiene bucal deve começar desde cedo. A fim de evitar a chamada cárie de aleitamento, causada pelo acúmulo de leite na boca, é preciso limpar a gengiva do bebê com gaze ou algodão e água frequentemente.

Quando a criança estiver maior, as visitas periódicas ao dentista passam a ser indispensáveis para garantir um acompanhamento próximo e uma boa saúde bucal.

Fonte:Terra

Odontopediatria e Ortodontia

mordidacruzada

Atenção papais e mamães!!! Sabe o que é isso apontado pela seta?! Se chama mordida cruzada posterior. Muuuito comum. Acontece quando os dentes de cima deixam de se relacionar com os de baixo como se fosse a tampa de uma caixa de sapato, o que seria o correto. Ou seja, essa tampa (arcada superior) ficou pequena, seja por uso de chupeta, dedo ou respiração oral. E agora, para encaixar e mastigar, precisa se cruzar!!! De qualquer forma, o importante é entendermos que É FUNDAMENTAL diagnosticarmos e tratarmos logo, mesmo antes dos dentes permanentes aparecerem na boca. Essa “tampa” precisa voltar a ser “tampa” desde sempre para que a criança mastigue, cresça e se desenvolva sem deformidades faciais, assim como o adulto da foto de baixo. Aaaaaaa….por que?! Isso não se corrige sem aparelho?! NÃO, infelizmente, não….procure um especialista em ortodontia infantil e leve seu filho para um diagnóstico adequado!

 Fonte : Gabriel Politano

Faça com que o Dentista seja  um Lugar Divertido para ir com seus filhos.

Por que escolher um odontopediatra?

Um dentista especializado em odontopediatria terá recursos para fazer do consultório um lugar convidativo para crianças. Significa que seu filho pode ver personagens pintados nas paredes, filmes infantis passando na sala de espera — e possivelmente em cada sala de exame — livros e jogos infantis para manter seu filho ocupado enquanto espera.

Todos esses recursos ajudam a reduzir o stress, mantendo seu filho ocupado e distraído. A aparência de um consultório dental pediátrico pode parecer mais como um parque temático que um consultório, o que deixa seu filho empolgado para ir ao dentista.

Fique com seu filho quando ele for limpar os dentes. Às vezes pode parecer muito pesado para seu filho passar por uma limpeza ou procedimento dental sozinho, especialmente se nunca fez isso antes. Alguns dentistas até deixam seu filho sentar no seu colo enquanto você deita na cadeira durante a limpeza. Isso pode ajudar ainda mais a reduzir o stress para seu filho. É importante checar com seu odontopediatra as orientações para consultas de pacientes e como eles se sentem, se um pai deve estar em uma consulta dependendo da idade e comportamento da criança.

Prepare a sua visita

Se não sabe o que esperar quando vai a um odontopediatra, assista a alguns vídeos com seu filho para preparar a ambos para a visita. Assista “Consulta Com O Dentista Das Crianças” em Colgate.com.br, veja o que o odontopediatra vai fazer e alguns recursos que um consultório pediátrico pode ter.

Quando levar seu filho ao dentista especializado em pediatria odontológica regularmente ele vai até começar a esperar pelas visitas!

Fonte : Colgate

A conduta do dentista em relação ao uso da chupeta

Muitos pais nos perguntam se podem oferecer chupeta aos filhos pequenos e aos bebês com a finalidade de acalmá-los. Bem, devemos salientar aos pais que a chupeta oferecida para os bebês e as para crianças nos primeiros anos de vida não  pode ser considerada uma vilã, já que nessa época existe a necessidade de sucção, que na maioria das vezes é atendida com o aleitamento materno.

A recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria e do Ministério da Saúde é que o hábito seja removido até os três anos de idade. Porém, sabe-se que se eliminado até os dois anos, a chance de autocorreção das arcadas é maior.

A maloclusão instalada é facilmente detectável pelos pais ou responsáveis, já que, na maioria dos casos, a mordida aberta anterior é a mais comum. Os pais devem solicitar que a criança morda. Se os dentes anteriores não se tocarem, é bem provável que a criança já apresente tal alteração oclusal. É preciso que nós, odontopediatras, expliquemos isso a eles, manifestando as possíveis orientações.

O tratamento consiste primeiramente na remoção do hábito. Se não ocorrer a autocorreção após certo período, é necessária a utilização de aparelhos ortopédicos, que devem ser instalados assim que possível. Como o resultado desses tipos de aparelhos depende da cooperação da criança quanto ao uso, devemos indicá-los de acordo com a maturidade da criança. Normalmente, a partir dos quatro anos, muitos já conseguem fazer o uso correto e de forma eficiente. Outro ponto importante nesta fase é a indicação de alimentos mais duros e consistentes, pois estimulam a mastigação e favorecem o crescimento ósseo.

É importante também que os pais saibam a importância da visita ao odontopediatra até o primeiro ano de vida da criança. Além disso, nós, os odontopediatras e cirurgiões-dentistas, precisamos reforçar que a chupeta não deve ser ofertada a qualquer momento. Os pais devem perceber a real necessidade do recurso, que só deve ser utilizado quando o aleitamento não foi suficiente para a necessidade de sucção da criança, por exemplo.

E, por favor, nunca recomendem as chupetas customizadas. Elas são muito bonitas, mas proibidas pelo Inmetro e altamente perigosas para a saúde dos pequenos

sandra kalilSandra Kalil Bussadori
Cirurgiã-dentista. Especialista em Odontopediatria. Mestre em Odontologia (Materiais Dentários). Doutora em Ciências Odontológicas. Possui Pós-Doutorado em Pediatria.

Geração zero cárie

Apesar dos avanços das pesquisas em Cariologia, das diretrizes do uso do flúor e controle da ingestão de açúcares, infelizmente ainda encontramos crianças e adolescentes com lesões de cárie em nosso dia a dia clínico.  O que acontece? Falta de informação?  Falta de acesso à Odontologia? Vamos refletir.

cárie zero

Primeiramente, para formarmos pais e crianças bem-informados precisamos educá-los, e isso é sim papel do cirurgião-dentista. De nada adianta recriminá-los, se nós não os educamos baseados em evidências científicas, atuais e confirmadas. Os pais, muitas vezes, têm como base o que aprenderam com seus pais e avós. Leem blogs e postagens na internet que disseminam informações erradas e sem critério científico, disseminadas por leigos ou profissionais desatualizados.  Recebem uma enxurrada de propagandas enganosas que visam vendas de produtos milagrosos.  Alguns pais ainda têm o hábito de procurar médicos pediatras para receberem orientações quanto à saúde bucal, não buscando ajuda especializada.

Pois bem, é hora de mudarmos isso. Nós somos responsáveis sim pela educação em saúde bucal dos nossos pacientes, sempre em busca de uma geração zero cárie.

A definição mais recente de cárie dentária é “uma disbiose desencadeada pelo consumo de açúcar”, onde não há um microrganismo específico envolvido no processo, já que em condições normais, a relação dos humanos com os microrganismos envolvidos no processo de cárie é de simbiose.  Ou seja, o grande responsável pela doença é o açúcar consumido em excesso.  Então, colegas, devemos orientar nossos pacientes quanto à dieta, higienização e uso de dentifrícios fluoretados durante as escovações, que precisam ser realizadas por meio das técnicas que ensinamos durante as consultas de prevenção.

A preocupação deve existir desde antes do irrompimento dos dentes decíduos. O ideal é que a gestante passe em consultas para o pré-natal odontológico, onde cuidará da sua própria saúde e receberá orientações importantes para o futuro de seu bebê. Se isso não ocorrer, é importante que os pais levem a criança nos seus primeiros meses de vida a um odontopediatra. Nessa consulta, além das orientações de higiene e alimentação, um exame clínico será realizado para verificar a saúde bucal do bebê.

Muitos pais questionam a limpeza das gengivas do bebê edêntulo. A limpeza pode ser realizada com uma gaze embebida em água filtrada, mas esse procedimento não deve ser realizado rotineiramente nas crianças que são amamentadas e não possuem dentes. O leite materno contém importantes anticorpos que protegem a boca do bebê e são também absorvidos pela mucosa. Ou seja, a limpeza da gengiva e língua só deve ser realizada quando houver um acúmulo grande de resíduos.

Já o dente deve ser higienizado a partir do momento em que ele aprece na cavidade bucal, independentemente da idade da criança. Para isso, pode-se utilizar escovas infantis adequadas para o tamanho da cavidade bucal e quantidade de dentes – hoje existem no mercado escovas específicas para cada idade. É importante que a escova seja macia e que o dentifrício seja sempre fluoretado, seguindo as recomendações do odontopediatra. O uso de fio dental será necessário após avaliação da cavidade bucal e do espaço presente entre os dentes, que é variável de criança para criança.

Escovar os dentes é um hábito que a criança levará por toda a vida, realizando-o todos os dias, pelo menos três vezes ao dia. Portanto, não há como contestar. Deve ser introduzido na rotina como alimentação, banho e sono. É absolutamente normal que a criança relute, mas os pais não podem ceder. Insistência, paciência, uso de materiais lúdicos, como bonecos e músicas podem ajudar. Escova coloridas, pastas temáticas, tudo é válido.

O cirurgião-dentista, em sua posição como educador em saúde, tem um poder imensurável para transformar sorrisos e para nos trazer uma geração livre de lesões de cárie, basta conhecimento, empenho e insistência.

Referências

  1. Ferreira-Nóbilo Naiara de Paula, Tabchoury Cínthia Pereira Machado, Sousa Maria da Luz Rosário de, Cury Jaime Aparecido. Knowledge of dental caries and salivary factors related to the disease: influence of the teaching-learning process. Braz. oral res.  [Internet]. 2015 [cited 2016 Mar 01]; 29(1):1-7. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-83242015000100258&lng=en.  Epub May 26, 2015.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-3107BOR-2015.vol29.0061.
  2. “Should caries NOW be regarded as a non-communicable disease?”. Debate promovido pela ACFF (Alliance for a Cavity-Free Future), como atividade pré-congresso da ORCA, Bruxelas, em julho de 2015.

sandra kalilSandra Kalil Bussadori
Cirurgiã-dentista. Especialista em Odontopediatria. Mestre em Odontologia (Materiais Dentários). Doutora em Ciências Odontológicas. Possui Pós-Doutorado em Pediatria.

 

Saúde bucal da gestante: mitos e verdades

 

Saúde bucal da gestante: mitos e verdades

Muitos mitos e tabus estão presentes no momento da gestação.

Fazendo um ligeiro apanhado das principais dúvidas das futuras mamães é necessário esclarecer que:

* A mulher perde cálcio durante a gestação. MITO! O cálcio necessário para a formação dos dentes do bebê provém da alimentação da gestante, os seus dentes não participam do processo de captação e nem sofrem qualquer dano.

* A gestação traz consigo cárie e perda de dentes. MITO! A cárie e consequente perda de dentes é provocada pela alimentação desregulada, rica em carboidratos e falta de higiene bucal. Sendo assim, mulheres gestantes ou não gestantes podem ser acometidas de cárie caso não haja uma correta escovação, com uso de fio dental e creme dental com flúor, e visitas regulares ao dentista.

* A gestante não pode fazer raio-X. VERDADE! Os exames radiográficos devem ser feitos com uso de avental de proteção em qualquer paciente, porém deve ser evitado no primeiro trimestre de gestação, e apenas em situações de extrema necessidade.

* É proibido o uso de anestésico em gestantes. MITO! O uso de anestesia nas gestantes é permitido, desde que a substância anestésica usada não contenha vasoconstritores, e por isso o cirurgião-dentista deve ser informado para que possa tomar esse cuidado.

* A periodontite (processo inflamatório de todos os tecidos localizados ao redor dos dentes e que também são responsáveis pela sua fiação) pode causar parto prematuro. VERDADE! Os microorganismos presentes na placa bacteriana percorrem a corrente sanguínea e estimulam a produção da prostaglandina, que é substância hormonal, provocando contrações do útero e acelerando o trabalho de parto.

Por esses motivos recomendamos o pré-natal odontológico com vistas à promoção da saúde bucal da gestante e à prevenção da saúde geral do bebê. A boca é a porta de entrada de muitas doenças, e, em hipótese alguma, deve ser tratada desassociada da saúde geral. É importante que hábitos saudáveis de higiene bucal e uma boa alimentação sejam adotados desde a gravidez pois o nível de saúde bucal da mãe tem relação com a saúde bucal da criança,para isso o açúcar adicional deve ser evitado já que o açúcar natural dos alimentos é o suficiente.

Se a mãe apresentar cárie nesse período o fato está relacionado à mudança da dieta e não à gestação em si.

Para as mulheres em idade fértil e que desejem engravidar é primordial que façam um check-up odontológico.

Além disso, estudos científicos mostram que crianças cujas mães apresentem alta concentração de Streptococcus mutans ( a bactéria causadora da cárie) na saliva, passam a adquirir essa bactéria mais cedo e em maior número, aumentando o risco de cáries nos dentes de leite.

Prevenir é melhor que remediar!

*Fonte: RD News

Dicas para seus filhos escovarem os dentes

4 dicas para convencer seus filhos a escovarem os dentes

dicas filhos

Escovar os dentes não é uma das coisas preferidas da maioria das crianças. Mas é fundamental que elas tenham uma boa higiene bucal para evitar cáries e o desenvolvimento de doenças, além de levarem esse hábito para a vida toda.

Se você não consegue convencer os pequenos a escovarem os dentes sem brigar com eles, veja essas 4 dicas que o ajudarão a facilitar esse processo.

1 – Torne o ambiente legal para eles

É importante deixar tudo ao alcance da criança, para que ela mesma manuseie a escova, a pasta, o fio dental e possa usar a água e alcançar a pia, mesmo sabendo que você precisará fazer uma supervisão constante. Deixe o ambiente sem risco para o filho, mas de maneira que ela faça tudo sem a sua ajuda constante e ganhe autonomia com o tempo.

Além disso, compre itens de higiene bucal que estimulem o imaginário ou aproximem o pequeno de algo que ele gosta, como seu personagem de desenho favorito. Isso tornará a escovação um processo agradável para a criança, quase como uma brincadeira, em vez de ser uma obrigação na qual ela deve fazer algo chato apenas porque alguém a mandou fazer isso.

2 – Explique os motivos da escovação

Qualquer coisa feita através de ordens, sem nenhuma explicação que justifique essa tarefa, se torna muito chata, ainda mais para a criança. A chance de ela rejeitar fazer isso, ou fazer malfeito por ter sido obrigada, é muito maior.

Portanto, explique para seu filho por que ele deve escovar os dentes. Não é bom assustá-lo, pois ele poderá até desenvolver algum trauma dependendo da forma com que receber a explicação ou imagens que ver relacionadas à higiene bucal. O ideal é falar de maneira lúdica e aproximar a escovação de algo agradável, sem relação com dor ou outra coisa assustadora para ele.

3 – O exemplo é fundamental

Não adianta pedir para a criança fazer algo que nem você mesmo faz. O exemplo é uma boa ferramenta para estimular seu pequeno a escovar os dentes. Se ele ver você fazendo isso da maneira correta, sempre após as refeições, ao acordar e antes de dormir, de maneira prazerosa e feliz, perceberá que pode fazer isso também e que não há nenhum problema; pelo contrário, é uma coisa legal que todo mundo faz.

4 – Faça do dentista um parceiro

Muitas crianças podem ter medo do dentista. O ambiente pode não ajudar muito, com aqueles instrumentos metálicos, a roupa branca e o local um tanto quanto sério, mas o profissional não precisa ser visto como um monstro assustador que arrancará os dentes do pequeno com uma máquina barulhenta.

Há dentistas especializados em atender crianças que possuem o jeito para lidar com elas e podem ensiná-las a escovar os dentes com o uso de uma linguagem simples, fantoches ou outros elementos que se aproximem do universo infantil. Os pais também devem evitar comentários sobre o dentista que possam deixar os filhos com medo de ir ao profissional. Ele não deve ser um “carrasco”, mas sim aquele que cuida para que o sorriso da criança esteja sempre bonito e saudável.

TePe

Como anda o sorriso dos seus filhos? Há mais alguma tática que você utiliza para convencê-los a escovar os dentes? Deixe seu comentário!

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Saiba como as mães podem passar cárie para o bebê

Saiba como as mães podem passar cárie para o bebê

Dividir talheres, limpar a chupeta com a boca, experimentar a mamadeira, assoprar a comida ou até beijá-los nos lábios pode ser muito mais prejudicial à saúde deles do que se imagina

Se a mãe já teve ou tem cárie, essas bactérias podem ser transmitidas para o bebê por meio da saliva, assim que os dentinhos começam a nascer

Foto: Oksana Kuzmina / Shutterstock

É por meio da boca que o bebê começa a ter os primeiros contatos com o mundo ao seu redor. Essa percepção se inicia na amamentação, quando, pela sucção do leite materno no peito, ele passa a conhecer melhor sua mãe e associar à ela confiança e conforto. Depois, vem a fase de autoconhecimento (quando ele passa a colocar as mãos na boca), e por fim, a fase em que, se não se tomar cuidado, ele coloca qualquer coisa na boca.

“Desde a fase mais tenra até um ano aproximadamente a criança se encontra na fase oral. E eles colocam as mãos e posteriormente, os objetos na boca, não apenas pelo incômodo gerado pela erupção dos dentes, mas por ser próprio do desenvolvimento infantil conhecer e experimentar o mundo dessa forma”, diz Renata Sampaio, cirurgiã-dentista e odontopediatra.

Mas, segundo a especialista, essa forma de desenvolvimento não deve ser inibida. “Isso só será prejudicial ao bebê se ele estiver em um ambiente contaminado sem supervisão, como jardins, praia, tanques de areia, chão não higienizado ou calçadas. Mas tudo isso é questão de bom senso, é preciso ter cuidados básicos com a higiene do local onde a criança está inserida, mas sem exageros”.

A teoria da Hipótese da Higiene é um estudo que sugere que o excesso de limpeza, eliminando todas as bactérias do ambiente, poderia enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o número de casos de alergia nas pessoas. “O aumento nos casos de alergias e doenças inflamatórias parece ser causado, em parte, por uma perda de contato com micróbios com os quais nosso sistema imune evoluiu desde a Idade da Pedra”, diz Renata.

Cuidado com o que você coloca na boca do bebê
Dividir talheres, limpar a chupeta com a boca, experimentar a mamadeira, assoprar a comida ou até beijá-los nos lábios pode ser muito mais prejudicial à saúde deles do que se imagina. Ocorre que esses hábitos são um meio de levar bactérias à boca da criança. “Nós temos a cavidade bucal colonizada por até 300 tipos diferentes de bactérias e o bebê, além de nascer com a boca estéril (sem micro-organismos), não tem defesas para as bactérias que carregamos na nossa saliva”, alerta a especialista.

Segundo Renata, até alguns casos de cárie em crianças pequenas podem ser causados pela mãe. Se ela já teve ou tem cárie, essas bactérias podem ser transmitidas para o bebê por meio da saliva, assim que os dentinhos começam a nascer. “Se o bebê tiver pouco contato com essas bactérias, tiver uma boa higiene e consumir pouco açúcar, esta criança poderá tornar-se um indivíduo de baixo risco para cárie dental, não apenas na infância, mas durante toda a vida”, diz Renata.

Enquanto o bebê ainda não tem dente, ele não corre o risco de ser colonizado pelas bactérias que causam a cárie, pois elas não se fixam em superfícies moles (bochechas, língua e gengiva), ou seja, elas só invadem a cavidade bucal quando os dentinhos começam a nascer, pois preferem os tecidos que não descamam como os do dente.

Beta

Previna cáries no seu bebê em 4 passos

 

 

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Sim, mamãe, e sim, papai: assim que o primeiro sinal de arcada dentária em formação desponta na gengiva do seu bebê, há um contato dele com o meio externo e, portanto, com as bactérias, que produzem ácidos e levam à formação de pequenos orifícios nos dentes da criança. Por isso, desde que os primeiros dentinhos aparecem na boca dos seus pequenos, eles já têm riscos de vir a ter cáries.

A boa notícia é que é possível evitar o problema:

Evite o açúcar

Essa já é a recomendação dos pediatras quando o assunto é a nutrição dos pequenos, e quando a pauta é o sorriso deles, ela deve ser repetida. A justificativa está no fato de que o açúcar é matéria-prima para a bactéria da cárie produzir o ácido que corrói a superfície dental. Por esse motivo, quando os dentinhos do seu bebê começarem a surgir, aposte em leite, chá e mesmo suco sem açúcar para preparar suas mamadeiras.

Se seu bebê já está habituado a bebidas adocicadas, não se preocupe: não é preciso submetê-lo à tortura de cortar o costume de uma vez. Logo após a criança ingerir algum desses líquidos, caso ainda não tenha dentinhos, utilize uma gaze molhada com soro fisiológico ou mesmo água para limpar as gengivas. Se eles já existem, a regra é sempre apostar na escovação cuidadosa.

Cuidado ao amamentar

A amamentação faz uma diferença tremenda na saúde do seu bebê, mas junto com esse pacote de benefícios, vem o risco de cáries caso uma higiene bucal correta não seja feita. Em cada mamada, resquícios de leite acabam ficando na boca da criança e garantindo a festa das bactérias, principalmente à noite, quando muitos bebês são amamentados e vão direto para o berço dormir.

Para solucionar esse problema, depois de cada mamada, ofereça um pouquinho de água ao pequeno. E continua valendo, claro, a regra da gaze úmida ou da escovinha (dependendo da idade e da evolução da arcada dentária do seu filho).

Incentive a higiene com autonomia

Você começou os rituais de higiene bucal do bebê logo nos primeiros dias de vida e hoje já o vê com autonomia até pra guiar a colherzinha à boca na hora de comer? Então já pode dar um pouco mais de liberdade ao baixinho na hora de escovar os dentes.

Escolha uma escova infantil colorida para chamar a atenção do pequeno, tornando o momento da escovação muito mais divertido. Aliás, vale ser criativo, contar histórias, usar brinquedos e ensinar os movimentos da escova de forma bem didática. Uma boa dica é comparar o processo, por exemplo, a um trenzinho que segue determinado destino ou a uma vassourinha que vai fazer a limpeza de várias mini-casas.

Atenção ao dentifrício infantil

No supermercado ou na farmácia sempre vai haver uma parte da prateleira dedicada a pastas de dentes infantis quase irresistíveis. As embalagens têm formatos que lembram brinquedos e personagens dos desenhos e o sabor pode ser até de chantilly, mas fique de olho:  o produto deve ser utilizado em uma quantidade mínima ( tamanho de uma ervilha)

Observe se seu pequeno está mesmo escovando os dentinhos ou apenas sugando ou mordendo a escova, o que também acaba sendo muito atrativo para eles. Se sim, oriente-o sobre a forma correta de proceder, caso contrário, a escovação não fará efeito.

E então, papai e mamãe: prontos para combater as cáries do seu bebê? Esperamos que sim! Se houver alguma dúvida, deixe-a aqui nos comentários e iremos atende-lo.

Via TePe

Os Dentes do seu filho precisam de cuidados especiais

Aprenda a cuidar dos dentes do seu bebê.

Os bons cuidados bucais começam cedo na vida. Mesmo antes dos dentes do bebê nascerem, existem alguns fatores que podem afetar sua futura aparência e saúde. Por exemplo, a tetraciclina, um antibiótico comum, pode causar a descoloração ou manchas nos dentes. Por esta razão, não deve ser usada por mães que estão amamentando ou mulheres na segunda metade da gravidez.

 

Como os dentes do bebê geralmente nascem por volta dos seis meses de idade, não há razão para usar os procedimentos padrão da higiene bucal, ou seja, a escovação e o uso do fio dental. Mas, os bebês têm necessidade de cuidados bucais especiais que todos os pais devem conhecer. Entre esses cuidados estão a prevenção das cáries causadas pelo uso da mamadeira e a certeza de que seu filho está recebendo uma quantidade adequada de flúor.

 

O que são as cáries de mamadeira e como evitá-las?
São cáries causadas pela exposição frequente a líquidos que contém açúcar, como o leite, as fórmulas comerciais preparadas para bebês e os sucos de fruta.

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Os líquidos que contém açúcar se acumulam ao redor dos dentes por longos períodos de tempo, enquanto seu bebê está dormindo, provocando as cáries, que primeiro se desenvolvem nos dentes anteriores, tanto da arcada inferior quanto da superior. Por esta razão, nunca deixe sua criança adormecer com a mamadeira de leite ou suco na boca. Ao invés disso, na hora de dormir, dê a ele uma mamadeira com água ou uma chupeta que tenha sido recomendada pelo seu dentista. Ao amamentar, não deixe o bebê se alimentar continuamente. E após cada mamada, limpe os dentes e as gengivas do seu bebê com um pano ou uma gaze umedecidos.

 

O que é o flúor? Como saber se meu bebê está recebendo a quantidade certa de flúor?
O flúor faz bem mesmo antes de os dentes do seu filho começarem a aparecer. Ele fortalece o esmalte dos dentes enquanto estes estão se formando. Muitas empresas de distribuição de água adicionam a quantidade de flúor adequada ao desenvolvimento dos dentes. Para saber se a água que você recebe em casa contém flúor e qual a quantidade de flúor que é colocada nela, ligue para a empresa de distribuição de água no seu município. Se a água que você recebe não tem flúor (ou não contém a quantidade adequada), fale com seu pediatra ou dentista sobre as gotas de flúor que podem ser administradas ao seu bebê diariamente. Se você usa água engarrafada para beber e para cozinhar, avise seu dentista ou médico. É possível que eles receitem suplementos de flúor para seu bebê.

 

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