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Dia Nacional do Livro Infantil

A pedagoga, Ellen Brandalezi, explica a importância do livro no crescimento da criança!

Ler e ouvir histórias são práticas que aguçam a imaginação em qualquer idade. Na infância, a leitura contribui de forma bastante significativa para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, pois ouvindo e lendo histórias elas podem imaginar, fantasiar, expressar sentimentos e, acima de tudo, adquirir conhecimentos importantes para a sua transformação.
As histórias infantis são repletas de magia e encantamento e, por meio das mais diversas experiências, os pequenos leitores e ouvintes podem entrar em contato com suas emoções, aprendendo a lidar melhor com as questões da vida de forma simbólica. Além disso, favorece o aprimoramento dos aspectos linguísticos e contribui para um melhor desempenho escolar.

Para estimular o hábito da leitura é importante que haja o incentivo de todos convivem com a criança e, assim como os brinquedos, os livros também devem fazer parte do seu dia a dia. Ler para a criança, disponibilizar um momento do dia e um espaço confortável para que ela leia e manuseie livros, compartilhar da sua leitura, oferecer diversidade literária, leva-la a bibliotecas e livrarias, são formas de estimular uma relação saudável da criança com a leitura. Afinal, esta não deve ser uma prática penosa, e sim um momento prazeroso e de satisfação. Para isso também é importante que sejam oferecidos livros adequados à compreensão da criança, de acordo com as peculiaridades de cada fase do desenvolvimento.

Nos primeiros anos de vida da criança, até por volta dos 3 anos, os livros que estimulam os sentidos são os mais atrativos. Livros de borracha, plástico e tecido são mais agradáveis ao tato. Figuras em alto relevo, texturas, cores vibrantes e sons tendem a despertar a atenção dos pequenos. Apontar para as imagens do livro nomeando-as e utilizando onomatopeias estimula a oralidade e contribui para a ampliação do vocabulário. Cantar musiquinhas com apoio nas imagens do livro também auxilia no desenvolvimento da linguagem.

Entre 4 e 6 anos de idade, as crianças tendem a se interessar por histórias pequenas com bastante ilustração e frases curtas por página. Os contos de fadas são atrativos, pois são repletos de fantasia e propõem uma viagem ao mundo da imaginação onde a criança tem a possibilidade de se projetar nos personagens e entrar em contato com seus sentimentos, organizando conflitos e emoções que possa estar vivenciando. Poemas, parlendas e cantigas também são gêneros que atraem nessa fase e, além de estimular a consciência fonológica, contribuem para os processos de alfabetização.

De 7 a 9 anos os interesses se expandem e a escolha de diferentes gêneros textuais faz parte da construção da autonomia da criança. Histórias em quadrinhos, fábulas e contos ajudam a ampliar a imaginação e a construir uma nova perspectiva acerca dos acontecimentos do mundo real.

Com o passar do tempo, por volta dos 10 anos, as histórias curtas vão dando lugar a textos mais extensos e elaborados e os mecanismos de leitura vão sendo aprimorados. Histórias de humor, aventuras e contos de mistério são os gêneros mais atrativos nesta fase.

Com a chegada da adolescência os livros são escolhidos de acordo com as principais características da personalidade do leitor. As preferências transitam entre romances, ficção científica, conflitos sociais e até mesmo histórias macabras.  Revistas, jornais, livros literários também são explorados à medida que os jovens começam a se preparar para os vestibulares. Quanto maior o acervo literário acessado pelos jovens, maior será sua capacidade de reflexão e de ampliação do senso crítico.

O hábito da leitura perpassa por um caminho de estímulos e incentivos desde a mais tenra idade, entretanto, é importante lembrar que nem todos seguem esse percurso no mesmo ritmo e com o mesmo desempenho. A indicação etária é sugerida de acordo com as etapas do desenvolvimento infantil, porém, vale levar em consideração os gostos e interesses da criança para que a leitura seja de fato prazerosa e faça sentido ao leitor.

Fonte: Ellen Brandalezi, psicopedagoga da Oncologia e Pediatria Einstein

Ensinar bons hábitos de higiene bucal para seus filhos é uma das melhores lições de saúde que você pode dar!

Ensinar bons hábitos de higiene bucal para seus filhos é uma das melhores lições de saúde que você pode dar!

Como cuidar dos dentes de crianças pequenas?

Como posso cuidar dos dentes dos meus filhos na idade entre um e três anos?

Ensinar bons hábitos de higiene bucal para seus filhos é uma das melhores lições de saúde que você pode ensinar a eles. Isto significa ajudá-los a escovar os dentes no mínimo três vezes ao dia, mostrar a maneira certa de usar o fio dental, incentivá-los a comer pouco entre as refeições e sempre ir ao dentista.

A maioria dos dentistas recomenda que as crianças devam começar a ir ao dentista com dois anos de idade. Isto dá ao profissional a oportunidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes do seu filho e, além disso, você pode aprender vários tópicos, como os dentes se desenvolvem, a importância do flúor, como ajudar seu filho a cuidar bem dos dentes, como lidar com o uso da chupeta, sobre a alimentação e como prevenir ferimentos na boca.

Nunca deixe de dizer que é bom ir ao dentista. Explique a seu filho que uma consulta com o profissional ajuda manter a boa higiene bucal. Ao transmitir uma atitude positiva, você estimulará o seu filho a ir ao dentista regularmente.

O que devo fazer quando os dentes do meu filho começarem a nascer
Os dentes começam a nascer quando o bebê tem seis meses de idade e continuam a erupcionar até o terceiro ano de idade. Isto faz com que muitas crianças tenham gengivas mais sensíveis e irritáveis nesta época. Pode-se massagear a gengiva usando o dedo, uma colher fria ou um mordedor que foi colocado na geladeira. Também há a possibilidade do uso de gel e medicamentos contra a dor no período em que os dentes estão aparecendo. Fale com seu dentista ou pediatra sobre estes medicamentos. Se seu filho estiver com febre durante o aparecimento da dentição, o melhor é avisar seu médico para garantir que a febre não esteja relacionada com outro problema.

Qual é a maneira certa de escovar os dentes do meu filho pequeno
Primeiramente é importante estar ao lado de seu filho no momento da escovação até ele atingir a idade de seis anos. Siga as indicações abaixo:

Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe seu filho engolir o creme.
Use uma escova macia. Primeiro limpe as superfícies internas dos dentes, onde o acúmulo de placa é maior. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
Escove todas as superfícies dos dentes voltadas para a bochecha. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
Escove a superfície de mastigação dos dentes, para frente e para trás.
Chupar o dedo faz mal? Como posso evitar isto?
O reflexo de sugar é normal e saudável nos bebês. Mas, o hábito de chupar o dedo pode causar problemas de desenvolvimento da boca e do queixo, e afetar a posição dos dentes, principalmente se continuar depois que os dentes permanentes tiverem nascido. O resultado disso pode ser dentes anteriores que nascem inclinados para fora, ou mordida aberta. Isto pode causar problemas na vida adulta, como, por exemplo, dentes que se desgastam rapidamente, maior número de cáries e desconforto ao mastigar. As chupetas também podem causar danos parecidos, se usadas após a erupção dos dentes permanentes.

A melhor maneira de tratar o hábito de chupar o dedo é através de estímulos positivos, não de palavras e comportamentos negativos. Para seu filho, o hábito de chupar o dedo é uma coisa natural. Elogie seu filho quando não estiver chupando os dedos. Talvez seja preciso resolver o problema de ansiedade que leva seu filho a ter este hábito. Você pode conscientizar seu filho que ele tem este hábito, colocando um esparadrapo no dedo que ele chupa ou uma meia em sua mão à noite. Seu dentista ou pediatra pode receitar um medicamento com sabor amargo para passar no dedo o que leva a criança a perder este hábito com mais facilidade.