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Feche a Boca para a Perda Óssea

 Feche a Boca para a Perda Óssea

Alguns fatores, como alterações hormonais, trauma oclusal e periodontite com presença de tártaro, além de fumo e álcool, podem levar à perda óssea, que tem como conseqüência a diminuição na qualidade da mastigação, podendo trazer problemas nutricionais e digestivos. Saiba como prevenir esse mal e mantenha sua boca saudável.

Um sorriso bonito e saudável é o que todo mundo quer. Mas saiba que para manter os dentes sempre em ordem é preciso ter disciplina e tomar alguns cuidados.

Fazer a higiene correta de toda a boca, por exemplo, é imprescindível para evitar um grande mal que afeta muitas pessoas, a placa bacteriana. Ela, com o tempo, pode se mineralizar, formando o tártaro ou o cálculo gengival. “Juntos, a placa e o tártaro deslocam as gengivas da destruição das fibras que prendem o dente à gengiva. Se essa alteração não for tratada, a estrutura óssea que sustenta o dente poderá se comprometer e, a longo prazo, poderá ocorrer a perda do elemento dental. Esse abalo na estrutura óssea é denominado periodontite (doença periodontal)”.

Um dente perdido compromete toda a harmonia do sorriso. Por isso, é necessário realizar consultas freqüentes ao dentista, que irá fazer uma avaliação da saúde bucal e, se necessário, solicitar exames complementares, como radiografia e/ou densitometria óssea (exame que detecta o grau de osteoporose).
Fazer a checagem hormonal (principalmente nas mulheres em menopausa), evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, de determinados medicamentos e o tabagismo contribui para deixar a periodontite longe da boca.

No dia-a-dia, além da higiene correta, é necessário ficar atento à alimentação também. “A falta de alguns minerais e vitaminas, principalmente cálcio e vitamina D, são vitais para manter a saúde dos ossos”, esclarece o cirurgião.

O principal objetivo do tratamento periodontal é a remoção de tártaros (cálculos dentários), para evitar que ocasionem a perda óssea. Caso ela já esteja em andamento e tenha origem traumática, é preciso fazer os devidos ajustes nos dentes, se for conveniente, ou corrigi-los com Ortodontia, dependendo do caso. “O profissional deve verificar também se não há nenhum agravante de ordem sistêmica, como disfunção hormonal”, diz.

Agora, se a estrutura óssea já estiver perdida, nos casos de periodontites ou de traumas oclusais, a reparação é dada por meio de enxertos ósseos.

Enxerto Ósseo
Esse procedimento é muito utilizado hoje em dia, tanto na Implantodontia quanto na Periodontia. Quando um dente é perdido, o osso da boca encolhe de altura e de largura, impossibilitando a colocação do implante. Para sustentar o dente, os enxertos são colocados em pedaços ou moídos junto a outros componentes auxiliares.
Nos implantes, os pinos de titânio atuam como raízes dentárias artificiais, tornando-se parte integral do osso mandibular ou maxilar. Para a correta acomodação do implante, é necessária a presença de osso. Caso isto não ocorra, utilizam-se enxertos ósseos.

Inúmeros materiais podem ser empregados (osso humano, osso bovino e compostos à base de hidroxiapatita). Enxerto ósseo autógeno (osso coletado do próprio paciente).

Entenda como tudo começa…
A doença periodontal inicia-se com uma gengivite marginal e progride para uma periodontite, momento em que se inicia a perda óssea. Caso não seja tratada leva à perda do dente. A placa bacteriana não removida se mineraliza, transformando-se em cálculo ou tártaro dos dentes, que são estruturas duras, difíceis de remover.

Via Uol